Brasil

O valente e rústico Lada Niva ainda está á venda em vários países

Com o fim das importações uma das primeiras marcas a desembarcar no Brasil, no inicio dos anos 90, foi a soviética Lada. Eram carros rústicos, com pouca tecnologia e acabamento espartano. Primeiro chegou o sedã Laika e o valente jipe Niva 4X4.

Posteriormente, um, modelo com um design mais moderno, o Samara 1,5 litro. As linhas eram um pouco mais agradáveis (tanto que ganhou apelido de cópia do VW Passat. Mas estava longe), mas o acabamento era sofrível. Com quase 400 mil veículos importados e vendidos, a marca deixou o Brasil em 1995.

E o que pouca gente sabe é que o Niva 4X4 continua a ser produzido e vendido em países como a Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Bolívia, Egito, Jordânia, Cazaquistão, Quirguizistão, Líbano, Mongólia, Turquemenistão, Ucrânia e Uzbequistão.

Lançado em 1977 na antiga União Soviética, o motor ao longo destes 47 anos teve poucas modificações ou atualizações. Em 1977 foi lançado com motorização de 1,6 litro a gasolina, que durou até 1994. Na segunda geração, passou para e 1,7 litro, injeção de combustível e potência de 80 cavalos. Com algumas atualizações, passado alguns anos, o motor ganhou mais 3 cavalos. Mas ainda era muito fraco para um modelo off-road. A falta de modernização impede que o modelo seja comercializado em outros países.

Curto, o Niva têm 3,74 metros de comprimento e uma distancia do solo de 24,5 centímetros. No uso off-road ele é valente, tanto pela altura do solo, como graças ao eixo rígido, tração integral, diferencial central bloqueável, caixa de redução e o entre-eixos curto. Hoje, onde é vendido, o Lada Niva de entrada custa em torno de R$ 50 mil.

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Especialistas debatem riscos de ataques cibernéticos no país

O futuro da segurança cibernética e do compartilhamento de informações entre centros de pesquisa foram alguns dos destaques do Workshop RNP, evento sobre internet e conectividade que começou nessa segunda-feira (20) em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O encontro é organizado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Pesquisadores, governo, empresas e startups participam de uma série de debates no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O diretor de Cibersegurança da RNP, Emílio Nakamura, reforçou a importância de investir no setor para lidar com os novos desafios trazidos pelas tecnologias em rede. Apesar de defender que o país está se movimentando em termos legislativos e estruturais no setor, alerta que as ameaças digitais têm evoluído de maneira mais rápida do que os sistemas de proteção.

“Hoje, os setores financeiro, de água, de energia, de transportes e de saúde, por exemplo, dependem cada vez mais de elementos digitais. É possível criar um caos ou uma catástrofe realizando ataques cibernéticos que afetam o funcionamento desses setores. No Brasil, ainda vemos poucos incidentes dessa natureza. Mas eles podem acontecer e temos toda uma discussão sobre como os ataques podem afetar a economia e a infraestrutura do país”, diz Nakamura.

Para ele, além dos investimentos em segurança, é preciso avançar no plano nacional de educação cibernética, que contemple todas as pessoas e seja parte importante do currículo em escolas e faculdades.

“Hoje, é mais do que necessário que as pessoas tenham uma educação cibernética. As crianças, os jovens, todo mundo. Sobre como agir no mundo digital para que não seja alvo de tentativas de fraudes e outros ataques”, reforça o diretor do RNP. “Alguns países já lidam com essa educação cibernética com crianças, e o Brasil não tem isso oficializado como parte do currículo. Na graduação, seria importante que esse tema entrasse como parte de todos os cursos, porque é algo que atravessa todas as profissões”.

Conectividade científica

Uma das mesas de debate do dia tratou da Rede de e-Ciência, voltada para a conectividade entre centros de pesquisa, supercomputação, laboratórios multiusuários e infraestruturas científicas. Os conferencistas falaram sobre desafios e detalhes da implantação. O diretor adjunto de Serviços para Experimentação e e-Ciência da RNP, Leandro Ciuffo, explicou o funcionamento e os benefícios da rede.

“A Rede de e-Ciência vai usar a estrutura das infovias. De maneira geral, as infovias vão interiorizar conexão de qualidade em várias regiões do país. Vão ajudar na fixação de professores e pesquisadores em campos do interior e, consequentemente, melhorar a qualidade da educação nessas localidades”, disse Ciuffo. “A ideia é que haja uma redução no tempo dos processos científicos. Compartilhamentos de informações que poderiam levar horas ou dias poderiam ser feitos em minutos. Com isso, também é acelerado o resultado para os cidadãos”.

Um edital está em andamento para selecionar os primeiros centros de pesquisa que vão fazer parte da rede. O diretor cita alguns exemplos de instituições e projetos que poderão ser atendidos.

“Instituições de pesquisa que têm processos para gerar previsão do tempo, para prever desastres ambientais, para fazer vacinas, pesquisar curas de doenças, são alguns que poderão usufruir da rede, porque precisam manipular quantidade muito grande de informações e esses dados, às vezes, são bancos de dados do exterior”, disse Ciuffo. (Agência Brasil)

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Desenrola Brasil tem prazo de adesão prorrogado por mais 60 dias

As pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que tenham dívidas de até R$ 20 mil, terão mais 60 dias para aderir ao Programa Desenrola Brasil. A Medida Provisória (MP) 1.211/2024, que trata do prazo para adesão da faixa 1 e já havia sido prorrogada em março, foi renovada por decisão do Congresso Nacional.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, 15 milhões de pessoas da faixa 1 já foram beneficiadas pelo programa, somando R$ 52 bilhões em dívidas. Os inadimplentes negativados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022 tiveram acesso a descontos médios de 83%.

Real Moeda brasileira

O programa permite que o saldo negociado seja quitado sem entrada e em até 60 parcelas. Também é possível reunir mais de uma dívida com diferentes credores em um único lado devedor para negociação.

A negociação pode ser feita pela plataforma do programa com uma conta gov.br. Outra opção possibilita a negociação pelos canais de atendimento de agentes financeiros credenciados como Serasa Limpa Nome, Itaú Unibanco, Santander e Caixa Econômica Federal.

Com o fim do prazo da MP nessa segunda-feira (20), a plataforma permaneceu na manhã desta terça (21) com a mensagem “O Programa Desenrola Brasil encerrou. Obrigado pelo seu interesse e participação.”

O Ministério da Fazenda foi procurado pela reportagem em busca de informação sobre quando as negociações voltarão a ser disponibilizadas. Até a hora da publicação desta matéria não houve resposta. (Agência Brasil)

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Preços da gasolina e do etanol seguem tendência de alta

O fechamento da primeira quinzena de maio revelou que os preços dos combustíveis seguem tendência de alta no Brasil. O litro da gasolina foi encontrado à média de R$ 6,02 nos postos de abastecimento do País, com aumento de 1,01%, comparado com o mesmo período de abril. Já o etanol foi comercializado a R$ 4, após ficar 1,78% mais caro. Os dados são do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log que realiza pesquisa periódica em milhares de postos de combustível.

Os postos nordestinos registraram o aumento mais expressivo de todo o território nacional para o etanol, de 2,89%, e o maior preço médio, encontrado a R$ 4,63. A região ocupou o topo do ranking da maior alta para a gasolina, de 1,81%, que fechou a quinzena a R$ 6,19. Ainda assim, a maior média para o combustível foi identificada nas bombas de abastecimento da Região Norte, a R$ 6,39.

O Sudeste comercializou a gasolina mais barata do País, a R$ 5,87, e o Centro-Oeste registrou o etanol com a média mais baixa, a R$ 3,90.

“O etanol e a gasolina seguem tendência de aumento de mais de 1% nesse início de maio em todo o País. A maior parte dos estados registrou acréscimo para os dois combustíveis. A gasolina ficou mais barata apenas no Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás e no Distrito Federal. Já o etanol baixou de preço apenas em Roraima e em Goiás”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Entre os destaques por estado, seguindo a tendência de aumento registrada no Nordeste, os postos da Bahia apresentaram o acréscimo mais expressivo do País para a gasolina, de 4,26%, fechando a quinzena a R$ 6,36. Já o maior aumento no preço do etanol, de 6,11%, foi registrado em Sergipe, que fechou o período com a média a R$ 5,04. A gasolina com recuo mais significativo no preço, de 1,51%, foi comercializada no Distrito Federal, a R$ 5,89; e o etanol com maior baixa, de 1,28%, foi identificado em Goiás, onde a média fechou a R$ 3,87.

A gasolina mais cara entre todos os estados foi encontrada no Acre, a R$ 6,77, e o etanol com maior preço, no Sergipe, a R$ 5,04. Quem abasteceu em São Paulo encontrou os dois combustíveis pelo menor preço médio do País, a R$ 5,77 a gasolina e R$ 3,80 o etanol.

“Aumentou de oito em abril para dez neste início de maio o número de Estados que tiveram a gasolina como combustível mais vantajoso para abastecimento, que são grande parte dos estados nordestinos, como Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, além do Rio Grande do Sul, Pará, Rondônia e Roraima. Ainda assim, destaco o etanol como opção mais ecológica, por ser o combustível que emite menos poluentes na atmosfera e contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, reforça Pina.

 

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Brasil vai sediar Copa do Mundo Feminina de futebol em 2027

Após ser eleito país-sede pela Fifa – Federação Internacional de Futebol, o Brasil vai receber, em 2027, a Copa do Mundo Feminina. A eleição ocorreu nesta sexta-feira (17) durante o 74º Congresso da Fifa, em Bangcoc, na Tailândia.

A candidatura brasileira venceu a disputa com uma candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. O Brasil, que já sediou duas edições da Copa do Mundo Masculina de futebol, contabilizou 119 votos, enquanto a candidatura europeia recebeu 78 votos.

Avaliação

A proposta brasileira já havia sido a mais bem avaliada pelos técnicos da Fifa, que realizaram a vistoria em fevereiro e desenvolveram um relatório de quase cem páginas. O Brasil alcançou nota quatro (a máxima era cinco), enquanto a candidatura de alemães, holandeses e belgas atingiu 3,7. O relatório divulgado no começo de maio destacou os estádios escolhidos para o evento e o apoio do Governo Federal ao pleito.

“Essa decisão da Fifa anunciada nesta noite terá um grande impacto positivo no futebol feminino brasileiro e na vida de milhões de mulheres do Brasil. Além de investir na realização da Copa do Mundo, toda a cadeia produtiva do futebol feminino no Brasil e na América do Sul dará um imenso salto de desenvolvimento”, comemorou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, em depoimento ao site da entidade.

A comitiva brasileira em Bangkok também reuniu as ex-jogadoras Aline Pellegrino (atual gerente de Competições Femininas da CBF) e Formiga (única a disputar sete Copas do Mundo) e a atacante Kerolin (atleta da Seleção e do North Carolina Courage, dos Estados Unidos). Ainda integraram o grupo os consultores Ricardo Trade, Valesca Araújo, Jacqueline Barros e Manuela Biz, além do ministro do Esporte, André Fufuca.

“Gostaria de parabenizar todas as mulheres que trabalham e trabalharam, as Pioneiras [como são conhecidas as primeiras jogadoras a representarem a seleção feminina], as atletas da atualidade, por essa Copa do Mundo em 2027. Essa é uma vitória do futebol feminino. Tenho certeza de que a gente tem o potencial para fazer a maior Copa do Mundo Feminina da história”, disse Aline, que defendeu o Brasil nos Mundiais de 2004 e 2007, ao site da CBF.

“Dedico essa vitória também aos nossos irmãos do Rio Grande do Sul, que certamente será um dos estados-sede da Copa Feminina de 2027. Quero reiterar o compromisso do presidente Lula e do Governo Federal em ajudar a reconstruir o estado. Não mediremos esforços para que o nosso povo se reerga no menor tempo possível e que possamos juntos comemorar outras vitórias do Brasil”, completou Fufuca, na rede social X (antigo Twitter).

Calendário

A Copa Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. Dez dos 12 estádios do Mundial masculino de 2014 serão aproveitados. As exceções são a Arena das Dunas, em Natal, e a Ligga Arena (Arena da Baixada), em Curitiba.

O jogo de abertura e a final serão no Maracanã, no Rio de Janeiro. Os demais palcos são a Neo Química Arena, em São Paulo; o Mané Garrincha, em Brasília; o Mineirão, em Belo Horizonte; a Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador; o Beira-Rio, em Porto Alegre; a Arena da Amazônia, em Manaus; a Arena Pantanal, em Cuiabá; a Arena Castelão, em Fortaleza; e a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), na região metropolitana de Recife.

Histórico

A Copa do Mundo Feminina de futebol 2027 será a décima edição do torneio. Antes de chegar à Austrália e à Nova Zelândia, em 2023, a competição já havia sido sediada pela China, Suécia, pelos Estados Unidos, pela Alemanha, pelo Canadá e pela França.

A seleção espanhola é a atual campeã mundial, juntando-se aos Estados Unidos, à Alemanha, ao Japão e à Noruega como as seleções que ergueram o tão cobiçado troféu Fifa. Os Estados Unidos contabilizam o maior número de títulos (4), seguidos pela Alemanha, que foi campeã duas vezes.

Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Mundial, sendo um dos únicos a estarem presentes em todas as Copas Femininas da história, ao lado de Alemanha, Japão, Nigéria, Noruega, Suécia e Estados Unidos. A seleção canarinho busca um título inédito, tendo batido na trave em 2007, na China, quando ficou com o vice-campeonato, superada pelas alemãs na decisão.

Apesar de nunca ter levantado a taça feminina, o Brasil tem a maior goleadora da história das Copas – entre homens e mulheres. Presente em seis edições, Marta anotou 17 gols, um a mais que o alemão Miroslav Klose. O recorde foi alcançado em 2019, na França, com o gol diante da Itália, na vitória brasileira por 1 a 0, na fase de grupos. Na campanha do vice mundial em 2007, a camisa 10 foi a artilheira da competição, com sete gols.

Na Copa de 2023, realizada na Austrália e na Nova Zelândia, o Brasil caiu na primeira fase. Após estrear goleando o Panamá por 4 a 0, a equipe comandada pela sueca Pia Sundhage perdeu da França por 2 a 1 e empatou sem gols com a Jamaica. A Espanha ficou com o título inédito. A campanha ruim resultou na saída da treinadora, que deu lugar a Arthur Elias.

“O Brasil, além da enorme paixão do seu povo pelo futebol, tem a maior jogadora de todos os tempos, um vice-campeonato mundial, tradição internacional no futebol feminino e vem nos últimos anos realizando uma série de investimentos na modalidade por parte da CBF, federações e clubes. Esse é um momento único. Vamos todos juntos trabalhar com muita dedicação nesses próximos três anos para o nosso grande objetivo que é vencer a Copa dentro do nosso país. E assim inspirar e realizar um sonho de tantas crianças, mulheres, apoiadores e torcedores da nossa Seleção”, projetou Arthur, ao site da CBF. (Agência Brasil)

 

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Coluna Fernando Calmon — Dia do Automóvel passou quase em branco no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.301 — 14/5/2024

Dia do Automóvel passou quase em branco no Brasil

Sem a menor dúvida, o automóvel está entre as paixões dos brasileiros e, por que não, também de boa parte das brasileiras. No mundo todo, aliás, com seus 1,3 bilhão de veículos leves em circulação a data se refere ao dia 13 de maio de 1886. Neste dia foi patenteado pelo alemão Karl Benz o primeiro automóvel “útil” do mundo, embora seu compatriota Gottlieb Daimler no mesmo ano e sem se conhecerem concluiu o que depois se identificaria como motocicleta.

Ainda que essa história de pioneirismo seja a mais aceita, há referência ao “carro” a vapor do francês Nicolas-Joseph Cugnot, em 1769. E também outros precursores a exemplo do também alemão Siegfried Marcus, em 1870, que já tinha um motor a combustão, mas se tratava apenas de uma simples plataforma de carga. Os franceses também reivindicam a invenção por meio de Édouard Delamare-Deboutteville, em 1884. Ele também patenteou seu modelo, mas nunca foi produzido ou vendido.

A relação do brasileiro com o carro apareceu de modo explícito em recente pesquisa da consultoria Ernest & Young, que entrevistou 15.000 pessoas em 20 países. Segundo a EY, 88% dos respondentes brasileiros têm preferência por um veículo pessoal ao se deslocar para escola ou trabalho contra 80% da média mundial. Somente 56% utilizariam transporte público, enquanto a média mundial é de 62%.

O Portal do Trânsito e Mobilidade, de Curitiba (PR), chegou a sugerir boas maneiras de comemorar o Dia do Automóvel por meio de uma relação singela de iniciativas:

  • “Faça um passeio de carro por lugares especiais.
  • Alugue um carro clássico por um dia para passear por sua cidade.
  • Visite exposições ou eventos automobilísticos.
  • Conheça o Museu do Automóvel da sua cidade ou visite uma que o tenha.
  • Compartilhe sua paixão por carros nas redes sociais.
  • Faça parte de um Clube do Automóvel.”

Apesar de a agitação moderna da vida em sociedade, turbinada pelos automóveis, torne a maioria dos eventos desta relação difíceis de cumprir, não custa tentar. Deixar passar em branco parece injusto com um veículo que mudou a face do mundo. Ou, no mínimo, conte uma boa história até fim desta semana nas redes sociais.

Frota brasileira de veículos continua a envelhecer

O tradicional e respeitado estudo do Sindipeças apontou que em 2023 havia em circulação no Brasil 47.121.602 veículos leves e pesados, além de 13.261.784 motocicletas, totalizando 60.383.386 de unidades. O crescimento foi de apenas 0,5%, 1,7% e 0,8%, respectivamente.

Segundo o relatório, segue firmemente o processo de envelhecimento da frota brasileira. Em 2023, a idade média foi de 10 anos e 10 meses para autoveículos e 8 anos e 4 meses para motocicletas. Nos últimos 10 anos o desgaste da frota de autoveículos aumentou em mais de 2 anos. O que mais chamou atenção:

“Em relação a 2022, o movimento de queda na representatividade de veículos com menos idade, aqueles com até 5 anos (-4,3%) e de 6 a 10 anos (-8,3%), e o aumento dos veículos com maior idade, 11 a 15 anos (+ 5,6%) e 16 a 20 anos (+ 14,9%), compõem o envelhecimento.”

O Governo Federal planeja – e não vem de agora – mais uma tentativa de renovação de frota, em especial de veículos pesados que preocupam ainda mais tanto em termos de emissões quanto de segurança veicular. No entanto, como lembra o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr., há uma barreira prática que não pode ser esquecida:

“Há 7.000 empresas recicladoras veiculares nos EUA. Nem todas são escrapeadoras. A maioria é desmanteladora (dá baixa, drena fluidos e desmonta os veículos). As maiores geralmente são trituradoras. No Brasil temos apenas cerca de 60 empresas trituradoras registradas na Senatran, porém apenas cerca de metade em operação.”

Com este cenário fica difícil acreditar, seriamente, em renovação de frota aqui.

Ferrari Roma Spider chega ao Brasil por R$ 3,95 milhões

Um conversível de dois lugares (tecnicamente um 2+2, mas na prática sem espaço traseiro) de rara beleza inclusive pelos altos padrões da marca Ferrari. Assim é o atraente Roma Spider, lançado em março de 2023 em substituição ao Ferrari Portofino. Além de praticamente em nada macular o belo estilo do cupê 2+2 original, a capota flexível pode ser rapidamente recolhida ou fechada em apenas 13,5 s a até 60 km/h. Entre as características marcantes está o opcional de aquecimento do pescoço do motorista e acompanhante para os dias mais frios.

A oferta do teto rebatível retorna após 54 anos desde o modelo 365 GTS4, de 1969. O motor central-dianteiro é igual ao do Roma cupê: V-8 biturbo de 3,9 litros, 620 cv (entre 5.750 e 7.500 rpm), 77,5 kgf·m (entre 3.000 e 5.750 rpm) com 80% do torque disponível a partir de apenas 1.900 rpm. O câmbio é automatizado de duas embreagens e oito marchas. Massa em ordem de marcha de 1.472 kg, nada menos de 200 kg inferior ao Portofino. Acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 s, 0 a 200 km/h em 9,7 s. Freia de 100 km/h a zero em apenas 32 m.

O importador oficial Via Itália vendeu as primeiras 20 unidades que chegam ao País até o final deste ano por praticamente R$ 4 milhões cada.

BYD Dolphin Mini tem bom preço e suspensão a melhorar

Embora os R$ 115.800 tenham extrapolado o que se especulava, ainda assim é competitivo frente aos modelos com motor a combustão e outros elétricos. O Dolphin Mini (nome original, BYD Seagull – gaivota, em inglês –, soa mal em português) oferece ótimo espaço para ombros, pernas e cabeças de quatro passageiros graças à generosa distância entre eixos de 2.500 mm e ao assoalho plano atrás. Sem previsão de versão de cinco lugares.

No uso urbano, destaque em todo carro elétrico, há alguns pontos negativos. Notei a falta do aviso sonoro aos pedestres, exagerado no Dolphin maior e inexistente no compacto. O motor dianteiro entrega limitados 75 cv e 13,8 kgf·m para uma massa total elevada de 1.239 kg, em razão da bateria. Apesar de o torque surgir de forma quase instantânea, não empolga. Faz falta o limpador do vidro traseiro.

A distância livre do solo de apenas 110 mm atrapalha ao “escalar” lombadas e “mergulhar” em valetas típicas de nossas ruas e até estradas. Os freios estão bem dimensionados, porém em comparação a carros convencionais as distâncias para a parada total são um pouco maiores. A dirigibilidade fica de certa forma comprometida pelo comportamento atípico das suspensões. Faltou o ajuste fino que a engenharia brasileira desenvolveu por décadas e hoje é referência mundial. Pneus 175/55 R16 não existem no Brasil. Se precisar trocar, só nas concessionárias da marca.

Desempenho e alcance no uso rodoviário são pontos fracos do carro. Ultrapassagens exigem mais atenção porque não há folga de potência. O alcance ficou limitado a menos de 200 km nos trechos de autoestrada, em contraste ao uso urbano em que pode rodar cerca de 300 km facilmente. Porta-malas também impõe limites: mesmo sem estepe o volume alcança apenas 230 litros, mas parte disso é ocupado numa bolsa pelos cabos e plugues de recarga.

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Stellantis compra marca chinesa para fabricar veículos elétricos

No ano passado a Stellantis investiu €1,5 bilhão para comprar 21% da Leapmotor e agora se une à montadora chinesa para a formação da Leapmotor International, unindo as duas competências para a produção e distribuição de carros elétricos em todo o mundo.

A parceria – sob o controle da Stellantis – tem por objetivo impulsionar as vendas da Leapmotor na China e usar a presença global da Stellantis para expandir os negócios para a Índia e Ásia-Pacífico, Oriente Médio, África e América do Sul ainda este ano. O CEO da nova empresa é Tianshu Xin, ex-executivo da Stellantis na China.

A empresa vai lançar os modelos T03 e C10, inicialmente na Europa: França, Itália, Alemanha, Holanda, Espanha, Portugal, Bélgica, Grécia, Romênia e em seguida em outros países. Serão 200 pontos de venda este ano e 500 até 2026. Ainda este ano os carros serão comercializados no Oriente Médio e África (Turquia, Israel e países franceses no exterior), Índia e Ásia-Pacífico (Austrália, Nova Zelândia, Tailândia, Malásia e Índia) e América do Sul (Brasil e Chile).

O T03 é um carro urbano compacto de cinco portas do segmento A, com espaço interno de segmento B e autonomia de 265 km obteve o primeiro lugar no Estudo de Qualidade Inicial da JD Power para o segmento dos pequenos.

O Leapmotor C10 tem uma central eletrônica integrada e arquitetura elétrica, tecnologia cell-to-chassis (CTC) e cockpit inteligente. É um veículo do segmento D totalmente equipado e centrado na família, com autonomia de 420 km e classificação E-NCAP de 5 estrelas.

Os produtos da Leapmotor são complementares aos atuais da Stellantis e proporcionarão mais acessibilidade global.

“A criação da Leapmotor International é um grande avanço para ajudar a resolver a questão urgente do aquecimento global com modelos BEV de última geração que vão competir com as marcas chinesas existentes nos principais mercados em todo o mundo”, disse o CEO da Stellantis, Carlos Tavares. “Aproveitando a nossa presença global, em breve seremos capazes de oferecer aos nossos clientes veículos elétricos com preços competitivos e centrados na tecnologia que irão exceder as suas expectativas. Sob a liderança de Tianshu Xin, foi desenvolvida uma estratégia global convincente para expandir rapidamente os canais de distribuição de vendas, impulsionando o crescimento da Leapmotor e gerando valor para ambos os parceiros”. (AutoInforme)

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Brasil sai na frente para sediar mundial feminino de futebol

No dia 17 de maio, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) vai divulgar a sede da próxima Copa do Mundo Feminina de Futebol em 2027. E a candidatura brasileira está otimista quanto ao resultado. “Nosso objetivo é sair de lá provando para o mundo que o Brasil é uma escolha natural”, disse Manuela Ventura Silvério Biz, consultora de comunicação da candidatura brasileira. O único concorrente do Brasil para sediar o evento é a candidatura conjunta apresentada pela Bélgica, Holanda e Alemanha.

“A Copa do Mundo feminina da Fifa, se vier ao Brasil, não será algo isolado. Ela será resultado de conquistas do passado. Se estamos na posição hoje de pedir à Fifa que traga uma Copa do Mundo para o Brasil, é porque lá atrás teve uma história que foi construída. As conquistas dessas mulheres, no passado,Fnos trouxeram até esse lugar”, disse Manuela.

seleção feminina de futebol - amistoso com Japão 2023

“Queremos celebrar todas essas conquistas, mas não podemos parar por aqui. Ainda não estamos onde devemos estar. Então queremos também que ele [o torneio] seja também uma plataforma ou oportunidade de continuar construindo e que façamos um futuro ainda melhor para o futebol feminino”, acrescentou.

Para Valesca Araújo, executiva responsável pela candidatura brasileira, o evento pode comprovar a grandeza do futebol feminino no país. “O diferencial dessa candidatura é que ela não é um torneio esportivo. Ela é a confirmação da grandeza do futebol feminino”, disse ela, durante entrevista à imprensa online concedida na noite dessa quarta-feira (8).

A Copa do Mundo de 2027 deve reunir 32 seleções, que se enfrentarão entre os meses de junho e julho.

Para receber os jogos, a candidatura brasileira apresentou e indicou estádios de dez capitais: Belo Horizonte (no estádio do Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Cuiabá (Arena Pantanal), Fortaleza (Arena Castelão), Manaus (Arena da Amazônia), Porto Alegre (Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Corinthians). Esses estádios já receberam a Copa do Mundo masculina, realizada em 2014.

Já para os centros de treinamento, a candidatura brasileira apresentou 36 cidades para receber as delegações. Além disso, indicou o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para os jogos de abertura e de encerramento.

Segundo a candidatura brasileira, as arenas que deverão receber as partidas não necessitarão de grandes obras porque já foram utilizados na Copa do Mundo masculina de 2014 e continuam em funcionamento, sendo usados para as competições realizadas no país.

Relatório de avaliação

Na terça-feira (7), um relatório de avaliação divulgado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) apontou que a candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo de futebol feminino 2027 obteve uma pontuação mais alta do que a candidatura conjunta apresentada pela Bélgica, Holanda e Alemanha A África do Sul e a candidatura conjunta entre México e Estados Unidos desistiram da disputa.

A proposta do Brasil recebeu a maior pontuação média geral, 4,0 pontos, de um total de 5 pontos, seguida pela proposta conjunta de Bélgica, Holanda e Alemanha, com 3,7 pontos. No relatório de quase 100 páginas, os integrantes da Fifa que inspecionaram o Brasil elogiaram os estádios escolhidos pelo Brasil para sediar o evento e destacaram o potencial comercial do país.

“A candidatura do Brasil oferece bons estádios, construídos especificamente e geralmente configurados para os maiores eventos internacionais, tendo recebido a Copa do Mundo de 2014. Apresenta também uma forte posição comercial, com uma combinação de potencial de arrecadação e de eficiência nos custos”, informaram os executivos da Fifa no documento.

“Ficamos muito felizes com o resultado do relatório da Fifa. O documento mostra que o Brasil cumpriu com excelência as rígidas exigências do processo de candidatura”, afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues.

A decisão final da escolha da sede do evento só será divulgada no dia 17 de maio, na Tailândia. A votação será aberta e feita por 211 presidentes de federações associadas à Fifa. (Agência Brasil)

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Granado se prepara para a segunda etapa da Moto-E

Nesta sexta-feira e sábado (10 e 11/05) acontece a segunda rodada dupla do Campeonato Mundial FIM Enel MotoE. Eric Granado voltará a representar o Brasil, desta vez na etapa que acontece na pista de Le Mans, na França. O piloto, que faz parte da equipe LCR E-Team, aproveitou a pausa de mais de um mês no calendário da competição para aprimorar seu desempenho.

“Mesmo que esse período tenha sido longo entre a primeira e a segunda etapa do campeonato, eu não parei de treinar. Tive a etapa do Superbike Brasil e fiz uma ótima preparação mental e física, então acho que estamos prontos para retomar e enfrentar a sequência de provas que temos pela frente”, disse Eric. Após a rodada na França, ainda em maio, o brasileiro vai disputar mais duas etapas na MotoE, nas pistas de Barcelona, na Espanha, e Mugello, na Itália, sendo essa no final do mês.

Pegando ritmo

A etapa em Portugal, que abriu o ano da MotoE, contou com uma pole position e um quarto lugar para o brasileiro. O desempenho, prejudicado por uma queda na corrida 1, foi considerado positivo e reafirmou a competitividade do piloto e do equipamento preparado pela equipe.
Para Le Mans, Eric conta com duas cartas na manga para um bom fim de semana: experiência na pista e a boa fase da LCR para subir na tabela do campeonato.

“Eu tenho ótimas expectativas e é uma pista que gosto bastante! Nos anos que eu disputei provas em Le Mans, sempre fui muito competitivo. Infelizmente não pude competir no ano passado porque estava machucado, mas agora me sinto pronto para trazer bons pontos para a equipe e aproveitar ao máximo as corridas.”

As atividades da MotoE na França começam na sexta-feira, com os treinos às 03h30 e 07h25, e classificação às 11h15. As duas corridas em Le Mans estão programadas para o sábado, com largada às 07h15 e 11h10, sempre no horário de Brasília. As provas são transmitidas pelos canais ESPN e pelo serviço de streaming Star+.

Eric Granado compete no Mundial de MotoE com apoio de Suhai Seguradora, Alpinestars, Shark Helmets, Oakley, Pneustore, Frota Assessoria Empresarial, Instituto Marazul, Camargo Alfaiataria, HoloStore, Zero Racing Design, EG51 Store e Edge Lifesports.

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Mercedes elétricos EQA e EQB chegam com pequenas atualizações

A Mercedes-Benz já está começando a vender as novas gerações do EQA e EQB. Os dois modelos elétricos receberam atualizações. A marca alemã comercializa hoje sete modelos 100% elétricos no Brasil.

Novo design

A principal mudança no design está na nova grade frontal com o padrão de estrelas em fundo na cor preta – presentes em outros modelos elétricos da marca. Uma faixa de luz conecta as luzes diurnas dos faróis, enquanto um novo para-choque enfatiza a amplitude frontal dos modelos. O interior das lanternas traseiras também tem novo design.

As inovações no interior incluem um volante multifuncional em couro com teclas de controle sensíveis ao toque, bem como o acabamento interno com o padrão de estrelas da marca no console e portas.Esportivo AMG

Ambos os automóveis elétricos estão equipados com o Pacote Esportivo AMG que traz os genes esportivos da AMG para a eletromobilidade. O para-choque dianteiro AMG com entradas de ar e o para-choque traseiro da AMG com design de difusor enfatizam o potencial de condução dinâmica.

As rodas de liga leve AMG de 19 polegadas com dez raios e os revestimentos dos arcos das rodas na cor da carroceria completam o design.

Versões para o Brasil

Lançados no final de 2022, os modelos têm melhor aerodinâmica e pneus otimizados para menor resistência ao rolamento. O objetivo é ampliar a autonomia.

O EQA 250 não teve alteração no conjunto motriz, com um motor frontal (PSM) que gera 190 cavalos e autonomia de até 321 quilômetros.

Enquanto o EQB 350 4MATIC é oferecido agora em versão 4×4, com dois motores (frontal ASM e traseiro PSM) que geram 292 cavalos e com uma autonomia de até 272 quilômetros.

Preço
Mercedes Benz EQA 250 de R$ 399.900,00
Mercedes Benz EQB 350 4MATIC de R$ 449.900,00.

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