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Campinas realiza amanhã Simulado de Alerta a Tempestades

O Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas, receberá amanhã (09), das 9h às 12h, o Simulado de Alerta a Tempestades, uma iniciativa coordenada pela Defesa Civil de Campinas em parceria com o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura Municipal de Campinas e a CPFL Paulista.

A ação tem como objetivo fortalecer a cultura de prevenção, ampliar a conscientização da população e demonstrar, na prática, como ocorre a atuação integrada dos órgãos públicos e concessionárias de serviços essenciais diante de eventos climáticos severos.

A realização do simulado ocorre em um momento simbólico para a cidade, que relembra os 10 anos da microexplosão atmosférica registrada em junho de 2016. O fenômeno provocou ventos de grande intensidade, causando danos significativos à infraestrutura urbana, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e impactos em diversos serviços essenciais.

Desde então, Campinas vem ampliando sua capacidade de prevenção e resposta a emergências, fortalecendo a integração entre instituições, investindo em tecnologia e aprimorando protocolos operacionais voltados à proteção da população.

Durante o evento, os participantes poderão conhecer equipamentos, tecnologias e estratégias utilizadas em situações de emergência. A CPFL Paulista apresentará recursos empregados no restabelecimento do sistema elétrico após eventos extremos, incluindo as torres telescópicas emergenciais de transmissão, utilizadas para recompor estruturas danificadas e restabelecer a operação do sistema com maior agilidade.

“Cada estrutura emergencial pode ser montada em aproximadamente duas horas. O tempo total de reconstrução dependerá da quantidade de torres afetadas pela ocorrência. Trata-se de uma solução que amplia significativamente a capacidade de resposta da companhia em situações de grande impacto, contribuindo para a recomposição segura e eficiente do sistema elétrico”, explica Fabio Ojea, gerente de Operações de Subtransmissão da CPFL Paulista.

Além das torres emergenciais, a CPFL também apresentará equipamentos utilizados em redes subterrâneas e tecnologias de inspeção aérea por meio de drones, reforçando a importância da inovação e da preparação para o enfrentamento de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.

A programação contará ainda com demonstrações operacionais, exposições de equipamentos, atividades educativas e orientações à população sobre prevenção e procedimentos de segurança em situações de tempestades, ventos fortes e demais ocorrências relacionadas a eventos climáticos extremos.

Para os organizadores, o simulado representa uma oportunidade de aproximar a população dos órgãos responsáveis pela gestão de emergências, fortalecer a percepção de risco e evidenciar os avanços conquistados pelo município ao longo da última década na construção de uma cidade mais resiliente e preparada para os desafios climáticos do futuro.

 

Serviço
Evento: Simulado de Alerta a Tempestades – Campinas Resiliente
Data: 9 de junho de 2026
Horário: das 9h às 12h
Local: Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim
Realização: Defesa Civil de Campinas, Corpo de Bombeiros, Prefeitura Municipal de Campinas e CPFL Paulista.

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Defesas Civis se reúnem em Campinas para simulado

O Centro de Resiliência de Campinas foi um dos órgãos responsáveis pelo Simulado de instalação do Centro de Operação de Emergência e Apronto Operacional da Região Metropolitana de Campinas realizado hoje (31), na Agência Metropolitana de Campinas.

Representantes das Defesas Civis de 13 cidades da região participaram da montagem da Sala de COE e apresentaram suas viaturas e equipamentos para situações de emergência. Como situação de emergência, os participantes tiveram que trabalhar com um evento hipotético de Alerta de Forte Tempestade para uma cidade da RMC.

A atividade permitiu aos participantes vivenciarem, e se prepararem, para uma situação de emergência em que seja necessário implantar um COE, que é um espaço físico onde se reúnem os integrantes do Sistema Integrado de Proteção e Defesa Civil para receber, processar a informação e tomar as decisões para o enfrentamento de eventos adversos.

No simulado, foram considerados os principais objetivos de um COE como monitorar as condições meteorológicas e emissão de alertas/avisos, apoiar as ações de prevenção e acionamento da rede de alerta de desastres.

“O treinamento teve um caráter pedagógico e superou as expectativas da organização”, contou o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.

Furtado, que foi o coordenador do Simulado, destacou que o treinamento teve como base o COE que Campinas já adota em sua Sala de Resiliência a Desastres. “Temos experiência com a instalação de COEs para emergências em saúde pública e pudemos compartilhar isso com os demais municípios”, disse.

As cidades discutiram, e posteriormente apresentaram no Apronto Operacional, quais os recursos que poderiam disponibilizar ao município com dificuldade, além dos recursos humanos, como viaturas, geradores, luminárias para apoio de emergência e cães farejadores. Um voluntário da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER) de São Paulo também contribuiu e fez o teste entre os radioamadores da RMC e a Defesa Civil Estadual, situada no Palácio dos Bandeirantes, na capital do Estado.

A atividade simulada contou com a participação da meteorologista Ana Avila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri); do diretor-executivo da Agemcamp, Eliziário Barbosa; e do diretor do Centro de Gerenciamento de Emergência do governo do Estado, Felipe Zaupa.

O Simulado foi organizado pelo CRDC, Defesa Civil de São Paulo, Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, Agemcamp e Cepagri.  Participaram os municípios de Campinas, Holambra, Jaguariúna, Vinhedo, Morungaba, Artur Nogueira, Santa Bárbara d’Oeste, Pedreira, Itatiba, Sumaré, Nova Odessa, Americana e Valinhos.

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Simulação de atropelamento alerta para prevenção a acidentes no trânsito

Ação educativa na Avenida John Boyd Dunlop envolveu 30 profissionais, como parte da campanha Maio Amarelo

Crédito da foto: Eduardo Lopes / PMC

Excesso de velocidade, imprudência do pedestre e direção após o consumo de álcool. A combinação desses elementos foi o pano de fundo para a simulação de um acidente com 15 vítimas, sendo uma delas fatal, realizada na tarde desta terça-feira, dia 30 de maio, em Campinas. Para conscientizar os observadores, a cena teve elementos de dramatização – sangue fictício, gritos de socorro, sirenes e resgate aéreo.

A cena chamou a atenção de quem passou pela Avenida John Boyd Dunlop, próximo ao Shopping Parque das Bandeiras. A ação simulou o atropelamento de pedestre por motociclista em alta velocidade, envolvendo outros dois veículos, sendo que um dos condutores estava alcoolizado. Os pedestres atravessam fora da faixa de travessia.

O simulado de atendimento a vítimas de acidente de trânsito foi organizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Secretaria de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), no contexto do Movimento Maio Amarelo.

“Nosso objetivo foi chamar a atenção da sociedade para os altos índices de mortos e feridos no trânsito. A simulação demonstra que a imprudência no trânsito, o desrespeito às normas e à sinalização podem custar vidas”, destacou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Cerca de 30 profissionais simularam o atendimento, que incluiu os primeiros socorros, a estabilização das vítimas e o encaminhamento para as unidades hospitalares. Foram 10 viaturas envolvidas, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Campinas e de Sumaré; do Corpo de Bombeiros; do Grau Técnico Campinas: Administração, Enfermagem e Radiologia; e das concessionárias CCR Autoban e AB Colinas. O resgate também contou com um helicóptero Águia da Polícia Militar. Agentes da Emdec realizaram a operacionalização do trânsito.

A representante do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), da Secretaria Municipal de Saúde Ana Paula Crivelaro Ferreira destacou o sucesso da ação. “Cumprimos o objetivo de demonstrar toda a mobilização das equipes de atendimento e esforços necessários para o atendimento de um sinistro. O intuito maior é alcançar a mudança de comportamento e salvar vidas no trânsito.”

As vítimas e as pessoas envolvidas no acionamento do resgate foram representadas por estudantes das Ligas do Trauma da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC). Mais de cem estudantes das duas universidades também assistiram à simulação.

Luiza Otero Almeida, que cursa enfermagem na Unicamp foi uma delas. “Achei bem impactante e uma forma de conscientizar a população, não só sobre a nossa responsabilidade no trânsito, mas também para demonstrar a importância de capacitar os profissionais envolvidos para agir nessas situações”, disse.

O capitão comandante do 1º Subgrupamento de Bombeiros de Campinas, Luiz Fernando Marucci Baccin, ressaltou que “nesse tipo de ação, buscamos chamar a atenção sobre as consequências dos sinistros de trânsito e demonstrar o trabalho integrado das equipes de atendimento”.

Para viabilizar a ação, houve bloqueio total da pista expressa da Avenida JBD, no sentido Centro-Bairro, ao longo da extensão do Shopping das Bandeiras. A via foi liberada por volta de 16h. O simulado também envolveu as secretarias municipais de Transportes (Setransp) e de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública; a Guarda Municipal; e a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

Fatores de risco  

Em 2022, os motociclistas representaram 47% (71) dos 151 óbitos no trânsito registrados em vias urbanas e rodovias. Os pedestres representaram 31,8% (48) dos óbitos, um pedestre morto a cada sete dias – um aumento de 17% em relação ao ano anterior.

Os fatores de risco excesso de velocidade e direção após o consumo de bebida alcoólica estiveram presentes em 60% dos óbitos registrados no trânsito de Campinas em 2022.

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