EUA

Mostra marca 80 anos de lançamento das bombas que cairam no Japão

Em 6 de agosto de 1945, às 8h15, a bomba atômica Little Boy era lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Três dias depois, era a vez de outro artefato nuclear, a Fat Man cair em Nagasaki.Os ataques selaram o fim da 2ª Guerra Mundial, quando os países aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética) venceram as nações do eixo (Japão, Itália e Alemanha).

O ataque em Hiroshima deixou 166 mil mortos e em Nagasaki calcula-se em 80 mil o número de vítimas. Era o fim de um conflito e o início de outra, a Guerra Fria, onde Estados Unidos e União Soviética, cada um de seu lado e com seus respectivos satélites, rivalizavam-se na primazia pela corrida armamentista nuclear.

Agora, 80 anos depois, a Japan House São Paulo, na Avenida Paulista, apresenta a exposição Heiwa, um apelo de paz. O evento gratuito, com duração até 31 de agosto, que relembra os ataques nucleares às duas cidades japonesas. A palavra Heiwa significa “paz” em japonês, conceito que norteia toda a exposição. A intenção é que o público possa refletir sobre o valor da vida e coexistência de forma pacífica.

Para a diretora cultural da Japan House, Natasha Barzaghi Geenen, relembrar os ataques atômicos permite aprender com os erros do passado. Segundo Natasha, a questão da memória “é uma coisa que os museus fazem de maneira muito forte. A memória tem a função de replicar os bons exemplos do passado e não repetir aqueles que não deveriam nunca mais acontecer. E muita gente, das gerações mais novas, talvez não tenham consciência do que significou tudo isso (os ataques nucleares). A importância é sobretudo de fazer um apelo de paz, que é o mote da exposição”, disse a diretora.  

Na exposição, os participantes do evento são convidados a fazer tsurus, que são origamis de papel. Na cultura japonesa, os tsurus representam a paz. Segundo a crença,  ao dobrar mil origamis, as pessoas podem fazer um desejo. Oficinas de confecção dos origamis estarão disponíveis na mostra.

“É bastante comum na cultura japonesa essa percepção de comunidade. Quando existe alguém passando por uma situação difícil, é comum se juntarem fazendo tsurus, buscando atingir o número de mil para conceder um desejo. A ideia é que a gente tenha uma manifestação do nosso lado, do Brasil, mandando para o Japão o desejo de paz mundial”, explica Natasha.

As doações de tsurus recebidas pela Japan House serão enviadas para o Parque Memorial da Paz, em Hiroshima. O parque apresenta um memorial em homenagem a Sadako Sasaki, uma menina de 12 anos que morreu por exposição à radiação da bomba atômica.

Sadako virou um símbolo de paz mundial. Na luta para viver, dobrou mais de mil tsurus. O irmão de Sadako doou um dos origamis para a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, que o cedeu para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O tsuru foi emprestado para ser exibido na exposição.

Outra parte significativa da programação é a instalação de Mari Kanegae. A obra tem formato de origami e simula um jardim suspenso de oleandros. Depois dos devastadores ataques atômicos em Hiroshima, acreditava-se que o solo atingido pela bomba ficaria infértil por muitas décadas. Os oleandros foram as primeiras flores a desabrochar no local. Apesar de terem diversas cores no Japão, na mostra as flores estão todas brancas para reforçar a mensagem de paz.

A exposição também traz a projeção de 94 desenhos de crianças de diversos países sobre o que é paz na perspectiva dos pequenos, a exibição de um poema escrito por uma sobrevivente da bomba, Ayako Morita, e a mostra de fotografias atuais de Hiroshima e Nagasaki.

A Japan House São Paulo está localizada no endereço Avenida Paulista, 52. Aberta de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 10h às 19h. (Agência Brasil)

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Tarifaço dos EUA pode encarecer alimentação em bares e restaurantes

A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) avalia que o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, previsto para entrar em vigor no próximo dia 1º, deverá encarecer a alimentação em restaurantes, bares e lanchonetes.

De acordo com a entidade, o tarifaço exercerá pressão no mercado interno sobre produtos considerados carros-chefes da exportação brasileira, como café, carnes, pescados e suco de laranja.

“Estes alimentos terão toda a cadeia produtiva impactada. O café, por exemplo, pode perder até 30% da sua produção em exportação, o que acarretaria num aumento de até 6% no preço interno. Num possível cenário de recessão econômica, carnes [bovina e suína] e pescados também deverão ter os preços reajustados ao mercado interno para cobrir custos de produção”, explica a entidade em nota.

A Fhoresp projeta que os impactos nos preços internos aconteçam a médio e a longo prazos sobre o setor de alimentação fora do lar. A estimativa é de um aumento que pode chegar a casa dos 10% no cardápio do brasileiro.

“Temos de colocar todos os cenários à mesa, para que o Brasil entenda o que pode estar por vir, inclusive, um quadro de recessão econômica. No médio e longo prazo, o mercado interno deve sofrer com impactos em toda a cadeia produtiva, sobretudo no agronegócio”, disse o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto. 

Ele disse ver como “catastrófica” a taxação estadunidense. “Um franco ataque à cadeia do agronegócio brasileiro”, afirmou, defendendo uma ação diplomática e estratégica em defesa dos interesses nacionais. (Agência Brasil)

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CNJ comunica vazamento de dados de 11 milhões de chaves Pix

Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram dados cadastrais vazados, comunicou na noite desta quarta-feira (23) o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O incidente ocorreu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes e o Banco Central (BC).

Tanto o CNJ como o BC informaram que foram acessados de forma indevida dados de 11.003.398 chaves Pix. As informações cadastrais expostas foram as seguintes:

• nome da pessoa;
• chave Pix;
• nome do banco;
• número da agência;
• número da conta.

Segundo o CNJ, o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21) e foi prontamente corrigido.

O CNJ e o BC reiteraram que não foram expostos dados sensíveis, como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.

De acordo com os dois órgãos, as informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras.

O Sisbajud é uma ferramenta eletrônica que permite aos juízes pedir informações financeiras e bloquear ativos de devedores. O sistema substitui o antigo BacenJud e facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro para o cumprimento de ordens judiciais.

Canal de consulta

O CNJ informou que oferecerá, em breve, uma ferramenta exclusiva para o cidadão consultar se foi afetado pela exposição de dados. A divulgação desse canal ocorrerá no site do CNJ: www.cnj.jus.br

Esse será o único meio de comunicação às pessoas afetas. O CNJ ressaltou que não contatará as vítimas por mensagens, SMS, e-mail ou chamadas telefônicas.

Transparência

O BC informou ter adotado as ações necessárias para a apuração detalhada do caso. O órgão ressaltou que o incidente tem baixo impacto potencial para os usuários e que a comunicação não é exigida pela legislação. A autarquia, no entanto, decidiu divulgar a ocorrência por causa do princípio de transparência.

Em breve, o BC também detalhará a ocorrência na página específica em seu site destinada a comunicar todas as exposições e vazamentos de dados desde a criação do Pix. (Agência Brasil)

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Ford reune as SuperVans no Velocidade de Goodwood 2025

O mais importante encontro de automobilismo do mundo, que é realizado anualmente na Inglaterra, reuniu centenas de bólidos e milhares de fãs. O Festival da Velocidade de Goodwood 2025, que durou quatro dias e foi realizado numa aristocrática propriedade rural de mais de 300 anos, reuniu, entre outros, diversos modelos desenvolvidos pela Ford Performance: a Raptor T1+, a picape elétrica F-150 Lightning SuperTruck e o Mustang GTD. Mas a maior curiosidade foram as cinco gerações da SuperVan juntas, dando início ás comemorações dos 60 anos da Transit.

SuperVan Generations

Laboratório 

A primeira SuperVan foi criada em 1971 como veículo de demonstração. Baseada na primeira geração da Transit, ela era equipada com o mesmo motor central V8 do Ford GT40, que conquistou vitórias lendárias em Le Mans e atingia mais de 240 km/h.

SuperVan 1

A SuperVan 2, apresentada em 1983, usava um motor Cosworth V8 de mais de 590 cv do modelo de corrida C100 e chegava a 280 km/h. A SuperVan 3, criada em 1994, era movida por um motor Cosworth de 650 cv, compartilhado com os carros de F1 da época.

A SuperVan 3, desenvolvida pela Ford Performance em parceria com a Stard sobre a Transit de quarta geração, foi a primeira totalmente elétrica. Com quatro motores, cerca de 2.000 cv de potência e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos, foi apresentada no Festival de Goodwood de 2022.

Em 2023, a SuperVan 4 foi reconstruída como SuperVan 4.2, projetada especialmente para a subida de montanha Pikes Peak International Hill Climb, a qual venceu na categoria Open. A SuperVan 4.2 também venceu em 2024 a Hillclimb Shoot-Out, prova mais emocionante do Goodwood Festival, pilotada por Romain Dumas.

Este ano o piloto repetiu o feito, agora com a Ford F-150 Lightning SuperTruck, superando todos os veículos elétricos e a combustão na subida da montanha com o tempo de 43,23 segundos. A picape possui três motores elétricos que geram impressionantes 1.400 cavalos de potência e aerodinâmica avançada para maximizar o downforce e desempenho em curvas.

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Ford conquista novamente a prova de Pikes Peak International Hill Climb

O super Mustang Mach-E, protótipo elétrico desenvolvido pela Ford Performance, venceu mais uma vez a Pikes Peak International Hill Climb 2025, tradicional subida da montanha em Colorado Springs, nos EUA, na categoria Open. O veículo foi pilotado por Romain Dumas, que garantiu seu terceiro título consecutivo para a Ford, com o incrível tempo de 03:42,252 na prova limitada devido ao mau tempo.

Realizada desde 1916, Pikes Peak é uma das provas mais antigas do mundo. Está na 103ª edição e é conhecida pela dificuldade, começando em uma altitude já elevada de 2.862 m e terminando a 4.300 m, que lhe rendeu o apelido de “Corrida para as Nuvens”.

Até 2011, a pista era em grande parte de terra ou cascalho, e não é raro os carros saírem da pista ou rolarem montanha abaixo. Ela também é frequentemente interrompida por chuva, neve, neblina e outras condições climáticas adversas. Devido à falta de oxigênio na altitude elevada, os veículos a gasolina precisam de motores superdimensionados para ter um bom desempenho, característica que não afeta os veículos elétricos.

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Coluna Fernando Calmon — Fórum discute forte presença das marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.344 — 25 /3/2025

 

Fórum discute forte presença de marcas chinesas no Brasil

Organizado pela revista Quatro Rodas, considerou tanto o mercado de híbridos e elétricos quanto o desafio do posicionamento ousado de preços e produtos. Após o crescimento exponencial da indústria na China, suas marcas se voltam à exportação, abrir novos mercados e também equilibrar sua produção interna que, se comenta, já mostrar sinais de saturação. Além da falta de transparência sobre até onde atua o governo central em um país fechado politicamente, para dizer o mínimo.

Foram três painéis e nove marcas representadas: BYD, GAC, GWM, JAC, Leapmotor, Omoda-Jaecoo, SAIC (MG) e Zeekr. Sem entrevistas ao final ou sessão aberta de perguntas e respostas.

As marcas entendem que ainda há desafios de aceitação junto ao consumidor brasileiro. Barreiras arrefeceram em relação à qualidade real percebida e hoje se “experimenta” o carro chinês sem quase receios. Ficou claro que produção local tende a ser um fiador e aumenta relação de confiança. O segmento de entrada é pouco atrativo por não haver em grande escala esse tipo de produto na China. Foco permanece em híbridos e elétricos, que todos preveem expansão no Brasil.

A consultoria Future Brand observou que o brasileiro gosta de inovação, mas ganhar sua confiança, por um conjunto de elementos, não é fácil e vencer a barreira das marcas tradicionais requer trabalho.

Sobre fabricação local, a GAC (MG) confirmou a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento, além da intenção de implantar um modelo de produção verticalizado. Ressalte-se que em geral isso inibe a geração de empregos por um parque de fornecedores, apesar de ser uma visão comum no seu país-sede. Zeekr não produzirá aqui.

GWM destacou a produção nacional como pilar de desenvolvimento de confiança pelo mercado, visão compartilhada pela Omoda. BYD ressaltou que o Brasil é seu maior mercado fora da China, sem comentar sobre o real início de produção na Bahia.

Leapmotor (Stellantis) já nomeou rede de concessionárias e afirmou a industrialização como um caminho, pois o Brasil é um país produtor. Apontou necessidade de crescimento da estrutura de recarga de baterias.

JAC discorreu sobre manutenção mais sofisticada em veículos PHEV/HEV e produzir aqui implica enfrentar dificuldades bem maiores que na China.

SAIC enfatizou o menor custo de empresas chinesas frente às demais por sua estrutura funcional, sem estimar como se adaptaria aqui.

O consultor independente, Milad Kalume avalia que o maior mercado é para híbridos, inclusive plugáveis. Sobre elétricos, hoje com 2,5%, podem chegar a 4% nos próximos anos.

Credencial Digital de Estacionamento agora mais fácil

 Idosos com mais de 60 anos e PCDs já tinham prioridade de estacionamento em áreas demarcadas em todo o território nacional. Todavia a nova credencial, agora vitalícia para idosos, pode ser obtida digitalmente, desde o final do ano passado e válida em todo o Brasil. Antes cada município ou Estado tratava de impor sua burocracia e uma data de validade para renovação. Está disponível pelo Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e não precisa ser mais impressa. No entanto, recomendo que seja, embora sujeita a furtos.

Agentes de trânsito e policiais têm um aplicativo de fiscalização que permite verificar, por meio da placa ou do seu QR Code, se existe uma credencial vinculada ao veículo estacionado. Para o uso da versão digital, só é possível conectar a um único veículo, que poderá ser alterado a qualquer momento. Isso não deve ser esquecido. Hoje o estacionamento em vaga especial informa apenas o número de registro, sem vínculo a uma placa, mas é válido por até cinco anos. Depois exige renovação.

O processo é totalmente online, sem a necessidade de deslocamentos e o beneficiário poderá optar pela versão impressa (por meio do Portal da Senatran) ou digital (via aplicativo da Carteira Digital de Trânsito).

Mais de 16 milhões de pessoas acima de 60 anos que possuem, ou possuíram, carteira de habilitação, são beneficiados. Além dos idosos, a medida favorece cerca de 3,4 milhões de PCDs, cadastrados na base do Registro de Referência da Pessoa com Deficiência.

 Receio sobre veículos autônomos persiste nos EUA

De acordo com a última pesquisa da Associação Americana do Automóvel (AAA, sigla em inglês), 13% dos motoristas dos EUA confiariam andar em veículos autônomos, porém 60% ainda relatam ter medo de circular nessas condições (27%, em dúvida). Por outro lado, a excitação em torno de novos estilos de veículos é uma prioridade baixa: apenas 24% veem isso como importante.

O entusiasmo também é baixo em relação ao desenvolvimento de veículos autônomos — apenas 13% dos motoristas consideram isso uma prioridade; em 2022 eram 18%. Agora, 74% conhecem os Robotáxis, enquanto 53% dizem que não optariam por andar em um.

Todavia, o interesse em Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS, em inglês) continua alto. A pesquisa descobriu que 64% dos motoristas americanos “definitivamente” ou “provavelmente” desejariam Frenagem Automática de Emergência (AEB) em seu próximo veículo, 62% a Frenagem Automática de Emergência em Marcha à Ré (REAB) e 59% a Assistência de Manutenção em Faixa de Rodagem (LKA).

Para AAA, essas tecnologias avançadas devem melhorar a segurança do motorista em vez de explicitar a impressão de que o carro dirige por si só. Esses recursos foram refinados por software e os sensores atualizados, após vários testes da Associação para determinar se a tecnologia funcionava conforme o esperado. O que se evidenciou foram avanços significativos na AEB, principalmente em velocidades de até 50 km/h.

Ferrari 12Cilindri resgata passado com maestria

Poucas vezes se pode ver uma amálgama de forma e função tão competente entre saudosismo e modernismo. O mais novo cupê de dois lugares (depois, um conversível) da icônica marca italiana, nascida em 1947, já está na loja oficial em São Paulo (SP), mas entregas só dentro de dois meses.

A Ferrari desenhou o 12Cilindri internamente, como tem feito há muitos anos, no estúdio comandado por Flavio Manzoni, sem colaboração de mitos do passado, a exemplo de Giovanni Pininfarina ou Nucio Bertone. Enquanto a frente remete ao mítico 365 GTB4 Daytona (1968-1973), o óculo traseiro tem desenho bastante inusitado, o que levou ao uso de uma câmera externa para o retrovisor interno. Na traseira, quatro saídas de escapamento, apenas estéticas, pois as reais não são visíveis. Há também flaps retráteis.

O interior conta com bancos conchas, obviamente rígidos, e regulagens elétricas. Teto solar de vidro, maçanetas substituídas por botões elétricos e partida do motor na parte baixa do aro vertical do volante, por botão discreto e sensível ao toque (interruptor capacitivo). Acabamento impecável em Alcantara, três telas, inconfundível pedaleira da marca e atmosfera interna perfeita completam o refinado interior. Mas navegação exige cabo para Android Auto. Pormenor de classe: chave de ignição encaixa-se com perfeição em nicho, no alto do console, entre os bancos.

Motor dianteiro central é o venerável V-12 aspirado, 6,5 L, com extraordinários 830 cv (9.500 rpm) e 69,1 kgf·m (7.250 rpm). Seu ronco atiça corações e mentes. Câmbio automático (DSG) de oito marchas, aceleração 0 a 100 km/h em 2,9 s, velocidade máxima de 340 km/h. Comprimento, 4.733 mm; largura, 2.125 mm; altura, 1.292 mm; entre-eixos, 2.700 mm; massa, 1.560 kg; porta-malas, 270 L; tanque, 92 L.

Concessionária única no Brasil, Via Itália ainda não informou preços. Estima-se partir de R$ 8 milhões.

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Após ofensiva de Trump, Brasil reforça uso de moeda local no Brics

Em meio à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brics, a presidência do Brasil do bloco se comprometeu a desenvolver uma plataforma que permita aos países-membros usarem suas próprias moedas para o comércio entre eles, o que poderia abrir caminho para substituir, em parte, o dólar como moeda do comércio internacional.

“De forma a cumprir o mandato estabelecido pelos líderes do Brics na Cúpula de Johanesburgo em 2023, a presidência do Brasil dará continuidade aos esforços de cooperação para desenvolver instrumentos de pagamento locais que facilitem o comércio e o investimento, aproveitando sistemas de pagamento mais acessíveis, transparentes, seguros e inclusivos”, informa o documento.

A medida contraria os interesses dos Estados Unidos, que iniciaram uma guerra comercial com a elevação de tarifas para alguns mercados e produtos, incluindo o aço e alumínio, mercadorias que o Brasil exporta para o país norte-americano.

Nessa quinta-feira (13), antes de se reunir com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que faz parte do Brics, o presidente Trump disse que o bloco estaria “morto” depois das ameaças que fez de taxar em 100% as importações dos países que substituam o dólar.

Por sua vez, o documento da presidência brasileira do Brics afirma que o “recurso insensato ao unilateralismo e a ascensão do extremismo em várias partes do mundo ameaçam a estabilidade global e aprofundam as desigualdades”.

O documento completa dizendo que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem destacado o potencial do Brics como espaço para construção das soluções de que o mundo tanto precisa. Mais do que nunca, a capacidade coletiva de negociar e superar conflitos por meio da diplomacia se mostra crucial. Nosso agrupamento dialoga com todos e está na vanguarda dos que defendem a reforma da governança global”. (Texto e fotos Agência Brasil)

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Coluna Fernando Calmon — Elétricos perdem incentivos nos EUA e engasgam na Europa

Coluna Fernando Calmon nº 1.336 — 28/1/2025

Elétricos perdem incentivos nos EUA e engasgam na Europa

No segundo maior mercado mundial de veículos, renda por habitante mais elevada do mundo (salvo países ricos com poucos habitantes como Luxemburgo, Irlanda, Suíça, Noruega e Singapura) e segunda maior frota circulante (290 milhões de veículos leves e pesados), veículos elétricos ficaram sem incentivo federal, logo após a posse de Donald Trump na presidência dos EUA. Nenhuma surpresa neste aspecto, pois era promessa de campanha. Outros estímulos também estão sendo cortados, inclusive uma ainda indefinida proibição total da venda de carros novos apenas com motores a combustão (não híbridos).

Cenário um pouco menos drástico, no entanto preocupante, aprofunda-se na Europa, em especial na Alemanha (maior mercado do bloco): compradores decidiram pensar mais e se empolgar menos. Nada parecido com princípio de rejeição, todavia uma significativa freada de arrumação. O futuro indica que elétricos deverão dividir espaço com híbridos, em especial os plugáveis em tomada. Motores a combustão sem nenhum tipo de hibridização, estes sim, se tornarão uma espécie em extinção nos países ricos.

Já se sabe que a queda de preços vem ajudando os elétricos a encontrar mais interessados e a rede de recarga se amplia a um ritmo ainda insuficiente. Um ponto a observar é quanto custará a energia elétrica no futuro. A revista inglesa The Economist apontou que o custo em eletricidade para produzir apenas um bitcoin (moeda digital) é de US$ 30.000 (R$ 180.000). Por mais que haja alternativas limpas e seguras, é pouco provável que, no futuro, carros elétricos deixem de sentir impacto no, atual, custo de recarga quase simbólico.

Em países de renda média, como o Brasil, o ritmo de migração será muito mais lento. Aqui o termo “eletrificado” tem sido mal-usado como sinônimo de elétrico. Isso pouco contribui para atrair novos interessados e a frustração é um inimigo voraz. Também se atribui importância maior que a devida a campanhas negativas (haters ou “odiadores”). São só um reflexo de atitudes de lovers ou “adoradores” acostumados a exagerar ao apontar só vantagens.

Frustrante para ambientalistas. Porém muita sede ao pote, no ditado popular, só podia dar nisso. Uma visão equilibrada mostra que cautela e planejamento sempre fizeram bem e, agora, ainda mais.

100 anos da GM no Brasil é um marco indelével

Menos de 1% das empresas instaladas no Brasil são centenárias. Em 26 de janeiro de 1925 a companhia foi fundada em São Paulo (SP) como Companhia Geral de Motores, tradução literal de General Motors, que surgiu nos EUA em 1908. Especificamente, a marca Chevrolet, nascida em 1911, acabou se integrando à GM de forma dominante em 1918.

No País a marca Chevrolet tornou-se ainda mais forte, a partir de 1968, com a produção do Opala (primeiro lançamento que presenciei como jornalista “foca”, iniciante em 1967). Seu primeiro automóvel brasileiro era um Opel Rekord, de origem alemã, com motores americanos de quatro cilindros (2,5 litros) e seis cilindros (3,8 litros), logo nacionalizados. O nome era uma fusão de Opel e Impala (sedã americano importado de forma não oficial). Depois seguiram-se sete outros modelos de sucesso: Chevette (1973), Monza (1982), Corsa (1994), S10 e Blazer (1995), Montana (2003) e Onix (2012).

Um marco dos mais importantes foi a construção do maior campo de provas do Hemisfério Sul, em área da antiga fazenda Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), inaugurado em 1974. No evento do centenário em São Paulo (SP) a empresa confirmou dez novidades, entre lançamentos e atualizações, em 2025 dentro de seu plano de investir R$ 7 bilhões no País no período 2024-2028. Entre as estreias espera-se o primeiro híbrido básico flex da marca, o Onix.

De forma rápida, surgiu no palco da festa dos 100 anos o elétrico chinês Baojun Yep Plus, que aqui se chamará Spark. Trata-se de um SUV compacto (3.990 mm de comprimento; 2.560 mm de entre-eixos) da marca associada à GM, no maior país produtor mundial de veículos (31,3 milhões de unidades leves e pesadas, em 2024). O modelo terá motor de 102 cv, 18,4 kgf·m e bateria de 41,9 kW·h. Alcance médio estimado de 280 km (padrão Inmetro). Preço vai mirar nos modelos importados da BYD, principalmente.

Polêmica sobre isenção do IPVA se amplia entre Estados

O assunto teve desdobramentos depois de São Paulo criar um programa estadual de incentivos para isenção de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) nos veículos híbridos flex. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, são 13 os Estados a oferecer algum tipo de benefício aos automóveis, alguns apenas se comprados dentro de seus territórios. Sete isentaram só os modelos elétricos (BA, CE, MA, PE, RN, RS e PB). Três Estados estenderam o benefício para elétricos e híbridos (AL, RJ e MS). Outros dois (SP e MG), mais o DF, têm regras específicas.

Difícil apontar os que estão totalmente certos ou errados. Entre os sete “ligados” nos elétricos, trata-se de opção duvidosa pois estes representam apenas 3% das vendas nacionais (em alguns daqueles Estados bem menos que isso). A intenção pode até ter apelo ambiental, contudo alguns países já desistiram ou cortaram radicalmente os incentivos por desequilibrarem orçamentos públicos.

Limitar o benefício aos produtos fabricados dentro dos limites do Estado é um ponto controverso, de fato. Em São Paulo, as regras exigem uma tensão elétrica da bateria de no mínimo 150 V, motores flex (etanol e gasolina) e somente para híbridos plenos. Hidrogênio também é contemplado, caso típico de mosca azul. De fato, só a Toyota, por enquanto, é beneficiada, todavia outros fabricantes também vão produzir no Estado naquelas condições.

Não haverá mais discriminação de produção em São Paulo, só agora esclarecido. Em Minas Gerais, a minuta do primeiro decreto enquadrou apenas modelos fabricados dentro do Estado, Fiat neste caso, mas há questionamentos jurídicos. Segregar incentivos para apenas uma marca é complicado, dentro de contexto de equilíbrio da concorrência. Já na capital paulista híbridos básicos (segunda bateria de 12 V) enquadram-se, além de isentos de rodízio.

Enfim, polêmicas não terminaram e embaralham geração de empregos, protecionismo, demagogia e desencontros.

Elétrico Yuan Pro apresenta limitações inesperadas

Sem dúvida o SUV compacto elétrico da BYD atrai logo pela harmonia e modernidade do desenho. Linhas limpas, elegantes com um pormenor que considero importante: o capô tem extremidade arredondada e, no caso de SUVs, pedestres ficam um pouco menos vulneráveis em evento de atropelamento. Desenho das lanternas traseiras também se destaca.

Na avaliação do dia a dia, sobressai a atmosfera a bordo com bons materiais de acabamento, além de bancos que equilibram conforto e sustentação lateral, além de regulagens elétricas. No console há espaço de acesso lateral, mas portas USB estão mal colocadas para ligar cabo de celular, pois conexão sem fio drena muita capacidade da bateria, o que dificulta em viagens. Tela giratória de 12,6 pol. é vistosa e de boa resolução, embora só permita navegação em posição horizontal.

Não há botões para regulagem de ar-condicionado e seu comando por voz tira algo de atenção nas estradas. Falta saída de ar-condicionado para o banco traseiro, onde há razoável espaço para pernas pelo entre-eixos de 2.620 mm. Ponto fraco: porta-malas de 265 litros, mesmo com estepe de uso temporário. Freio de estacionamento eletromecânico automático nas paradas (auto hold) é outro destaque. Ausências sentidas: frenagem automática de emergência e controle de cruzeiro adaptativo.

Para um carro elétrico o alcance é limitado, além do esperado (menos de 220 km, no teste em autoestradas). E ainda exige o modo Sport, em várias situações. Suspensões macias demais fogem de padrões aceitos no Brasil, apesar do bom comportamento em curvas.

Preço: R$ 182.800,00

 

 

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Donald Trump toma posse hoje para seu segundo mandato

Já com muitas controversas, Donald Trump assume hoje (20) a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez. Trump assume o posto deixado por Joe Biden que abriu mão da reeleição. A cerimônia vai ser ás 8h (horário de Brasília), com apresentações musicais.

A cerimônia será num local fechado e o desfile em uma arena esportiva por conta do frio intenso que está fazendo em Washington, DC.

O novo presidente pediu que seu discurso de posse seja feito na Rotunda do Capitólio. O discurso é muito aguardado pois deve ser uma prévia do tom que ele planeja adotar nos primeiros dias de seu segundo mandato. Nas últimas semanas, Trump provocou outros líderes ao falar sobre assumir o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá e sobre transformar o Canadá em um estado americano.

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F-150 éo veículo mais vendido

Há 48 anos seguidos a Ford Série F é picape mais vendida da América do Norte e, também, o veículo mais vendido da indústria no continente há 43 anos. E em 2024 não foi diferente. Esse retrospecto impressionante dá uma ideia de quanto a picape é querida pelos norte-americanos. Desde o seu lançamento em 1948, a Série F já vendeu mais de 41 milhões de unidades.


Nos Estados Unidos, a Ford Série F se notabiliza por oferecer uma grande variedade de opções, que vai da F-150 à F-600, com motorizações a gasolina, diesel, híbridas e elétricas. No Brasil, F-150 é comercializada em duas versões, ambas equipadas com motor Coyote V8 de 405 cavalos, transmissão automática de dez velocidades, tração integral 4WD, diferencial traseiro blocante eletrônico e oito modos de condução.

Além de carroceria de alumínio de alta resistência, a F-150 oferece a possibilidade da tampa da caçamba ter multiacesso, com abertura tradicional ou lateral, iluminação 360 graus e head-up display, que projeta informações para o motorista no para-brisa sem precisar tirar os olhos da pista.

Traz ainda assistente de reboque e sistema de conectividade FordPass, que permite dar partida, travar e destravar portas, receber alertas de alarme e localizar o veículo pelo celular, entre outras funções remotas.

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