Globo

Morre no Rio de Janeiro, aos 83 anos, o ator e diretor Gracindo Jr.

O ator e diretor Gracindo Jr. morreu, na noite dessa terça-feira (2), em casa aos 83 anos, de causas naturais. Em nota, o Ministério da Cultura (MinC) informou que recebeu a notícia com pesar. Destacou sua dedicação à arte por 50 anos, passando pelo teatro, rádio, cinema e televisão, período em que desempenhou também a função de roteirista.

O nome de batismo – Epaminondas Xavier Gracindo – foi dado pelo pai, o também ator Paulo Gracindo. Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943, aos 15 anos Gracindo fez um teste para a Rádio Nacional e, ao ser aprovado se tornou ator, redator e disc-jóquei na emissora.

A estreia no teatro foi em 1961, na peça A Escada, de Oswald de Andrade. Na tevê foram vários os trabalhos em novelas de sucesso como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim, Esplendor e Celebridade. Gracindo Jr foi um dos fundadores da TV Globo, onde chegou a atuar em produções junto com o pai como O Bem Amado. Em O Casarão, os dois interpretaram o mesmo personagem nas versões mais jovem e com mais idade.

Na direção, também na TV, esteve à frente da novela Marron-Glacé e, em 1983, do programa Os Trapalhões.

“O MinC se solidariza com os cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli, com quem estava havia mais de cinco décadas”, concluiu a nota do ministério.

O governador em exercício do estado do Rio, Ricardo Couto, também divulgou nota afirmando que recebeu com tristeza a notícia da morte do ator e diretor., “um dos nomes fundamentais na construção da história da dramaturgia brasileira”.

O corpo de Gracindo JR será cremado, às 14h10, no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona norte do Rio. De acordo com o cemitério, o velório na capela 6 começará às 12h10.

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Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio de Janeiro

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Reverenciada com frequência como uma das damas da teledramaturgia brasileira, ela protagonizou novelas de sucesso, destacando-se nesse gênero no país desde a década de 1950.

Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, a atriz iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi. Sua primeira novela foi Um Lugar ao Sol, em 1959.

Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções para televisão, além de realizar trabalhos no teatro e no cinema. Ela esteve em vários longas-metragens, como o filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962.

A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial

Na televisão, a atriz participou de novelas como Irmãos CoragemBrega & ChiqueRainha da SucataPáginas da Vida e A Favorita.

Em 1963, durante a novela 2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária do país, trabalhou com Tarcísio Meira, com quem se casou no mesmo ano e manteve uma parceria artística em diversas produções. Com o marido, Glória atuou em grandes sucessos, entre as quais Sangue e AreiaRosa RebeldeEspelho Mágico e Guerra dos Sexos.

Os dois foram casados por 59 anos, até que Tarcísio Meira morreu em 12 de agosto de 2021, de covid-19.

Glória atuou no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus últimos trabalhos na TV foi Totalmente Demais, de 2015, no qual interpretou a personagem Stelinha.

Glória Menezes deixa três filhos: Maria Amélia e João Paulo, de uma união anterior, e Tarcísio Filho, do casamento com Tarcísio Meira.

A família não informou até o momento onde será realizado o velório da atriz.

Perda para a cultura

Em nota, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda de Glória Menezes entristece a cultura e a arte do país.

“Uma grande atriz que construiu uma trajetória de mais de seis décadas nos palcos, no cinema e, principalmente, na televisão. Um dos rostos mais populares do Brasil deu vida a personagens que atravessaram gerações”.

Couto relembrou que Glória Menezes, conhecida ao longo de sua carreira por sua versatilidade e talento, interpretou mocinhas, vilãs e personagens de grande destaque. “Sua contribuição para a dramaturgia brasileira deixa um legado que permanecerá na memória do público e das novas gerações de artistas”.

O desembargador manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de Glória Menezes. “Que sua história e sua arte permaneçam vivas na memória de todos”, concluiu.

O Ministério da Cultura também manifestou pesar pela morte da atriz e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores.

“Com uma carreira que atravessou diferentes momentos da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Glória Menezes deixa um importante legado para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, diz o texto, que narra a trajetória da atriz.

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Morre, em São Paulo, a premiada atriz Laura Cardoso aos 98 anos

A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. O velório começou às 8h e segue até as 14h na Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, bairro Bela Vista, na capital paulista.

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso faria 99 anos em setembro. Ao longo de sua carreira, interpretou mais de 60 personagens na televisão, incluindo dona Izaura, na novela Mulheres de Areia, Guiomar, em A Viagem, e Sinhana Coragem, em Irmãos Coragem.

As últimas aparições de Laura na televisão foram como dona Sinhá, em Sol Nascente, e como Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso, já aos 90 anos.

Prêmios

Com atuação no cinema, televisão e teatro Laura Cardoso recebeu vários prêmios por suas atuações.

Como atriz coadjuvante, levou o prêmio Grande Otelo em três ocasiões por sua atuação em Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005), De Onde Eu Te Vejo (2017).

Recebeu o prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, em cinco ocasiões. Na televisão, foi laureada como Melhor Atriz por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, levou o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001). Por fim, levou o APCA como Melhor Atriz em Teatro por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).

Pelo conjunto de sua obra, foi homenageada com o prêmio Guarani Honorário, em 2021, e o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, em 2023.

Também foi laureada duas vezes com o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por sua atuação em A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Tolouse-Lautrec (1964).

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Festival de Teatro Unimed realiza mais de 100 apresentações em 28 cidades

O teatro brasileiro ganhará novo impulso com a abertura da 3ª edição do Festival de Teatro Seguros Unimed, que terá início no próximo mês de agosto, e se estenderá até outubro de 2026. A iniciativa consolida-se no calendário cultural do país e adota um caráter de expansão interestadual inédito em sua trajetória.

Neste ano, o circuito cultural promoverá mais de 100 apresentações. A principal novidade no roteiro é a ampliação, que expandirá suas atividades por 28 cidades brasileiras, distribuídas entre três estados da região Sudeste. Além de cobrir dezenas de polos no interior e na capital de São Paulo, o evento desembarca no Espírito Santo e em Minas Gerais, incluindo as capitais.

O Festival de Teatro Seguros Unimed começa em São Paulo, com o espetáculo Querida Mamãe (28 e 30 de agosto), com Nívea Maria e Regiane Alves, e explora as complexidades e os conflitos geracionais da relação entre mãe e filha. Em Campinas, O Musical dos Musicais (29 e 30 de agosto), um tributo aos maiores sucessos do teatro mundial, reúne mais de 60 artistas, que encenam trechos de clássicos como Chicago, Wicked, Mamma Mia, Les Misérables e Hamilton.

Antes do Ano que Vem (28 e 29 de agosto), comédia estrelada por Mariana Xavier, e que aborda temas profundos como saúde mental, solidão e autocuidado usando o humor e o acolhimento, é apresentado em Franca. Marília recebe Clô Para Sempre (28 e 29 de agosto), estrelado pelo ator Eduardo Martini, que interpreta Clodovil Hernandes em um relato íntimo do estilista, abordando sua infância solitária, a moda, a televisão, sua carreira política e seus amores.

E fechando o primeiro fim de semana, Salto recebe Um Dia Muito Especial (29 e 30 de agosto), com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall, uma adaptação do clássico filme italiano de 1938 que aborda temas como preconceito, solidão e aceitação através de uma amizade extraordinária.

A superintendente de Marketing da Seguros Unimed, Renata Ucha, destaca o orgulho de manter o projeto em crescimento contínuo. “Chegar à nossa terceira edição consecutiva reforça o compromisso da Seguros Unimed com a democratização do acesso à cultura e o bem-estar das comunidades. Transformamos este festival em um pilar de conexão social estável, demonstrando que o investimento contínuo em arte contribui para desenvolver a realidade das regiões atendidas”, afirma a executiva.

O itinerário do festival foi planejado para apresentar grandes espetáculos, que geralmente ficam restritos às capitais. De acordo com Vicente Freitas, idealizador e diretor geral do projeto, o ganho de escala interestadual representa um amadurecimento técnico para a produção.

“A nossa expansão para três estados diferentes permite criar um intercâmbio de plateias e cumprir a missão de levar o teatro a palcos descentralizados, alcançando novos públicos”, detalha Freitas.

O circuito, que contou com o apoio de 24 Unimeds nas edições de 2024 e 2025, chega, em 2026, à marca de 28 apoios locais. Essa articulação coletiva materializa o interesse pela comunidade, traduzindo a união do Sistema Unimed em ações, e dá visibilidade às cooperativas que receberão as peças em suas cidades, além de conceder o direito a 10% da carga de ingressos para cada cooperativa.

A programação artística do 3º Festival de Teatro Seguros Unimed percorrerá as seguintes localidades:

  • São Paulo: Americana, Araraquara, Araras, Barretos, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi-Mirim, Pederneiras, Piracicaba, Ribeirão Preto, Salto, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo e Sorocaba.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberaba.
  • Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Vitória.

A programação oficial detalhada, com as peças adultas e infanto-juvenis, teatros locais e informações sobre a venda de ingressos será disponibilizada nos canais oficiais do evento e por meio da plataforma de ingressos do Festival de Teatro Seguros Unimed.

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Ator Gerson Brenner, galã de novelas, morre aos 66 anos

O ator Gerson Brenner, que fez sucesso em novelas da Globo nos anos 1990, morreu na noite de ontem (23), aos 66 anos. Ele estava internado no Hospital São Luiz, na capital paulista. A causa da morte não foi revelada.

Gerson fez bastante sucesso na TV, principalmente em novelas. Começou sua carreira em 1989 em Kananga do Japão, folhetim exibido pela TV Manchete naquele ano. Ele interpretava o Dr. Marcelo. Ainda em 89 estreou na Globo na novela Top Model, bem popular na época.

Em 1990 atuou em Rainha da Sucata, em horário nobre. Ao lado de atores como Aracy Balabanian, Regina Duarte e Tony Ramos, Brenner se tornou bem conhecido do público. Ele interpretava um personagem que também se chamava Gerson e era filho de Dona Armênia (Aracy Balabanian), uma das protagonistas da trama.

Sua carreira decolou de vez depois de Rainha da Sucata e o ator passou a ser chamado para trabalhar em diversas outras produções da Globo. Fez Perigosas Peruas e Deus nos Acuda (ambas em 1992), Radical Chic e Olho no Olho (as duas de 1993), Vira Lata (1996), Corpo Dourado (1998), entre outras.

Além da Globo e Manchete, Brenner também fez novelas na Record e no, SBT. Ainda participou de outros programas como Alô, Doçura (SBT), Os Trapalhões e Você Decide.

Em 1998, quando já era bastante conhecido, Gerson sofreu um assalto e levou um tiro na cabeça. O ator sobreviveu ao disparo, mas ficou com graves sequelas. Não conseguia mais andar e nem se comunicar. Desde então ficou sob cuidados intensos por parte de seus familiares. Gerson deixa a esposa Marta Mendonça e duas filhas.

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Anvisa suspende a comercialização de sal grosso e pó para decoração

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o uso do pó para decoração da marca Sugar Art, produzido pela Madi Comércio e Indústria de Artigos para Festas e Artesanatos Ltda.

A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto. Em nota, a agência informou que o pó para decoração contém materiais plásticos, tornando o produto impróprio para consumo.

Outro item alvo de ação fiscal e que deve ser recolhido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda.O produto também teve a sua comercialização, distribuição e consumo suspensos.

A agência informou que a medida afeta apenas o lote 004/24 do sal grosso fabricado pela empresa, com vencimento em 30 de outubro de 2026. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o lote citado foi reprovado no teste de determinação de iodo.

“O iodo deve ser adicionado ao sal de cozinha, para evitar a deficiência desse elemento no organismo, que pode levar ao bócio (aumento da tireoide). A falta de iodo também pode ocasionar vários problemas ao desenvolvimento do feto, durante a gestação, entre outros problemas”, destacou o comunicado.

A Anvisa orienta que consumidores que já tenham adquirido o produto entrem em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800 585 0303.  (Agência Brasil)

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Iguatemi recebe EP Games, o maior evento gamer do interior do Brasil

O Shopping Iguatemi Campinas se torna o endereço do maior encontro gamer do interior paulista. De 15 a 18 de janeiro de 2026, o empreendimento recebe o EP Games, festival que movimenta a região com uma agenda intensa de competições, experiências imersivas e conteúdo especializado voltado a fãs de games, e-sports, cultura geek e profissionais do setor.

Realizado pelo Grupo EP, afiliada da Globo, o evento conta com o apoio da Garena, publisher do sucesso global Free Fire, e mantém um compromisso social ao destinar 10% da bilheteria para jovens de escolas públicas.

Instalado na área P2 do shopping, o EP Games reúne torneios de e-sports, campeonato de cosplay aberto ao público, meet & greet com influenciadores e equipes profissionais, área de gameplay com consoles atuais e clássicos, espaço dedicado a jogos de cartas e tabuleiro e uma programação de palestras com especialistas que discutem temas como carreira, educação, diversidade e produção de games. A experiência se completa com shows, DJs e diversas premiações.

Entre os nomes confirmados está Ana Marcella “Anyazita” Muniz, uma das narradoras mais reconhecidas dos e-sports no Brasil. O line-up também inclui grandes equipes profissionais: Fluxo e W7M Esports, tetracampeã mundial de eSports; Stellae Gaming, campeã brasileira de Valorant 2025; Los Grandes e MIBR, referência nacional há mais de duas décadas.

Para Lívia Moufarrej Abdalla, gerente de Marketing do Shopping Iguatemi Campinas, a chegada do festival ressalta o papel do empreendimento como referência em entretenimento e inovação. “A importância de um evento como o EP Games no Iguatemi Campinas se deve à transformação dos shoppings em centros de entretenimento e experiências. Ao oferecer vivências diferenciadas e de qualidade, reforçamos nosso posicionamento como um destino de lazer completo, ampliando a diversidade de público.”

 

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Morre aos 97 anos Cid Moreira, a voz do Jornal Nacional por 26 anos

Faleceu nesta quinta-feira (03) aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira.  Famoso pelo “Boa noite”, que diariamente dizia no começo do Jornal Nacional, Moreira estava internado em um hospital de Petrópolis – RJ, com pneumonia.

Por 26 anos e mais de 8 mil edições Cid Moreira apresentou o Jornal Nacional. O locutor começou na Rede Globo em setembro de 1969. O programa foi o primeiro telejornal transmitido em rede nacional no Brasil.

Cid Moreira começou a carreira como locutor em uma rádio de Taubaté, sua cidade natal. Transferiu-se para São Paulo em 1949 e foi trabalhar na Rádio Bandeirantes. Em 1951 mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga.

Um dos pioneiros do jornalismo televisivo no Brasil, sempre costumava lembrar que, na época de ouro do rádio, ninguém acreditava muito no futuro da TV. Mas apesar disso, Cid passou a apresentar comerciais ao vivo na extinta TV Rio. Em 1963 tornou-se locutor do “Jornal da Vanguarda”. O locutor passou pelas emissoras, Tupi, Globo, Excelsior e Continental.

Em 1996 foi substituído no Jornal Nacional por William Bonner e Lillian Witte Fibe e passou a fazer as locuções de reportagens especiais no “Fantástico”.  Os últimos trabalhos na Rede Globo foram durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Faleceu nesta quinta-feira (03) aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira.  Famoso pelo “Boa noite”, que diariamente dizia no começo do Jornal Nacional, Moreira estava internado em um hospital de Petrópolis – RJ, com pneumonia.

Por 26 anos e mais de 8 mil edições Cid Moreira apresentou o Jornal Nacional. O locutor começou na Rede Globo em setembro de 1969. O programa foi o primeiro telejornal transmitido em rede nacional no Brasil.

Cid Moreira começou a carreira como locutor em uma rádio de Taubaté, sua cidade natal. Transferiu-se para São Paulo em 1949 e foi trabalhar na Rádio Bandeirantes. Em 1951 mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga.

Um dos pioneiros do jornalismo televisivo no Brasil, sempre costumava lembrar que, na época de ouro do rádio, ninguém acreditava muito no futuro da TV. Mas apesar disso, Cid passou a apresentar comerciais ao vivo na extinta TV Rio. Em 1963 tornou-se locutor do “Jornal da Vanguarda”. O locutor passou pelas emissoras, Tupi, Globo, Excelsior e Continental.

Em 1996 foi substituído no Jornal Nacional por William Bonner e Lillian Witte Fibe e passou a fazer as locuções de reportagens especiais no “Fantástico”.  Os últimos trabalhos na Rede Globo foram durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

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Tony Ramos recebe alta do hospital após 8 dias internado

O ator Tony Ramos, de 75 anos, recebeu alta, na manhã desta sexta-feira (24). Ele estava internado no Hospital Samaritano de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, desde o dia 16. A informação foi divulgada pelo hospital por meio de nota, às 11h.

Tony Ramos foi levado ao hospital para tratar um sangramento no cérebro e foi submetido a uma cirurgia para drenagem de hematoma subdural, um acúmulo de sangue entre o cérebro e o revestimento externo, o crânio. O ator precisou ainda passar por uma segunda intervenção depois do aparecimento de coágulos e um novo sangramento intracraniano.

Na última quarta-feira (22), ele recebeu alta do CTI – Centro de Tratamento Intensivo do Samaritano Botafogo. Naquele dia, o boletim médico indicou que o ator continuava em evolução no quadro clínico e em plena recuperação.

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Jornalismo profissional é verdadeiro antídoto contra a desinformação

Falseamento de informações, de opiniões, de vozes e até de rostos. Mentiras que chegam por telas e telinhas, que multiplicam-se com teorias conspiratórias, com frases cortadas e datas imprecisas. A desinformação, que se apresenta em diferentes faces e que representa ameaça concreta às sociedades civilizadas, tornou-se desafio diário para profissionais da informação, categoria que celebra, neste domingo (7), o Dia do Jornalista. Para pesquisadores do tema, trabalhadores dessa área têm a missão de atuar na linha de frente contra a epidemia desinformativa, mas têm desafios complexos diários nessa guerra.     

Em entrevista o professor João Canavilhas, da Universidade da Beira Interior (Portugal) e pesquisador dos efeitos das novas tecnologias, disse que o jornalismo tem sido o principal combatente contra a desinformação e grande defensor da democracia. “Não devemos desligar uma coisa da outra para deixar claro que a desinformação não é apenas um fenômeno isolado: ele tem um objetivo específico – manipular as pessoas – e, em última instância, visa destruir a democracia”.

Ele explica que algumas plataformas, como as redes sociais e as agências de checagens também combatem a desinformação. “Podemos dizer que o jornalismo profissional é o verdadeiro antídoto contra a desinformação”.

“Não devem atuar sozinhos”

Segundo a  pesquisadora brasileira Ana Regina Rego, coordenadora geral da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNDC), os jornalistas têm responsabilidade nesse combate, mas não significa que devam atuar sozinhos. “É preciso atuar em sinergia com outros profissionais, como cientistas de dados, com agentes de saúde, ou mesmo professores do ensino básico, por exemplo. Eu acredito muito no jornalismo como instituição no combate à desinformação”, afirma.

Ana Regina Rego pondera que há, entretanto, um cenário múltiplo com portais de conteúdos desinformativos e que se utilizam de uma estética da informação semelhante a do campo do jornalismo profissional. “Existe uma transformação em curso, que inclui tanto a questão tecnológica das plataformas e práticas que eram exclusivas do jornalismo, mas que hoje são compartilhadas em um espaço em que qualquer pessoa se transformou em um produtor de conteúdos”.

De acordo com o professor português João Canavilhas, a classe profissional está hoje mais ciente do seu papel na sociedade. “Antes de termos evidências sobre o poder da desinformação – tal como aconteceu nas eleições americanas ou nas brasileiras – os jornalistas viam-se como um quarto poder”. Mas isso se alterou. porque a desinformação circula por vários canais e os jornalistas perceberam que já não basta dominar o seu canal para combater a desinformação. “Isso obrigou-os a repensar o seu papel e a encontrar formas de procurar os espaços onde circula a informação falsa para poderem combater”.

De acordo com o que avalia a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, a desinformação se tornou parte desse ecossistema. “O jornalista, por ter o seu compromisso com a função social da atividade e, por ter conhecimento não somente teórico, mas também ético sobre a profissão, deve ser visto como um combatente natural contra a desinformação”.

Sob suspeição

Mas, para João Canavilhas, a imagem do jornalista não é a mesma para o público, o que seria fruto também de maus exemplos resultantes da pressa de ser o primeiro a publicar. “Alguns profissionais deixaram de cumprir os princípios éticos e deontológicos associados à profissão e, por isso as pessoas, dizem que ‘os jornalistas são todos iguais’. É preciso mostrar que, tal como em todas as profissões, há bons e maus profissionais”.

A professora brasileira Ana Regina Rego, que atua na Universidade Federal do Piauí, aponta que existe uma ação de jogar o jornalismo em uma posição de suspeição. Para conter essa situação, no entender dela,  o campo jornalístico tem que ser proativo e revisitar os pilares de construção da sua confiabilidade. “É necessário trabalhar de forma ética e com conhecimento mais aprofundado”.

Verificação

Pesquisadora do tema, a professora Taís Seibt, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), explica que a ação de verificação das informações é algo imutável e diferencial para o jornalismo. “O papel de verificação das informações seria potencializado para o jornalismo se diferenciar dos outros discursos, das outras práticas de comunicação no contexto que a gente vive”.

De acordo com a professora, o jornalismo de verificação não é só o de veículos que fazem o fact-checking (checagem de fatos). “Trata-se de uma ação para reforçar esse princípio como um elemento do jornalismo em um ecossistema de comunicação saudável diante das mudanças que a gente está acompanhando”.

A professora Taís Seibt avalia que as ondas de desinformação na internet mudaram, de alguma forma, o perfil dos jornalistas. Inclusive,, pelas condições de precarização da atividade e exigências cada vez maiores com relação a quantidade e qualidade de publicações. “Isso impõe aos jornalistas vários desafios, inclusive de se adaptar a novos formatos. Por isso, é necessário trabalhar a verificação como um elemento-chave”, afirma.

A presidente da Fenaj, Samira de Castro, entende que os jornalistas passaram a incorporar a checagem como parte do trabalho diário. “Existem áreas sensíveis à desinformação, como a cobertura de política, onde há uma desinformação propositada para fazer sobressair narrativas de interesses de políticos”.

Outro campo que ela cita é a área da saúde, que se mostrou muito sensível à desinformação por conta dos movimentos antivacina e anticiência. “Por incrível que pareça, nós estamos numa era em que a informação é um valor inalienável, mas o excesso de informação não ilumina o cidadão”, avalia. Em contraposição, a informação aprofundada é o que faria a diferença e que deveria ser objetivo dos profissionais.

Dificuldades

Taís Seibt  indica que o desafio foi potencializado, por exemplo, pelo avanço das tecnologias de inteligência artificial com uma capacidade cada vez maior de simular realidades que não existem. “E com muita técnica e refino. Então é difícil para o jornalista, se posicionar como esse mediador qualificado para verificar”. As dificuldades ficaram evidentes durante a pandemia de covid-19, quando a desinformação foi rotineira e era preciso indicar as instruções corretas para proporcionar segurança aos cidadãos.



“A gente precisa, como cidadão, ter em quem se apoiar. O jornalismo historicamente exerceu esse papel em diferentes contextos, mudanças e crises. Estamos em um período em que esse debate está muito forte, mas o jornalismo continua fundamental e vai continuar sendo necessário”.

Formação de cidadãos

Segundo o professor João Canavilhas, para controlar essas situações de desinformação, é necessário que existam leis e entidades reguladoras para conter as mentiras. “Em Portugal chama-se ERC. Mas é nas plataformas que está o grande problema. Algumas são fechadas e, mesmo nas abertas, torna-se cada vez mais difícil controlar a desinformação. Claro que as redes sociais tentam fazer o seu trabalho, mas os algoritmos ainda são muito limitados a identificar informação falsa”.

Para Canavilhas, só um controle humano consegue bons índices de eficácia, mas seria impossível fazê-lo permanentemente dado o fluxo informativo. É por isso que se torna tão difícil conseguir controlar a desinformação nas redes sociais. “A alternativa é a literacia midiática, ou seja, introduzir estas matérias nas escolas e dar cursos livres para que todos os cidadãos percebam a diferença entre a informação jornalística e o ‘papo furado’ das redes”.

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