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Avaliação – Porsche Carrera S Cabriolet dá vontade de não parar mais de acelerar

Vão passando os anos, as gerações e o superesportivo não para de aumentar a sua legião de fãs. O primeiro Porsche 356 surgiu 1947 e foi produzido até 1965. Recebeu este nomenclatura porque era o 356º projeto que saia do escritório de design de Ferdinand Porsche.  Mas foi em 1963, no Salão de Frankfurt que surgiria o automóvel que mudaria a indústria dos modelos esportivos: o 901.

Motor boxer (cilindros opostos) refrigerado a ar, de 130 cavalos levava o modelo a impressionantes 201 quilômetros por hora. Como 901 era um numero registrado pela Peugeot, passou a ser denominado 911 e em 1964 ganhava as ruas. Desde então, a cada geração, o modelo se supera e não para de registar aumento de vendas.


Em todo o mundo, há filas de espera para adquirir qualquer modelo da linha. No Brasil, a espera pode chegar a quase um ano, ainda mais se for o modelo que avaliamos.

Na sua oitava geração, o Carrera 911 Cabriolet é um daqueles carros espetaculares, de sonho. Porém, para poucos.

A combinação do design, esportividade, luxo e desempenho é uma união simplesmente maravilhosa.  As linhas da 8º geração deixaram o modelo com uma aparência ainda mais forte e musculosa. As linhas vão se modernizando, mas não mudam. Mudar para quê? Não adianta, é uma obra de arte. Eterna.

Entrar no modelo, mesmo sendo um carro baixo, é muito fácil. Se acomodar, mais fácil ainda. Os bancos concha, com várias regulagens, são muito confortáveis e seguram muito bem o motorista. Atrás, dois bancos que têm dificuldade de acomodar até crianças muito pequenas. Servem como enfeite ou para carregar algum objeto.

Como é tradição nos modelos da marca alemã, a “chave” para acionamento do motor é do lado esquerdo do volante, ao contrario dos demais automóveis.

Por quê? Simples. A resposta vem das pistas de corrida. Antigamente, principalmente nas provas de endurance muito importantes para as marca, os bólidos ficam de um lado e os pilotos do outro da pista.

Quando o diretor de prova determina eles correm, entram, ligam os motores, engatam e saem. Quanto mais rápido melhor. Então enquanto a mão esquerda girando a chave para dar partida no motor, a mão direita está na alavanca de câmbio colocando a primeira. Depois que saiam é que os pilotos afivelavam o cinto de segurança. E a tradição das pistas foi transferida para os carros de rua e permanece até hoje.

Mas vamos ao que interessa. O interior é primoroso, com acabamentos da melhor qualidade e muito bonitos. O painel espetacular, com o conta-giros ao centro e vários “relógios” de informações em volta. A tela da central multimídia é de tamanho adequado e muito intuitiva e com vários gráficos em alta resolução.

Como num cockpit de um carro de competição, todos os comandos estão perto das mãos ou no volante. , pelo formato dos botões. Ao centro, no console central, está o seletor de marchas, pequeno e que pode ser operado facilmente com um dedo. Porém, aqui vai a nossa primeira critica (tem que ser metido): atrás do seletor estão os controles do ar condicionado.

Na estrada, principalmente, que estamos ainda mais focados, por duas vezes ao aumentar ou diminuir o ar, tocamos no seletor que entrou em neutro. Isso é muito perigoso, pois deixa o carro sem “ação”. O seletor de marchas poderia e deveria ficar para trás.

Ao ligar o Porsche começa a sinfonia. Mesmo quem não gosta de automóveis se encanta com a música, rouca, alta e maravilhosa que saem dos escapamentos. No painel tem um botão onde o motorista pode diminuir o som. Mas para quê? Se não quisesse ouvir essa rounco, não comparava um Porsche.

Diferente dos demais esportivos, no Porsche é possível aliar o uso no dia-a-dia com um desempenho mais agressivo numa estrada ou até numa competição nos fins de semana.

Na Europa e EUA é muito comum os proprietários usarem o 911 para o uso normal na semana e disputarem corridas nos finais de semana.


O motor de três litros, seis cilindros, boxer oferece 450 cavalos e 54,1 kgfm de torque. A aceleração é simplesmente espetacular. Ao acelerar o corpo cola no banco. O 911 Cabriolet acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. E a velocidade máxima é de 306 quilômetros por hora (e ele pesa 1585 quilos). O câmbio é um PDK de dupla embreagem de oito marchas e a tração é traseira.

No volante, um botão redondo permite que se escolha a maneira com que deseja usufruir do modelo. São cinco modos de condução: Individual (que o motorista configura as suas preferencias), o Wet (mais adequado para pistas molhadas), Normal (mais confortável, dócil e com a suspensão mais macia) Sport (endurece a direção e a suspensão e fica mais agressivo) e a mais interessante que é a Sport Plus (nesta posição o carro fica quase um modelo de competição, com reações mais ágeis, trocas de marchas mais rápidas e a suspensão dura. Um show).

Aliás, diga-se de passagem, a estabilidade do 911 Cabriolet em qualquer situação e em qualquer dos modos de condução, é maravilhosa. O carro está na mão e sempre pregado no asfalto. Além do acerto da suspensão (na dianteira é tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal) conta om a ajuda dos pneus 245/35 R20 na  dianteira e 305/30 R21 na traseira (tipo multibraço e traseira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal). Conta com ajuda da eletrônica, mas é muito bem acertado.


Tudo neste carro impressiona, mas um dos destaques é a capacidade dos freios a disco (e enormes) de parar o esportivo. Mesmo nas velocidades mais elevadas, o 911 pára em espaços curtos e sem qualquer desvio. E os números refletem isso: o modelo alemão freia de 60 até a imobilidade em 12,4 metros. A 120 a distancia é de 48,2 metros.

Andar nas ruas é absolutamente normal ou quase, afinal você está num modelo que é o sonho de boa parte de quem gosta e de quem não de automóveis: com toda a certeza, os olhares são de admiração ou inveja.

Várias pessoas querem interagir com que o dirige, geralmente com enormes elogios. Ainda mais quando se abaixa a capota. Aí começa o show. E que maravilha, que sensação de liberdade e de quanto é bom ter dinheiro. Muito. A capota pode ser acionada com o carro em movimento de até 40 quilômetros por hora e em menos de 12 segundos ela se abre ou fecha.


E o melhor local para se usufruir dessa possibilidade é a estrada. Numa rodovia como a Bandeirantes, o Porsche 911 está em “casa”. Numa viagem de Campinas a São Paulo, para quem faz várias vezes por semana, torna-se monótona, chata. Com o 911 são momentos de puro prazer e felicidades. E não precisa ir rápido. “Hum já chegou?”. Agora se for acelerando, é muito melhor.

Apesar de não ter um espaço, o esportivo alemão tem um pequeno porta-malas de 130 litros na frente, onde é possível acomodar compras e duas pequenas maletas. Dá para viajar com as roupas de um final de semana.

O consumo é outro destaque: na cidade fizemos médias superiores a oito quilômetros por litro e na estrada de 12 km/l. Na estrada, acompanhando o trafego, chegamos a fazer 16 quilômetros por litro a 120 por hora.


Obviamente, esses números desabam quando se acelera. Cada vez que se pressiona o pedal da direita, a gasolina vai diminuindo rápido no tanque de 64 litros. (Antônio Fraga)

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Jundiaí Shopping realiza amanhã mais uma Exposição de Carros Antigos

Em parceria com CCAJ – Clube do Carro Antigo de Jundiaí, o Jundiaí Shopping realiza amanhã (19) mais uma Exposição de Carros Antigos. O evento ocorrerá das 18h30 às 21h30 e reunirá algumas relíquias do antigomobilismo no estacionamento G4.

A exposição será aberta ao público e todos os automóveis antigos, mesmo não pertencentes ao clube, serão aceitos. Os modelos com mais de 30 anos terão um lugar de destaque.

O acesso á exposição é solidária, a partir da doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, um agasalho ou cobertor que serão destinados para o Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí.

Guillermo Bloj, superintendente do Jundiaí Shopping, lembra que a parceria entre o shopping e o CCAJ teve início em junho de 2018, com uma exposição de automóveis, e seguiu com a realização de encontros periódicos. A primeira edição do evento aconteceu em setembro de 2018, reunindo 162 carros. E o número de expositores e visitantes cresceu na mesma proporção em que a parceria foi fortalecida.

“Para nós é sempre um prazer abrir as portas do shopping para receber um clube tão tradicional, além de ter a oportunidade de reunir os apaixonados por carros em um evento que foi pensado para toda a família”, enfatiza.

O Jundiaí Shopping preparou também algumas atrações para as crianças, como brinquedos infláveis, pipoca e algodão-doce. As doações arrecadadas serão destinadas à campanha permanente do Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí.

Serviço
Jundiaí Shopping
Av. Nove de Julho, 3.333, Jundiaí/SP.
www.jundiaishopping.com.br

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Em Berlim, BMW reune 32 mil fãs para os 100 anos das motocicletas da marca

A BMW aproveitou o 21º BMW Motorrad Days, realizado entre 7 e 9 de julho em Berlim, e comemorou os 100 anos da BMW Motorrad. O evento reuniu 32 mil fãs de todo o mundo. Além disso, o Festival Pure & Crafted, promovido na capital alemã nos dias 7 e 8 de julho, contou com quase 5 mil visitantes.

O BMW Motorrad Days deste ano foi inteiramente dedicado ao 100º aniversário. Fãs, com e sem motos, vieram de 60 nações para a festa.

No Summer Garden da Messe Berlin os visitantes poderam ver shows no Motodrom original, admirar motos exclusivas personalizadas na Heritage Area e shows de acrobacias.

Na fábrica da BMW Motorrad em Berlim, cerca de 1.600 visitantes viram pela primeira vez como as motocicletas da marca ganham vida.

Já no Spreewaldring, uma pista de corrida de 2,7 km e 10 metros de largura, os visitantes puderam pilotar os mais recentes modelos BMW S 1000 RR, sob a orientação profissional de instrutores experientes fornecidos pela Moto Racing School.

 

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Ford Mustang Mach-E Rally é desvendado no Festival de Velocidade de Goodwood

O tradicional Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido, onde se reúnem os mais espetaculares veículos de competição, foi palco para a Ford apresentar o Mustang Mach-E Rally, seu primeiro SUV elétrico inspirado em ralis.

A marca escolheu o evento para mostrar o modelo que leva o Mustang pela primeira vez aonde ele nunca esteve antes em suas quase seis décadas de história: do asfalto para a terra.

O Mustang Mach-E Rally tem capacidade para cinco passageiros e estará disponível nos EUA e na Europa.

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Num semento tão disputado, o VW Taos se destaca pelo espaço interno e desempenho

Lançado em 2021, o Volkswagen Taos é um SUV muito elegante, bem acabado e com motorização competente. Quando do lançamento, ficamos impressionados com o SUV, mas quando se usa por um período maior, fica ainda melhor a impressão.

O Taos é realmente um SUV muito agradável. E não é só para quem o dirige. Quem está nos demais assentos tem a mesma avaliação. Atrás, o espaço é surpreendente.

Competente

Produzido na Argentina, o Taos utiliza a moderna plataforma MQB e está posicionado entre o T-Cross e o Tiguan. Mesmo com méritos, o SUV tem a dura missão de enfrentar, entre outros, o líder no segmento, o “queridinho” Jeep Compass.

Com design agressivo e elegante, o Taos chama á atenção por onde passa e muitos acham que se trata de um Tiguan. A diferença só é percebida quando os dois ficam lado a lado.

Na bela dianteira, destacam-se os faróis de full-LED e a grade. Dos faróis surge o DRL (Daytime Running Light) e um filete em LED que corta a grade frontal de maneira muito harmônica. Trata-se da nova identidade visual da Volkswagen em todo o mundo.

Complementam o visual dianteiro, o capô com vários vincos horizontais e o para-choque com linhas marcantes, especialmente, o acabamento em preto brilhante.

Na traseira, o para-choque e a tampa, estão em perfeita harmonia com o restante do SUV. As lanternas têm traços sofisticados e que acompanham perfeitamente o grafismo dos faróis dianteiros. Um belo conjunto.

Na versão testada Highline, a topo de linha, as rodas de liga leve de 18 polegadas são muito bonitas e se harmonizam com o conjunto externo.

O Taos sempre se destacou pela beleza do exterior, mas o interior não fica atrás. Com materiais de boa qualidade e acabamento em couro, o interior passa sofisticação e conforto. O bom espaço interno é, principalmente, pelo seu longo entre eixos.

Em qualquer dos bancos, mesmo pessoas de maior estatura, vão ficar bem confortáveis, sem bater os joelhos no banco da frente ou a cabeça no teto. O porta-malas tem 498 litros, um dos maiores do segmento.

O volante multifuncional com novo design, tem boa empunhadura, controles e borboletas para trocas de marchas na parte traseira.

O painel instrumentos digital Active Info Display com uma tela de 10,25 polegadas, configurável, dispõe de todas as informações necessárias.

No centro do console outra tela de 10,1 polegadas de alta definição com o moderno sistema infotainment VW Play.

Para deixar o interior mais aconcehante, os passageiros dispõem do Ambient Light, sistema de luzes em LED que permite escolher a cor e intensidade da iluminação interna.

Desempenho

A motorização do SUV médio Taos é a mesma que já equipa outros modelos á venda no Brasil. Com 1,4 litro, quatro cilindros, sistema de injeção direta de combustível, flexível e turbocompressor, este propulsor oferece ao motorista 150 cavalos de potência a 5.000 rpm e torque de 25,5 kgfm já a partir de 1.500 rpm.

Por ser um carro familiar, o desempenho agrada e é compatível com a proposta. O Taos acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e atinge a máxima é de 194 km/h.

A transmissão automática de seis velocidades faz um conjunto muito bom com o motor, com trocas suaves e precisas. Mesmo quando são efetuadas manualmente.

O consumo é uma das poucas notas negativas do modelo. Na estrada, a 120 quilômetros por hora, com gasolina foi de 11,1 km/l e de 7,9 com etanol. Já no perímetro urbano com gasolina o Taos fez de 9,6 km/l e 5,9 km/l. Poderia ser bem melhor.

Graças ao conjunto de suspensão independente nas quatro rodas, sendo tipo McPherson na dianteira e multilink na traseira, o modelo tem um rodar agradável e transmite segurança ao motorista.

O Taos é um carro que chega bem equipado. Entre os itens de série, destaque para o ar-condicionado Climatronic dual-zone com saídas de ar para os passageiros do banco traseiro, câmera de ré, carregador de smartphone por indução, direção elétrica, controlador automático de velocidade (popular piloto automático), sensores de chuva e crepuscular, sistema KESSY, ACC – Controle Adaptativo de Cruzeiro, AEB – Frenagem Autônoma de Emergência com detecção de pedestres, sistema de detecção de ponto cego e alerta de tráfego traseiro cruzado.

Preço da versão avaliada do Volkswagen Taos Highline: R$ 221.000,00 com todos os opcionais.

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Teste Jeep Compass 4Xe – O melhor e mais econômico dos Compass

Líder de vendas entre os SUVs no mercado brasileiro, o Jeep Compass 4xe é com certeza a versão mais interessante. O primeiro modelo hibrido da Stellantis no mercado nacional, ele chegou no ano passado, custa R$ 350 mil. Portanto, mais caro que o irmão maior, o Commander, que tem capacidade para até sete pessoas, mas tem “só” 185 cavalos e faz uma média, entre cidade e estrada, de pouco mais de 7 quilômetros por litro.

Nesse caso, muito mais inteligente que os veículos somente elétricos, esse híbrido compensa o maior investimento. Por quê?

Além de não ficar dependendo da demora e falta de eletropostos para carregar as baterias, andando com o motor elétrico, pode-se rodar sem gasolina, quase 50 quilômetros e fazer médias superiores a 20 quilômetros por litro.

Milagre

O Jeep Compass 4xe associa o competente motor 1,3 litro turbo de 185 cavalos e torque de 27,5 kgfm instalado no eixo dianteiro com um motor elétrico de 60 cavalos, 24,2 kgfm, no eixo traseiro. Os dois motores geram então 240 cavalos, muito mais que qualquer outro Compass. Os dois motores podem trabalhar juntos ou separados, o que gera a boa potência e a ótima economia. Por isso, o modelo é 4X4.

No painel, há três botões: hybrid, eletric, ou e-save. Assim, o motorista pode selecionar como quer andar. Se comprimir o eletric, vai andar somente com as baterias. Mas, se precisar usar a potência do 4xe, é só acelerar que o motor à combustão entra em atividade.

Já a função e-save é a mais indicada quando se quer usar somente o motor à gasolina, guardando a carga da bateria. É possível ainda programar para que o motor à combustão carregue as baterias, independentemente da regeneração proporcionada pelo acionamento dos freios.

Num bom carregador, as baterias são totalmente carregadas em pouco mais de uma hora e meia. Em casa, numa tomada 220 volts, vão pelo menos 5 horas.

Desempenho

O Compass é bem ágil e suave. O silêncio é outra boa qualidade. O híbrido não tem a preocupação de ser veloz, mas mesmo assim atinge a velocidade máxima de 206 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 em 6,8 segundos. Apenas um quilômetro por hora a menos que a versão flex. Apenas com o motor elétrico, é possível alcançar 130 quilômetros por hora.

Mas está na economia a maior atração do 4xe. Em todas as avaliações, o modelo surpreendeu, alcançando uma média de 24,9 quilômetros por litro na cidade e 24,1 na estrada.

A transmissão automática de seis velocidades, exatamente a mesma dos modelos nacionais, foi recalibrada para trabalhar com as novas motorizações e é muito eficiente.

Acabamento

O acabamento é ótimo e confortável. Utilizando couro, aço escovado e plásticos de excelente qualidade, o interior é bastante agradável e acomoda muito bem até cinco passageiros. Mas, como em todos os veículos, o ideal são quatro. Esses não vão ter do que reclamar.

Como em quase todos os projetos vindo de fora, o modelo que começa a ser produzido no Brasil perde qualidade visando economia de produção. Importado da Itália, o Compass 4xe tem o mesmo acabamento dos modelos produzidos na fábrica de Goiana, em Pernambuco.

Importado em versão única, a “S”, é muito bem equipado e conta com ar-condicionado digital de duas zonas, teto solar panorâmico, bancos de couro com ajustes elétricos, quadro de instrumentos digital, alertas de ponto cego e saída de faixa, frenagem automática de emergência e câmeras 360°. O som é Alpine com oito alto-falantes. O assistente Advance Intelligence foi atualizado e tem funções específicas para o modelo híbrido.

Destaque também para as rodas de 19 polegadas com pintura preta diamantada. Chique.

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Coluna Fernando Calmon — Plano de incentivos fiscais ficou bem abaixo das expectativas

Coluna Fernando Calmon nº 1.259 — 11/7/23

Plano de incentivos fiscais ficou bem abaixo das expectativas

Os números de vendas em junho último e ao final do primeiro semestre (ler abaixo as estatísticas) demonstram que só vontade de acertar não é suficiente para dar um suporte crível ao mercado de veículos.

Para começar, houve uma falha de comunicação ao se insinuar a volta do “carro popular”. Comentei anteriormente que esse tipo de veículo não tinha a menor chance de ser recriado em razão de inexistirem as condições técnicas e de mercado dos anos de 1990.

Apesar de o programa federal reservar os maiores descontos aos subcompactos por sua economia de combustível, os melhores resultados ficaram com as picapes pequenas (+ 53%) e os hatches compactos (+ 20%). Subcompactos e SUVs compactos subiram apenas 5% e 11%, respectivamente.

O programa criado por Medida Provisória (MP) incluiu automóveis e comerciais leves, além de caminhões e ônibus. Dessa forma dois terços dos incentivos ficaram para segunda categoria cujos preços são muito maiores. Depois houve um reforço para a primeira categoria e ainda assim em apenas 30 dias os recursos para os estímulos se esgotaram.

Em razão da natural demora no estudo da MP houve grande retração nas vendas e acúmulo de estoques nos pátios dos fabricantes, o que obrigou a paralisação de várias linhas de montagem.

A lição que fica: é contraproducente anunciar um programa de duração tão curta, embora necessário. Afinal, com a taxação sobre veículos leves mais severa do mundo qualquer alívio compensa. Porém, por apenas um mês, perturba mais do que ajuda.

O Governo Federal já descartou outra revisão, mantendo apenas os incentivos para veículos pesados que devem durar no máximo mais três meses e sem nenhum reforço.

Neste mês de julho ainda haverá bons números a registrar porque cerca de 79.000 unidades vendidas deixaram de ser emplacadas em junho pelo acúmulo de serviços nos Detrans.

Mas tanto a Anfavea quanto a Fenabrave mantiveram as modestas previsões de crescimento em 2023 (entre 2% e zero, respectivamente, anunciadas em janeiro deste ano).

Agora as expectativas se voltam ao início de redução cadenciada da taxa básica de juros pelo Banco Central, em agosto. Haverá mais três reuniões até o fim do ano. O mercado de veículos continua altamente sensível aos custos dos financiamentos.

No entanto, o máximo que se pode desejar hoje é um feliz 2024.

Vencedores em 16 categorias no primeiro semestre do ano

Com as vendas de junho impulsionadas pelo curto programa de incentivos fiscais do Governo Federal houve reflexos no acumulado do primeiro semestre. O crescimento foi de 10% de veículos leves e pesados em relação ao mesmo período de 2022.

A normalização na produção levou o Onix de volta à liderança entre os hatches compactos. Mas o melhor desempenho foi do Polo que em apenas um ano passou de 1% para 19% no segmento graças à versão de entrada Track, deslocando o HB20 da segunda para a terceira colocação.

O Corolla chegou a uma participação recorde no histórico de classificação desta coluna desde o seu início em 1999: 81% entre 12 concorrentes. Mas também se destacaram os BMW Série 3/4 com 71% de nove concorrentes. A chegada da picape Montana afetou a ex-recordista de participação entre todos os segmentos: Strada já alcançou quase 80%, porém enfrentou um mergulho para “apenas” 57%, embora ainda lidere com folga.

Houve mais três vencedores no primeiro semestre deste ano frente ao resultado de 2022. Panamera superou o Taycan (numa “briga” em família entre os sedãs grandes da marca Porsche); Cayenne deixou para trás os BMW X5/X6; Tracker caiu para o terceiro lugar, entregando a liderança para o T-Cross que penou para superar o Creta: 13,5% de participação contra 13% do rival sul-coreano.

Criei agora mais duas categorias para acompanhar a evolução das novas tecnologias: híbridos e elétricos. Estas representam apenas 5,6% e 0,6%, respectivamente, das vendas totais de modelos leves. Corolla Cross e XC40, respectivamente, lideraram no primeiro semestre do ano.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 53%; Kwid, 46%. Kwid avançou.

Hatch compacto: Onix, 22%; Polo, 19%; HB20/X, 17%; Argo, 16%; Yaris, 5,9% ; 208, 5,8%; C3, 5,7%; City, 3%; Sandero/Stepway, 2%. Volta a liderar o Onix.

Sedã compacto: Onix Plus, 38%; Cronos, 20%; HB20S, 10,5%; Virtus, 10,3%; City, 7%; Yaris, 6%; Versa, 4%; Logan, 1%; Ampliada a vantagem do líder.

Sedã médio-compacto: Corolla, 81%; Sentra, 8%; Jetta, 3%. Corolla avançou ainda mais.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 74%; Mercedes Classe C, 8%; Audi A5/S5/RS5, 7%. Líder incontestável.

Sedã grande: Panamera, 39%; Taycan, 32%; Han, 12%. Panamera de volta à liderança.

Esportivo: Mustang, 50%; BMW M3/M4, 40%; Challenger, 5%. Mustang manteve posição.

Esporte: 911, 57%; 718 Boxster/Cayman, 20%; F-Type, 6%. Inabalável o 911.

SUV compacto: T-Cross, 13,5%; Creta, 13%; Tracker, 12%; Renegade, 9,4%; Kicks, 9,3%; Pulse, 9,1%; Nivus, 8,8%; HR-V, 8,7%; Fastback, 7%; Duster, 5%; Tiggo 5x, 2%. Briga intensa pela liderança.

SUV médio-compacto: Compass, 46%; Corolla Cross, 32%; Taos, 10%. Compass firme.

SUV médio-grande: Commander, 29%, SW4, 19%; Tiggo 8, 10%. Líder com folga menor.

SUV grande: Cayenne, 23%; BMW X5/X6, 14%; XC90, 13%. Cayennne recupera liderança.

Picape pequena: Strada, 57%; Saveiro, 21%; Montana, 16%. Strada, líder, encolhe um pouco.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 30%; Hilux, 25%; S10, 16%. Liderança mantida da Toro.

Híbridos: Corolla Cross, 19%; Corolla, 12%; Tiggo 5x, 8%.

Elétricos: XC40, 28%; Yuan Plus, 13%; C40, 9%.

 

 

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Para marcar presença em Goodwood, Porsche apresenta mais um super esportivo

Para marcar a sua presença na 30º edição do famoso Festival da Velocidade em Goodwood, a Porsche desenvolveu um modelo muito especial: o Porsche Vision 357 Speedster.

O novo carro-conceito é o modelo irmão do Porsche Vision 357, com o qual a fabricante de automóveis esportivos comemorou os 75 anos.

Em termos de design, o modelo é uma evolução do histórico 356. Tecnologicamente, o Porsche Vision 357 Speedster é um esportivo totalmente elétrico, é baseado no 718 GT4 e-Performance.

Além do Vision 357 Speedster, a Porsche exibe mais de 15 modelos novos e clássicos no terreno do Duque de Richmond, em West Sussex.

Um dos destaques é o 356 No. 1 Roadster, o primeiro esportivo da marca. Seis vencedores de Le Mans também estão em exibição para os fãs de carros esportivos.

“O Porsche Vision 357 é um aceno para a primeira linha de modelos da história da Porsche, o carro esportivo dos sonhos de Ferry Porsche. E como o 356 se estabeleceu na memória coletiva da marca como um conversível e um coupé, a mesma lógica se aplica ao carro-conceito”, diz Michael Mauer, vice-presidente de estilo da Porsche.

Festival

O Festival de Velocidade de Goodwood é um evento anual de corrida que reúne diversos carros de competição e pilotos de todas as décadas. Realizado no Goodwood House, em West Sussex, Inglaterra, nas proximidades do Circuito de Goodwood, começa hoje (13) e vai até o dia 23 de julho. Anualmente mais de 100.000 pessoas comparecem ao evento.

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Movido a gás natural veicular ou biometano, novo Scania tem autonomia de 900 km

A Scania lançou X-gas, o primeiro caminhão brasileiro com autonomia de 900 km movido a gás natural veicular e/ou biometano. A marca também confirmou a chegada de outros modelos derivados de gás natural, com motorização de 460 cavalos de potência.


O Scania X-gas é derivado do modelo G 410 8×2, com chassi rígido. Seu motor dispõe de 410 cavalos de potência e desenvolve um torque de 2.000Nm. Segundo a marca, é o motor mais potente nesta categoria 8×2.

A distância entre-eixos é de 6.950mm, o que permite acomodar nas laterais da longarina 16 cilindros de gás, oito de cada lado. São oito cilindros com capacidade de 118 litros e outros oito de 95l. O volume total suporta 406 metros cúbicos de gás, que garante 900 quilômetros de autonomia.

A conjunto poderá carregar até 30 pallets, seguindo a lei, com implementos do tipo Romeu e Julieta (caminhão trucado (6×2) mais um reboque) – com capacidade de até 56 toneladas – ou na configuração de rodas 8×2 com 29 t de peso bruto total combinado (PBTC).

O preço do Scania X-gas é de aproximadamente R$ 900 mil, ou seja, 30% mais caro que o modelo semelhante a diesel.

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Com o novo Mustang GT3, Ford vai voltar a disputar as 24 horas de Le Mans

A tradicional prova de endurance 24 horas de Le Mans, tem uma longa e curiosa história com a marca Ford. Vale lembrar a disputa dos anos 60, que deu origem ao filme “Ford versus Ferrari”. Isso aumenta a expectativa para o retorno da marca em 2024 á maior prova de resistência do mundo, com o novo Mustang GT3.

Feito especialmente para competir na categoria GT3 da FIA, o Mustang GT3 é baseado no novo Mustang Dark Horse 2024. O seu visual ousado e colorido foi criado por Troy Lee, um dos principais designers de automobilismo do mundo, em seu primeiro trabalho com carros de corrida da marca. A vitória mais recente da Ford nas 24 Horas de Le Mans foi em 2016, com o Ford GT.

“A Ford e Le Mans estão unidas pela história. E estamos voltando para a corrida mais famosa, emocionante e gratificante do mundo”, disse Jim Farley, CEO da Ford. “Não é mais Ford versus Ferrari. É a Ford contra todos. Voltar a Le Mans é o início da construção de um negócio global de competição com o Mustang, assim como estamos fazendo com o Bronco e a Raptor no off-road”.

Junto com o carro, a Ford revelou também a nova logomarca da Ford Performance, com um visual mais limpo e simplificado que passará a ser visto em todos os seus carros de corrida.

Parceria

Para esse projeto, a Ford Performance ampliou seu relacionamento com dois parceiros de longa data, a Multimatic e a M-Sport. A Multimatic, construtora do icônico Ford GT, vai ajudar a construir e dar suporte ao Mustang GT3. Já a M-Sport, parceira bicampeã do Mundial de Rally, vai montar os motores de 5,4 litros baseados no V8 Coyote desenvolvidos pela Ford Performance.

O Mustang GT3 tem suspensão especial de braços curtos e longos, caixa de câmbio montada na traseira, carroceria de fibra de carbono e um pacote aerodinâmico exclusivo desenvolvido para a categoria.

Antes de correr em Le Mans, em 2024, o Mustang GT3 vai competir em várias provas GT3 pelo mundo com equipes clientes. Uma delas é a Proton Competition, com sede na Alemanha, que vai disputar o Campeonato Mundial de Endurance da FIA a partir de 2024 com dois Mustangs GT3.

A Ford Performance também vai correr na categoria GTD Pro da IMSA com dois Mustangs GT3, em parceria com a Multimatic Motorsports, a partir das 24 Horas Rolex de Daytona, em 2024.

Com o novo Mustang GT3, Ford vai voltar a disputar as 24 horas de Le Mans Read More »

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