combustíveis

Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal. A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3).A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

De caráter temporário e excepcional,a proposta prevê umsubsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.

A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União. (Agência Brasil)

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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país.  

Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

Preço na bomba

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10(menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo. Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado.

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

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Dólar comercial cai 1,6% e fecha em R$ 5,23 com alívio externo

O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (16). O dólar caiu com força e encerrou o dia próximo de R$ 5,20, acompanhando o movimento da moeda no exterior. O dólar comercial encerrou as negociações vendido a R$ 5,229, com recuo de R$ 0,085 (-1,60%). A cotação encostou em R$ 5,28 durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima da mínima do dia.

Apesar da queda nesta segunda, o dólar acumula alta de 1,87% em março. No acumulado do ano, porém, a moeda registra queda de 4,72% em relação ao real. A moeda estadunidense caiu após dois pregões de forte alta, quando superou R$ 5,30 e alcançou o maior nível de fechamento desde janeiro.

A redução da aversão global ao risco, impulsionada pela queda do petróleo, favoreceu ativos de mercados emergentes e levou o real a registrar um dos melhores desempenhos entre essas moedas.

Bolsa reage

No mercado de ações, o principal índice da B3 também reagiu positivamente ao ambiente externo e se recuperou após duas quedas seguidas. O Ibovespa avançou 1,25%, encerrando o pregão aos 179.875 pontos, após ultrapassar momentaneamente os 181 mil pontos durante a sessão.

O desempenho refletiu a melhora na percepção de risco global e a queda das cotações do petróleo, fatores que ajudaram a aliviar a pressão sobre os mercados financeiros após dias de forte volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio.

Petróleo recua

O principal fator por trás da melhora no humor dos mercados foi a queda nas cotações do petróleo. A commodity (bem primário com cotação internacional) recuou diante da expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent (usado nas negociações internacionais) para maio fechou em queda de 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e acumule valorização de 40% no mês.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ajudaram a reduzir a tensão geopolítica. Ele afirmou que o acesso ao estreito poderá ser restabelecido em breve e indicou que há interlocutores no Irã dispostos a dialogar. Com as declarações e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, os investidores desmontaram posições defensivas montadas na sexta-feira anterior, quando havia receio de escalada da guerra no Oriente Médio.

Fatores internos

No cenário doméstico, operadores também apontam como fator positivo as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. O órgão realizou duas operações de recompra de papéis, ampliando a liquidez e reduzindo tensões na curva de juros. A movimentação ajudou a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que registraram quedas superiores a 30 pontos-base (0,3 ponto percentual) em alguns vencimentos.

Expectativa do Copom

Investidores também ajustam posições antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, marcada para quarta-feira (18). A expectativa predominante no mercado é de corte mais moderado da taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano.

Parte dos analistas, porém, já considera a possibilidade de manutenção da taxa diante das pressões inflacionárias provocadas pela alta recente do petróleo. Mesmo com eventual redução, o diferencial de juros do Brasil continuará elevado, o que tende a sustentar a atratividade do real para investidores internacionais. (Agência Brasil)

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Etanol sobe 4,61% e gasolina aumenta 0,48% no acumulado de 2025

Pesquisa indica que, os preços médios do etanol e da gasolina, registraram alta no acumulado de 2025. Entre janeiro e dezembro, o etanol apresentou aumento de 4,61%, enquanto a gasolina teve variação positiva mais moderada, de 0,48%. O levantamento é do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log.

Em janeiro de 2025, o etanol era comercializado, em média, a R$ 4,34, valor que chegou a R$ 4,54 em dezembro. Já a gasolina passou de um preço médio de R$ 6,31 no início do ano para R$ 6,34 ao final do período.

“Mesmo com oscilações ao longo do ano, o etanol manteve uma trajetória de alta mais consistente em 2025, influenciada por fatores como custos de produção, dinâmica da safra e condições de oferta e demanda. A gasolina, por sua vez, apresentou maior estabilidade no acumulado anual, refletindo um cenário de ajustes mais pontuais ao longo do período. Ainda assim, o etanol segue sendo uma alternativa financeiramente mais vantajosa em diversas regiões do País, além de oferecer benefícios ambientais importantes, por ser um biocombustível que contribui para a redução das emissões de carbono”, afirma Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

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Há 117 anos, Henry Ford desenvolveu um motor multicombustíveis

Abastecer os carros com álcool é uma prática comum no Brasil desde os anos 70, mas a pesquisa dos combustíveis de origem vegetal começou muito antes. O pioneiro Ford Modelo T, lançado há 117 anos nos EUA, era conhecido pela capacidade de operar com gasolina e outros tipos de combustível, como álcool e querosene. E documentos da década de 1910 mostram que Henry Ford pesquisou o uso de combustíveis à base de diferentes produtos, como açúcar, madeira, milho e batatas.

“Todo mundo está esperando por um substituto para a gasolina”, declarou Henry Ford para uma edição de 1916 do jornal Western Brewer, voltado aos produtores de cerveja. Notório abstêmio, ele também lamentou o fechamento de cerca de 60 cervejarias devido à proibição da bebida no estado de Michigan.

“Quando isso acabar não haverá mais gasolina e, muito antes disso, o preço da gasolina terá subido a um ponto em que será muito caro para ser queimado como combustível automotivo”, disse.

Resultados promissores

Experimentos realizados nos laboratórios da Ford durante 18 meses mostraram que o álcool combustível podia não só ser um substituto adequado para a gasolina, mas também um produto comercialmente viável. Na visão de Henry Ford, as cervejarias fechadas poderiam ser convertidas em destilarias para produzir álcool combustível, aproveitando os milhões de dólares já investidos naquelas instalações.

O típico motor de quatro cilindros do Modelo T gerava uma potência de 20 cv, com consumo de 5,5 a 8,9 km/l. Ford orgulhou-se de que um Modelo T testado com álcool tinha uma potência 15% maior do que com gasolina, embora com autonomia um pouco menor – algo que os donos de carros flex hoje experimentam na prática.

O combustível alternativo foi apontado também como um benefício para os agricultores, que logo usariam tratores agrícolas, como o popular Fordson da Ford. Henry Ford declarou ao Western Brewer que já tinha 30 desses “tratores motorizados” funcionando com álcool em Dearborn. E previu um futuro em que o álcool combustível poderia ser fornecido por tubulações subterrâneas para uso na iluminação e cozinhas, como o gás natural.

Nesses testes vários grãos e vegetais foram convertidos em álcool, incluindo resíduos de fábricas de enlatados e de açúcar que normalmente seriam descartados. Outras fontes promissoras eram talos de milho e uma variedade de batatas da Alemanha, que poderiam ser cultivados localmente.

Lei Seca

Apesar do potencial dos biocombustíveis, a dificuldade de operar destilarias na era da Lei Seca acabou inviabilizando o projeto. A proibição do álcool no estado de Michigan já existia antes da lei nacional entrar em vigor, em 1920. E quando ela terminou, em 1933, a Ford já havia avançado, substituindo o Modelo T pelo Modelo A e, em seguida, pelo motor V8 de cabeçote plano.

A ideia de Henry Ford não se concretizou, mas seus esforços no desenvolvimento de combustíveis alternativos fazem parte do legado de engenhosidade e pensamento inovador que hoje definem a Ford.

 

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Gasolina e diesel ficaram mais caros a partir de sábado

Os combustíveis ficarão mais caros a partir de sábado (01/02) por conta do aumento da alíquota do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

A gasolina aumentará em R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,47 de alíquota e o diesel e o biodiesel o acréscimo será de R$ 0,06 por litro, passando para R$ 1,12. A maior tributação será aplicada em todo o Brasil.

A alta nos preços dos combustíveis vai aumentar a inflação, segundo especialistas.

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Em parceria com a Lola e Yamaha, Lucas di Grassi renova com a equipe ABT

Lucas di Grassi dará continuidade ao seu trabalho junto à ABT na nova temporada do Campeonato Mundial de Fórmula E, que começa em São Paulo no dia sete de dezembro. O brasileiro e a equipe alemã estenderam sua cooperação de uma década e entrarão juntos em uma nova era: a partir da próxima temporada, a ABT terá como parceira a Lola Cars, usando um trem de força desenvolvido pela icônica marca britânica junto com a Yamaha Motor Company.

Com 47 pódios, Lucas di Grassi é o piloto mais bem-sucedido no Campeonato Mundial, que estreou em 2014, já com uma vitória do brasileiro, no ePrix da China. Na carreira, até o momento ele soma um título de campeão (2017), dois de vice-campeão (2016 e 2018) e dois terceiros lugares (2015 e 2019) neste que é um dos campeonatos mais competitivos do automobilismo internacional.

“Estamos encantados em continuar nossa jornada na Fórmula E com Lucas. Ele não é apenas um grande embaixador para nossa equipe e para todo o campeonato. Como todos nós, Lucas está ansioso e muito motivado para conquistar mais sucessos na categoria”, diz o CEO da ABT, Thomas Biermaier.

“Sabemos que trabalhar com um novo fabricante traz muitos desafios. Isso torna ainda mais importante para nós termos Lucas, um piloto muito experiente, ao nosso lado. Além de outros membros permanentes da equipe”, completou Biermaier.

Piloto ideal

Lucas di Grassi competiu em 131 corridas de Fórmula E, número superior ao de qualquer outro piloto. “Ter um piloto com tanta experiência, habilidade e dedicação como Lucas é um grande impulso para nós, como novo fabricante que está ingressando no campeonato. Esses atributos, combinados com seu relacionamento existente com a ABT, fazem de Lucas a pessoa ideal para estar ao volante em nosso retorno ao automobilismo”, diz o diretor de motorsport da Lola Cars, Mark Preston. “Seu conhecimento e feedback durante os testes já se mostraram inestimáveis e estamos ansiosos para entrar na pista juntos na 11ª temporada da história da Fórmula E”.

“A ABT é minha família”, diz Lucas. “Experimentei os melhores momentos da minha carreira lá e tenho total confiança nas pessoas que trabalham duro todos os dias para alcançar o sucesso – então, estou feliz que estamos enfrentando os novos desafios juntos”, disse o brasileiro.

Em meados de junho, di Grassi conduziu o shakedown do Lola Yamaha na Grã-Bretanha. Foi a primeira entrada na pista do novo projeto GEN3 EVO, com o trem de força recém-desenvolvido. “É um projeto muito interessante. Ele está sendo feito por pessoas que sabem o que é necessário para ter sucesso na Fórmula E, ao lado de duas marcas renomadas no esporte a motor, a Lola e a Yamaha, trazendo com elas uma rica herança no automobilismo e competência técnica”, observa Lucas. “Temos algumas semanas agitadas pela frente. Juntos, faremos tudo o que pudermos para ter sucesso o mais rápido possível”.

Nova parceria

Após um intervalo de um ano, a ABT retornou à Fórmula E no início de 2023 com a Cupra como parceira, iniciando com um trem de força fornecido pela Mahindra Racing. A nova configuração do time verá a ABT empregando sua vasta experiência nas operações da equipe de corrida, com suporte especializado da Lola como fabricante – a histórica marca britânica trabalhará em parceria com a Yamaha para desenvolver o trem de força e o software de gerenciamento do sistema.

O acordo da Lola para entrar no grid da Fórmula E com a ABT é um dos elementos de uma joint venture entre as duas empresas para explorar áreas de grande alcance no automobilismo sustentável. O projeto faz parte da estratégia da Lola para se reestabelecer como líder da indústria, focando nas áreas de eletrificação, hidrogênio e combustíveis e materiais sustentáveis.

A ABT Lola decidirá nas próximas semanas quem ocupará o cockpit de seu segundo carro, ao lado de di Grassi, antes de todas as equipes se reunirem para o teste oficial em Valência, Espanha, no início de novembro.

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Cortes de orçamento levam ANP a reduzir coletas semanais de preços

Os cortes orçamentários levaram a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a reduzir a abrangência da pesquisa do Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC). Em nota divulgada nesta segunda-feira (1º), a agência reguladora informa ter publicado hoje termo aditivo com a empresa que executa o serviço. “A medida visa tornar o valor do contrato compatível com os cortes orçamentários sofridos recentemente pela ANP”, diz a nota.

Conforme a ANP, o levantamento coleta preços em 10.920 postos revendedores de combustíveis automotivos ou de GLP (gás de cozinha), distribuídos por 459 cidades. De acordo com o termo aditivo, a partir deste mês, “as coletas semanais serão reduzidas para 6.255 (-43%), e a abrangência geográfica será de 358 cidades para combustíveis automotivos, das quais 92 cidades também terão pesquisa para o GLP”, informou.

A escolha das localidades que estarão de fora do levantamento, segundo a ANP, “considerou alguns critérios, buscando minimizar os impactos negativos decorrentes das perdas de unidades amostrais e localidades pesquisadas”, indicou.

A agência reguladora acrescentou que todas as capitais permaneceram no LPC e que, nas outras localidades, “foram considerados, em especial, os volumes comercializados, para manutenção da representatividade da coleta”.

A ANP informou ainda que o termo aditivo também prevê o restabelecimento parcial da abrangência do LPC a partir de janeiro de 2025. Conforme o contrato, a pesquisa passará a ser feita em 417 localidades, com um total de 8.988 coletas semanais.

Esta não foi a primeira redução. A ANP informou que entre, 2003 e 2007, o LPC coletou preços de 22.880 postos revendedores em 555 cidades, ressaltando que, em virtude de recorrentes cortes em seu orçamento, vem promovendo a sistemática redução de sua abrangência e representatividade, gerando perda de informações disponibilizadas à sociedade.

A redução de agora segue a Resolução de Diretoria da ANP nº 419/2024, que trata de termos aditivos de supressão contratual decorrentes das restrições orçamentárias impostas pela Portaria GM/MPO nº 63, de 8 de março de 2024.

Mais informações sobre as localidades suprimidas e as pesquisadas, bem como a quantidades de amostras coletadas, podem ser obtidas neste endereço. (Agência Brasil)

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Preços da gasolina e do etanol seguem tendência de alta

O fechamento da primeira quinzena de maio revelou que os preços dos combustíveis seguem tendência de alta no Brasil. O litro da gasolina foi encontrado à média de R$ 6,02 nos postos de abastecimento do País, com aumento de 1,01%, comparado com o mesmo período de abril. Já o etanol foi comercializado a R$ 4, após ficar 1,78% mais caro. Os dados são do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log que realiza pesquisa periódica em milhares de postos de combustível.

Os postos nordestinos registraram o aumento mais expressivo de todo o território nacional para o etanol, de 2,89%, e o maior preço médio, encontrado a R$ 4,63. A região ocupou o topo do ranking da maior alta para a gasolina, de 1,81%, que fechou a quinzena a R$ 6,19. Ainda assim, a maior média para o combustível foi identificada nas bombas de abastecimento da Região Norte, a R$ 6,39.

O Sudeste comercializou a gasolina mais barata do País, a R$ 5,87, e o Centro-Oeste registrou o etanol com a média mais baixa, a R$ 3,90.

“O etanol e a gasolina seguem tendência de aumento de mais de 1% nesse início de maio em todo o País. A maior parte dos estados registrou acréscimo para os dois combustíveis. A gasolina ficou mais barata apenas no Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás e no Distrito Federal. Já o etanol baixou de preço apenas em Roraima e em Goiás”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Entre os destaques por estado, seguindo a tendência de aumento registrada no Nordeste, os postos da Bahia apresentaram o acréscimo mais expressivo do País para a gasolina, de 4,26%, fechando a quinzena a R$ 6,36. Já o maior aumento no preço do etanol, de 6,11%, foi registrado em Sergipe, que fechou o período com a média a R$ 5,04. A gasolina com recuo mais significativo no preço, de 1,51%, foi comercializada no Distrito Federal, a R$ 5,89; e o etanol com maior baixa, de 1,28%, foi identificado em Goiás, onde a média fechou a R$ 3,87.

A gasolina mais cara entre todos os estados foi encontrada no Acre, a R$ 6,77, e o etanol com maior preço, no Sergipe, a R$ 5,04. Quem abasteceu em São Paulo encontrou os dois combustíveis pelo menor preço médio do País, a R$ 5,77 a gasolina e R$ 3,80 o etanol.

“Aumentou de oito em abril para dez neste início de maio o número de Estados que tiveram a gasolina como combustível mais vantajoso para abastecimento, que são grande parte dos estados nordestinos, como Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, além do Rio Grande do Sul, Pará, Rondônia e Roraima. Ainda assim, destaco o etanol como opção mais ecológica, por ser o combustível que emite menos poluentes na atmosfera e contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, reforça Pina.

 

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“Navio terá multa se não descarbonizar combustível”, alerta Mercadante

O presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, chamou a atenção, nessa quinta-feira (9), sobre mudanças nos combustíveis para a navegação e a aviação. As regras são definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), que vem adotando medidas com o objetivo de reduzir as emissões de carbono, num esforço para mitigar os efeitos do aquecimento global. De acordo com Mercadante, o país precisa estar preparado, e o BNDES vem se debruçando sobre a questão.

“A ONU é mandatária sobre navegação e espaço aéreo. No espaço aéreo, já estão dados a data e o volume do combustível renovável que terá que ser adotado a partir de 2027. Nós estamos financiando a produção de SAF, que é o combustível sustentável da aviação”, disse Mercadante, durante apresentação do balanço financeiro do BNDES referente ao primeiro trimestre de 2024.

Em sua visão, a maior preocupação envolve, no entanto, a navegação marítima. “Cerca de 90% de todo o transporte de mercadorias do planeta são feitos por navios. Eles terão multas se não descarbonizarem o combustível. E temos um problema logístico para chegar, por exemplo, à China. Nosso navio demora muito mais tempo do que, por exemplo, o da Austrália. Com isso, podemos perder competitividade. E o BNDES está debruçado sobre isso”, explicou.

Uma das ferramentas que o país possui para fomentar essa transição energética é o Fundo da Marinha Mercante, que existe desde 1958 e é voltado para promover o desenvolvimento da marinha mercante e da indústria naval nacional. São vários gestores, mas o BNDES responde por 75%. Segundo Mercadante, por meio do fundo, estão em processo de contratação R$6,6 bilhões, envolvendo balsas, rebocadores, empurradores para transporte de grãos e minério, entre outras embarcações.

Apesar dos desafios, ele vê uma oportunidade. “No curto prazo, para adaptar os navios, a melhor resposta é o etanol e o metanol, dos quais o Brasil é o segundo maior produtor. Nós temos a produção de etanol mais evoluída, que é o de segunda geração. É o mais eficiente, o que mais descarboniza. Podemos entrar nesse mercado”. O presidente do BNDES afirmou que, para atender à demanda, será preciso dobrar a produção de etanol no Brasil.

Subsídio à aviação

O BNDES também está estudando uma forma de apoiar as empresas aéreas, tendo em vista que o setor ainda sente os prejuízos acumulados ao longo da pandemia de covid-19, quando as medidas de distanciamento social reduziram drasticamente a locomoção das pessoas, incluindo o transporte para negócios e turismo. A alternativa que vem sendo discutida envolve o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC). Ele conta com recursos de contribuições provenientes das atividades ligadas ao próprio setor. “Esse fundo poderia ser acionado como garantidor para que possamos operar e oferecer crédito. Temos uma discussão em andamento”, diz Mercadante.

Segundo ele, as empresas vivem um bom momento. “Elas estão bem. O faturamento é crescente, os resultados são excelentes. Mas elas têm um passivo da pandemia. Os aviões ficaram no chão praticamente um ano e elas pagando leasing, tendo que manter equipes de profissionais, pagando taxas aeroportuárias. Foram custos muito pesados e as empresas sem faturamento. O Brasil não adotou nenhuma medida naquele período”.

Mercadante também afirmou que, em diversos países, o setor recebeu apoio para suportar os prejuízos do período. “Depois da pandemia de covid-19, houve subsídios à aviação no mundo inteiro. Houve nos Estados Unidos, em quase todos os países europeus, na Índia e em outros. A China sempre fez isso. E é muito importante para um país do tamanho do Brasil ter o setor estruturado. A gente não chega em muitos locais importantes do território nacional se não tiver empresas que tenham uma visão sistêmica do país e que deem prioridade ao Brasil. A disposição do BNDES é contribuir para que essas empresas resolvam a situação”. (Agência Brasil)

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