Economia

Bancos têm piora na rentabilidade e crédito desacelera no 1º semestre

A rentabilidade dos bancos caiu 6% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2022. O lucro líquido do sistema nos últimos 12 meses encerrados em junho foi R$ 134,4 bilhões. Apesar disso, segundo o Banco Central, o sistema bancário permanece rentável e com perspectivas positivas nos próximos meses.

“O recuo da rentabilidade refletiu o aumento de despesas com provisões [reserva sobre riscos de crédito], despesas de captação [o quanto é pago pela oferta do crédito] e custos administrativos”, explicou a autarquia. As informações são do Relatório de Estabilidade Financeira do BC, referente ao primeiro semestre de 2023, que foi divulgado hoje (9).

De acordo com o documento, a perspectiva para os próximos trimestres é de um cenário mais positivo para a rentabilidade das instituições financeiras. “A melhora na qualidade das novas concessões e a redução das estimativas de perdas nas carteiras de crédito indicam menores pressões via provisões”, diz.

O ciclo gradual de flexibilização monetária (queda dos juros básicos) também é favorável, pois reduzirá as despesas de captação dos bancos, ao mesmo tempo em que o estoque de crédito permanecerá com proporção ainda relevante de concessões recentes a taxas mais altas. “Além disso, o novo ciclo tende a aumentar a demanda por crédito e outros serviços bancários, além de reduzir a pressão sobre a capacidade de pagamento de famílias e empresas”, explicou o BC.

Em setembro, pelo quarto mês seguido, a taxa média de juros das concessões de crédito teve queda, desacelerando em 12 meses. O comportamento dos juros bancários ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, também vem sendo reduzida. A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação e está em 12,25% ao ano.

Até o fim do ano, a previsão dos analistas é que a Selic caia para 11,75%. Com isso, a taxa de captação dos bancos vem recuando.

A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa de reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Cartão de crédito

De acordo com o relatório divulgado hoje, apesar das expectativas positivas de rentabilidade, a discussão sobre o limite de juros cobrados na modalidade cartão de crédito rotativo requer atenção. O crédito rotativo é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias.

A modalidade é uma das mais altas do mercado. Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que limita os juros do crédito rotativo.

A legislação define que as empresas emissoras de cartão têm 90 dias para encaminhar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) uma proposta de regulamentação com definição desse teto.

Caso contrário, ficou decidido que os juros não poderão ser maiores que o valor original da dívida. Ou seja, juros de 100% e não de mais de 400% ao ano como é cobrado atualmente.

Em declaração recente, o presidente do BC, Roberto Campo Neto, afirmou que todos precisam ceder para reduzir juros de cartão e que o principal problema é que o aumento da carteira de crédito vem acompanhado por “uma inadimplência cada vez mais alta e com uma taxa de cada vez mais alta”.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já se manifestou criticando o limite de juros para o rotativo, pois poderia tornar os cartões inviáveis e reduzir a oferta de crédito. A entidade espera encontrar uma solução no mercado no prazo previsto pela lei, se aprovada.

Nas discussões, os bancos afirmam que os juros da modalidade rotativa são altos porque financiam o parcelamento de compras sem juros no cartão de crédito, que impacta diretamente no custo de capital, no risco de crédito e na inadimplência. Entretanto, segundo a Febrabran, “não há qualquer pretensão de se acabar com as compras parceladas”.

Segundo Campos Netos, uma possível limitação ou taxação do parcelamento de compras é um tema que também vai ser discutido no CMN e que já teve “forte resistência de vários setores”.

Desaceleração do crédito

De acordo com o relatório do BC, no primeiro semestre, o mercado de capitais continuou em expansão, apesar da desaceleração, em especial, nos três primeiros meses do ano, como reflexo do caso Americanas. Em recuperação judicial desde janeiro, as Lojas Americanas enfrentam uma crise desde a revelação de “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões. Posteriormente, o próprio grupo admitiu que os débitos com os credores podem chegar a R$ 43 bilhões. Com isso, houve aumento com provisões e outras despesas.

“O aumento da materialização de risco e a postura da política monetária [de manutenção da Selic em alta por período prolongado] contribuíram para a desaceleração do crédito bancário tanto para Pessoa Jurídica [empresas] quanto para Pessoa Física [famílias]”, diz o documento.

No caso das empresas, segundo o BC, a carteira bancária cresce a taxas cada vez menores em todos os recortes, com destaque para a redução no crédito a grandes empresas. Para essas companhias, o mercado de capitais se mantém como fonte relevante de financiamento. No caso das micro, pequenas e médias empresas, há pressão sobre a capacidade de pagamento. “O elevado endividamento continua se manifestando na materialização de risco de crédito”, explicou.

Em relação às famílias, os critérios de concessão de crédito se tornaram mais restritivos e a capacidade de pagamento teve leve piora. “Em comparação com o segundo semestre de 2022, a renda está mais comprometida com modalidades de maior risco e com taxas de juros mais elevadas, em especial o cartão de crédito. A piora na capacidade de pagamento parece estar próxima do fim, especialmente entre as famílias nas faixas de menor renda”, diz o relatório.

O crédito bancário às famílias desacelerou em especial nas modalidades de maior risco, como cartões de crédito e de crédito não consignado. Segundo o BC, o atual ciclo de queda dos juros aliado ao aumento da renda bruta das famílias e às recomposições salariais deve ter impacto positivo sobre a capacidade de pagamento das pessoas físicas nos próximos trimestres.

Testes de estresse

Em seu relatório, o BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. “O Sistema Financeiro Nacional permanece com capitalização e liquidez [capacidade em cumprir com obrigações monetárias e de garantias] confortáveis e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário”, diz o documento.

O relatório do BC apresenta os resultados de diversas análises de risco e dos testes de estresse do sistema bancário. No teste de estresse, o órgão simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro.

Entre esses limites estão a manutenção de uma reserva em caixa para garantir que os bancos paguem todos os clientes que forem sacar dinheiro em momentos de crise. São testados também os riscos de crédito, juros, câmbio e desvalorização de imóveis.

O BC considerou dois cenários, o primeiro de queda na economia mundial, na atividade econômica e no consumo das famílias, aumento do desemprego, queda da inflação e das taxas de juros; e o segundo cenário de um aumento de incerteza na economia, com deterioração fiscal, alta do câmbio, elevação da taxa de juros e pressão da inflação. (Agência Brasil)

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Câmara de Campinas aprova Refis com descontos de até 70%

A Câmara Municipal aprovou ontem (07), o projeto de lei do Refis 2023. O programa, que deve começar até 20 de novembro, vai conceder desconto de até 70% em juros e multas para as chamadas dívidas tributárias (IPTU, ISS, ITBI, Taxa de Lixo e autos de infração desses impostos). Os contribuintes que deixaram de pagar multas como do Procon, da Vigilância Sanitária e da Cofit também terão abatimentos nas dívidas.

A aprovação do Refis 2023 ocorreu em duas reuniões extraordinárias sequenciais. Na primeira, a proposta foi aprovada em legalidade e, na segunda, em mérito. Em, ambas, a maioria dos parlamentares votou a favor do Refis.

O projeto agora volta para a prefeitura para ser sancionado. Enquanto isso, nossas equipes já estão trabalhando nos últimos destalhes, para que as negociações comecem o quanto antes”, disse o secretário de Finanças, Aurílio Caiado. “O objetivo deste programa não é arrecadatório, mas sim social”, completou.

Este ano, as negociações do Refis serão feitas de forma online. É importante que o contribuinte que for parcelar a dívida faça o cadastro no Ambiente Exclusivo o quanto antes (https://portal.campinas.sp.gov.br/servico/ambiente-exclusivo-financas). Nos casos de pagamento à vista é ainda mais prático, basta emitir a guia na página de Finanças, no portal da Prefeitura.

Os parcelamentos poderão ser feitos em até 12 vezes sem encargos e em até 60 vezes com 6% de juros compensatórios ao ano. Quem tem dívida superior a R$ 1 milhão poderá parcelar em até 96 vezes. (confira as tabelas abaixo).

Prazos

A previsão da Secretaria de Finanças é iniciar o programa até 20 de novembro. As negociações serão feitas até 22 de dezembro e, nesta edição do programa, não será possível prorrogar o prazo.

A expectativa de arrecadação do Refis 2023 é de R$ 60 milhões ainda este ano.

Confira os prazos e os descontos do Refis 2023

TABELA DE DESCONTOS – DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS

(IPTU, ISS, ITBI, TAXA DE LIXO E AUTOS DE INFRAÇÃO DESSES IMPOSTOS)

 

PARCELAS

MULTA MORATÓRIA/MULTA PUNITIVA ENCARGOS FINANCEIROS
À VISTA 70% ZERO
2 A 6 60% ZERO
7 A 12 50% ZERO
13 A 60 40% 6% A.A
61 A 96* 30% 6% A.A
 
* SOMENTE PARA CRÉDITOS COM VALOR A PARCELAR MAIOR QUE R$ 1 MILHÃO

 

TABELA DE DESCONTOS – DÍVIDAS NÃO TRIBUTÁRIAS (PROCON, COFIT – COORDENADORIA DE FISCALIZAÇÃO DE TERRENOS – E VIGILÂNCIA SANITÁRIA)

PARCELAS CRÉDITO ENCARGOS FINANCEIROS
À VISTA 15% ZERO
2 A 6 14% ZERO
7 A 12 12% ZERO
13 A 60 10% 6% A.A
61 A 96* 8% 6% A.A
 
* SOMENTE PARA CRÉDITOS COM VALOR A PARCELAR MAIOR QUE R$ 1 MILHÃO

 

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Após reajuste nas refinarias, preço do diesel fica 0,81% mais caro nos postos do País

Depois do último reajuste de 6,6% no valor do diesel repassado às refinarias, válido desde o último dia 21 de outubro, o preço médio nacional do litro do combustível foi comercializado nos postos a R$ 6,20 no dia 24 de outubro, um aumento de 0,81% ante o dia 20, data anterior à mudança, e de 1,97% quando comparado ao dia 17 de outubro, segundo o levantamento do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log.

Já o diesel S-10, fechou no dia 24 à média de R$ 6,39 nas bombas de abastecimento do País, com um acréscimo de 1,43% em relação ao dia 20 de outubro, e de 1,27%, ante o dia 17 do mesmo mês.

“O conflito no Oriente Médio tem causado aumento na cotação do petróleo no mercado internacional, mas no caso do Brasil, a reoneração de parte da alíquota do PIS/Cofins também é um fator que tem impactado no preço do combustível há alguns meses”, avalia Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

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Mercado reduz previsão da inflação de 4,86% para 4,75% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,86% para 4,75% neste ano.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,88%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Dinheiro

A estimativa para este ano está no limite do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual ficou acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, ela está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em ata da última reunião, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. As incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta preocupam o BC e são fatores que impactam a decisão sobre a taxa básica de juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano ficou em 2,92%, a mesma as últimas três semanas.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,05.

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GMW Haval lidera as vendas no segmento de híbridos

Mal chegou ao mercado nacional, a chinesa GWM Brasil já lidera o mercado de carros híbridos. A marca vendeu um total de 1.307 unidades do SUV Haval H6.

Este volume de vendas corresponde a 15,4% de market share. O segundo colocado é o Corolla Cross, com apenas 914 unidades. Desde que foi lançado, em abril, já foram entregues 5.640 Haval H6.

No total, foram vendidos 8.497 carros eletrificados em setembro no Brasil, sendo o segundo melhor mês, atrás apenas de agosto, quando foram comercializados 9.365 veículos do segmento.

No acumulado do ano (janeiro a setembro), o volume é de 69.768, mais de 20 mil unidades se comparado ao ano todo de 2022, quando foram vendidos 49.245 veículos eletrificados.

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Endividamento de famílias chega a 77,4% em setembro

A proporção de famílias endividadas no país permaneceu em 77,4% em setembro, mesmo resultado de agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número representa o volume de endividados mais baixo desde junho de 2022. Para a entidade, o resultado indica uma tendência de estabilidade.

O resultado mostra que se manteve estável nível de famílias que declararam ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado, prestação de carro ou de casa.

Apesar disso, a análise das faixas de renda indica aumento de 0,3 ponto percentual (p.p.) de endividados entre os consumidores de renda mais baixa entre as famílias que recebem até três salários mínimos na comparação a setembro de 2022.

Segundo a CNC, o comportamento, indica “desafios persistentes nesse segmento”. A entidade destacou que essas famílias terão seus CPFs desnegativados a partir deste mês, por causa do programa Desenrola, do governo federal.

“O endividamento, por si só, não é sinônimo de problema financeiro, a não ser que esteja atrelado à inadimplência, que também está em alta na faixa de renda mais baixa, com 38,6% desses consumidores admitindo ter dívidas atrasadas”, diz a entidade. Segundo a CNC, o nível representa alta de 0,7 p.p. no mês. É o mesmo percentual de setembro do ano passado e o nível mais alto desde novembro de 2022.

A pesquisa mostrou ainda que 18,3% desses consumidores afirmam não ter condições de pagar suas dívidas de meses anteriores. O percentual é o maior da série histórica deste indicador.

Estabilidade geral

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avaliou que a estabilidade geral no endividamento das famílias no país é importante para a construção de um cenário econômico favorável, mas é preocupante o aumento do índice nas faixas de renda mais baixa e ainda com a tendência de aumento da inadimplência dessas famílias.

Para o presidente, os juros elevados do cartão de crédito permanecem como desafio nesta que é a principal modalidade de endividamento do brasileiro e imprescindível para o comércio e os serviços.

“Uma pesquisa inédita da CNC revelou que 90% do varejo tem suas receitas provenientes de compras parceladas sem juros no cartão de crédito, pelo menos parcialmente, o que evidencia também a inclusão das pessoas de renda média e baixa no mercado de consumo”, afirmou, em texto divulgado pela entidade

Tadros defendeu a necessidade de manutenção do parcelamento sem juros, “sem intervenção nas condições de mercado, além da racionalização da taxa de juros do rotativo”.

Cartão de crédito

Entre os endividados, 86,2% do total tem contas a pagar com o cartão de crédito, que ainda é a modalidade predominante. O percentual significa um aumento em relação a setembro de 2022, quando avançou 0,6 pontos percentuais.

A Peic mostrou também que os juros do rotativo do cartão alcançaram níveis alarmantes, com a média de 445,7% ao ano. É a maior alta entre todas as modalidades de dívida. Dados do Banco Central indicam uma elevação na concessão de crédito no cartão em relação a agosto de 2022. A evolução é de 10% nos pagamentos à vista e de 28% no parcelado.

Nos consumidores de renda média e baixa, o endividamento no cartão de crédito teve alta de 0,3 p.p. na comparação com setembro de 2022, mas entre os de renda alta caiu 0,3 p.p.. “No mês, no entanto, o uso do cartão implicou alta do volume de endividados em todos os grupos de rendimento”, disse a economista da CNC responsável pela Peic, Izis Ferreira.

No ano, houve diferenças no uso desse tipo de pagamento. Enquanto entre os homens subiu 1,5 p.p., entre as mulheres caiu 0,5 p.p.. “Elas, por sua vez, afirmam optar por dívidas no consignado, uma modalidade com taxas de juros mais baixas, e buscando alternativas fora das linhas de crédito tradicionais”, contou a economista.

Tanto homens (2,3 p.p.), como mulheres (1,8 p.p.), conseguiram diminuir o endividamento anual. No entanto, no mês, a proporção de homens endividados teve leve recuo (0,1 p.p.), e a das mulheres se manteve estável, em 79,1%. “Em termos de dificuldades em quitar dívidas, um número ligeiramente maior de mulheres (30,6%) relata enfrentar problemas em relação aos homens (29,6%)”, concluiu a CNC. (Agência Brasil)

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Procon Campinas alerta para a variação de até 161% em preços de brinquedos

O Procon Campinas divulgou nesta terça-feira (10) a pesquisa de preços dos brinquedos para o Dia das Crianças. A coleta foi realizada entre os dias 25 e 29 de setembro em cinco empresas do comércio eletrônico. Foram coletados os preços de 102 produtos, considerando o menor preço à vista, sem adição de frete, descontos ou outras despesas.

A maior diferença encontrada é a do boneco articulado de 30 cm do Homem Aranha que chega a custar 161,75% mais caro entre uma loja virtual e outra.

Em segundo lugar, entre maiores variações de preços, estão o Jogo de Cartas Uno, com 157,53% de diferença; seguido pela Maleta Doutor & Cia (137,27%), Jogo Puxa Batatinha (131,62%), Caminhão Bombeiro (119,18%) e Boneca Articulada da Barbie Festa de Confetti (114,93%).

A lista dos brinquedos com maior diferença de preços também traz a Boneca Articulada com acessório Love and Thunder da Mighty Thor (104,54%), Laboratório Manual do Mundo 85 Experiências (100,83%), Barbie Color Reveal Boneca Série de Frutas Doces (100,19%) e Quebra Cabeça Frozen (100%).

Com relação aos menores e maiores preços, o Procon Campinas trouxe também um quadro com os dez mais caros e dez mais baratos para ajudar os consumidores. Os brinquedos mais baratos são os jogos de cartas. No período pesquisado, o Uno liderou essa lista custando R$ 8,50. Na sequência, vem o Jogo do Mico por R$ 16,40, o Jogo Super Trunfo das Princesas R$ 19,90 e a Maleta Doutor e Cia (R$ 19,99).

No top dos menores preços também estão quebra-cabeças, carrinho trator e kit de dinossauros. Na análise feita, é possível ver ainda os preços médios desses produtos.

Por outro lado, o ranking dos maiores preços traz produtos para as crianças passearem. A bicicleta Aro 12″ Peppa Pig Rosa custa R$ 599,99. O triciclo Motoca Fantasy tem o mesmo preço (R$ 599,99), seguidos pelo quadriciclo multicor (R$ 596,39), Triciclo Velobaby Passeio Pedal (R$ 494) e a Bicicleta Infantil Aro 12 Spider Man (R$ 422,90). Patins e patinetes estão nesta classificação. Fora do grupo de mobilidade, estão no ranking dos dez mais caros, uma boneca da Barbie e um jogo de lego.

A pesquisa manteve os preços de produtos com, no mínimo, três amostras coletadas. Além de trazer brinquedos tradicionais, o Procon buscou elencar itens que incentivam a criatividade da criança, a realização de atividades em grupo e ao ar livre.

Confira a pesquisa completa no  site do Procon Campinas: https://procon.campinas.sp.gov.br/pesquisas.

Dicas para consumidores

Pesquisar preços, com atenção para o preço total do produto (incluindo frete e taxas extras como a de parcelamento, por exemplo) é uma das dicas do Procon Campinas para quem quer encontrar os melhores preços para os presentes de Dia das Crianças.

É melhor não levar os pequenos às compras, mesmo que eles achem essa ideia muito legal. A criança pode acabar gostando muito de um brinquedo muito caro. E os pais ao não resistirem aos apelos infantis, acabam extrapolando o orçamento.

Se não tiver jeito mesmo, vale conversar bastante com a criança antes de sair de casa, deixar claro qual é o limite de gastos e “resistir bravamente”. Afinal, se fizer alguma dívida para agradar a criança, pode acabar faltando para pagar alguma despesa mais urgente.

O Procon Campinas também alerta para alguns pontos que não podem ser perdidos de vista: os brinquedos devem ser comprados de acordo com a faixa etária recomendada; devem ter selo de segurança do Inmetro e informações claras sobre riscos, instruções de uso e peças pelos quais é composto.

Se for comprar pela internet, vale lembrar que existe o direito de arrependimento. O produto pode ser devolvido em até sete dias, sem nenhuma justificativa. Ou seja, se o filho ou filha queria o brinquedo do Super Homem e não do Homem  Aranha.

Dá para desistir da compra e adquirir outro. No caso de troca, é preciso ver a política da loja, já que isso varia de acordo com a vontade do estabelecimento. Não é obrigatório fazer a troca de um produto porque a criança não gostou da cor e quer outra, por exemplo.

Junto com a equipe do Plano Municipal pela Primeira Infância Campineira (PIC), o Procon também preparou uma cartilha sobre dicas de consumo consciente e orientações para o Dia das Crianças. Confira neste link: https://procon.campinas.sp.gov.br/informativo-e-pesquisa-dia-crian

 

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Anfavea registra melhor média de vendas diárias do ano

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou, há pouco, que o mês de setembro apresentou a melhor média diária do ano, no que concerne ao total de unidades vendidas. A média foi de 9,9 mil unidades, o que marca um período de estabilidade, na avaliação da entidade.

Conforme a associação destacou, ao divulgar o balanço, havia receio de que o setor enfrentasse uma retração na comercialização de veículos leves, após o fim do programa de descontos promovido pelo governo federal. O que se observou na prática, contudo, foi que o patamar de vendas se manteve no mesmo compasso.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima, classificou como “extraordinária” a iniciativa do governo, quanto ao impulso que deu na renovação de frotas. Para Lima, o cenário que se coloca, atualmente, é motivo de tranquilidade, mas não de “grandes comemorações”. “Não é que se perceba um mercado tão aquecido”, disse.

Um dos aspectos que o presidente da Anfavea destacou aos jornalistas foram as exportações. “É uma situação que preocupa, hoje, o setor automotivo”.“A exportação continua sendo o maior desafio”, acrescentou ele, sugerindo que o Brasil procure firmar acordos bilaterais com outros países, a fim de transpor as dificuldades na área.

Produção

De agosto para setembro deste ano, a produção de veículos, categoria que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, caiu 8%, de 227 para 208,9 mil unidades. Na comparação com o acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2022 para janeiro de setembro de 2023, a queda foi bem menor de 0,3%.

Quanto ao emplacamento, constata-se uma queda de 4,8%, de agosto para setembro deste ano, e um crescimento de 8,5%, em relação ao acumulado de 2022, já que os primeiros nove meses deste ano registraram 1.630 mil unidades emplacadas.

Ainda de acordo com o balanço da Anfavea, veículos munidos de novas tecnologias têm ganhado mais espaço e caído, cada vez mais, no gosto dos brasileiros. Em 2020, o volume de veículos comerciais leves dos tipos híbrido e elétrico que haviam sido emplacados era de 19,7 mil. Este ano, que nem mesmo chegou ao final, o total saltou para 57,5 mil.

Quanto a ônibus e caminhões, incluindo tanto os elétricos como os movidos a combustível, 83 mil foram emplacados no mês passado, quantidade 196,4% superior à registrada em agosto. No acumulado do ano, foram 399 mil unidades.

Como de praxe, a Anfavea também compartilhou informações sobre as vagas de emprego que o setor gerou no período. De setembro de 2022 para setembro de 2023, houve encolhimento de 3,3% no total de postos de trabalho, já que a indústria automobilística empregava 104 mil pessoas e passou e empregar 100,6 mil.

No que diz respeito às projeções, a associação espera que, no mês que vem, os emplacamentos de veículos leves e pesados supere em 6% o volume, na comparação com outubro de 2022. No âmbito da exportação, a expectativa é menos otimista, já que deve registrar queda de 12,7%.

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Projeto que facilita execução de dívidas vai à sanção presidencial

O projeto de lei que cria o Marco Legal das Garantias foi à sanção presidencial após a Câmara dos Deputados aprovar o texto final nesta terça-feira (3). O texto amplia as formas do credor cobrar do devedor os bens dados como garantia de um empréstimo, como imóveis e veículos, além de permitir o uso de um mesmo bem em mais de um empréstimo.

Aprovado inicialmente em junho de 2022 pelos deputados, o texto foi modificado pelo Senado que acrescentou 50 emendas ao projeto. Dessas, 37 acabaram mantidas pelo Plenário da Câmara. Uma das emendas excluídas foi a que previa um serviço de gestão de garantias, que também faria a gestão de riscos, como a venda de bens quando a dívida fosse executada.

Entre as mudanças aprovadas, está a que permite o uso de um mesmo imóvel para a contratação de mais de um empréstimo com o mesmo credor. Por exemplo, se o imóvel valer R$ 100 mil e a dívida for de apenas R$ 20 mil, o proprietário poderá contrair novo empréstimo até o limite de R$ 80 mil reais que sobrou do valor da garantia. Atualmente, ainda que a dívida seja menor que a garantia, o devedor não pode contrair novos empréstimos.

“Um financiamento garantir R$ 100 mil por uma garantia de R$ 10 mil acaba ficando com R$ 90 mil ociosos. Essa ociosidade de parte da garantia é uma típica ineficiência econômica e ancora a expansão do mercado de crédito”, defendeu o relator da matéria o deputado João Maria (PL-RN).

Além disso, o texto regulamenta as formas de cobrar garantias por vias extrajudiciais. Ele possibilita recuperar o crédito por meio de cartórios, que poderão intermediar a execução das dívidas junto aos devedores. O projeto cria ainda a figura do agente de garantia, que será designado pelo credor e atuará em seu benefício.

“A aprovação do novo Marco [Legal} das Garantias é o primeiro passo para o Brasil construir um arcabouço legal e regulatório moderno que permita uma rápida e eficiente identificação, constituição, acompanhamento e execução das garantias”, defendeu o relator.

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Grupo Bloomin´ Brands anuncia novo presidente da operação brasileira

Movimentação, que inclui a nomeação do então presidente para cargo global nos EUA, comprova força do mercado nacional, comprometimento com a estratégia de forte investimento e crescimento acelerado

Mauro Guardabassi

A Bloomin’ Brands Brasil, holding responsável pelos restaurantes Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie, anuncia o executivo Mauro Guardabassi, seu atual vice-presidente de Supply Chain e Relações Institucionais, como o novo presidente da operação brasileira do grupo. Guardabassi é brasileiro, integra a companhia há 25 anos e demonstrou excelência em todas as funções que ocupou, desde seu início como sócio-proprietário do Outback Steakhouse em 1999 até chegar, em 2000, à liderança regional. Em 2011, Mauro foi promovido a Vice-Presidente de Operações e assumiu responsabilidades por todas as áreas operacionais de, na época, 45 restaurantes. Em 2016, Mauro assumiu a presidência do Fleming’s Steakhouse & Wine Bar Brasil e, em 2019, assumiu o cargo que ocupou até esse momento. Mauro fica à frente de 12 mil funcionários e de 173 restaurantes das três marcas.

Após seis anos no cargo de presidente da Bloomin’ Brands Brasil, o brasileiro Pierre Berenstein foi promovido ao cargo de Chief Customer Officer da Bloomin’ Brands International, em Tampa, na Flórida (EUA). Na nova posição, o executivo passa a ter um papel estratégico liderando o mercado do Brasil com visão mais global e, também, o time de Marketing dos Estados Unidos. Essa mudança é um reconhecimento a sua forte atuação para o crescimento do número de restaurantes, sucesso de vendas e marketing em território nacional. Em seu tempo como presidente no país, o executivo foi responsável por liderar a Bloomin’ Brands Brasil impactando positivamente no crescimento do número de restaurantes, no sucesso de vendas e nas estratégias de marketing no Brasil, inclusive durante a pandemia. Mauro Guardabassi irá se reportar diretamente para Pierre Berenstein.

Pierre Berenstein

Segundo Pierre, essa é uma nomeação sólida. “É com grande satisfação que anunciamos a promoção do Mauro Guardabassi como presidente da Bloomin’ Brands Brasil. Essa movimentação é estratégica e natural, dada a brilhante trajetória do executivo ao longo dos anos que vem atuando na companhia. Estamos confiantes de que ele continuará a desempenhar um trabalho excepcional e garantirá a continuidade da estratégia de forte investimento e crescimento acelerado no país, mantendo a força do mercado brasileiro para a Bloomin’ Brands International”, afirma o executivo.

Mauro também está honrado com a promoção. “É uma alegria imensa assumir esse desafio na Bloomin’ Brands Brasil. Meu objetivo é dar continuidade ao que construímos até esse momento. Fico também muito orgulhoso em ver como o Brasil tem se destacado, e a ida de Pierre para os Estados Unidos reforça ainda mais o nosso compromisso com esse sucesso contínuo”, complementa Mauro Guardabassi, novo presidente da Bloomin’ Brands Brasil.

As três marcas pertencentes à Bloomin’ Brands Brasil estão presentes na região. O Outback possui cinco unidades em Campinas, nos shoppings Iguatemi, Parque Dom Pedro, Galleria, Campinas Shopping e Parque das Bandeiras. O Outback também possui unidades em Piracicaba, no Shopping Piracicaba, e em Limeira, no Pátio Limeira Shopping, todas com o serviço de delivery disponível. A rede possui ainda restaurantes em Jundiaí, no JundiaíShopping (com delivery), e Itupeva, no Outlet Premium São Paulo (sem delivery). Na região metropolitana de Sorocaba, o Outback está presente no Iguatemi Esplanada, com entregas para diversos bairros de Sorocaba e Votorantim.

Em Campinas, o Abbraccio está localizado no primeiro piso do shopping Iguatemi, com atendimento presencial e também pelo iFood. A marca também está presente na região metropolitana de Sorocaba, por meio de uma operação que funciona exclusivamente pelo delivery, via iFood, instalada no Iguatemi Esplanada, com entregas para diversos bairros de Sorocaba e Votorantim.

Na região, o Aussie Grill possui atendimento 100% delivery via iFood, com entregas para diversos bairros das cidades de Campinas, Piracicaba e Limeira. A marca também acaba de chegar a Sorocaba.

Sobre a Bloomin’Brands

Com sede em Tampa, na Flórida, Bloomin’ Brands, Inc. é uma das maiores empresas de restaurantes casuais do mundo, com aproximadamente 90 mil colaboradores e mais de 1,5 mil restaurantes em mais de 20 países. A companhia é detentora das marcas Outback Steakhouse, Abbraccio Cucina Italiana, Aussie Grill, Fleming’s Prime Steakhouse & Wine Bar, Bonefish Grill e Carrabba’s Italian Grill. Qualidade excepcional, hospitalidade e ambientes aconchegantes são princípios que fazem parte da cultura da empresa e contribuem para o sucesso dos restaurantes. No Brasil, a Bloomin’ Brands possui 443 operações das marcas Outback, Abbraccio e Aussie Grill, incluindo unidades físicas e delivery. A companhia tem aproximadamente 12 mil colaboradores no país e está sediada em São Paulo.

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