Salão

No Salão da China Nissan apresenta o novo SUV NX8

O Auto China – Salão Internacional do Automóvel de Pequim começou no último dia 24 de abril (23 de abril no fuso do Brasil) e a Nissan apresentou o seu primeiro SUV da nova geração N, o NX8, e dois novos carros-conceito.

Os dois novos conceitos mostram a visão de longo prazo da marca japonesa, definidos por Inteligência Artificial, segundo a marca, integram a mobilidade inteligente ao cotidiano e as tecnologias de eletrificação.

Já o NX8 é um SUV que, de acordo com a fabricante, agrega potência, arquitetura eletrônica, espaço e segurança. O Auto China vai até 03 de maio.

 

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Peugeot 208 e 2008 ganham uma nova opção de cor

A linha 2026 dos Peugeot 208 e 2008, ganham uma nova cor: Azul Obsession. Apresentada em novembro durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, no Peugeot 3008, a tonalidade passa a integrar o portfólio.

O tom, que varia entre azul e verde conforme incidência de luz, valoriza as linhas de design de cada modelo e reforça a presença e sofisticação da marca no universo automotivo. Com a oferta da nova tonalidade, a marca francesa tem seis opções de cores. A nova cor não teve o preço divulgado.

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Segunda geraão do SUV Hyundai Palisade 2026 é lançado nos EUA

Uma das principais novidades do Salão do Automóvel de New York 2025 foi a apresentação da segunda geração do Hyundai Palisade, com um novo design mais quadrado, calçado agora com rodas de 21 polegadas. Depois de seis anos do modelo no mercado, o Hyundai Palisade 2026 oferece uma nova versão de aparência robusta, a XRT Pro, com uma suspensão elevada com uma polegada extra de distância do solo. As luzes segmentadas em ambas as extremidades do novo Palisade remetem à linha elétrica da Hyundai, incluindo o recente Ioniq 9.

A distância entre eixos é maior, oferecendo o teto solar duplo e muito espaço interno. Na traseira, o escapamento agora está escondido sob o para-choque, enquanto o limpador se esconde sob o spoiler do teto. O interior foi todo reformulado, agora com telas duplas de 12,3 polegadas e uma variedade de botões físicos. O seletor de marchas foi realocado do console central para a coluna do volante.

O Palisade é o mais recente Hyundai a deixar o emblema H no volante. Em vez disso, os quatro pontos denotam a letra “H” em código Morse. Com certeza parece que o volante foi emprestado do SUV menor Santa Fe.

Novas tecnologias de conveniência estão disponíveis: assentos de relaxamento de primeira e segunda fileiras, chave digital 2, portas USB-C com capacidade de 100 watts e engate de reboque instalado de fábrica.

O motor V6 com injeção direta tem potência de 287 cv e agora com 3,5 litros que será padrão no Palisade. Uma transmissão automática de dupla embreagem e conversor de torque, de oito velocidades está disponível para os modelos, podendo escolher entre tração dianteira ou integral.

Uma nova configuração híbrida combinada de 329 cv também está disponível, com motor de quatro cilindros 2.5 litros turbo (258cv) acoplado a dois motores elétricos (90cv) e uma transmissão automática de 6 velocidades com alcance estimado de 619 milhas (996 quilômetros).

O preço do Palisade 2025 no Brasil é de R$ 450 mil em uma única versão disponível desde o ano passado. No mercado norte-americano será comercializado em sete versões no modelo 2026, com preços estimados entre US$ 39 mil a US$ 54 mil. (Evandro Magnusson Filho – EUA)

 

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Ford apresenta na Alemanha a primeira Ranger híbrida com autonomia de 45 km

Para o setor de transporte e carga, o salão mais importante do mundo, o IAA Transportation, em Hannover, Alemanha, começou ontem (17) e vai até 22 de setembro.  Entre centenas de atrações, a nova Ford Ranger PHEV é um dos destaques. Com potência maior que a “esportiva” Ranger Raptor, tem capacidade para carregar uma tonelada e pode rebocar até 3500 quilos.

A Ranger híbrida é equipada com o conhecido motor da marca americana, EcoBoost 2,3 litros, gasolina e um motor acoplado elétrico de 75 kW. Juntos oferecem 279 cavalos e impressionantes 600 Nm de torque. A transmissão é automática de dez velocidades e conta, por meio de um seletor, de tração nas quatro rodas com bloqueio no diferencial traseiro.

Com uma bateria de 11,8 kWh, é possível percorrer até 45 quilômetros somente com o motor elétrico. Com quatro modos de condução, auto EV, EV Now, EV Later e EV Charge, a nova Ranger amplia a autonomia com regeneração da carga através do uso dos freios. Segundo a marca, com um eletroposto de 11 kW, a bateria demora quatro horas para ficar carregada.

A produção da Ranger PHEV começa no ano que em na fábrica da marca em Silverton, na África do Sul.

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

Caio, o pai do Salão que volta ao Anhembi

 

Foi em 1960 que surgiu o primeiro Salão do Automóvel, com 11 expositores, que mostraram entre outros, o Aero Willys, o Renault Dauphine, DKW e o Saci, protótipo esportivo da VW. Nos anos seguintes (1961/1962), mais dois salões no Pavilhão de Exposições do Parque Ibirapuera. Daí em diante passou ser bienal, até que, em 1968 deixou o Ibirapuera e foi para o Anhembi.

Em 2016, com o Anhembi “caindo aos pedaços”, o Salão migrou para o São Paulo Expo, às margens da Rodovia dos Imigrantes (ligação entre São Paulo e o Litoral Sul do estado). Entre os confortos do novo local, ar condicionado, amplo estacionamento, com seu amplo preço. Uma observação: as marcas chinesas não conseguiram participar.

E agora, a razão desta homenagem ao Caio de Alcantara Machado: o Salão do Automóvel voltará ao Anhembi em abril do próximo ano, desta vez com a presença de todas as chinesas, que exportam seus veículos para cá, e todas as marcas com fábricas instaladas no Brasil, incluindo caminhões e máquinas agrícolas, segundo fontes do setor. Há quem diga que inclusive o setor náutico também fará parte deste salão que será abrigado no novo Anhembi, com capacidade muito maior que o anterior e agora denominado Distrito Anhembi. São 400 mil m² incluindo o Sambódromo, que continuará existindo e também será usado para o salão.

E por que o Caio recebe esta minha homenagem? Porque, além, de criar o salão. Caio também criou o Anhembi, que em abril receberá seu “filho pródigo” de volta, com maior força de atração que o modelo anterior e voltado para negócios.

– Será um evento de negócios, onde o visitante poderá comprar o modelo que desejar, “fazendo negócio” ali mesmo. Garante fonte do setor. Ou seja, vai valer até PIX no novo Salão do Automóvel.

Em razão deste novo perfil, não caberão neste salão, os faraônicos estandes que sempre marcaram presença em edições anteriores, com seus dois pisos, mas sim espaços para atendimento aos eventuais visitantes compradores.

Mas, é claro, o Salão não perderá sua principal característica estabelecida por Caio: exibir o melhor do setor automobilístico, com suas máquinas elétricas, híbridas, autônomas, movidas a hidrogênio e, até lá quem sabe com alguma surpreendente novidade.

Ousadia e persistência

Além de criar o Salão, Caio também construiu o Anhembi, durante anos a sede de muitas feiras que se realizavam em São Paulo, como a Fenit (a primeira de todas as feiras) e UD que eram visitadas por milhares de visitantes vindos de todas as partes do País.

Caio de Alcântara Machado Júnior destaca o que seu pai tinha de mais forte: ousadia e persistência. E conta o que aconteceu com o salão de 1986 quando, inconformadas com ações do governo federal, as fábricas instaladas no Brasil resolveram não participar naquele ano. Caio foi à Brasília e conseguiu que o ministro da Fazenda da época, Dilson Funaro, autorizasse a importação temporária, sem cobrança de impostos.

E Caio foi aos Estados Unidos e comprou 57 modelos, de várias marcas e fez um dos mais concorridos salões de todos os tempos. Eram todos carros que não existiam no Brasil e isso causou grande curiosidade ao público. Naquele salão a Rastro exibiu um carro-banheira, como conta João Basílio amigo de Caio, que esteve ao seu lado em várias ocasiões.

Uma outra ousadia de Caio: ele costumava sobrevoar São Paulo nos finais de semana para construir um local para promover suas feiras. E descobriu uma área logo ali, na Marginal Tietê, junto à ponte das Bandeiras.

Foi ao prefeito Prestes Maia que disse ser impossível, pois aquele terreno estava destinado à Santa Casa de São Paulo. Caio, segundo seu filho, saiu do gabinete desanimado. Mas voltou com o argumento de que seria melhor construir ali um local que mostrasse a grandiosidade da cidade.

Venceu e construiu o Anhembi, depois de uma viagem ao Canadá onde teve contato com construções que utilizavam alumínio espacial (Gyrotron), cinco vezes mais barato que o aço, produzido lá pela Alcan. O teto foi montado no solo e elevado por mastros de 25 metros se altura, colocados ao lado das colunas que sustentaram o teto. O projeto de construção teve a responsabilidade do engenheiro Jorge Wilheim.

A obra, conta Caio Júnior foi erguida em 2 anos (1968/70) e inaugurada com o Salão do Automóvel daquele ano.

Ele conta que muitas outras feiras foram organizadas pelo seu pai, como a Feira da Rússia, da Argentina, da Itália, do Japão da e muitas outras, de vários países, todas no Anhembi Alemanha.

Mas Caio não era apenas um criador de feiras. Foi ele, junto com o irmão José, que criou num das principais agências de propaganda deste Brasil: a Almap, que atende a Volkswagen até hoje, como AlmapBBDO.

João Carlos Basílio, reafirma a condição de ousadia e persistência do amigo Caio, com quem “deliciava-se” ficar pelo seu bom humor, gentileza e ousadia.

– Ele não conseguia – conta João – o alvará para inaugurar o Anhembi. Fazia muito tempo que o documento estava na mesa do então prefeito Jânio Quadros e a autorização não era dada. Cansado da demora, um dia o Caio cercou o carro do prefeito às 7 horas da manhã, explicou a ele o que acontecia e saiu deste encontro inusitado com a aprovação de Jânio.

Sua relação com a Imprensa é lembrada com saudades por todos os jornalistas que o conheceram. A feijoada no sábado do salão era uma delícia. Não pelo significado gourmet do prato, mas pela possibilidade de um contato mais próximo com o Caio e sua escudeira, Camilinha Cardos, assessora de Imprensa, figura única no setor, sedutora por suas gentilezas e profissionalismo.

Então, a volta do Salão do Automóvel para o Anhembi, será um prêmio para o empreendedor Caio. O novo palco do salão contará, entre outras coisas,  com auditórios, salas modulares, área de convivência, arena multiuso, passarela cultural, pavilhões de exposição com divisórias acústicas, permitindo até cinco exposições. O investimento foi de R$ 1,5 milhão.

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Neymar pega superesportivo e vai passear em Santos

Bons tempos da marca alemã Audi no Brasil. Durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, uma notícia se espalhou como um rastilho de pólvora: Neymar, jogador de futebol do Santos e garoto propaganda da Volkswagen, tinha ido à mostra no dia reservado para a imprensa, para apresentar uma nova geração do Gol.

Na saída, estava uma das sensações do evento para teste drive dos jornalistas credenciados e que depois seria disponibilizado para os clientes da marca que tinham sido convidados pra o Salão: um reluzente conversível Audi R8 Spyder, branco, com motor Lamborghini de 10 cilindros , 560 cavalos de potência e que chegava aos 320 quilômetros por hora.

O jogador, apaixonado por automóveis, quando viu o superesportivo pediu para dar uma volta no bólido e, junto com um parça, sumiu com ele. Depois de muito disse-me-disse e algumas horas de tensão, a marca alemã conseguiu localizar o carro na casa do craque em Santos.

Mas tudo não passou de uma grande armação. Chamar a atenção num Salão, com tantas atrações e supercarros, é muito difícil.

Então, o brilhante assessor de imprensa da marca, Charles Marzanasco, que já tinha aprontado várias ações geniais em outras oportunidades (como, para chamar a atenção sobre a participação da Audi no seu primeiro Salão, em 1994, convenceu os diretores da Senna Import a expor um caríssimo modelo conceito, que veio exclusivamente para o evento, o Audi Avus, no Vale do Anhangabaú, centro de SP, atraindo milhares de pessoas que passavam diariamente pelo local e conseguindo captar a mídia do mundo inteiro), sugeriu ao marketing o “sumiço”, aproveitando que o jogador estava no evento numa divulgação de uma marca irmã, já que a Volkswagen é dona da Audi desde 1960.

Para “agradar” o jogador, a Audi o deixou ficar um final de semana com o superesportivo em Santos. Logo virou piada: puxa, o Neymar é genial mesmo. Chegou ao Salão do Automóvel de São Paulo num Gol, que custava pouco mais de R$ 26 mil, e saiu num superesportivo de R$ 856.350,00 (preços da época-2012).

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