Tracker

Andamos no competente e ecônomico Nissan Kait Sense

Lançado no final do ano passado para substituir o Nissan Kicks Play, o Kait é um SUV com design moderno e bom espaço interno. De resto é a versão anterior, mas agrada bastante. A finalidade era desenvolver um “novo” carro com um custo baixo. E deu certo.

A versão testada é a segunda opção mais barata, a Sense (a mais acessível é a Active, por R$ 117 mil), que mantém o antigo motor 1,6 litro, aspirado de 113 cavalos, torque de 14,9 kgfm (gasolina) e 15,2 kgfm (etanol) e transmissão CVT que simula seis marchas. Para quem não se preocupa com um desempenho mais elevado, o modelo atende maravilhosamente, privilegiando uma condução suave, tranquila e com boa economia.

E isso fica claro no consumo: na estrada, mantendo os 100 quilômetros por hora, o SUV fez médias de 14,9 km/l com gasolina e 9,7 com etanol. Já na cidade, com gasolina, o Kait consumiu 11,6 km/l e 7,9 km/l com etanol. O tanque é de 41 litros, o que permite uma autonomia na estrada de até 560 quilômetros.  Comparado com os concorrentes, o Nissan está entre os melhores do segmento.
Já o desempenho, como já comentamos, é compatível com a proposta. O SUV japonês acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 11,4 segundos e atinge a máxima de 175 quilômetros por hora.

Espaçoso

Com 4,30 m de comprimento e 2,62 m de entre-eixos, o Kait proporciona espaço para quatro passageiros até de maior estatura. Os passageiros do banco traseiro não terão dificuldades com o espaço para as pernas, nem vão bater a cabeça no teto.

Os bancos dianteiros são bem confortáveis e contam com a tecnologia Zero Gravity, que reduz o cansaço em viagens longas. No entanto, a versão Sense não tem saída de ar-condicionado ou apoio de braço central no banco traseiro.
Entre os equipamentos, a versão Sense tem painel digital, central multimídia de 8 polegadas, seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, tornando-se uma opção competitiva para quem busca um SUV compacto com bom nível de equipamentos e foco em conforto e praticidade.

O modelo também não conta com o sistema de segurança ADAS, que vem nas versões superiores. Ou seja, o Sense não conta com assistentes inteligentes de condução: saem de cena alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa ativo. É o preço que o consumidor paga pela versão mais barata.

Mesmo assim, o SUV é bem equipado. Ele conta com faróis e lanternas em LED, rodas de liga diamantadas de 17 polegadas, pneus 205/55, chave presencial, partida por botão, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, banco traseiro rebatível e bipartido (60/40), ar-condicionado, 6 airbags e bancos com revestimento em tecido especial.

A tela central tátil é de 8 polegadas e permite integração com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto para espelhamento de aplicativos e navegação.

 

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Renault Boreal chega para revolucionar o segmento de SUV médios

Com um design muito bonito e marcante, a Renault brasileira apresentou esta semana o SUV Boreal. A marca francesa já tinha feito uma pré-apresentação em julho e o modelo, que chega para brigar no segmento C, já está à venda. E antes de torcer o nariz ou falar a tradicional frase “mas é francês”, vá con hecer e andar num Renault Boreal. Com certeza vai m,order a lingua e terá que mudar de opinião.

O Boreal chega com a nova identidade de design da Renault, com elementos fluidos na carroceria, curvas generosas e linhas de tensão, que são equilibradas pela integração de elementos técnicos mais estruturados, expressando dinamismo.

O Renault Boreal surpreende, vem com uma tecnologia de última geração interativa e interface Google nativa. O SUV transforma a cabine em uma verdadeira extensão digital do dia a dia dos usuários. Destaque também, para o sistema de som Harman Kardon.

Imponente

Com o Boreal, a Renault vai se impor no segmento C-SUV. O modelo, que associa elegância e tecnologias, tem 4,56 m de comprimento, 1,84 m de largura entre-eixos de 2,70 m, o que proporciona um amplo espaço no habitáculo. O modelo tem muito conforto interno e ampla área envidraçada contínua.

Com design refinado, o Boreal chega com um capô alto e horizontal, a grade na cor da carroceria onde se destaca o logo da marca e a assinatura luminosa inédita, que é reconhecida graças aos exclusivos módulos de LED adicionais que recobrem e ampliam o veículo visualmente. A frente também se diferencia com os faróis de LED que se estendem até os para-lamas e os módulos adicionais, que reforçam a base visual do veículo.

As laterais são estruturadas por uma linha de carroceria marcada e curvas generosas nos para-lamas, reforçando a personalidade imponente do modelo. As caixas de rodas são destacadas por protetores com design clean e elegante, remetendo à solidez e sofisticação.

Interior

Do lado de dentro, o Boreal oferece uma experiência moderna e conectada, favorecida pelo design harmoniosamente sensorial. Assim como no design externo, o interior da cabine é moderno, muito confortável, equipamentos sofisticados e materiais de muita qualidade.

Com duas telas amplas, o SUV tem uma tela localizada bem à frente do motorista onde está disponível o painel de instrumentos digital que oferece ao motorista todas as informações relacionadas à condução. Do lado, se encontra a tela de 10 polegadas do sistema multimídia central, formando um layout tecnológico e fluido, que valoriza as funções conectadas.

Os controles estão distribuídos ergonomicamente: a alavanca da transmissão do tipo “e-shifter” é compacta, enquanto o volante multifunções é ao mesmo tempo sóbrio e elegante, com seus botões metálicos retro iluminados. O ambiente luminoso é totalmente personalizável graças à iluminação em LED de 48 cores.

Como já falamos, o SUV da Renault eleva o nível dos modelos desse segmento, graças aos revestimentos que produzem uma sensação de conforto e refinamento. Algumas partes da cabine contam com adornos gravados a laser que brincam com os reflexos da iluminação ambiente. Na versão iconic, os bancos são revestidos na cor azul Mercure, dando um toque a mais de exclusividade e sofisticação.

O Boreal vem com bancos dianteiros elétricos com memória de posição e massagem para o motorista (de série na versão iconic). Espaços de armazenagem estão distribuídos de forma inteligente por toda a cabine, para satisfazer as necessidades diárias no uso em família: porta-objetos, console central fechado e refrigerado, duas portas USB-C na frente, carregador por indução. Para proporcionar ainda mais conforto, o Boreal é equipado com ar-condicionado automático dual-zone.

Na parte de trás, o banco 40/60 conta com apoio de braço central e um sistema Easy Break, que agiliza o rebatimento dos bancos. Os passageiros do banco traseiro também se beneficiam com as saídas de ar dedicadas e duas portas USB-C.

O porta-malas é muito amplo, com um volume de carga de 522 litros (VDA) ou 1.279 litros (VDA) com os bancos rebatidos. A menor altura da base do porta-malas facilita a utilização.

Motor

Com um motor muito competente, o Boreal está equipado com o motor já utilizado em outros modelos da marca. A motorização é um 1,3 litro, turbo flex, com torque de 270 Nm e 163 cavalos de potência máxima. A transmissão muito eficiente é automática de dupla embreagem úmida de seis marchas.

A média do consumo, segundo a marca, é de 11,2 km/ na cidade e 13,6 km/l na estrada com gasolina e 7,8 km/l e 9,4 km/l, respectivamente, com etanol.

Segurança

O Renault Boreal é o mais bem equipado do segmento com até 24 sistemas de assistência ao motorista (ADAS).

Muita tecnologia

Uma das principais vantagens da versátil plataforma RGMP é a arquitetura elétrica e eletrônica de última geração. Projetada para ser totalmente compatível com as regulamentações atuais e futuras, ela abre caminho para a integração de tecnologias embarcadas com forte valor agregado.

O Renault Boreal é uma demonstração concreta desta estratégia, sendo o primeiro veículo da marca a oferecer o sistema de infoentretenimento Google Automotive Services fora da Europa e o primeiro a ser produzido no Brasil.

Baseado nos serviços embarcados do Google, o sistema multimídia OpenR Link está no centro desta estratégia. Por meio de uma interface unificada, o sistema permite um acesso simples e coerente com o uso que os clientes já fazem das ferramentas digitais. O Google Maps nativo é integrado e exibido nas duas telas, com informações sobre o trânsito em tempo real e atualizações automáticas.

Mais de 100 aplicativos estão disponíveis no Google Play, incluindo os onipresentes sistemas de navegação otimizados a exemplo do Waze, o melhor das rádios de todo o mundo com o Radioplayer for Renault, plataformas musicais de alta definição como o Amazon Music, o melhor das plataformas de vídeo em streaming como Prime Video ou HBO MAX, um game musical on-line único no mundo para todos os passageiros como SongPop for Renault e acesso à internet por meio do navegador Vivaldi.

O Boreal chega para redefinir a experiência ao volante, unindo inovação, praticidade e tecnologia. Com integração ao Google Assistant, você pode controlar o sistema de navegação, música, chamadas e até mesmo funções do carro como o ar-condicionado e, também, dispositivos da sua casa com comandos simples de voz, garantindo mais conforto e segurança sem tirar os olhos do trajeto.

Quer ajustar a climatização da sua casa? Basta dizer: “Ok Google, ativar casa verão/ inverno” podendo ligar o ar-condicionado e abrir as cortinas ou aquecer o ambiente, por exemplo. Precisa de mais segurança? Experimente: “Ok Google, ativar câmeras de segurança”, ligue a iluminação, abra o portão da garagem. E para deixar tudo ainda mais prático, também é possível acionar eletrodomésticos conectados à sua casa ou até preparar o café antes de chegar. E tudo isso apenas por um simples comando de voz. tudo por voz.  As funcionalidades do Google Home requerem dispositivos compatíveis instalados na casa do cliente.

Blindagem garantidaA Renault atenderá a demanda pelo serviço de blindagem, comum no segmento de SUVs médios, através da parceria com a Hi-Tech. O cliente que blindar o modelo na empresa credenciada manterá a garantia total da fábrica.o.

Preços
evolution turbo TCe – R$ 179.990
techno turbo TCe – R$ 199.990
iconic turbo TCe – R$ 214.990

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Confortável e bem acabado, Honda HR-V ganha uma nova geração

Sucesso de vendas, o Honda HR-V foi lançado em fevereiro de 1999 e ao longo destes anos foi ganhando diversas evoluções. A mais recente é a linha 2026 e surpreende por quanto é bom de andar, confortável e confiável. As pequenas mudanças no design e a atualização nos equipamentos, deixaram o modelo mais atual e competitivo no segmento. A motorização é a mesma, ou seja, 1,5 litro turbo e câmbio CVT. A versão avaliada é a Touring, topo de gama.

As mudanças na grade, faróis mais finos, lanternas redesenhadas, molduras em volta da carroceria e novo desenhos das rodas, o HR-V, o terceiro mais vendido do segmento, ficou bem mais bonito e distinto. As rodas muito bonitas são diamantadas e de 18 polegadas.

Por dentro, o SUV japonês é muito agradável e confortável. Destaca-se o bom espaço interno e o conforto. O banco do motorista conta ajustes elétricos facilitando para achar a melhor posição para dirigir. Ao rodar é possível ver quanto o modelo é silencioso. Somente em pisos irregulares o barulho externo é notado.

Na versão Touring, o SUV conta com um excelente pacote tecnológico e de segurança, como por exemplo assistentes como alerta de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática.


No modelo 2026, o HR-V também ganhou uma central multimídia mais completa com espelhamento sem fio, inclusive, com uma câmera de ré de melhor definição. Os dois passageiros do banco traseiro não têm do que reclamar, já que o espaço interno é muito bom e bem confortável. Cinco passageiros já ficam mais apertados, mas numa necessidade, são acomodados razoavelmente.

O porta-malas tem capacidade para 354 litros, mas os bancos rebatíveis em várias possibilidades podem aumentar muito o espaço de carga.

Bom desempenho

O HR-V Touring vem equipado com uma motorização turbo muito competente de 1,5 litro, desenvolve 177 cavalos e 24,5 kgfm de torque máximo. Como o torque máxima já está disponível a 1700 rpm, o tanto na cidade como na estrada as respostas são bem eficientes. Os números mostram o bom desempenho do SUV. De 0 a 100 quilômetros por hora o HR-V acelera em 8,9 segundos e atinge a máxima de 201 quilômetros por hora.

O consumo está na média da concorrência fazendo 8,7 km/l na cidade e na estrada 10,1 com etanol. Já com gasolina, o modelo faz 11,5 km/l no perímetro urbano e 15,1 na rodovia.

Apesar de CVT, e não uma automática tradicional, a transmissão não compromete e tem modo Sport e trocas manuais nas borboletas atrás do volante. Mesmo privilegiando o conforto, a suspensão é destaque e não compromete a estabilidade.

Preço
Honda HR-V Touring R$ 209.900,00
Curiosidade – Quando foi lançado em 1999, o HR-V custava R$ 69.900,00.

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Coluna Fernando Calmon — Renault confirma picape Niagara na fábrica argentina

Coluna Fernando Calmon nº 1.320 — 24/9/2024

Renault confirma picape Niagara intermediária na fábrica argentina

 

Este ano cerca de um em cada cinco veículos comercializados no Brasil são picapes. Duas décadas atrás este cenário nem passava pela cabeça de analistas, mas o mercado tem dessas surpresas. Não há uma explicação exata para o fato e, possivelmente, trata-se de uma combinação de fatores. Estes vão desde o preço menor (imposto também menor), influência do crescente setor de agronegócio brasileiro, alguma inspiração vinda do mercado americano e à praticidade da cabine dupla com quatro portas.

O certo é que 202.969 unidades dessa categoria, entre picapes pequenas, intermediárias, médias e grandes, foram emplacadas no primeiro semestre deste ano no País. Significou quase 20% do mercado brasileiro, perdendo apenas para os 38% de SUVs e os 27% na soma de hatches/subcompactos.

Até agora existem 21 modelos no mercado nacional de picapes disponíveis em todos os tipos, embalados por boas campanhas publicitárias e de marketing, além da chegada de modelos e versões inéditos. Neste cenário insere-se a nova Niagara que a Renault acaba de confirmar em Córdoba, Argentina, com investimento de US$ 350 milhões (R$ 1,92 bilhão).

A nova picape francesa, que ainda não teve o nome confirmado, divide a mesma arquitetura com o Kardian. Seu protótipo foi apresentado em março último durante a estreia em Gramado (RS) do SUV compacto fabricado em São José dos Pinhais (PR). Disfarçado pesadamente como carro-conceito de competições fora de estrada, a picape deixou poucas pistas de seu visual final. Pormenores incluíam espelhos retrovisores substituídos por câmeras e luzes externas de formas não definitivas.

Algumas referências de dimensões informadas pela Renault — entre-eixos até 3 metros e comprimento até 5 metros — indicam que alvo é mesmo a Toro, o que em tese indicaria a convivência com a Oroch que tem porte menor e semelhante ao da Montana. Previsão de lançamento deste modelo, sem confirmação oficial: entre o último trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026.

A nova picape abre espaço a especulações sobre outros concorrentes, que estariam em estudos ou já em projetos finais, da Toyota, VW e até Hyundai.

EUA: motoristas contornam sistemas de automação parcial

Pesquisa recente feita nos EUA pelo IIHS (sigla em inglês de Instituto das Seguradoras para Segurança em Estradas) apontou um comportamento um tanto preocupante pela forma como motoristas, no deslocamento em rodovias ou nas longas vias expressas em torno dos grandes conglomerados urbanos do país, enganam os sistemas modernos de automação parcial. Vem-se tornando comum acionar tais recursos, mas resolvem “fingir” que prestam atenção no trânsito e na verdade não o fazem.

David Harkey, presidente da entidade, afirmou: “Se o motorista entender que monitorar significa apenas cutucar o volante do carro a cada poucos segundos, ele fará exatamente isso”. Nos intervalos tratam de checar o telefone celular, comer um sanduíche dentro de um hábito comum no país ou apreciar a paisagem.

A tendência de exacerbar multitarefas também aumentou ao longo do tempo, à medida que motoristas se sentiam à vontade com a tecnologia, enquanto outros ficavam mais distraídos ao usar o sistema desde o início. Alguns usaram sua habilidade e continuar a se envolver em comportamentos de distração, pontuados por movimentos rápidos de interrupção dos alertas.

Câmeras e outros sensores de automação parcial mantêm o carro no centro da faixa na velocidade selecionada, diminuem a velocidade a fim de evitar acidentes e aceleram novamente com o caminho livre. No entanto, os motoristas devem prestar muita atenção ao que está acontecendo na estrada e estarem prontos a assumir o controle a qualquer momento. Como os estudos mostraram, nem todos fazem isso.

“Esses resultados demonstram que lembretes de atenção multimodais e escalonados são muito eficazes e fazem com que os motoristas mudem seu comportamento”, disse a cientista sênior de pesquisa do IIHS, Alexandra Mueller, autora principal do estudo. “No entanto, melhores salvaguardas são necessárias e assim garantir que a mudança de comportamento realmente se traduza em uma direção mais atenta.”

Impressiona por onde passa: Mustang GT Performance

Ele sobreviveu em meio a um acidentado e hesitante avanço de carros elétricos, ao sabor dos acontecimentos, que se sucedem da euforia aos soluços. Esta sétima geração rebatizada de Mustang GT Performance chegou sem se preocupar com o cenário ao seu redor. Manteve suas características principais ao longo de exatos 60 anos: silhueta imutável de cupê, motor V-8 de aspiração natural, tração traseira, quatro saídas de escape. Tudo uma ótima introdução. Rivais como Challenger e possivelmente também o Camaro abraçam versões elétricas, sem nem se preocupar com híbridos. O tempo dirá quem fez a escolha correta.

Nesta sétima geração o esportivo veterano da Ford precisou limitar, por razão de emissões/consumo, o aumento de potência e torque que ainda são bastante convincentes: 488 cv a 7.250 rpm (5 a mais) e 57,5 kgfm (0,8 extras) a 5.000 rpm. O câmbio automático epicíclico continua o de 10 marchas, agora recalibrado. As trocas são marginalmente mais rápidas. Desempenho coerente com a proposta: 0 a 100 km/h, em 4,3 s. Mas na avaliação em São Paulo (SP), altitude de 672 m, a aceleração perde mais de 0,5 s. Precisaria de um turbo e assim evitar isso.

Um aspecto interessante: mesmo com apenas 1.398 mm de altura pode-se entrar e sair sem grandes contorcionismos. Apesar de os novos bancos dianteiros um pouco mais baixos, há pouco prejuízo de visibilidade. Incrível o número de informações sobre o motor no quadro de instrumentos: temperatura do cabeçote e até do ar de admissão. Tela multimídia é enorme: 13,2 pol. com pareamento de celular sem fio e carregador por indução.

Comportamento em curvas mantém-se exemplar e os freios melhoraram com pinças Brembo nos discos traseiros (antes só nos dianteiros). Na lentidão do trânsito, há um senão: necessidade de acionar, a cada parada, a incômoda e dura alavanca do freio de estacionamento e assim fazer atuar o indispensável sistema de imobilização automática (auto-hold). Poderia haver um simples botão ou leve toque no pedal de freio como em outros carros.

T-Cross muda pouco, porém ainda o SUV a ser batido

Existem pelo menos 20 concorrentes viáveis na faixa dos SUVs compactos e o produto da VW consegue manter a liderança neste segmento. Na versão 2025, o T-Cross avançou um pouco e conseguiu abrir, até o mês passado, uma pequena vantagem ao alcançar 8,1% do mercado, contra 7,6% do Creta e 7,3% do Tracker no acumulado de 2024.

Nesta versão 2025 avaliada, foi feito um bom trabalho de atualização na parte dianteira graças aos novos faróis e a uma grade um pouco mais elaborada. Só não ficou bom a substituição dos faróis de neblina por falsas entradas de ar. Na lateral as rodas de liga leve têm desenho rebuscado, embora de bom efeito visual. A parte traseira é o seu melhor ângulo com a interligação iluminada das lanternas redesenhadas e um protetor de para-choque que não cumpre exatamente essa função. O porta-malas com 373 L é bom, mas superado pelo do Creta de 431 L.

No interior a faixa central do painel, que se liga às portas, refinou seu visual. Há bons porta-objetos e os bancos firmes de couro dentro do padrão VW são garantia de que as viagens fiquem menos cansativas. Laterais de portas recebem tecido de boa qualidade. Manteve a central multimídia de 10,1 pol. e seu funcionamento melhorou bastante frente ao que foi no começo. Volante de muito boa pega e regulável em altura e distância tem angulação correta de típico carro alemão.

Não houve alterações de motor: 125 cv/25,5 kgf·m (etanol ou gasolina). Forma um ótimo conjunto com o câmbio automático epicíclico de seis marchas, porém a função Eco deixa as respostas letárgicas algo além da conta. O carro foi muito bem no consumo com resultados quase iguais ao declarado tanto em cidade — 8 km/l (E) e 11 km/l (G) — quanto em estrada — 10 km/l (E) e 14 km/l.

Também se destacou no comportamento em curvas de curto, médio e longo raios, além de exemplar precisão direcional.

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Coluna Fernando Calmon — Híbridos mereciam ter incentivos maiores

Coluna Fernando Calmon nº 1.317 — 3/9/2024

Híbridos mereciam ter incentivos maiores do que os 100% elétricos

“Pressa é inimiga da perfeição”. Frase atribuída ao escritor Machado de Assis, que a cunhou de uma forma mais culta, pode se aplicar ao atual cenário mundial. Os carros elétricos despertaram atenções, programas apetitosos de incentivos governamentais e ocuparam parte relevante (em torno de 40%) do maior mercado de veículos do planeta, o chinês, do alto de seu 1,4 bilhão de habitantes.

Entretanto, há claros sinais de recuo em vários países da Europa e uma “meia-trava” nos EUA, segundo maior mercado mundial. A maioria dos fabricantes parece ter concluído, somente agora, que a transição precisa ser feita com menos açodamento. Alguns deles foram pegos de surpresa aos apostaram tudo numa rápida transição e sem terem dado a devida atenção aos semi-híbridos, híbridos e híbridos plugáveis.

Boa parte dessa falha estratégica foi patrocinada por um regime de estímulos inadequado. Países europeus refizeram as contas por afetar o equilíbrio fiscal. O Brasil até que não errou tanto, embora isso se deva em parte à oferta de motores flex que diminuem as emissões de CO2, quando se abastece o tanque com etanol. Embora estes respondam por 80% das vendas, apenas 30% usam regularmente o combustível de origem vegetal. Ainda falta, portanto, avançar e os híbridos deveriam receber uma atenção maior.

De qualquer forma os semi-híbridos e híbridos crescerão aqui a partir de lançamentos neste e nos próximos anos. É preciso dar tempo até a chegada dos híbridos plugáveis. E investir em uma rede de recarga rodoviária para elétricos, o que exige altos investimentos e um retorno financeiro muito baixo em um país de grande extensão territorial como o Brasil.

GM anuncia investimentos de R$ 5,5 bilhões em São Paulo

Este montante responde por quase 80% do total que a empresa desembolsará entre 2024 e 2028. Dois executivos da matriz, em Detroit (EUA), Rory Harvey e Shilpan Amin, vieram ao País para confirmar o investimento no Estado. Para completar os R$ 7 bilhões já anunciados, R$ 1,2 bilhão vai para a fábrica de Gravataí (RS) e R$ 300 milhões para a unidade de motores em Joinville (SC). Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil, confirmou que dois modelos híbridos “leves” (tecnicamente semi-híbridos) estrearão em breve, sem citar datas.

É possível que pelo menos o primeiro deles estreie em janeiro de 2025, quando a fabricante completa um século de atuação no País. Provavelmente caberá ao Tracker e ao Onix, nesta ordem, a primazia. Também um novo SUV compacto está previsto para Gravataí. Ainda em 2024 é esperada a importação do México do elétrico Equinox, em outubro próximo, que complementará o Blazer VE apresentado em julho passado e com preço a ser anunciado nos próximos dias.

Também chegará a vez dos híbridos flex, uma tecnologia mais cara, ainda sem previsão de data. Híbridos plugáveis a gasolina ficarão para o final do atual ciclo de investimentos ou do próximo.

Agosto apontou leve queda de vendas em cenário ainda bom

Estatísticas de comercialização do mês passado foram afetadas por um dia útil a menos do que julho. Foi um recuo de apenas 1,6%. Ainda assim, o acumulado de vendas de janeiro a agosto de veículos leves e pesados atingiu 1,622 milhão de unidades ou 13,4% a mais que o mesmo período de 2023. José Andreta Jr., presidente da Fenabrave, apesar de manter o otimismo ressalva que “alguns fatores ainda podem movimentar o setor, como as taxas de juros, que se aumentarem podem impactar nos financiamentos de veículos como automóveis e comerciais leves”.

A consultoria brasileira Bright, em relatório apresentado no recente Congresso Fenabrave, apontou algumas tendências em curso com uma visão geral positiva. Algumas delas:

  • Atrasos na definição da reforma fiscal e no programa Mover geram insegurança nos fabricantes quanto ao rumo tecnológico, com a definição do imposto seletivo sobre automóveis tendo sido novamente adiada​.
  • Depois de fortes aumentos nos últimos anos, o preço médio deve crescer de forma mais lenta de agora em diante.
  • Maior adoção de semi-híbridos prevista para 2025, à medida que o mercado brasileiro se ajusta a novas tecnologias sustentáveis.
  • Devido à preferência mercadológica e capacidade de absorver o custo incremental de equipamentos regulatórios, SUVs continuam em ascensão.
  • Sedãs em tendência de descontinuação, com poucas opções disponíveis no mercado.
  • Picapes correspondem a um em cada cinco veículos vendidos.
  • Por conta das dimensões continentais do Brasil, híbridos plugáveis passam a ter relevância.

Primeiro Kia elétrico, EV5, tem estilo e bom espaço

Primeiro modelo 100% elétrico da Kia no Brasil acaba de estrear. Com dimensões externas para se posicionar como um SUV familiar (4.615 mm de comprimento, 1.875 mm de largura, 1.715 mm de altura e cômodo entre-eixos de 2.750 mm), o EV5 dispõe de predicados técnicos apreciáveis, como alcance médio de 402 km, padrão Inmetro. Seu estilo é contemporâneo e o pacote ADAS incorpora nada menos do que 14 dispositivos de segurança ativa. Outros destaques: amplo espaço interno e bom acabamento. Ótimo porta-malas: 513 litros.

EV5 utiliza um único motor com potência de 217,5 cv e torque máximo de 31,6 kgf·m, alimentado por bateria de fosfato de ferro e lítio, montada com módulos em lâminas, de capacidade máxima de 88,16 kWh. Pode ser recarregado em corrente contínua (DC) de 360 kW, o que garante carga de 20% a 80% em apenas 27 minutos. Já em corrente alternada (AC) de 7 kW, precisa de 9h40m. Acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 s.

O consumidor que adquiri-lo receberá um carregador residencial de emergência de 7 kW e gratuidade nas três primeiras revisões (20.000, 40.000 e 60.000 km). Por dentro, painel e multimídia formam uma tela única de 29,9 polegadas de ótima resolução. Chama atenção o banco do passageiro com extensor lateral em direção ao motorista, sobre o console, que tem a função lúdica de criar um “lounge interno”.

Num primeiro contato em trecho de estrada nos arredores de Itu (SP), mostrou dirigibilidade virtuosa. Tudo isso herdado principalmente do bom acerto de suspensão e desempenho impactante de todo elétrico, embora alguns concorrentes ofereçam motor mais potente, quase sempre desnecessário.
Preço: R$ 399.990.

Seminário aponta oportunidades para hidrogênio

A transição energética representa uma chance única para o Brasil se posicionar entre os líderes mundiais nos próximos anos. Afirmação de Thiago Lopes, coordenador de projetos no RCGI (sigla em inglês para Centro de Pesquisas de Inovações sobre Gases de Efeito Estufa) e professor da Poli-USP, no seminário organizado pela Carcon/Global Data, em São Bernardo do Campo (SP).

Gás carbônico (CO2) em níveis elevados demais tornou-se inimigo público mundial. Representa o principal vetor para o chamado efeito estufa, fenômeno de aquecimento atmosférico e suas consequências como derretimento de calotas polares e subida do nível dos mares. Automóveis e veículos comerciais não são os maiores responsáveis, porém, têm peso estimado em até 25% quando se calcula da fonte à roda.

Principal alternativa é o hidrogênio (H2), considerado combustível do futuro. Para Lopes, “a relevância do H2 produzido a partir do etanol atingirá um preço competitivo e no ciclo fonte à roda se tornará um combustível com intensidade negativa de carbono”.

Entretanto, torna-se muito difícil prever quando a era do hidrogênio realmente se tornará realidade, pois depende da matriz energética de cada país. Da eletrólise da água (H2O) também se obtém hidrogênio, mas exige enorme consumo de energia elétrica e esta precisa ser obtida de forma limpa como em hidroelétricas ou a partir do sol e vento.

Lopes citou o projeto da USP que testa um ônibus movido a H2, obtido a partir do etanol, em alternativa ao diesel com redução significativa de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio, além de alcançar o dobro de eficiência. No mundo, o Toyota Mirai é o único modelo com motor a combustão interna abastecido com H2, porém sua venda é simbólica e o reabastecimento, bastante limitado.

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Coluna Fernando Calmon — Vendas sobem, porém importações bem mais

Coluna Fernando Calmon nº 1.310 — 16/7/2024

Vendas sobem, porém importações bem mais

O Brasil está perdendo a batalha da balança comercial entre exportações e importações de veículos. Nos últimos anos, desde 2015 o País sempre alcançou superávit com destaque em 2017. Mas este ano o crescimento das importações vai superar as exportações, segundo projeções da Anfavea. Trata-se de uma combinação deletéria. Para manter o nível de empregos na indústria automobilística é necessário que exportações compensem importações. Se o balanço for superavitário, melhor ainda.

No fechamento do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado a produção total de veículos leves e pesados subiu apenas 0,5%. Passou de 1,132 para 1,138 milhões de unidades. De janeiro a junho de 2024 as exportações caíram 28,3% e importações subiram bem mais: 37,7%. O resultado pífio deu-se em contraste com o firme aumento de vendas internas (varejo e atacado; leves e pesados), na soma de veículos nacionais e importados, que subiram 14,6%.

Na realidade o aumento das importações — nada contra isso, contudo de forma prudente ­­— deu-se em razão de carros elétricos e híbridos, além de concentradas em marcas chinesas. Híbridos convencionais e plug-in (somados 4,5%) e elétricos (2,9%) ainda representaram parcela muito pequena das vendas de veículos leves no primeiro semestre deste ano.

No entanto a Anfavea defende uma volta imediata do imposto de importação de 35% para veículos elétricos e híbridos, sem o escalonamento em curso de 2024 a 2026. Será difícil o governo voltar atrás sobre o estabelecido.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) reúne hoje 10 marcas entre as 50 que atuam no mercado brasileiro de veículos leves, pesados e máquinas, sem incluir motos.

Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, afirma que “medidas protecionistas ou barreiras alfandegárias artificiais são sempre ineficazes e prejudiciais a toda a cadeia automotiva”. Mesmo discurso simplista de sempre. Ele tem razão num ponto: “Além disso, poderá prejudicar as relações com um parceiro comercial importante para o Brasil como a China”.

A BYD é, de longe, a maior associada da entidade em vendas, no primeiro semestre: 32.572 unidades, 71%. GWM vendeu menos, porém não se associou. Mas o otimismo extrapola. A chinesa já previu comercializar 120.000 unidades este ano e depois corrigiu para 100.000. Só que a Abeifa projeta 94.000 veículos emplacados das 10 marcas em 2024. Uma das duas estará errada.

 Novo lançamento da GM incluirá versão híbrida básica

O primeiro dos produtos incluído no plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão para modernização da fábrica de Gravataí (RS) será, como esperado, um SUV compacto inédito que terá como base o Onix, ou seja, menor do que o atual Tracker. O novo modelo está previsto para 2026. O que se antevê é uma versão híbrida flex básica com alternador e motor de arranque integrados, além de uma pequena bateria auxiliar.

A GMB se convenceu, ao sondar clientes, que passar direto para carros elétricos no Brasil vai demorar em razão do preço alto e de uma rede de recarga incompleta. Um híbrido pleno para veículos maiores, a exemplo de Tracker, Montana, S10 e Trailblazer, deve chegar numa segunda etapa.

Fábio Rua, vice-presidente da GM, afirmou que o novo produto (não adiantou que se tratava de um SUV) está sendo desenvolvido pela engenharia da empresa, líder mundial para este projeto. Será exportado para países da América do Sul e México. No Brasil vai mirar, principalmente, no Kardian, Pulse e, em breve, no modelo equivalente da VW.

Outra atualização esperada, segundo o site Autos Segredos, é a injeção direta de combustível no motor a combustão interna. Até agora a Chevrolet era uma das poucas marcas a manter a injeção multiponto no duto de admissão por achá-la uma solução de menor custo e suficiente. Porém, o tempo mostrou que se trata de uma mudança viável e necessária aos olhos do mercado.  Deve estrear já neste novo SUV.

No total a empresa americana investirá R$ 7 bilhões no Brasil entre este ano e 2028 na renovação de seus modelos, introdução de tecnologias avançadas e agregação de novos negócios.

BYD avança com híbrido plugável Song Pro

SUV de porte médio da fabricante chinesa tem a seu favor o estilo atraente e o conjunto motriz. O sistema híbrido plugável a gasolina também é um recurso vantajoso que se reflete em baixo consumo de combustível. Todavia, o alcance médio declarado de até 1.100 km refere-se à antiga norma europeia NEDC abandonada por pouco refletir a realidade e caiu em desuso a partir de 2017. Sem sentido continuar a citá-la.

Pela norma brasileira NBR 7024, revista e utilizada pelo Inmetro, o alcance médio é de 780 km, mas na prática pode ser um pouco melhor com bateria totalmente carregada e tanque de 52 litros cheio.

Por outro lado, uma característica bem interessante informada pela BYD é a eficiência térmica de 43% do conjunto comparável aos melhores motores a diesel. O Song Pro, na versão GS de topo que dispõe de uma bateria maior (18,3 kW·h), entrega 235 cv e 43,8 kgf·m ao combinar, segundo a fábrica, um motor a gasolina de 98 cv e 12,4 kgf·m ao elétrico de 197 cv e 30,6 kgf·m. Bom lembrar que torque combinado tecnicamente não pode ser medido em aplicações em um mesmo eixo, embora BYD insista.

Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 s comprova desempenho muito melhor do que o Corolla Cross híbrido não plugável limitado por seu motor flex de apenas 101 cv (etanol)/14,1 kgf·m associado a um motor elétrico 72 cv e 16,6 kgf·m com potência combinada de somente 122 cv.

Isso ficou claro na primeira e curta avaliação pelas ruas de São Paulo. O SUV chinês tem ótimo desempenho. Mas ao partir da imobilidade há um certo atraso na resposta do acelerador, sem aquela reação fulminante dos elétricos. Impressiona o silêncio a bordo com os vidros dianteiros de dupla camada para isolamento de ruído. Porém, ao rodar em asfalto irregular ou passar por lombadas falta o acerto fino das suspensões.

Também se destaca pelo espaço interno com distância entre-eixos de 2.712 mm, pouco menor que a do Song Plus. Os passageiros no banco traseiro, além do assoalho plano, contam com regulagem do encosto. Bancos dianteiros são confortáveis e o do motorista tem regulagem elétrica (só no GS). O porta-malas oferece 520 litros, mas não inclui estepe e perde espaço devido a uma maleta contendo carregador portátil da bateria e seus cabos.

Preços: R$ 189.800 (GL) e R$ 199.800 (GS).

 

Coluna Fernando Calmon — Vendas sobem, porém importações bem mais Read More »

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