Tarok

Coluna Fernando Calmon — VW terá picape do mesmo porte de Montana e Oroch

Coluna Fernando Calmon nº 1.306 — 18/6/2024

 

VW terá picape do mesmo porte de Montana e Oroch

Ao confirmar a produção do sedã Virtus como parte dos investimentos de R$ 3 bilhões na unidade fabril de São José dos Pinhais (PR), a mais moderna da marca, a Volkswagen limitou-se a uma vaga referência à produção local de “uma picape inédita para o mercado brasileiro e exportação”. Nada informou sobre o seu nome, porte, tipo de construção e motorização.

No entanto, tudo indica tratar-se de uma picape de cabine dupla e estrutura monobloco maior que a Saveiro e menor do que a Toro com dimensões bastante próximas às da Oroch e da Montana. Estas, por sua vez, são praticamente iguais em comprimento, largura, altura e distância entre eixos numa margem de apenas 20 mm. Desta forma o segmento compacto teria cinco competidores, ao se somarem Strada e Saveiro.

Toro e Rampage seguirão como únicos modelos intermediários e com construção monobloco de porte próximo às picapes médias tradicionais de carroceria sobre chassi, sendo que estas terão companhia de modelos de origem chinesa.

A VW chegou a cogitar ter uma concorrente direta da Toro. Foi uma das atrações do último Salão do Automóvel, na capital paulista, em 2018. O protótipo batizado de Tarok atraiu bastante atenção do público e, claro, boas doses de especulação surgiram. Depois, foi “cogitada” de ser produzida na Argentina já que se baseava no SUV Taos lá fabricado.

Uma das características da picape de cabine dupla que mais chamou atenção do público naquela exposição foi o acesso direto à caçamba, a partir do rebatimento do banco traseiro. Dimensões, como distância entre eixos, eram as mesmas da intermediária Toro.  

Elétricos chineses também sobretaxados na Europa

Depois da pancada dos EUA que elevaram para 100% o imposto de importação para veículos elétricos (VE) de origem chinesa, a União Europeia seguiu caminho semelhante. Entretanto, o bloco de 27 países (não inclui Grã-Bretanha e Noruega) foi mais seletivo segundo o informado pela agência Associated Press (AP). A sobretaxa, além dos 10% já aplicados aos elétricos de qualquer procedência, está diferenciada por marcas o que é algo inusitado em comércio internacional.

A taxação adicional atinge 17,4% para modelos da BYD, 20% para os da Geely e 38,1% para produtos da estatal chinesa SAIC, sendo as duas primeiras de capital misto. A justificativa foi defender produtores da região de importações predatórias. A Associação de Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA) apoiou a decisão e a Anfavea se solidarizou por nota oficial.

O governo da China contra-atacou classificando o ato de “protecionista, destruidor da concorrência leal e tomaria todas as medidas necessárias”. Uma reação exagerada para um país que subsidia pesadamente suas exportações, muitas vezes de modo indireto, como a construção em estaleiros estatais de grandes navios ro-ro para transporte intercontinental de veículos.

Segundo a AP, acredita-se que o governo alemão tentará amenizar possíveis sanções sobre exportações das marcas germânicas para China e para isso poderá sugerir tarifas mais amenas na Europa, além de apoiar a instalação de fábricas chinesas no continente europeu.

A Stellantis, que não faz parte da Acea, afirma que taxas maiores não surtirão efeito em longo prazo.

Pesquisa aponta dificuldades no crescimento de elétricos

Esses “ruídos” sobre enfrentamento entre países têm potencial de diminuir o interesse por veículos elétricos (VE). Continuam as dificuldades pelo seu preço ainda alto, alcance limitado em especial nas viagens longas, rede de recarga de baterias que não acompanha o ritmo das vendas, entre outras.

A prestigiada consultoria McKinsey acaba de revelar uma pesquisa com 30.000 proprietários de VE e veículos a combustaõ em 15 países. Nos EUA, 40% dos donos de VE pretendem voltar para automóveis com motores a combustão na próxima compra; em outros países o percentual foi quase igual (39%). Este não é um bom sinal, embora as opiniões possam mudar.

Outros 21% não têm planos de comprar um elétrico, enquanto 38% cogitam adquirir um VE ou híbrido plugável e 41% pretendem adquirir um VE Esses resultados refletem certa insegurança entre os compradores. Para a consultoria o cenário indica que a indústria deve continuar dando atenção também aos híbridos plugáveis como alternativa nos próximos anos.

Em países de renda média, como o Brasil, há convicção de que micro-híbridos e híbridos plenos com motores flex são soluções mais viáveis no horizonte de pelo menos até 2035.

Haval H6 tem versão mais em conta para o Brasil

Aos poucos a GWM compreendeu melhor as limitações de preço inerentes ao mercado brasileiro. Acaba de lançar a versão PHEV19 do H6 por R$ 229.000 Este será o primeiro modelo a sair da linha de montagem de Iracemápolis (SP), em março ou abril do próximo ano, ainda com poucos itens nacionais: bancos, vidros, rodas e pneus.

O híbrido plugável recebeu agora uma bateria menor, de 19 kW·h, com alcance médio de 74 km em modo elétrico pelo padrão Inmetro. Mas em circuitos urbanos e sem abusar muito do acelerador, pode subir para 90 km. Agora há um motor único dianteiro1,5 L turbo a gasolina que, combinado com o motor elétrico integrado, resulta na entrega de 326 cv de potência e 54 kgf·m de torque às rodas dianteiras.

Consumo homologado de 36,2 km/l no ciclo urbano e 31,1 km/l no rodoviário, o esperado para um SUV deste porte A versão flex ainda está em desenvolvimento e não há previsão de quando estreia ao longo de 2025 A recarga da bateria de 30% a 80% do total, se feita num carregador de corrente contínua de até 33 kW de potência, pode ser concluída em 28 minutos. Uma novidade é poder entregar energia para até três equipamentos externos de 220 V, simultaneamente, por cinco horas com uma carga da bateria.

Em rápida avaliação, por vias expressas em São Paulo, o SUV mostrou bastante agilidade e respostas instantâneas ao acelerador. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,6 s é muito boa ao considerar a massa total de 1.890 kg (20% maior que um modelo equivalente com motor a combustão).

O que mais incomoda, como em todo modelo elétrico chinês, é o irritante zumbido de alerta para pedestres que vaza para a cabine, abaixo de 30 km/h. Nem o som do rádio mais alto resolve.

Foton Tunland, mais uma picape média chinesa

A chinesa Foton lança duas picapes importadas de cabine dupla e porte médio-grande, V7 e V9. Ambas têm desenho moderno e dimensões entre Ranger e F-150, por exemplo: 5.617 mm, comprimento; 2.000 mm, largura; 1.910 mm, altura e 3.355 mm, entre-eixos. Capacidade de carga de 1.000 kg.

A V7 traz suspensão traseira por eixo rígido com molas semielípticas e está vocacionada para trabalho ou uso fora de estrada, enquanto na V9 é do tipo McPherson e molas helicoidais para rodagem um pouco mais suave. O espaço interno é bem generoso. A tela multimídia tem 14,7 pol. e a do quadro de instrumentos, 12,5 pol.

O ponto fraco da Tunland é o motor turbodiesel de quatro cilindros, com sistema micro-híbrido, 2-litros, 175 cv e apenas 45,9 kgf·m. A caixa de câmbio automática tem oito marchas. A fabricante declarou aceleração de 0 a 100 km/h em 8,8 s, mas bastou um pequeno percurso de avaliação para ter certeza de um erro grave de informação. Um simples cronógrafo constataria que este tempo deve subir para mais de 14 s e deixa muito a desejar.

Vendas começam em novembro deste ano e o preço estimado parte de R$ 250.000.

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Coluna Fernando Calmon — VW eleva investimentos e aposta mais em híbridos que elétricos

Coluna Fernando Calmon nº 1.287 — 6/2/2024

 

VW eleva investimentos e aposta mais em híbridos que elétricos

A fabricante alemã antecipou seus planos para o País e elevou o total investido que antes era de R$ 7 bilhões até 2026 para R$ 16 bilhões até 2028. Esse montante inclui 16 lançamentos e quatro modelos inéditos no mercado brasileiro. A VW não revelou quais são os produtos inteiramente novos, além das evoluções periódicas dos produtos atuais.

O presidente da empresa, Ciro Possobom, marcou o posicionamento mercadológico em encontro com a imprensa. “A estratégia do Brasil não pode ser igual à chinesa, que deu prioridade ao carro elétrico. Acreditamos no motor flex e não está nos planos uma mudança radical, pois aumentaria demais os custos de produção. O flex é um ativo do país e um híbrido desse tipo faz mais sentido.”

Veículos elétricos (VE) não estão incluídos, nessa rodada de investimentos em manufatura, pois a previsão é apenas para 2030, embora a empresa vá importar pelo menos mais um VE até 2028. A VW contempla investimentos em todas as suas quatro fábricas, inclusive a de motores em São Carlos (SP), onde será produzido o novo TSI de 1,5 litro flex que atende aplicação híbrida.

O modelo para São José dos Pinhais (PR) deverá ser uma picape intermediária na mesma faixa da Rampage e da Toro. Talvez o nome Tarok seja o escolhido, mas de porte maior que o protótipo exibido no Salão do Automóvel de 2018. São Bernardo do Campo (SP) estará comprometida com a nova arquitetura híbrida flex MEB Hybrid e dois produtos inéditos.

Possobom adiantou que também haverá um modelo somente com motor a combustão em São Bernardo. Quem sabe uma Saveiro de cabine dupla e quatro portas, hoje apenas com duas portas? A concorrente direta Strada, líder absoluta, tem 60% de suas vendas concentradas nas de quatro portas. Um segundo novo produto será híbrido flex, talvez baseado no Virtus.

Para Taubaté (SP) tudo indica um inédito SUV compacto que será bem diferente do crossover Nivus. O executivo descartou a entrada da marca no segmento de subcompactos, onde concorrem apenas Kwid e Mobi.

Esta semana o banco estatal BNDES aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para VW desenvolver produtos “alinhados à sustentabilidade, à eficiência e à transição energética para os próximos anos”. Valor meramente simbólico: apenas 3,1% do investimento total do fabricante.

Mercado começa o ano com vendas encorajadoras

Fenabrave viu a confirmação, pelo menos no primeiro mês do ano, que as vendas ao mercado interno de veículos leves e pesados em 2024 devem surpreender. Foram comercializadas 161.601 unidades que representaram 13,2% a mais que janeiro de 2023. Se considerados apenas os veículos leves o avanço foi de 16,8%.

A média de emplacamentos foi de 7.300 unidades/dia, o melhor resultado para janeiro dos últimos três anos.

Para o presidente da associação, Maurício Andretta Jr., há uma melhora na venda no varejo de automóveis e comerciais leves, respondendo por 60% do total. Ele atribui isso “ao custo e ao acesso ao crédito que melhoraram a partir do último trimestre de 2023. Aliados à expectativa de redução dos juros básicos (taxa Selic) ao longo de 2024, podem incrementar a disponibilidade e diminuir a restrição de crédito por parte dos agentes financeiros”.

Durante vários meses no ano passado o mercado corporativo dominou a participação entre veículos comercializados. Locadoras também tiveram um 2023 muito forte no último trimestre. Para 2024 a Fenabrave prevê, preliminarmente, que o mercado interno crescerá 12% e a Anfavea estima um avanço bem menor, de 6%.

Os números podem sofrer revisões à medida que a economia brasileira reagir. Em 2023 o avanço deveu-se à grande safra agrícola plantada em 2022. No entanto, este ano não se repetirá por razões climáticas. Economistas esperam números para o PIB bem mais discretos e isso se reflete nas vendas de veículos.

Mudanças em análise no STF da lei Renato Ferrari, que regula as vendas entre fabricantes e concessionárias, têm potencial de gerar atritos entre as duas partes. Marcas chinesas vêm usando o expediente da venda direta para pessoas físicas, que contorna a atual lei, o que se reflete em preço menor aos compradores em razão da menor incidência de imposto.

Honda ZR-V se insere bem em segmento disputado

SUV que tomou o lugar do sedã Civic no Brasil (agora só com o Type R), seguindo a onda mundial de suvização do mercado, o ZR-V enfrenta bem a forte concorrência. Vindo do México, portanto isento de imposto de importação, dispõe de motor 2-litros, apenas a gasolina, com 161 cv e 19,1 kgf·m. Câmbio é um CVT de sete marchas. O ZR-V mostra bom desempenho, mas a diferença de potência em relação, por exemplo, ao líder Corolla Cross (177 cv e 21,4 kgf·m com etanol) dá para sentir. Não chega a decepcionar, em especial no modo Sport, porém nesse aspecto um dos principais concorrentes o supera.

O estilo está entre os pontos altos. Discreto onde pode, mais arrojado onde deve. Destaques para desenho dos faróis de LED, vincos laterais e ponteira de escapamento cromada. No interior, o assoalho plano traseiro proporciona bom espaço para três passageiros e há duas portas USB-C, mas sem saídas para ar-condicionado. Porta-malas de 389 litros poderia ser um pouco maior. Traz tela multimídia de 9 pol. com espelhamento de Android Auto, Apple CarPlay e carregamento de telefone celular por indução.

Posição ao volante mais baixa, bancos com firmeza e boa sustentação lateral, além de freio de estacionamento de imobilização automática (auto hold) são pontos de honra para a Honda.

Preço: R$ 214.500. 

Sindipeças comemora 70 anos e atualiza sua história

Nada como um bom livro para testemunhar a grande evolução da indústria automobilística no Brasil. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) foi e é um dos grandes impulsionadores de uma atividade que começou em 1957 timidamente com apenas 30.542 unidades fabricadas e atingiu o pico de 3.739.525 em 2013.

Um pioneiro, Ramiz Gattás, contou a história do setor de 1957 a 1980 sob o título “A Indústria Automobilística e a 2ª Revolução Industrial no Brasil”. Gattás atuou desde 1951, quando foi o secretário da então Associação Profissional da Indústria de Peças para Automóveis e Similares.

O atual Sindipeças, ao completar 70 anos, lançou uma continuação impressa no final de 2023. O jornalista Marcos Rozen foi responsável pela atualização histórica: “A Revolução na Indústria de Veículos e de Autopeças no Brasil”. Interessados podem ter acesso a uma versão digital no hotsite https://sindipecas70anos.com.br .

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VW vai lançar quatro novos veículos nos próximos anos

A Volkswagen vai investir R$7 bilhões na América Latina até 2026 e anunciou um aporte adicional de R$9 bilhões entre 2026 e 2028. Junto com todos esses investimentos, a marca alemã promete lançar 16 novos veículos até 2028. São modelos híbridos, 100% elétricos e a combustão.

No primeiro momento, o novo aporte contempla o desenvolvimento e a produção de projetos com foco na descarbonização para as quatro fábricas no Brasil: são quatro novos veículos, sendo uma picape, umnovo motor para veículos híbridos e uma nova plataforma.



“A Volkswagen reafirma sua confiança no Brasil e mais que dobra seus investimentos. Assim, reforçamos o nosso compromisso com o País”, afirma Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil.

Um novo motor

Os novos investimentos anunciados pela Volkswagen do Brasil, impulsionam o desenvolvimento de novas tecnologias mais inovadoras e sustentáveis para a marca no País.

Os novos projetos também marcam a chegada de uma nova plataforma no Brasil: o projeto MQB Hybrid. Desenvolvida com a participação da Engenharia da Volkswagen do Brasil especialmente para a Região SAM –  América do Sul, a nova plataforma está sendo desenvolvida utilizando os avançados recursos de tecnologia de simulação virtual. Os investimentos no projeto envolvem a ampliação da capacitação de equipes e uma produção altamente tecnológica e moderna.

Para impulsionar a estratégia de eletrificação da marca no Brasil, os novos modelos eletrificados que chegarão nos próximos anos se somarão aos recém-lançados veículos 100% elétricos ID.4 e ID܂Buzz (Kombi elétrica) já oferecidos no País pelo programa VW Sign & Drive desde o ano passado.

A nova ofensiva de produtos inclui dois veículos a serem produzidos na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo – SP, na fábrica de São José dos Pinhais – PR a picape Tarok  e outro 100% elétrico na fábrica de Taubaté – SP. Já em São Carlos – SP surgirá um novo motor.

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