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Coluna Fernando Calmon — Motoristas ainda não se sentem à vontade com automação ao dirigir

Coluna Fernando Calmon nº 1.273 — 17/10/23

Motoristas ainda não se sentem à vontade com automação ao dirigir

O alerta vem de uma grande pesquisa recente feita nos EUA pela J. D. Power. Na realidade, quem está ao volante nem sempre consegue dominar o significado exato de cada um dos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS, na sigla em inglês) e, portanto, não tira proveito destes recursos em sua totalidade ou sentem algum grau de insegurança no seu funcionamento.

De fato, constatou-se que os consumidores estão atrasados ​​na compreensão e preparação para níveis superiores de automação. Ou, por outra visão, a indústria automobilística está se adiantando ao oferecer muitos recursos, alguns até bem caros, sem que os clientes finais tenham absorvido o modo certo de entendê-los e operá-los. São muitas as siglas que descrevem até com palavras pomposas o que, de fato, oferecem.

Motoristas receptivos ao aprendizado são de gerações mais novas. A pesquisa apontou as fontes de informação: manual do proprietário (32%), pesquisa on-line (27%) e explicação na concessionária (26%). O restante procura se informar por conta própria e interação com o ADAS.

O resumo do sentimento de muito dos entrevistados aparece nessa declaração: “Não estou pronto para confiar minha vida a um veículo totalmente automatizado. Preciso de tempo para confiar nas capacidades do sistema.”

Segundo Bryan Reimer, cientista pesquisador do Centro de Transporte e Logística do instituto tecnológico MIT, alguns dos recursos altamente automatizados permanecem em fase de evolução e teste. Há problemas e limitações sendo encontrados – e corrigidos.

Para ele, “quanto mais cedo os consumidores reconhecerem que podem aproveitar hoje uma série de funcionalidades ADAS para ajudar o seu comportamento ao volante, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade ao guiar, rapidamente se chegará a um futuro em que daremos prioridade a escolhas de mobilidade segura, convenientes e sustentáveis proporcionadas por veículos altamente automatizados.”

Então, se você se considera um ser um pouco inferior por não compreender bem o funcionamento de algumas destas soluções, não se preocupe. Com o tempo a confiança aumentará e estará integrada a todo o ecossistema de segurança ativa que tem muito a oferecer.

Mustang Mach-E acelera de verdade e como poucos

Primeiro modelo elétrico a bateria importado pela Ford, o Mustang Mach-E exibe alguns superlativos. O mais atraente é a aceleração de 0 a 100 km/ em apenas 3,7 s, apesar de sua massa em ordem de marcha de nada menos que 2.281 kg. Seus dois motores (um em cada eixo) entregam 487 cv e 87,7 kgf·m, com tração naturalmente integral. E, curiosamente, cada cv “custa” quase exatos R$ 1.000, totalizando R$ 486.000 para a versão única GT Performance.

Suas linhas são típicas de um crossover, mais precisamente um SUV cupê, com referências claras ao Mustang de motor a combustão como indicam o capô longo e o desenho das lanternas traseiras. Também chama atenção a ausência de maçanetas convencionais: basta apertar um botão para acessar o interior. Este se destaca pelo espaço interno (entre-eixos de confortáveis 2.984 mm), quadro de instrumentos de 10,2 pol., tela multimídia vertical de 15,3 pol. (com botão para controle de volume), seis portas USB tipos A e C, sistema premium de som (B&O) e freio de estacionamento eletromecânico com função de autoimobilização nas paradas.

Outros destaques são teto solar de grandes dimensões com revestimento termorreflexivo, nove airbags (um deles o providencial entre os bancos dianteiros para evitar que um ocupante lesione o que está ao lado num colisão lateral), quatro modos de condução e dois porta-malas (traseiro de 402 litros e o dianteiro de 140 litros, este lavável e drenável), rodas de 20 pol. com pneus 245/45 R 20, freios Brembo, amortecedores com variação de carga magnética, quatro modos de condução, perfeita distribuição de massa (50% em cada eixo) e vão livre do solo de 200 mm.

A bateria de 91 kW·h permite o alcance médio de 379 km no padrão Inmetro. Tempo de recarga entre 11 e 14 horas.

Japão e Coreia do Sul vão devagar com os elétricos

Outro dia recebi uma informação de uma empresa entusiasmada com a participação de carros elétricos no mercado brasileiro: “mais que tendência já é uma realidade”. Fico pensando sobre percepção elástica da realidade. Apesar de com frequência abordar este assunto, além de seguir de perto os lançamentos e avaliações ao volante, deve-se reconhecer que ainda falta muito para a tendência se transformar em vendas.

Razões são sobejamente conhecidas: preço muito alto que começa a cair com as ofertas de marcas chinesas, alcance limitado fora dos perímetros urbanos, tempos de recarga longos e uma rede incipiente de eletropostos. Também jogam contra o poder aquisitivo limitado dos brasileiros e a extensão territorial do País por exigir ampliação dos atuais e estimados 3.000 locais de recarregamento de baterias para no mínimo 80.000.

Por todos os motivos citados não chega a ser exatamente uma surpresa que a participação de modelos 100% elétricos no País representem apenas 0,6% das vendas de automóveis e veículos comerciais leves até o mês passado.

Porém, em nações de alto poder aquisitivo com ampla oferta de modelos de todos tipos e plenas condições de implantar uma malha de recarga por terem extensão territorial minúscula em comparação ao Brasil, essa participação poderia ser muito maior. Para ter certeza, solicitei à consultoria JATO Dynamics informações sobre Japão e Coreia do Sul.

No fundo, não me surpreendi pelos dados coletados de vendas entre janeiro e agosto deste ano. No Japão apenas 2,2% dos veículos leves eram 100% elétricos a bateria e outros 5,3% tinham tração elétrica, mas com motor a combustão como extensor de alcance. Modelos 100% a combustão representavam 51% e híbridos 41,5%. Números semelhantes na Coreia do Sul: apenas 7% eram elétricos, 67% a combustão e 26% híbridos.

Em proporção os percentuais frente ao Brasil podem ser até 10 vezes maiores, porém ainda muito distantes do cenário na China onde um quarto das vendas são de elétricos por razões estratégicas e forte suporte financeiro governamental.

Aliás, não canso de repetir sobre os elétricos: rumo certo, ritmo incerto.

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Renault vende Kwid com desconto de até R$7.200,00

A Renault acaba de promover uma mudança no seu processo de faturamento para o modelo Kwid, possibilitando a venda direta do modelo a todos os seus clientes. Com isso, é possível retornar com os descontos de até R$ 7.200, próximos ao mesmo patamar dos concedidos no período da Medida Provisória 1.175/2023.

Todos os pedidos continuam sendo realizados por meio da rede de concessionárias. A mudança no processo de venda vale por um período de até dois meses ou enquanto durarem os estoques.

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Mata de Santa Genebra vai ganhar 150 novas árvores no sabádo

A Fundação José Pedro de Oliveira, gestora da Mata de Santa Genebra, vai plantar, no próximo sábado (21),150 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica e de árvores frutíferas.

A ação será na Área de Preservação Permanente (APP) da Nascente, localizada próximo à Praça dos Ipês, no bairro Village Campinas, Distrito de Barão Geraldo, às 10h.
A iniciativa faz parte do projeto Construtores de Florestas Urbanas promovido pela Fundação em parceria com a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Brigada de Barão Saruê. O objetivo é aumentar e recuperar as áreas florestadas do município de Campinas e promover ações socioambientais com a comunidade.
O foco deste sábado é o plantio de árvores nativas e frutíferas, como jequitibá, peroba, jatobá, pitanga, lixa, cedro, pau viola, caixeta, mutamba, entre outras.Segundo a entidade, todos são convidados para ajudar no plantio.

Serviço
Plantio de Mudas na APP da Nascente
Data: 21/10/2023 (sábado)
Horário: às 10h
Local: APP da Nascente
Endereço: próximo à Praça dos Ipês. Acesso pela avenida Dr. Múcio Drummond Murgel, em frente ao nº 113, no bairro Village Campinas, Distrito de Barão Geraldo

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Prefeitura abre agendamento para a castração gratuita de cães e gatos

A Prefeitura de Campinas abre nesta quarta e quinta-feira (18 e 19), o agendamento para  castração gratuita de cães e gatos de moradores residentes nos bairros localizados na região dos DICs.  O cadastramento pode ser feito das 9h às 12h e das 13h às 16h no CRAS Nelson Mandela, na rua Carmem de Angelis Nicoletti, s/nº, no DIC V. São disponibilizadas 1.000 vagas.

A castração será realizada no Castramóvel de 24 a 27 de outubro e de 30 de outubro até 1º de novembro no mesmo endereço.

Para realizar o agendamento, é preciso ser maior de 18 anos, apresentar comprovante de endereço de Campinas e documentos pessoais.

Esta edição do programa esterilizará animais de tutores residentes nos bairros DICs I, II, III, IV, V e VI; Eldorado dos Carajás, Jardim Aeronave de Viracopos, Jardim Esplanada, Jardim Melina, Jardim Ouro Verde, Jardim Planalto de Viracopos, Jardim Princesa, Jardim Profilurb, Jardim Santo Antonio, Jardim São Pedro de Viracopos, Parque das Indústrias e Vila Aeroporto.

De acordo com o diretor do DPBEA, Vagner Bellini, a castração é uma decisão muito importante para a saúde dos cães e dos gatos, garantindo melhor qualidade de vida e longevidade. “Além disso, a castração evita fugas, agressividade, marcação de território, tumores, infecções, ninhadas indesejadas e, por consequência, o abandono de filhotes”, explica.

Serviço

Agendamento para castração de 1.000 cães e gatos –  Região dos DICs
Data: 18 e 19/10 (4ª e 5ª feira)
Horário: 9h às 12h e 13h às 16h
Local: CRAS Nelson Mandela
Endereço: Rua Carmem de Angelis Nicoletti, s/nº, DIC V

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Ford Mustang Mach-E 100% elétrico já está á venda no Brasil

 A Ford já iniciou as vendas do Mustang Mach-E, o primeiro veículo 100% elétrico da marca no mercado brasileiro e, também, primeiro Mustang 100% elétrico no mundo.

O novo crossover combina todo o legado e carisma da Mustang com uma abordagem inédita de design.

Ele é o carro elétrico com o maior torque, aceleração e autonomia da categoria e também tem uma praticidade incomparável no uso diário. Além de espaço  para os passageiros e bagagem, conta com a conectividade e serviços personalizados para dar máxima conveniência à experiência de posse do cliente.

Desde a estreia global em 2021, já foi lançado em cerca de 40 países, conquistou mais de 25 prêmios e é o segundo veículo elétrico mais vendido dos Estados Unidos.

Video – https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=InK7BIFepiU

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Crianças e adolescentes poderão ser vacinados nos terminais de ônibus

Começou nesta segunda-feira, 16 de outubro, a vacinação em cinco terminais de ônibus de Campinas. Estão disponíveis as vacinas da Campanha Nacional de Multivacinação, voltada para crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, e também as do calendário vacinal de adultos.

Até a próxima sexta-feira, 20 de outubro, os imunizantes estarão disponíveis das 6h às 9h e das 16h às 19h nos terminais Barão Geraldo, Padre Anchieta e Campo Grande. Nas estações Ouro Verde e Central, as doses estão sendo aplicadas das 16h às 19h.

“A vacinação nos terminais faz parte do esforço de Campinas para atingir as metas das vacinas, que é fundamental para garantir a qualidade de saúde da nossa população”, afirmou o prefeito Dário Saadi, que esteve no Terminal Barão Geraldo na manhã desta segunda.

Para ser vacinado é preciso apresentar documento com foto e caderneta de vacinação (se tiver). Apesar da ação nos terminais, todas as vacinas estão disponíveis nos 67 centros de saúde da cidade.

Dados da campanha

De 30 de setembro até hoje, 13.081 crianças e adolescentes de 0 a 14 anos procuraram as unidades. Deste total, 8.127 tinham pelo menos uma dose atrasada.

A quantidade de crianças recebidas pelas unidades de saúde foi maior do que o número de vacinas contabilizadas porque nem todas elas precisavam atualizar as cadernetas.

A campanha está prevista para terminar em 31 de outubro.

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Campeonato de Futebol Amador tem média de 4,3 gols por partida

As nove partidas válidas pela 3ª rodada do Campeonato Municipal de Futebol Amador Série Ouro A, suspensas por causa do excesso de chuva na semana anterior, foram disputadas no último domingo, 15 de outubro.

Os principais destaques foram as equipes Parque Brasília e Novo Horizonte. As partidas ocorreram em oito espaços públicos e a média de gols marcados foi 4,3 por jogo, a melhor marca registrada neste início de competição.

Com o complemento da 3ª rodada, fica evidente que será um campeonato bastante disputado e com muitas variantes nesta fase de classificação. Nos quatro grupos onde estão distribuídas as 32 equipes participantes, nenhuma delas apresenta aproveitamento de 100%, o que revela o grande equilíbrio de forças nesta Ouro A. A próxima rodada está prevista para o próximo domingo, 22 de outubro, com 16 jogos.

Líderes

O grupo A é liderado pelo Flamengo Santa Mônica e Esportes Clube Cruzeirinho, ambos com 7 pontos ganhos. No grupo B, também com 7 pontos, o Galácticos Futebol Clube ocupa o primeiro lugar isoladamente. Já no grupo C, três times, Esporte Clube Pureza, Cafezinho e Bangu, estão na primeira colocação com 7 pontos. Por fim, no grupo D, Acadêmicos DIC VI e Parque Brasília, são os líderes com 6 pontos.

Resultados dos jogos de domingo:

Praça Argemiro Roque (São Bernardo)
S.E Unidos do Novo Campos Elíseos 3 x 4 Galácticos FC
Monte Cristo FC 0 x 2 Atlético São Marcos só mulekes

Arena Cafezinho
Grêmio Cafezinho 4 x 3 Ud. Adhemar de Barros

 Praça Esportiva José Maria Gasparoni (Parque Brasília)
 Parque Brasília FC 3 x 1 Fernanda FC

 Praça de Esportes Estoril (Estoril)
 Bartira’s FC 2 x 2 Amigos Football Club

Praça Esportiva Josino Teixeira do Nascimento (Arena Bangu)
Bangu FC 2 x 0 EC Três Marias

Arena Campo Belo
Matina FC/Colorado CB 1 x 1 Parque Anhumas FC

Praça de Esportes Vida Nova (Dom Bosco)
Imperial Vida Nova 3 x 3 São Luís

Arena Capivari (Jardim Capivari)
Santinho FC 1 x 4 EC 31 Novo Horizonte

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Mercado reduz previsão da inflação de 4,86% para 4,75% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,86% para 4,75% neste ano.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,88%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Dinheiro

A estimativa para este ano está no limite do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual ficou acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, ela está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,92%, a mesma as últimas três semanas.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,05.

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Governo tem 180 dias para regulamentar exame toxicológico de motorista

O Ministério do Trabalho e Emprego tem 180 dias para regulamentar a realização dos exames toxicológicos na emissão ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas das categorias C, D e E.

Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

O novo prazo foi estabelecido pela lei 14.599/2003, que teve um de seus artigos anteriormente vetado e após a derrubada do veto, foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado nesta segunda-feira (16), no Diário Oficial da União (DOU).

A sanção trata de uma mudança no artigo 148-A do Código Brasileiro de Trânsito, já com modificações desde 2017, quando foi estabelecida a exigência do exame pela primeira vez. Os prazos foram revistos e o exame chegou a ser suspenso, em razão da pandemia de covid-19.

Em junho deste ano, uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu um limite até 28 de dezembro para que a medida fosse retomada, já que o artigo que estabelecia prazo havia sido vetado pelo entendimento jurídico de que o assunto já estava regulamentado em outras leis.

No caso, a Consolidação das Leis do Trabalho estabelecia que as custas do exame seriam do empregador e a Lei 9.503/1997 estabelecia as regras para a realização do exame.

Embora as leis anteriores tratassem das obrigações, os procedimentos sobre a aplicação, fiscalização periódica e o registro da aplicação do exame toxicológico nos processos e sistemas eletrônicos não haviam sido estabelecidos. Com a retomada de parte dos vetos, esses procedimentos deverão ser estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Penalidade

Outra mudança que foi retomada com a sanção é a aplicação de infração gravíssima, com sete pontos na CNH, e multa de cinco vezes o valor da penalidade, que soma atualmente R$ 1.467,35, para o motorista que não fizer o exame toxicológico a cada dois anos, ou quando realizar a renovação da habilitação. Para esses casos, a tolerância é de 30 dias.

A medida foi vetada pelo entendimento jurídico de que a penalidade foi considerada desproporcional.

Laboratórios

Os exames toxicológicos para verificação do consumo de substâncias psicoativas são realizados a partir de amostras de cabelo, pelo, ou unha. Os resultados são emitidos em, no máximo, 90 dias.

De acordo com o site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), atualmente, há 17 redes de laboratórios credenciadas a fazer o exame. (Agência Brasil)

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Mortes causadas pelo câncer de mama aumentam em Campinas

A mortalidade por câncer de mama em Campinas aumentou entre 2010 e 2021, apesar de uma série de melhorias na assistência de saúde à população.

O novo boletim elaborado pela Secretaria de Saúde e Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) mostra crescimento do coeficiente de óbitos no triênio 2019-2021, em relação ao período anterior. Veja abaixo a evolução nas últimas duas décadas.

O levantamento indica coeficiente de 17,8 óbitos para cada 100 mil mulheres de 2019 a 2021. No triênio anterior, ele era de 16,3, e entre 2010 e 2012 estava na faixa de 15,8.

Por outro lado, o número permanece inferior aos coeficientes registrados de 2001 a 2009, que variaram de 19,1 a 22,8 no intervalo.

Coeficiente de mortalidade por câncer de mama  

2001-2003 – 19,1 óbitos por 100 mil habitantes
2004-2006 – 19,7
2007-2009 – 22,8
2010-2012 – 15,8
2013-2015 – 15,9
2016-2018 – 16,3
2019-2021 – 17,8

Por que aumentou no triênio 2019-2021?

A coordenadora da área da saúde da mulher do Departamento de Saúde, Miriam Nobre, destacou que a pandemia da covid-19 refletiu nos resultados mais recentes.

“A pandemia teve impacto na realização do exame de rastreamento, tivemos interrupção da oferta quando tudo parou e depois teve demora no retorno das mulheres para fazerem o rastreamento. Com tudo isso, tivemos casos que chegaram com diagnóstico mais tardio e houve aumento da morbimortalidade”, avaliou.

Ela ressaltou que a assistência às pacientes em Campinas é qualificada e explicou que as moradoras devem procurar a equipe da unidade de saúde mais próxima da residência para receber apoio, esclarecer dúvidas, buscar mais informações e solicitar exames preventivos.

“Temos uma linha de cuidado bem estabelecida. Quando a mamografia está alterada, que necessite de exames complementares ou biópsia, o serviço que fez o exame já convoca a usuária, diminui o tempo para o diagnóstico, e com isto melhora na morbimortalidade”, frisou Miriam, ao destacar que nos últimos anos ocorreram melhorias para fluxo de exames das pacientes, o que reduziu tempo de diagnóstico, e que a Campinas detém serviço próprio de mastologia com equipe especializada.

Tendência?

Para Juliana Natívio, coordenadora do RCBP de Campinas (Registro de Câncer de Base Populacional) , a crise sanitária deve inclusive repercutir em resultados do triênio 2022-2024. “No período da pandemia houve suspensão de cirurgias eletivas e impactos no acesso a diagnósticos e tratamento”, ponderou.

Câncer de mama é o mais incidente

O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) de Campinas indica que, de 2013 a 2022, o câncer de mama representou a maior proporção de óbitos por neoplasias em mulheres. Nos últimos anos, diz o boletim, a doença tem provocado quase 125 mortes por ano na cidade.

“No período de 2010 a 2018, em torno de 550 novos casos de câncer de mama invasivo foram diagnosticados por ano. O cálculo da taxa de incidência pela população feminina nos mostra que 72,3 mulheres em cada 100 mil habitantes (taxa ajustada pela população brasileira 2010) ao ano tiveram diagnóstico desta neoplasia”, diz o texto do boletim.

A idade é um dos fatores que mais atribui risco para o câncer de mama, portanto, há aumento de incidência nas faixas etárias mais avançadas.

No período de 2010 a 2018, a média de idade nos casos diagnosticados foi de 58 anos. O intervalo de diagnóstico em Campinas foi dos 21 aos 103 anos, segundo o levantamento.

Depois do câncer de mama, os mais incidentes foram de cólon/reto, e de tireóide/pulmões.

Proporção de óbitos por neoplasias em Campinas – 2013-2022

 

Mama – 16%
Colorretal – 12%
Brônquios e pulmões – 11%
Pâncreas – 7%
Estômago – 5%
Ovário – 4%
Corpo do útero – 4%
Fígado – 3%
Encéfalo – 3%
Demais neoplasias – 35%

Distribuição proporcional de lesões na mama segundo extensão – 2010 a 2018

In situ (“no local”) – 11%
Localizado – 29%
Metástase – 31%
Sem informação – 29%

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