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Coluna Fernando Calmon — Juro alto persistente segura aumento potencial de vendas

Coluna Fernando Calmon nº 1.343 — 18/3/2028

 

Juro alto persistente segura aumento potencial de vendas

Vendas, produção e exportações mostraram bons números no primeiro bimestre, segundo o balanço apresentado pela Anfavea. Mercado interno com 356,2 mil unidades (automóveis e veículos comerciais) atingiu o maior patamar desde 2020. Produção somou 392,9 mil unidades, alta de 14,8% sobre 2024. Exportações alcançaram 76,7 mil unidades, aumento de 55% pela extraordinária recuperação da Argentina.

Contudo, as importações deram um grande salto: 26% contra 9% de crescimento do mercado interno. A participação nas vendas internas de 21% foi a maior desde 2012. Em 2021 chegaram do exterior, no primeiro bimestre, 30.000 unidades e em 2025, 75.000 (mais 150%).

O País perdeu relevância em mercados latino-americanos. Em 2013, China, 5% e Brasil, 22%; em 2024, 28% e 14%, respectivamente. “Estamos entregando empregos para fora do País”, afirma Márcio Leite, presidente da Anfavea.

Marcas chinesas produzirão aqui, mas no futuro com que vigor exportarão aos nossos vizinhos? Só o tempo dará a resposta.

A associação dos fabricantes mantém previsão de crescimento de 6,3% este ano (Fenabrave estima 5%) para 2,8 milhões de unidades. Anfavea desconsiderou atingir otimistas três milhões em 2025, pois juros continuam a subir, afetando demanda atual e futura. Em janeiro passado, estavam em 29,5% ao ano para o crédito de veículos, recorde histórico desde 2011. O Marco de Garantias ainda não ajuda porque só contratos recentes incluem cláusula de retomada do veículo, em caso de inadimplência.

Em 2012, venderam-se 3,8 milhões de unidades graças aos artificialismos da época. Se o mercado brasileiro crescer 4% de 2026 em diante, só igualaria 2012 daqui a sete anos, em 2032. Vinte anos depois.

No último dia 14, Igor Calvet assumiu o cargo de presidente executivo da Anfavea em uma transição até se encerrar o mandato de Márcio Leite (Stellantis), em abril. Calvet é um nome experiente e independente dos fabricantes, já atuava na associação desde 2023 e antes no Governo Federal. Dessa forma, a entidade fundada em 15 de maio de 1956 descarta agora o sistema de rodízio entre executivos ligados às cinco fábricas pioneiras: Fiat, Ford, GM, Mercedes-Benz e VW. Isso gerava rusgas internas.

Anfavea congrega atualmente 26 associadas que representam 34 marcas.

 Fenabrave comemora 60 anos de fundação

Concessionárias de veículos já foram conhecidas como revendedoras, autorizadas ou simplesmente agências, o que não expressava exatamente a sua função. Além de representarem uma marca e sua comercialização organizada, prestam assistência técnica, honram a garantia em nome dos fabricantes e disponibilizam peças originais.

Em 1920, surgiram os primeiros revendedores autorizados de marcas importadas. Novos contratos de concessão, em 1950 e, 11 anos depois, a Associação dos Concessionários de Veículos de SP, embrião da Abrave (Associação Brasileira de Revendedores Autorizados de Veículos), fundada em 18 de março de 1965. Só em 1972, formaram-se as primeiras associações de marcas e, em 1977, o Congresso Nacional aprovou a Lei do Setor Automotivo, todavia realmente sacramentada em 1979. Porém, só uma década depois, consagrou-se Fenabrave.

Arcélio Alceu dos Santos Júnior é o atual presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que reúne 57 associações de marca de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas e máquinas agrícolas. No evento comemorativo, em São Paulo (SP), lembrou que são mais de 7.800 concessionárias e 315.000 empregos diretos. Como estão na ponta final de uma longa cadeia econômica, movimentam 5,65% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

O dirigente lembrou ainda que a Fenabrave lidera, desde o início deste ano, o grupo de coalizão do Programa de Renovação da Frota ligado à segurança no trânsito. “Isso demonstra nosso envolvimento e anseio pela modernização do parque circulante nacional”, enfatizou. E concluiu: “A conexão entre o passado e o presente é que torna possível o nosso futuro.”

Proteção também no banco traseiro ganha ênfase

IIHS (Instituto de Seguradoras para Segurança Rodoviária, na sigla em inglês), fundada nos EUA por três seguradoras em 1959 e hoje de atuação independente, decidiu apertar as exigências em suas premiações anuais para automóveis, SUVs e picapes. Apenas 48 modelos, até agora, estão pré-qualificados para a premiação de 2025 contra 71 na mesma época, ano passado.

Preocupação histórica sempre foi com motorista e passageiro dianteiro. A partir de agora, a segurança deve aumentar também para quem viaja no banco traseiro. Para se destacar no teste original, fortaleceram-se as estruturas dos veículos, melhoraram os airbags e desenvolveram-se cintos de segurança avançados, capazes de absorver as forças do impacto. Mas muitos desses avanços foram aplicados apenas nos bancos dianteiros.

Inclui-se agora um manequim adicional representando uma mulher de menor estatura ou uma criança de 12 anos atrás do motorista. Novas métricas concentram-se nos ferimentos mais frequentes em ocupantes do banco traseiro. Independentemente do desempenho no teste atualizado, a segunda fileira continua sendo a posição mais segura para crianças menores de 13 anos.

Nenhum minicarro, sedã, minivan ou picape pequena estão entre os possíveis vencedores. Por suas grandes dimensões, apenas duas picapes de maior porte, Rivian R1T e Toyota Tundra, se qualificam ao prêmio, além de quase todos os SUVs.

Mais potência e novo visual no Song Plus Premium

O híbrido plugável da BYD ganhou presença com as modificações estéticas da linha 2025. Destaque para a dianteira, em especial desenho dos faróis e entradas de ar. Rodas de liga leve bonitas, de 19 pol. Na traseira a placa subiu do para-choque (onde não deveria estar) para a tampa do porta-malas e as novas lanternas interligadas integram-se com harmonia ao estilo do carro.

Dimensionalmente é um típico SUV médio de cinco lugares, no entanto mais encorpado: 4.775 mm de comprimento, 2.765 mm de entre-eixos (apenas 29 mm a menos que o Jeep Commander, por exemplo, de sete lugares), 1.890 mm de largura, 1.670 mm de altura, porta-malas 574 litros (164 litros a mais que o Compass).

Um bom avanço está na estreia da tração integral e do conjunto de três motores: o principal, 1,5 L a gasolina, entrega modestos 129 cv e 22,4 kgf·m, mais os dois elétricos (dianteiro, 204 cv/30,6 kgf·m e traseiro, 163 cv/30,6 kgf·m). No total são 325 cv (torque combinado tecnicamente não pode ser medido).

Resultado final é positivo com aceleração de 0 a 100 km/h em 5,2 s, um resultado muito bom para uma massa total de 2.020 kg. Mas se a bateria de 18,3 kW·h descarregar, o que não aconteceu durante a avaliação, o desempenho com certeza cai bastante. Tempo de recarga de 1h40m, de 20% a 80%, mas somente em AC (não aceita carga rápida em DC). Para mitigar a possível situação, há o recurso de economia para a bateria que pode e deve ser acionado.

O interior é bem-acabado, bancos com a firmeza necessária e destaque para grande tela giratória de 15,6 pol. (na realidade não gira, se o motorista escolhe usar a navegação por Waze ou Google Maps). Um ponto desagradável é o acesso às entradas USB-C, escondidas no console, que exigem contorcionismo. Em viagens um pouco mais longas recarga por indução é insuficiente para manter o celular operante.

Preço: R$ 299.800. 

 

 

 

 

 

 

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Ford lança nos EUA super motor com mais de 1.000 cavalos

A Ford Performance, departamento de veículos de competição e esportivos da marca americana, anunciou dois novos motores especiais que serão lançados este ano para preparadores e fãs de performance nos Estados Unidos: um Megazilla V8 supercharger 7.3 L e um Coyote V8 supercharger 5.0 L. O objetivo é atender o crescente mercado de personalização de veículos para uso em competição e “hot rods”.

O novo Megazilla superalimentado 7,3 litros é indicado para quem deseja muita potência. Como seu antecessor, ele tem pistões, bielas e virabrequim de aço forjado, cabeçotes retificados e polidos e molas de válvulas aprimoradas. A grande novidade é a adição de um supercharger Whipple Gen 6 de 3 litros, que eleva a sua potência a mais de 1.000 cavalos. O seu uso é aprovado somente para competição.

Quem deseja um veículo legalizado para as ruas tem a opção do motor Coyote 5,0 litros do Mustang Dark Horse. Ele é equipado com um supercharger de 3 litros, módulo de controle reprogramado e outros recursos para gerar mais de 800 cv de potência e torque estimado em 85 kgfm. Além disso, vem com garantia limitada de dois anos ou 24.000 milhas (38.624 km).

Ambos os motores poderão ser adquiridos por encomenda a partir do quarto trimestre deste ano, nas concessionárias Ford ou na Ford Performance nos Estados Unidos. Entre outras vantagens, além do desempenho comprovado, com componentes encontrados em carros de corrida da Ford, eles têm fácil instalação e permitem infinitas possibilidades de aplicação para quem deseja construir o carro dos seus sonhos.

“Na Ford Performance, temos uma filosofia simples que o time segue todos os dias: não oferecer nenhum produto chato – e isso se aplica também aos motores”, diz Kim Mathers, diretora de personalização de veículos e peças de performance da Ford.

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Valeo completa meio século de Brasil com muitas novidades

Uma das empresas mais inovadoras do mundo, a francesa Valeo, completa 50 anos de Brasil. Com três plantas fabris, Campinas-SP, Itatiba-SP e Gravataí-RS, o grupo atua na produção de sistemas de embreagens, limpadores de para-brisa, alternadores, motores de partida, radiadores, ar-condicionado, eletroventiladores, intercoolers, trocadores de calor, condensadores, módulos térmicos, ar-condicionado e agora, , sistemas iBSG.

Com escritorio localizado em São Bernardo do Campo-SP, a empresa também conta há 24 anos com a Valeo Service, divisão dedicada ao mercado de reposição para toda a América do Sul. A divisão tem serviços inovadores com soluções digitais, treinamentos, assistência técnica e suporte completo.

Os 50 anos da empresa no mercado nacional também marca a produção do iBSG, primeiro sistema Belt Starter Generator 12V/48V adaptado para motores flex fuel, a base tecnológica dos veículos MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle). Os dois primeiros modelos com o sistema foram lançados recentemente pela Fiat.

Chegada

A Valeo chegou ao mercado nacional em 1974, com a aquisição da Sofica, fábrica de radiadores em Itatiba-SP. No mesmo ano, houve a compra mundial da Cibié, do segmento de iluminação automotiva, que tinha uma unidade na cidade de São Paulo – SP. As operações mantiveram os nomes originais até a unificação global da marca, em 1980.

A partir desse ano, com o nome Valeo consolidado, mais importante que a ordem cronológica é a evolução tecnológica do Grupo.
“Nosso crescimento no Brasil é reflexo da estratégia da Valeo de ser uma indústria global, com adaptação local, considerando as características e particularidades de cada mercado onde atua. Chegamos ao país nos anos 1970, por meio de aquisições e enxergando o potencial do Brasil e região. Cinco décadas depois, somos uma das maiores empresas de tecnologia automotiva do país, fornecemos para a maioria das montadoras e Aftermarket e seguimos acreditando e investindo no mercado nacional”, diz Mauro Dias, presidente na Valeo América do Sul.

Inovações

A história da Valeo começa em 1923, com o francês Eugène Buisson, que era representante dos revestimentos de freio de Ferodo. Para produzir sob licença as peças usadas na fricção, Buisson abriu oficinas em Saint-Ouen, na França. Começava assim a Société Anonyme Française de Ferodo.  Dez anos depois começou a produzir embreagens e nos final de anos de 1920 possuía quase todas as patentes relativas às embreagens.

Com suas fábricas quase arrasadas pela Segunda Guerra Mundial, a marca teve que se reerguer e na década de 1950, a empresa se modernizou e expandiu para longe de Paris: na Normandia (materiais de fricção) e Amiens (embreagens).

Em 1962, assumiu a Sofica – Société de Fabrication Industrielle de Chauffage et d’Aération. Com a aquisição a marca passou a produzir aquecimentos e ar condicionados automotivos. Com os anos, ampliou os seu leque de negócios para produção de sistemas de iluminação e limpeza. A Valeo segue crescendo e inaugura produções na Espanha e Itália.

Nos anos 1970 adquire a SEV Marchal, Paris-Rhône e Cibié. Essas novas compras permitiram acrescentar ao portfólio componentes elétricos, como velas de ignição, alternadores, motores de partida, sistemas de ignição, iluminação e limpeza.

Nos anos de 1980 fica mais evidente o crescimento mundial e a Valeo chega ao mercado dos EUA e México. Hoje a Valeo tem quase 110 mil funcionários, 159 fábricas em 28 paises, 64 centros de pesquisa e desenvolvimento e fatura algo em torno de 22 bilhões de euros por ano (R$ 132 bilhoes).

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Brasil ganha o mais completo e moderno museu com a história do automóvel

A cidade turística de Campos do Jordão – SP vai ganhar a partir do dia 28 de novembro, um dos mais modernos e completos museus do mundo. O Carde, com um acervo espetacular de veículos e obras de arte, terá conceitos inovadores.

Com um trabalho social fantástico na região de Campos do Jordão, a Fundação Lia Maria Aguiar é responsável pela iniciativa e tem como idealizador o empresário e membro da entidade, Luiz Goshima.

“Fizemos o Carde com carinho e o máximo direcionamento para a qualidade tanto da informação a ser compartilhada quanto à riqueza na contextualização dos objetos em exposição. Foi feita uma curadoria meticulosa em todos os sentidos. No caso do acervo de automóveis, a meta foi chegar a um alto nível de originalidade e representatividade histórica. E conseguimos. Com o museu, queremos que objetos que muitas vezes distantes de grande parte da população, como o automóvel raro, a obra de arte e até mesmo a história, agora estejam acessíveis”, afirma o diretor-executivo, Luiz Goshima.

De um acervo raro em todo o mundo, o Carde conta hoje com mais de 500 veículos nacionais e internacionais, 100 ficarão expostos no museu num sistema de rodizio. Que tiver a oportunidade de visitar o museu vai ficar impressionado com a quantidade e estado primoroso dos modelos da coleção. Em poucos lugares do mundo os visitantes vão ter acesso a um acervo semelhante.


O prédio, com uma arquitetura moderna e muito bonita, conta com uma área de seis mil metros quadrados, num terreno de 200 mil m² no bairro nobre do Alto da Boa Vista. O espaço conta com uma iluminação teatral, cenografia rica em detalhes e muita tecnologia.

Em cada sala temática, há painéis de LED de alta definição com vídeos históricos, artísticos e sistema de som 5.1, de maneira a tornar a experiência sensorial única. Os ambientes contam com um sistema de luz e som com trilhas sonoras sincronizadas com os vídeos, produzidos com o auxílio da computação gráfica a partir de uma pesquisa histórica profunda. Monitores touchscreen complementam o conteúdo em diversas áreas.

Serão ambientes imersivos, divididos de acordo com as décadas dos anos 1900, com fatos e histórias marcantes. Cada ambiente foi montado a partir de detalhado estudo histórico para somar referências de época. O Carde conta com centenas de obras de arte espalhadas pelo museu, entre quadros, gravuras, joias e esculturas, de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, José Zanine Caldas, Frans Krajcberg, Vik Muniz, Oswaldo Teixeira, Djanira da Motta e Silva, Agostinho Batista de Freitas, Heitor dos Prazeres, José Antônio da Silva, Niccolò Frangipane, Yutaka Toyota, entre outros.

Os visitantes terão oportunidade de desfrutar de nove salas temáticas, entre elas, a de Carros Governamentais, da História do Automobilismo Brasileiro e de Visionários Brasileiros, incluindo João do Amaral Gurgel e seus carros revolucionários para a época.

Logo na entrada, um dos automóveis brasileiros mais raros, o Brasinca Uirapuru (1964), surge adornado com uma pintura indígena no topo de um cajueiro em metal, com folhagens de crochê. A trama de fios coloridos cobre todas as paredes do salão. A grande colcha que cobre as paredes dessa sala foi produzida por 200 mulheres do projeto social Instituto Proeza, de Brasília.

Numa perfeita integração com a Fundação Lia Maria Aguiar, estudantes do núcleo de teatro, com figurinos de época, vão apresentar de forma viva o contexto histórico para os visitantes.

Fundação

Iniciada há 16 anos, a Fundação Lia Maria Aguiar, é uma instituição independente e sem fins lucrativos, que tem um trabalho maravilhoso nas áreas da arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social na cidade da Serra da Mantiqueira.

São mais de 700 alunos, entre crianças e adolescentes, beneficiados por cursos artísticos profissionais através dos núcleos de Dança, Música e Teatro, que se tornam a porta de entrada para um mundo de oportunidades e possibilidades. A Fundação também conta com o núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, que atende de forma gratuita os alunos, familiares e colaboradores, com mais de 100 mil consultas, procedimentos e exames anualmente, além do inédito tratamento de hemodiálise no município. E atende também a população do município por meio de parceria com a prefeitura municipal.

Outro importante braço do Carde, é o curso de restauro de veículos antigos, iniciado em 2022. O curso abre uma oportunidade rara para vários jovens jordanenses e é inédito no Brasil.

“A formação de jovens no ofício de restaurador de veículos antigos gerará profissionais que terão um amplo campo de trabalho, uma vez que a área é extremamente carente de profissionais qualificados”, observa Luiz Goshima.

A primeira turma de 25 estudantes teve o orgulho de restaurar completamente um Ford T, de 1923, que será exposto com destaque no museu.

“Os principais valores e objetivos de nossa Fundação são a união da arte, educação, cultura e bem-estar. Acredito que com o Carde atingimos todos eles”, afirma Lia Maria Aguiar, presidente da Fundação.

Serviço
Abertura ao público: 28/11/2024
Fechado: terças e quartas-feiras
Ingressos: Promocional de inauguração por R$ 120,00
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547

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Venda de veículos aumenta 21,6% em outubro, diz Anfavea

A venda de veículos aumentou 21,6% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2023. No mês passado, foram licenciadas no país 264,9 mil unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (6) pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

No acumulado do ano – de janeiro a outubro –, as vendas cresceram 15% em relação ao mesmo período de 2023, com um total de 2,124 milhões de unidades.A exportação de veículos também aumentou no mês passado. A alta foi de 39,2% ante outubro de 2023, chegando a 43,5 mil unidades exportadas.

No acumulado do ano deste ano, a exportação somou R$ 327,8 mil, o que representa queda de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. (Agência Brasil)

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Prêmio Top Car elegeu os melhores veículos do ano

O Prêmio Top Car realizou na última segunda-feira a premiação dos melhores veículos de 2024. O evento foi realizado durante a 24ª Fenatran – Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga, em São Paulo.

Os 49 jurados escolheram:

Melhor Executivo de Montadora, Emanuelle Cappellano, CEO da Stellantis.
Melhor Carro Elétrico até R$ 200.999 – BYD Dolphin.
Melhor Carro Elétrico acima de R$ 201.000 – Renault Megane E-Tech.
Melhor Carro Híbrido até R$ 250.999 – GWM Haval H6 PHEV19.
Melhor Carro Híbrido acima de R$ 251.000 – Caoa Chery Tiggo 8 Pro Hybrid Plug-In.
Melhor Picape até R$ 190.999 – Fiat Strada Tributo 125.
Melhor Picape acima de R$ 191.000 – Ford Ranger Raptor.
Melhor Utilitário Esportivo até R$ 200.999 – Peugeot 2008 GT.
Melhor Utilitário Esportivo acima de R$ 201.000 – Jeep Compass Blackhawk.
Melhor Carro Nacional (Hatch ou Sedan) até R$ 149.999 – Honda City Sedan Touring.
Melhor Carro Nacional (Hatch ou Sedan) acima de R$ 150.000 – Volkswagen Polo GTS.
Melhor Carro do Ano (entre todas as categorias), – novo Peugeot 2008.

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Motociclistas são principais “premiados” nas blitz da Emdec junto com a PM

A circulação de veículos com irregularidades nos escapamentos e a falta de uso do cinto de segurança pelos condutores motivaram quase 27% das 277 autuações registradas durante as operações integradas de fiscalização realizadas em setembro. Dez blitze conjuntas envolveram a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas e da PM – Polícia Militar.

Foram 40 (14,4%) autuações aplicadas a veículos que apresentaram escapamentos com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante. Nesse grupo, estão incluídas as chamadas “motos barulhentas”. E 34 (12,3%) aplicadas a condutores que não utilizavam cinto de segurança.

Na sequência do ranking das cinco principais infrações que motivaram as autuações no período, aparecem 29 (10,5%) aplicadas por modificações no sistema de iluminação original; 22 (8%) por ausência de equipamentos obrigatórios (tais como protetor térmico do escapamento, retrovisor e estepe); e 16 (5,8%) por licenciamento vencido.

As 10 operações integradas foram realizadas nas vias Prefeito Magalhães Teixeira, John Boyd Dunlop, Washington Luiz, Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, Comendador Enzo Ferrari e Cônego Antônio Roccatto. Entre janeiro e setembro de 2024, já foram realizadas 102 operações integradas de fiscalização, envolvendo a Emdec e as forças policiais, que resultaram em 4,1 mil autuações e 1.067 remoções ao Pátio Municipal.

Infrações

Principais vítimas do trânsito campineiro, os motociclistas concentraram 70,4% das autuações aplicadas nas blitze realizadas em setembro. Foram 195 autuações aplicadas a motocicletas, 80 a automóveis e duas a caminhões.

Dos 43 veículos removidos ao Pátio Municipal, 39 (90,7%) eram motos, sendo que 25 delas foram removidas por irregularidades nos escapamentos.

“A fiscalização é o instrumento do Poder Público para evitar que comportamentos de risco sejam repetidos no trânsito. A intenção não é punir, mas conscientizar para evitar que mais pessoas se lesionem e percam a vida em sinistros”, enfatiza o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

 

 

Os dados mais recentes monitorados pela Emdec indicam que 26 motociclistas morreram em vias urbanas de Campinas até agosto deste ano – 53% do total de 49 óbitos. Foram seis mortes a mais em relação ao mesmo período de 2023 – uma alta de 30%. Em 2023, 83 motociclistas ou garupas perderam a vida nas vias urbanas e rodovias da cidade, representando 52% dos 159 óbitos.

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BMW atualiza seu líder de vendas no mercado brasileiro

Líder de vendas no mercado nacional de veículos premium, o BMW Série 3 ganhou algumas modificações. Montado na fábrica do BMW Group em Araquari – SC, o modelo já está à venda no Brasil em 3 versões: 320i GP, 320i Sport GP e 320i M Sport.

Externamente, a grande novidade fica para os novos designs das rodas na 320i M Sport, que ganham um desenho moderno e esportivo, garantindo ainda mais exclusividade ao visual do modelo. Por dentro, o Série 3 ganha novos volantes, de acordo com a versão.

As variantes GP e Sport GP ganham um volante de apenas dois raios, com design bastante semelhante ao encontrado no BMW iX. A versão M Sport passa a ser equipada com um novo volante esportivo, com base achatada, aumentando a sensação de esportividade do modelo. As saídas de ar do painel também foram redesenhadas.

Além disso, todas as versões são equipadas com o BMW Live Cockpit Professional, uma tela curvada, composta por duas telas, com 12,3” (painel de instrumentos) e 14,9” (multimídia), que rodam o novo Sistema Operacional 8 e exibe as informações de maneira atraente e intuitiva. No quesito conectividade, o novo BMW Série 3 conta com o BMW ConnectedDrive.

A motorização continua a mesma para todas as versões. O Série 3 conta com um motor TwinPower Turbo de dois litros, quatro cilindros em linha, 184 cavalos e 300Nm de torque . A tração, como segue a tradição de ser traseira e o câmbio é automático de oito marchas. Com esse conjunto, o modelo acelera de 0 a 100km/h em 7,1s e atinge a velocidade máxima de 235km/h.

Preços
BMW 320i GP – R$332.950,00
BMW 320i Sport GP – R$350.950,00
BMW 320i M Sport – R$371.950,00

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Chinesa BYD ultrapassa as 50 mil unidades vendidas de modelos eletrificados

A BYD está comemorando a marca de 50 mil carros eletrificados comercializados no Brasil. Ao total, a marca vendeu 51.174 veículos de janeiro a setembro deste ano.

“Conquistar esse número expressivo é marcante e significativo para a BYD”, diz Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da companhia.

Entre os modelos mais vendidos da marca, estão o BYD Dolphin Mini e a família Song, com o Song Plus, seguido do Song Pro. Segundo a marca chinesa, em setembro atingiu o primeiro lugar em Criciúma (SC), e em Brasília (DF).

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Coluna Fernando Calmon — Híbridos mereciam ter incentivos maiores

Coluna Fernando Calmon nº 1.317 — 3/9/2024

Híbridos mereciam ter incentivos maiores do que os 100% elétricos

“Pressa é inimiga da perfeição”. Frase atribuída ao escritor Machado de Assis, que a cunhou de uma forma mais culta, pode se aplicar ao atual cenário mundial. Os carros elétricos despertaram atenções, programas apetitosos de incentivos governamentais e ocuparam parte relevante (em torno de 40%) do maior mercado de veículos do planeta, o chinês, do alto de seu 1,4 bilhão de habitantes.

Entretanto, há claros sinais de recuo em vários países da Europa e uma “meia-trava” nos EUA, segundo maior mercado mundial. A maioria dos fabricantes parece ter concluído, somente agora, que a transição precisa ser feita com menos açodamento. Alguns deles foram pegos de surpresa aos apostaram tudo numa rápida transição e sem terem dado a devida atenção aos semi-híbridos, híbridos e híbridos plugáveis.

Boa parte dessa falha estratégica foi patrocinada por um regime de estímulos inadequado. Países europeus refizeram as contas por afetar o equilíbrio fiscal. O Brasil até que não errou tanto, embora isso se deva em parte à oferta de motores flex que diminuem as emissões de CO2, quando se abastece o tanque com etanol. Embora estes respondam por 80% das vendas, apenas 30% usam regularmente o combustível de origem vegetal. Ainda falta, portanto, avançar e os híbridos deveriam receber uma atenção maior.

De qualquer forma os semi-híbridos e híbridos crescerão aqui a partir de lançamentos neste e nos próximos anos. É preciso dar tempo até a chegada dos híbridos plugáveis. E investir em uma rede de recarga rodoviária para elétricos, o que exige altos investimentos e um retorno financeiro muito baixo em um país de grande extensão territorial como o Brasil.

GM anuncia investimentos de R$ 5,5 bilhões em São Paulo

Este montante responde por quase 80% do total que a empresa desembolsará entre 2024 e 2028. Dois executivos da matriz, em Detroit (EUA), Rory Harvey e Shilpan Amin, vieram ao País para confirmar o investimento no Estado. Para completar os R$ 7 bilhões já anunciados, R$ 1,2 bilhão vai para a fábrica de Gravataí (RS) e R$ 300 milhões para a unidade de motores em Joinville (SC). Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil, confirmou que dois modelos híbridos “leves” (tecnicamente semi-híbridos) estrearão em breve, sem citar datas.

É possível que pelo menos o primeiro deles estreie em janeiro de 2025, quando a fabricante completa um século de atuação no País. Provavelmente caberá ao Tracker e ao Onix, nesta ordem, a primazia. Também um novo SUV compacto está previsto para Gravataí. Ainda em 2024 é esperada a importação do México do elétrico Equinox, em outubro próximo, que complementará o Blazer VE apresentado em julho passado e com preço a ser anunciado nos próximos dias.

Também chegará a vez dos híbridos flex, uma tecnologia mais cara, ainda sem previsão de data. Híbridos plugáveis a gasolina ficarão para o final do atual ciclo de investimentos ou do próximo.

Agosto apontou leve queda de vendas em cenário ainda bom

Estatísticas de comercialização do mês passado foram afetadas por um dia útil a menos do que julho. Foi um recuo de apenas 1,6%. Ainda assim, o acumulado de vendas de janeiro a agosto de veículos leves e pesados atingiu 1,622 milhão de unidades ou 13,4% a mais que o mesmo período de 2023. José Andreta Jr., presidente da Fenabrave, apesar de manter o otimismo ressalva que “alguns fatores ainda podem movimentar o setor, como as taxas de juros, que se aumentarem podem impactar nos financiamentos de veículos como automóveis e comerciais leves”.

A consultoria brasileira Bright, em relatório apresentado no recente Congresso Fenabrave, apontou algumas tendências em curso com uma visão geral positiva. Algumas delas:

  • Atrasos na definição da reforma fiscal e no programa Mover geram insegurança nos fabricantes quanto ao rumo tecnológico, com a definição do imposto seletivo sobre automóveis tendo sido novamente adiada​.
  • Depois de fortes aumentos nos últimos anos, o preço médio deve crescer de forma mais lenta de agora em diante.
  • Maior adoção de semi-híbridos prevista para 2025, à medida que o mercado brasileiro se ajusta a novas tecnologias sustentáveis.
  • Devido à preferência mercadológica e capacidade de absorver o custo incremental de equipamentos regulatórios, SUVs continuam em ascensão.
  • Sedãs em tendência de descontinuação, com poucas opções disponíveis no mercado.
  • Picapes correspondem a um em cada cinco veículos vendidos.
  • Por conta das dimensões continentais do Brasil, híbridos plugáveis passam a ter relevância.

Primeiro Kia elétrico, EV5, tem estilo e bom espaço

Primeiro modelo 100% elétrico da Kia no Brasil acaba de estrear. Com dimensões externas para se posicionar como um SUV familiar (4.615 mm de comprimento, 1.875 mm de largura, 1.715 mm de altura e cômodo entre-eixos de 2.750 mm), o EV5 dispõe de predicados técnicos apreciáveis, como alcance médio de 402 km, padrão Inmetro. Seu estilo é contemporâneo e o pacote ADAS incorpora nada menos do que 14 dispositivos de segurança ativa. Outros destaques: amplo espaço interno e bom acabamento. Ótimo porta-malas: 513 litros.

EV5 utiliza um único motor com potência de 217,5 cv e torque máximo de 31,6 kgf·m, alimentado por bateria de fosfato de ferro e lítio, montada com módulos em lâminas, de capacidade máxima de 88,16 kWh. Pode ser recarregado em corrente contínua (DC) de 360 kW, o que garante carga de 20% a 80% em apenas 27 minutos. Já em corrente alternada (AC) de 7 kW, precisa de 9h40m. Acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 s.

O consumidor que adquiri-lo receberá um carregador residencial de emergência de 7 kW e gratuidade nas três primeiras revisões (20.000, 40.000 e 60.000 km). Por dentro, painel e multimídia formam uma tela única de 29,9 polegadas de ótima resolução. Chama atenção o banco do passageiro com extensor lateral em direção ao motorista, sobre o console, que tem a função lúdica de criar um “lounge interno”.

Num primeiro contato em trecho de estrada nos arredores de Itu (SP), mostrou dirigibilidade virtuosa. Tudo isso herdado principalmente do bom acerto de suspensão e desempenho impactante de todo elétrico, embora alguns concorrentes ofereçam motor mais potente, quase sempre desnecessário.
Preço: R$ 399.990.

Seminário aponta oportunidades para hidrogênio

A transição energética representa uma chance única para o Brasil se posicionar entre os líderes mundiais nos próximos anos. Afirmação de Thiago Lopes, coordenador de projetos no RCGI (sigla em inglês para Centro de Pesquisas de Inovações sobre Gases de Efeito Estufa) e professor da Poli-USP, no seminário organizado pela Carcon/Global Data, em São Bernardo do Campo (SP).

Gás carbônico (CO2) em níveis elevados demais tornou-se inimigo público mundial. Representa o principal vetor para o chamado efeito estufa, fenômeno de aquecimento atmosférico e suas consequências como derretimento de calotas polares e subida do nível dos mares. Automóveis e veículos comerciais não são os maiores responsáveis, porém, têm peso estimado em até 25% quando se calcula da fonte à roda.

Principal alternativa é o hidrogênio (H2), considerado combustível do futuro. Para Lopes, “a relevância do H2 produzido a partir do etanol atingirá um preço competitivo e no ciclo fonte à roda se tornará um combustível com intensidade negativa de carbono”.

Entretanto, torna-se muito difícil prever quando a era do hidrogênio realmente se tornará realidade, pois depende da matriz energética de cada país. Da eletrólise da água (H2O) também se obtém hidrogênio, mas exige enorme consumo de energia elétrica e esta precisa ser obtida de forma limpa como em hidroelétricas ou a partir do sol e vento.

Lopes citou o projeto da USP que testa um ônibus movido a H2, obtido a partir do etanol, em alternativa ao diesel com redução significativa de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio, além de alcançar o dobro de eficiência. No mundo, o Toyota Mirai é o único modelo com motor a combustão interna abastecido com H2, porém sua venda é simbólica e o reabastecimento, bastante limitado.

Coluna Fernando Calmon — Híbridos mereciam ter incentivos maiores Read More »

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