Últimas Notícias

Nova unidade do Pague Menos está contratando 249 trabalhadores

A rede de supermercado Pague Menos abriu processo seletivo para a contratação de 249 trabalhadores pelo CPAT – Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas.

As vagas são para a nova unidade da rede que será inaugurada em outubro no Jardim Chapadão. Os salários variam entre R$ 1.510,55 e R$ 3.088,25. Todas as funções exigem um tempo mínimo de experiência de seis meses.

Para participar da seleção, os trabalhadores devem procurar o CPAT presencialmente mediante agendamento pelo  www.cidadao.campinas.sp.gov.br  
ou acessar o atendimento on-line (chat) no site www.cpat.campinas.sp.gov.br/.

Os processos seletivos serão realizados no Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas

Nova unidade do Pague Menos está contratando 249 trabalhadores Read More »

Sob enconmenda, novo McLaren 750S pode ter uma pintura artesanal

A McLaren Automotive acaba de anunciar que o Spectrum Theme, um novo acabamento de pintura multi-tons desenvolvido e aplicado pela McLaren Special Operations, será oferecido exclusivamente no novo 750S, o seu mais leve e potente supercarro de produção em série. Uma unidade, ainda sem cor definida, brevemente chegará ao Brasil.

O Spectrum é apresentado em três versões: Spectrum Azul, Spectrum Cinza e Spectrum Laranja. As variantes de cor podem ser combinadas com outras personalizações sob encomenda da MSO.

Sob enconmenda, novo McLaren 750S pode ter uma pintura artesanal Read More »

Motocicleta com 184 multas é apreendida em operação “Placa Escura”

A quarta operação “Placa Escura” feita pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) foi realizada em parceria com a Guarda Municipal nesta sexta-feira, 4 de agosto. A primeira moto autuada apresentou um histórico de 184 infrações.

O valor das multas acumuladas ultrapassa os 107 mil reais. Esta foi a segunda operação “Placa Escura” no eixo do Distrito do Ouro Verde. Foram feitas 71 abordagens que geraram 104 autuações. A ação ocorreu entre 15h e 17h30, na avenida Ruy Rodriguez (centro/bairro), na divisa dos jardins Morumbi e Cristina.

Do total de abordagens, foram 66 motos, quatro automóveis e um utilitário. Dentro do saldo da operação, oito veículos foram removidos (sete pela Emdec e um pela Guarda Municipal. A Emdec realizou 101 autuações e a GM, três.

Além da obstrução da placa, a fiscalização também envolve a pilotagem com apenas uma das mãos, viseira do capacete aberta, transitar com pneu “careca”, documentação irregular e pilotar motocicleta com baixa definitiva (proibida de circular), entre outras.

Essa é a quarta operação “Placa Escura”, para abordagem de motociclistas que tentam encobrir a placa da moto ao passar por equipamentos de fiscalização eletrônica, como radares e semáforos, no prazo de uma semana.

As duas primeiras, realizadas entre Emdec e Guarda Municipal, ocorreram no sentido centro da avenida John Boyd Dunlop (JBD), na altura da rua Achiles Bertoldi, no bairro Cidade Satélite Íris, na região do distrito do Campo Grande. São ações para coibir o comportamento de risco de motociclistas.

Na operação de ontem, quinta-feira, a equipe ficou posicionada no sentido centro-bairro da Ruy Rodriguez, logo depois da ponte da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348). Os equipamentos de fiscalização estão em pontos anteriores ao local, sendo um radar fixo e outro em conjunto semafórico.

Motocicleta com 184 multas é apreendida em operação “Placa Escura” Read More »

Brasil atinge em 2021 menor cobertura vacinal em 20 anos

Após analisar os dados de vacinação no Brasil, o Observatório da Atenção Primária à Saúde da associação civil sem fins lucrativos Umane concluiu que o país atingiu em 2021 a menor cobertura em um período de 20 anos.

A média nacional ficou em 52,1%. Para a entidade, o percentual assusta, pois o país sempre foi referência mundial em cobertura vacinal graças ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

A Umane tem sede no Brasil e apoia projetos sociais que contribuam para um sistema público de saúde mais eficiente e melhorem a qualidade de vida dos brasileiros. A associação atua em parceria com diversos setores da saúde e da sociedade civil.

De acordo com o observatório, de 2001 a 2015, a média nacional de cobertura vacinal se manteve sempre acima dos 70%, mas, em 2016, diminuiu para 59,9% e vem caindo desde 2019, atingindo os 52,1% em 2021.

Os estados com cobertura vacinal menor que a média nacional chegam a 59,25%, sendo Roraima o estado com menor abrangência (29,9%). Tocantins registra a maior taxa, com 61,9%. Na Região Norte, quatro dos sete estados têm cobertura na faixa dos 30%.

Na avaliação da superintendente-geral da Umane, Thais Junqueira, esses números mostram que é necessário haver uma diretriz clara e uma coordenação nacional sobre a imunização, destacando a importância dos diferentes tipos de vacinas, a importância do engajamento e o direcionamento técnico no âmbito do estado e dos municípios.

“A comunicação nacional e o engajamento da população é essencial também. Nós temos um programa que é uma referência e que esse ano está fazendo 50 anos. O PNI [Programa Nacional de Imunização] amadureceu muito as suas diretrizes, sua capacidade de engajar, de comunicar e de envolver a população a ponto de a vacinação ser algo bastante natural e presente no nosso cotidiano, então acho que essa mobilização, que deve ser conduzida pelo Ministério da Saúde, é a chave”, disse.

Thais reforçou que um sinal importante é a retomada, pelo Ministério da Saúde, das ações de conscientização e divulgação da importância da vacina, contando com o apoio do Legislativo que também está se movimentando para esse trabalho.

“Precisamos retomar aquela visão e todo aquele envolvimento dos brasileiros e brasileiras em torno do tema da vacinação. E que nos últimos anos, no período que a gente vem vivendo a pandemia, teve uma queda preocupante”, afirmou.

Para a superintendente-geral, o acesso à saúde é outro ponto de destaque, e muitas vezes os problemas de registro e cadastro não consistentes interferem nessa questão.

Segundo ela, para o acesso ser maior, é preciso reforçar a atenção primária, de forma que essa atuação chegue à casa das pessoas, às comunidades, e que os profissionais estejam nas unidades de saúde, além da atuação dos agentes comunitários de saúde.

“É preciso que a estratégia de saúde da família chegue à casa das pessoas entendendo a condição de saúde delas e encaminhando-as para os programas”, defendeu.

Segundo a coordenadora, a existência de vazios sanitários no Brasil contribui para a baixa cobertura. Ela explicou que, quando se analisam indicadores do Norte do país, certamente esses números são menores porque o acesso à saúde na região está prejudicado.

“E há outra questão que é bastante importante comentar que é relacionada à dificuldade de manter o serviços básicos de uma atenção primária durante o período de pandemia. E, durante o período de emergência sanitária, onde todo foco foi para fazer tratamento dessa emergência, isso colocou em risco o sistema do pré-natal, a garantia das consultas mínimas, o próprio tratamento de condições crônicas, a adesão às consultas básicas e à vacinação”, ponderou.

Para a coordenadora da Assessoria Clínica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e do Projeto de Reconquista das Altas Coberturas Vacinais, Maria de Lourdes Sousa Maia, não existe uma única causa para a baixa cobertura vacinal.

Segundo ela, a sociedade passa por momentos diferentes que interferem nesse movimento, além de haver doenças que já não aparecem tanto dando a ilusão de que estão completamente eliminadas, como a poliomielite e o sarampo por exemplo.

“E hoje a sociedade é movida por fake news. Temos profissionais de saúde também desacreditando da eficiência da vacina e ajudando a propagar essa ideia. Junto a isso temos a ausência de doenças no país, exatamente por termos sempre altas coberturas vacinais, e as mães com outras preocupações que ocupam lugar. Para melhorar isso, é preciso um movimento estruturante no território, que é onde as coisas acontecem, com os profissionais sendo protagonistas desse papel e o secretário, o município, assumindo isso. Ou seja, um controle social mais efetivo para que a gente possa realmente retomar o caminho”, avaliou.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que ampliar as coberturas vacinais é prioridade da nova gestão da pasta. Segundo o ministério, desde o início de 2023, uma série de ações vem sendo realizadas para reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS), o restabelecimento da confiança nas vacinas e da cultura de vacinação do país. A Coordenação-Geral do PNI passou a ser um departamento, fortalecendo a estrutura e as estratégias para ampliar as coberturas vacinais.

“Logo no início da nova gestão, o MS lançou o Movimento Nacional pela Vacinação para fortalecer as ações de vacinação em todo país. A partir de um amplo pacto social e federativo, foi elaborada não apenas uma Campanha Nacional de Vacinação, mas um conjunto de ações. Visando melhorar os problemas de registro, o PNI tem ajustado e padronizado os sistemas de informação aumentando a oportunidade e qualidade dos dados, priorizando uma base de dados unificada e com oferta de relatórios com mais precisão das coberturas vacinais em cada estado”, destaca a nota.

Segundo as informações, o ministério está adotando a estratégia de microplanejamento, que trabalha com estados e municípios para melhorar o planejamento das ações de vacinação.

Equipes da pasta vão aos estados para participar das ações desse método, como a análise da situação dos dados (características geográficas, socioeconômicas e demográficas locais), definição de estratégias de vacinação, seguimento e monitoramento das ações e avaliação de todo o processo da vacinação para o alcance das metas.

“A ideia é que o município se organize e se planeje considerando a sua realidade local. Neste sentido, a estratégia de imunização será adaptada conforme a população, a estrutura de saúde, a realidade socioeconômica e geográfica. Entre as estratégias que podem ser adotadas através do microplanejamento pelos municípios, estão a vacinação nas escolas, a busca ativa de não vacinados, vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, vacinação extramuros, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas”, ressaltou o MS.

A pasta informou que, para apoiar a reconstrução das ações de vacinação, vai destinar mais de R$ 151 milhões a estados e municípios, para incentivar as iniciativas de multivacinação de crianças e adolescentes em todo o país.

A ação, publicada em portaria, é inédita e considerada um diferencial para a retomada das altas coberturas vacinais, assim como o planejamento na ponta e a concentração de esforços nos locais onde as taxas de imunização estão mais baixas.

A transferência dos recursos será feita em duas etapas: a primeira, com 60% do valor total e a segunda, após o fechamento das ações de microplanejamento. Do total, R$ 13 milhões serão destinados aos estados e R$ 138 milhões, para os municípios.

Brasil atinge em 2021 menor cobertura vacinal em 20 anos Read More »

PEC da Reforma Tributária chega ao Senado Federal

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu nesta quinta-feira (3) do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/201, que trata da reforma tributária.

O texto foi aprovado em 7 de julho pelos deputados federais e agora passará pela análise e votação dos senadores.

Pacheco informou que a PEC 45/2019 será enviada imediatamente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), único colegiado que irá deliberar sobre o tema no Senado. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é o relator.

Segundo Pacheco, a aprovação da reforma tributária exige urgência e responsabilidade, por ser aguardada há décadas pelo Brasil.

“Vivemos um momento em que temos buscado equilíbrio institucional, equilíbrio político, que tem significado uma boa evolução da economia, com boas projeções em relação à inflação, ao desenvolvimento econômico, à valorização da moeda, às nossas reservas e ao crescimento do Produto Interno Bruto. […]

Mas a reforma tributária é de fato a parte principal, estruturante do desenvolvimento econômico nacional, porque vivemos uma realidade tributária muito complexa, muito burocratizada e de difícil compreensão”, ressaltou Pacheco, ao lado de Lira, deputados e senadores.

O deputado Arthur Lira destacou que os diversos segmentos da sociedade foram ouvidos durante a discussão da reforma tributária na Câmara e disse acreditar que o Senado fará o aprimoramento necessário ao texto.

“[A reforma] é fruto de muito diálogo com a sociedade civil, com a classe produtora. A parte federativa não foi esquecida em nenhum momento. Este é o mister principal do Senado Federal. Todos os governadores foram consultados e puderam dar suas sugestões.”

Lira ressaltou, porém, que a matéria é complexa e nem todo mundo fica satisfeito, mas “tem uma espinha dorsal equivalente a um salto de qualidade para um mundo diferente do que vivemos hoje”.

Após receber a reforma, o relator Eduardo Braga deve apresentar parecer em um prazo de 15 dias úteis. A CCJ terá 30 dias úteis para emitir parecer.

A perspectiva de Pacheco é promulgar a PEC ainda neste ano. O texto precisa ser aprovado em dois turnos por, pelo menos, três quintos dos senadores (49) para ser promulgado.

Mudanças

A primeira fase da reforma tributária tem o objetivo de simplificar a tributação sobre o consumo e evitar cobrança cumulativa de impostos.

A principal mudança será o fim de cinco tributos, três deles federais – Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e  Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Estes serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a ser arrecadada pela União.

Dois impostos locais também serão extintos: o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelos estados; e o Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em troca, será criado o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido em duas partes. Uma delas será o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS. A outra parte do IVA será a CBS.

As mudanças irão ainda impactar de maneira diferenciada setores da economia e diversos produtos consumidos pelos brasileiros, como cesta básica, remédios, combustíveis, serviços de internet em streaming (transmissão de conteúdos em tempo real).

Pela primeira vez na história, haverá medidas que garantam a progressividade na tributação de alguns tipos de patrimônio, como veículos, e na transmissão de heranças.

PEC da Reforma Tributária chega ao Senado Federal Read More »

Avenida Dr. Moraes Salles será interrompida neste domingo

Para viabilizar uma operação de içamento de materiais utilizando um guindaste e grua, da empresa Líder Indústria e Comércio de Estofados, a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas irá bloquear totalmente ao tráfego de veículos um trecho da avenida Dr. Moraes Salles, na região central. O fechamento ocorre no domingo, 6 de agosto, no período das 6h até as 12h.

A avenida será fechada no sentido bairro – centro, no trecho entre as vias Dr. José Ferreira Camargo e Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

Os motoristas deverão desviar pelo contrafluxo da rua Dr. José Ferreira de Camargo e seguir pela rua Atibaia, acessando, na sequência, o contrafluxo da rua Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

A interdição impacta, temporariamente, os itinerários das linhas 125 (Terminal Ouro Verde / Shopping Iguatemi), 385 (Shopping Iguatemi / Rodoviária), 391 (Nova Sousas / Terminal Metropolitano), 397 (Gramado) e 398 (Joaquim Egídio), que circulam no trecho aos domingos.

Avenida Dr. Moraes Salles será interrompida neste domingo Read More »

Toyota encerra definitivamente a produção do Etios

Para dar lugar a um novo carro compacto hibrido flex na linha de produção, a Toyota do Brasil encerra no ultimo dia de agosto, a fabricação do Etios. Desde 2021, o modelo, era produzido apenas para exportação. Em 11 anos, mais de 680 mil unidades foram produzidas.

Segundo a marca japonesa, o encerramento da produção do Etios não afetará os empregos ou operação da unidade da Toyota na cidade de Sorocaba-SP.

Toyota encerra definitivamente a produção do Etios Read More »

Fiat continua liderando o mercado brasileiro de veículos

A Fiat manteve a liderança do mercado brasileiro com 44.393 emplacadas. Com essa performance mensal, a Fiat chegou ao 31º mês consecutivo na liderança, ou seja, mais de dois anos e meio como a número um do mercado automotivo no Brasil.

Apesar do modelo mais vendido em julho ter sido o Volkswagen Polo, a marca italiana garantiu 20,6% de market share e emplacou três modelos entre os mais vendidos do País: Strada, Argo e Mobi.

No acumulado do ano, a Fiat mantém a liderança com 21,8% de market share e 251.228 unidades emplacadas, o que representa mais de 72 mil unidades à frente da segunda colocada.

Fiat continua liderando o mercado brasileiro de veículos Read More »

Campinas aplicou 316.038 doses de vacina contra a gripe

A Secretaria de Saúde aplicou 316.038 doses da vacina contra a gripe em Campinas entre 10 de abril, início da campanha e 3 de agosto. O grupo com a menor cobertura é o de crianças, com 36%; seguido pelas gestantes, com 41%. Em relação aos trabalhadores de saúde, 48% estão vacinados.

As maiores coberturas estão nos grupos de idosos, com 79%, e das puérperas, com 72%. A meta é atingir 90% de cada público.

As doses estão disponíveis nos 66 centros de saúde de Campinas para pessoas a partir de 6 meses de idade. Basta apresentar documento com foto e a carteira de vacinação (se tiver). A campanha terminaria na segunda-feira, 31 de julho, mas foi novamente prorrogada e, por isso, vai terminar no próximo dia 31 de agosto.

O objetivo da ampliação do prazo é aumentar as coberturas vacinais nos públicos prioritários.

Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria.  A vacina pode ser administrada junto com outras do Calendário Estadual de Vacinação.

Mais informações e horários das salas de vacina nos centros de saúde no https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe.

Campinas aplicou 316.038 doses de vacina contra a gripe Read More »

Saadi debateu com ministro do STF a situação da população de rua

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, participou de audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para tratar da Política Nacional de População em Situação de Rua.

A reunião foi promovida pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da qual o prefeito Dário é vice-presidente de Saúde, e foi realizada na sede do STF em Brasília ontem (3).

GRANADO BRA

Segundo o prefeito, a decisão tomada pelo ministro de exigir um plano de ação nacional foi importante para chamar os governos federal e estadual para participarem do financiamento das políticas públicas para essa população. “Os municípios sozinhos não suportam mais”, afirmou.

A FNP ingressará com pedido de amicus curiae (integrar o processo) na ação que determina que o governo federal institua uma Política Nacional para a População em Situação de Rua (ADPF 976).

A decisão foi tomada após reunião entre dirigentes da entidade e ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator da ação. A justificativa é que as demandas e necessidades das cidades devem ser levadas em conta para que o plano de ação e monitoramento seja construído de forma federativa.

Na semana passada, o magistrado determinou 120 dias para elaboração do plano a partir de um diagnóstico da situação, indicando o número de pessoas em situação de rua por área geográfica.

Também devem informar a quantidade e o local das vagas de abrigo, além da capacidade de fornecimento de alimentação. Os dirigentes da FNP defendem que seja elaborado um plano para cada cidade, levando em conta as especificidades das pessoas em situação de rua em cada localidade.

“Nós argumentamos com o ministro que a proibição de remoção de pessoa em situação de rua pode contribuir para o aumento dessa população e, ainda, pode dificultar a saída deles dessa condição de vulnerabilidade. Por isso, pedimos para fazer parte da ação”, afirmou Dário Saadi.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, 1º vice-presidente da FNP, argumentou que os municípios acabam se responsabilizando pela problemática que envolve essa população.

“Nós pedimos essa audiência com o ministro Alexandre de Moraes para esclarecer algumas das questões, mostrar a realidade. Hoje quem financia toda a política de acolhimento e de atenção à população de rua, seja ela por desemprego, por drogadição, são as prefeituras”, disse em coletiva de imprensa após a audiência.

Ele afirmou, ainda, que a FNP vai propor uma reunião com o governo federal e estados para buscar entendimento.

Saúde mental

De acordo com o prefeito Dário Saadi, o movimento antimanicomial que existiu no Brasil representou um avanço importante, porém, dada a situação de saúde mental, principalmente relacionada à dependência química, é preciso discutir a ampliação de vagas para esses casos.

Censo

Em Campinas, o último censo da população em situação de rua mostrou que dos cerca de 1.000 entrevistados, 85% utilizavam alguma substância química. “Temos abrigos e serviços que oferecem qualificação profissional, mas a maior dificuldade é convencer essas pessoas a saírem dessa condição.

Ter uma barraca e continuar morando na rua, por exemplo, não resolve, porque vai deixá-los em um ambiente propício à manutenção da condição de dependência e a à ação de traficantes”, afirmou o prefeito.

 

 

Saadi debateu com ministro do STF a situação da população de rua Read More »

Rolar para cima