Versa

Novo Nissan Versa chega ao Brasil no final deste ano

O novo Nissan Versa, que chega ao Brasil até o final deste ano, já começou a ser produzido na fábrica de Aguascalientes, no México. No mercado nacional desde 2012, o sedã vai chegar com uma frente redesenhada e muito semelhante ao Kait e o Kicks. A nova grade e o conjunto óptico bem esguio dão um ar muito moderno ao modelo. Na traseira as lanternas também são totalmente novas e são interligadas por uma barra preta com Nissan em destaque.

O motor será o mesmo do modelo que está à venda no Brasil: 1,6 litro, com 16 válvulas, aspirado, com 113 cavalos de potência e transmissão CVT. O interior tem como base o Kicks, e ganha painéis digitais e tela central de maior tamanho.

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Nissan Versa Exclusive tem um conjunto agradável e é muito econômico

Apesar da situação delicada da empresa em todo o mundo, a Nissan está, aos poucos, passando por uma renovação de seus produtos no Brasil. Atualizou o Sentra, o Versa e em breve a nova geração do Kicks. O teste desta semana é com o Versa Exclusive.


O modelo topo de linha surpreende positivamente pela economia de combustível, conforto, espaço interno e acabamento. O que destoa do conjunto são a suspensão muito “mole”, o barulho do motor em altas rotações e o desempenho. São detalhes que poderiam ser melhorados, mas não comprometem a avaliação positiva do sedã. Aliás, com a falta de modelos sedã no mercado brasileiro, o Versa atende com méritos e, principalmente, ao público que se destina.

Design

O visual do Nissan Versa Exclusive nunca esteve tão elegante e moderno. A frente com linhas fluidas e esportivas, sem deixar a “seriedade” tradicional da marca, ficou muito moderna e atraente e, um aerofólio na tampa do porta-malas dá uma aparência de esportividade. Já na lateral, o destaque está na rodas de liga leve de 17″ em preto e diamantado e nos pneus 205/50.

O interior é bem acabado, com material de boa qualidade e os bancos confortáveis. Achar a posição ideal e mais confortável não é problema, pois o banco do motorista tem ajustes elétricos. O ar-condicionado é digital. No meio, uma útil tela multimídia de 8 polegadas atende com perfeição e sem a necessidades daquelas telas chinesas enormes, que só servem para desviar a atenção do motorista.

Na versão Exclusive, há um apoio de braço central, com entrada USB-C dentro do porta-objetos e mais uma para os ocupantes do banco traseiro e carregador por indução.

Andando

O desempenho não é a prioridade do Versa. O modelo vem equipado com um motor de 1,6 litro, aspirado, com 110 cavalos e 15,2 km de torque com gasolina e 113 cavalos e 15,3 km de torque com etanol. A transmissão é CVT. Na cidade ou na estrada, em baixas rotações, o conjunto é silencioso e atende muito bem. Só tem uma desarmonia quando é necessária uma aceleração mais forte na estrada ou para subir uma ladeira mais íngreme. Muito em função da transmissão CVT, nessas situações, o modelo passa um barulho elevado para o habitáculo. É nesses casos que se sente a falta de um motor mais potente e moderno.
O Exclusive acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 10,9 segundos e atinge a máxima de 177 quilômetros por hora.

Porém, tudo isso é compensado com a surpreendente economia de combustível. No uso urbano, com gasolina, o Versa chegou a fazer 12,1 quilômetros por litro, e na estrada, mantendo os 100 quilômetros por hora, o consumo foi de incríveis 17,8 quilômetros por litro. Já com etanol, na cidade o modelo japonês fez 7,9 quilômetros por litro e na estrada 10,7.

Estabilidade

Como já citamos, o objetivo da marca é deixar o modelo bem macio, bem ao gosto do seu consumidor. Mesmo sendo muito macio e em pisos irregulares “batendo” muito, o Versa tem boa estabilidade e transmite confiança. Os freios também param o carro em espaços razoáveis e sem desvios. Ou seja, o Versa é, dentro do seu segmento, uma ótima opção.

Preço
Nissan Versa Exclusive 2025 R$ 138.990,00

 

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Coluna Fernando Calmon  — Elétricos enfrentam novos obstáculos

Coluna Fernando Calmon nº 1.302 — 21/5/2024

Elétricos enfrentam novos obstáculos ao redor do mundo

Demorou um pouco, mas os maiores fabricantes de veículos estão reavaliando o ritmo de investimentos em modelos 100% elétricos. Reduzir não significa qualquer desistência e sim reavaliar o cenário em razão do que os compradores têm mostrado ser o desejo. No primeiro quadrimestre deste ano em praticamente todos os mercados mundiais (à exceção da China) observou-se diminuição de vendas dos elétricos. Ao mesmo tempo, maior procura por híbridos plugáveis, em especial aqueles com baterias de maior capacidade que garantam pelos menos 100 quilômetros de alcance médio urbano no modo elétrico.

As últimas notícias do exterior retratam essas evidências. Marcas que já tinham descartado investir em modelos híbridos como as do grupo GM, VW e Mercedes-Benz, entre várias outras, reavaliaram o cenário em favor dos híbridos. Uma inesperada guerra de preços levou a uma perda de rentabilidade em um momento em que altos investimentos na produção de bateria são fundamentais. A Ford, por exemplo, revelou pesado prejuízo financeiro na venda de cada modelo elétrico. Stellantis, por ter esperado mais para avaliar melhor o cenário, foi menos atingida.

BMW é uma exceção. Embora pioneira no carro elétrico com o i3, sempre defendeu que a escolha deve ser do mercado e oferece motores de combustão interna (MCI), híbridos e elétricos. A Europa quer zerar a venda de MCI até 2035, mas isso também pode mudar em favor dos híbridos.

Entre as que procuraram surfar nesta onda a Fisker, marca americana com fábrica na Áustria, pediu falência. Isso torna ainda mais difícil a tentativa de pequenas empresas, conhecidas como startups, que acham relativamente fácil comprar motores e baterias de prateleira e lançar novos modelos. Entre outras estão Pear, Alaska e Ronin.

Até a Tesla com o frenesi causado por seus carros não escapou, algo que esta coluna já havia previsto quando a concorrência começasse a surgir por todos os lados. A marca do bilionário Elon Musk enfrenta perdas financeiras pesadas e diminuição de vendas que eram esperadas, todavia não com a intensidade agora vista. Dos cinco produtos apenas dois, Model 3 e Model Y, se destacaram. Já chegou a hora de atualizações visuais, como é praxe na indústria, porém aparentemente nada há à vista.Na China, o cenário é outro. Em razão de prejuízos vultosos no setor imobiliário do país, o governo priorizou os carros elétricos com fortes subsídios e, em particular, o desenvolvimento de baterias. Os avanços tecnológicos tornaram-se evidentes. Depois veio a ordem para exportar a qualquer custo. E os EUA, cujo mercado só é menor que o da China, parecia alvo fácil.

Contudo o governo americano acaba de anunciar que veículos chineses terão imposto de importação de nada menos que 100%. A saída seria construir fábricas no México e de lá exportar para o vizinho gigante. Essa porta poderia se fechar da mesma maneira. Resta tentar instalar fábricas nos EUA. Também serão barrados? A conferir nos próximos capítulos.

Stellantis investirá R$ 14 bilhões na fábrica Fiat em Betim (MG)

O montante foi informado pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O montante de R$ 14 bilhões soma-se aos R$ 13 bilhões anunciados recentemente para a fábrica mais moderna do grupo em Goiana (PE) e integra o total de R$ 30 bilhões no período 2025-2030.

Stellantis, que é um grupo automobilístico ítalo-franco-germânico-americano, tem mais uma fábrica em Porto Real (RJ), onde hoje só produz modelos Citroën. Matematicamente haveria ainda R$ 3 bilhões sem alocação oficial anunciada, que deverá ir para a unidade fluminense do grupo e pode ser anunciado ainda neste mês de maio.

A fábrica mineira em Betim também produz três famílias de motores flex, caixas de câmbio manuais e abriga um centro de desenvolvimento e pesquisa com mais de 4.000 funcionários. Lá estão se desenvolvendo quatro plataformas Bio-Hybrid que incluem motores flex micro-híbridos, híbridos plenos, híbridos plugáveis e elétricos.

O primeiro produto será lançado já no próximo semestre e tudo indica será um micro-híbrido Fiat, Pulse ou Fastback, modelos mais caros da marca.

Cappellano confirmou apenas que parte da expansão em Betim (MG) contará com “importação de ferramentas de uma fábrica na Europa que está sendo desmobilizada”. Isso se enquadra no programa Mover para estimular investimentos em inovação e mobilidade verde.

T-Cross 2025 mantém preço, mas ganha e perde alguns itens

Com tanta oferta de SUVs no mercado brasileiro defender a liderança absoluta não é tarefa fácil. Para tanto a VW decidiu manter os preços da versão 2025, mesmo incluindo novos equipamentos e reformulando para bem melhor o aspecto interno do modelo. Este é o primeiro dos 16 lançamentos do seu plano de investimentos de R$ 16 bilhões até 2028.

A frente foi atualizada com novo para-choque, grade e faróis com uma barra cromada de interligação. Sem dúvida, rejuvenesceu o modelo. Único senão: ausência dos faróis de neblina disponíveis anteriormente, a partir da versão intermediária Comfortline. Rodas de liga leve, de 17 pol. nas versões mais caras, têm desenho mais elaborado e se destacam no conjunto. Mudanças na traseira ficaram muito boas com a interligação de LED das lanternas, dando sensação de que o carro foi alargado.

No interior destaques para a escolha cuidadosa dos materiais de acabamento e também de revestimento dos bancos, além de novas saídas de ar-condicionado e moldura central do painel. Tela multimídia de 10,1 pol. e quadro de instrumentos de 8 pol. têm visual mais atraente. Teto solar panorâmico está entre os opcionais.

Não houve mudanças mecânicas: permanecem motores de 1 L, nas duas primeiras versões e de 1,4 L, na de topo, sempre com câmbio automático epicíclico de seis marchas). Em rápida avaliação urbana manteve as apreciadas qualidades dinâmicas e desempenho.

Outra novidade são os pneus Pirelli Seal Inside: vedam automaticamente, em 85% dos casos, furos com até 0,5 mm de diâmetro (não são do tipo run flat) causados por pregos de até 0,4 mm. Levaram a uma alteração muito pequena no consumo de combustível, porém oferecem mais segurança.

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Coluna Fernando Calmon – Estilo e motor V6 tornam nova Ranger muito mais competitiva

Coluna Fernando Calmon  — 27/6/23

Estilo e motor V-6 tornam nova Ranger muito mais competitiva

 

A picape média, com o parrudo chassi tradicional tipo escada, foi lançada no Brasil em 1994. Este ano, até o mês passado, a Ranger ocupava a quarta colocação em vendas no segmento Diesel dos 1.000 kg de capacidade de carga atrás da Toro (de carroceria monobloco), Hilux e S10. No mundo, entretanto, é a segunda mais vendida apenas atrás da Hilux.

Evolução técnica, estilo, equipamentos, mecânica e até preço certamente vão levar o produto da Ford a subir nesta escala. De fato, um modelo tão atual em um segmento que demora em média 10 a 12 anos para receber atualizações mais profundas, reúne as condições para isso.

A começar pelo pesado investimento feito na fábrica argentina de General Pacheco. Lá foram desembolsados US$ 660 milhões (R$ 3,2 bilhões) em modernização e digitalização.

Embora reestilizar uma picape seja missão mais desafiadora do que um automóvel, o resultado pode se considerar muito bom.

Desde a frente com os faróis de LED e a grade imponente, passando pela lateral com estribo e um degrau de acesso à caçamba junto ao para-choque, além de novas lanternas traseiras. Houve ganho de 50 mm na distância entre eixos e largura, além de 36 mm na altura. O chassi foi reforçado.

Interior todo novo destaca-se pela acústica melhorada, tela vertical multimídia de 12 pol., acesso sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e carregamento do celular por indução em um nicho de proteção.

Espaço no banco traseiro para joelhos e ombros também melhorou. Atualização dos aplicativos de bordo é feita pelo ar (OTA, em inglês), exclusividade no segmento.

Motor é um V-6 turbodiesel 3-litros, 250 cv e 61,2 kgf.m (até agora só a Amarok tinha um V-6) e câmbio automático de 10 marchas. Durante a primeira avaliação da picape, impressionou pela suavidade rara em motores Diesel.

Apesar de acelerar com vigor, sua massa de 2.357 kg é 223 kg maior que a rival da VW e, portanto, perde na aceleração de 0 a 100 km/h (9,2 s contra 7,4 s). Também se destacaram em trechos fora de estrada os seis modos de condução e a câmera frontal para monitorar o terreno à frente das rodas.

Consumo fica entre 7,5 e 11,8 km/l (cidade/estrada) no padrão Inmetro. Os preços, bem situados no segmento, vão de R$ 289.990 a R$ 339.990 (XLT e Limited). Não será difícil brigar pela liderança com ajuda das versões mais em conta (XL e XLS) que chegarão em agosto próximo, a partir de estimados R$ 250.000.

Seminário Electric Days discute opções para o Brasil

Organizado pela Motorsport Network Brasil em São Paulo (SP), durante dois dias, o seminário debateu além do “se” e focou no “como” a onda de eletrificação poderá chegar ao Brasil nos próximos anos.

Márcio Leite, presidente da Anfavea, garantiu que a opção do consumidor será sempre respeitada e atendida, qualquer que seja a sua escolha entre híbridos flex, híbridos plugáveis ou totalmente elétricos.

“O cliente da indústria molda o futuro em um país de dimensões continentais como o nosso. Os quase 40 milhões de automóveis flex em circulação hoje no Brasil utilizando etanol em mistura com a gasolina ou puro equivalem a uma frota de oito milhões de elétricos quanto às emissões totais de CO2. Entretanto, o País terá que investir R$ 14 bilhões até 2035 para instalar a infraestrutura de carregamento de baterias”, informou.

Para Rogélio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul, o Brasil precisa definir logo uma política nacional para eletromobilidade. “Isso ainda não aconteceu e precisa ser acelerado para evitar que sejamos apenas coadjuvantes, em vez de protagonistas nesse campo”, esclareceu.

A Toyota, representada pela diretora de comunicação e sustentabilidade Viviane Mansi, prefere acreditar na transição prudente oferecida pelos híbridos. “Os desafios são enormes. A Agência Internacional de Energia previu que em 2030 só dois terços da demanda mundial por lítio para as baterias será atendida sem dificuldade. E cada nova mina leva de quatro a dez anos para ficar pronta”, afirmou.

Oswaldo Ramos, diretor comercial da GWM, ressaltou que no Brasil o futuro é eclético, não somente elétrico. A marca chinesa vê como boa solução um híbrido plugável com bateria de alta capacidade e longo alcance, produto mais adequado às distâncias do País.

Para Carlos Henrique Ferreira, diretor de comunicação da Renault, a descarbonização no País exige estratégia holística. Confirmou que em setembro o Megane E-Tech chegará ao mercado. O novo motor elétrico entrega 220 cv e 30,6 kgf.m.

Competitividade do novo Versa 2024 aumentou bastante

Desta vez a Nissan tem o produto adequado entre os sedãs compactos que representam 12% do mercado brasileiro. Chega do México, portanto sem imposto de importação.

A carroceria toda nova apresenta visual mais agradável que a geração anterior com destaque para a parte dianteira. Todas as dimensões são as mesmas.

Manteve o perfil de teto “flutuante” e visual da parte traseira menos inspirado, além de um simples defletor na tampa do porta-malas classificado pela marca de forma equivocada como aerofólio. Volume do porta-malas é amplo: 482 litros (padrão VDA).

Interior apresenta aspecto muito melhor. Inclui bancos em “couro sintético” na versão de topo e especialmente confortáveis (tecnologia Gravidade Zero). Tela multimídia de 8 pol. é a mesma do Kicks na versão mais cara. Inclui carregador de bateria do celular sem fio, mas exige fio para espelhar os dois sistemas de navegação dos telefones. Há quatro portas USB (três do tipo C e uma do tipo A). Uma novidade é a localização do botão de partida do motor de fácil acesso no console central. São, agora, 18 porta-objetos.

A marca japonesa incluiu um ótimo pacote de assistência ao motorista na versão de topo Exclusive com destaque para a câmera de visão 360 graus e radar de alerta de colisão frontal (à exceção de pedestres e bicicletas). Motor flex de 1,6 L não mudou: 113 cv/15,3 kgf.m (E) e 110 cv/15,2 kgf.m (G). Câmbio é sempre automático CVT.

Preços das três versões: R$ 105.190, R$ 114.290 e R$ 126.590.

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