Mustang

Ford Mustang ganha sua versão mais esportiva e refinada

No Salão de Detroit deste ano, que começou ontem e vai até ao dia 25 de janeiro, a Ford mostrou o Mustang Dark Horse SC. Com o objetivo de enfrentar os esportivos europeus, a nova versão desenvolvida pela Ford Racing, com motor V8 5.2 Supercharged, acumula engenharias desenvolvidas nas pistas com o Mustang GT3 e tecnologias de performance do Mustang GTD.

O Mustang Dark Horse SC estará disponível nos EUA para encomendas a partir do segundo trimestre de 2026.

Novo patamar

No desenvolvimento do Dark Horse SC os engenheiros e designers buscaram aprimorar cada aspecto do carro, desde o motor, caixa de câmbio, aerodinâmica, arrefecimento, frenagem, ajuste de suspensão, sensação de direção e compostos de pneus para elevar a sua performance a um nível inédito.

O motor V8 5.2 supercharged do Dark Horse SC é acoplado a uma transmissão de dupla embreagem de sete velocidades para trocas rápidas e precisas. O ronco fascinante desse V8 supercharged – atributo que muitos fabricantes de esportivos rivais abandonaram – é parte central da sua experiência de performance. Mas não é o único trunfo deste cavalo de corrida.

Ele vem com amortecedores MagneRide de nova geração, com hardware e software atualizados, além de molas revisadas de maior rigidez, novas barras estabilizadoras, mangas de eixo dianteiras e traseiras e braços de controle dianteiros modificados.

Ele traz ainda uma barra estrutural leve de magnésio e elos de suspensão forjados, em vez de componentes de aço, para reduzir ainda mais o peso. Os engenheiros da Ford Racing usaram o aprendizado adquirido nas competições e no desenvolvimento do Mustang GTD para tornar a sua condução mais próxima de um modelo de corrida.

O pacote opcional para pista (Track Pack) eleva ainda mais o impressionante desempenho dinâmico do Dark Horse SC. Ele inclui uma calibração especial da suspensão MagneRide, adaptada às rodas de fibra de carbono, e pneus Pilot Sport Cup 2 R personalizados, que a Ford Racing desenvolveu em parceria com a Michelin. Medindo 305/30R20 na frente e 315/30R20 na traseira, eles utilizam tecnologia do Mustang GTD para entregar níveis de tração próximos aos de um supercarro.

O controle variável de tração, também desenvolvido para o Mustang GTD com a experiência em corridas, permite ao motorista dosar a interferência da assistência de tração em até cinco níveis e desativar totalmente o controle de estabilidade.

O Mustang Dark Horse SC tem freios Brembo com pinças dianteiras de seis pistões e traseiras de quatro pistões com discos fundidos, iguais aos do Mustang Dark Horse 5.0, que garantem uma performance recorde de frenagem de 100 km/h a 0. Já o Track Pack adiciona os freios Brembo de carbono-cerâmica do Mustang GTD. Com discos dianteiros de 16,5 polegadas, eles são significativamente mais leves que os fundidos e, junto com as rodas de fibra de carbono de série e outras melhorias, contribuem para uma redução de peso de cerca de 68 kg.

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Coluna Fernando Calmon — GWM inaugura fábrica e integra fornecedores locais

Coluna Fernando Calmon nº 1.365 — 19/8/2025

GWM inaugura fábrica e integra fornecedores locais

A produção começa, como em toda fábrica, mais lenta. Todavia, a GWM (maior marca chinesa de autoveículos com capital 100% privado) apresenta planos bem estruturados de crescimento. Planeja aumentar sua capacidade produtiva atual de 50.000 unidades anuais em Iracemápolis (SP) para até 300.000 unidades. Assim poderá atender também a exportações dentro do Mercosul e México. A empresa investiu R$ 4 bilhões nesta primeira fase e terá 1.000 funcionários até o final do ano. Mas os planos incluem mais R$ 6 bilhões entre 2027 e 2032, além de dobrar o número de empregos diretos.

Primeiros modelos a deixarem as linhas de produção são o SUV híbrido médio Haval H6 com motor a gasolina, a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares H9, estes dois últimos com motores turbodiesel. Ao contrário da BYD que “inaugurou” sua fábrica em Camaçari (BA) sem produzir nada com conteúdo local até agora, a GWM inicia com soldagem manual, seguida por operações com 18 robôs e quatro estações automáticas de pintura. Há 18 fornecedores nacionais no momento entre eles Basf, Bosch, Continental, Dupont e Goodyear. No total, 110 firmas cadastraram-se com interesse em suprir componentes.

A GWM anunciou a construção de um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento dentro do terreno da fábrica de Iracemápolis, construída pela Mercedes-Benz em 2016, fechada em 2020 e vendida em 2021. O foco será em tecnologia flex, sistemas híbridos e elétricos. Também desenvolverá projetos chineses para as condições de uso e rodagem no Brasil e América do Sul. O centro contará com mais de 60 técnicos e engenheiros, terá 4.000 m² de área construída e deverá abreviar o lançamento de novos produtos, além de aperfeiçoar os três modelos atuais.

A marca dá demonstrações de compromissos com o País e de querer crescer de forma contínua para gerar empregos.

Ainda mais esportivo, Mustang Dark Horse

Trata-se da versão mais próxima de um modelo de competição, cujo V-8, 5-litros, de aspiração natural entrega 507 cv, 57,8 kgf·m e calibração específica para o Brasil, inclusive de amortecedores e molas. Entre os pormenores escurecidos do Dark Horse estão para-choques, faróis, faixas no capô, carcaças dos retrovisores, rodas, pinças de freio, ponteiras duplas de escapamento e defletor traseiro funcional.

Na avaliação ao longo de 90 km, de São Paulo até Mogi Guaçu (SP), destaques para boa pegada do volante e a suspensão adaptativa no modo Normal que pouco prejudica o conforto de marcha. Naturalmente exige atenção em lombadas nem tão altas ou rampas de acesso a garagens. Resposta do acelerador bastante progressiva.

Em três voltas no autódromo Velocitta, para testar o modo Pista, impressionaram muito bem as reações e a precisão do volante. Controle de estabilidade permissivo na medida certa, inclusive um bem leve sobresterço adequado para situações de exigência severa em curvas. Não traz sensação de “adernar” e sim próxima a de um carro de competição.

O câmbio automático de 10 marchas com borboletas para trocas manuais têm uma função bem interessante: ao manter a haste apertada as marchas reduzem-se automaticamente até atingir a rotação ideal. O escapamento permite sonoridade ímpar e empolgante acima de 5.000 rpm. Aceleração de 0 a 100 km/h é a esperada para esse tipo de cupê: 3,7 s.

Preço: R$ 649.000.

Commander 2026: alterações visuais e preço menor

São atualizados grade, para-choque, assinatura de LEDs no conjunto ótico dianteiro e rodas de 18 e 19 pol. Na traseira, lanternas interligadas têm agora iluminação contínua de LEDs. Para as versões de topo, Overland e Blackhawk, a alavanca do câmbio automático de nove marchas foi substituída por seletor rotativo no console. Uma câmera 360° facilita manobras e é bastante útil no uso fora de estrada em trilhas mais difíceis. Entre-eixos de 2.793 mm garante espaço interno muito bom. Destaque também para o porta-malas de 223 L (sete lugares) até 661 L (cinco lugares).

Versões de cinco e de sete lugares, dos três motores, mantidos sem alterações. Destaque para o Hurricane 2-L turbo, gasolina, 272 cv, 40,8 kgf·m, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7 s, na versão de topo Blackhawk. Há também o 1,3 L, turbo flex, 176 cv, 27,5 kgf·m, câmbio automático de seis marchas, tração 4×2 e o Multijet turbodiesel 2,2-L, 200 cv e 45,9 kgf·m, câmbio automático de nove marchas e tração 4×4.

Avaliação dinâmica em Mendoza, Argentina foi feita com os motores Multijet e Hurricane. Versão diesel oferece uma arrancada vigorosa, porém de reação contida em rotações médias e altas. Já o motor a gasolina, apesar de um pouco menos de ímpeto inicial, impõe sua maior potência logo que a velocidade aumenta, às custas do consumo de combustível obviamente maior. Trecho de terra com muitos aclives, declives e obstáculos mais radicais foram vencidos sem grande dificuldade.

Preços: R$ 220.990 a R$ 324.990 (reduzidos em até R$ 19 mil).

Ram Dakota sofistica segmento de picapes médias

Com lançamento previsto para o início do ano que vem, a Dakota recupera o nome usado de 1998 a 2001 pela Dodge. O projeto é o mesmo da Titano (por sua vez baseada na picape monobloco Changan Hunter chinesa), porém bem mais sofisticado no visual e equipamentos. Na prévia em São Paulo (SP) do show car, o interior não pôde ser visto. Externamente impressiona pela extensa linha de LEDs de uma extremidade à outra que se integra aos faróis, além de uma entrada de ar no capô com três pontos de luz laranja. Não podia faltar um guincho elétrico.

Para se diferenciar da Titano, recebeu alguns vincos na carroceria. Faziam parte da picape exibida kit de suspensão elevada, pneus todo-terreno de 33 pol. de diâmetros e rodas de 18 pol. com beadlock (travas de talão), recurso para evitar o destalonamento dos pneus em condições de baixa pressão necessárias no uso extremo fora de estrada. Chama atenção também o estepe aparente em posição inclinada na caçamba junto ao arco de proteção que inclui luzes de LED. Na traseira, lanternas e para-choque são novos.

Trem de força é o mesmo 2,2 L, turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm, combinado ao câmbio automático de oito marchas e à tração integral (4WD). Dakota de série não receberá todos os equipamentos da unidade exibida.

SIMEA 2025 debateu temas de alta relevância

Em sua 32ª edição, o Simea (Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva), promovido pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) focou nos pontos mais relevantes para o futuro da indústria automobilística no Brasil e no mundo. Os avanços do País são notáveis desde a criação do Proconve há 39 anos quanto a emissões veiculares. Um automóvel em 1986 poluía o equivalente a 136 veículos atuais, embora poucos se lembrem disso. Há novas fases previstas para 2030, contudo sem avançar na direção de inspeção veicular e renovação de frota (em especial de veículos pesados) será muito difícil garantir ar mais limpo.

Relembrou-se o grave problema de infraestrutura no Brasil: 65% de cargas transportadas por rodovias, das quais apenas 12% pavimentadas. Gera desperdício de 1,18 bilhão de litros de combustível e emissões adicionais de 3,13 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Hibridização, eletrificação, direção automatizada e experiência digital do usuário guiarão o desenvolvimento nos próximos anos. Pilares dessa transformação: comunicação móvel, computação em nuvem, novas tecnologias de software, inteligência artificial, engenharia de dados e semicondutores de alta desempenho para integrar o veículo ao ambiente externo. Até 2030, o mercado automobilístico mundial de eletrônica e software deve movimentar US$ 462 bilhões. O País tem que se inserir nesse contexto.

Houve consenso sobre o papel estratégico dos biocombustíveis. Eletrificação combinada ao etanol oferece rota competitiva de redução de emissões de CO2 dentro do conceito correto do “poço” à roda.www.fernandocalmon.com.br

 

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O automobilismo sempre foi um excelente laboratório para a Ford

Vencer uma corrida pode representar muita coisa para um piloto, como fama, prestígio e dinheiro. Mas, para Henry Ford, duas vitórias foram cruciais para realizar o seu sonho de fundar a Ford Motor Company e, nas décadas seguintes, revolucionar a indústria com a produção em massa do automóvel.

Henry Ford construiu seu primeiro carro, o Quadriciclo, no galpão de casa, em 1896. O desfile da máquina nas ruas o tornou conhecido em Detroit e, em 1899, ele criou a Detroit Automobile Company com apoio do prefeito William Maybury. Mas a empresa foi fechada um ano depois, sem fabricar um único carro e com prejuízo de US$86.000. Os investidores eram contra o plano de Ford de criar um automóvel barato e ele se demitiu.

Esse fracasso, no entanto, só aumentou a sua determinação. Ele decidiu construir um carro de corrida e pilotá-lo pessoalmente para mostrar a confiança no produto. “Jamais pensei em correr, mas o público se recusava a pensar no automóvel como algo além de um brinquedo veloz. Tínhamos de correr”, comentou.

Com a ajuda de uma equipe de engenheiros, Ford construiu um veículo rápido, batizado como Sweepstakes, e o inscreveu numa corrida patrocinada pelo Detroit Driving Club, em 1901. A pista oval de terra em Grosse Pointe, Michigan, tinha um percurso de 1.600 metros e o desafio era enfrentar o campeão norte-americano, Alexander Winton.

Winton, um bem-sucedido construtor de carros de Cleveland, estava tão certo da vitória que lhe permitiram até escolher o troféu, uma poncheira de cristal lapidado. Seu carro, Bullet, já era um vencedor experiente, com 70 cv, enquanto o Sweepstakes tinha apenas 26 cv, mas novidades importantes: o motor de dois cilindros usava uma forma inicial de injeção de combustível e bobinas de ignição isoladas em porcelana feitas à mão (uma precursora da vela de ignição). Ford era indiscutivelmente o azarão, mas também o preferido dos 8 mil espectadores.

A corrida tinha dez voltas e Winton abriu uma vantagem de mais de 300 metros nas três primeiras, a caminho da vitória. Mas após cinco voltas, Ford se aproximou. Na sétima volta, o Bullet começou a ratear e o motor soltou uma nuvem de fumaça. Ford ultrapassou Winton em frente às arquibancadas lotadas de fãs e venceu com enorme vantagem. Sua esposa, Clara Ford, escreveu ao irmão: “Um homem jogou o chapéu para o alto e, quando caiu, o pisoteou de tanta empolgação”.

Ford ganhou a poncheira de cristal e um cheque de US$1.000 – uma ninharia, já que ele gastou cinco vezes mais para construir o carro. Mas ganhou um prestígio incalculável: um carro projetado e construído por Henry Ford tinha vencido um Winton, o melhor automóvel dos Estados Unidos.

Após a grande vitória, diversos espectadores se apresentaram para oferecer apoio financeiro ao campeão e, em poucas semanas, a Henry Ford Company foi criada. Porém, houve novamente atrito entre Ford e seus investidores. Ele queria construir carros de competição, enquanto seus sócios preferiam que ele se concentrasse na produção de automóveis de passeio.

O conflito se agravou quando os acionistas contrataram os serviços de outro mecânico, Henry M. Leland, para aconselhá-los sobre o projeto do motor de Ford. Quando Leland desaprovou, Henry demitiu-se em março de 1902, levando no bolso US$900 e os planos de outro carro de corrida.

A Henry Ford Company foi rebatizada como Cadillac Automobile Company, em homenagem ao fundador de Detroit. A General Motors comprou a Cadillac em 1909, uma ironia histórica.

Ford se aliou ao campeão de ciclismo Tom Cooper para projetar e construir dois carros de competição, o vermelho Arrow e o amarelo 999 – número do trem famoso por um recorde no percurso de Nova York a Chicago. A distância entre-eixos e a bitola eram maiores que nos carros anteriores e os motores de quatro cilindros geravam 70 cv. “O ronco daqueles cilindros era suficiente para matar um homem”, disse Ford.

Para pilotar as máquinas, ele chamaram outro ciclista campeão, Barney Oldfield. Só havia um problema: ele nunca tinha dirigido um carro na vida. E esses carros eram muito diferentes do Sweepstakes, eram força bruta. Em 25 de outubro de 1902, houve uma revanche com Winton em Grosse Pointe. Outros quatro carros estavam inscritos na corrida. Nenhum chegou perto: Oldfield venceu os 8.000 metros em tempo recorde, de 25 minutos e 28 segundos.

A Ford Motor Company foi fundada em 16 de junho de 1903, por Henry Ford, então com 39 anos, e mais 11 sócios. Eles tinham apenas US$28.000 em dinheiro, algumas ferramentas e projetos, mas muita fé.

Os acionistas incluíam um negociante de carvão, Alexander Malcomson; o gerente administrativo do negociante de carvão, James Couzens; um banqueiro; dois irmãos proprietários da oficina que construía os motores; um carpinteiro; dois advogados; um funcionário de escritório; o dono de uma loja de aviamentos; e um construtor de moinhos de vento e espingardas de ar comprimido.

Isso ajuda a entender por que, ao longo dos seus 122 anos de existência, a Ford continua a ter as competições como laboratório e fonte de inspiração.

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Ford Mustang mais potente da linha chega ao mercado brasileiro

A versão de série mais potente já produzida do Mustang, a Dark Horse ,está confirmada para chegar ainda este ano para os mercados do Brasil, Argentina, Chile, Peru e Colômbia.

O Mustang Dark Horse virá com motor Coyote V8, de 5,0 litros e câmbio automático de dez marchas e vários componentes desenvolvidos para as pistas.
O esportivo tem elementos escurecidos nos faróis e na grade, entradas de ar no capô, aerofólio traseiro e detalhes aerodinâmicos aprimorados em túnel de vento.

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Ford retorna a Pikes Peak com um Mustang elétrico de 1.400 cavalos

A Ford retorna à tradicional Subida Internacional de Pikes Peak, em Colorado Springs, nos EUA, com um protótipo elétrico totalmente novo: o Super Mustang Mach-E. Ele será pilotado por Romain Dumas, atual recordista da prova com dez participações. O piloto defende pelo terceiro ano seguido a marca norte-americana. Ele venceu em 2023 com uma SuperVan 4.2  e em 2024 com uma F-150 Lightning SuperTruck. O desafio de 20 quilômetros e 156 curvas será no dia 22 de junho.

“Continuamos a ultrapassar os limites do que é possível com veículos elétricos”, diz Mark Rushbrook, diretor global da Ford Performance. “Correr é nosso laboratório de testes. Cada coleta de dados na montanha nos ajuda a construir veículos elétricos melhores para nossos clientes – seja maximizando a entrega de potência, melhorando estratégias de regeneração ou gerenciando o calor em mudanças extremas de altitude. O que aprendemos aqui vai direto para a produção futura “concluiu.

No coração do protótipo Super Mustang Mach-E estão três motores de seis fases, com potência de mais de 1.400 cavalos, todos alimentados por 50 kWh de células pouch Li-polímero NMC de ultra-alto desempenho. Como o modelo do ano passado, ele opera com voltagem de 799 V, mas sua configuração reduz o peso em mais de 118 kg e entrega uma frenagem regenerativa de 710 kW.

“Depois da corrida incrível do ano passado com a F-150 Lightning SuperTruck e a SuperVan 4.2 antes dela, estou honrado em estar de volta com a Ford para enfrentar este desafio mais uma vez”, diz Dumas. “Este Mach-E é uma fera diferente e estamos animados para ver o que ele pode fazer na montanha”.

 

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Coluna Fernando Calmon — Previsões para o ano continuam boas

Coluna Fernando Calmon nº 1.350 — 6/5/2025

Feriados em abril impactaram vendas, mas previsões
no ano continuam boas

De fato, como observou a Bright Consulting, pela primeira vez desde o fim da pandemia da covid-19 houve recuo na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que também afetou o crescimento acumulado de vendas este ano: de 7,1% baixou para 3,6%. A razão foram dois dias úteis a menos sobre abril de 2024 e um dia a menos sobre março de 2025. Na soma dos quatro primeiros meses deste ano a comercialização de veículos leves e pesados subiu de 735.200 para apenas 760.288 unidades.

Apesar deste crescimento modesto, a Fenabrave mantém inalterada sua previsão inicial, anunciada em janeiro último, de vendas em torno de mais 5% sobre 2024, embora admita uma revisão ao final do primeiro semestre. Um recorte sobre o número de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos vendidos no período de janeiro a abril deste ano mostra um cenário de certa forma surpreendente, quando comparado ao primeiro quadrimestre de 2024.

Enquanto os veículos elétricos a bateria caíram 15% — 20.820 para 17.691 unidades — os três tipos de híbridos somados (básico, pleno e plugável) cresceram 73% — 30.449 para 52.776 unidades. Quando se somam híbridos e elétricos o resultado fica positivo em 37%. Essa distorção ocorre porque um híbrido básico (ou semi-híbrido, em uma classificação rigorosa) é bem mais barato que o pleno e o plugável, além de muito mais em conta que um elétrico. Por isso, o termo “eletrificado” acaba por gerar distorções estatísticas, sem refletir o que ocorre de fato no mercado.

Segundo os números oficiais liberadas pela Abeifa (associação de importadores) e também tabulados pela Bright, os modelos mais vendidos por categoria no mês passado foram, em unidades: elétrico, BYD Dolphin Mini, 2.177, menos 10%; híbrido plugável, BYD Song Plus, 3.140, mais 13%; híbrido básico, Fiat Fastback, 2.447 e híbrido pleno, Toyota Corolla Cross, 951.

A BYD tem lançado campanhas agressivas de descontos para sustentar as vendas. E já anunciou outra partida da China do seu novo supernavio com cerca de 7.000 modelos importados. O sindicato de metalúrgicos de Camaçari (BA) vem expressando dúvidas sobre as contratações prometidas, mas ainda longe de se tornarem realidade pelo cenário visto até agora.

Nivus GTS na medida certa e estilo correto

Foi bater o olho e logo descobrir o que agradava mais no visual do Nivus GTS. Quer saber? A providencial retirada das barras longitudinais no teto que se transformaram num modismo e nada ou pouco acrescentam ao estilo de qualquer carro. Mesmo porque quantas vezes se vê nas estradas alguém transportando qualquer volume ou bagagem no teto? A decoração externa também é atraentemente discreta com destaque para as bonitas rodas opcionais de 18 pol., sutis filetes vermelhos, carcaças dos retrovisores em preto, assim como o teto e seu defletor traseiro que conjuga forma e função sem exageros.

O SUV cupê compacto substitui o Polo GTS e recebeu o mesmo motor turbo de 1,4 L, 150 cv e 25,5 kgf·m (com etanol ou gasolina), sempre com câmbio automático epicicloidal de seis marchas e troca manual por borboletas. Apesar de não aproveitar as características de maior resistência à detonação do etanol para entregar um pouco mais de potência e torque, acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 s, suficiente para facilitar ultrapassagens e retomadas no dia a dia, em uso urbano ou rodoviário.

Mesmo sem faróis matrix do Polo GTS, ainda se trata de um conjunto moderno que dispensa os faróis específicos de neblina, contudo mantendo igual eficiência. No interior, destacam-se filetes vermelhos discretos, bancos dianteiros do tipo concha, carregador de celular por indução com saída de ar-condicionado regulável por botão que também estará no novo Tera, no final de maio. Central multimídia tem nova interface e internet 4G a bordo.

Particularmente muito bom o trabalho de engenharia nas suspensões desde coxins até molas, amortecedores e barra estabilizadora (antirrolagem), além de 2 mm de redução na altura. No primeiro contato no autódromo Capuava, em Indaiatuba (SP), as respostas em curvas surpreenderam positivamente por se tratar de um SUV e seu centro de gravidade mais alto. Para aumentar o nível de esportividade seria ideal um escapamento com sonoridade mais condizente com a grife GTS. Deve ter sido desconsiderado por questão de custos. Preço (sem opcionais): R$ 174.990.

Mustang com câmbio manual chega em julho

Focado em entusiastas que apreciam a direção esportiva, o Mustang GT Performance Manual está limitado a uma importação de apenas 200 unidades. Motor é o mesmo Coyote V-8, 5 litros, da versão automática, porém recebe nova calibração, 9 cv a mais, agora 492 cv, e mesmo torque de 58 kgf·m com 80% já a 2.000 rpm. Relação massa-potência de apenas 3,67 kg/cv permite acelerar de 0 a 100 km/h em 4,3 s e velocidade máxima de 250 km/h limitada eletronicamente.

A caixa manual de seis marchas permite trocas sem tirar o pé do acelerador, sempre que o motor está a mais de 5.000 rpm e o pedal do acelerador pressionado a mais de 40%. Outro destaque, o Rev Match, simula automaticamente a aceleração momentânea nas reduções tornando-as mais suaves, rápidas e sem trancos.

Há ainda recursos como Drift Brake (freio de estacionamento eletrônico para derrapagem controlada das rodas traseiras) e Line Lock (travamento das rodas dianteiras para “queimar” pneus traseiros como nas provas de arrancada), além de indicadores de tempo de volta, aceleração, frenagem, força G lateral e longitudinal e medidores de temperatura do motor, temperatura e pressão do óleo e temperatura do diferencial. Internamente, destacam-se bancos esportivos Recaro e emblema com número de série de cada exemplar. Preço: R$ 600.000. 

Motul vê diversificação como aposta certa

A empresa francesa de lubrificantes teve origem, curiosamente, nos EUA em 1853. No início, se chamava Swan & Finch, especializada em lubrificantes. De acordo com a Wikepedia, em 1932 Ernst Zaug negociou a distribuição na França de produtos da marca Motul originalmente da empresa americana. Em 1953, o centenário da companhia foi comemorado com o lançamento mundial do primeiro óleo multiviscoso no mercado europeu. No entanto, a Swan & Finch suspendeu suas atividades em 1957. No entanto continuou na França e a marca se consolidou ao longo das décadas seguintes, em nível global como Motul S.A.

Óleos sintéticos são os produtos de ponta da empresa, que se expandiu para atender a vários mercados. No Brasil tem fábrica há 33 anos, além de duas nos EUA e uma no México. O cenário brasileiro é desafiador, pois se estima que duas centenas de empresas produzam lubrificantes, a partir do óleo básico, embora as 12 principais detenham 80% de participação. O envolvimento histórico com as competições internacionais tornou a marca conhecida mundialmente.

Presidente da filial brasileira, o argentino Marino Perez afirma que a companhia mantém um pé no presente e outro no futuro. “Motores a combustão estão em 1,4 bilhão de veículos ao redor do mundo e, portanto, ainda serão relevantes por décadas à frente. Pretendemos continuar a crescer no País de 15% a 20% ao ano e em 2030 almejamos duplicar nossa cota atual. No entanto, diversificar é uma boa estratégia. Desenvolvemos uma linha completa de produtos para conservação e limpeza aplicáveis em qualquer tipo de carro, caminhão ou moto”, afirmou.

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Ford Mustang vai produzir uma versão com transmissão manual

Muitos consumidores do Ford Mustang, questionavam a fabricante a respeito de uma versão com transmissão manual. Para os “puristas”, um esportivo só dá prazer quando as marchas são trocadas através de uma alavanca. Para atender essa demanda, a marca norte-americana está lançando o Mustang com seis marchas. O modelo chega com uma promessa bem ousada: “Até que seja ilegal, estaremos aqui”.

A versão manual do Mustang faz parte da comemoração de 60 anos do ícone e será oferecida em edição limitada, como item colecionável, em 2025.

Veja vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=xQD5IOEnGdg

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Mustang Super Cobra Jet 1800 bate o terceiro recorde mundial de arrancada

A prova de quarto de milha (cerca de 400 metros) corresponde, no automobilismo, ao que os 100 metros rasos são no atletismo. É a competição clássica de tiro curto para medir a explosão de potência e velocidade.

O Mustang Super Cobra Jet 1800, protótipo criado pela Ford Performance, divisão de veículos de alto desempenho e competição da marca, bateu pela terceira vez seguida o recorde mundial de arrancada com carro elétrico completo, com o tempo de 7,623 a 293 km/h (182,16 mph), nas finais mundiais da NMRA (National Mustang Racers Association), nos EUA.

O Mustang Super Cobra Jet 1800 já era dono dos dois recordes anteriores, de 7,759 segundos e 290 km/h registrado em março deste ano, e de 8,128 segundos e 277 km/h em 2021, em provas da National Hot Rod Association, nos EUA. O veículo foi pilotado por Pat McCue, dono da MLe Racecars, que também conquistou o recorde anterior.

“Dirigir este carro a mais de 290 km/h é definitivamente selvagem”, disse McCue. “Trabalhar todos os dias com nossa equipe na MLe Racecars e o incrível talento de engenharia da Ford Performance no desenvolvimento e na progressão do Cobra Jet 1400 para o Super Cobra Jet 1800 tem sido uma viagem incrível por si só.”

“Ver um Mustang totalmente elétrico vencer a pista em menos de oito segundos foi simplesmente inspirador. É um sinal claro de que a Ford não está apenas participando, mas liderando a revolução elétrica no automobilismo”, diz Mark Rushbrook, diretor da Ford Performance Motorsports. “Cada lição que aprendemos na pista é um passo para melhorar o desempenho dos nossos veículos elétricos para os clientes.”

Do conceito até o recorde, o Super Cobra Jet 1800 introduziu vários avanços em relação à versão anterior, de 1.400 cavalos. Entre eles, uma estratégia de controle personalizada e sistema inovador de bateria leve de última geração, com 30% mais energia, nascido da parceria entre a Ford Performance e a MLe Racecars. Essa máquina poderosa funciona com quatro inversores e dois pares de motores, otimizados para um nível sem precedentes de arrancada e performance.

“Com esta conquista histórica, fica claro que a jornada do Mustang Super Cobra Jet 1800 está longe de terminar”, completa Rushbrook. “O caminho dos veículos elétricos da Ford no esporte motorizado é promissor. A cada recorde que quebramos e barreira que vencemos, não estamos correndo só pela emoção de competir – estamos correndo em direção a um futuro onde o ronco de um motor pode ser tão silencioso quanto poderoso.”

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Ford prepara uma Raptor para disputar o Rally Dakar 2025

Visando o próximo Rally Dakar, que será disputado na Arábia Saudita, entre os dias 3 e 17 de janeiro de 2025, a Ford Performance, divisão de carros de alto desempenho e competição da marca americana, está desenvolvendo um protótipo da picape Ford Raptor T1+.

Para esse desenvolvimento a marca conta com a experiência do piloto Carlos Sainz, “El Matador”, tetracampeão do Dakar.

“O Dakar é uma corrida insana, que tive a sorte de vencer com quatro fabricantes diferentes e meu plano agora é vencer com a Ford”, diz o piloto. “Você precisa respeitar o Dakar, senão mais cedo ou mais tarde ele vai te pegar. Mesmo que você pense que tem tudo sob controle, se você correr muito risco, você paga por isso.”

A picape conta com um motor baseado no Ford V8 5.0 Coyote, o mesmo que equipa o Mustang e a picape Ranger Raptor de rua. Pelo regulamento, não se pode mexer muito nas suas características originais e o trabalho se concentra nos coletores de admissão e escape para extrair o máximo da potência do V8.

 

Após um dia extenuante de 800 km de teste, com o objetivo de “destruir” o protótipo, o time consegue finalmente rachar em dois lugares a parte traseira do chassi da Raptor T1+, com a ajuda de um “G-Out”. Ou seja: “uma depressão ou mergulho acentuado no terreno que faz com que a suspensão do veículo seja totalmente comprimida, criando um impacto significativo de força G”.

Na etapa seguinte a picape vai testar sua resistência em um ambiente ainda mais desafiador, preparando-se para as dunas implacáveis do Dakar.

Vídeo
https://media.ford.com/content/fordmedia/fsa/br/pt/permalink.html?VideoId=6361895657112

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Novo Mustang tem detalhes que só seus compradores vão ver

Quase todos os compradores que na pré-venda adquiriram a sétima geração do  Mustang GT Performance já receberam o veículo. Além de novidades no design, na tecnologia e na performance, o esportivo traz algumas surpresas que só são reveladas com um olhar mais atento.

São os “easter eggs”, detalhes criados pelos designers para personalizar o produto, homenageando o legado e a rica história das diferentes gerações do clássico que este ano está comemorando o 60º aniversário.

Apesar desse spoiler, não faltam descobertas para quem dirige o novo Mustang GT Performance. A potência e o ronco do motor Coyote V8 de 488 cv, o cockpit digital, os modos de direção ajustáveis e o inédito freio de estacionamento eletrônico para manobras de drifting são recursos que levam a um novo patamar o seu prazer de dirigir.

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