Saúde e Bem-Estar

Campinas já aplicou mais de 31,4 mil de doses da vacina bivalente

Imunizante atualizado, que protege contra as cepas do vírus em circulação, está disponível para grupos prioritários

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas divulgou ontem, quinta-feira, 9 de março, um novo balanço de doses da vacina bivalente contra covid-19 aplicadas na cidade. Até o momento, foram vacinadas 31,4 mil pessoas com o imunizante da Pfizer, que foi atualizado e protege contra cepas do vírus em circulação.

A campanha de vacinação com a dose bivalente foi iniciada em Campinas no dia 27 de fevereiro, com a imunização de grupos prioritários. Hoje, podem tomar a vacina idosos a partir de 60 anos, imunossuprimidos a partir de 12 anos, residentes e trabalhadores em instituições de longa permanência, indígenas, populações ribeirinhas e quilombolas.

“O número de doses aplicadas é muito significativo. Da semana passada para essa, foram quase 20 mil doses aplicadas. No caso de pessoas a partir de 60 anos, a meta é vacinar cerca de 130 mil pessoas, que representa 90% do público”, disse Chaúla Vizelli, articuladora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas.

É necessário já ter completado o esquema primário de vacinação ou já ter recebido o primeiro ou segundo reforço. Também é necessário se atentar ao intervalo entre as doses: a nova aplicação tem que ser feita no mínimo quatro meses após o último registro de vacinação.

“Os números estão positivos, mas é importante que se mantenham assim. Que as pessoas procurem as unidades e tomem a vacina, porque o vírus continua circulando e, com as doses atualizadas, os riscos são menores”, completou.

Chaúla orienta que, caso alguém não se encaixe no público apto para a vacina bivalente, ainda é necessário manter o calendário vacinal contra a covid-19 atualizado. Em Campinas, as vacinas com o modelo monovalente também estão disponíveis em todos os Centros de Saúde. Não é preciso agendamento.

Para ser vacinada a pessoa deve apresentar documento com foto e número do CPF, a carteira de vacinação (se tiver). No caso dos imunossuprimidos, também é necessária a apresentação de um comprovante médico da condição.

Os horários das salas de vacina dos centros de saúde podem ser encontrados no vacina.campinas.sp.gov.br.

 

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Campinas aplica mais de 12,5 mil de doses da vacina bivalente na primeira semana

Imunizante atualizado protege contra cepas do vírus em circulação; vacinação de pessoas a partir de 60 anos começou nesta segunda

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas divulgou nesta segunda-feira, 6 de março, o número de doses da vacina bivalente contra covid-19 aplicadas na primeira semana de imunização: 12.576. O balanço refere-se aos primeiros quatro dias, de segunda a quinta-feira.

A campanha de vacinação com a dose bivalente na cidade foi iniciada no dia 27 de fevereiro, com a imunização de grupos prioritários. A partir de hoje, 6 de março, a estratégia foi estendida para pessoas a partir dos 60 anos.

A vacina já estava disponibilizada em Campinas, mas para idosos com mais de 70 anos e outros grupos prioritários (imunossuprimidos a partir de 12 anos, residentes e trabalhadores em instituições de longa permanência, indígenas, populações ribeirinhas e quilombolas).

Para abranger o público de pessoas com mais de 60 anos, a Secretaria Municipal da Saúde informou que recebeu, na sexta-feira, mais 55 mil doses do imunizante.

É necessário já ter completado o esquema primário de vacinação ou já ter recebido o primeiro ou segundo reforço. Também é necessário se atentar ao intervalo entre as doses: a nova aplicação tem que ser feita no mínimo quatro meses após o último registro de vacinação.

“A vacina bivalente é fundamental para garantir a proteção dos grupos prioritários”, afirma Chaúla Vizelli, articuladora do Programa de Imunização da Secretaria de Saúde de Campinas.

Chaúla orienta que, caso alguém não se encaixe no público apto para a vacina bivalente, ainda é necessário manter o calendário vacinal contra a covid-19 atualizado. Em Campinas, as vacinas com o modelo monovalente estão disponíveis em todos os Centros de Saúde. Não é preciso agendamento.

Para ser vacinada, a pessoa deve apresentar documento com foto e número do CPF, a carteira de vacinação (se tiver). No caso dos imunossuprimidos, também é necessária a apresentação de um comprovante médico da condição.

Os horários das salas de vacina dos centros de saúde podem ser encontrados no vacina.campinas.sp.gov.br  .

 

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Pessoas a partir de 60 anos já podem se vacinar com a Pfizer bivalente em Campinas

Imunizante conta com cepas atuais contra o coronavírus, incluindo a proteção da variante Ômicron

Crédito: Adriano Rosa

A Secretaria de Saúde de Campinas ampliou o público-alvo da vacina Pfizer bivalente contra covid. A partir da próxima segunda-feira, 6 de março, pessoas a partir de 60 anos, que tenham tomado pelo menos duas doses do esquema vacinal, sendo a última há no mínimo quatro meses, também poderão ser imunizadas.

As vacinas Pfizer bivalentes contam com cepas atuais contra o coronavírus, incluindo a proteção contra a variante Ômicron.

As doses também estão disponíveis para moradores e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILP), pessoas imunocomprometidas (a partir de 12 anos), indígenas, populações ribeirinhas e quilombolas.

“Nós recebemos mais 55 mil doses da vacina e todos os centros de saúde estão abastecidos. É importante que as pessoas que pertencem ao público-alvo procurem um centro de saúde e tomem a vacina”, disse a coordenadora do Programa Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli. “O vírus continua circulando e é preciso que as pessoas completem o ciclo vacinal e se mantenham imunizadas”, completou.

Para ser vacinada a pessoa deve apresentar documento com foto e número do CPF, a carteira de vacinação (se tiver) e comprovação médica da imunossupressão.

As doses estarão disponíveis nas 66 unidades básicas de saúde da cidade e não é preciso agendamento.

Os horários das salas de vacina dos centros de saúde podem ser encontrados no vacina.campinas.sp.gov.br .

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Dia Mundial da Obesidade: alerta global de saúde que tem relação com o câncer

De acordo com especialistas, excesso de peso pode aumentar em 50% o risco de câncer

Crédito: Pixabay

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e com causas multifatoriais. Além de contribuir para o aumento do risco de doenças cardíacas, diabetes e hipertensão, também pode estar associada ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer. O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, alerta para um problema global de saúde, possível de ser combatido a partir da adoção de hábitos saudáveis de alimentação e de vida.

Câncer e obesidade são dois problemas de saúde inter-relacionados, explica Ananda Giovana Cabral Silva, nutricionista do Centro de Oncologia Campinas (COC). A profissional aponta que cerca de 5% dos cânceres são atribuídos exclusivamente a fatores dietéticos, sem considerar a obesidade (20%) e o álcool (4%).

“Estudos mostram que a obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer em 50% ou mais em algumas pessoas. Uma análise de mais de 200 estudos sobre a obesidade e o câncer, por exemplo, descobriu que o excesso de peso corporal aumenta o risco de câncer de mama em mulheres na pré-menopausa em até 50%. Da mesma forma, o excesso de peso eleva o risco de câncer de próstata em homens em até 34%”, informa a nutricionista do COC.

A obesidade é uma condição que afeta muitas pessoas em todo o mundo e Ananda cita números e estudos para dimensionar o problema. No Brasil, diz, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), mostraram que, em 2019, 60,3% dos brasileiros adultos apresentavam excesso de peso, sendo 25,9% relativos à obesidade.

“De acordo com a última pesquisa VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) publicada em 2020, evidenciou-se que nos últimos 12 anos, o número de pessoas com obesidade aumentou em 67,8%, passando de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019, com 55,4% dos brasileiros com sobrepeso”, detalha Ananda.

Mas como a obesidade aumenta o risco de câncer?

“Uma das principais razões é que a gordura corporal em excesso pode causar inflamação crônica no corpo, o que pode levar ao desenvolvimento de células cancerosas. Além disso, a obesidade também pode ocasionar alterações hormonais que aumentam o risco de alguns tipos de câncer”, explica Ananda.

De acordo com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), a obesidade está relacionada a vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama, cólon, rim, ovário, próstata e pâncreas.

A nutricionista do COC reforça que a nutrição desempenha papel importante, tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer. “Segundo estudo publicado na revista Cancer Research, pesquisadores descobriram que uma dieta rica em vegetais, frutas e grãos integrais pode reduzir o risco de câncer de mama em até 15%. Da mesma forma, uma revisão sistemática de estudos sobre a dieta e o câncer descobriu que uma dieta rica em frutas e vegetais pode reduzir o risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama, cólon e próstata”, indica Ananda.

Outro estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute é indicado pela profissional para reforçar o valor da alimentação na oncologia. Conforme a publicação, pesquisadores descobriram que pacientes com câncer que seguiram uma dieta saudável antes e durante o tratamento tinham um risco reduzido de morte por todas as causas.

“Além disso, os pacientes que seguiam uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais apresentavam risco reduzido de morte por câncer específico em comparação com aqueles que tinham uma dieta menos saudável”, acrescenta Ananda.

É preciso observar, contudo, que nem todas as pessoas obesas desenvolverão câncer e nem todas as pessoas com câncer são obesas. “No entanto, é importante reconhecer que a obesidade é um fator de risco que pode ser controlado através de mudanças no estilo de vida. Ao fazer escolhas saudáveis e manter um peso saudável, você pode reduzir o risco de desenvolver muitas doenças, incluindo o câncer.”

Ananda lista algumas dicas valiosas para reduzir o risco de obesidade e câncer:

  •      Mantenha uma dieta equilibrada e variada, com alimentos frescos e naturais.
  •     Pratique atividade física regularmente, como caminhada, corrida, natação ou dança.
  •      Limite o consumo de bebidas açucaradas , alimentos processados e ultraprocessados.
  •      Evite fumar e beber álcool em excesso.
  •      Evite os alimentos embutidos e carnes processadas.

“Mas lembre-se: a obesidade é uma doença complexa que pode ter várias causas, incluindo fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Por isso, é importante evitar o estigma e a discriminação em relação às pessoas obesas e promover um ambiente de respeito e inclusão”, diz a nutricionista. “Se você está preocupado com o seu peso ou com o risco de câncer, consulte um profissional de saúde para orientação e apoio. Lembre-se de que a prevenção é a chave para uma vida saudável e feliz.”

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A importância da cirurgia reparadora como continuidade dos tratamentos para obesidade

De 2017 a 2021, foram mais de 300 mil cirurgias bariátricas no Brasil; advogado alerta que direitos dos pacientes não estão sendo respeitados

 

Crédito: Freepik

A cirurgia bariátrica é um dos tratamentos mais conhecidos para enfrentar a obesidade. O que ocorre é que muitos pacientes, muitas vezes em busca de uma vida mais saudável e com melhor autoestima, perdem dezenas de quilos, acabam chegando ao peso esperado, mas se surpreendem com novos desafios. A redução rápida e significativa nos números da balança acaba gerando sobra de peles, flacidez excessiva, assaduras, dermatites, perda relevante de músculo e até um quadro psicológico de bastante vulnerabilidade. Ou seja, ao tentar ir ao encontro da saúde e melhor autoestima, o que acaba ocorrendo é uma repetição dos mesmos desafios físico-emocionais. É por isso que, após a bariátrica, a cirurgia reparadora se torna necessária para a maioria dos casos, sendo indicada como uma continuidade do tratamento contra a obesidade.

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), entre 2017 e 2021, foram realizadas 311.850 mil cirurgias bariátricas no Brasil, sendo 252.929 cirurgias, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), por meio dos planos de saúde, 14.850 feitas de forma particular e 44.093 procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O número, porém, não representa 1% dos pacientes portadores de obesidade que possuem indicação cirúrgica para o tratamento da doença no país.

Mas é na hora de entrarem com o pedido para a cirurgia reparadora junto aos planos médicos que a maioria das pessoas enfrenta muitos problemas. O primeiro deles é o de conseguir a aprovação para o procedimento. Quando solicitam, recebem dos planos de saúde geralmente umas das suas duas respostas padronizadas: a não autorização do procedimento, justificando que não há cobertura. Ou, que estão de acordo, mas apenas para o procedimento cirúrgico que corrige a parte abdominal, que não é o suficiente na grande maioria dos casos, já que há sobras de pele em todo o corpo, como braços, pernas e peito, o que gera muito impacto na autoestima dos pacientes, agravando o quadro psicológico na maioria das vezes.

O advogado Columbano Feijó, sócio da Falcon, Gail, Feijó e Sluiuzas Advogados e especializado em direito da saúde, reforça que a cirurgia reparadora é uma questão de saúde e não de estética, como alguns planos de saúde querem afirmar. “Negar a continuação do tratamento pós-bariátrica é algo que beira o desumano, já que coloca em risco real a saúde física e mental das pessoas”, afirma Feijó, um dos profissionais mais atuantes nessa matéria, com mais de 3 mil processos ativos em favor de pessoas que passam por essa dificuldade.

E se antes da pandemia o acesso às cirurgias reparadoras, que corrigem os efeitos pós-bariátrica como o excesso de pele e questões psicológicas, já sofria com as negativas dos planos de saúde, com a pandemia a dificuldade se potencializou por ser considerada eletiva, o que em muitas vezes é um engano.

O próprio tratamento cirúrgico da obesidade foi restringido em todo o país em 2020, marcado pela evolução da pandemia do novo Coronavírus. Na segunda metade de 2021, a cirurgia bariátrica foi reclassificada como procedimento eletivo essencial pelo Ministério da Saúde e deve ser priorizada na saúde pública e suplementar com a retomada dos procedimentos. O órgão federal reconhece que o retardo no tratamento da obesidade pode resultar no aumento da morbimortalidade e considera que é preciso acelerar o processo, pois o atraso resultará em danos maiores aos pacientes e maior custo e sobrecarga, a médio prazo, para o sistema de saúde.

“É preciso que as pessoas tenham seus direitos assegurados. E uma forma de se resolver isso seria os planos de saúde atrelarem a cirurgia bariátrica à cirurgia de reparação, após alguns meses ou anos, e de acordo com peso perdido”, observa o especialista.

Dados do novo atlas da obesidade – publicado em 2022 pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation) – apontam que um bilhão de pessoas em todo o mundo, incluindo 1 em cada 5 mulheres e 1 em cada 7 homens, viverão com obesidade até 2030. As descobertas destacam que os países não apenas perderão a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2025 de interromper o aumento da obesidade nos níveis de 2010, mas que o número de pessoas com obesidade está prestes a dobrar em todo o mundo. Além disso, o Atlas mostra que o maior número de pessoas que vive com obesidade está em países de baixa e média renda, com números mais que dobrando em todos os países de média renda e triplicando em países de baixa renda, em comparação com 2010.

 

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Cinco dicas para cuidar da pele no Carnaval

Dermatologista lista cuidados básicos para ter uma cútis saudável mesmo no agito da folia

Créditos: Reprodução/Freepik

No Carnaval, a pele merece cuidados especiais. Nos dias de folia, há excesso de exposição solar, uso de maquiagem mais resistente, glitter e pedrinhas para compor a fantasia. Tudo isso pode causar prejuízos à cútis. A dermatologista Juliana K. de Almeida ensina cuidados básicos para garantir uma pele saudável mesmo no agito dos bloquinhos.

1. Usar filtro solar, com fator alto, antes de sair de casa, e reaplicar a cada duas horas, principalmente quem for aproveitar os bloquinhos de rua, pois a pessoa transpira e perde a proteção do filtro. É aconselhável o uso de chapéu e boné.

2. Atenção especial às pedrinhas coladas no rosto, principalmente as mulheres que usam maquiagem com strass. A aplicação é perigosa, pois pode manchar a pele. Isso porque com o sol, o rosto fica bronzeado e embaixo da pedrinha, a pele ficará branca.

3. Importante checar a qualidade e validade das tintas das maquiagens artísticas para evitar alergias, dermatites e, às vezes, até queimadura.

4. Não esquecer de se hidratar, tomando muita água enquanto estiver na rua. E fazer a hidratação cutânea quando chegar em casa. Tirar toda a maquiagem com água micelar ou demaquilante e passar um hidratante leve para recuperar a pele.

5. Antes de dormir, fazer a dupla limpeza, que é o uso de uma água micelar ou um demaquilante bifásico ou natural e com algodão, limpar o rosto para tirar sobras de maquiagem e filtro solar. Depois, complementar a limpeza com água e sabonete específico para cada tipo de pele e aplicar um hidratante.

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Hospital Mário Gatti realiza sábado (11/02) mutirão na área de Urologia

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti realiza neste sábado, 11 de fevereiro, mutirão para a realização de biópsia de próstata, procedimento indicado para pacientes que apresentam alteração no exame de sangue (PSA) e no exame de toque retal e que é essencial para descartar a suspeita ou iniciar o tratamento de câncer.

Este será segundo mutirão realizado pela área de Urologia do hospital este ano e 22 pacientes farão biópsias guiadas por ultrassonografia. O primeiro ocorreu em 28 de janeiro, com 21 pacientes.

A biópsia é um exame rápido, feito por ultrassom, na qual são removidas amostras de tecido do órgão para serem avaliadas por exame anatomopatológico. Os pacientes submetidos ao procedimento apresentam condições indicativas de câncer, como níveis elevados de PSA e alterações no formato, tamanho ou textura da próstata observadas pelo médico por meio do exame de toque.

As amostras coletadas nas biópsias são encaminhadas para análise laboratorial e, em até 30 dias, os pacientes serão chamados para consulta, e o médico definirá o tratamento a ser dado para os casos positivos – cirurgia ou quimioterapia.

Segundo câncer mais frequente entre os homens, atrás dos tumores de pele, Campinas registra entre 500 e 600 novos casos anualmente. Nos últimos cinco anos, a cidade detectou 80 mortes pela doença, em média, ao ano.

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Verão chuvoso pode mudar textura da pele

Dermatologista ensina cuidados básicos para manter pele saudável mesmo com excesso de umidade no ar

Mulher em casa aplicando creme – Créditos: Reprodução/Freepik

Com as mudanças de temperatura e aumento da umidade do ar neste verão chuvoso, a pele pode ficar mais oleosa e requer cuidados específicos. A dermatologista Juliana K. de Almeida orienta como reforçar o skincare para mantê-la saudável.

Juliana explica que a umidade em excesso pode causar aumento da produção de sebo e deixar a pele mais oleosa. “O aumento da umidade do ar pode intensificar a oleosidade da cútis e, com isso, os poros ficam mais dilatados e, por consequência, surgem mais acnes e cravos”.

Para proteger a pele, a dermatologista orienta que seja mantida a rotina de skincare destinada a peles oleosas, com produtos de controle de oleosidade e sebo regulatório. “Se a pessoa já tem a pele oleosa ou tem tendência à oleosidade, é importante manter o ritual de limpeza com os produtos adequados, principalmente nesse período de mais chuva e de mais umidade”, orienta.

A dermatologista lembra que nas férias as pessoas consomem mais alimentos gordurosos e ricos em açúcar, o que aumenta a oleosidade da cútis e piora a acne.

Com os dias de descanso e chuva, muitos deixam a rotina de cuidados de lado, e a falta do uso de filtro solar e demais precauções piora as manchas, provoca aumento de oleosidade e crise de espinhas. “É muito comum nas férias alguns relaxarem no skincare, e, em dias nublados e chuvosos, esquecerem do protetor solar, mas isso tem consequência e a pele sofre. A falta de filtro solar piora as manchas e a falta do skincare pode aumentar a oleosidade e piorar as crises de acne”, diz a especialista.

Se não for possível fazer o skincare completo nas férias, a dica da especialista é reduzir o processo, mas manter os cuidados básicos. “Em geral, a pessoa quer relaxar. E dá para relaxar e manter um skincare mais simples. A questão é a dosagem. Ao invés de fazer um processo completo, a gente pode reduzir. Não é preciso usar todos os cremes, todos os dias. Pode simplificar com o uso de sabonete e protetor com controle de oleosidade e um creme noturno hidratante levinho, ao invés de usar ácido, vitamina C e o creme dos olhos. Podemos dar uma otimizada no skincare, mas não deixar de fazer”, afirma Juliana.

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Campinas amplia vacinação de bebês de 6 meses a 2 anos de idade contra a covid-19

Pfizer Baby será oferecida em todos os centros de saúde da cidade a partir de segunda, dia 6

 

Crédito: Carlos Bassan

A Secretaria de Saúde informou que a partir de segunda-feira, 6 de fevereiro, a vacina Pfizer Baby será oferecida em todos os centros de saúde da cidade.

O imunizante é o único autorizado no Brasil para pessoas com idade entre 6 meses e 2 anos. Até hoje apenas oito unidades ofereciam a vacina.

Para receber a dose, é preciso apresentar documento com foto e carteira de vacinação (se tiver). A criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsável (é necessário documento que comprove).

A Pfizer Baby é aplicada em três doses. A segunda será aplicada 28 dias depois da primeira e, a terceira, 56 dias após a segunda. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pode ser aplicada simultaneamente com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. A imunização de crianças com a Pfizer Baby foi autorizada pela Anvisa em outubro.

Crianças a partir de 5 anos

A Secretaria de Saúde iniciou nesta sexta-feira, 3 de fevereiro, a aplicação das doses de reforço contra a covid para crianças de 5 a 11 anos. O intervalo entre a segunda dose e a adicional é de pelo menos quatro meses. Em Campinas, cerca de 60 mil crianças desta faixa etária estão aptas a reforçar a imunização.

As vacinas serão disponibilizadas sem agendamento em todos os centros de saúde.

Para receber a dose, é preciso apresentar documento com foto e carteira de vacinação (se tiver). A criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsável (é necessário documento que comprove).

O reforço deve ser feito com a vacina pediátrica da Pfizer, independentemente de a criança ter tomado a primeira e a segunda dose da Pfizer ou da Coronavac.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Chaúla Vizelli, a dose de reforço aumenta a proteção contra casos graves da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pode ser aplicada simultaneamente com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

Mais informações no vacina.campinas.sp.gov.br

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Dia da mamografia: detecção precoce do câncer de mama salva vidas

Oncologista de Campinas destaca a importância da compreensão sobre a necessidade de realizar o exame regularmente

 

A informação é arma essencial para melhorar as estatísticas que fazem do câncer de mama a principal causa de mortes pela neoplasia em mulheres. O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, tem como objetivo também compartilhar a compreensão de que há formas simples e eficazes de prevenir e vencer o câncer de mama.

“Se todas entendessem o quanto o diagnóstico precoce é valioso no processo de cura, com certeza a adesão às mamografias regulares seria muito maior”, acredita Fernando Medina, oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas. “A compreensão é parceira da cura”, reforça.

Levantamento do Ministério da Saúde sobre as mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos indica que o Brasil, em vez de avançar nos números, retrocedeu, muito em parte em razão da pandemia do novo coronavírus.

No Estado de São Paulo, por exemplo, em 2017 foram 733.425 exames, total que caiu para 727.514 no ano seguinte e subiu para 756.526 em 2019. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, os exames realizados despencaram para 477.987, e depois voltaram a subir em 2021, atingindo 608.489, mas ainda bem abaixo do período pré-pandêmico.

O SUS indica mamografias de rastreamento, que são aquelas capazes de contribuir para a detecção precoce da doença, dos 50 aos 69 anos de idade e a cada dois anos em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama. Ocorre que há situações que pedem o início do rastreamento mais cedo, quando, por exemplo, há história da doença na família ou determinadas pré-disposições que podem ampliar os riscos.

Estilo de vida saudável

“É importante procurar um médico e seguir suas indicações, porque cada situação é única. O estilo de vida influencia em cerca de 75% dos casos de câncer de mama. Alterações genéticas, hereditariedade e outras causas respondem pelo restante. E o que é importante: nós podemos sim agir contra esses fatores de risco”, reforça Medina.

Na linha de frente da prevenção primária, diz o oncologista, está o estilo de vida saudável: boa alimentação, controle da ingestão de bebidas alcoólicas, sobretudo destilados, e atividades físicas regulares.

“Exatamente tudo que faz bem para a saúde em geral e contribui para evitar a obesidade, um outro importante fator de risco do câncer de mama. A obesidade, por sinal, acarreta tecido mamário denso, com muitas glândulas e quanto mais glândulas, maiores as chances”, resume.

A prevenção primária, indica Medina, deve se somar à prevenção secundária para poder abraçar de forma eficiente a tarefa de minimizar os riscos do câncer de mama. A prevenção secundária envolve todas as ações voltadas ao diagnóstico precoce. Conhecer a própria mama por meio do autoexame contribui para detectar anormalidades. Porém, a mamografia é ainda mais eficiente.

“A mamografia tem a capacidade de detectar o câncer quando ele ainda não é sensível ao toque, o que resulta em um diagnóstico ainda mais precoce e com melhores chance de resposta ao tratamento”, confirma. Embora atinja mulheres de todas as idades, o câncer de mama é mais prevalente a partir dos 40 anos. As mulheres negras costumam apresentar tipos mais agressivos da doença.

Todas as anormalidades na mama precisam ser investigadas por meio de mamografias e outros exames, embora mais de 80% dos achados de mama não sejam câncer, aponta o oncologista do COC.

O Centro de Oncologia Campinas fez um levantamento de 920 casos de câncer de mama atendidos recentemente na unidade. Os resultados confirmam que a detecção precoce e o tratamento correto, somados aos avanços da medicina, podem fazer a diferença de vida para as mulheres.

Segundo o estudo, 85% dessas pacientes se enquadraram na taxa de sobrevida de 10 anos. Ou seja, viveram ao menos dez anos a partir do diagnóstico da doença.

Mamografias no Brasil

Ocorre que a detecção precoce está longe de ser o caminho escolhido pela maioria das mulheres. O setor de mastologia do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz divulgou em outubro do ano passado um levantamento que mostra que apenas um quarto das mulheres com idade entre 50 e 69 anos realiza exame de rastreamento de câncer de mama no Brasil. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que ao menos 70% das mulheres assintomáticas façam mamografia a fim de reduzir a mortalidade

As mulheres da região Sudeste do Brasil, a mais populosa do país, são as que têm maior acesso aos exames de mamografia. É no Sudeste que concentra a grande maioria dos mamógrafos em operação, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

O último levantamento do Ministério aponta que em maio de 2022, o Brasil contava com 6.642 mamógrafos, dos quais 6.377 em uso. Na região Sudeste são 2.815 em operação, contra 582 da região Centro-Oeste, 965 da Sul, 399 da Norte e 1.616 da Nordeste.

Dúvidas

O médico do Centro de Oncologia Campinas, André de Moraes, responde a três dúvidas frequentes a respeito da mamografia

1- Como interpretar os resultados da mamografia?

Você não precisa, nem deve tentar interpretar resultados de exame e isso vale também para a mamografia. Como qualquer exame radiológico, ele é laudado pelo radiologista, mas é interpretado pelo médico responsável, no caso o mastologista ou o oncologista, que saberão avaliar o resultado à luz da condição de cada paciente. Daí, serão orientadas as condutas frente aos resultados.

2- O que significa classificação BI-RADS

Existe uma classificação radiológica para mamografia, assim como para Ultrassonografia e Ressonância Magnética da mama, que é conhecida com BIRADS. BIRADS 0, 1 e 2 são considerados de baixo risco para o diagnóstico de câncer. Os classificados como 3 são passíveis de acompanhamento e os de classificação 4 e 5 demandam a realização de biópsia para firmar o diagnóstico. Há uma classificação BIRADS 6 cujas características são diagnósticas para câncer. Mesmo estas exigem a biópsia para a confirmação

3- Qual o aspecto do câncer de mama na mamografia?

O aspecto radiológico de uma lesão neoplásica na mamografia varia bastante. Desde a ausência de alterações, e nestes casos outros exames serão realizados, até lesões de aspecto infiltrativo, espiculado, como se fosse uma mancha causada pelo impacto de um giz em uma tela negra.

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