Motor

Coluna Fernando Calmon – Mobilidade Verde traz desafios e exige cautela ao propor ações

Coluna Fernando Calmon nº 1.269 — 19/9/23

Mobilidade Verde traz desafios e exige cautela ao propor ações

Até o final deste mês o Governo Federal anunciará a segunda fase do programa Rota 2030 que estabelece incentivos para desenvolvimento local de novas tecnologias para diminuir o consumo de combustíveis de origem fóssil e também de biocombustíveis como o etanol. Uma das decisões será o critério muito mais válido de calcular o gasto energético pelo critério do poço-à-roda do que apenas do motor-à-roda.

O programa também mudará de nome e passará a se chamar Mobilidade Verde. Os rumores dão conta de que há intenção de acelerar o processo de aditivação de biodiesel ao diesel não renovável. E também o aumento de 27% para 30% do teor de etanol anidro na gasolina.

As duas premissas (a confirmar) precisam de estudos mais profundos. No caso do biodiesel há forte oposição da indústria sobre os percentuais que podem chegar a 15%, mas deveria se limitar a 10%. Quanto ao etanol também seria necessário pesquisar no caso de motores mais antigos com injeção indireta ou direta de combustível, hoje na maioria da frota circulante.

Quando fiz a mediação no mês passado de um dos debates (O Futuro da Mobilidade Sustentável) no 30º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, enderecei uma pergunta direta sobre esse assunto ao diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marlon Arraes. Ele esclareceu que testes em laboratório e em campo deverão comprovar que essas aditivações não trarão prejuízos aos motores ou à sua manutenção.

Outra decisão que seria anunciada pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços é a taxação (hoje zerada) de 35%, ao longo de três anos, do Imposto de Importação (I.I.) de carros elétricos. Se o Brasil deseja que exista produção local desses veículos, não há o menor sentido de retirar o gravame de veículos importados. Até por questão de isonomia com automóveis de motor a combustão.

Este é um ponto que traz discussões e envolve suspeitas de subsídios ocultos dos produtos chineses exportados para todo o mundo. A União Europeia acaba de acusar de dumping (venda a preços subsidiados) a indústria de veículos elétricos da China e estuda uma taxação extra de 10% a 15%.

Marcas chinesas – GWM e BYD – acenam para fabricação (ou mesmo simples montagem) de elétricos no Brasil. Se o I.I. é zero, fica mais rentável simplesmente importar.

A ver se rumores vão se confirmar e os desdobramentos destas decisões.

BMW apresenta M2 como modelo raiz

Um posicionamento muito claro do fabricante alemão foi confirmado por declarações do executivo responsável pelo desenvolvimento técnico da marca, Frank Weber, ao site australiano Carsales que controla o congênere Webmotors no Brasil.

Ao contrário de outras marcas, a BMW faz questão de pontuar: “Não anunciaremos nenhuma data de término de motores a combustão, pois é impossível fazer mudanças estruturais, industriais e culturais necessárias para a produção apenas de veículos 100% elétricos até 2030. Eles coexistirão pelo próximos 10 a 15 anos.”

Trata-se de uma posição corajosa em contraste com outras marcas que escolheram se precipitar. Uma prova do caminho escolhido é a vinda do México (isento de imposto de importação recíproco entre os países) do visceral M2. O modelo é um cupê de dimensões menores que o Série 3 e se caracteriza pela grade frontal diferente da tradicional da marca, além de soluções atraentes como as “bolhas” nos para-lamas traseiros e as inusitadas quatro saídas de escapamento para um motor de seis cilindros em linha, 3-L, biturbo, 460 cv e 56 kgf·m.

O interior apresenta o alto padrão de acabamento da marca, além do arrojado conjunto de tela curva: 12,3 pol. no quadro de instrumentos e 14,9 pol. na central multimídia. Os dois bancos traseiros, previsivelmente, têm pouco espaço para as pernas, porém o porta-malas é razoável (390 litros).

Apesar dos 1.725 kg de massa total, o M2 atrai pelo alto desempenho: 0 a 100 km/h, em 4,1 s com câmbio automático epicíclico de oito marchas. Câmbio manual existe no exterior, mas não será oferecido aqui. Há duas versões: Coupé por R$ 617.950 e Coupé Track com bancos dianteiros tipo concha por R$ 667.950.

208 com motor 1-L turbo pode aposentar o 1,6-L

O estilo é reconhecido de longe e sempre representou um ponto de grande destaque da marca francesa. No entanto, ficava devendo em termos de desempenho frente aos concorrentes que migraram rapidamente para motores com turbocompressor. Com a formação da Stellantis, em janeiro de 2021, o cenário mudou. E o Peugeot 208 acabou recebendo primeiro o motor tricilindro 1-L turbo do novo Grupo, antes mesmo do hatch Fiat Argo.

Este é o motor flex de 1.000 cm3 mais potente com etanol ou gasolina entre os produzidos atualmente no Brasil: 130 cv (E)/125 cv (G) e 20,4 kgf·m (para ambos os combustíveis e neste caso o valor é igual ao motor da VW de mesma cilindrada, cuja vantagem está em rotações mais baixas – 2.000 rpm contra 4.250 rpm).

No entanto, o câmbio automático CVT de sete marchas no uso cotidiano garante a elasticidade que falta ao motor aspirado de 1,6 L, ainda oferecido pelo fabricante francês, mas que pode ser aposentado.

A Peugeot oferece três versões com o novo motor e preços entre R$ 99.990 e R$ 114.990. A mais cara inclui rodas de liga leve de 17 pol. e teto solar (opcional na versão de R$ 100.000), além de seis airbags (dois do tipo cortina) e outros itens de segurança em um pacote de série que inclui alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e detecção de pedestre, entre outros.

Na viagem de avaliação o conjunto mecânico entregou o que faltava em termos de desempenho com resposta imediata ao acelerador e registro de 0 a 100 km/g em 9 s (E) e 9,2 s (G).

O volante hexagonal é único com base e topo achatados que, em princípio, parece estranho, mas não fica difícil de se adaptar e permite visão completa do quadro de instrumentos por cima dele. O acabamento interno é bom, comportamento em curvas perfeito e freios com potência adequada.

O 208 deve receber em 2024 as modificações já feitas no homônimo francês. Já o 2008 passará a ser fabricado na Argentina. 

Semana Nacional do Trânsito: 18 a 25 de setembro

Pelo 26º ano consecutivo se comemora essa campanha prevista no Código de Trânsito Brasileiro que conta, entre os principais impulsionadores, a ONG Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

“Faça o bem, não importa a quem” é a linha mestra do movimento em 2023, que pretende induzir uma maior conscientização entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres com o objetivo de diminuir o número de 94 mortos diárias em média no trânsito urbano e rodoviário.

No site https://www.onsv.org.br/semana-nacional-transito/campanhas é possível, mediante um cadastro simples, baixar gratuitamente peças de divulgação para todas as mídias incluindo desde banners até posts e spots para rádio e vídeo.

Entre os seis posts que cobrem todo universo da segurança viária destacam-se: “Leve sua calma para ruas e rodovias” e “Os pequenos só estão seguros, nos equipamentos de segurança”.

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Recém lançada na Europa, nova Scénic será vendida no Brasil

A Renault aproveitou o Salão da Mobilidade de Munique para apresentar o novo Scénic E-Tech. Apostando cada vez mais em modelos elétricos, o monovolume chega com medidas compactas por fora e bom espaço interno. É sem duvida um ótimo veículo familiar. Segundo a marca, a Scénic tem autonomia superior a 600 quilômetros.


Juntamente com o Megane E-Tech, que começa a ser vendido no Brasil em breve, a Scénic faz parte do programa “Renaulution”, cujo o objetivo do Grupo Renault é se tornar um fabricante da próxima geração.
O projeto conta com a nova estratégia de sustentabilidade do grupo e os seus três pilares: ambiente, segurança e inclusão.

A monovolume Scénic foi lançada em 1996 (27 anos) com muito sucesso em todo o mundo. Ao total mais de 5,3 milhões de unidades foram comercializadas.

Projetada por Gilles Vidal, a Scénic tem como base a concept-car Scénic Vision, mostrada em 2022. Com a frente e a traseira curtas, a maior parte do modelo é destinado ao seu habitáculo. Para isso, o monovolume conta com um entre-eixos de 2,78 metros.

O Scénic estará disponível com duas baterias: 87 kWh e autonomia de 620 quilómetros ou 60 kWh e autonomia de 420 quilómetros.

A nova Renault Scénic E-Tech deve chegar ao Brasil em breve.

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Movido a hidrogênio, BMW iX5 é testado no deserto dos Emirados Árabes Unidos

Lançar uma nova tecnologia exige uma série de testes em todas as condições possíveis encontradas na Terra, até mesmo as mais extremas. Depois de passar por testes no frio intenso de Arjeplog, o BMW iX5 movido a hidrogênio está experimentando um pouco de calor no deserto dos Emirados Árabes Unidos.

Por lá, o sistema de propulsão a hidrogênio passou por testes em temperaturas de até 45° C, além de enfrentar areia e poeira. A equipe de desenvolvimento baseada em Munique examina tanto a funcionalidade de todos os sistemas elétricos sob condições extremas como o fornecimento de potência de refrigeração para permitir o desempenho total do veículo.

O BMW iX5 Hydrogen combina capacidade de longa distância e paradas curtas para reabastecimento com uma condução totalmente livre de emissões. O BMW iX5 Hydrogen possui um sistema de células de combustível que gera uma potência de 125 kW/170 cv e uma unidade de propulsão altamente integrada que utiliza a tecnologia BMW eDrive de quinta geração (o motor elétrico, a transmissão e a eletrônica de potência estão agrupadas numa caixa compacta).

A potência total do sistema de transmissão é de 401 cavalos. O hidrogênio necessário para alimentar a célula de combustível é armazenado em dois tanques de 700 bar feitos de plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP). Juntos, esses tanques podem conter cerca de seis quilos de hidrogênio. Esta capacidade de armazenamento dá ao BMW iX5 Hydrogen uma autonomia de 504 km (313 milhas) no ciclo WLTP.

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Super esportivo BMW M2 já está á venda no Brasil por 667.950,00

Espetacular! É a melhor definição para o modelo que a BMW apresentou esta semana: o M2. Equipado com um motor bi-turbo com tecnologia M Twin Power de seis cilindros em linha com 460 cavalos e 550 Nm de torque, que envia toda sua força para o eixo traseiro por meio da transmissão automática M Steptronic de oito velocidades.


O M2 atinge a velocidade máxima limitada eletronicamente de 290 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 em apenas 4,1 segundos.


A belíssima e esportiva carroceria coupé compacta e com apenas duas portas (como se espera de um verdadeiro esportivo), tem um entre eixos curto e distribuição de peso 50:50, são ideais para uma condução esportiva.
E esportividade não falta ao modelo, que pode ser considerado o modelo mais purista e emocionante do segmento.

Preço:
BMW M2 M2 Coupé R$ 617.950,00
BMW M2 M2 Coupé Track R$ 667.950,00.

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Exclusiva e potente, Ford Ranger Raptor vai ser vendida no Brasil

Uma das picapes mais espetaculares do mundo, vai desembarcar no Brasil. A valente e esportiva Ford Raptor vai complementar o portfolio da recém-lançada Ranger.

 

A versão faz parte dos dez novos modelos que a Ford brasileira prometeu para este ano ( já foram lançados a F-150, Maverick Hybrid, Transit automática, Ranger, Territory, E-Transit e Transit Chassi). E até o final do ano vai chegar o Mustang E-Mach.Muito exclusiva, a Ranger Raptor foi desenvolvida pela Ford Performance, divisão de esportivos de alto desempenho da marca, inspirada nos veículos de corrida no deserto, com detalhes técnicos só encontrados em modelos de competição.

É uma picape de características únicas, trazendo o que há de mais avançado na motorização, potência, equipamentos e vocação off-road, incluindo amortecedores Fox e outros recursos inéditos no segmento.

“A Raptor é feita para quem quer o que há de mais avançado em performance todo-terreno. É um verdadeiro monstro das trilhas. Não há nenhuma picape da categoria que chegue perto dos atributos de desempenho que ela oferece para enfrentar os terrenos mais radicais do planeta”, diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.

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Com motor turbo de 130 cavalos, Peugeot 208 fica ainda melhor

Com a linha mais completa do segmento B hatch, o Peugeot 208 acaba de ganhar mais uma opção de motor. O competente turbo deixa o 208 ainda mais agradável e gostoso de dirigir.

Outra boa notícia é que com essa motorização, o modelo fica mais 2% barato devido à alíquota menor do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), de acordo com as metas estabelecidas pelo programa Rota 2030.

Disponível em tres versões, Allure, Style e Griffe, todas com uma boa quantidade de itens de série e pacotes complementares.

Motor

Produzido no Brasil e com mais de 1 milhão de quilômetros rodados em avaliações, o motor 1,0 litro turbo equipa vários modelos da Fiat e está sendo estendido para outros modelos do grupo Stellantis.

O motor, com turbo, desenvolve 130 cavalos e nada menos que 200 Nm de torque máximo já disponível a 1.750 rpm. A transmissão é uma CVT que simula sete velocidades.


Mesmo sendo um câmbio CVT, a fabricante achou um equilíbrio muito bom. O resultado é um modelo com um desempenho muito bom e prazeroso de dirigir, mesmo em uma “tocada” mais esportiva.

No modo Sport, o 208 Turbo fica ainda mais afoito e tem a possibilidade da troca de marchas na alavanca seletora no console central. Aliás, é a primeira vez que um carro da Peugeot brasileira é equipado com esse tipo de transmissão.

Para receber o motor mais potente, a marca recalibrou toda a suspensão dianteira. O comportamento dinâmico deixou o modelo muito equilibrado, com maior controle de rolagem.

Durante a avaliação, numa estrada muito sinuosa, foi possível ver o quanto o modelo ganhou em dirigibilidade e segurança. Os freios também foram reavaliados pela engenharia, ganhando novas pinças. Entre várias melhorias, o ar-condicionado ficou mais eficiente com um compressor maior.

Versões

A primeira versão, Allure Turbo 200, conta com todos os itens da versão Active 1.6, como central multimídia Peugeot Connect 10,3” com conexão wireless (Android Auto e Apple CarPlay), ar-condicionado automático e digital, direção com assistência elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, volante Sport Drive com comandos de som, sensor de estacionamento, câmera de ré, controles de tração e de estabilidade, DRL em LED e as novas rodas Kanobi aro 16” com acabamento Black Diamond.

O modelo ainda pode receber teto panorâmico, carregador por indução, iluminação interior traseira, revestimento em couro para volante, painel de porta, bancos e apoio de braço para o motorista com o pacote opcional Excellemce. O pacote também adiciona o Peugeot Entry n’ Go (ADML) entre os itens do veículo.

O sistema possibilita travamento/destravamento do veículo por aproximação e partida/parada do motor com acionamento através do botão Start/Stop.

Já a série especial Style, sucesso de vendas na versão 1,0 aspirada, ganha protagonismo também na gama com motor Turbo 200. Com pacote completo da versão Allure + Pack Excelence, o modelo conta ainda com Visiopark 180º, ponteira cromada e as novas rodas Bronx aro 17 com acabamento dark grey diamond. Há ainda faróis full LED e teto panorâmico, outra exclusividade entre os hatches compactos comercializados atualmente no Brasil.

O Style Turbo também possui detalhes únicos como os bancos em tecido, couro e alcantara, com interior escurecido, pedais esportivos em alumínio e tapetes bordados.

O pacote tecnológico da série especial inclui ainda o i-Cockpit 3D, com um cluster 3D em que as informações principais são projetadas em uma terceira camada, como se flutuassem diante dos olhos do motorista. A mágica acontece por meio da interação de duas telas e foi desenvolvida para oferecer conforto visual em qualquer condição de luminosidade.

O interior escurecido conta com costuras na cor azul, combinadas a proposta tecnológica e moderna do 208 Style Turbo. É o típico ambiente que fica bem na foto, principalmente se o passageiro recolher o forro do teto panorâmico para aumentar a entrada de luz na cabine. E não é preciso se preocupar com a bateria do smartphone após as selfies, basta utilizar o carregador por indução para fazer a recarga sem precisar de fios.

O portfólio do Peugeot 208 na linha 2024 se completa com o Griffe Turbo. A versão topo de gama conta com todos os itens da versão Allure com o pacote opcional Excellence e adição de itens como 6 airbags, sensor de chuva e luminosidade, visiopark 180°, i-Cockpit 3D, ponteira cromada e driver assist, que consiste em auxílios a condução com: alerta de colisão, frenagem de emergência automática, auxílio de farol alto, reconhecimento automático de sinalização de velocidade, detector de fadiga, alerta e correção de permanência em faixa.

Um dos diferenciais tecnológicos presentes no modelo é o Visiopark 180°. Trata-se de um sistema que aumenta a segurança e a praticidade na hora de entrar e sair de vagas. Ao engatar a ré, a tela da central multimídia exibe a imagem do carro e de seu entorno, como se houvesse um drone filmando a manobra. Muito útil.

Confiance

Durante anos, a marca francesa sofreu um injusto preconceito em relação aos seus modelos. Muito em função dos modelos importados, que não estavam bem calibrados para os terríveis pisos brasileiros. Porém, os modelos produzidos no Brasil, principalmente nos últimos anos, são muito bem construídos e confiáveis.

E a maior prova disso é o lançamento do programa Peugeot Confiance, que oferece serviços e benefícios focados no que o cliente valoriza.

A nova plataforma Confiance sintetiza o compromisso da marca com os seus produtos e com o cliente. Além do atendimento imediato pelo WhatsApp, a Peugeot dá  três anos de garantia e três revisões – 10 mil, 20 mil e 30 mil km ou 36 meses – pelo preço de uma. Outras vantagens do programa são os serviços de assistência 24h, com veículo reserva, hospedagem e reboque gratuito.

Preços
Peugeot 208 1,0 Turbo 200
Allure – R$   99.990,00
Style –  R$ 109.990,00
Grtiffe – R$ 114.990,00

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Coluna Fernando Calmon — Carros básicos enfrentam problemas para sobreviver

Coluna Fernando Calmon nº 1.268 —12/9/23

Carros básicos enfrentam problemas para sobreviver

 

Desde os anos 1990 era fácil avaliar o percentual reservado a cada segmento quando um carro novo chegava ao mercado: 30% de versão básica, 50% na intermediária e apenas 20% para a versão mais cara da linha. Esses percentuais foram se alterando com o tempo e passaram para outra distribuição, consolidada a partir de escassez de semicondutores durante a pandemia de covid-19.

Agora apenas 10% são básicos, 40% a 50% intermediários e 50% a 40% de topo. Na realidade os 10% de entrada são para frotistas e locadoras. Esse cenário já não pode ser explicado pela falta de componentes. Há uma razão mais evidente. Os apertos nas legislações de segurança e emissões estão inviabilizando as chamadas versões de entrada e até a oferta de modelos mais em conta.

No mercado brasileiro só há duas opções de subcompactos no chamado segmento A: Fiat Mobi e Renault Kwid, por cerca de R$ 70.000. Várias linhas de produtos de maior porte simplesmente suprimiram a versão básica. Fenômeno agravado pelo avanço dos SUVs e crossovers, modelos mais caros e rentáveis para as marcas.

Na Europa, estudo recente da consultoria LMC Automotive mostrou a mesma tendência. O relatório assinado por Sammy Chan indica: “Estamos vendo uma queda acentuada no número de modelos de entrada à venda, pois os fabricantes vêm optando por não produzir carros pequenos que dão retornos financeiros menores”.

Até mesmo os SUVs que dominam o mercado europeu sofrem. Os modelos intermediários e de maior porte deixam uma margem de lucro bem melhor, o que não acontece com SUVs e crossovers compactos. E o crescimento dos VEB (Veículos Elétricos a Bateria) agrava esse cenário.

Um modelo do segmento A deixa pouco espaço para uma bateria maior. O alcance hoje já é menor que o ideal para a maioria dos usuários, agravado pelos efeitos do clima frio. Serve bem para dirigir na cidade e em viagens curtas. Porém desencoraja compradores que precisam de um carro pequeno para cobrir todos os tipos de uso, incluindo viagens ocasionais de longa distância com bagagem pesada.

O consultor conclui que sempre haverá demanda por modelos básicos. No entanto, pode não atrair os fabricantes para redesenvolver esse segmento, se a lucratividade não for atraente.

Por coincidência ou não o presidente da BMW, Oliver Zipse, afirmou no recém-encerrado Salão de Munique: “O segmento de automóveis básicos desaparecerá ou não será feito pelos fabricantes europeus”.

Civic Type R: caso sério de pura emoção

Não é sempre que se pode desfrutar de uma semana inteira com um automóvel tão desafiador quanto prazeroso ao volante. Embora o conservadorismo exagerado da Honda continue reinante e lá do distante Japão tenha feito um corte de 7% na potência original do motor turbo 2-litros de 320 cv para 297 cv (torque inalterado de 42,8 kgf·m), ainda sobra bastante o que apreciar neste Civic. Aqui a marca não revela o desempenho na aceleração de 0 a 100 km/h, mas na Europa informa 5,8 s.

Arranquei de 0 a 105 km/h (para compensar eventual erro no velocímetro) em 6 s, a melhor de três tentativas. A sensação é incrível e basta puxar a alavanca uma única vez de primeira para segunda marcha. Um engate seco e preciso, a exemplo das quatro outras marchas que se sucedem. O ronco instigante do motor está no nível correto ajudado por alto-falantes, como se fosse necessário. O volante forrado de camurça preta e ótima sensação tátil contrasta com o vermelho do banco concha que garante firmeza lateral e dureza aceitável para a proposta do modelo. Atrás o espaço é para dois passageiros.

Não há dificuldade em manter o hatch de tração apenas dianteira na trajetória correta mesmo em curvas no limite de aderência. Para isso a seleção do modo +R é a mais indicada: sacrifica o conforto de rodagem por uma boa causa. E nas reduções do câmbio manual de seis marchas (uma ode aos saudosistas) surge a providencial aceleração interina para que a operação seja livre de trancos.

As alterações não se restringem às suspensões como uma do tipo multibraço atrás. As rodas de 19 pol. foram especialmente projetadas com borda invertida que exigiram pneus específicos Michelin Pilot Sport 4S 265/30 ZR19. É um conjunto compatível à proposta do carro e deve-se aceitar a natural aspereza, além do cuidado em evitar buracos. De qualquer forma a Honda preferiu sacrificar o volume do porta-malas e colocar um estepe convencional.

Nada foi deixado de lado no Type R. Da aerodinâmica refinada com uma vistosa e eficiente asa traseira (sem atrapalhar um milímetro da retrovisão) aos freios a disco Brembo de quatro pistões na frente e dois atrás, além do diferencial autobloqueante.

O preço é um previsível estraga-prazer: R$ 429.990 e incluído o pacote compulsório Traffic Alert o tíquete sobe para R$ 434.900.

Concorrentes da Ranger ficaram para trás 

De fato, o novo produto da Ford abriu espaço no disputado e altamente rentável mercado das picapes médias de cabine dupla. Esse segmento floresceu juntamente com o agronegócio brasileiro, mas também atrai admiradores em grandes e médias cidades e usuários de SUVs de maior porte.

Primeiro reflexo está na superioridade da Ranger não apenas em estilo e acabamento interno, mas em equipamentos como a grande tela multimídia vertical de 12,4 pol. e o potente motor V-6 diesel de 250 cv/61 kgf·m. A começar pelo assento do banco do motorista mais baixo que melhora a postura ao volante. Nível de ruído interno e vibrações evoluiu bastante e há o indispensável freio eletromecânico de autoimobilização, além do sistema desliga-liga o motor no para e anda do trânsito. Quem senta no banco traseiro tem acomodação melhor para as pernas.

A versão de topo avaliada Limited surpreende pelo inédito (em picapes) revestimento macio nas portas dianteiras. Há conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e recarga do celular por indução. Quadro de instrumentos eletrônico de 12 pol. traz todas as informações pertinentes ao uso dentro e fora de estrada, inclusive leitura das placas de trânsito de proibido ultrapassar. Senti falta de regulagem de altura do cinto de segurança.

Aceleração do motor é vigorosa e a caixa automática de 10 marchas colabora tanto para o desempenho quanto para as respostas instantâneas do acelerador. Freios e direção também se destacam na grande evolução da picape. Ótimo o acerto das suspensões: menos trepidação e inclinação nas curvas que reflete o oportuno reposicionamento dos amortecedores traseiros, agora externos às longarinas do chassi.

Pontos altos no uso fora de estrada: acionamento do modo 4×4 de forma automática sem necessidade de um diferencial central, controle de descida (HDC) com representação gráfica e calibração corretas, seletor de terrenos que funciona muito bem em especial no modo escorregadio e inclusão de um clinômetro visível no quadro de instrumentos e na tela central.

Especialistas em fora de estrada com quem conversei preferem borboletas atrás do volante para controle sequencial das trocas de marchas, além de botões dedicados para o HDC e bloqueio do diferencial traseiro, agora efetuados apenas pela tela central, mesmo tendo uma tecla de atalho no console para abrir a configuração off-road.

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Nova geração do Jeep Grand Cherokee será vendida no Brasil

Em 1994, desembarcava no Brasil o primeiro Jeep após a abertura das importações. O Grand Cherokee chegou trazendo conceitos de muito luxo, tecnologia e conforto que, até então, o Brasil não conhecia.

Agora, na sua quinta geração, o modelo retorna ao mercado nacional totalmente renovado e ainda mais sofisticado.

Lançado em 1992 no Salão de Detroit, numa ação cinematográfica, o SUV deixou a fábrica, cruzou a cidade e subiu as escadarias do Cobo Center.

A versão que será vendida em breve no Brasil será a híbrida plug-in, utilizando a plataforma 4xe.

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Ford Mustang Mach-E vai ser vendido no Brasil a partir de outubro

A Ford confirmou que o Mustang Mach-E está perto de chegar ao Brasil, em outubro. O novo Mustang 100% elétrico é um dos dez lançamentos programados pela marca este ano no mercado brasileiro e um dos ícones do seu programa global de eletrificação.

A Ford já havia anunciado no final do ano passado a decisão de trazer o modelo para a região, sem no entanto precisar uma data. O esportivo chega na versão topo de linha, a GT Performance.

“O Mustang Mach-E não é só um veículo elétrico inovador, versátil e empolgante com emissões zero. Ele é um Mustang, um carro que incorpora o espírito de liberdade e o carisma do cupê esportivo mais vendido do mundo”, diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.


Sucesso de vendas nos EUA, onde foi lançado em 2021, o Mustang Mach-E é hoje vice-líder da categoria e já soma mais de 90 mil unidades. Na Europa, também foi muito bem aceito e superou o marco de 50.000 unidades em março. Além de conquistar importantes prêmios da indústria, o veículo recebeu nota máxima de segurança do EuroNCAP e do IIHS, entidades oficiais de avaliação de segurança veicular nesses dois mercados.

Vídeo – https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=G6Unv1Csu7w

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Avaliação – Espaço, tecnologia e motor são os destaques do HR-V Touring 1,5 turbo

Lançado em 2015, o Honda HR-V logo se tornou um sucesso de vendas, afinal o brasileiro adora as marcas asiáticas. No final de 2022, a marca japonesa lançou a terceira geração do modelo, que ganhou mais espaço interno, tecnologia e um motor turbo.

Com um design bem mais moderno, o HR-V tem uma frente agressiva e com faróis bem mais finos e de LED. Na versão testada, a mais sofisticada, a Touring, a grade é composta por múltiplos elementos que dão um ar mais esportivo e elegante na frente.

Na traseira, lanternas afinadas fumê com LED nas luzes de posição e freio. Elas são unidas por uma barra horizontal de também de LED que cumpre a função de luz de posição e, exclusivamente na Touring, tem acabamento fumê. Abaixo deste detalhe está a maçaneta da tampa do porta-malas, luzes de placa e câmera de ré. Em resumo, junto com as rodas de 17 polegadas de liga leve, o modelo ficou muito elegante, moderno e esportivo. Um belo conjunto.

Acabamento

Como em quase todos os veículos japoneses, eles contam com o essencial para agradar seu consumidor. E no caso dos modelos da Honda, eles conseguem. No caso do HR-V, o acabamento é muito bom e bonito. Os bancos, graças ás diversas regulagens, são muito confortáveis e é possível achar a posição ideal para a condução.

Os dianteiros são dotados do Sistema de Estabilização Corporal, uma tecnologia antifadiga que garante viagens com máximo conforto, uma vez que melhora o suporte do corpo, evitando o esforço constante para a retomada do posicionamento ideal.

No novo modelo, o espaço interno aumentou em relação à geração anterior. O espaço longitudinal para as pernas dos ocupantes do banco traseiro cresceu 35 mm, mesmo ganho notado no espaço para os pés. Adicionalmente, o encosto ganhou dois graus adicionais de reclinação.

Além disso, o HR-V tem carregador de celular por indução, chave com função Smart Entry, painel de instrumentos TFT de 7 polegadas de alta resolução, Bluetooth com HFT e função “Voice Tag”, entre outros.

O sistema de ar-condicionado digital traz um novo tipo de difusores, que permitem aos ocupantes escolher entre o fluxo normal de ar e um fluxo disperso, que cria uma cortina de ar fresco entre vidros laterais e teto sem atingir diretamente o corpo, além de minimizar o calor transferido ao interior do veículo pelas superfícies envidraçadas.

Na versão testada tem a função de abrir e fechar a tampa do porta-malas eletricamente.

Motor

A nova geração do HR-V tem duas opções de motorizações: 1,5 turbo e 1,6 litro aspirado. Uma pena que nenhuma é hibrida. No caso, a versão mais requintada, a motorização é um competente motor turbo com injeção direta de combustível, de 1,5 litro, com potência máxima de 177 cavalos a 6.200 rpm, tanto com etanol como gasolina. O torque máximo é de 24,5 kgfm entre 1.700 e 4.500 rpm.

A velocidade máxima é de quase 200 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,8 segundos. Números muito interessantes.

O consumo é surpreendente para o tamanho e peso (1410 quilos) do modelo: com gasolina, o HR-V turbo consome 11,1 km/l em cidade, e de 12,5 km/l na estrada. Com etanol os números são de 8,0 km/l em cidade, e 9,1 km/l em rodovia.

Apesar da transmissão ser uma CVT, que simula sete marchas, é muito bem equalizada, trabalhando em perfeita harmonia com o motor. Esse conjunto garante um ótimo desempenho.

Segurança

A estabilidade é muito boa, mesmo em velocidades mais elevadas. Os freios, a disco sólido na dianteira e a tambor na traseira (uma pena que não tem disco na traseira, iria melhorar muito) param o carro em espaços curtos e sem desvios. Tanto a estabilidade como as frenagens passam muita confiança para o motorista.

Equipamentos

O HR-V Touring  conta com um pacote de segurança denominado Sensing. Esse sistema conta com assistência ao motorista que se baseia em imagens captadas por uma câmera de longo alcance e de visão grande angular (cerca de 100º) e de um microprocessador de imagem de alta capacidade.

O modelo ainda tem ACC – Controle de cruzeiro adaptativo, CMBS – Sistema de frenagem para mitigação de colisão, LKAS – Sistema de assistência de permanência em faixa, RDM – Sistema para mitigação de evasão de pista, AHB – Ajuste automático de farol e seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina).

Outro item importante é o controle de descidas em rampas, que atua em superfícies de baixa aderência e mantém automaticamente a velocidade, permitindo ao motorista se concentrar exclusivamente no controle da direção, sendo desnecessário atuar nos pedais de freio ou acelerador.

Preço
Honda HR-V Touring Turbo R$ 198.000,00

Avaliação – Espaço, tecnologia e motor são os destaques do HR-V Touring 1,5 turbo Read More »

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