Motor

Coluna Fernando Calmon – Renovar frota e carro de entrada dependem de renúncias fiscais

Coluna Fernando Calmon nº 1.246 — 11/4/23

Renovar frota e carro de entrada dependem de renúncias fiscais

Balanço de vendas, produção e exportação de veículos leves e pesados no primeiro trimestre mostra que este ano pode ser mais desafiador do que as projeções iniciais.

A análise isolada do mesmo período, comparando 2023 e 2022, dá a falsa impressão de recuperação. As vendas de 471.800 unidades cresceram 16,3%, enquanto a produção atingiu 536.000 unidades (avanço de 8%).

O problema é que a referência com 2022 foi influenciada por uma base comparativa muito baixa, quando houve um período de paralisação nas fábricas por falta aguda de componentes eletrônicos. Em relação ao primeiro trimestre de 2021, por exemplo, a comercialização deste ano está 21% abaixo.

Em consequência deste cenário, no primeiro trimestre de 2023 oito fábricas deram férias não programadas e o mês de março foi “salvo” por entregas às locadoras.

Como o movimento de compradores nas concessionárias ficou bem abaixo do esperado, essa estratégia permitiu que os estoques nos pátios subissem relativamente pouco: de 29 para 31 dias. Mas continuam muito elevados para a demanda atual.

A Anfavea, ainda assim, acha cedo para rever suas projeções, bastante modestas, de evolução de 3% nas vendas sobre 2022 em razão de juros altos e crédito curto.

Há duas possíveis atenuantes que poderiam salvar o ano. Uma é criar o carro “verde” de entrada que algumas marcas sugerem ao Governo Federal. A outra seria ampliar o programa de renovação de frotas aprovado para caminhões e ônibus, em 2022, estendendo-o agora para veículos leves.

A entidade dos fabricantes não deu aval à primeira proposta pois nem todas as associadas concordam com a estratégia que beneficiaria poucas marcas. Os otimistas acham que renúncia fiscal e simplificação de equipamentos – mantendo itens de segurança e emissões – poderia baixar preços sugeridos para a faixa de R$ 50.000.

Hoje os dois modelos (Kwid e Mobi) mais em conta ficam em torno de R$ 70.000. Essa é uma equação muito difícil de fechar, como já comentei, pois o carro “pelado” de 1993 hoje custaria R$ 80.000 com a correção inflacionária.

Quanto à renovação de frota, um mote de maior alcance, também depende de incentivos que, segundo o ministro da Fazenda, estariam previstos com fundos advindos da taxação extra sobre empresas de exploração de petróleo. Acontece que os Estados também querem sua parte. Precisaria haver alguma “sobra” para veículos pesados e inclusão dos leves.

Outra associação, a Abeifa, que reúne importadores e algumas marcas que também têm ou terão produção nacional, sugere que imposto de importação sobre veículos elétricos, hoje zerado, passasse a ser cobrado a um ritmo de 2% a cada ano até atingir 20% em 10 anos.

Isso poderia motivar a produção local, mas a ideia não foi bem recebida. Mesmo porque o investimento, que incluiria custosas fábricas de baterias, seria inviável para uma procura tão baixa durante muito anos.

Novas picapes médias no segundo semestre

Ainda sem data exata, mas possivelmente em outubro, a nova Ranger está na reta final para lançamento na Argentina e quase simultaneamente no Brasil. A picape média é conhecida desde o final de 2021 quando foi apresentada na Austrália, responsável pelo projeto, e está à venda nos EUA, Europa e Ásia desde o ano passado.

O produto recebeu grandes aperfeiçoamentos em relação à geração atual e a Ford investiu US$ 580 milhões (R$ 2,9 bilhões) na modernização da fábrica de General Pacheco, na Grande Buenos Aires.

Há pouco dias anunciou um aporte adicional de US$ 80 milhões (R$ 400 milhões) para produção de motores Diesel, sem adiantar suas especificações (há versões de 150 cv e 170 cv).

Em outros mercados estará à venda a nova Amarok que tem por base a nova Ranger. Mas a Amarok produzida na Argentina (numa fábrica vizinha de muro com a da Ford) e exportada para o Brasil nada tem a ver com o mesmo modelo lançado agora na Europa. O modelo da VW que receberá retoques de estilo, mas sem o chassi novo, estreia aqui só no primeiro semestre de 2024.

Também neste segundo semestre será lançada a picape Ram, produzida com carroceria de monobloco alongado da Toro na fábrica pernambucana de Goiana. Esse projeto avançou com celeridade para disputar mercado com Hilux, S10, Ranger, L200 Triton, Frontier e Amarok.

A lógica indicava que se chamaria Ram 1200, porém o site Autossegredos revelou que será outro: Ram Rampage (Alvoroço, em inglês). O nome foi usado pela Dodge nos EUA numa picape derivada de automóvel entre 1982 e 1984.

Além deste lançamento, a Stellantis terá também a Landtrek com o tradicional chassi tipo escada atualmente montada no Uruguai e que aqui será lançada com a marca Fiat e não Peugeot.

ALTA RODA 

Audi Q3 Sportback Performance Black atende quem procura um SUV de dimensões contidas (4.500 mm de comprimento e 2.680 mm de entre-eixos) e com desempenho que o Q3 antes ficava devendo.

Agora o motor 2-litros turbo (gasolina) entrega 231 cv e 34,7 kgf.m e mesmo com o peso adicional da tração quattro (4×4 sob demanda) apresenta respostas muito boas e comportamento em curvas exemplar em especial ao se considerar que as especificações para o Brasil elevaram a altura de rodagem em 18,5 mm na dianteira e 13,5 mm na traseira.

Curvatura do teto na área da coluna traseira pode incomodar pessoas mais altas no banco traseiro, mas como este é corrediço o espaço para pernas favorece o conforto.

O porta-malas garante ótimo volume de até 530 litros. O acabamento do habitáculo segue o padrão Audi com materiais de alta qualidade. Para o motorista o banco tem firmeza e apoios corretos, além de regulagens elétricas que incluem rebatimento dos espelhos externos.

Tela multimídia de 8,4 pol. oferece ótima resolução, mas poderia ser um pouco maior. 

DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) continuará sendo administrado em 2023 pela Caixa Econômica Federal (CEF), de acordo com a lei promulgada no último dia 5.

Segundo a Agência Câmera Notícias, “a escolha da CEF pelo Governo Federal decorre do seu porte, capilaridade e experiência em operações de pagamentos de maior complexidade”. Entretanto isto não é tão importante quanto saber quando o seguro voltará a ser cobrado e seu preço.

O DPVAT existe desde 1974 e indeniza vítimas de acidentes de trânsito. O fundo de ressarcimento deve acabar este ano e não se observa qualquer movimento explícito para estabelecer o custo do DPVAT para cada proprietário, possivelmente em 2024. O assunto não comporta improvisação e já deveria estar sendo discutido.

 

 

 

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Stock Car Pro Series volta a ter uma etapa na Argentina este ano

Promotora das principais categorias do automobilismo brasileiro, a Vicar anunciou nesta ontem (12/04) os locais de etapas que restava definir no calendário da Stock Car Pro Series, incluindo notícias muito aguardadas pelos fãs do esporte a motor.

Três delas em especial chamam a atenção: a realização de uma etapa da Stock Car em Buenos Aires, o aguardado retorno da categoria ao local de sua primeira corrida, em Tarumã (RS), e a vinda ao país da TC2000, campeonato argentino similar à Stock Car brasileira, em 2024. No país vizinho, a Stock competirá no mesmo dia dos 200km de Buenos Aires, prova icônica do automobilismo argentino.

A Stock se apresentará na Argentina no dia oito de outubro, no Autódromo Oscar y Juan Gálvez, que sediou 20 provas do Mundial de Fórmula 1. O traçado também foi palco de cinco corridas da própria Stock Car, entre 2005 e 2007, e depois em 2017 – quando foram disputadas duas provas.

Com a definição dos locais também para a terceira etapa (Tarumã, 21 de maio), quarta etapa (Cascavel, 18 de junho) e oitava etapa (Velopark, 17 de setembro), o calendário de 2023 da Stock apresenta para pilotos, equipes e fãs um cardápio bastante variado de traçados e perfis técnicos.

“Sem dúvida a parceria com a TC2000 tem tudo para se destacar como a cereja do bolo. Estamos orgulhosos por essa etapa internacional com uma categoria tão importante. Também estamos felizes pela qualidade e a variedade dos circuitos deste ano. Basta olhar o calendário para concluir que a Stock Car terá uma das temporadas mais interessantes de sua história, com corridas em traçados modernos, velozes e técnicos, incluindo uma etapa especial no exterior. São oito pistas diferentes, formando um conjunto eclético de possibilidades”, avaliou Fernando Julianelli, CEO da Vicar.

“Além disso, a volta de Cascavel e Tarumã, além da esperada reestreia de Brasília, somam muito para o volume de adrenalina e emoção que temos pela frente. Será uma grande temporada”, finaliza.

Presidente do TC2000 e da Tango Motorsports, empresa promotora da categoria, Alejandro Levy destacou a união entre dois grandes polos do esporte a motor no continente.

“Para nós é uma grande alegria poder anunciar esta aliança estratégica para o automobilismo sul-americano. O público terá uma grande oportunidade nos próximos 7 e 8 de outubro, quando a Stock Car nos visitará novamente no Autódromo Oscar y Juan Gálvez da Cidade de Buenos Aires, onde teremos um evento automobilístico de nível internacional e que servirá para seguir fortalecendo os planos conjuntos entre Vicar Promoções Desportivas e Tango Motorsports, com a meta posicionada em um automobilismo moderno, tecnológico e com pilotos de nível internacional”.

Icônicos

Cascavel substituirá Brasília no calendário uma vez que a reforma no circuito da Capital Federal não estará pronta a tempo para a realização da quarta etapa.

A pista paranaense, que volta a ser destaque no calendário por oferecer trechos de alta velocidade, sediou uma prova da Stock pela última vez em 2021. Já o público de Brasília poderá assistir a uma prova da Stock Car in loco no dia 26 de novembro, data da 11ª etapa, mantida no calendário diante da garantia pela empresa responsável de que a obra estará finalizada.

Com um toque bastante emocional para os fãs da categoria, o retorno da Stock ao Autódromo Internacional de Tarumã, em Viamão, na Grande Porto Alegre, terá significado especial: foi lá que, em 1979, nasceu a principal categoria do automobilismo brasileiro.

Mas a Stock não compete em Tarumã desde 2017, quando disputou sua mais recente corrida na pista gaúcha. Em 2019, inclusive, a Stock decidiu realizar a prova comemorativa de seus 40 anos no Velopark, mantendo a festa em território gaúcho, já que Tarumã precisaria passar por obras de atualização, o que só foi alcançado recentemente. Tarumã seriará a terceira etapa de 2023.

A Stock Car Pro Series disputará a segunda etapa da temporada 2023 no próximo dia 23 de abril, em Interlagos. Confira o calendário:

Stock Car Pro Series
Etapa / Data / Local
2ª – 23/04 – Interlagos (SP)
3ª – 21/05 – Tarumã (RS)
4ª – 18/06 – Cascavel (PR)
5ª – 09/07 – Interlagos (SP)
6ª – 06/08 – Velocitta (SP)
7ª – 27/08 – Goiânia (GO)
8ª – 17/09 – Velopark (RS)
9ª – 08/10 – Buenos Aires (Argentina)
10ª – 29/10 – Velocitta (SP)
11ª – 26/11 – Brasília (DF)
12ª – 17/12 – Interlagos (SP)

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Qual a origem dos nomes do veículos da marca americana Jeep? Confira

Muitos leitores perguntam qual a origem dos nomes que são dados aos veículos. Decidir por um nome, em qualquer marca, não é fácil e demanda muitas reuniões e estudos.

No caso da Jeep, líder de vendas em seus segmentos, Renegade, Compass, Commander, Wrangler e Gladiator já são nomenclaturas comuns em seus veículos há  algumas décadas. Ou seja, a maioria dos atuais modelos carrega a história de antecessores.

A história começa em 1941, quando o exército dos EUA assinou um contrato com a Willys-Overland para essa ser a principal fornecedora do exército americano durante a Segunda Guerra Mundial. Mais do que isso, cada um deles também remete a suas características fundamentais, como valentia, estilo e habilidades off-road.

Renegade

Hoje um modelo cobiçado pelos consumidores do segmento B-SUV, empresta seu nome de uma versão do clássico jipe CJ, dos anos 1990.

Na tradução do inglês, significa “renegado”, ou “aquele que quebra tradições”, o que realmente fez.

Compass

Em inglês significa bússola, instrumento utilizado para navegação e orientação. A finalidade é dar a ideia de que o modelo te levará aos lugares que você deseja.

Commander

Mais um nome inspirado em um clássico da marca. Commander, ou seja, comandante, quer passar a mensagem que você é que determina onde e como quer ir. Com muito conforto e sete lugares.

Wrangler

Talvez o mais icônico. Sucessor do primeiro jipe, o CJ, ou popularmente conhecido como “Cara de Cavalo”, o Wrangler foi incorporado à linha da Jeep em 1987, quando a marca foi comprada pela Chrysler. No inglês, significa um cowboy, que trabalha duro independente da situação, que enfrenta qualquer terreno. É a referência em modelos com tração 4×4.

Gladiator

O gladiador (tradução do inglês) é a valente picape da Jeep. Assim como um soldado romano, é forte, destemida e preparada para qualquer situação.

No entanto, essa não foi a primeira picape da Jeep a ser batizada com esse nome.  A primeira Gladiator foi fabricada entre 1962 e 1971, nos EUA, como sucessora da Willys Jeep Truck. Na Argentina, essa produção ocorreu até 1977.

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Fábricas da Volkswagen recebem Certificado Internacional de Energia Renovável

A Volkswagen do Brasil recebeu o I-REC – Certificado Internacional de Energia Renovável. O documento comprova que todas as unidades da empresa – as fábricas Anchieta (em São Bernardo do Campo – SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR) – e o Centro de Peças e Acessórios (PAC), em Vinhedo (SP), utilizam energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis.

A entrega do documento foi feita pelas fornecedoras de energia Auren e Enel Brasil em evento na fábrica Anchieta da Volkswagen do Brasil, fortalecendo ainda mais a parceria entre as empresas.

“A conquista do Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC) para todas as unidades da Volkswagen do Brasil representa que estamos acelerando em nossa estratégia de neutralização de carbono (Way to Zero). Com o uso de energia elétrica 100% renovável e certificada, atingimos um nível de excelência global em nossas operações”, afirma Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil.

A estratégia de descarbonização da Volkswagen do Brasil está alinhada à estratégia global da empresa (Way to Zero), que tem o objetivo de ser neutra em carbono até 2050, considerando produtos e processos.

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Campineiro espera repetir o bom resultado do ano passado em Portugal

O Mundial de Endurance (WEC) chega à segunda de sete etapas em 2023 neste final de semana, nas 6 Horas de Portimão, a serem disputadas no Circuito Internacional do Algarve, em Portugal. A prova abre o agitado mês de abril, que ainda terá mais uma etapa, as 6 Horas de Spa-Francorchamps, no dia 29. 

A prova de Portugal – a ocorrer no próximo domingo, 16 de abril – será importante no ganho de entrosamento de André Negrão e seus companheiros de equipe, o mexicano Memo Rojas e o britânico Olli Caldwell. Além disso, será também importante para a equipe Alpine melhorar seu acerto base para os carros, tudo visando a prova mais importante do ano: as 24 Horas de Le Mans, em junho.

Apesar de vários desafios neste final de semana, Negrão – atual vice-campeão do WEC na Hypercar – tem a seu favor o fato de já ter andado com o Oreca 07 e os pneus Goodyear (compulsórios na LMP2) na pista de Portimão. Antes de testar na pista de Sebring e participar das 1000 Milhas de Sebring – prova de abertura da temporada – ele treinou exatamente nesse circuito de Portugal. 

Apesar de ter sido apenas no início do trabalho desta temporada, Negrão crê que o fato de já ter dados do circuito possa ajudar na aclimatação nesta segunda etapa de 2023. 

“Vamos animados neste final de semana para a primeira corrida na Europa, as 6 Horas de Portimão”, disse o brasileiro, que em 2021 marcou a pole position para a prova portuguesa na categoria Hypercar e finalizou aquela corrida em terceiro lugar. 

“É uma pista de que tenho boas recordações, já que estivemos próximos de ganhar em 2021 na categoria principal. É também o local onde iniciamos o trabalho neste ano, e por isso já sabemos um pouco o que esperar – apesar de termos treinado em temperaturas mais frias no inverno europeu.” 

Negrão destaca que ele, seus companheiros e a Alpine visam melhorar a performance alcançada na primeira etapa de 2023, nos Estados Unidos. 

“Nosso foco é tentar ganhar mais entrosamento dentro da equipe com meus parceiros e entender um pouco mais nosso conjunto. Infelizmente tivemos alguns problemas em nosso trabalho em Sebring, mas reavaliamos muita coisa e tenho certeza de que seremos mais fortes em Portugal”, concluiu o piloto brasileiro. 

Confira a programação para este final de semana (horários de Brasília): 

6 Horas de Portimão

Sexta-feira, 14
Treino livre 1: 6h30-8h
Treino livre 2: 11h30-13h

Sábado, 15
Treino livre 3: 7h15-8h15
Classificação: 11h30-12h30

Domingo, 16
Corrida: 8h-14h

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Brasil só perde para a Rússia entre os piores países para dirigir

O Brasil é o segundo pior do mundo para dirigir. O país fica atrás somente da Rússia, que está em primeiro no ranking mundial.

É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de cupons de desconto Cupom Válido, com dados da OCDE e Compare The Market.

Para a elaboração do ranking, foram considerados quatro fatores: o custo de manutenção do carro em relação a renda, o nível de congestionamento, o índice de qualidade das estradas e o índice de mortalidade no trânsito.

Os piores para dirigir

A Rússia é o pior país do mundo para se dirigir. O país possui o pior índice de qualidade das estradas (2,9) e o pior nível de congestionamento (37%) dentre todos os países. Além disso, o índice de mortalidade é um dos mais altos (12). Ao combinar estes três fatores, faz com que o país se torne o líder do ranking.

O Brasil segue em segundo da lista, principalmente pela baixa qualidade das estradas (3,1) e pelo alto nível de mortalidade no trânsito (16,0 a cada 100.000 pessoas).

Além disso, o alto nível de congestionamento (28%) e alto custo de manutenção em relação à renda (26%), também foram fatores relevantes que levaram o país para a segunda posição da lista.

Em seguida no ranking dos piores países, estão: o México, a África do Sul e a Irlanda, respectivamente.

Os melhores países para dirigir

A Dinamarca é o melhor país para dirigir do mundo.  O país possui um dos menores índices de mortalidade no trânsito, apenas 3,7 a cada 100.000 pessoas. Além de possuir estradas de alta qualidade (5,5) e baixo nível de congestionamento (18%).

Já os Estados Unidos fica em segundo lugar no ranking, principalmente pelo baixo nível de congestionamento (14%) e pelo baixo custo de manutenção (o menor dentre todos os países).

A Holanda, Portugal e França, finalizam o ranking dos cinco melhores países, respectivamente.

Fonte: OCDE, Cupom Válido, Compare The Market

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Ford promove esta semana a Ranger Week com preços especiais

A Ford está promovendo esta semana (10 a 15 de abril) a Ranger Week, ação que traz ofertas especiais em toda a linha da picape e será realizada em toda a rede de concessionárias da marca no país.

O principal destaque é a versão topo de gama, a Ranger Limited, que pode ser financiada com taxa zero em 24 meses e 60% entrada. Outras versões da linha, como XLT, FX4, Storm e Black, também contam com condições de vendas diferenciadas.

 

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Agora importada da Itália, o Fiat Ducato chega em mais versões

No ano que comemora 25 anos da sua chegada ao mercado nacional e mais de 130 mil unidades vendidas, o Ducato desembarca renovada. Em sua quarta geração, agora importada da Itália, o van da Fiat promete mais novidades, performance, funcionalidades e bom custo-benefício.

 

Principalmente para enfrentar a concorrência que chega com muita vontade, como a Ford Transit com câmbio automático e a Mercedes Sprinter em nova geração.

O mercado total de vans atingiu 64 mil emplacamentos no Brasil o ano passado e a marca italiana é líder com 37% de market share.

Com novo motor, cinco versões e diversas possibilidades de utilização, o Ducato traz configurações tanto para cargas como para transporte de passageiros e pode ser utilizado para inúmeros diversos segmentos de negócios, como ambulância, hortifruti, petshop, transporte escolar, motorhome e muito mais.

“A chegada da nova geração do Ducato é muito importante para a Fiat porque completa o line-up de vans”, comenta Herlander Zola, vice-presidente sênior da Fiat na América do Sul.

Design

O Ducato conta com um novo design, bem mais moderno. Na dianteira, os novos faróis com DRL ganharam uma posição mais alta e há um novo para-choque mais robusto e atualizado. O para-choque agora não tem pintura, o que deixa o utilitário bem mais barato para ser importado, mas em caso de acidente, é mais fácil a troca.

Ele também conta com rodas de aço, barras de proteção lateral e proteção da caixa de rodas.

O acesso às portas mantém sua praticidade, com abertura das portas traseiras em até 270º, posição de entrada mais baixa e ganchos de fixação, que permitem mais facilidade para carga e descarga.

Já a porta lateral deslizante garante mais segurança e facilidade de acesso, inclusive para o uso de empilhadeiras.

Performance

O novo motor que equipa o Fiat Ducato é um turbodiesel de 2,2 litros com 140 cavalos de potência e 340 Nm de torque. Isso porque, segundo a engenharia da marca, ele foi desenvolvido com peso otimizado, maior eficiência e menos emissões.

Ainda segundo as informações da marca, o novo propulsor 13% mais econômico, 7% mais potente e ganhou 6% de mais torque  comparado com a geração anterior.

Durante a breve avaliação, o modelo mostrou força e elasticidade. O nível de ruído também está bem mais agradável. A posição de dirigir também é muito boa, afinal um motorista de um utilitário destes chega ficar 10 horas, ou até mais, ao volante.

O novo Ducato está também mais confortável e ergonômico. A posição no painel da alavanca de marchas mais elevada e o apoio de braço ajudam que as tarefas fiquem mais fáceis para o condutor.

Colaboram com essa comodidade o ar-condicionado de série, entrada USB, tomada 12v, encosto rebatível que vira mesa multifuncional, painel de instrumentos de fácil leitura com indicador de marcha e banco do motorista com regulagem de altura, inclinação e ajuste lombar.

Uma novidade é que agora o Ducato vem equipado com Start Stop, que ajuda na questão consumo de combustível.

O van da Fiat traz itens importantes, como o sensor de estacionamento, hill assist, piloto automático, limitador de velocidade, controle de estabilidade (ESP), controle de tração (TC) e o LAC, um controle adaptativo de carga que mede o centro de gravidade para garantir a estabilidade lateral do veículo.

Custo-benefício

O custo-benefício é um dos fatores principais de compra principalmente no caso de veículos comerciais. Segundo a marca, o consumo urbano médio é de 10 km/l e de 9,9 km/l na estrada.

Versões

Cargo

A versão Cargo, novidade na linha, tem vocação para carga. Com capacidade volumétrica de 11,5 m³ e 1,3 tonelada de carga líquida, ela pode carregar até 1.308kg e quem tem CNH do tipo B também pode dirigi-la. Também oferece dois pacotes opcionais: o Pack Cargo 1, que contém farol de neblina, sistema antifurto com sensor de perímetro e proteção da parede lateral do compartimento de carga). Já o Pack Cargo 2 traz todos esses itens mais câmera de ré e tela sensível ao toque com rádio 7″ com bluetooth.

Maxicargo

Disponível nas cores branco e cinza, ela possui os mesmos itens que a versão Cargo, inclusive, com os mesmos pacotes de opcionais. No entanto, a Maxicargo é maior que a Cargo, com capacidade volumétrica de 13m³, 1,3 toneladas de carga líquida e 5.998mm de comprimento, mas também pode ser dirigida por aqueles que possuem CNH do tipo B, pois  tem peso bruto total de 3,5 toneladas.

Multi

A Multi tem vocação para transformação, já que foi desenvolvido para multiuso, seja para carga, passageiros ou os dois. Ela possui os atributos da versão anterior e o tamanho da Maxicargo e, além disso, traz como diferenciais itens como alarme com sensor volumétrico e pré-disposição para tacógrafo, vidros laterais e nas portas traseiras.

Minibus Comfort

Reforçando sua vocação já no nome, esta versão possui 19 lugares disponíveis, sendo bancos traseiros fixos. Também chega com  ar-condicionado com duto central de série.  Além disso, oferece o pacote opcional Pack Pass, com central multimídia touchscreen 7″ com Apple Car Play / Android Auto e câmara de ré.

Minibus Executivo

A Minibus Executivo possui bancos reclináveis e comporta 17 pessoas. Por isso, possui alguns itens diferentes das outras versões, como ar-condicionado com duto central (suplementar do salão de passageiros), porta-malas de 1000 litros, alarme com sensor perimétrico, piso do salão de passageiros, revestimentos laterais e do teto em ABS, isolamento termoacústico, tacógrafo digital, martelos de segurança, luminárias em LED e faixas refletivas laterais. Assim como na versão Minibus Confort, também há a opção do Pack Pass (central multimídia touchscreen 7″ com Apple Car Play / Android Auto e câmara de ré).

 

Fiat Professional

Quem comprar o Ducato terá acesso ao Fiat Professional. O programa de produtos, serviços e soluções para clientes profissionais estará presente em mais de 230 pontos de vendas e pós-vendas distribuídos por todo o país.

O Express Lane Professional, processo agilizado nos boxes de oficinas, realizam o serviço em tempo otimizado. Além disso, o programa garante 100% disponibilidade de peças de revisão no estoque das concessionárias para que, assim, as revisões agendadas sejam entregues no mesmo dia ou até mesmo em poucas horas.

O mesmo também vale para as manutenções que contam com planos consolidados, redução do tempo de parada e estoque de peças.

Preços

Fiat Ducato Cargo: R$ 245.990;
Fiat Ducato MaxiCargo: R$ 249.990;
Fiat Ducato Multi: R$ 261.490;
Fiat Ducato Minibus Comfort: R$ 309.990;
Fiat Ducato Minibus Executivo: R$ 319.990

 

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Coluna Fernando Calmon – Volta do carro “popular”: ideia pode nem passar para o papel

Coluna Fernando Calmon nº 1.245 — 4/4/23

Volta do carro “popular”: ideia pode nem passar para o papel

 

Entre as conjeturas que começam a surgir como alternativa para reoxigenar o mercado brasileiro de veículos novos estaria a volta de carros de acabamento simples e preços menores. Para tanto teria que haver acordos que no passado foram possíveis entre os fabricantes de veículos e o governo central, mas as condições atuais do mercado indicam que isso dificilmente vai acontecer.

Quando se fala em carro popular vem logo a lembrança de 1992 com o país engolfado por uma hiperinflação. Mas com esse mesmo nome a iniciativa já tinha sido aplicada em 1965. O governo federal criou uma linha de financiamento específica para carros quando o Crédito Direto ao Consumidor existente desde os anos 1950 ainda tinha limitações. Foi oferecida uma condição diferenciada pela Caixa Econômica Federal com juros de 1% ao mês, em 48 prestações.

A cultura verdadeira de “depenar” um automóvel na linha de montagem ocorreu com o lançamento do Fusca Pé de boi, Gordini Teimoso, Vemaguet Pracinha e Simca Profissional. Só durou três anos e pouco ajudou na recuperação de vendas.

Já o programa do carro popular de 1993 com IPI simbólico de 0,1% durou só dois anos com o imposto subindo para 7% (carros de motor até 1.000 cm³, mais Chevette, VW Sedan e Kombi). Nem a indústria estava preparada para o aumento da procura, gerando filas e preços bem acima dos sugeridos pelos fabricantes.

Hoje há uma vaga imaginação de voltar a oferecer modelos a preços mais acessíveis. Em um país onde é relativamente comum ideias não saírem do papel, agora talvez nem mesmo chegue a esse ponto. Entretanto, há disposição para discutir o assunto entre Fenabrave, Anfavea e Governo Federal. Os carros encareceram por regras de segurança e emissões muito mais rígidas e custosas, além dos problemas gerados pela covid-19.

A noção de caro ou barato, quando se comparam preços no Brasil e no exterior, é influenciada pela taxa de câmbio. Mesmo lá fora os preços também subiram muito em moeda forte, como já abordei há duas semanas. E os impostos aqui continuam os mais elevados do mundo (IPVA incluído).

GWM: segundo produto nacional será SUV parrudo

A estratégia da GWM está bem traçada e equilibrada para o mercado brasileiro. Os três produtos importados da China (os SUVs médios Haval H6 Premium HEV, H6 Premium PHEV e H6 GT PHEV, o primeiro com tração 4×2 e os outros 4×4) chegarão às concessionárias em maio. Todos serão híbridos: o primeiro um híbrido convencional e os outros dois plugáveis de longo alcance no modo elétrico, uma inteligente exclusividade da marca.

Produção nacional em Iracemápolis (SP) começará no final do segundo trimestre do próximo ano. Primeiro virá a picape média Poer de cabine dupla com carroceria sobre chassi tipo escada como as demais já no mercado: Hilux, S10, Ranger, L200 Triton, Frontier e Amarok. A decisão ousada é não oferecer versão Diesel ao contrário dos outros seis concorrentes diretos. A Poer usará motor híbrido flex, porém potência e torque ainda não foram informados. No entanto, devem ser iguais ao H6 HEV: 243 cv e 54 kgf.m.

O segundo produto, SUV médio-grande Tank, manterá o chassi tipo escada alongado para sete ocupantes na mesma faixa de mercado do Commander, SW4, Trailblazer e Tiggo 8 todos também produzidos aqui. Somente o SUV da Chery não oferece motor Diesel convencional e terá a companhia do Tank, porém este com motor híbrido flex. A GWM pode optar pelo mesmo motor da Poer ou utilizar o híbrido plugável do H6 Premium pois a massa do Tank é maior: 393 cv e 77,7 kgf.m.

A marca dará especial atenção às entregas técnicas aos compradores para que possam usufruir de todos recursos e oferecerá desconto de 50% sobre os R$ 8.000 dos carregadores de parede só para os clientes da pré-venda. As concessionárias (ou parceiros como prefere a GWM) terão lojas com arranjos internos de vendas e assistência técnica integrados, sem a separação física rigorosa existente nas redes atuais.

 

ALTA RODA 

– Testes feitos agora com um Renegade confirmaram os dados levantados pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), em 2017, sobre emissões de CO2 comparativas entre Brasil e Europa com Veículos Elétricos a Bateria (VEB). Os resultados divulgados pela Stellantis, em kg CO2eq: gasolina brasileira E27 – 60,64; VEB, atual matriz energética europeia – 30,41; etanol hidratado, 25,79; VEB, atual matriz energética brasileira, 21,45.

Para Antonio Filosa, presidente da Stellantis na América do Sul, “os resultados comprovam as vantagens comparativas brasileiras, principalmente a importância dos biocombustíveis para uma mobilidade mais sustentável”.

Um híbrido flex abastecido com etanol apresentaria resultados ainda melhores com um custo para o comprador menor que um elétrico e para o País, que ainda tem de investir muito na infraestrutura de recarga. Os planos da empresa, porém, apontam que apenas em 2025 seria possível ter um produto com essas características.

– Mercado total de veículos leves e pesados apresentou resultados bons em março que teve cinco dias úteis a mais que fevereiro. Apesar da alta de 16,3% nos emplacamentos do primeiro trimestre em relação a 2022, Fenabrave diz que recuperação do setor ainda está longe de ocorrer. Afinal, o mesmo período do ano passado foi altamente prejudicado pela falta de componentes, em especial de chips, o que explica a reação das vendas em 2023 em razão de uma base comparativa tão baixa.

No entanto, a entidade mantém sua previsão de crescimento zero em 2023 frente ao fraco ano de 2022. Para José Andreta Jr., presidente da Fenabrave, as causas da estagnação permanecem: endividamento das famílias, aumento da inadimplência, alta de juros e seletividade de crédito por parte das instituições financeiras. “Tudo isso restringe a demanda por parte do consumidor, que vem perdendo seu poder de compra”, concluiu.

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No Salão do Automóvel de NY, Ram vai mostrar sua primeira picape elétrica

O Salão Internacional do Automóvel de Nova York começa hoje e uma das atrações é a nova Ram 1500 REV 2025. A primeira picape elétrica a bateria da marca americana oferecerá aos clientes duas opções totalmente elétricas, incluindo uma bateria padrão de 168 kW/h com alcance previsto de até 563 quilômetros e uma bateria grande opcional de 229 kW/h com uma autonomia de 800 quilômetros, segundo a fabricante.

O carregamento bidirecional veículo-a-veículo, veículo-a-casa e veículo-a-rede proporciona à Ram 1500 REV a flexibilidade de carregar outro veículo elétrico a bateria Stellantis ou fornecer energia de volta à rede.

Com a missão da Ram de facilitar a vida, a picape também pode enviar energia para uma casa durante uma tempestade, fazer uma festa na caçamba ou fornecer energia no acampamento ou local de trabalho. Um painel de energia na caçamba pode fornecer até 7,2 kW, enquanto um painel de energia disponível no porta-malas dianteiro fornece até 3,6 kW.

Em termos de desempenho, a picapona acelera de 0 a 96 km/h em 4,4 segundos. O motor desenvolve 654 cavalos de potência e 840 Nm de torque e tem capacidade de rebocar até 6.350quilos. A capacidade de carga útil é de 1.224 kg. A Ram 1500 REV 2025 está disponível em cinco acabamentos, incluindo Tradesman, Big Horn/Lone Star, Laramie, Limited e, introduzindo uma nova versão, Tungsten.

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