Militar

Museu Carde vai leiloar verdadeiras “joias” raras do antigomobilismo

Um dos museus mais importantes do mundo, recém-inaugurado em Campos do Jordão, o Carde, vai realizar a primeira edição do Winter Sale. Em parceria com a Brunelli Veículos Antigos e o Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, vão realizar um evento que combina a venda online e presencial de veículos clássicos, obras de arte e itens de memorabilia. Vale lembrar que o Carde tem um dos mais impressionantes acervos automotivos do mundo.

De 19 de junho a 12 de julho, o Carde apresentará uma mostra especial com cerca de 30 veículos clássicos e raros, disponíveis para venda. Os interessados poderão avaliá-los pessoalmente no museu e fazer lances antecipados, por meio de plataforma online. Alguns lotes terão lance livre, sem lance mínimo. Haverá também a categoria de venda buy it now, a qual o interessado pode comprar o automóvel antes do final do pregão, pagando um preço fixo estabelecido e já levar imediatamente. A experiência se encerrará com um pregão presencial, no dia 12 de julho, a ser realizado no próprio museu.

A seleção de veículos é ampla e diversa, capaz de despertar o desejo de colecionadores com diferentes perfis. Entre os destaques estão um Ford Phaeton 1933, dois impecáveis exemplares do Volkswagen Fusca Split Window, produzido até 1953, além de ícones do luxo como, o Rolls-Royce Silver Cloud II, que foi produzido a partir de 1959, e Bentley R-Type, lançado em 1953.

A esportividade também será um dos pontos altos do evento, com modelos emblemáticos, como o Corvette Stingray L48 1974 e a Mercedes-AMG GT Black Series, de 2020.

E como não poderia faltar, destacam-se ícones da casa de Maranello, como a Ferrari 348 Spider, do início da década de 1990, com baixíssima quilometragem, e a Ferrari 308 GTSi, lançada no início da década de 1980, ambas com design assinado por Pininfarina, que atravessaram gerações sem perder seu apelo. A seleção inclui ainda veículos especialmente raros, como o Toyota Bandeirante Xingu Bernardini, versão militar da década de 1980.

Além dos automóveis, o evento contará com uma curadoria especial de itens de memorabilia automotiva e obras de arte. Estarão disponíveis rodas de Mercedes-Benz, roda Porsche Speedline e roda Ferrari F50, e uma bomba de combustível dos anos 1940, entre outros objetos históricos que ampliam a experiência para colecionadores e entusiastas.

As obras de arte, muitas delas doadas pela Magalhães Gouvêa e pela Bolsa de Arte, estarão em exposição no Hotel Toriba – o mais alto e antigo de Campos do Jordão, fundado em 1943. Entre os destaques do catálogo estão fotografias artísticas de automobilismo, o óleo sobre tela Vaso de Margaridas, de Gino Bruno, e a impressão Mulheres, de Flávio de Carvalho. Em breve, será divulgado o catálogo completo com detalhes das preciosidades.

Parte do montante com a comercialização dos veículos e 100% do valor arrecadado com a venda das obras de arte e itens de memorabilia serão revertidos para as ações filantrópicas da FLMA – Fundação Lia Maria Aguiar, que atua em Campos do Jordão. A instituição, independente e sem fins lucrativos, completa 17 anos em 2025 e desenvolve projetos nas áreas de arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social. Anualmente, mais de 700 crianças e adolescentes participam de cursos artísticos profissionalizantes nos Núcleos de Dança, Música e Teatro — portas de entrada para novas oportunidades de vida.

A FLMA conta ainda com o Núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), que oferece atendimento gratuito a alunos, familiares e colaboradores. São mais de 100 mil consultas, exames e procedimentos realizados por ano, incluindo o pioneiro serviço de hemodiálise na cidade. Por meio de parceria com a prefeitura, o núcleo também estende seus atendimentos à população local.

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Prisões de procurados aumentam 84% no centro de SP em 2 anos

O número de suspeitos procurados que foram capturados pela polícia de São Paulo na região central da capital aumentou 84% em dois anos. Entre janeiro e agosto de 2022, foram 591 pessoas procuradas detidas nas áreas de abrangência do 3º DP e do 77º DP da Polícia Civil. Já no mesmo período deste ano, foram capturados 1.086 procurados pela Justiça. Na comparação com o mesmo recorte do ano passado, o aumento de foragidos presos no centro de São Paulo foi de 31%.

As ações de segurança no centro da cidade de São Paulo fazem parte do conjunto de medidas adotadas na região da Cracolândia, no âmbito do programa estadual de Políticas sobre Drogas e Transformação das Cenas Abertas de Uso, instituído no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

Além da segurança, o programa multisetorial também envolve ações de saúde e desenvolvimento social, com ênfase no acolhimento para indivíduos com dependência química.
 
Para a captura de procurados, as polícias Civil e Militar realizam operações como a Resgate. Em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana, a operação é focada na identificação de dependentes químicos e infratores que frequentam a região, para a devida adoção das medidas legais e encaminhamentos para serviços de saúde e assistência social.

A fase mais recente, ocorrida em agosto, resultou na prisão de quatro suspeitos, sendo dois procurados pela Justiça e outros dois em flagrante por tráfico de drogas. Além disso, pelo menos cem infratores foram identificados descumprindo medidas judiciais. Somente nesta operação, foram empenhados 66 policiais civis e 165 policiais militares, além de 20 cavalos e dois cães. A prefeitura atuou em conjunto com o emprego de 41 guardas civis metropolitanos.

Em abril, em outra etapa da Operação Resgate, os policiais capturaram dez procurados da Justiça que frequentavam as cenas abertas de uso. Eles foram conduzidos à delegacia e permaneceram à disposição do Poder Judiciário. No mês anterior, a Operação Resgate capturou 12 foragidos frequentando o fluxo.

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Militar que operou drone lança-granadas para traficante é preso no Rio

A PF – Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (16) um militar da Marinha acusado de operar drones lança-granadas para a principal facção de traficantes do Rio de Janeiro. O militar, que não teve a identidade revelada, foi alvo de prisão preventiva no posto de trabalho, na capital fluminense, em operação que contou com a cooperação da Marinha.

A operação batizada Buzz Bomb, que prendeu o traficante – e tentou cumprir um mandado de prisão preventiva contra o líder da facção, no Complexo da Penha, zona norte do Rio – contou com veículos blindados. No entanto, policiais foram recebidos a tiros, e a ação foi suspensa depois que quatro moradores foram feridos por estilhaços de disparos feitos pelos criminosos, segundo a PF.

“Para evitar um confronto armado de maiores proporções e preservar a população local, a equipe da deflagração optou por não prosseguir com a ação neste momento”, diz a polícia.

Drone contra milicianos

A investigação começou depois que traficantes utilizaram um drone adaptado para lançar artefatos explosivos contra milicianos na comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, em 15 de fevereiro.

A PF identificou o militar da Marinha como o responsável por operar remotamente o equipamento. Por meio dos drones, os traficantes também monitoravam ações policiais realizadas em áreas de atuação da quadrilha, como o Complexo da Penha.

Além dos mandados de prisão, foram emitidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro três mandados de busca e apreensão.

Os alvos já foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPRJ) e responderão pelos crimes de organização criminosa e posse de material explosivo. As penas somadas podem chegar a 14 anos de prisão.

A ação é resultado de trabalho investigativo do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE/PF/RJ) com o apoio da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE/PF/RJ).

O nome da operação é referência à história dos drones, que surgiram com uma inspiração em bombas voadoras alemãs conhecidas como Buzz Bomb (bomba zumbidora, em tradução livre). O armamento utilizado durante a Segunda Guerra Mundial ficou conhecido assim por causa do barulho que fazia enquanto voava. (Agência Brasil)

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Deputados aprovam projeto que cria escolas cívico-militares em SP

O projeto de lei que cria o Programa Escola Cívico-Militar na rede pública de ensino de São Paulo foi aprovado hoje (21) na Assembleia Legislativa do estado (Alesp) por 54 votos favoráveis e 21 contrários. A proposta segue agora para sanção do governador Tarcísio de Freitas, autor do projeto.

O projeto estabelece que o programa poderá ser adotado em escolas a serem construídas ou em unidades já integrantes da rede. Antes da implementação, serão realizadas consultas públicas para que a comunidade tenha o poder de decidir se aceita o modelo.

Segundo o Executivo, o modelo cívico-militar será direcionado a escolas com índices de rendimento inferiores à média estadual, atrelados a taxas de vulnerabilidade social e fluxo escolar – aprovação, reprovação e abandono.

Estudantes contrários à medida tentaram acompanhar a votação, mas foram impedidos pela Polícia Militar que usou spray de pimenta para afastar os manifestantes.

Em postagem no X, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) afirma que tentou “mediar o entendimento” e foi surpreendido com spray de pimenta e paredão da Tropa de Choque da PM que desde cedo impedia o acesso dos estudantes ao plenário.

Durante o confronto, sete estudantes foram detidos ou apreendidos pela Polícia Militar.

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“Máquinas ao chão”: a silenciosa resistência da imprensa à ditadura

Câmeras no chão e os olhares ficaram fixos à cena. Um gesto de ousadia feito há mais de 40 anos por um grupo de fotógrafos no pé da rampa do Palácio do Planalto entrou para a história da cobertura política durante a ditadura no Brasil. Neste domingo (7), Dia do Jornalista, episódios de resistência como esse, conhecido como “Máquinas ao chão”, costumam ser lembrados.

O dia 24 de janeiro de 1984, pouco menos de 20 anos depois do golpe de 1964 e na reta final do regime ditatorial, ficou conhecido porque os profissionais da imagem se negaram a fotografar o então presidente João Figueiredo. O gesto ocorreu após uma sequência de atritos entre o general e os fotojornalistas.

“Sorrio quando quiser”

O repórter fotográfico Sérgio Marques, com 25 anos de idade na época, relembra que entre os problemas estavam as reclamações diárias dos profissionais a respeito do tratamento do presidente Figueiredo para com eles. Em um dos conflitos anteriores, o presidente recebeu o deputado federal Paulo Maluf, futuro candidato à presidência.

“O Maluf visitou o presidente Figueiredo e, quando nós da imprensa entramos, ele olhou para o presidente e sugeriu um sorriso. O presidente olhou para ele e disse: “estou na minha casa. Sorrio quando quiser”, recorda.

Em outro episódio, no mês de dezembro de 1983, Figueiredo havia sofrido um acidente de cavalo, se machucou e estava com o braço engessado. Mesmo assim, colocou paletó. O fotógrafo Wilson Pedrosa, então no Correio Braziliense, registrou o presidente na hora em que ele foi coçar o rosto. O episódio elevou a tensão entre os profissionais e o general.

Essa tensão se agravou quando os profissionais de imagem, únicos que entravam no gabinete para registrar as reuniões do presidente, relataram o teor de um encontro aos repórteres de texto, cuja entrada era proibida. A partir de então, Figueiredo passou a impedir o acesso dos fotógrafos ao seu gabinete.

“Imagine você trabalhar todos os dias no Palácio do Planalto para cobrir as audiências e não ter acesso ao gabinete. Nós começamos a reclamar com a assessoria, mas não adiantou”, recorda Sérgio Marques. Até que, na tarde do dia 24 de janeiro de 1984, uma terça-feira, diante de tantas limitações, os fotógrafos credenciados resolveram colocar as câmeras no chão assim que o presidente desceu a rampa.

Marques explica que depois daquele dia não foi advertido ou ouviu comentários do presidente Figueiredo. Os fotógrafos voltaram a ser chamados para eventos. Em um deles, o general falou para os profissionais deixarem as máquinas e servirem-se em um coquetel. O fotógrafo recorda que concordou e deixou a câmera no chão. “Ele me olhou. Coloquei sobre a mesa. Aí ele deu um sorriso e falou, ‘eu não gostei daquele dia’”, lembra-se.

Filme

O episódio de ousadia foi registrado no documentário “A Culpa é da foto”, de André Dusek, Eraldo Peres e Joédson Alves, lançado em 2015. “Foi o único protesto que teve de jornalistas credenciados do Palácio do Planalto contra um ditador”, ressalta Alves, que foi responsável pela pesquisa para o filme.

O documentário, de aproximadamente 15 minutos de duração, está disponível no YouTube.

O diretor entende que esse acontecimento se tornou um símbolo para os jornalistas brasileiros e não poderia cair no esquecimento. Em 1984, Joédson, que hoje é da equipe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nem sonhava trabalhar com fotografia. Afinal, tinha apenas 13 anos de idade. No entanto, assim que se tornou profissional, com mais de 20 anos, soube da história dos veteranos.

Dentre os profissionais que participaram do episódio, estavam Moreira Mariz (Folha de São Paulo), Cláudio Alves (Jornal de Brasília), Sérgio Marques (Revista Veja), Júlio Fernandes (Jornal de Brasília), Francisco Gualberto (Correio Braziliense), Beth Cruz (Agência Ágil), Élder Miranda (Rede Globo), Antonio Dorgivan (Jornal do Brasil), Adão Nascimento (Estado de São Paulo), Célson Franco (Correio Braziliense), Carlos Zarur (EBN), Sérgio Borges (Estado de São Paulo) e Vicente Fonseca (Rede Globo).

Para o fotojornalista Joédson Alves, diretor do filme, foi um ato de bravura. “Muito emocionante. É algo para ter como referência para minha profissão. Eu tenho um respeito muito grande por todos eles. Já tivemos situações muito graves [ao longo dos anos] contra a impresa e nunca houve nenhum tipo de ação ou movimento para fazer algum protesto”. (Agência Brasil)

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STF tem maioria de votos contra “poder moderador” das Forças Armadas

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta segunda-feira (1º) maioria de 6 votos a 0 contra a interpretação de que as Forças Armadas podem exercer “poder moderador” no país.

A maioria foi formada com o voto proferido pelo ministro Gilmar Mendes. Faltam os votos de cinco ministros.

Ao se manifestar contra a tese do poder moderador, Mendes disse que a Corte está “reafirmando o que deveria ser óbvio”. “A hermenêutica da baioneta não cabe na Constituição. A sociedade brasileira nada tem a ganhar com a politização dos quartéis e tampouco a Constituição de 1988 o admite”, afirmou.

O Supremo julga uma ação protocolada em 2020 pelo PDT para impedir que o Artigo 142 da Constituição seja utilizado para justificar o uso do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para interferir no funcionamento das instituições democráticas.

A tese do “poder moderador” foi alardeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para justificar eventuais medidas contra outros Poderes durante seu governo.

Entenda o julgamento

Os ministros julgam a ação da forma definitiva. Em junho de 2020, o relator do caso, ministro Luiz Fux, concedeu a liminar para confirmar que o Artigo 142 não autoriza intervenção das Forças Armadas nos Três Poderes. Pelo texto do dispositivo, os militares estão sob autoridade do presidente da República e se destinam à defesa de pátria e à garantia dos poderes constitucionais.

Até o momento, prevalece o voto de Fux, relator do caso. Para o ministro, o poder das Forças Armadas é limitado e exclui qualquer interpretação que permita a intromissão no funcionamento dos Três Poderes e não pode ser usado pelo presidente da República contra os poderes.

“A missão institucional das Forças Armadas na defesa da pátria, na garantia dos poderes constitucionais e na garantia da lei e da ordem não acomoda o exercício de poder moderador entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, afirmou.

Além de Fux, os ministro Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Edson Fachin, Flávio Dino e Gilmar Mendes também votaram no mesmo sentido.

Em seu voto, Dino afirmou que não existe no país um “poder militar”.

“Lembro que não existe, no nosso regime constitucional, um poder militar. O poder é apenas civil, constituído por três ramos ungidos pela soberania popular, direta ou indiretamente. A tais poderes constitucionais, a função militar é subalterna, como aliás consta do artigo 142 da Carta Magna”, concluiu.

O julgamento é realizado no plenário virtual, modalidade na qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte e não há deliberação presencial. A votação será finalizada no dia 8 de abril.

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STF marca audiências de custódia de presos por tentativa de golpe

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a tarde desta sexta-feira (9) as audiências de custódia de quatro presos pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Tempus Veritatis (hora da verdade, em latim), desencadeada ontem (8). A operação apura uma tentativa de golpe de Estado.

Todos serão ouvidos por videoconferência, entre as 14h e as 15h, por um juiz auxiliar do Supremo:

-Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, no governo de Jair Bolsonaro;
-Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro;
-Coronel Marcelo Câmara, da reserva do Exército;
-Major Rafael Martins, da ativa do Exército.

Os quatro foram presos na quinta-feira, durante diligências autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, nas investigações sobre uma suposta organização criminosa que atuou na preparação de um golpe de Estado no ano de 2022.

Ao todo, foram cumpridas 48 medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus auxiliares diretos e militares da ativa e da reserva. Quatro dessas medidas foram de prisão.

Além de Filipe Martins, Rafael Martins e Marcelo Câmara, foi determinada também a prisão do coronel Bernardo Romão Correa Neto, nos Estados Unido. Ele deve ser transferido ao Brasil.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não era alvo de mandado de prisão, mas acabou detido em flagrante após ser encontrado em sua casa uma arma de terceiro, com registro irregular, bem como uma pepita de ouro com suposta origem no garimpo ilegal.

A audiência de custódia é um procedimento de praxe, pelo qual toda pessoa presa deve ser apresentada à Justiça no prazo de 24 horas, de modo a verificar a legalidade e necessidade de manutenção da prisão.

De acordo com a Polícia Federal, o assessor Filipe Martins participou da elaboração de uma minuta de decreto que tinha como objetivo executar um golpe de Estado.

No caso dos militares presos, eles são suspeitos de organizar e participar de atos preparatórios para o movimento golpista. (Agência Brasil)

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Policias e Emdec fazem operação em Viracopos

Para coibir o transporte clandestino de passageiros por aplicativo e verificar outras infrações de trânsito, a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas promoveu a “Operação Viagem Segura” no Aeroporto de Viracopos, que resultou em 16 atuações e 12 remoções ao Pátio Municipal, sendo duas pela prática de transporte não regulamentado.

Realizada na manhã de hoje (31), nas avenidas José Amgartem e 14 Bis, a operação integrada envolveu a Guarda Municipal e as Polícias Civil, Federal e Militar, além de equipes da segurança da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos.

Das 16 autuações, nove foram aplicadas a motocicletas, seis a automóveis e uma a van. Além dos dois veículos que realizam transporte clandestino autuados e removidos ao Pátio, dois condutores de motocicletas foram autuados por irregularidades nos escapamentos e duas autuações foram aplicadas a motoristas que prestavam transporte por aplicativo sem o uso do QR Code. Seis motos e seis carros foram removidos ao Pátio.

No total, foram abordados 29 veículos no total, sendo 21 motocicletas, sete carros e um utilitário. Nas abordagens de segurança, as forças policiais interpelaram 39 pessoas.

“Foi a primeira operação integrada focada no combate ao transporte clandestino de passageiros na região do Aeroporto. Preservar a segurança da população é o principal objetivo. Nossa recomendação é que os usuários só utilizem o transporte de passageiros dentro das plataformas cadastradas no município”, explica o gerente de Fiscalização e Operação da Emdec, Claudionir Thomas De Sá.

O gerente de Segurança do Aeroporto de Viracopos, Wesley Ramos Correa, destacou que “por meio dessas ações coordenadas e do engajamento de todas as partes envolvidas, a ‘Operação Viagem Segura’ reafirma o compromisso com a segurança viária e o combate ao transporte clandestino, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro e organizado para todos os usuários das vias públicas do aeroporto”.

Transporte irregular

Em Campinas, a Resolução Municipal nº 84/2018 disciplina o serviço remunerado para transporte individual de passageiros por aplicativo. Para prestar o serviço no município, é preciso manter relação direta com as empresas escolhidas para a intermediação de suas viagens. Os veículos devem exibir identificação visual com QR Code, no vidro dianteiro ou no painel frontal do veículo.

Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro prevê que o transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for licenciado para esse fim, é infração gravíssima, sujeita a multa no valor de R$ 293,47, penalidade de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo.

Para verificar se o veículo e condutor estão aptos a prestar o serviço no município, a Emdec disponibiliza uma ferramenta de consulta ao serviço de transporte por aplicativo, pela placa do veículo, CPF ou nome do condutor. A consulta está disponível no site da Emdec e, também, no aplicativo, na opção “Consulta de Transporte”.

Também é possível realizar a leitura do QR Code para consultar os dados do transportador. Basta acessar o aplicativo da Emdec, em “Consulta de Transporte”, na opção “QR Code”. É necessário habilitar o acesso à câmera do smartphone.

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Homicídios dolosos e roubos tem redução em Campinas

A cidade de Campinas apresentou uma queda nos índices criminais em 2023, se comparado ao ano de 2022, conforme apontam os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), baseados nos registros de boletim de ocorrência para cada tipo de crime em todas as delegacias da cidade. Os números de 2023 foram divulgados ontem, quinta-feira, dia 25 de janeiro, pela SSP.

O principal indicador é a quantidade de homicídios dolosos. Segundo as estatísticas da Pasta estadual, houve um recuo de 15,51% neste índice. Em 2022, foram 116 homicídios contra 98 em 2023. O número de vítimas deste tipo de crime também apresentou um declínio de 17,35%, de 121 no ano retrasado para 100 no ano passado em números absolutos.

Importante ressaltar também que, segundo a SSP, o número de homicídios dolosos no ano passado foi o índice mais baixo desde 2001. O menor valor foi em 2021, quando foram registrados 107 homicídios. O ano de 2023 fechou com 98 casos.

Os resultados refletem o trabalho da segurança pública em Campinas. “As ações da Guarda Municipal são norteadas pela análise dos dados criminais. A partir destes números, a GM traça o plano de emprego operacional de forma eficiente, direcionando imediatamente o patrulhamento para os locais que precisam de um reforço no policiamento, o que reflete positivamente para inibir as atividades criminais”, analisa o secretário de Segurança Pública de Campinas, Christiano Biggi“.

Além disso, a GM também conta com importantes ferramentas de Inteligência, como os sistemas Córtex e Detecta para consulta de banco de dados criminais, além da tecnologia das câmeras OCR (leitores de placa de veículos)”, completa o secretário.

Biggi também acrescenta que a união com as outras forças de segurança, como as polícias Civil, Militar, Federal e a integração com guardas municipais das cidades vizinhas também colaboram com a eficácia nas ações de prevenção e repressão aos crimes.

Ainda conforme os dados da SSP, Campinas registrou um aumento de 5 para 7 latrocínios de 2022 para 2023. “Embora tivemos este aumento, todos os casos foram rapidamente solucionados, com uma pronta resposta da integração da Polícia Civil com o apoio do Setor de Inteligência da Guarda Municipal”, analisa Biggi.

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Lesa Pátria faz busca e apreensão na casa do deputado Carlos Jordy

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) mais uma fase da Operação Lesa Pátria. A 24ª etapa está focada na identificação dos mentores intelectuais e responsáveis por planejar, financiar e incitar os atos antidemocráticos que culminaram na tentativa frustrada de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023.

A PF cumpre dez mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – oito no Rio de Janeiro e dois no Distrito Federal.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) confirmou ser um dos alvos da investigação. Segundo ele, os policiais chegaram em sua residência às 6h. “Eles apresentaram uma petição. Estavam buscando arma, celular e tablet. Tentaram buscar outras coisas que pudessem me incriminar”, disse o deputado em vídeo publicado nas redes sociais.

Carlos Jordy classificou a operação como “medida autoritária e sem fundamento, que visa a perseguir, intimidar e criar narrativa às vésperas de eleição municipal”.

“É inacreditável. Esse mandado de busca e apreensão que foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes é a verdadeira constatação de que estamos vivendo em uma ditadura. Em momento algum do 8 de janeiro eu incitei ou falei para as pessoas que aquilo era correto. Nunca apoiei nenhum tipo de ato, embora as pessoas tivessem todo o direito de fazer suas manifestações contra o governo eleito”, declarou.

Segundo a PF, os fatos investigados constituem, em tese, crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, associação criminosa e incitação ao crime. (Agência Brasil)

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