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Campinas teve uma redução nos acidentes fatais em 2023

A cidade de Campinas encerrou 2023 com uma redução de 6% nos óbitos provocados em acidentes no trânsito. Os dados são do último levantamento feito pelo setor de Gestão da Base de Dados da Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas.

No acumulado de janeiro a novembro, 65 pessoas perderam a vida nas ruas de Campinas. No ano passado, no mesmo período, o número de óbitos tinha sido de 69.

Já nas rodovias que cortam a cidade, essa estatística seguiu o caminho inverso. Enquanto em 2023, de janeiro a novembro, foram 70 óbitos. Se comparado com 2022, houve um acréscimo de cinco mortes.

Um crescimento de mais de 7% da letalidade nos sinistros de trânsito das rodovias, neste ano. Por isso, houve um aumento de 2% no acumulado.

Em 2022 foram, no acumulado de janeiro a novembro, 134 óbitos e até 30 de novembro deste ano, já tivemos 137 mortes.

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Ponte que isolou moradores em Barão está liberada

A ponte da rua Bortolo Martins foi liberada para o trânsito ontem (14). A estrutura que fica sobre o Ribeirão Anhumas, na região da Chácara Santa Margarida, em Barão Geraldo, havia sido interditada em 8 de dezembro depois que houve um problema de erosão no tabuleiro da ponte. O conserto foi realizado e a ponte foi liberada um dia antes do prazo estimado, que era de sete dias. Esta foi a segunda interdição em menos de um ano.

No início deste ano, as chuvas afetaram a ponte, que precisou ser recuperada e recebeu proteção lateral das cabeceiras com gabião, estabilização das margens e recuperação de problemas existentes na estrutura. Os serviços foram finalizados em outubro, quando a ponte foi aberta para passagem de veículos. O investimento na obra foi de R$ 1,6 milhão.

“A empresa contratada realizou as correções necessárias e a estrutura pode ser utilizada com segurança pela população. É importante ressaltar que a obra estava na garantia e não houve novos custos para a Prefeitura”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Carlos José Barreiro.

Transporte público coletivo

As linhas 321 (Centro Médico / Terminal Barão Geraldo) e 322 (Village Campinas/Terminal Barão Geraldo) também já retomaram os itinerários normais pela rua Bortolo Martins. O retorno foi determinado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Durante o período de reparo, os ônibus destas linhas estavam realizando desvios.

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Coluna Fernando Calmon – Mobilidade Verde traz desafios e exige cautela ao propor ações

Coluna Fernando Calmon nº 1.269 — 19/9/23

Mobilidade Verde traz desafios e exige cautela ao propor ações

Até o final deste mês o Governo Federal anunciará a segunda fase do programa Rota 2030 que estabelece incentivos para desenvolvimento local de novas tecnologias para diminuir o consumo de combustíveis de origem fóssil e também de biocombustíveis como o etanol. Uma das decisões será o critério muito mais válido de calcular o gasto energético pelo critério do poço-à-roda do que apenas do motor-à-roda.

O programa também mudará de nome e passará a se chamar Mobilidade Verde. Os rumores dão conta de que há intenção de acelerar o processo de aditivação de biodiesel ao diesel não renovável. E também o aumento de 27% para 30% do teor de etanol anidro na gasolina.

As duas premissas (a confirmar) precisam de estudos mais profundos. No caso do biodiesel há forte oposição da indústria sobre os percentuais que podem chegar a 15%, mas deveria se limitar a 10%. Quanto ao etanol também seria necessário pesquisar no caso de motores mais antigos com injeção indireta ou direta de combustível, hoje na maioria da frota circulante.

Quando fiz a mediação no mês passado de um dos debates (O Futuro da Mobilidade Sustentável) no 30º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, enderecei uma pergunta direta sobre esse assunto ao diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marlon Arraes. Ele esclareceu que testes em laboratório e em campo deverão comprovar que essas aditivações não trarão prejuízos aos motores ou à sua manutenção.

Outra decisão que seria anunciada pelo ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços é a taxação (hoje zerada) de 35%, ao longo de três anos, do Imposto de Importação (I.I.) de carros elétricos. Se o Brasil deseja que exista produção local desses veículos, não há o menor sentido de retirar o gravame de veículos importados. Até por questão de isonomia com automóveis de motor a combustão.

Este é um ponto que traz discussões e envolve suspeitas de subsídios ocultos dos produtos chineses exportados para todo o mundo. A União Europeia acaba de acusar de dumping (venda a preços subsidiados) a indústria de veículos elétricos da China e estuda uma taxação extra de 10% a 15%.

Marcas chinesas – GWM e BYD – acenam para fabricação (ou mesmo simples montagem) de elétricos no Brasil. Se o I.I. é zero, fica mais rentável simplesmente importar.

A ver se rumores vão se confirmar e os desdobramentos destas decisões.

BMW apresenta M2 como modelo raiz

Um posicionamento muito claro do fabricante alemão foi confirmado por declarações do executivo responsável pelo desenvolvimento técnico da marca, Frank Weber, ao site australiano Carsales que controla o congênere Webmotors no Brasil.

Ao contrário de outras marcas, a BMW faz questão de pontuar: “Não anunciaremos nenhuma data de término de motores a combustão, pois é impossível fazer mudanças estruturais, industriais e culturais necessárias para a produção apenas de veículos 100% elétricos até 2030. Eles coexistirão pelo próximos 10 a 15 anos.”

Trata-se de uma posição corajosa em contraste com outras marcas que escolheram se precipitar. Uma prova do caminho escolhido é a vinda do México (isento de imposto de importação recíproco entre os países) do visceral M2. O modelo é um cupê de dimensões menores que o Série 3 e se caracteriza pela grade frontal diferente da tradicional da marca, além de soluções atraentes como as “bolhas” nos para-lamas traseiros e as inusitadas quatro saídas de escapamento para um motor de seis cilindros em linha, 3-L, biturbo, 460 cv e 56 kgf·m.

O interior apresenta o alto padrão de acabamento da marca, além do arrojado conjunto de tela curva: 12,3 pol. no quadro de instrumentos e 14,9 pol. na central multimídia. Os dois bancos traseiros, previsivelmente, têm pouco espaço para as pernas, porém o porta-malas é razoável (390 litros).

Apesar dos 1.725 kg de massa total, o M2 atrai pelo alto desempenho: 0 a 100 km/h, em 4,1 s com câmbio automático epicíclico de oito marchas. Câmbio manual existe no exterior, mas não será oferecido aqui. Há duas versões: Coupé por R$ 617.950 e Coupé Track com bancos dianteiros tipo concha por R$ 667.950.

208 com motor 1-L turbo pode aposentar o 1,6-L

O estilo é reconhecido de longe e sempre representou um ponto de grande destaque da marca francesa. No entanto, ficava devendo em termos de desempenho frente aos concorrentes que migraram rapidamente para motores com turbocompressor. Com a formação da Stellantis, em janeiro de 2021, o cenário mudou. E o Peugeot 208 acabou recebendo primeiro o motor tricilindro 1-L turbo do novo Grupo, antes mesmo do hatch Fiat Argo.

Este é o motor flex de 1.000 cm3 mais potente com etanol ou gasolina entre os produzidos atualmente no Brasil: 130 cv (E)/125 cv (G) e 20,4 kgf·m (para ambos os combustíveis e neste caso o valor é igual ao motor da VW de mesma cilindrada, cuja vantagem está em rotações mais baixas – 2.000 rpm contra 4.250 rpm).

No entanto, o câmbio automático CVT de sete marchas no uso cotidiano garante a elasticidade que falta ao motor aspirado de 1,6 L, ainda oferecido pelo fabricante francês, mas que pode ser aposentado.

A Peugeot oferece três versões com o novo motor e preços entre R$ 99.990 e R$ 114.990. A mais cara inclui rodas de liga leve de 17 pol. e teto solar (opcional na versão de R$ 100.000), além de seis airbags (dois do tipo cortina) e outros itens de segurança em um pacote de série que inclui alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência e detecção de pedestre, entre outros.

Na viagem de avaliação o conjunto mecânico entregou o que faltava em termos de desempenho com resposta imediata ao acelerador e registro de 0 a 100 km/g em 9 s (E) e 9,2 s (G).

O volante hexagonal é único com base e topo achatados que, em princípio, parece estranho, mas não fica difícil de se adaptar e permite visão completa do quadro de instrumentos por cima dele. O acabamento interno é bom, comportamento em curvas perfeito e freios com potência adequada.

O 208 deve receber em 2024 as modificações já feitas no homônimo francês. Já o 2008 passará a ser fabricado na Argentina. 

Semana Nacional do Trânsito: 18 a 25 de setembro

Pelo 26º ano consecutivo se comemora essa campanha prevista no Código de Trânsito Brasileiro que conta, entre os principais impulsionadores, a ONG Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

“Faça o bem, não importa a quem” é a linha mestra do movimento em 2023, que pretende induzir uma maior conscientização entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres com o objetivo de diminuir o número de 94 mortos diárias em média no trânsito urbano e rodoviário.

No site https://www.onsv.org.br/semana-nacional-transito/campanhas é possível, mediante um cadastro simples, baixar gratuitamente peças de divulgação para todas as mídias incluindo desde banners até posts e spots para rádio e vídeo.

Entre os seis posts que cobrem todo universo da segurança viária destacam-se: “Leve sua calma para ruas e rodovias” e “Os pequenos só estão seguros, nos equipamentos de segurança”.

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Avenida Dr. Moraes Salles será interrompida neste domingo

Para viabilizar uma operação de içamento de materiais utilizando um guindaste e grua, da empresa Líder Indústria e Comércio de Estofados, a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas irá bloquear totalmente ao tráfego de veículos um trecho da avenida Dr. Moraes Salles, na região central. O fechamento ocorre no domingo, 6 de agosto, no período das 6h até as 12h.

A avenida será fechada no sentido bairro – centro, no trecho entre as vias Dr. José Ferreira Camargo e Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

Os motoristas deverão desviar pelo contrafluxo da rua Dr. José Ferreira de Camargo e seguir pela rua Atibaia, acessando, na sequência, o contrafluxo da rua Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

A interdição impacta, temporariamente, os itinerários das linhas 125 (Terminal Ouro Verde / Shopping Iguatemi), 385 (Shopping Iguatemi / Rodoviária), 391 (Nova Sousas / Terminal Metropolitano), 397 (Gramado) e 398 (Joaquim Egídio), que circulam no trecho aos domingos.

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Operação “Placa Escura” aborda 65 motociclistas e faz 42 autuações em Campinas

Ação visou irregularidades como obstrução da placa, pilotagem com apenas uma das mãos, utilização de viseira aberta, transitar com pneu ‘careca’ e documentação irregular

Crédito: Divulgação / Prefeitura Municipal de Campinas

Uma operação conjunta entre a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Guarda Municipal, denominada “Placa Escura”, realizada na tarde da última sexta-feira, 28 de julho, na avenida John Boyd Dunlop, promoveu 65 abordagens de motociclistas e 42 autuações. As autuações envolveram obstrução da placa, pilotagem com apenas uma das mãos, utilização de viseira aberta, transitar com pneu ‘careca’ (equipamento ineficiente / inoperante), documentação irregular e pilotar motocicleta com baixa definitiva (proibida de operar). Foram três remoções de motocicletas ao Pátio Municipal de Recolhimento e Guarda de Veículos.  Nas abordagens pessoais, a GM contabilizou 70 pessoas, sendo 65 homens e cinco mulheres, entre pilotos e garupas.

“O intuito é coibir o comportamento de risco dos motociclistas e, assim, prevenir acidentes. Em conjunto com as ações educativas e de engenharia de tráfego, as operações de fiscalização contribuem para salvar vidas no trânsito”, destacou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

A ação é o primeiro resultado da reunião convocada na quinta-feira pelo prefeito Dário Saadi, para discutir formas de inibir ‘rolezinhos’, como o que vitimou três pessoas na madrugada do último sábado, 22 de julho. A reunião teve a participação de representantes da Emdec, da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

“Estas operações já fazem parte da rotina da Guarda Municipal e o trabalho conjunto é muito importante para a fiscalização. Geralmente, as motos que participam de ‘rolezinhos’ apresentam placa adulterada ou são de leilão. A ação desta sexta-feira também tem o objetivo de identificar estes veículos irregulares”, afirmou a comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares.

Como funciona  

A primeira operação ‘Placa Escura’, nos moldes atuais, foi realizada em junho. “Esta é uma das operações de fiscalização realizadas pela Emdec. Estamos intensificando essas abordagens e faremos em outros pontos da cidade, em conjunto com a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Na ‘Placa Escura’, vamos focar em pontos com radares, que registram o maior número desse comportamento de risco”, explicou o Gerente de Fiscalização e Operação, Claudionir Thomás de Sá.

Na operação “Placa Escura”, a Emdec identifica, por meio de equipamento de fiscalização eletrônica localizado na av. JBD, altura da rua Francisca Alves do Pinho, motociclistas que encobrem a placa ao passar pelo ponto, geralmente em velocidade superior à regulamentada. Técnicos da Emdec identificam a imagem em tempo real, por meio de tablets, e os motociclistas são abordados no trecho seguinte. A Guarda Municipal realiza a triagem e outros itens de segurança são observados, tais como condições dos pneus e utilização correta do capacete.

As equipes identificaram um motociclista que adotou a conduta irregular. Conduzir motocicleta com uma das mãos e obstrução da placa, são infrações de natureza grave e gravíssima, com multas de R$ 195,23 e R$ 293,47, respectivamente; e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

‘Rolezinhos’  

A Emdec recomenda que a organização de encontros de motocicletas ou passeios ciclísticos deve ser relatada à empresa, com informações como trajeto, local e horário previsto. Além disso, os participantes devem utilizar os equipamentos de segurança obrigatórios e respeitar a sinalização.

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Contran regulamenta a circulação de bicicletas elétricas e variantes

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou o uso de bicicletas elétricas e outros equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, ou seja, que se movimentam de outras formas além da propulsão humana, como monociclos e patinetes elétricas.

A medida define regras de trânsito em vias públicas e separa os veículos individuais em grupos conforme a velocidade que atingem e as características do equipamento.

A resolução determina que bicicletas elétricas e outros equipamentos com velocidade máxima de 32 quilômetros por hora (km/h) podem circular em áreas de circulação de pedestre, com velocidade limitada a 6 km/h; e em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, conforme a velocidade estabelecia pelas autoridades naquele local.

Nas vias de circulação de carros, esses veículos seguem as mesmas regras para a circulação de bicicletas, previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CBT).

Para bicicletas elétricas, que ultrapassam velocidade máxima de 32 km/h, em uso esportivo, a velocidade permitida deve ser assistida e limitada a 45 km/h, nas vias arteriais, estradas, rodovias ou em competições esportivas.

Esses equipamentos, e outros que ultrapassam a velocidade máxima de fabricação de 32 km/h, passam a ser classificados como ciclomotor, motocicleta, motoneta ou triciclo, conforme as características de cada um.

Os veículos individuais autopropelidos também passam a ter equipamentos obrigatórios de segurança. Os mais simples precisam transitar minimamente com velocímetro, que pode ser um aplicativo de smartfone, campainha e sinalização noturna.

Para bicicletas elétricas, há ainda a obrigação de uso de retrovisor no lado esquerdo e pneus em condições mínimas de segurança. Os dois grupos não precisam de registro, licenciamento e emplacamento para circular nas vias.

O descumprimento das novas regras seguem artigos já previstos no CBT, com penalidades que vão de infrações média à gravíssima, além de multas, que podem se somar a outras penalidades e medidas administrativas previstas na lei existente.

A medida trata também de ciclomotor, motocicleta, motoneta e triciclo com menor potência e estabelece regras de registro, licenciamento e emplacamento para esses tipos de veículo, além do uso de equipamentos previstos no CBT.

Também exclui equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência, ou com comprometimento de mobilidade, das regras previstas na resolução.

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Simulação de atropelamento alerta para prevenção a acidentes no trânsito

Ação educativa na Avenida John Boyd Dunlop envolveu 30 profissionais, como parte da campanha Maio Amarelo

Crédito da foto: Eduardo Lopes / PMC

Excesso de velocidade, imprudência do pedestre e direção após o consumo de álcool. A combinação desses elementos foi o pano de fundo para a simulação de um acidente com 15 vítimas, sendo uma delas fatal, realizada na tarde desta terça-feira, dia 30 de maio, em Campinas. Para conscientizar os observadores, a cena teve elementos de dramatização – sangue fictício, gritos de socorro, sirenes e resgate aéreo.

A cena chamou a atenção de quem passou pela Avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Shopping Parque das Bandeiras. A ação simulou o atropelamento de pedestre por motociclista em alta velocidade, envolvendo outros dois veículos, sendo que um dos condutores estava alcoolizado. Os pedestres atravessam fora da faixa de travessia.

O simulado de atendimento a vítimas de acidente de trânsito foi organizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), no contexto do Movimento Maio Amarelo.

“Nosso objetivo foi chamar a atenção da sociedade para os altos índices de mortos e feridos no trânsito. A simulação demonstra que a imprudência no trânsito, o desrespeito às normas e à sinalização podem custar vidas”, destacou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Cerca de 30 profissionais simularam o atendimento, que incluiu os primeiros socorros, a estabilização das vítimas e o encaminhamento para as unidades hospitalares. Foram 10 viaturas envolvidas, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Campinas e de Sumaré; do Corpo de Bombeiros; do Grau Técnico Campinas: Administração, Enfermagem e Radiologia; e das concessionárias CCR Autoban e AB Colinas. O resgate também contou com um helicóptero Águia da Polícia Militar. Agentes da Emdec realizaram a operacionalização do trânsito.

A representante do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), da Secretaria Municipal de Saúde Ana Paula Crivelaro Ferreira destacou o sucesso da ação. “Cumprimos o objetivo de demonstrar toda a mobilização das equipes de atendimento e esforços necessários para o atendimento de um sinistro. O intuito maior é alcançar a mudança de comportamento e salvar vidas no trânsito.”

As vítimas e as pessoas envolvidas no acionamento do resgate foram representadas por estudantes das Ligas do Trauma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC). Mais de cem estudantes das duas universidades também assistiram à simulação.

Luiza Otero Almeida, que cursa enfermagem na Unicamp foi uma delas. “Achei bem impactante e uma forma de conscientizar a população, não só sobre a nossa responsabilidade no trânsito, mas também para demonstrar a importância de capacitar os profissionais envolvidos para agir nessas situações”, disse.

O capitão comandante do 1º Subgrupamento de Bombeiros de Campinas, Luiz Fernando Marucci Baccin, ressaltou que “nesse tipo de ação, buscamos chamar a atenção sobre as consequências dos sinistros de trânsito e demonstrar o trabalho integrado das equipes de atendimento”.

Para viabilizar a ação, houve bloqueio total da pista expressa da Avenida JBD, no sentido Centro-Bairro, ao longo da extensão do Shopping das Bandeiras. A via foi liberada por volta de 16h. O simulado também envolveu as secretarias municipais de Transportes (Setransp) e de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública; a Guarda Municipal; e a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

Fatores de risco  

Em 2022, os motociclistas representaram 47% (71) dos 151 óbitos no trânsito registrados em vias urbanas e rodovias. Os pedestres representaram 31,8% (48) dos óbitos, um pedestre morto a cada sete dias – um aumento de 17% em relação ao ano anterior.

Os fatores de risco excesso de velocidade e direção após o consumo de bebida alcoólica estiveram presentes em 60% dos óbitos registrados no trânsito de Campinas em 2022.

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