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Tarcísio é denunciado à ONU por operações letais em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi denunciado ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), durante reunião realizada hoje (8), em Genebra, pela escalada da letalidade policial no estado. Atualmente está em curso uma das operações consideradas mais letais do estado, na Baixada Santista.

Apresentada pela Conectas Direitos Humanos e pela Comissão Arns, a denúncia aponta que a situação na região é resultado de ação deliberada de Tarcísio “que vem investindo na violência policial contra pessoas negras e pobres”.

“O governador Tarcísio de Freitas promove atualmente uma das operações mais letais da história do Estado: a Operação Escudo, na região Baixada Santista. Há denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas, e outras violações de direitos humanos, bem como a ausência deliberada de uso das câmeras corporais na operação”, relatou Camila Asano, diretora-executiva da Conectas, em discurso durante a reunião do conselho. A declaração ocorreu de forma remota.

Asano pediu que o Conselho leve o Estado brasileiro a estabelecer medidas de controle à violência policial no estado de São Paulo, assegurando a implementação do programa de câmeras corporais, investigando de forma independente e responsabilizando os agentes públicos e a cadeia de comando envolvida na prática de abusos e execuções sumárias.

Em relação às câmeras corporais, entre 2020 e 2022, com sua implementação nos uniformes de policiais militares, as mortes de policiais em serviço reduziram 53,7% e os índices de letalidade policial, 63,7%. “Apesar dos números, o governador Tarcísio de Freitas questiona eficácia e a continuidade da política pública”, relatou Asano.

As entidades pedem ainda que seja garantido atendimento adequado a vítimas, familiares e testemunhas de casos de violência policial. Como resposta à denúncia, a ONU pode cobrar que o Estado brasileiro se posicione, diante de compromissos internacionais que o país tem em relação ao combate à violência policial e ao racismo estrutural.

Operações mais letais

Desde o ano passado, a Baixada tem sido alvo de grandes operações do estado, após policiais militares serem mortos na região. O número de pessoas mortas por PMs em serviço na região aumentou mais de cinco vezes nos dois primeiros meses deste ano. Em janeiro e fevereiro, os agentes mataram 57 pessoas, segundo dados divulgados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). No primeiro bimestre de 2023, foram registradas dez mortes por policiais em serviço na região.

No ano passado, ocasião da primeira operação na região que deixou 28 pessoas mortas em 40 dias de duração, o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Dimitri Sales, já havia apontado que a operação era o evento mais violento da Baixada Santista desde a ocorrência dos Crimes de Maio, em 2006.

Em maio de 2006, as forças de segurança do estado mataram 118 pessoas, em supostos confrontos após ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os dados são do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na ocasião, um total de 564 pessoas foram mortas no estado, de 12 a 21 de maio daquele ano, entre civis e agentes públicos, no que ficou conhecido como Crimes de Maio. Do total, 505 mortos eram civis e 59, agentes públicos.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse, em nota, que o governo do estado é comprometido com a proteção da população e a correta aplicação das leis vigentes. “As forças de segurança do Estado são instituições legalistas que operam estritamente dentro de seu dever constitucional, seguindo protocolos operacionais rigorosos. Não toleram excessos, indisciplina ou desvios de conduta, sendo todas essas práticas rigorosamente investigadas e punidas pelas corporações”, diz a nota.

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GM flagra descarte irregular no Jardim Nossa Senhora de Lourdes

Após uma denúncia, a Guarda Municipal localizou um despejo irregular de entulho em uma área no Jardim Nossa Senhora de Lourdes na tarde de ontem (7).

Um homem, que estava no local e foi abordado pelos agentes de segurança, disse que estava ali para entregar um orçamento de uma cerca. Logo em seguida, chegou um caminhão carregado com entulho. Os guardas questionaram o motorista sobre o material e o homem disse que pagaria R$ 100,00 ao outro suspeito para descarregar o caminhão naquele local.

Com a presença da equipe da GM, não houve o despejo da carga de entulho. Os dois homens foram conduzidos à 2ª Delegacia Seccional, onde foi elaborado boletim de ocorrência e os suspeitos ouvidos e liberados.

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A cidade de Campinas vai receber seis obras do PAC

Campinas vai ser contemplada com seis obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para a Educação, Saúde, Esportes e Cultura. São duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), um Centro de Atenção Pisicossocial AD III, uma maternidade porte II – com Centro de Parto Normal (CPN), um Espaço Esportivo Comunitário e recursos para o projeto de restauração do Palácio dos Azulejos.

Além das obras anunciadas nesta ontem (7), Campinas aguarda os próximos anúncios relativos aos demais eixos que contemplam investimentos em drenagem, prevenção de desastres, regularização fundiária e mobilidade, além de renovação de frota.

“São obras muito importantes para Campinas, sendo quatro delas para a Saúde. É um recurso que a cidade recebe a fundo perdido, ou seja, nós recebemos e não precisamos pagar, com isso, teremos mais recursos para outras obras importantes no município”, disse o prefeito Dário Saadi.

Sobre a maternidade, caso avance o acordo entre a PUC-Campinas e a Maternidade de Campinas, a Prefeitura vai rever o projeto apresentado ao Governo Federal.

A primeira etapa do PAC, programa do Governo Federal, prevê R$ 65,4 bilhões em investimentos em todo o País. Os eixos do Programa nos quais Campinas se enquadra são Transporte Eficiente e Sustentável, Infraestrutura Social e Inclusiva, Cidades Sustentáveis e Resilientes, Água para Todos e Saúde.

De acordo com o secretário de Finanças, Aurílio Caiado, entre os projetos cadastrados está o das obras antienchentes. “Os recursos para estas obras já foram pedidos para o BNDES, mas se conseguirmos pelo PAC o município terá uma grande economia”, explicou.

Ainda segundo Caiado, outra boa notícia é que as obras já devem ser licitadas ainda este ano.

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Petrobras apresenta lucro líquido de R$ 124,6 bilhões em 2023

O lucro líquido da Petrobras em 2023 recuou 33,8% em relação ao resultado do ano anterior. Dados divulgados no fim da noite dessa quinta-feira (7) pela estatal, o valor foi R$ 124,6 bilhões, em 2023, abaixo dos R$ 188,3 bilhões de 2022.

Apesar da queda, esse foi o segundo maior lucro líquido registrado pela Petrobras, superado apenas pelo valor do ano anterior. O Ebitda, ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 262,2 bilhões em 2023, enquanto o fluxo de caixa operacional fechou o ano em R$ 215,7 bilhões.

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

De acordo com a empresa, os resultados do ano foram sustentados pelos recordes operacionais ao longo de 2023 e pela estratégia comercial para o diesel e a gasolina, considerada bem-sucedida pela estatal.

Entre os recordes do ano estão a produção diária de 2,17 milhões de barris no pré-sal, 10% acima do registrado em 2022; e a produção de diesel S-10, de 428 mil barris por dia; e a utilização do parque de refino em 92%, 4 pontos percentuais acima do ano anterior.

A dívida financeira foi reduzida em US$ 1,2 bilhão no ano, com uma dívida bruta de US$ 62,2 bilhões, mesmo após afretamentos de quatro novas plataformas de produção. (Agência Brasil)

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Lais Vilar comanda a maior escola de negócios para nutricionistas

Uma mulher oceanógrafa de formação e empreendedora por vocação, é a CEO da maior escola de negócios da nutrição. Lais Vilar comanda uma empresa jovem, a Nutrição Sem Fronteiras, que nasceu em 2022, e aumentou seu faturamento em 770% em um ano, batendo na casa dos R$ 7,7 milhões em 2023. O sucesso vem da entrega de um produto diferenciado para o mercado de nutricionistas: a oportunidade de ganhar mais por meio de um atendimento diferenciado aos clientes.

São cerca de 5 mil nutricionistas impactados pelos produtos e mentorias do Nutrição Sem Fronteiras. A premissa da escola de negócios parte da realidade do mercado. A média salarial do nutricionista brasileiro que atua no modelo de consultas tradicionais gira em torno de R$ 3.000 mensais. O propósito da empresa comandada por Lais é elevar essa média para, no mínimo, R$ 10.000 mensais. Como resultados, gerou rendimento superior a R$ 100 milhões para seus mentorados no ano de 2023.


Lais Vilar, CEO da Nutrição sem Fronteiras

Não por acaso, o número de clientes ativos da Nutrição Sem Fronteiras saltou 140% em um ano, passando de 150 para 360. Para atender a demanda de alunos, a estrutura com seis funcionários iniciais agora comporta 35, ou seja, 600% maior. Destes, a maioria, 66%, é do sexo feminino. São 20 mulheres e 15 homens, incluindo Samir Bayde, marido de Lais, cofundador da empresa e nutricionsita responsável pela criação e todo desenvolvimento da metodologia que garante o incremento nas vendas dos nutricionistas, entre eles, o Método Check-in. A base de mentorados e alunos da escola também tem mais elas do que eles. Dos 360 clientes ativos, 188 são mulheres.

Responsável pela gestão e direcionamento estratégico da maior escola de negócios para nutricionistas da América Latina, Laís é natural de Fortaleza, Ceará, e trilhou um caminho empreendedor até chegar ao movimento do Nutrição Sem Fronteiras. “Estudei oceanografia e fiz mil e uma coisas. Comecei sendo professora particular, depois de cursinho. Fui sócia de uma produtora que chegou a organizar eventos para até 4 mil pessoas, sócia de um estúdio de tatuagem e tive uma loja de cookies. Por último, comecei a trabalhar com o Samir no BaydeTeam, empresa de consultoria nutricional, o embrião do Nutrição Sem Fronteiras”, conta Lais.

Foi ela quem incentivou o marido Samir, que é nutricionista, a iniciar o trabalho com mentorias individuais em 2021, até construírem juntos a Nutrição Sem Fronteiras no final de maio de 2022. “Quando vimos a necessidade do paciente e do nutricionista terem um modelo diferente das consultas tradicionais, decidimos criar a nossa metodologia e ferramentas. A verdade é que o paciente ficava frustrado pela falta de acompanhamento e resultado duradouro, enquanto o nutricionista também acabava frustrado pela falta de entrega de valor no trabalho, baixo reconhecimento e faturamento”, avalia Lais.

A própria Lais confessa ter sido uma dessas pacientes frustradas. Odiava ir ao nutricionista após experiências sem resultados. Assim, trabalha para ajudar profissionais e fazerem a diferença na vida de seus clientes e, por consequência, serem bem remunerados por isso. “Essa motivação em fazer mais e melhor é o que nos move. Investimos em crescimento pessoal, com participação em grandes eventos e workshops fora do Brasil, para manter nossos horizontes amplas e fazer com que isso reflita em nossas ações profissionais”, completa Lais.

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Número de bares e restaurantes com prejuízo em janeiro aumenta 60%

O movimento reduzido, especialmente nas cidades com menor fluxo turístico, fez com que 29% das empresas do setor de bares e restaurantes do Brasil relatassem prejuízos em janeiro deste ano, mostrando aumento de 60% em comparação aos 18% dos empreendimentos que fecharam dezembro de 2023 “no vermelho”. É o que revela pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Foram ouvidos 2.128 empresários do setor, em todos os estados do país, entre os dias 19 e 26 de fevereiro.

“Janeiro foi um mês duro”, disse ontem (7) o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci. “A gente vinha melhorando. Em dezembro, o setor tinha chegado ao menor número do ano. Isso estava nos animando. Mas veio uma rebordosa grande em janeiro”. De acordo com a pesquisa, 59% dos bares e restaurantes do país tiveram faturamento menor em janeiro do que no mês anterior. A queda no faturamento ajuda a explicar o mau desempenho. Nas regiões não turísticas, o faturamento caiu 10%.

Paulo Solmucci esclareceu que janeiro tem particularidades. Nas áreas turísticas brasileiras, como o Rio de Janeiro, Santa Catarina e o litoral do Nordeste, janeiro foi um mês bom. Em outras localidades, como o estado de São Paulo e o Distrito Federal, o movimento caiu. “O Brasil é muito diferente. Ele fica mais assimétrico em janeiro do que o normal”. No primeiro mês deste ano, houve queda significativa no percentual de estabelecimentos que registraram lucro, passando de 48% em dezembro para 34% em janeiro.

O presidente da Abrasel destacou que janeiro sofreu também o efeito das chuvas que levaram muita gente a ficar em casa, com algumas cidades inundadas, inclusive os grandes centros. “Acabou que janeiro foi um mês duro. Não foi bom, não”, assegurou.

Plano de recuperação

A Abrasel encomendou à Fundação Getulio Vargas um grande estudo visando a recuperação do setor de bares e restaurantes, incluindo impacto da reforma tributária. Paulo Solmucci espera que dentro de seis ou oito meses se possa ter um grande plano de recuperação para ser submetido às partes interessadas, sob a coordenação do governo federal, “para que o plano possa acontecer de fato”.

“O que a gente quer trazer é uma grande proposta que possa ser liderada pelo governo federal, mas que transcenda as esferas públicas. A gente quer um plano que não seja só sobre o ângulo do poder público, mas que seja alargado para agências de fomento, como o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Também queremos compartilhar um conjunto de iniciativas e possibilidades com as grandes empresas privadas”. Segundo ele, companhias do porte da Coca Cola e Ambev já manifestaram que darão apoio ao projeto, inclusive financiando esses estudos.

De acordo com Solmucci, o setor está com 43% das empresas com pagamentos em atraso. “Esse número está estável há quase dois anos e a gente não consegue melhorar isso. Ou seja, quatro em cada dez empresas do setor estão caminhando para uma situação de insolvência, porque adquiriram um endividamento muito forte durante a pandemia da covid-19 e não estão conseguindo quitar”. Sessenta e nove por cento dessas empresas estão devendo impostos federais e um quarto dos estabelecimentos endividados devendo encargos trabalhistas. Outras 28% devem serviços públicos.

“A situação precisa de um olhar sistêmico”, afirmou Paulo Solmucci.  Ele avalia que essas quatro em cada dez empresas que caminham para a insolvência necessitam de uma ajuda mais forte “porque, senão, a gente vai ter uma destruição em massa, de novo, de empregos no setor”. Destacou que é preciso fazer um grande pacto nacional para recuperação do setor. (Agência Brasil)

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Quintetas canta divas do samba na Cervejaria Blacaman

O grupo Quintetas, formado por 5 mulheres que comandam da voz à percussão, faz sua estreia com apresentação no Dia da Mulher, sexta-feira, dia 8, na Cervejaria Blacaman, em Barão Geraldo, a partir das 18h.

No repertório, a celebração das divas do samba feminino, como Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara entre muitas outras, com muita música boa para curtir e dançar.

O grupo é formado por Luciana Ruiz (voz), Dida Marcon (voz), Mahê Vaz (voz e violão), Anisha Vetter (voz e percussão) e Milena Machado (voz, cordas e percussão).

SERVIÇO
Quintetas – Quintetas canta as divas do samba
Onde: Cervejaria Blacaman
Avenida Santa Isabel, 493, em Barão Geraldo, Campinas
Quando: 8 de março (sexta)
Horário: a partir das 18h
Entrada gratuita
Couvert (opcional): R$ 10,00

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Indígena brasileira vira Barbie nos 65 anos da boneca

A indígena brasileira Maira Gomez, da etnia Tatuyo, no Amazonas, foi reproduzida em uma Barbie. Maira é criadora de conteúdo digital sobre cultura indígena onde mostra hábitos familiares.

O lançamento da boneca foi anunciado na rede social da Barbie, nessa quarta-feira (6), para comemorar os 65 anos da boneca, em 9 de março. “Em todo o mundo, as mulheres sempre se elevaram acima do status quo [estado das coisas] para imaginar maiores possibilidades para si mesmas e para as gerações futuras”, diz a publicação.  O lançamento marca também o Dia Internacional da Mulher, em 2024, neste 8 de março.

Criada pela empresa Mattel em 1959, o brinquedo que virou ícone mundial representa diferentes profissões e estilos. A indústria já havia criado bonecas de indígenas nativas norte-americanas, mas é a primeira vez que homenageia uma indígena do Brasil.

E, ao invés do universo cor-de-rosa, bastante retratado no filme Barbie, de 2023, e estereótipo da boneca fashion com cabelos loiros da personagem principal, a nova versão do brinquedo retrata pinturas gráficas no rosto com os frutos urucum e jenipapo, adornos ancestrais feitos de penas e sementes, como colares, brincos e tiaras e roupas que simulam palhas de tradição indígena do Brasil.

“Essa semana estivemos em São Paulo para receber essa bela homenagem da Mattel, representando o Brasil em Barbie Role Model, em comemoração aos 65 anos da Barbie e o Dia Internacional da Mulher. Obrigado, Mattel, por essa homenagem. É uma honra representar nosso país. Afinal, você pode ser o que quiser!”, agradeceu.

Brasília (DF) 07/03/2024 - Barbie de indígena brasileira - A Barbie indígena brasileira usa roupas tradicionais, adereços e tem pinturas pelo corpo. Ela foi inspirada em Maira Gomez
Foto: barbiestyle/Instagram

Mulheres inspiradoras

O novo modelo faz parte da coleção Role Models, da fabricante Mattel, inspirada em mulheres da vida real de todo o mundo, e celebra figuras importantes como forma de ressaltar modelos positivos de mulheres. A coleção tem o lema “Histórias de mulheres notáveis para mostrar às garotas que elas podem ser qualquer coisa”, informa a Mattel.

Ao lado da primeira indígena brasileira, apontada pela Mattel, como criadora de conteúdo indígena, as novas integrantes escolhidas para a coleção Role Models são as representações de outras sete mulheres reconhecidas pelas atividades desempenhadas em seus segmentos: a atriz Dame Helen Mirren (Reino Unido);  a modelo Nicole Fujita (Nova Zelândia/Japão); a atriz, produtora e ativista Viola Davis (Estados Unidos); a cantora e compositora Shania Twain (Canadá); a comediante Enissa Amani (Alemanha), a artista Kylie Minogue (Austrália) e a cineasta Lila Avilés (México). As bonecas não estão à venda. Unidades delas foram confeccionadas para cada uma das homenageadas.

Desde 2015, entre as Barbies de edições anteriores da coleção Role Models, consideradas referências femininas, estão a produtora e cineasta norte-americana Shonda Rhimes, a ex-diretora executiva do YouTube, Susan Wojcicki; a cantora cubana Celia Cruz, a skatista nipo-britânica Sky Brown e a tenista  japonesa Naomi Osaka. Conheça todas as Barbies da coleção Role Models.

Há décadas, a Barbie ultrapassou a barreira de ser somente uma boneca fashion e virou ícone pop estrelando filmes, desenhos animados, jogos de videogame e milhares de produtos licenciados com a marca dela.

Repercussão

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) disse que a boneca é uma importante sinalização e que, por trás, há a luta de lideranças indígenas. “Somos as brabas do Congresso Nacional, as brabas dos territórios, mas é importante também estar em uma coleção de Barbie, porque nós somos 305 povos, temos mais de 274 línguas no Brasil”, justificou.

A parlamentar fala sobre este simbolismo no dia 8 de março: “Nesse Dia Internacional da Mulher, queremos também que a sociedade entenda que, além de ter visibilidade com essa possibilidade de uma nova Barbie indígena, também queremos estar na política, na universidade e, sobretudo, superar o fato de as mulheres morrerem tão cedo por feminicídio, o que nos impede de falar”, finalizou.

Na opinião da presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, a iniciativa da Mattel é inovadora. “Tudo que possa visibilizar os povos indígenas creio ser uma oportunidade de mostrar a importância dos povos indígenas no mundo, mas deve levar em consideração a diversidade das mulheres indígenas”, disse.

Joenia propõe outras formas de apoiar os povos originários do Brasil. “Seria até importante que empresa da Barbie crie um projeto para apoiar os povos indígenas, em especial, iniciativas de mulheres e meninas. Caso não as tenha, poderia ser gerado um fundo a partir de vendas da boneca para a proteção dos povos indígenas da Amazônia, suas terras e recursos naturais”, sugere a presidente da Funai. (Agência Brasil)

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Campinas terá mais oito espaços para lazer dos pets

Campinas terá em breve mais oito unidades de Parcão – Espaço pet, áreas destinadas especificamente para a diversão de cachorros. Todos estão praticamente prontos para serem entregues a esses seres tão queridos. Com estes, a cidade totalizará 11 Parcões.

Os novos Parcões estão sendo implantados: um no Jardim Proença, três no Conjunto Habitacional Padre Anchieta, distrito de Nova Aparecida; um no DIC 4, no distrito do Ouro Verde; um no Parque Jambeiro; um no Parque da Figueira e um no Vila Garden.

Os espaços são gramados, cercados com alambrado, iluminação, obstáculos e brinquedos, planejados especialmente para lazer, exercícios e socialização dos cães. Cada um dos espaços terá investimento de aproximadamente R$ 120 mil, com execução pela Secretaria de Serviços Públicos.

O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella explica que os novos Parcões vêm atender a uma demanda da população por esses espaços para os animais. “Os espaços são planejados para que os animais possam brincar e se exercitar, com equipamentos de lazer e segurança”, diz.

Parcão em Campinas

Campinas já possui três desses espaços pet. O primeiro Parcão de Campinas foi inaugurado na Lagoa do Taquaral em outubro de 2020. A entrada é pelo portão 6, área do antigo kartódromo.

O segundo Parcão foi construído no Jardim Nova Europa, inaugurado em abril de 2023, na Praça Pastor João Batista Martins de Sá, na rua Santos, esquina com a avenida Santa Bárbara do Rio Pardo.

E o terceiro foi entregue em 4 de fevereiro de 2024, na Praça Aldo Focesi, no Jardim São Gabriel.

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TSE multa influenciadora da JP em R$ 30 mil por ofensa a Janja

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (7), por 6 a 1, multar a influenciadora digital Pietra Bertolazzi, que foi comentarista da rádio Jovem Pan durante as eleições de 2022, em R$ 30 mil por disseminar informações falsas sobre a primeira-dama Janja da Silva. 

Os ministros julgaram uma representação apresentada pela coligação Brasil da Esperança, do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, marido de Janja. Segundo a representação contra a comentarista, durante a campanha eleitoral ela comparou a hoje primeira-dama a Michele Bolsonaro, esposa do adversário Jair Bolsonaro.

“Enquanto você tem ali a Janja abraçando o [sic] Pablo Vittar e fumando maconha, fazendo sei lá o quê, você tem uma mulher impecável representando a direita, os valores, a bondade, a beleza (…): Michelle [Bolsonaro]”, disse Bertolazzi.

Em sequência, a comentarista disse que, em evento de campanha organizado por Janja, havia somente “um monte de artista maconhista [sic] que não sabe pra onde vai, da onde vem, com uma ânsia enorme por brilho falso e dinheiro falso, todos querendo abraçar a Janja, porque é esse tipo de valor que ela demonstra, ao contrário da Michele”.

Para a maioria dos ministros do TSE, as declarações foram destinadas a influir no processo eleitoral, visando atingir o candidato Lula, mesmo que indiretamente, motivo pelo qual cabe punição imposta pela Justiça Eleitoral.

“Acusar uma pessoa de ser maconheira não é algo que pode ser tido como uma crítica relevante”, disse o ministro Floriano de Azevedo Marques, cujo voto prevaleceu no julgamento. “Nenhuma dúvida que aqui se trata de conteúdo eleitoral”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Vice-presidente do TSE, Cármen Lúcia destacou ainda o tom sexista da fala. “O discurso de ódio é diferente entre homens e mulheres. Contra os homens, é de uma natureza. Contra a mulher, é sexista, de costumes, extremamente violento, desqualificando para atingir a família”, disse.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, também votou pela condenação. “Não resta nenhuma dúvida de que era uma campanha negativa descarada. Ao ofender a mulher do então candidato Lula, hoje primeira-dama, a ofensa realizada partia das ideias de uma pauta de costumes exatamente para colocar a preferência sobre um candidato”, disse ele.

Os ministros Nunes Marques, Raul Araújo e André Ramos Tavares também votaram em favor da condenação. Ficou vencida a ministra Isabel Galotti, para quem as ofensas não tiveram gravidade suficiente para afetar o pleito eleitoral.

A Agência Brasil tenta contato com a influenciadora Pietra Bertolazzi para comentar o caso. (Agência Brasil)

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