Saúde e Bem-Estar

Anticoncepcional causa câncer de mama? Mito ou verdade?

Para a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dados de publicações científicas devem ser cuidadosamente avaliados, assim como o histórico pessoal, os hábitos e os fatores de risco de cada mulher que faz uso de contraceptivos hormonais

Um estudo recente publicado na revista PLOS Medicine reacende as discussões sobre câncer de mama e uso de anticoncepcionais hormonais. No artigo, pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram à conclusão de que os riscos de desenvolver a doença, associados às pílulas com estrógeno e progesterona, ou somente com progesterona, são muito pequenos.

“Uma pesquisa mais ampla, realizada anteriormente com um número muito superior de mulheres, compartilha a mesma conclusão”, observa o mastologista Guilherme Novita, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Mesmo não trazendo novidades, o médico alerta que o estudo de Oxford chama a atenção para os índices apresentados pelos pesquisadores. “São números que vêm sendo amplamente divulgados, mas requerem uma análise aprofundada, justamente para não gerar desinformação e preocupações desnecessárias entre as mulheres que utilizam contraceptivos hormonais, que trazem mais benefícios do que prejuízos”, afirma.

O artigo publicado neste mês pela PLOS Medicine , do qual participaram cerca de 10 mil mulheres com idade inferior a 50 anos, indica que as chances de desenvolvimento de câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais aumentam até 30%. Para o mastologista Guilherme Novita, da SBM, a grande discussão não diz respeito apenas aos números apresentados pelos pesquisadores de Oxford, mas à maneira como o estudo foi conduzido.

“Este estudo foi realizado a partir de um modelo que chamamos caso-controle”, diz. O médico explica que neste modelo os pesquisadores selecionam um número de pacientes com câncer e outro grupo que não tem a doença e perguntam a cada uma das mulheres se tomaram pílula no passado. “Se de dez pessoas com câncer de mama, nove tomaram anticoncepcional, e de dez mulheres sem câncer, só uma usou a pílula, o entendimento é de que o anticoncepcional está muito relacionado ao câncer de mama.”

O estudo caso-controle, segundo Novita, é bastante frágil e, em geral, não considera condições importantes, como hábitos, realidades socioeconômicas e o ambiente em que vivem os grupos pesquisados. “O nível de controle neste estudo é nível D de evidência, com muitos fatores que podem interferir no resultado”, ressalta.

A título de comparação, o mastologista lembra o estudo sobre a Covid-19 em Serrana, no interior paulista, realizado com 50% da população, recebendo vacina, e a outra metade, placebo. “Este estudo teve nível A de evidência, e a partir da porcentagem de cada grupo infectado pelo coronavírus, concluiu-se que a vacina funcionava”, sintetiza.

Outras constatações

O mastologista Guilherme Novita ressalta que o estudo recente de Oxford, indicando que os riscos de desenvolver câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais são muito pequenos, entra para o rol das pesquisas que convergem para a mesma conclusão.

Em 2017, lembra o médico, um estudo publicado na New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, resultou do acompanhamento de 1,8 milhão de mulheres na Dinarmarca, na faixa etária entre 15 e 49 anos, por um período médio de dez anos. “As mulheres foram avaliadas prospectivamente, com uma população homogênea, confrontando quem usou anticoncepcionais e quem não usou”, destaca.

Nos resultados, quando comparadas com as que nunca usaram contraceptivos hormonais, as mulheres que faziam uso de anticoncepcionais tiveram um risco relativo de ter câncer de mama 9% superior a partir de um ano e 38% maior a partir de uma década de uso. Em síntese, o estudo demonstrou que para todas as participantes, a chance de ter câncer de mama até os 50 anos era de 2%. Para quem usou o medicamento por um ano, 2,2%, e para quem fez uso por mais de uma década, 2,76%.

“Tanto na pesquisa recente de Oxford quanto no estudo realizado em 2017, a constatação é de que os anticoncepcionais aumentam um pouquinho o risco de câncer de mama”, observa Novita. “Mas há outros fatores, além da pílula, que contribuem significativamente para ampliar as estatísticas da doença.” O médico destaca, por exemplo, maus hábitos alimentares, excesso de peso, sedentarismo, consumo diário de álcool em quantidades moderadas, uso de anabolizantes androgênios por mulheres, falta de gestação ou gravidez tardia.

“Em uma análise realista, o contraceptivo hormonal é muito benéfico, pois diminui a gravidez indesejada e as complicações de gestação em mulheres com menos de 25 anos no Brasil. A diminuição do risco de câncer de ovário também está relacionada ao uso de anticoncepcional”, enumera. O mastologista avalia, no entanto, que não se deve utilizar a pílula de forma indiscriminada. “A recomendação médica é sempre necessária”, diz.

Para pacientes com menos de 40 anos, salvo as que tenham risco muito elevado por histórico familiar ou por mutação genética, não há contraindicação para o uso de contraceptivos hormonais. “Evidentemente, como controle, a mamografia deve ser realizada todos os anos”, indica. Para mulheres com mais de 45 anos, quando o risco de câncer passa a ser mais significativo, a recomendação, segundo Novita, é para que se evite o uso sempre que possível, substituindo-os por anticoncepcionais não hormonais, como preservativos e DIU de cobre.

“Quando se analisam as estatísticas sobre o câncer de mama, os benefícios do uso dos anticoncepcionais hormonais entre a população mais jovem são infinitamente maiores que os prejuízos”, conclui Guilherme Novita.

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Caminhada reúne mil pessoas pela conscientização sobre o autismo

Ação realizada na Lagoa do Taquaral abriu a programação do Abril Azul em Campinas; campanha contará com inúmeras iniciativas públicas e privadas até o final do mês

A manhã de domingo transformou a Lagoa do Taquaral em um espaço privilegiado para a causa da conscientização sobre o autismo. A Caminhada Abril Azul, que reuniu mil pessoas, abriu a programação da campanha de mesmo nome, que contará com inúmeras iniciativas públicas e privadas na cidade de Campinas até o final do mês.

A concentração começou às 9h no portão 2 da Lagoa do Taquaral. O evento contou com a participação do grupo 501ST Legion – Star Wars, que foi fantasiado de personagens da série de filmes de George Lucas. A caminhada também contou com os pets da Medicão e da Ateac. Além disso, houve ações de conscientização da Emdec durante a concentração.

O prefeito Dário Saadi compartilhou sua alegria em participar da caminhada e agradeceu a presença de todos. Ele também anunciou a futura construção de um Centro de Atendimento para Autistas no município, viabilizada por meio de uma emenda impositiva do vereador Nelson Hossri. O edital deverá sair este ano. “A inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista é um compromisso do Poder Público. Precisamos garantir esses direitos fundamentais e promover igualdade e respeito à diversidade humana”, afirmou.

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurológica que afeta o funcionamento cerebral, influenciando a forma como a pessoa se comunica, se relaciona e interage com o mundo.

Vandecleya Moro, secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, reforçou o objetivo do evento: “queremos envolver a comunidade e promover o diálogo sobre o autismo, buscando a compreensão e o apoio à inclusão”, acrescentou.

A caminhada também contou com a participação de diversas instituições e grupos da região, incluindo Adacamp, Tiquira, Paica, Instituto SER, Pestalozzi, Sorri, Abracadabra, Amor Azul e CEI.

Exposição

Nesta segunda-feira, dia 3, será lançada a exposição online de fotos dos alunos da Tiquira, intitulada “Olhares Atípicos”. A mostra poderá ser acessada por meio de QR Codes espalhados pelos equipamentos públicos e parceiros, oferecendo um olhar diferenciado e sensível sobre o tema.

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Campinas adere a programa internacional para reduzir diabetes tipo 2

Metrópole é a primeira cidade brasileira no programa Cities Changing Diabetes (Cidades Mudando a Diabetes)

Crédito: Carlos Bassan

A Prefeitura de Campinas, a Novo Nordisk, a Embaixada da Dinamarca e o Impact Hub lançaram nesta sexta-feira, 31 de março, o programa Cities Changing Diabetes (Cidades Mudando a Diabetes), que tem como objetivo fortalecer iniciativas de redução da obesidade e, com isso, achatar a curva da incidência de diabetes tipo 2. Campinas é a primeira cidade do Brasil a aderir ao programa, presente em mais de 40 cidades do mundo. O lançamento foi em uma cerimônia no Salão Vermelho do Paço Municipal.

Durante o evento, o prefeito Dário Saadi assinou a “Declaração da Diabetes Urbana” ou “Urban Diabetes Declaration”, uma carta de compromissos que os municípios participantes do Cities Changing Diabetes assinam ao fazer a adesão. O documento define os cinco princípios que direcionam as ações: promoção da saúde, equidade, saúde em tudo, engajamento comunitário e parcerias.

No município, o objetivo é formar os profissionais das secretarias de Saúde, Educação e Esportes e Lazer para que eles desenvolvam atividades, incluindo as intersetoriais, que ajudem os usuários a ter cuidados em relação ao sobrepeso e à obesidade.

“Campinas tem em torno de 80 a 100 mil pessoas com diabetes. O tratamento não é só com medicamentos, mas também com mudança de estilo de vida e prática de atividades físicas. Estamos acreditando muito que teremos bons resultados. Como urologista vejo lado dramático da doença. A diabetes é uma das principais causas de insuficiência renal, que leva a pessoa à fila do transplante”, disse o prefeito.

O programa será desenvolvido nas cinco regiões da cidade, nas áreas de abrangência dos Centros de Saúde São Marcos, Itajaí, DIC 6, Jardim Conceição e Nova América.

Pioneirismo

“Campinas foi escolhida pelo compromisso da Prefeitura no enfrentamento da diabetes e da obesidade com uma de suas prioridades no âmbito da Saúde Pública, a notória abertura para parcerias e abordagens inovadoras e sua vocação histórica de pioneirismo em várias frentes”, afirmou Isabella Wanderley, vice-presidente corporativa e gerente geral da Novo Nordisk.

O projeto começou na Dinamarca e está em mais 40 cidades. “É muito importante porque foca na prevenção por meio da multidisciplinaridade, duas características que fazem parte da abordagem dinamarquesa na área da saúde”, comentou a embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Petersen.

Ações já desenvolvidas em Campinas

Campinas já conta com diretrizes para cuidado de pessoas com doenças crônicas; programa municipal de alimentação nas escolas, em parceria com a Ceasa; praças esportivas espalhadas pela cidade; parceria entre esportes e educação para promoção de atividade física nas escolas.

Diabetes

A diabetes tipo 2 é aquela que aparece ao longo da vida, muitas vezes em razão da hereditariedade, má alimentação e sedentarismo.

Segundo a Federação Internacional de Diabetes, são 537 milhões de pessoas com a doença no mundo e 17 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Governo Federal.

Já o cenário da obesidade conta com cerca de 764 milhões de pessoas no mundo, de acordo com o World Obesity Federation, e cerca de 26% da população do Brasil, alcançando 41,2 milhões de adultos, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2020).

Em Campinas, estima-se que entre 80 e 100 mil pessoas tenham diabetes. Já a obesidade, atinge cerca de 26% da população, com maior prevalência na faixa de renda de até um salário-mínimo.

Também estiverem presentes na cerimônia de lançamento os secretários de Saúde, Lair Zambon; de Esportes e Lazer, Fernando Vanin; e de Educação, José Tadeu Jorge; a gerente de Alimentação Escolar da Ceasa, Júlia Amorin; a vice-presidente do Conselho de Administração do ImpactHub, Gabriela Werner; e o vereador Higor Diego.

 

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Caminhada na Arautos da Paz conscientiza sobre a síndrome de down

Evento em celebração ao Dia Internacional da Síndrome de Down acontecerá no domingo, dia 26, às 9h

O Centro de Síndrome de Down (CESD) de Campinas promove neste domingo, dia 26, às 9h, a 10ª Caminhada pela Inclusão. O evento celebra o Dia Internacional da Síndrome de Down, que ocorreu no dia 21 de Março, e promove a inclusão e conscientização sobre a síndrome na sociedade. O evento conta com o apoio da Prefeitura de Campinas.
“A síndrome de down afeta pessoas em todo o mundo, independentemente de raça, gênero ou origem socioeconômica. A conscientização é fundamental para garantir que esses indivíduos recebam as mesmas oportunidades e direitos que todos os outros membros da sociedade. Isso inclui acesso à educação inclusiva, emprego, cuidados de saúde adequados e participação plena na vida comunitária”, afirmou Vandecleya Moro, secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos.
Fundado em 1981, o CESD é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que atualmente atende cerca de 200 pessoas com síndrome de Down de ambos os sexos e de todas as idades. A instituição oferece programas de Estimulação, de Inclusão Escolar e de Vida Adulta para seus assistidos, buscando proporcionar uma vida plena e integrada.
A Caminhada pela Inclusão é um evento que ocorre anualmente e tem como objetivo chamar a atenção para a importância da inclusão das pessoas com síndrome de Down em todos os aspectos da vida, promovendo a conscientização sobre seus direitos e necessidades.

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Saúde recomenda prevenção para enfrentar doenças respiratórias em crianças

Pediatras indicam cuidados como manter a carteira de vacina atualizada, evitar locais de aglomeração e restringir o contato com pessoas que apresentam qualquer sintoma respiratório

Crédito: Freepik

Neste período, a recomendação dos pediatras é que a prevenção é a melhor ação para proteger a crianças. Cuidados como manter a carteira de vacina atualizada, o aleitamento materno que oferece proteção natural, evitar levar as crianças a locais de aglomeração como restaurantes, igrejas, shoppings e supermercados. Evitar o contato da criança com pessoas que apresentam qualquer sintoma respiratório e evitar levar os pequenos na creche ou escola, se eles apresentarem qualquer sintoma de gripe.

A Coordenadora da Área da Criança e do Adolescente da Secretaria de Saúde de Campinas, Andrea Maria Campelli Lopes, reforça a importância de seguir as recomendações preventivas devido ao quadro que mostra um aumento de 14% no atendimento de crianças com idade de até cinco anos idade na rede básica de saúde do município nos dois primeiros meses deste ano em relação ao ano passado. “Houve também um aumento significativo no número de internações devido aos casos graves de síndrome gripal no município”, afirma a coordenadora.

Em fevereiro e março deste ano, a Central de Regulação do município registrou o maior número da série histórica de solicitações de internação em enfermaria e UTI pediátrica. A média foi de 27 pacientes por dia. Em situação de normalidade, fora da sazonalidade, a média é entre 9 e 10 solicitações por dia.

Para atender a demanda, a Secretaria de Saúde disponibilizou Protocolo de Atendimento de Sintomático Respiratório para os profissionais da rede básica de saúde. Outra medida é a elaboração de material de orientação sobre as prevenções para divulgação nas redes sociais.

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Dentista do Boldrini coordena manual de cuidados orais da OPAS

Publicação ajuda profissionais no tratamento odontológico de crianças e adolescentes com câncer

A dentista do Centro Infantil Boldrini Regina Maria Holanda de Mendonça coordenou a elaboração do “Manual de Cuidados Orais para Pacientes Pediátricos com Câncer”, disponibilizado na página da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para auxiliar profissionais que tratam crianças e adolescentes que têm a doença. “Fiquei muito contente com a possibilidade de colaborar com essa ação de iniciativa global e representar o Boldrini, onde minha vivência, atual e realista com a oncologia pediátrica, me deu base para escrever e coordenar um projeto de tamanha importância”, afirma Regina.

Neste mês de março, no dia 20, comemora-se o Dia Mundial da Saúde Bucal. A especialista aproveita a data para lembrar sobre a importância dos cuidados adequados e explica que o tratamento odontológico diferenciado é fundamental para a saúde geral do paciente que se submete à radioterapia ou quimioterapia e fica mais suscetível a doenças bucais. No manual, todos os profissionais que convivem com esse grupo têm acesso ao conjunto de ações preventivas e curativas, orientações de condutas, casos já estudados e muitas outras informações.

O manual mostra o ciclo completo de ações que vão desde a necessidade de boa higiene oral, conscientização de cuidadores a aplicação de procedimentos odontológicos específicos, acompanhamento sistemático de rotina, suporte para detectar e tratar as alterações que ocorrem na cavidade oral durante a terapia antineoplásica e orientações para o controle adequado da saúde da boca após o término do tratamento oncológico.

A OPAS é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo e trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de suas populações. A publicação coordenada pela dentista do Boldrini está disponível a todos e pode ser acessada gratuitamente no link abaixo: https://iris.paho.org/handle/10665.2/57129.

 

 

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Campinas inicia vacinação de gestantes e puérperas com a bivalente da covid-19

Mais de 43 mil pessoas já receberam a dose bivalente no município; Devisa alerta sobre a importância de avançar na cobertura vacinal 

Crédito: Adriano Rosa

Campinas inicia nesta segunda-feira, 20 de março, a vacinação com o imunizante bivalente contra a covid-19 para gestantes e puérperas. O público estimado é de 12 mil pessoas. Para se vacinar é preciso estar com o esquema básico completo ou ter recebido uma ou duas doses de reforço, respeitando o intervalo de quatro meses desde a última vacina aplicada.

A campanha de vacinação com a dose bivalente foi iniciada no dia 27 de fevereiro, com a imunização de grupos prioritários. A vacina já está disponível no município para idosos a partir de 60 anos, imunossuprimidos a partir de 12 anos, residentes e trabalhadores em instituições de longa permanência, indígenas, populações ribeirinhas e quilombolas.

Até a última quinta-feira, 16 de março, 43.237 pessoas tomaram a Pfizer bivalente em Campinas.

De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) os números estão bons, mas é importante avançar na cobertura vacinal, principalmente diante do contexto da chegada do outono e dos meses mais secos e frios, mais propícios à circulação dos vírus que causam doenças respiratórias.

É importante que as pessoas procurem as unidades e tomem a vacina, porque o vírus está circulando e, com as doses atualizadas, os riscos de casos graves são reduzidos”, afirma Chaúla Vizeli, articuladora do Programa de Imunização de Campinas.

Chaúla orienta que, caso alguém não se encaixe no público apto para a vacina bivalente, ainda é necessário manter o calendário vacinal contra a covid-19 atualizado com as doses monovalentes. Em Campinas, as vacinas com o modelo monovalente estão disponíveis em todos os Centros de Saúde. Não é preciso agendamento. Chaúla ressalta que todas as vacinas contra covid-19 são seguras e protegem contra hospitalizações e óbitos.

Para ser vacinada a pessoa deve apresentar documento com foto e número do CPF, a carteira de vacinação (se tiver). No caso dos imunossuprimidos, também é necessária a apresentação de um comprovante médico da condição.

Os horários das salas de vacina dos centros de saúde podem ser encontrados no vacina.campinas.sp.gov.br .

 

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Dia Mundial da Saúde Bucal: prevenção e sucesso no tratamento de pacientes

Serviço de Odontopediatria do Hospital Sobrapar registra redução de extrações dentárias e de tratamentos de canal 

Hoje, segunda-feira, 20 de março, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Bucal e nada é mais importante do que reforçar a importância de trabalhos de prevenção. No Hospital Sobrapar Crânio e Face, em Campinas, o serviço de Odontopediatria, iniciado em 2018, tem registrado melhora na saúde bucal dos pacientes que resulta no sucesso do tratamento em outras áreas, como Ortodontia, e nas cirurgias. Isso ocorre em razão do trabalho que começa na orientação de gestantes – quando descobrem que seu bebê terá uma anomalia craniofacial -, das famílias de bebês ainda sem dentes e crianças de diversas idades.

O trabalho de conscientização dos pais e familiares permitiu uma redução na idade média dos pacientes, atualmente em 5,5 anos, enquanto em 2018, a idade era de 9 anos. Além disso, foram atendidos 226 bebês (0 a 2 anos de idade) em 2022, enquanto em 2018 foi de 134. “O trabalho da equipe integrada, multidisciplinar, é fundamental nesse processo de prevenção, reforçando a importância de realizar consultas odontológicas nos bebês ainda sem dentes”, afirma a odontopediatra Karina Gottardello Zecchin.

Dados que refletem as condições de saúde bucal também impressionam: a redução de extrações dentárias foi de 68% nos últimos quatro anos e a queda dos tratamentos de canal foi de quase 40%. A odontopediatra faz duas palestras sobre prevenção por mês aos familiares, enfatizando os problemas mais comuns que ela encontra e como todos, odontopediatra e pais/responsáveis, irão trabalhar juntos durante todo o tratamento do paciente no Hospital, que pode durar até os 18 anos de idade. Doações como kits de higiene bucal (escova, pasta e fio dental) são distribuídas aos pacientes em situação de vulnerabilidade social ao longo do ano, permitindo que tenham acesso ao melhor tratamento odontológico. “O trabalho é de construção diária, mas ver os resultados após esses anos é extremamente gratificante”, destaca Karina.

O Hospital Sobrapar é uma instituição privada e de natureza filantrópica, referência no tratamento multidisciplinar das anomalias craniofaciais congênitas ou adquiridas. Realiza, em média, 1200 cirurgias reconstrutoras e mais 50.000 atendimentos por ano a pacientes SUS de todo o Brasil. Nas redes sociais, acesse @hospitalsobrapar ou site www.sobrapar.org.br.

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Trabalhar as emoções das crianças pode auxiliar no desenvolvimento infantil

Especialista explica como as habilidades socioemocionais desenvolvidas em sala de aula impactam a vida social e familiar dos pequenos e também o futuro profissional

Crédito da foto: Junior Cadima

Letras, palavras, números, idiomas, ciências, história ou geografia. Desde sempre as crianças vão à escola para aprender sobre as diferentes áreas do conhecimento. No entanto, a evolução da educação tem mostrado que, tão importante quanto assimilar o conteúdo das matérias escolares, é oferecer aos alunos uma proposta pedagógica que promova a educação socioemocional.

Mas, o que é isso? “A educação socioemocional é aquela que proporciona o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais para ajudar a criança a se conhecer e se relacionar, de maneira positiva e saudável, com outras pessoas. O objetivo é a criança ter capacidade de lidar com o estresse, controlar suas emoções, resolver problemas, manter relacionamentos saudáveis e trabalhar em equipe”, explica o psicopedagogo e especialista em desenvolvimento infantil Junior Cadima.

A educação socioemocional é contemplada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e esclarece que o objetivo dessa proposta educacional é contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e jovens, incorporando competências e habilidades que vão além do aspecto cognitivo da aprendizagem.

“O impacto da educação socioemocional para a vida do aluno vai muito além do contexto de sala de aula. Isso porque a vivência de experiências da educação socioemocional permite que as crianças aprendam a lidar melhor com situações difíceis, sejam elas em relação à vida social, escolar, familiar ou, futuramente, na vida profissional. Além disso, com as habilidades trabalhadas, a criança conquista autoconsciência, o que a leva a perceber e saber controlar suas emoções, pensar de forma crítica, resolver problemas e tomar decisões”, afirma o especialista.

É normal e esperado a criança viver situações de frustração, ou melhor, mais que isso: é importante ela experenciar esses momentos para, assim, aprender a expressar e a lidar com seus sentimentos. Diante disso, pais e professores podem cumprir com o seu papel de respeitar, valorizar e acolher os sentimentos da criança de maneira sensível e compreensiva.

“Nos momentos de birra, por exemplo, em que a criança grita e bate por estar com raiva, cabe ao adulto oferecer direção e limites em relação a esses comportamentos inadequados e, por meio da conversa e do modelo, mostrar à criança maneiras dela lidar com sentimentos negativos e situações conflituosas”, orienta o professor.

Sendo assim, Junior Cadima sugere quatro estratégias práticas que ajudam as crianças e podem ser usadas por pais e professores:

1 – Meditação e relaxamento por meio da respiração.

2 – Técnicas de autorregulação: jogos e brincadeiras em que a criança precisa esperar a sua vez para brincar.

3 – Ouvir e respeitar: escutar atentamente o que a criança tem a dizer e ajudá-la a expressar suas emoções de forma saudável.

4 – Tomar decisões: isso pode ser feito por meio de brincadeiras por meio da mediação do adulto.

A educação socioemocional no ambiente escolar

Para trabalhar a educação socioemocional em sala de aula, é essencial que os professores e a equipe pedagógica estabeleçam um ambiente de confiança e de respeito, pois as crianças devem se sentir confortáveis para compartilhar o que sentem e expressar suas emoções de forma positiva.

De acordo com Junior Cadima, é preciso que os professores estabeleçam limites claros e específicos sobre o comportamento esperado em sala de aula e incentivem diálogos positivos entre as crianças.

Para ele, também é importante promover a autoconsciência dos alunos, o que envolve ajudá-los a identificar suas ações e atitudes. Para trabalhar isso em sala de aula, os professores podem propor algumas atividades práticas, como rodas de conversa, brincadeiras e jogos que estimulem a resolução de problemas, leitura de livros, meditação e atividades com música.

É válido reforçar que os objetivos da educação socioemocional serão atingidos de forma mais efetiva quando não apenas a escola coloca em prática os seus conceitos, mas também a família. “É por meio do modelo do próprio adulto, ou seja, como ele lida com os problemas e situações conflituosas dentro de casa que a criança aprenderá a lidar com as próprias emoções e a lidar com os próprios problemas. O exemplo segue sendo o que mais ensina.”

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Saúde da mulher: como a alimentação ajuda no bem-estar

Nutricionista alerta sobre a importância da alimentação na saúde feminina e dá dicas do que consumir e o que evitar

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, é preciso dar mais atenção à saúde feminina. As mulheres se desdobram em jornadas de trabalho dentro e fora de casa, cuidam de filhos, estudam, praticam exercícios e sempre têm tempo para a família e amigos.

“Uma alimentação equilibrada, variada e preventiva ajuda a estar com a resistência elevada, diminuir o estresse, relaxar o corpo e ter uma boa saúde física e mental. Além de consumir alimentos com alta densidade nutricional, é importante evitar excesso de álcool, açúcar e itens processados”, ensina a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau.

Para a mulher ter uma vida saudável, explica a nutricionista, o principal é manter uma rotina alimentar rica em antioxidantes e alimentos anti-inflamatórios e, para isso, é fundamental que a base da dieta seja composta por vegetais. “Devemos consumir pelo menos duas porções de verduras e legumes e duas porções de frutas todos os dias. Também é importante a ingestão de proteínas, como carnes em geral, ovos, feijões e laticínios, pois, ao longo da vida, pode ocorrer perda de massa muscular com certa facilidade.”

Como as mulheres sofrem mais com intestino preso, recomenda-se a ingestão de, no mínimo, três litros de água ao dia para quem tem esse problema. As fibras também são essenciais. “Vegetais, principalmente crus, frutas com casca sempre que possível, alimentos integrais, como pães, arroz, macarrão, e consumo regular de aveia podem ajudar a reduzir o desconforto”, orienta Renata.

Outra característica do organismo feminino é a perda de ferro durante a menstruação, por isso é importante aumentar o consumo desse mineral encontrado em carnes, principalmente vermelhas, vegetais verdes-escuros e feijões. Além disso, consumir fontes de vitamina B6, como banana, aveia, cacau, arroz integral e castanhas, e reduzir o açúcar no período pré-menstrual ajuda a evitar os sintomas desconfortáveis da TPM (tensão pré-menstrual).

“Isso é um grande desafio, considerando que muitas mulheres sentem mais vontade de comer doce nesse período, mas o consumo aumentado geralmente potencializa os sintomas”, observa a especialista.

A saúde óssea é um ponto que deve receber atenção especial das mulheres, alerta Renata. “Principalmente na menopausa, o cuidado com a perda de massa muscular e óssea deve ser redobrado, então, o consumo de boas fontes de cálcio e de proteínas deve ser priorizado, com a ingestão de uma a duas porções de leite, queijo e iogurte ao dia.”

Como a menopausa favorece o ganho de peso, sobretudo de gordura na região abdominal, a nutricionista diz que manter uma dieta leve, com alimentos frescos, sem excesso de calorias, é importante para evitar os quilos a mais, que podem ser prejudiciais à saúde. E para ajudar a minimizar os desconfortáveis sintomas dessa fase, alguns estudos sugerem ingerir ômega-3, soja e linhaça.

 

Para manter uma dieta balanceada e nutritiva, Renata ensina algumas receitas com alimentos que ajudam a fortalecer a saúde da mulher.

 

Bolinho de abóbora com frango desfiado

1 xícara de chá de abóbora cabotiã cozida

2 a 3 colheres de sopa de farinha de aveia

2 xícaras de chá de frango desfiado (temperado conforme sua preferência)

Gergelim para enrolar os bolinhos

Modo de preparo: Amasse a abóbora cozida para formar um purê. Acrescente a farinha de aveia, o frango desfiado e, se achar necessário, acerte o sal. Misture bem até formar uma massa homogênea e em ponto suficiente para fazer bolinhos em formato de quibe. Se necessário, acrescente mais farinha de aveia. Faça os bolinhos e “empane” com a semente de gergelim. Leve ao forno, pré-aquecido a 200 graus, por cerca de 20 minutos. Consuma em refeições intermediárias, como o lanche da tarde, ou junto com as refeições principais.

Picolé de iogurte e ameixa

200g de ameixa com casca fresca e picada

Suco de 1 limão

2 colheres de sopa de açúcar

2 copos de 200g de iogurte natural integral

 

Modo de preparo: Leve a ameixa, o suco de limão e o açúcar para a panela em fogo baixo. Mexa bem até formar uma geleia. Bata no liquidificador a geleia de ameixa com 2 copos de iogurte natural integral. Coloque em forminhas de picolé ou em copos plásticos e leve para gelar por pelo menos 2 horas antes de consumir. Rende 4 a 5 porções, variando de acordo com o tamanho da forminha de picolé ou copo.

 

Smoothie de pitaya

Polpa de 1 pitaya rosa congelada

1 xícara de chá de morangos congelados

5 folhas de hortelã

100ml de água de coco fresca

 

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador ou mixer e sirva em seguida. Rende 2 porções

 

Pera recheada

1 pera média

2 colheres de sopa de aveia em flocos

6 nozes picadas

2 colheres de sopa de mel

 

Modo de preparo:

Corte a pera ao meio no sentido vertical e retire uma porção da polpa de modo a liberar espaço para adicionar recheio. Misture a aveia, o mel, as nozes e a polpa retirada da pera, formando uma massinha cremosa. Adicione essa mistura à pera e leve ao forno por 20 minutos, a 180ºC. Rende 2 porções

 

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