Chery

Caoa promove mega feirão em todas as suas concessionárias

A Caoa realiza neste sábado (15), mais uma edição do Caoa Day, a maior ação comercial do setor automotivo brasileiro. Durante um único dia, mais de 400 concessionárias e oficinas estarão mobilizadas em todo o país, reunindo condições exclusivas para a compra de veículos novos e seminovos, além de benefícios especiais em serviços de pós-venda.

Design sem nome – 1

Depois de superar a marca de 3 mil veículos comercializados em um único dia em edições anteriores, o Caoa espera superar no evento deste ano.

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Novo Caoa Chery Tigo 5X chega com novidades e preço atraente

Além de preço muito competitivo para o segmento e aumento na garantia (maior do mercado), o novo Caoa Chery Tiggo 5X chega em duas versões, Sport e Pro, com design mais atraente e mais equipado.

Montado em Anápolis -GO, o Tiggo 5X ganhou uma grade muito sofisticada com detalhes tridimensionais, faróis e DRL em full led com uma nova assinatura luminosa. Na traseira, o conjunto óptico em LED interligado por barra iluminada dá um visual muito harmonioso e amplia a percepção de largura.
Nas laterais, a coluna “C”, entre a porta traseira e a tampa do porta-malas, também foi renovada, dando elegância ao modelo.


 Sofisticação

O interior ficou muito mais sofisticado e agradável. Ao contrário da tendência imposta pelos modelos chineses importados de telas exageradas e que desviam a atenção do motorista, o 5X tem uma tela de tamanho generoso, mas muito mais agradável e funcional. A tela, de 20,5” full HD, integra de maneira inteligente o painel de instrumentos digital e central multimídia em um único display panorâmico. O SUV ainda vem com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

O acabamento interno tem bancos em couro, superfícies macias ao toque, detalhes em Black Piano e que normalmente é encontrada em modelos de categorias superiores.
O modelo incorpora ainda comandos acionados por voz, que permitem controlar funções como climatização, multimídia e navegação de forma natural e intuitiva, além do novo volante inteligente, com botões multifuncionais, ergonomia aprimorada e acabamento premium.

O console central foi totalmente redesenhado e incorpora soluções inteligentes de ergonomia, design e funcionalidade. Destaque para o carregador de celular por indução ultrarrápido de 50W, banco do motorista elétrico, com 6 funções e ajuste lombar em 4 posições, sensor frontal e comandos digitais intuitivos e experiência de conectividade integrada.

Segurança

O modelo também ficou mais seguro, com o sistema ADAS 2.0 Max Drive, 7 airbags (2 frontais, 2 laterais, 2 cortinas laterais e 1 airbag central, entre motorista e passageiro).  O pacote ADAS 2.0 Max Drive inclui: frenagem autônoma de emergência (AEB), piloto automático adaptativo (ACC), alerta de colisão frontal,  assistente e alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, comutação automática de farol alto, visão panorâmica 360° em alta definição. Os freios são a disco nas quatro rodas.

Motorização 

O motor continua o mesmo, mas com uma nova calibração. O propulsor é um 1,5 litro, turbo flex, de 150 cavalos e torque de 22,8kgmf. A transmissão CVT simula nove velocidades.
A suspensão é independente nas quatro rodas e a direção também é elétrica.

Preços

Para o lançamento, segundo a marca, as concessionárias estão promovendo uma ação nacional entre os dias 24 e 28 de fevereiro, com condições especiais de lançamento e supervalorização do seminovo na troca. Destaque para a nova garantia de sete anos.

Tiggo 5X Sport R$ 119.990,00 (lançamento)
Tiggo 5X Pro R$ 134.990,00 (lançamento)
Tiggo 5X Sport R$ 132.990,00 (preço pós lançamento)
Tiggo 5X Sport R$ 154.990,00 (preço pós lançamento)

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Luxo, sofisticação e economia não faltam nos novos Tiggo 7 e 8 híbridos

De uma só vez, a Caoa Chery apresentou as novas gerações dos seus Suvs mais luxuosos. Com muito conforto e tecnologia, os modelos chegam importados, mas em breve começam a ser produzidos na fábrica da marca em Goiás.

Tiggo 7

O Tiggo 7 e um SUV sucesso de vendas, quase liderando o segmento. A nova geração chega importada com a mesma motorização do Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid, ou seja, com dois motores elétricos que se unem ao motor a combustão 1,5 litro, turbo com injeção eletrônica, somente a gasolina, que possibilitam até 317 cavalos de potência máxima e 56,6 kgfm de torque.

O Suv vem com a tecnologia DHT – Dedicated Hybrid Transmission, que possibilita a uma gestão eficaz dos três motores.
Com os novos motores, o Tiggo 7 PRO Plug-in Hybrid tem números iguais ao irmão maior, acelerando de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e um consumo médio combinado é de 36,9 km/l na cidade e 30,2 km/l na estrada. Rodando somente com os motores elétricos é possível percorrer 63 quilômetros. Vale destacar, que o modelo pode ser carregado externamente.

Além da nova motorização, o Tiggo 7 teve mudanças no design externo. A enorme grade dianteira com visual Diamond e detalhes cromados se unem as entradas de ar no para-choque que aumentam a esportividade do modelo. As rodas de liga leve diamantadas com 18” aumentam essa aparência.

Já o interior, uma enorme tela full led de 24,6 polegadas,  une o painel de instrumentos e a multimídia. O sistema multimídia acomoda tecnologias de comando de voz, Android Auto e Apple Car Play Wireless.

O interior surpreende pelo acabamento esmerado e muito luxo. O banco do motorista possui ajustes elétricos em seis posições, além de ajuste lombar. Todos os bancos são de couro preto e têm muita qualidade e conforto. O console central com efeito aço escovado, comando de troca de câmbio com alavanca do tipo joystick e carregador turbo de indução para celular ainda mais potente (50W). O sistema de som premium da Sony.

Tiggo 8

O maior e mais sofisticado da linha CaoaChery no Brasil, o Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid 2025, continua em duas versões: combustão e híbrido Plug-in. Assim, como o Tiggo 7, o novo modelo de sete lugares, conta com dois propulsores elétricos e um a combustão de 1,5 litro, turbo a gasolina, que na união dos três motores geram 317 cavalos de potência máxima e 56,6 kgfm de torque. O modelo mantém a utilização da tecnologia DHT (Dedicated Hybrid Transmission).

Por ser mais pesado e apesar da melhora no desempenho, o Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid tem números um pouco piores que o Tiggo 7. 0 modelo acelera de 0 a 100 km/h em 7,02 segundos e um consumo médio combinado é de 32,7 km/l na cidade e 27,9 km/l na estrada. Mais uma vez pelo peso maior, a autonomia apenas com os motores eletricos é um pouco menor: 54 quilômetros. Assim como o irmão menor, o Tiggo 8 agora conta com um tanque de gasolina de 60 litros (antes era 45 litros).

Por fora, o Tiggo 8 PRO Plug-in Hybrid passa a contar com um novo visual. A grade dianteira Big Diamond com detalhes cromados, além do logo com iluminação de boas-vindas, já apresentada no Tiggo 8 Pro a combustão, ganha rodas de 19”.

O interior muito luxuoso e bonito, também tem a tela curva de 24,6” que integra o painel de instrumentos e o multimídia. O novo sistema acomoda mais conectividade com tecnologias de comando de voz, Android Auto e Apple Car Play Wireless, GPS de última geração triple screen e um moderno Head-Up Display (projeção de informações no para-brisa direcionando o motorista).

O volante de design moderno, um console central totalmente remodelado e um novíssimo comando de troca de marchas (joystick 2ª geração), deixa o modelo com um acabamento interno digno da categoria Premium. Todo o acabamento interno conta coma exclusiva cor Terracota. Tanto o banco do motorista como o do passageiro, têm ajuste elétrico e massageador. O banco do passageiro ainda conta com a mordomia do apoio para pernas. O suv também conta com o novo sistema de som premium da Sony com 8 alto falantes.

Tecnologia Max Drive

Desenvolvido para proporcionar excelência em termos de experiência de condução e segurança aprimorada, o Tiggo 7 PRO Plug-in Hybrid conta também com um conjunto completo de sistemas eletrônicos inteligentes de segurança e assistência ao motorista: o Max Drive. Com o sistema do Tiggo 7 e 8, oferecem: ACC – Piloto Automático Adaptativo, AEB – Frenagem Automática de Emergência; FCW – Alerta de Colisão Frontal, TJA – Assistente de congestionamento, ICA – Piloto Automático Integrado, LDW – Alerta de Saída de Faixa, IHC – Controle inteligente de farol alto, DOW – Alerta de Abertura de Porta, RCTA – Alerta de Tráfego Cruzado traseiro, LCA – Assistente de Mudança de faixa /BSD – Monitoramento de Ponto Cego.

Preços
Tiggo 7 Pro Plug-in Hybrid  – R$ 239.990,00
Tiggo 8 Pro Plug-in Hybrid – R$ 279.990,00

 

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Fábrica da CAOA Montadora em Goiás completa 17 anos de sucesso

Com recursos do próprio fundador, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, há 17 anos era inaugurada a fábrica da CAOA Montadora em Anápolis-GO. O Dr. Caoa, como era conhecido, investiu 1,2 bilhões de reais e montou um dos maiores conglomerados da América Latina.

O médico paraibano que fez sua vida em Pernambuco, começou no segmento automotivo em 1979, após comprar um Ford Landau e ter dificuldade de receber a compra, soube que a concessionária estava falida.

Comprou a revenda Ford e em pouco tempo se tronou o maior revendedor da América Latina da marca americana. Logo após a abertura do mercado para as importações, o empresário  trouxe a marca Renault para o Brasil. E em 1999 firmou uma parceria com a Hyundai, que rapidamente tornou-se outro grande sucesso.

A inauguração da fábrica em Anápolis, Goiás, em 2007, permitiu que a CAOA produzisse a camioneta Hyundai HR, além de outros modelos como o SUV Tucson, o caminhão leve HD78 (atualizado para HD80) e o IX35.

A produção do novo Tucson, no Brasil, começou em 2016, tornando o país o único a comercializar as três gerações da família ao mesmo tempo, o Tucson, o IX35 e o novo Tucson. No mesmo ano, a CAOA Montadora também iniciou a produção do caminhão leve HD80, desenvolvido para ampliar ainda mais os atributos de qualidade, economia e fácil manutenção do seu antecessor, o HD78.

Em 2017, a CAOA assinou uma cooperação estratégica com a Chery e deu início a produção dos modernos SUVs da CAOA Chery. Atualmente são produzidos na planta uma linha completa de utilitários esportivos: Tiggo 5x Sport, Tiggo 5x Pro, Tiggo 5x Pro Hybrid Max Drive, Tiggo7 Sport, Tiggo7 Pro Max Drive, Tiggo7 Pro Hybrid Max Drive e Tiggo 8 Max Drive.

Fábrica

A planta da CAOA emprega mais de quatro mil funcionários, sendo que, 9 em cada 10 empregados, são moradores da própria região e muitos deles fazem parte do quadro de funcionários desde 2007. As contratações para o quadro de colaboradores seguem ocorrendo, atualmente. Além dos empregos diretos, a Montadora é responsável por cerca de 25.000 indiretos. Ela ocupa uma área de 172 mil m² e tem capacidade para montar 115 mil veículos por ano.

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Coluna Fernando Calmon —Salão do Automóvel voltará possivelmente em novo local

Coluna Fernando Calmon nº 1.297 — 16/4/2024

Salão do Automóvel voltará possivelmente em novo local

Foi no dia 12 deste mês em que a Anfavea inaugurava sua nova sede que veio a confirmação. Alcançado o consenso entre as 26 associadas da entidade, o seu presidente, Marcio Leite, ainda não anunciou uma data formal, mas acenou com o período entre os últimos meses deste ano e os primeiros de 2025. O otimismo com recuperação das vendas neste e nos próximos três anos pode ter sido o catalisador. No entanto, o escopo do novo Salão do Automóvel será diferente e comentado adiante.

Com os problemas originados na pandemia da Covid-19, as grandes exposições mundiais setoriais perderam fôlego. Recentemente o Salão de Genebra (26/2 a 3/3) teve adesão muito baixa, apenas oito expositores.

O Salão de Detroit tentou inovar mudando o período de exposição do inverno para o verão, mas não deu certo. Este ano não se realizará e a volta só ocorrerá em 2025 sob temperaturas congelantes de janeiro como sempre.

A gigantesca exposição bienal de Frankfurt nos anos ímpares foi trocada por um evento muito mais discreto em Munique e focado em Mobilidade no ano passado. E o bienal Salão de Paris, realizado em 2022, também se retraiu, prestigiado apenas por marcas francesas e chinesas. O evento voltará este ano de 14 a 20 de outubro.

O Salão do Automóvel de São Paulo terá três mudanças a fim de atrair mais público. Deve voltar (ainda sem confirmação) ao agora totalmente modernizado e climatizado pavilhão de exposições do Anhembi, na região central da capital. Os testes de veículos abertos ao público serão incrementados. Pela primeira vez se permitirão operações comerciais nos estandes (desejo sempre rejeitado pelos organizadores). As tratativas envolvem a Fenabrave, associação nacional das concessionárias.Resta comemorar essa volta, depois de seis anos, com a confiança de que os mais de 700.000 visitantes da última edição, em 2018, sairão tão ou mais satisfeitos.

 Compass e Commander: novo motor e garantia de 5 anos

A Jeep não se acomodou na liderança de mercado de seus dois modelos de SUVs, de cinco e sete lugares (este também com versão de cinco lugares): ao final de 2023, o médio-compacto detinha 42% de participação e o médio-grande, 22%. Ambos à frente dos concorrentes diretos da Toyota, Corolla Cross e SW4, respectivamente. Compass tem liderança folgada, porém o Commander é seguido de perto pelo SW4 e o GWM Haval H6.

Ambos os modelos 2025 agora oferecem um motor a gasolina (importado) que vira o jogo em termos de desempenho, nas versões de topo Blackhawk. Trata-se da mesma unidade importada Hurricane da picape Ram Rampage, 2-litros turbo, 272 cv e 40,8 kgf·m. Câmbio é automático epicíclico de nove marchas.

No lançamento em Punta del Leste, Uruguai com cronometragem eletrônica a bordo o Compass acelerou de 0 a 100 km/ em empolgantes 6,76 s e o Commander, por ser maior e ter mais massa, cravou 7,32 s. São os mais rápidos de seus respectivos segmentos.

Os motores Diesel (importado) de 170 cv/35,7 kgf·m e turbo flex produzido no Brasil de 185 cv/27,5 kgf·m continuam em ambos os modelos. Os câmbios são sempre automáticos de nove e seis marchas, respectivamente.

A inédita versão de topo Blackhawk é a mais atraente, mas todas as outras seis receberam nova grade do radiador e rodas de liga leve de 18 ou de 19 pol. Especificamente nesta versão, a grade tem acabamento em cromo escurecido, pinças dianteiras pintadas em vermelho e bancos em camurça e couro.

Ambos os bancos dianteiros oferecem ajuste elétrico (no Commander, duas memórias para o do motorista). Abertura elétrica da tampa do porta-malas tem sensor de presença (chute por baixo do para-choque). O modelo de maior porte oferece 158 mm a mais na distância entre-eixos e se destaca pelo amplo espaço interno tanto nas versões de cinco quanto de sete lugares.

Um avanço importante em segurança é o sistema ativo de direção ao combinar centralizador de faixa de rolagem ao controlador automático de cruzeiro com função para-e-anda. No Compass destacam-se detector de cansaço do motorista e o reconhecimento de placas de trânsito, incluindo alertas visual e sonoro ao se exceder velocidade máxima permitida.

De forma geral, a dirigibilidade de ambos os modelos sobressai pela ótima sensação ao volante, comportamento em curvas e os tradicionais recursos de ponta 4×4 para uso fora de estrada. A garantia em ambos os SUVs passou de três para cinco anos, sem limite de quilometragem, retroativa ao ano-modelo 2022 em diante.

Para quem não espera, carro também baixa de preço no Brasil. Os dois Jeeps receberam cortes de R$ 5.000 a R$ 40.700

Compass: R$ 179.990 a R$ 279.990. Commander 5-lugares/7-lugares: R$ 217.990 a R$ 321.290.

Nervos à flor da pele: Alfa Romeo troca nome Milano por Junior

Certamente é estranho, mas o governo italiano barrou a pretensão da Alfa Romeo de lançar um crossover compacto híbrido com o nome Milano. De fato, a marca italiana tem origem na cidade homônima (em português, Milão) com uma enorme tradição de esportividade desde 1910. Nasceu apenas como A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobile) e depois se fundiu com a empresa de Nicola Romeo em 1918, passando a Alfa Romeo. Em resumo, durante décadas no escudo circular da empresa aparecia Milano em destaque na parte de baixo. Com uma nova fábrica no sul da Itália, o nome desapareceu do logotipo a partir de 1970.

Opção por Junior foi natural, pois a marca já o havia utilizado como subnome desde 1965 com o GT 1300 Junior. A birra do governo italiano tem a ver com as discórdias em relação aos investimentos do grupo Stellantis na Polônia. O argumento foi que os consumidores estavam sendo enganados, pois se tratava de um carro polonês. Uma bobagem, pois há diversos carros que homenageiam cidades sem nenhuma fábrica instalada no local: Kia Rio, Hyundai Tucson, Seat Leon, Bentley Mulsanne para citar só alguns. E vários outros modelos na história do automóvel seguiram o mesmo tema.

A Stellantis poderia ignorar a pressão sofrida, mas preferiu contemporizar. O governo da Itália até já cogitou adquirir uma pequena participação no conglomerado franco-ítalo-americano, mas as tratativas emperraram. Depois o governo quis atrair a chinesa Chery para a Itália, o que irritou a tellantis. Afinal, o atual Júnior custaria 10.000 euros a mais, se não fosse polonês. Haja nervos…

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Coluna Fernando Calmon – Mercedes admite que não alcançará meta de elétricos

Coluna Fernando Calmon nº 1.290 — 27/2/2024

 

Mercedes admite, pela primeira vez, que não
alcançará meta de elétricos

“Por favor, levante a mão se você previu isso.” Assim começa o texto da versão global do site Motor 1. O ar de surpresa tem razão de ser, pois a marca premium alemã se classificava como uma das mais otimistas em uma rápida “virada de chave” ao prever, em 2021, que a soma de híbridos plugáveis (PHEV, na sigla em inglês) e elétricos (EV, em inglês) representariam 50% de suas vendas mundiais até 2030.

E foi mais longe: até 2030 pretendia ser “totalmente elétrica, onde as condições de mercado permitissem”. Apesar de ressalvar que isso estaria condicionado à aceitação dos compradores, significava que nem mesmo o PHEV, cujo motor a combustão oferece protagonismo claro sobre o elétrico em termos de alcance máximo na prática, resistiria. No entanto, a empresa agora está bem mais cautelosa.

A soma dos Mercedes-Benz PHEV (que não é elétrico e sim híbrido) com a de EV subiu de 16,2% em 2022 para 19,7% das vendas mundiais da marca em 2023. Porém, a luz amarela acendeu em Stuttgart, sede da empresa, ao prever que os números para 2024 apontam para 19,1% (pouco inferior a 2023) ou até 21% (visão otimista).

Agora, o presidente do Conselho de Administração e também executivo-chefe (CEO, em inglês) do conglomerado germânico, o sueco Ola Kallenius, decidiu ser mais prudente. Para ele, “a paridade de custos entre os carros apenas com motores a combustão e os EV está a muitos anos de distância”, em declaração à Bloomberg Television. Não se comprometeu com metas nem datas, uma posição bem mais próxima à sua principal rival no mundo, a BMW.

O assunto esteve também em alta durante a abertura do Salão de Genebra (26/2 a 3/3/2024), evento tradicional que está bem esvaziado, mais curto e com pouco expositores, a maioria chineses. Luca de Meo, presidente do Grupo Renault e da Acea (Anfavea europeia), esclareceu que “a indústria não vai contestar a regulamentação que bane carros a combustão a partir de 2035”. No entanto, de Meo faz uma importante observação: “O banimento é potencialmente viável, mas as condições corretas para isso têm que ser alcançadas antes.”

Estas condições são muito conhecidas e sempre citadas: continuidade dos subsídios aos compradores e expansão das redes de recarga. A guerra Rússia-Ucrânia vem abalando as finanças dos países europeus que têm de investir em defesa, dificultando bastante os subsídios.

De Meo chegou a sugerir que as marcas europeias se associassem inspiradas na Airbus, fabricante de aviões, como forma de reduzir custos. Em seguida anunciou as tratativas – já falando como Renault – de uma parceria com a VW para produção de carros elétricos pequenos. Enfrentar concorrência chinesa é um grande problema, pois não há transparência sobre subsídios ocultos ou indiretos.

Por aqui, a Audi lançou um novo aplicativo que integra 240 pontos de recarga próprios e de parceiros pelo País, sem custos para seus donos. O app gratuito pode ser usado por qualquer interessado. Os não proprietários da marca pagarão R$ 3,50 em média por kW.

Dolphin Mini estreia com valor acima do esperado

Depois da trajetória do Dolphin que já oferece um modelo elétrico e completo por preço bastante competitivo, esperava-se o mesmo do Dolphin Mini, cujo nome original Seagull não soa bem em português. Na realidade há semelhanças, principalmente internas como a tela multimídia rotacionável e o pouco prático seletor de marchas no centro do painel.

Não dá para afirmar que o novo compacto tem preço pouco atraente. Porém, ficou quase 30% acima dos especulados R$ 90.000. A BYD anunciou a tabela inicial de R$ 115.800. Há uma promoção com desconto de R$ 10.000 para os primeiros 6.600 compradores (só até 29/2) e um “brinde” em forma de carregador de parede que custa R$ 7.000. Estas primeiras unidades são ano-modelo 2023/2024. O diretor comercial da marca chinesa Henrique Antunes afirmou que precisou recolher os 10% de Imposto de Importação para elétricos, em vigor desde de 1º de janeiro último.

Seu estilo é até mais atraente que o Dolphin, porém com interior bem menos espaçoso e apenas quatro lugares. Distância entre eixos, 2.500 mm; comprimento, 3.780 mm; largura, 1.715 mm e altura, 1.580 mm. Na prática há uma boa posição de guiar e bom espaço para dois passageiros no banco de trás. O porta-malas é um ponto fraco: apenas 230 litros.

Esqueça a agilidade de um típico automóvel elétrico. Com apenas 75 cv e 14 kgf·m não se pode esperar desempenho superior a qualquer motor a combustão de 1 litro de outros compactos. Massa relativamente elevada de 1.239 kg limita a aceleração de 0 a 100 km/h a 14,9 s e velocidade máxima a 130 km/h. Alcance médio de 280 km (Inmetro).

Tiggo 7 Sport tem bom preço e simplificações

Caoa Chery desenvolveu uma solução para enfrentar o concorrido segmento dos SUVs médios. O Tiggo 7 Sport foi lançado ainda em fevereiro como ano-modelo 2025 e por preço inicial bastante atraente: R$ 134.990. Porém só chegará às concessionárias na segunda quinzena de março. A estratégia centrou-se em manter o visual igual ao Tiggo 7 Hybrid, incluindo a grade do radiador. Esta série “7” lançada em 2019 acumula 24.000 unidades vendidas.

Item externo mais evidente: eliminação do teto solar panorâmico. Mas na mecânica também houve simplificações. A mais sentida foi a substituição do motor 1,6 L turbo gasolina (187 cv e 28 kgf·m) e da caixa automatizada de duas embreagens pelo motor 1,5 L flex turbo (150 cv/E; 147 cv/G e 21,4 kgf·m) compartilhado com o Tiggo 5X e câmbio automático CVT de 9 marchas. Queda de desempenho é percebível.

Todo o conjunto ficou 20 kg mais leve atribuídos ao teto de aço (no lugar do de vidro) e outras mudanças pontuais: supressão de motorização da tampa traseira e da caixa organizadora no fundo do porta-malas, o que ampliou seu volume útil para 525 litros (padrão VDA). Visualmente o interior ficou igual. No entanto, para oferecer o preço acima saíram três assistentes ao motorista e a câmera 360°.

A Caoa estuda projeto de um modelo próprio, passo bastante ousado. Já o Tiggo 8 Pro PHEV será produzido no próximo semestre, em Anápolis (GO).

Mais espaço e desempenho no CR-V Advanced Hybrid

O SUV médio da Honda (2.700 mm de entre-eixos), CR-V Advanced Hybrid importado da Tailândia, está na sexta geração desde 1995. Dispõe de tração 4×4 permanente, o que ajuda a explicar o preço alto agravado pelo recente Imposto de Importação de 12%: R$ 352.900.

Ao motor a gasolina de 2 litros, aspiração natural, de 147 cv/19,4 kgf·m junta-se o elétrico de 184 cv e 34,2 kgf·m. Potência total combinada é de 206 cv. Torque combinado não é tecnicamente possível de medir. O câmbio automático e-CVT agora tem duas marchas. O sistema trabalha em perfeita harmonia e nível de ruído bastante baixo, numa primeira e rápida avaliação.

Espaço interno muito bom para cinco ocupantes e quem viaja atrás conta com assoalho plano e encosto regulável em oito posições. Ótimo porta-malas de 581 litros. A bordo há quatro entradas para carregar celular e mais sistema por indução de alto desempenho. Mesmo com rodas de 19 pol. de diâmetro o conforto de marcha e estabilidade estão bem adequados às condições brasileiras de rodagem.

Destaque especial para o silêncio a bordo graças ao para-brisa acústico, aos vidros de dupla camada e ao sistema de cancelamento ativo de ruídos.

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