BYD

Coluna Fernando Calmon — “Lei seca” completa 15 anos com debate pela internet

Coluna Fernando Calmon nº 1.280 — 5/12/23 

“Lei seca” completa 15 anos com debate pela internet

A chamada “Lei Seca”, que reduziu a praticamente nada a quantidade de bebida alcoólica que pode ser ingerida, antes de o motorista assumir o volante, completou 15 anos em junho último e os resultados apareceram na forma de diminuição do número de acidentes fatais.

O Brasil não está sozinho nessa restrição. Entres os países com maior índice de motorização o Japão é um exemplo. Mas há outros, sem contar aqueles que já proíbem por motivos religiosos: Eslováquia, Hungria, Marrocos, República Tcheca, Romênia, Paraguai e Uruguai. No entanto, os demais países toleram diferentes índices de alcoolemia.

O Observatório Nacional de Segurança Veicular organizou um webinar sobre o assunto, no final de novembro. Entre as propostas apresentadas está a de transformar em crime continuar conduzindo com a habilitação suspensa ou cassada ao ser reprovado no teste do bafômetro ou etilômetro.

As infrações anotadas, a partir de 2017, por quem rejeita a se submeter ao etilômetro já somam 1,5 milhão, superando em 50% aquelas pela reprovação por meio deste aparelho. Isso ocorre porque o artigo 165-A do CTB reconhece indiretamente que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, estabelecendo apenas uma pesada multa adicional em razão da recusa.

Trata-se de um ponto polêmico, pois em outros países as punições levam até à prisão em flagrante para quem passa dos limites de alcoolemia estabelecidos por lei.

Também se discutiu a pouca efetividade das fiscalizações no interior dos Estados, hoje concentradas nas capitais. Um levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito reforça que as infrações por alcoolemia são em maior número às sextas-feiras (13,6%), sábados (27,7%) e domingos (30,6%). A maior parte (70%) ocorre entre 18h e 6h, com um pico entre 23h e meia-noite.

Espaçoso Citroën C3 Aircross oferece 5 e 7 lugares

Em um mercado com grande oferta de SUVs no segmento B a Citroën precisava inovar. Na faixa de compactos a opção de sete lugares é inédita e o único concorrente indireto, o monovolume Spin, tem distância entre eixos menor (2.620 mm contra 2.675 mm do modelo francês). O C3 Aircross exibe um visual moderno com destaque para as lanternas traseiras, um perfil arrojado e rodas de 16 ou 17 pol.

O espaço interno o coloca no mesmo nível dos principais concorrentes graças ao generoso entre-eixos, embora a vantagem para o Duster, por exemplo, seja de ínfimos 2 mm. Em relação ao C3 os 63 mm a mais na largura garantem conforto para cinco ocupantes, inclusive nas dimensões de acesso ao banco traseiro. A terceira fileira proporciona espaço razoável somente para crianças na faixa de até 12 anos.

Porta-malas de 493 litros é o maior do segmento (Duster, 473 litros), mas sobram apenas 40 litros se houver sete ocupantes. Os dois bancos da terceira fila são fáceis de retirar e relativamente leves. Destaque para o sistema de climatização no teto para os cinco passageiros que sentam atrás. A versão de sete lugares atrasou e só estará disponível em meados do primeiro trimestre de 2024.

No interior o acabamento é um pouco melhor que o C3, volante continua sem regulagem em distância e interruptores dos vidros permanecem estranhamente no console. Bem adequados ao projeto são o motor 1-litro turbo, 125 cv (G)/130 cv (E), 20,4 kgf·m e o câmbio automático CVT de sete marchas.

Durante a avaliação na Praia do Forte, a 60 km de Salvador (BA), o C3 Aircross mostrou bom comportamento direcional, além de estabilidade e freios dentro da média do segmento que tem nada menos de 15 competidores, incluindo pseudo-SUVs.

Preços: R$ 109.990 a 129.990. Versões de sete lugares deverão acrescentar de R$ 8.000 a R$ 10.000.

Renault amplia investimentos e anuncia novo SUV

Além do Kardian, um SUV compacto cuja pré-série já se iniciou na fábrica paranaense de São José dos Pinhais para lançamento em março de 2024, a Renault confirmou investimento de mais R$ 2 bilhões em oito novos produtos no Brasil até 2027. O primeiro, um SUV inédito, enquadra-se no segmento C, maior que o Kardian, sem versão de sete lugares e no estilo tradicional (nada de SUV cupê), porém certamente terá uma versão híbrida flex.

A Renault juntou-se à GM, GWM, Toyota e VW para protestar contra a segunda renovação do regime de incentivos fiscais até 2032 para fabricantes instalados no Nordeste e Centro Oeste, o que desequilibraria as condições competitivas no mercado brasileiro.

Outro posicionamento da marca francesa é a continuidade no desenvolvimento de motores a combustão interna (MCI) e versões híbridas. Para isso a matriz criou duas divisões independentes: Horse (MCI) e Ampère (elétricos). A empresa prevê que em 2040 metade das vendas de carros no mundo ainda serão de MCI, híbridos plenos e híbridos plugáveis.

Dolphin é o Carro do Ano 2024 da revista Autoesporte

A mais tradicional iniciativa de eleger os principais lançamentos do mercado teve início em 1965/66 com a revista Mecânica Popular, da Efecê Editora. Depois migrou para outra revista da mesma empresa, a Autoesporte, posteriormente vendida para a Editora Globo. E pela primeira vez o júri de jornalistas da revista e de convidados elegeram um carro elétrico, o BYD Dolphin. Nesta 57ª edição os outros vencedores foram: BMW X1 (Premium), BMW i7 (Superpremium), Porsche 911 GT3 RS (Esportivo), Ranger (Picape), F-150 (Picape premium), GWM (motor até 2 litros) e BMW (motor acima de 2 litros).

Quando avaliei o Dolphin, algumas semanas atrás, o que mais impressionou foi o espaço interno. Isso pela distância entre eixos de nada menos que 2.700 mm (como referência o Omega lançado em 1992 e considerado um sedã grande à época, tinha entre-eixos de 2.730 mm). Quem senta atrás conta com nível de conforto fora do comum, ajudado com o assoalho plano. E na altura 99 mm a mais garantem ao modelo chinês uma atmosfera interna superior aos outros hatches compactos. E no comprimento é apenas 50 mm maior do que um Polo.

Bancos são macios, painel tem soluções criativas, acabamento e materiais também de qualidade superior. O quadro de instrumentos, uma pequena tela de apenas 5,3 pol., contrasta com a tela de multimídia giratória do 12,8 pol. Nesta há espelhamento apenas Apple CarPlay, mas Android Auto, segundo a BYD, “chegará em breve”. A seleção de marcha à frente e ré fica num cilindro no meio do painel em posição pouco prática.

Motor de apenas 95 cv e 18,4 kgf·m para deslocar uma massa de 1.405 kg fica longe de empolgar como outros elétricos. Aceleração declarada de 0 a 100 km/h em 10,9 s não se confirmou. Com cronômetro de pulso só consegui 12,2 s, usando o velocímetro do GPS do telefone. Alcance médio registrado ficou em torno dos 300 quilômetros. Realmente desagradável, no para e anda do trânsito, é o ruído para advertir pedestres abaixo de 25 km/h que vaza para a cabine e, claro, não pode ser desligado.

Coluna Fernando Calmon — “Lei seca” completa 15 anos com debate pela internet Read More »

GMW Haval lidera as vendas no segmento de híbridos

Mal chegou ao mercado nacional, a chinesa GWM Brasil já lidera o mercado de carros híbridos. A marca vendeu um total de 1.307 unidades do SUV Haval H6.

Este volume de vendas corresponde a 15,4% de market share. O segundo colocado é o Corolla Cross, com apenas 914 unidades. Desde que foi lançado, em abril, já foram entregues 5.640 Haval H6.

No total, foram vendidos 8.497 carros eletrificados em setembro no Brasil, sendo o segundo melhor mês, atrás apenas de agosto, quando foram comercializados 9.365 veículos do segmento.

No acumulado do ano (janeiro a setembro), o volume é de 69.768, mais de 20 mil unidades se comparado ao ano todo de 2022, quando foram vendidos 49.245 veículos eletrificados.

GMW Haval lidera as vendas no segmento de híbridos Read More »

Coluna Fernando Calmon — Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.272 — 10/10/23

Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Finalmente saiu o acordo entre Governo da Bahia e BYD que também envolveu a fábrica desativada da Ford em Camaçari. Na reta final, o Estado recebeu os prédios, com as ampliações feitas pela filial da americana, por R$ 220 milhões e repassou-os para a marca chinesa em forma de arrendamento.

Por sua vez a empresa chinesa precisará equipar todo o complexo para produzir carros híbridos flex plugáveis (Song Plus, na foto acima) e elétricos (Dolphin e Yuan Plus), caminhões leves e chassis de ônibus (ambos elétricos) e uma unidade de processamento de lítio e ferro fosfato (metais usados em baterias) para exportação.

Os R$ 3 bilhões que a BYD investirá na Bahia, incluindo um centro de pesquisa e desenvolvimento também na região metropolitana de Salvador, são o mesmo montante já anunciado pela conterrânea GWM em Iracemápolis (SP), na fábrica em preparação adquirida da Mercedes-Benz do Brasil. E, pouco mais de um mês atrás, a CAOA-Chery também revelou o desembolso de R$ 3 bilhões para aumentar a produção do Tiggo 5x de motor a combustão. Mas, nada adiantou sobre produzir híbridos em Anápolis (GO), hoje importados da China.

Que número mágico será este de R$ 3 bilhões (US$ 600 milhões)?

A BYD garantiu que a fábrica é a primeira desse porte fora do país de origem e capaz de produzir até 150.000 unidades por ano, embora não revelasse quando esse volume seria atingido. Inicialmente vai gerar 5.000 empregos diretos e indiretos. A fabricação começará entre o final de 2024 e o começo de 2025, porém faltou anunciar um cronograma de lançamentos e o índice de conteúdo local.

O governo baiano pretende isentar do IPVA modelos produzidos no Estado com preço até R$ 300.000 (Song Plus, hoje importado, custa R$ 229.800 com o desconto recente de R$ 40.000).

Já a GWM, enquanto se prepara para iniciar produção em maio de 2024, estuda priorizar o SUV Haval H6 híbrido flex como seu primeiro produto e só depois a picape híbrida flex Poer. Decisão depende dos termos do programa Mobilidade Verde e Inovação a ser anunciado pelo Governo Federal (com mais um atraso, no final deste mês), conforme adiantou o site Automotive Business.

Assim, as escaramuças entre marcas chinesas no Brasil mal começaram.

Marco de garantias deve diminuir juros de financiamentos

O Congresso Nacional aprovou e segue para sanção presidencial a nova lei do marco legal de garantias de empréstimos. Tornará mais fácil a execução extrajudicial e vai agilizar a recuperação de bens móveis (automóveis, motos e caminhões) de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes. A principal consequência será a tendência de queda nas taxas de juros, além de maior oferta de crédito. Também será possível que um imóvel sirva de garantia para mais de um empréstimo. Porém, este será um movimento de adaptação e não ocorrerá em curto prazo.

Em 2023 o mercado automobilístico está crescendo mais do que as projeções iniciais. Segundo a Anfavea, as vendas devem aumentar 6% sobre 2022, enquanto em janeiro deste ano a previsão era de 3%. Fechamento deste ano deve chegar a 2,2 milhões de unidades (veículos leves e pesados). Ainda assim os estoques nas fábricas e concessionárias subiram de 37 para 40 dias, ainda dentro da normalidade, de acordo com a entidade.

Vendas de veículos 100% elétricos subiram para 1% do total em setembro como reflexo do bom desempenho do Dolphin. Porém, no acumulado dos nove meses deste ano a participação caiu de 0,6% para 0,5%, indicando que o hatch chinês tirou vendas de outros modelos, enquanto o mercado específico até recuou.

Números de produção deste ano foram revisados de mais 2,2% para 0% de crescimento frente a 2002, em razão da forte queda de 12,7% das exportações.

Híbrido plugável Grand Cherokee 4xe chega no fim do mês

A quinta geração do Jeep Grand Cherokee, disponível no final do mês em curso, vem em versão única topo de gama por R$ 570.000. O preço é alto, apesar de imposto de importação menor como híbrido plugável. O lote inicial é de 150 unidades. Com distância entre eixos de 2.964 mm oferece ótimo espaço interno e ainda há um grande porta-malas de 580 litros.

Tem tração 4×4 com reduzida real para todas oito marchas do câmbio automático, sem bloqueio físico do diferencial central, mas com gerenciamento feito pelo próprio veículo. Motor principal é um 2-litros turbo de quatro cilindros e há mais dois, elétricos. Potência combinada de 380 cv e torque combinado de 65 kgf·m parecem muito, mas deve-se levar em conta sua massa de 2.466 kg. Ainda assim, o Grand Cherokee é rápido para seu porte, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,3 s.

Avaliação foi feita apenas em trecho urbano, mas os ângulos de off-road são típicos da marca com naturais limitações da proposta de um SUV que não é raiz. Há sistema de assistência de segurança completo: ponto cego, frenagem autônoma, assistente de faixa, tráfego traseiro transversal, câmaras 360° e frontal off-road, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, além de freio de autoimobilização no para e anda do trânsito.

O carro é bem silencioso (tem vidros acústicos e cancelamento sonoro de ruído) e head-up display de 10 pol. também muito bom. Usando regeneração máxima, o consumo de gasolina foi de 15,3 km/l. Não atingiu os 19,3 km/l indicados no padrão Inmetro. Mas com um tanque de 72 L de capacidade ninguém vai reclamar do alcance.

Accord híbrido destaca as vantagens de um sedã grande

De volta ao mercado, mesmo enfrentando a forte concorrência de SUVs, a 11ª geração do Accord ficou mais discreta com poucos frisos cromados e continua a ser opção válida. Chamam atenção no sedã a queda suave do teto, dianteira com faróis colocados em posição clássica sem invencionices e traseira coerente, ao mesmo tempo que garante ótima sinalização.

Seus 2.830 mm de entre-eixos garantem conforto e permitem até cruzar as pernas no banco traseiro sem contorcionismo. Porta-malas de 576 L (padrão VDA) é tão grande quanto o do Grand Cherokee. Destoa apenas a falta de um par de dobradiças pantográficas com molas a gás na tampa do porta-malas no lugar das prosaicas conhecidas como “pescoço de ganso”.

No interior chamam atenção a qualidade dos materiais de acabamento, os bancos dianteiros elétricos redesenhados e mais confortáveis, as saídas do ar-condicionado com uma malha metálica na largura do painel, a volta da alavanca de câmbio tradicional (ao contrário do Civic), o projetor de dados no para-brisa de 6 pol. e os botões físicos para controle de volume e temperatura interna, mais seguros de operar com o carro em movimento.

Conjunto motriz é o mesmo do Civic híbrido com um motor a combustão de 2 litros, 146 cv ciclo Atkinson, e dois elétricos sendo um para recarregar a pequena bateria de 1,05 kW·h e outro de 184 cv (mais 3 cv que o sedã menor). A Honda não revela a potência combinada, mas no site americano a informação existe: 207 cv. Aceleração também não é informada. Consumo padrão Inmetro: 17,8 km/l (cidade) e 16,1 km (estrada).

Durante a viagem de teste para primeiras impressões, além do silêncio nos trechos urbanos, destacou-se o comportamento em curvas e em especial a tendência menor de subesterço quando mais exigido.

30º Congresso SAE Brasil focou no tema da mobilidade

De alto nível técnico e prestigiado por representantes da indústria, academia e governo, as três décadas de realização do Congresso SAE Brasil foram comemoradas com grande sucesso ao longo dos dois dias de debates e dezenas de trabalhos apresentados com foco nas opções de transporte por terra e ar.

A temática desta edição realizada em São Paulo (SP) teve o lema: “Movidos pela inovação: somos a próxima geração da mobilidade”. Destacou-se o assunto recorrente em que o País sobressai em relação ao mundo graças à bioenergia como principal fonte para a transição segura e bem planejada para a eletromobilidade.

O professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, enfatizou que o etanol terá um papel preponderante por meio de veículos híbridos flex e pode ser obtido não apenas da cana-de-açúcar. Citou o agave do qual os mexicanos fazem a tequila e no sertão nordestino é usado para produzir sisal. Segundo ele, a planta é até mais produtiva que a cana para obter etanol.

 

 

 

Coluna Fernando Calmon — Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas Read More »

Coluna Fernando Calmon  — Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

Coluna Fernando Calmon nº 1.271 — 3/10/23

Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

 

A Grã-Bretanha tem grande tradição na difusão do automóvel como meio de transporte, mas no começo de sua história o cenário era completamente oposto. Foi lá que surgiu, em 1862, a Lei da Bandeira Vermelha.

Os primeiros arremedos de veículos autopropelidos só podiam ser circulares precedidos de um homem a pé com a sinalização da bandeira (algumas fontes dizem que também soprando uma corneta). Isso não mudou nem a partir de 1886 com o primeiro carro, um triciclo, patenteado por Karl Benz na Alemanha. A lei citada só foi revogada em 1896.

Chegando a 2023, avançando em todo o Reino Unido a introdução de zonas onde o limite de velocidade é de 20 milhas/hora (32 km/h). Isso ocorre em bairros de baixo tráfego, mas de forma excessiva. Por isso, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, defendeu um freio para a expansão desenfreada dessas zonas em clara abertura para conquistar votos de eleitores.

Segundo a revista Autocar, o Automóvel Clube Real (RAC, na sigla em inglês) defendeu o limite de 32 km/h onde este é mais necessário. Porém, ressalvou que a implantação generalizada pode prolongar desnecessariamente os tempos de viagem, desacelerar o tráfego e até aumentar os congestionamentos.

Estas medidas anticarros, de fato, vêm-se expandindo de forma irracional. Por exemplo em São Paulo, onde o limite de 50 km/h está praticamente em toda a cidade, salvo as vias expressas marginais (90 km/h).

Mesmo nas avenidas o limite anterior de 70 km/h foi revogado. Nos municípios vizinhos a velocidade permitida nas avenidas é de 60 km/he nem por isso há mais acidentes.

No entanto, os motoristas paulistanos (e de outras procedências) foram surpreendidos por zonas de 40 km/h que surgem do nada e sinalizadas por placas que podem passar despercebidas. Será que quem cuida do trânsito no País poderia seguir os ingleses e adotar medidas mais racionais e menos exageradas?

Fenabrave revisão para cima as vendas em 2023

Os bons resultados de vendas no mês de setembro nos segmentos de veículos leves e pesados ​​levaram a Fenabrave a revisão para cima suas variações para o fechamento deste ano: crescimento de 5,6% sobre os números de 2022.

No início do ano a federação das consultorias se mostraram cautelosas e estimativas de crescimento zero em 2023. Em razão de menos dias úteis em setembro antes de agosto, as vendas chegaram a cair 4,8%, mas a média diária cresceu para 9.372 unidades, um bom resultado.

De acordo com José Andreta Jr, presidente da Fenabrave, este ano deve fechar com cerca de 2,2 milhões de unidades comercializadas. O único segmento a se retroceder será o de caminhões em função do aumento de preços nos novos motores Diesel, agora menos poluentes.

A entidade sugeriu ao Governo Federal que um corte nos impostos não teria reflexo na arrecadação tributária, pois o mercado é bastante sensível a uma queda de preços e consequente avanço no marketing, como demonstrado em meados deste ano.

A Bright Consulting também melhorou a sua projeção para 2023. A consultoria foca somente em automóveis e comerciais leves, tendo revisado para cima seus números: de 2,069 milhões de unidades para 2,125 milhões. Para o chefe executivo da empresa, Paulo Cardamone, o ritmo de emplacamentos não deverá atrasar nos próximos meses.

Outra referência positiva é no mercado de veículos usados. Segundo a Fenauto, o volume comercializado nos nove primeiros meses deste ano cresceu 8,8% em ocorrência ao mesmo período de 2022.

Metas para fabricação de energia elétrica não serão alcançadas

 Já faz tempo que defende uma previsão cautelosa sobre o avanço global dos carros elétricos. Não há dúvida de que o boato está certo, porém o ritmo é incerto. Uma pesquisa mundial que acaba de ser revelada pela Automotive Manufacturing Solutions e pela ABB Robotics apontou: metas obrigatórias de abandono total da produção de veículos com motores a combustão, a partir de 2035, não são viáveis.

Foram ouvidos cerca de 600 entrevistados ao redor do mundo entre fabricantes de veículos e de componentes, empresas de engenharia de ponta e especialistas em vários níveis de gerenciamento.

Quase 60% dos entrevistados destacaram as maiores dificuldades: investimentos muito altos para a transição, deficiência de materiais primários, organização da cadeia de suprimentos para baterias, infraestrutura de recarga a ampliar e capacidade insuficiente da rede elétrica em muitas das instalações atuais.

Muitos dos que responderam também chamaram a atenção para o elevado preço dos veículos elétricos e a necessidade de aumentar ainda mais capilaridade e potência dos carregadores públicos ou privados.

Deve-se notar que outras dificuldades ainda estão por serem resolvidas em alta escala, como desmonte e reciclagem das baterias, além de programação da chamada segunda vida. Fora tudo isso, dois terços da energia elétrica gerada hoje no mundo resultam de fontes fósseis que emitem CO 2 responsável pela temperatura do planeta.

 Sinal verde para BYD: Ford entrega fábrica ao governo baiano

Nos próximos dias o presidente mundial da BYD, Wang Chuanfu, chegará a Salvador (BA) para sacramentar o grupo das instalações da Ford em Camaçari (BA). A marca do oval azul concluiu agora em 4 de outubro o acerto de contas com o governo da Bahia. No fundo, como havia comentado antes, a geopolítica influenciou essas negociações que se arrastaram desde 2022. Outra fábrica da empresa americana, na Europa, não foi vendida à BYD.

A marca chinesa continua a ampliar sua oferta no Brasil. Na segunda quinzena deste mês começam as entregas do Dolphin Plus que se diferenciam da versão já lançada baseada em um novo motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgf·m, além do teto pintado de preto, novas rodas de 17 pol. e teto solar panorâmico. Com toda essa potência o hatch é bem mais rápido com aceleração de 0 a 100 km/h em 7 s (o modelo básico em 10,9 s).

O escopo do padrão WLTP foi apenas esclarecido, mas o que vale mesmo é a homologação pelo Inmetro ainda não divulgada. O preço de R$ 179.880 é cerca de 20% maior do que a versão de entrada.

A empresa considera simples “boato” a intenção do Governo Federal de começar a cobrar imposto de importação (II), provavelmente em três etapas anuais, sobre elétricos e híbridos plugáveis. O mais estranho é que importar com alíquota zero, em geral, fica mais barato do que produzir localmente. Ainda assim a BYD é a favor de manter o estímulo atual à importação.

A produção em Camaçari traz no último trimestre de 2024 sem informação sobre qual modelo. Tudo indica o Dolphin, mas também poderá ser o Seagull, subcompacto que chega importado no primeiro trimestre do próximo ano por preço estimado entre R$ 110.000 e R$ 130.000.

Coluna Fernando Calmon  — Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h Read More »

Coluna Fernando Calmon — Salão do Automóvel volta ao Anhembi já em 2024

Coluna Fernando Calmon nº 1.270 —26/9/23
Salão do Automóvel volta ao Anhembi já em 2024

Ainda não há anúncio oficial, mas o retorno Salão do Automóvel à área central da capital paulista já no próximo ano é praticamente certo. Esse é o mais tradicional evento do setor automobilístico cuja primeira edição foi em novembro de 1960, no Centro de Convenções do Parque Ibirapuera. A indústria havia começado a produzir em setembro de 1956 com o microcarro Romi-Isetta, seguido dois meses depois pela camioneta DKW-Vemag Universal. O primeiro salão durou 16 dias e contou com apenas 11 expositores, mas atraiu 400.000 visitantes.

No início foi anual e a partir de 1962 tornou-se bienal. Em 1970 mudou para o Parque Anhembi em local muito mais amplo, mas não climatizado. Em 2016 trocou de endereço para o São Paulo Expo em local com eficiente climatização. A última exposição foi em 2018 com 29 marcas e 742.000 visitantes.

Sofreu depois dois cancelamentos: 2020, em razão da epidemia da covid-19 e 2022, quando os expositores se queixaram de gastos elevados. Também se falou em desinteresse do público, fenômeno que vem ocorrendo em outros salões.

Mas o cenário mudou. A inspiração agora é o Salão de Detroit que se reinventou ao oferecer testes de veículos para o público, sem abandonar a exposição estática. RX, tradicional organizadora, vai optar pela volta às origens graças às obras de ampliação e modernização do Centro de Exposição Distrito Anhembi que recebe um investimento de R$ 1,5 bilhão. A área de exposição será climatizada e haverá espaço para testes onde já existe o Sambódromo.

Tudo se encaminha para a 31ª edição, em novembro do próximo ano.

Novo Megane E-Tech, agora um crossover elétrico médio

Logo à primeira vista chama atenção por linhas atraentes, uma dianteira que mostra personalidade, a pintura do teto no estilo “flutuante” e uma parte traseira mais convencional com a tampa do porta-malas um pouco afastada do para-choque. Suas dimensões e volumes são típicas de um hatch com altura de suspensão elevada (170 mm de vão livre do solo). Distância entre-eixos é ligeiramente menor (2.685 mm) do que outro hatch (2.700 mm) também elétrico, o Dolphin. O porta-malas do Megane (agora sem acento no primeiro “e”) é muito bom: 440 litros.

A Renault o apresenta como SUV, mas sua altura (1.505 mm) não condiz com essa classificação. O Compass, um típico SUV por exemplo, tem 1.625 mm de altura e seus ângulos de entrada, central e de saída são melhores. Materiais de acabamento interno de boa qualidade, inclusive o uso de camurça Alcantara. Boa tela multimídia de 12,3 pol.

Os bancos dianteiros não têm ajustes elétricos. Há um espaçoso console central pois a alavanca de seleção de marchas foi deslocada para a coluna de direção e o botão do freio eletromecânico de imobilização passou para o lado esquerdo inferior do painel. Espelho retrovisor interno tem câmera traseira acoplada e se torna uma tela de visão ampliada.

Potência de 220 cv e 30,6 kgf·m garantem desempenho muito bom, apesar dos 1.680 kg de massa em ordem de marcha. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 s. Alcance médio padrão Inmetro de 337 km. No quadro de instrumentos aparece sempre em destaque o alcance restante e com precisão: apenas alguns segundos em aceleração máxima em trecho da Rodovia dos Imigrantes e a indicação caiu 6 km. O carro está sempre na mão e bons freios completam o acerto do conjunto.

Gostei do perfeito sistema de alerta aos pedestres em três versões: Neutro, Puro e Expressivo.

O primeiro lote é de 200 unidades ao preço único de R$ 279.990.

Quanto ao Brasil a Renault confirmou a apresentação em 25 de outubro próximo do seu novo SUV compacto Kardian (lançamento mundial) com motor turbo flex de 1 L já fabricado em São José dos Pinhais (PR). Vai estrear a nova plataforma CMF-B da marca francesa e substituirá o Captur.

Evento #ABX23 bateu recorde de participantes

Mais de 3.800 pessoas no São Paulo Expo, 180 palestrantes e mediadores, oito trilhas de conteúdo sem interferências em razão de sistemas de áudio individuais sem fio marcaram o sucesso do evento Automotive Business Experience 2023 organizado pela tradicional plataforma digital que inclui site informativo na internet, produção de relatórios e seminários.

Este ano o destaque, entre diversos assuntos debatidos, foi o ritmo que a eletrificação tomará no Brasil nos próximos anos. Interessante que não houve consenso. Sérgio Habib, da JAC, acredita na dificuldade de veículos 100% elétricos conquistarem muito mais que 1% do mercado de automóveis. Para ele veículos comerciais urbanos têm mais chances de crescer porque não há preocupação com a capilaridade de recarga e de alcance para entregas e transporte público.

Já Henrique Antunes, da BYD, defendeu que os preços de automóveis elétricos caindo os consumidores vão migrar. José Augusto Brandimarti, do grupo que importa produtos da também chinesa Seres, viu com preocupação as taxas de importação sobre elétricos que o Governo Federal deve anunciar em breve.

Elétricos pagarão imposto de importação

Esse assunto continuou tendo desdobramentos. A GWM que comprou instalações de uma fábrica no Brasil e começará a produzir em maio do próximo ano é a favor de que o imposto de importação para elétrico volte a ser cobrado, porém em etapas. Pelo que se sabe esta será mesmo a estratégia governamental.

O presidente da Anfavea, Márcio Leite, reafirmou que a indústria brasileira vai produzir carros elétricos e também aproveitará as vantagens do etanol como combustível verde em modelos híbridos flex. Ele não comentou sobre como será essa divisão e nem a velocidade da mudança. No entanto, a entidade defende uma cota com imposto de importação zerado para as empresas já com presença industrial no Brasil ou que venham a se instalar.

No exterior a Grã-Bretanha adiou por cinco anos – de 2030 para 2035 – a proibição da venda de veículos com motores térmicos. Alinhou-se assim aos países da União Europeia em relação à data fatal para que só automóveis novos puramente elétricos possam ser comercializados.

Entretanto, chamou atenção a declaração do primeiro-ministro Rishi Sunak de que “o ideal é as pessoas migrarem por vontade própria e não serem obrigadas a fazê-lo”.

 

 

 

 

 

 

 

Coluna Fernando Calmon — Salão do Automóvel volta ao Anhembi já em 2024 Read More »

Prefeito de Campinas, Dário Saadi visita fábrica da BYD na China

Os prefeitos da FNP – Frente Nacional de Prefeitos,  Dário Saadi, de Campinas, Edvaldo Nogueira de Aracaju/SE, Anderson Faria de São José dos Campos-SP, visitaram a sede da BYD,  na cidade de Shenzhen, na China.

A comitiva conheceu os principais produtos da empresa como carros híbridos, elétricos, ônibus elétricos, monotrilhos e equipamentos para energia fotovoltaica. a BYD foi fundada em 1995 e, em menos de 30 anos, alcançou o posto de uma das 200 maiores empresas do mundo.

Durante a visita, o prefeito de Campinas ressaltou a importância da presença de uma unidade da BYD em Campinas e o crescimento das empresas de tecnologia na região.

Prefeito de Campinas, Dário Saadi visita fábrica da BYD na China Read More »

Com design esportivo muito atraente, BYD Seal chega ao mercado brasileiro

Nem bem acabou de lançar o Dolphin, um dos modelos 100% elétricos mais baratos do mercado, a chinesa BYD surpreende e apresenta o sport coupé Seal. O “esportivo” 100% elétrico possui bom desempenho, tecnologia e um preço especial: R$296.800,00.

Seguindo a tendência que adotou, a Ocean Aesthetics, o Seal  tem um design agressivo e dinâmico, e é o primeiro veículo a implementar a tecnologia CTB – Cell-to-Body, permitindo que as baterias seja realmente parte da estrutura da carroceria, trazendo mais rigidez e segurança.

A tecnologia CTB otimiza o espaço, permitindo uma altura da carroceria menor e com isso uma melhor aerodinâmica. Outra solução interessante desenvolvida pela engenharia chinesa, é a arquitetura de suspensão dianteira do tipo double wishbone e na traseira five link. Isso garante, segundo o fabricante, uma boa dirigibilidade.

Conectado

Como não podia deixar de ser, o modelo tem conectividade inteligente e entretenimento de ponta. O Seal é equipado com um sistema de conexão inteligente 4G trazendo experiências de tecnologia de ponta e atualizações Over The Air (OTA) como uma forma de atualizar os recursos de entretenimento de forma parecida com a que fazemos remotamente com os smartphones.

O esportivo possui uma tela rotativa exclusiva de 15,6 polegadas equipada com a função de controle de voz precisa e inteligente. Conta com aplicativos integrados, incluindo Android Auto e Apple CarPlay. O modelo possui ainda um painel de instrumentos com tela de 10,25 polegadas. O sistema de áudio é Dynaudio com 12 alto-falantes que oferece som de qualidade premium e o carregamento sem fio para smartphones.

Forte

Com dois motores, o Seal oferece ao motorista 531 cavalos, levando 3,8 segundos para atingir os 100 km/h. Mas tem a velocidade máxima limitada em 180 quilômetros por hora.

A autonomia com 100% de carga, ainda segundo a BYD, é de o 372 quilômetros, no PBEV do INMETRO e no ciclo urbano WLTP, a autonomia é de 520 km.

Agradável

Por dentro, os bancos dianteiros têm uma aparência esportiva. O do motorista é eletricamente ajustável em oito posições e conta com apoio lombar também ajustável em quatro direções para aliviar a fadiga de viagens longas. O volante permite regulagens em quatro posições.

     

O BYD Seal possui teto solar panorâmico de grandes dimensões, proporcionando aos ocupantes uma visão ampla. As portas dianteiras são de vidro duplo laminado para maior segurança e melhor isolamento acústico e térmico.

As maçanetas ficam embutidas nas portas quando o veículo está em movimento, contribuindo para a fluidez do ar, fato que reduz a resistência ao vento e o consumo geral de energia do veículo. Todas as maçanetas voltam à posição normal automaticamente, quando o veículo é desligado ou acionado.

Segurança

O novo modelo incorpora recursos avançados de segurança e assistência ao motorista como padrão. Todos os modelos apresentam Aviso de Colisão Dianteira, Frenagem de Emergência Automática, Aviso de Colisão Traseira, Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro e Freio de Tráfego Cruzado Traseiro, Assistência de Manutenção de Faixa, Assistência de Mudança de Faixa e Manutenção de Faixa de Emergência.

O Controle de Cruzeiro Adaptativo e o Controle de Cruzeiro Inteligente facilitam a direção principalmente na estrada. A câmera panorâmica, por exemplo, fornece visibilidade de 360 graus. O modelo dispõe de 8 airbags.

A garantia é de oito anos ou 200 mil km rodados para os motores elétricos e controller. A bateria Blade conta também com garantia de oito anos sem limite de quilometragem.


Durante o lançamento a marca anunciou que a partir de agora, o Seal e toda a linha de carros 100% elétricos, passam a contar com 5 anos de revisões gratuitas ou 100 mil quilômetros.

Preço
BYD Seal R$296.800,00.

Com design esportivo muito atraente, BYD Seal chega ao mercado brasileiro Read More »

Coluna Fernando Calmon – Salão de Munique expõe avanço de marcas chinesas na Europa

Coluna Fernando Calmon nº 1.267 — 5/9/23

Salão de Munique expõe avanço de marcas chinesas na Europa

 

A indústria europeia de veículos terá que fazer um grande esforço financeiro e técnico para enfrentar o avanço de marcas chinesas que conseguem preços bastante competitivos na fabricação de veículos elétricos (VE) e baterias. É o que se pode deduzir sobre o Salão de Munique (5 a 10 de setembro), que sucedeu ao gigantismo de Frankfurt. Agora aposta em fórmula de exposição mista, usando as praças da cidade e um centro de exposição de dimensões menores.

Cerca de 40% dos estandes foram ocupados por marcas sediadas na Ásia. Os fabricantes tradicionais estão de certa forma encurralados pois não podem “virar a chave” sem enfrentar outros problemas. Luca de Meo, presidente do Grupo Renault, afirmou à agência Reuters que “temos de diminuir a diferença de custos em relação aos chineses, que começaram com veículos elétricos anos antes”. O novo VE R5, em 2025, caminha para isso, acrescentou.

As principais novidades do Salão concentraram-se em VEs. A começar pela BMW que apresentou uma visão ainda genérica do futuro Série 3, focando no avanço de 30% em alcance e recarga da bateria. Modelos a combustão e elétricos coexistirão. A Mercedes destacou a próxima geração do CLA com as DRL inspiradas na estrela de três pontas da marca. O Tesla 3 recebeu leve reestilização frontal e aumento de preço de US$ 2.500 (R$ 12.500).

Inspirada na mística versão GTI do Golf (foto de abertura da coluna), a VW apresentou o modelo-conceito ID. GTI que só chegará ao mercado daqui a quatro anos. Trata-se de um VE com referências explícitas ao estilo original, ao contrário do que tem sido a regra atual.

Entre as chinesas, destaque para a nova marca AVTR nascida de colaboração entre a Changan e a Huawei (gigante das redes de telecomunicação). O modelo batizado com número 12 tem 5 metros de comprimento e versões com um e dois motores elétricos.

Dos carros convencionais duas peruas (camionetas) chamam atenção por seu estilo arrebatador: Passat Variant e Classe E All Terrain.

Sexta geração do Cayenne também é híbrida

Desde seu lançamento, em 2002, o Cayenne representou a primeira diversificação de uma marca premium para os SUVs. O movimento não foi bem compreendido, inicialmente, mas as vendas provaram o contrário: 60% a mais que o previsto. O acerto deu início à era de SUVs de alto desempenho, influenciando outras marcas de carros puramente esporte. Também evoluiu para adicionar a carroceria SUV cupê.

Agora estreia no Brasil a sexta geração com algo a mais do que simples reestilização e pré-venda de versões híbridas que chegarão no primeiro semestre de 2024. A Porsche investiu também em aperfeiçoar os faróis de LED HD-Matrix de mais de 32.000 pixels por farol e seis possibilidades de fachos. Há nada menos de oito desenhos de rodas com até 22 pol. de diâmetro e pneus de maior diâmetro externo. Chamam atenção os para-lamas dianteiros mais elevados e ligeiramente arqueados.

Logo ao sentar no SUV destacam-se novo volante, quadro de instrumentos totalmente digital (como sempre conta-giros no centro), saídas de ar condicionado sem aletas, alavanca seletora do câmbio no lado direito do painel de fácil acesso e três telas: 12,6 pol. (instrumentos), 12,3 pol. (multimídia) e 10,6 pol. (para o passageiro). Tem pareamento Android Auto e Apple CarPlay sem fio e recarga de celular por indução (até 15 W) com refrigeração.

O que mais impressiona é a versão Turbo GT: V-8 biturbo, 4-litros, 659 cv e 86,7 kgf·m. Tanto na avaliação por estradas quanto no autódromo Velo Città (Mogi-Guaçu/SP) o desempenho empolga com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 s. Há até um defletor de teto adaptativo, herança do Porsche 911. O Turbo GT, além do equilíbrio em curvas e freios tradicionalmente excelentes da marca, é o mais caro: R$ 1.385.000. Mas quem se contentar com o Cayenne S e “apenas” 474 cv/58,8 kgf·m, pagará R$ 850.000.

São duas as versões híbridas: E-Hybrid (470 cv e torque combinado de 63,7 kgf·m) por R$ 690.000 e a Turbo E-Hybrid (739 cv e torque combinado de 93,1 kgf·m), 0 a 100 km/h em 3,7 s, por R$ 1.135.00. Esta última tem desempenho menor pela diferença de massa (180 kg em razão da bateria) frente à versão Turbo GT.

Elétrico BYD Seal: espaçoso e preço atraente

Além do impacto positivo do modelo de entrada, Dolphin, a BYD deu outro choque no mercado com o sedã Seal por R$ 296.800. Linhas do sedã-cupê são atraentes (melhor ao vivo do que em fotos), destacando-se os conjuntos ópticos dianteiro (com filetes de LED) e traseiro. Há amplo espaço interno graças à distância entre eixos de 2.920 mm, principalmente para os passageiros do banco traseiro que se beneficiam ainda do assoalho plano. Para bagagem, porta-malas traseiro de 402 litros e dianteiro de 53.

O interior traz ótima atmosfera pelo teto solar panorâmico e materiais de boa qualidade. Quadro de instrumentos poderia ter resolução maior e contraste de cores. Tela do multimídia rotacional apresenta dimensões generosas (15,6 pol.). Ao volante, o banco é confortável com aquecimento e ventilação.

Desempenho é o ponto alto do Seal. Dois motores, um dianteiro e outro traseiro, totalizam 531 cv e 60,2 kgf·m. As respostas ao acelerar empolgam e a tração 4×4 sob demanda garante comportamento em curvas muito bom. Até dá para “esquecer” que sua massa total em ordem de marcha é de nada menos que 2.185 kg. O percurso de avaliação não tinha trechos muito sinuosos, porém provocado em curvas foi muito bem.

Desagradável é o sistema de manutenção em faixa muito intrusivo e que não pode ser desligado. Em piso irregular as suspensões mostram respostas adequadas. Porém, a distância mínima do solo de somente 120 mm faz o carro raspar com facilidade em lombadas e valetas. (Colaborou Luís Fernando Carqueijo).

Estoques aumentam. Bom para o consumidor

A indústria automobilística aumentou sua produção em agosto. As 227.000 unidades de veículos leves e pesados significaram crescimento de 24% sobre julho. Esse resultado elevou os estoques nas fábricas e concessionárias de 29 dias em julho (resultado do programa de incentivos tributários do Governo Federal, já encerrado para modelos leves) para 35 dias em agosto. Isso aponta no sentido de continuidade de promoções agora em setembro.

A valorização do real frente ao dólar também ajudou a reduzir preços de modelos importados e os aqui produzidos tendem a acompanhar. Uma recuperação maior depende de redução das taxas de juros que já se iniciou, mas não se sabe ainda em que ritmo. Em agosto a média diária de vendas foi de 9.000 unidades. E a expectativa da Anfavea para 2023 continua a mesma do início do ano: aumento na comercialização de 3% sobre 2022 para 2,168 milhões de unidades.

Em agosto, foram vendidas 1.167 unidades de modelos elétricos entre automóveis e comerciais leves: 0,6% do total. Em agosto de 2022 o percentual era de 0,5%, mas a partir deste mês deve subir com a escalada das marcas chinesas.

Grupo Gandini importou 450.000 veículos Kia em 30 anos

Operação começou modesta, em 1993, depois de José Carlos Gandini fundar a Kia Motors do Brasil no ano anterior e começar a implantar a rede de concessionárias. Inicialmente foram apenas 1.000 unidades do Besta para passageiros, Besta Furgão, picape Ceres e caminhão leve K3500.

Em 2009, passou a ser distribuidor da Kia também no Uruguai e ganhou a licença para fabricação no país vizinho do caminhão leve Bongo K2500. Ao completar este ano 450.000 unidades importadas da Coreia do Sul e do Uruguai, os modelos de passageiros mais vendidos foram: SUV compacto Sportage (106.000 unidades), sedã médio-compacto Cerato (71.000) e subcompacto Picanto (42.000).

José Luiz Gandini, filho do fundador e atual presidente do grupo, afirma que resiliência é o fator mais marcante para a trajetória da empresa em razão dos altos e baixos da economia brasileira.

Coluna Fernando Calmon – Salão de Munique expõe avanço de marcas chinesas na Europa Read More »

Com linhas marcantes e 100% elétrico, GWM lança o Ora 03

Depois de agitar o mercado com o lançamento da linha de SUV Haval, a chinesa GWM lançou esta semana o seu primeiro automóvel 100% elétrico: o Ora 03. Disponível em duas versões, Skin e GT, o hatchback chega já com uma série especial, limitada a 200 unidades, chamada de Skin Copacabana.

A pré-venda já começou e pode ser adquirido nas concessionárias, nas lojas de alguns shoppings e via Mercado Livre, mediante o depósito de R$ 9 mil, que pode ser pago por Pix ou boleto. A marca estipulou o preço do Ora Skin a R$ 150 mil e o GT por R$ 184 mil. A edição especial Skin Copacabana é oferecida por R$ 150 mil, com opcional de teto solar por mais R$ 10 mil.

Linhas agressivas

Moderno e com design esportivo, o Ora 03 chega ao mercado nacional, nas três versões, com um motor de tração dianteira 100% elétrico, que desenvolve 171 cavalos de potência e 250 Nm de torque. Segundo a importadora, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos.

A principal diferença entre as versões está na capacidade energética da bateria. No Ora 03 Skin (e, também, no Skin Copacabana), a bateria é de 48 kWh. Na opção GT, é de 63 kWh, proporcionando maior autonomia ao veículo.

Os modelos podem ser carregados de 10% a 80% entre três e cinco horas com carregadores de corrente alternada (AC) ou 30 a 40 minutos na corrente contínua (DC). Ainda segundo a GWM, a autonomia do carro é de 310 quilômetros nas versões Skin e 400 quilômetros na GT, no ciclo WLTP.

Segurança 

Com a conquista da nota máxima (cinco estrelas) nos testes do Euro NCAP e foi apontado pela associação como o veículo mais seguro da sua categoria comercializado na Europa.

O modelo conta com Sistema Avançado de Assistência ao Condutor nível 2+ (ADAS – Advanced Driver Assistance System) – que promove uma condução semiautônoma e extremamente segura -, composto por um radar frontal de curto, médio e longo alcances e cinco câmeras (para-brisas, para-choque dianteiro, para-choque traseiro e uma em cada retrovisor).

Para o estacionamento do veículo, a versão Ora 03 GT é equipada com 12 sensores e o Assistente de Estacionamento Automático (Full Parking Assist). O modelo esportivo traz ainda o Smart-Start, não havendo necessidade de apertar o botão “start” para ligar o carro, além de alerta e frenagem autônoma de emergência de tráfego cruzado dianteiro.

Conectado 

No quesito conectividade, o Ora 03 se destaca e é perfeito para quem vive ligado é novas tecnologias. O Ora possui, por exemplo, um painel de instrumentos e multimídia com processador Qualcomm Snapdragon, com duas telas integradas de 10,25 polegadas cada, Full HD, com textos em português.

Sua central multimídia é compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, com conexão via Bluetooth. Portas USB iluminadas nas dianteiras, sistema de som com 120 W de potência e seis alto-falantes também integram a lista de equipamentos do modelo.

Com itens personalizados para o Ora 03 GT, o carro conta com carregador por indução com tecnologia fast charge e potência máxima de 15 W, compatível com telefones certificados no padrão Qi.

Os bancos dispõem de massageador, ventilação, ajuste elétrico, com memória para o motorista e recurso Easy-Entry/Easy Exit, no qual os assentos se afastam automaticamente ao abrir a porta, para oferecer espaço extra no acesso e ao sair do veículo. Além desses diferenciais, o modelo conta com o sistema “free-hands” para abertura do porta-malas, proporcionando mais agilidade e conforto para o cliente.

Cores

Na parte externa, o cliente pode escolher entre as cores branco Ágata, preto Hematita e vermelho Brava disponíveis para as duas versões, além de cinza Amazonita disponível apenas para o GT e o azul Copacabana, exclusivo para o Skin.

Internamente, o consumidor consegue definir o visual da versão  Skin: azul Copacabana, com acabamento nas cores cinza e azul; branco Ágata, nas cores off-white e marrom; preto Hematita, todo preto com costuras azuis; ou vermelho Brava, nas cores gelo e vermelho. Já na versão GT, o interior é sempre preto e vermelho.

 

Com linhas marcantes e 100% elétrico, GWM lança o Ora 03 Read More »

Coluna Fernando Calmon — As muitas opções do Brasil para ajudar a descarbonizar o planeta

Coluna Fernando Calmon nº 1.265 — 22/8/ 23

As muitas opções do Brasil para ajudar a descarbonizar o planeta

Esse tema foi muito bem debatido na 30ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), realizado na semana passada em São Paulo (SP) com o recorde de 900 inscritos. “O Brasil e o futuro sustentável da mobilidade” foi o escopo dos 60 trabalhos técnicos apresentados ao longo de dois dias, além dos dois painéis com 23 palestrantes e moderadores.

O presidente do Simea, Gastón Perez, foi enfático ao afirmar que enquanto outros países têm apenas uma carta na mão para combater os efeitos do gás carbônico (CO2), principal responsável pela elevação da temperatura média da Terra e as consequentes mudanças climáticas, o Brasil conta com o equivalente a várias outras cartas. Ele citou algumas como motor flex com etanol, biodiesel, biogás e a energia elétrica gerada por fontes limpas o que torna viável a produção de hidrogênio verde. Este é considerado o combustível definitivo e o mais adequado com que o planeta poderá contar nas próximas décadas.

O próprio etanol pode ser ponto de partida para pelo menos uma década à frente gerar, por meio de pilha eletroquímica a hidrogênio no veículo, a eletricidade para o motor elétrico deste, tendo como subproduto apenas água. Essa é uma tecnologia inicialmente ainda bem cara, mas que já está sendo estudada pela Universidade de São Paulo.

Não se trata da única opção para obter hidrogênio. A eletrólise da água é outro ponto de partida, mas exige grande quantidade de energia que não poderá vir de fontes fósseis como petróleo e gás. Energia eólica e solar, além da hidráulica em que o País já investe há décadas por meio de represas, são as soluções adequadas.

Como se abordou no Simea, em curto prazo será fundamental regular um mercado de créditos de carbono, prestes a se tornar realidade. Finalmente o motorista veria reverter para o seu bolso a contribuição ao clima do planeta, escolhendo o combustível na hora de abastecer seu veículo com motor a combustão. Já existe tecnologia para isso. Falta só a vontade política. Assim o País conseguirá uma transição viável e inteligente para a mobilidade sustentável que muitos almejam.

Ainda faltam acertos sobre operação BYD na Bahia


Esta é uma novela que já passou por vários capítulos, mas a fabricante chinesa BYD não dá nenhuma indicação de que vá recuar do investimento anunciado de R$ 3 bilhões no estado nordestino. Houve notícias equivocadas sobre a sua compra da unidade industrial de Camaçari (BA) que produziu modelos da Ford de 2002 a 2021.

Por fim, houve um acordo de “reversão da propriedade da fábrica de Camaçari para o Estado da Bahia”. A fábrica só tem as edificações, pois todo o maquinário foi retirado. A empresa americana espera ser indenizada pelas expansões com a fábrica de motores e câmbios que não estava no projeto inicial.

Fala-se em algo entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, mas a avaliação virá de uma instituição financeira do porte da Caixa Econômica Federal. Os passos seguintes são a BYD se entender com o governo baiano, aceitar o valor e assumir as instalações fabris.

Não se sabe quando as partes envolvidas vão bater o martelo. Existe ainda uma briga política sobre a extensão do regime de incentivos federais para o Nordeste e Centro-Oeste que terminaria em 2025, mas que pode se estender até 2032.

A marca chinesa mantém sua previsão de no último trimestre de 2024 ter o primeiro modelo nacional. Como há décadas não existe mais exigência de conteúdo local mínimo, é factível. A produção começará com o híbrido plugável Song Plus que será equipado com motor flex, mas terá uma bateria de apenas 8,3 kW·h. O segundo produto ainda está em definição, porém tudo indica que a escolha do fabricante recairá sobre o elétrico Dolphin.

Fiat 500e tem vendas discretas, mas mantém o charme

Desde seu lançamento em 2021 por R$ 239.990 o elétrico que substituiu o icônico Fiat 500 teve seu preço reduzido para os atuais R$ 224.990 em razão da valorização do real frente ao dólar. Ainda assim o subcompacto 500e não deslanchou em vendas (393 unidades até agora) e se mantém como um modelo de nicho, embora tenha fãs incondicionais.

Com apenas 3.632 mm de comprimento é fácil de estacionar, porém um entre-eixos limitado a 2.322 mm traz desconforto no banco traseiro para adultos com mais de 1,75 m de altura. O porta-malas comporta apenas 185 litros mesmo sem o estepe, pois utiliza pneus do tipo runflat. Ao se rebater totalmente o banco traseiro o volume aumenta para surpreendentes 550 litros.

Seu alcance médio cidade/estrada é de 227 km, pelo padrão Inmetro. O Fiat 500e, como todo elétrico, destaca-se pela agilidade no para e anda do tráfego urbano, conforme avaliei. E ainda entrega duas características interessantes.

Uma é tocar acordes da música do filme franco-italiano “Amarcord” (1973, de Federico Fellini) quando atinge 21 km/h para avisar sobre sua presença para pedestres e ciclistas. Quem está dentro do carro também ouve. Isso só acontece uma vez após o primeiro uso do dia (para repetir precisa desligar e religar a energização do motor). O silvo de advertência presencial, obrigatório na Europa, é discreto e não incomoda os ocupantes do carro.

Outra função é o modo de condução sherpa (há outros dois, normal e range) para estender ao máximo seu alcance: limita velocidade a 80 km/h e desliga o ar-condicionado sem alterar muito a capacidade de acelerar.

Resposta de Inteligência Artificial (IA): “Sherpa é um termo técnico que se refere a um grupo étnico que vive nas montanhas do Nepal e conhecido por serem excelentes guias em expedições de montanhismo.”

 

Coluna Fernando Calmon — As muitas opções do Brasil para ajudar a descarbonizar o planeta Read More »

Rolar para cima