Salvador

PF deflagra nova fase da Operação Compliance na manhã desta quinta

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. O objetivo é apurar a participação de um agente público em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional.

Em nota, a corporação informou que cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; e Augusto Ferreira Lima, sócio no Banco Master, estão entre os alvos.

Segundo a PF, também estão sendo cumpridas medidas cautelares como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro”, detalhou a nota.

Em nota, a defesa de Augusto Lima considerou “desnecessárias” as diligências realizadas pela PF na manhã de hoje.

“Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do senador Jaques Wagner e aguarda posicionamento. (Agência Brasil)

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Campos do Jordão deve receber 1,5 milhão de turistas neste inverno

O início da temporada de inverno em Campos do Jordão marca o aumento da chegada dos turistas que buscam aproveitar as temperaturas baixas da cidade localizada no lado paulista da Serra da Mantiqueira. Com o clima frio aliado às várias atividades culturais programadas, o destino espera receber 1,5 milhão de visitantes ao longo da temporada de inverno, segundo a Associação Comercial Empresarial (ACE) da cidade. O início da operação da rota aérea Salvador -São José dos Campos deve impulsionar os resultados, uma vez que facilitará a vinda de moradores da região Nordeste para a região.

Um dos destaques do período é o Festival de Inverno de Campos do Jordão, que chega à sua 54ª edição. Reconhecido como o maior e mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o festival ocorrerá de 29 de junho a 28 de julho, com programação artística e pedagógica distribuída entre Campos do Jordão e São Paulo. O evento é promovido pela Fundação Osesp, pela Prefeitura de Campos do Jordão e pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas.

Rafael Marcandali, diretor do Consórcio Aproveite Campos do Jordão, afirmou que o sucesso do último feriado prolongado de Corpus Christi, quando a cidade recebeu 130 mil turistas, serviu como um termômetro para a temporada de inverno e ressaltou o que os visitantes podem esperar de Campos de Jordão nos próximos meses. “Aqui sempre faz frio, pelo menos à noite. De qualquer forma, no inverno são esperadas temperaturas baixas, convidativas para provar uma fondue, tomar bons vinhos, relaxar em volta da lareira e apreciar as belas paisagens da região”, diz.

Ele destaca ainda que eventos tradicionais como o 54º Festival de Inverno de Campos do Jordão e a 53ª Festa da Cerejeira em Flor, além de diversos shows, vão garantir uma excelente programação de lazer na cidade. “Estamos confiantes de que Campos do Jordão terá uma temporada de inverno bem positiva para os setores de hotelaria, turismo, gastronomia e lazer, com foco em oferecer o melhor aos turistas de todas as idades. Estamos prontos para recebê-los e otimistas quanto à consolidação do título de um dos principais e melhores destinos turísticos de inverno no Brasil”, completa.

Segurança

Com tanta gente chegando à região, a Polícia Militar vai intensificar o policiamento para garantir a segurança dos turistas e residentes, com a Operação Inverno 2024, que ocorrerá de 26 de junho a 30 de julho, abrangendo cinco finais de semana.

O comandante da 3ª CIA do 1º Batalhão da Polícia Militar do Interior (1- BPM-I), capitão Antognone Prado, explica que haverá um reforço de aproximadamente 110 policiais. “Esses policiais ficarão diretamente vinculados à terceira companhia para o desenvolvimento das atividades de rádio e patrulhamento, ronda de apoio, força tática, ROCAM e base comunitária”.

Além disso, a Academia de Polícia Militar do Barro Branco enviará 68 membros, incluindo 4 oficiais e 64 alunos oficiais, para apoiar nas atividades diárias de policiamento, além do policiamento ambiental e rodoviário, que reforçará as ações nas rodovias da região.

O grupamento aéreo Águia participará das operações de policiamento ostensivo e resgate, enquanto o Corpo de Bombeiros reforçará suas equipes com motolâncias e equipes especializadas em resgate e salvamento em mata e incêndio.

O delegado titular, Luiz Geraldo, também adiantou que haverá um reforço no efetivo, tanto no atendimento à população quanto nos trabalhos de polícia judiciária. “Vamos ampliar o atendimento no registro das ocorrências na unidade policial e intensificar as capturas de procurados e o monitoramento de criminosos que possam vir de outros municípios para praticar delitos em Campos do Jordão”, afirma.

Além disso, ações prévias de combate ao narcotráfico serão realizadas tanto antes quanto durante a temporada. “Estaremos focados no combate ao narcotráfico, realizando operações preventivas e repressivas”, destaca Dr. Luiz Geraldo. A Polícia Civil também realizará patrulhamento ostensivo com rondas especializadas na repressão aos crimes patrimoniais.

Temperaturas baixas

O frio também será outra grande motivação para a visita dos turistas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os menores índices de temperatura estão previstos para o fim de junho e começo de julho, já durante o inverno, que se inicia no próximo dia 20.

A projeção do Inmet indica que o inverno de 2024 será um pouco mais gelado na região em comparação com os últimos anos. Desde 2015, a média de temperatura para junho em Campos do Jordão é de 11,9°C, enquanto em julho é de 11,5°C. No ano passado, a mínima registrada foi de 0,5°C, no dia 18 de junho.

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Coluna Fernando Calmon  — Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

Coluna Fernando Calmon nº 1.271 — 3/10/23

Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

 

A Grã-Bretanha tem grande tradição na difusão do automóvel como meio de transporte, mas no começo de sua história o cenário era completamente oposto. Foi lá que surgiu, em 1862, a Lei da Bandeira Vermelha.

Os primeiros arremedos de veículos autopropelidos só podiam ser circulares precedidos de um homem a pé com a sinalização da bandeira (algumas fontes dizem que também soprando uma corneta). Isso não mudou nem a partir de 1886 com o primeiro carro, um triciclo, patenteado por Karl Benz na Alemanha. A lei citada só foi revogada em 1896.

Chegando a 2023, avançando em todo o Reino Unido a introdução de zonas onde o limite de velocidade é de 20 milhas/hora (32 km/h). Isso ocorre em bairros de baixo tráfego, mas de forma excessiva. Por isso, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, defendeu um freio para a expansão desenfreada dessas zonas em clara abertura para conquistar votos de eleitores.

Segundo a revista Autocar, o Automóvel Clube Real (RAC, na sigla em inglês) defendeu o limite de 32 km/h onde este é mais necessário. Porém, ressalvou que a implantação generalizada pode prolongar desnecessariamente os tempos de viagem, desacelerar o tráfego e até aumentar os congestionamentos.

Estas medidas anticarros, de fato, vêm-se expandindo de forma irracional. Por exemplo em São Paulo, onde o limite de 50 km/h está praticamente em toda a cidade, salvo as vias expressas marginais (90 km/h).

Mesmo nas avenidas o limite anterior de 70 km/h foi revogado. Nos municípios vizinhos a velocidade permitida nas avenidas é de 60 km/he nem por isso há mais acidentes.

No entanto, os motoristas paulistanos (e de outras procedências) foram surpreendidos por zonas de 40 km/h que surgem do nada e sinalizadas por placas que podem passar despercebidas. Será que quem cuida do trânsito no País poderia seguir os ingleses e adotar medidas mais racionais e menos exageradas?

Fenabrave revisão para cima as vendas em 2023

Os bons resultados de vendas no mês de setembro nos segmentos de veículos leves e pesados ​​levaram a Fenabrave a revisão para cima suas variações para o fechamento deste ano: crescimento de 5,6% sobre os números de 2022.

No início do ano a federação das consultorias se mostraram cautelosas e estimativas de crescimento zero em 2023. Em razão de menos dias úteis em setembro antes de agosto, as vendas chegaram a cair 4,8%, mas a média diária cresceu para 9.372 unidades, um bom resultado.

De acordo com José Andreta Jr, presidente da Fenabrave, este ano deve fechar com cerca de 2,2 milhões de unidades comercializadas. O único segmento a se retroceder será o de caminhões em função do aumento de preços nos novos motores Diesel, agora menos poluentes.

A entidade sugeriu ao Governo Federal que um corte nos impostos não teria reflexo na arrecadação tributária, pois o mercado é bastante sensível a uma queda de preços e consequente avanço no marketing, como demonstrado em meados deste ano.

A Bright Consulting também melhorou a sua projeção para 2023. A consultoria foca somente em automóveis e comerciais leves, tendo revisado para cima seus números: de 2,069 milhões de unidades para 2,125 milhões. Para o chefe executivo da empresa, Paulo Cardamone, o ritmo de emplacamentos não deverá atrasar nos próximos meses.

Outra referência positiva é no mercado de veículos usados. Segundo a Fenauto, o volume comercializado nos nove primeiros meses deste ano cresceu 8,8% em ocorrência ao mesmo período de 2022.

Metas para fabricação de energia elétrica não serão alcançadas

 Já faz tempo que defende uma previsão cautelosa sobre o avanço global dos carros elétricos. Não há dúvida de que o boato está certo, porém o ritmo é incerto. Uma pesquisa mundial que acaba de ser revelada pela Automotive Manufacturing Solutions e pela ABB Robotics apontou: metas obrigatórias de abandono total da produção de veículos com motores a combustão, a partir de 2035, não são viáveis.

Foram ouvidos cerca de 600 entrevistados ao redor do mundo entre fabricantes de veículos e de componentes, empresas de engenharia de ponta e especialistas em vários níveis de gerenciamento.

Quase 60% dos entrevistados destacaram as maiores dificuldades: investimentos muito altos para a transição, deficiência de materiais primários, organização da cadeia de suprimentos para baterias, infraestrutura de recarga a ampliar e capacidade insuficiente da rede elétrica em muitas das instalações atuais.

Muitos dos que responderam também chamaram a atenção para o elevado preço dos veículos elétricos e a necessidade de aumentar ainda mais capilaridade e potência dos carregadores públicos ou privados.

Deve-se notar que outras dificuldades ainda estão por serem resolvidas em alta escala, como desmonte e reciclagem das baterias, além de programação da chamada segunda vida. Fora tudo isso, dois terços da energia elétrica gerada hoje no mundo resultam de fontes fósseis que emitem CO 2 responsável pela temperatura do planeta.

 Sinal verde para BYD: Ford entrega fábrica ao governo baiano

Nos próximos dias o presidente mundial da BYD, Wang Chuanfu, chegará a Salvador (BA) para sacramentar o grupo das instalações da Ford em Camaçari (BA). A marca do oval azul concluiu agora em 4 de outubro o acerto de contas com o governo da Bahia. No fundo, como havia comentado antes, a geopolítica influenciou essas negociações que se arrastaram desde 2022. Outra fábrica da empresa americana, na Europa, não foi vendida à BYD.

A marca chinesa continua a ampliar sua oferta no Brasil. Na segunda quinzena deste mês começam as entregas do Dolphin Plus que se diferenciam da versão já lançada baseada em um novo motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgf·m, além do teto pintado de preto, novas rodas de 17 pol. e teto solar panorâmico. Com toda essa potência o hatch é bem mais rápido com aceleração de 0 a 100 km/h em 7 s (o modelo básico em 10,9 s).

O escopo do padrão WLTP foi apenas esclarecido, mas o que vale mesmo é a homologação pelo Inmetro ainda não divulgada. O preço de R$ 179.880 é cerca de 20% maior do que a versão de entrada.

A empresa considera simples “boato” a intenção do Governo Federal de começar a cobrar imposto de importação (II), provavelmente em três etapas anuais, sobre elétricos e híbridos plugáveis. O mais estranho é que importar com alíquota zero, em geral, fica mais barato do que produzir localmente. Ainda assim a BYD é a favor de manter o estímulo atual à importação.

A produção em Camaçari traz no último trimestre de 2024 sem informação sobre qual modelo. Tudo indica o Dolphin, mas também poderá ser o Seagull, subcompacto que chega importado no primeiro trimestre do próximo ano por preço estimado entre R$ 110.000 e R$ 130.000.

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