médico

Procedimento feito no presidente Lula tem caráter preventivo

A equipe médica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã desta quinta-feira (12), em coletiva de imprensa realizada no Hospital Sírio-Libanês, que ele está estável e que o procedimento realizado por volta das 7h para evitar um novo sangramento na cabeça foi um sucesso.

O médico Roberto Kalil disse que a previsão de alta está mantida para o início da semana que vem. “Ele está acordado, está comendo, está super estável. Isso não atrasou nem um pouco a programação dos próximos dias que, a depender da evolução do presidente, deverá ter alta no começo da semana”.

Lula foi submetido a uma cirurgia de emergência na última de terça-feira (10) para drenar um hematoma na cabeça, decorrente de uma queda que sofreu em outubro. Kalil garantiu que não houve novo sangramento, após a drenagem, e que o procedimento realizado hoje foi de caráter preventivo.

Os médicos afirmaram ainda que o exame neurológico de Lula está normal. A recomendação é de “repouso relativo” nas próximas semanas. Atividades físicas devem ser postergadas e o presidente deve evitar situações de estresse.

No hospital, apenas familiares de Lula estão liberados para visitá-lo. (Agência Brasil)

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Campinas recebe vacinas da Covid 19 que serão aplicadas a partir de segunda

O governo de São Paulo enviou para Campinas uma nova remessa com 600 vacinas Spikevax contra Covid-19. Diante da quantidade limitada de doses, a Secretaria de Saúde definiu um esquema de aplicação em seis centros de saúde a partir de segunda-feira (9), até que mais imunizantes sejam destinados á cidade.

O estoque de vacinas contra covid-19 estava zerado desde segunda (2). A escolha da secretaria considerou regiões populosas e facilidade de acesso.

Locais que receberão as vacinas:
CS Florence (Noroeste)
CS Centro (Leste)
CS Aeroporto (Sudoeste)
CS São José (Sul)
CS Anchieta (Norte)
CS Vila Ipê (Suleste)

As salas de vacinação funcionam conforme horário de cada CS. Endereços e contatos estão na página https://vacina.campinas.sp.gov.br.

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Após 11 dias na UTI, morre menina que se afogou em resort de Campinas

A menina Manuela que se afogou em uma piscina do resort Royal Palm Plaza, em Campinas, no último dia 23 de novembro, faleceu na tarde de ontem após 11 dias internada na UTI do Hospital Pediátrico Mário Gattinho. A criança completaria 10 anos exatamente no dia da sua morte.

A pedido da família, o corpo foi transferido para o hospital da Unicamp para a doação dos órgãos. O velório e sepultamento será em Paulínia, onde mora a família.

Apesar da piscina em que estava ser rasa, a menina teve o cabelo sugada por um ralo que fica debaixo da cascata, o que dificultou a visão dos familiares e salva-vidas. Mesmo com a ajuda de hóspedes e do salva-vidas do local, Manuela ficou sete minutos submersa.

O inquérito policial foi aberto no 2º Distrito Policial.

Segundo informações, o Royal Palm Plaza Resort prestou socorro, acompanhou o atendimento médico e deu suporte à família. Segundo o resort “os ralos de nossas piscinas são antissucção e antiaprisionamento, justamente para evitar pressão de água significativa. O caso envolveu um dispositivo específico para retorno de água de uma cascata da piscina principal, que já foi desligado para avaliação. Reiteramos nosso compromisso com a segurança e o bem-estar de nossos hóspedes, mantendo os protocolos e procedimentos de segurança sempre em operação”.

Em nota, o resort campineiro divulgou uma nota lamentando a morte da menina: “Neste momento de imensa dor, nossos pensamentos e orações estão com a família, a quem expressamos nossas mais sinceras condolências e solidariedade. Seguimos oferecendo o apoio e a assistência necessários à família, respeitando sua privacidade”.

 

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Sábado sem Câncer oferece 500 atendimentos gratuitos no COC

Cerca de 72 mil brasileiros recebem a cada ano diagnóstico para câncer de próstata, o tumor que mais afeta homens, depois do câncer de pele não melanoma. Apesar de as chances de cura chegarem a 95% quando há diagnóstico precoce, mais de 17 mil morreram em decorrência da doença no Brasil em 2023. No próximo dia 30/11, o Centro de Oncologia Campinas realizará mais uma edição do Sábado sem Câncer, ação que busca reduzir o número de óbitos e elevar o percentual de detecção da neoplasia em fase inicial. Serão realizados 500 atendimentos gratuitos e, posteriormente, oferecido tratamento aos casos confirmados.

A saúde masculina enfrenta desafios específicos e riscos aumentados. Campanhas como a do Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata, buscam, além do diagnóstico precoce, desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável.

Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) junto ao Ministério da Saúde mostram que mulheres vão ao médico mais do que homens. No primeiro semestre de 2022, foram 1,2 milhão de consultas de mulheres por ginecologistas e 200 mil de pacientes homens por urologistas.

Neste sábado (30), o COC e a rede de colaboradores oferecerão a linha preventiva completa aos primeiros 500 homens sem diagnóstico para câncer que comparecerem à sede da instituição, em Barão Geraldo. Todo o atendimento será gratuito, da avaliação clínica com exame de toque retal à coleta de sangue para o PSA. Para os casos suspeitos, a iniciativa incluirá ainda realização de exames de imagem e biópsia.

Cerca de 100 voluntários, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, trabalharão na ação. São parceiros do Centro de Oncologia Campinas na iniciativa a Próton Diagnóstico por Imagem, Labclinicas, Santa Casa de Campinas, Multipat Laboratório, médicos e convidados. Também colabora a Prefeitura Municipal de Campinas.

Podem participar homens a partir dos 40 anos de idade, sem diagnóstico para câncer de próstata. Não é preciso fazer inscrição. Basta levar, no dia da ação, um documento de identificação com foto e comprovante de endereço. O Sábado sem Câncer é aberto a interessados de Campinas e de outras cidades. Os organizadores sugerem a doação de 1kg de alimento não perecível.

Como será

O atendimento começará às 8h da manhã, quando tem início a distribuição de senhas aos participantes, e se encerrará às 13h ou antes, em caso de preenchimento das 500 vagas disponíveis. A estrutura foi preparada para que as avaliações sejam realizadas de forma ágil e eficiente.

Os participantes serão recebidos pela equipe de triagem para elaboração do cadastro. Em seguida, passarão por avaliação clínica e realizarão a coleta de sangue para o exame de PSA, que mede o nível de uma substância produzida pela próstata – o Antígeno Prostático Específico.

Em poucos dias, todos receberão o resultado dos exames e os casos suspeitos darão seguimento à avaliação. De acordo com indicação médica, serão encaminhados para a realização de exames de imagem ou biópsia, também sem custos. Os casos diagnosticados terão direito ao tratamento, com opções de cirurgia e radioterapia.

A Importância dos Exames Preventivos

Os exames regulares são fundamentais para a prevenção e detecção precoce de doenças graves. No caso do câncer de próstata, por exemplo, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

“Campanhas de saúde, como o Novembro Azul, buscam desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável e da detecção precoce de doenças”, reforça o oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas, Fernando Medina.

Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 50 anos e é influenciado por fatores genéticos, estilo de vida e até características étnicas, sendo mais frequente em homens negros.

“Os sintomas do câncer de próstata geralmente aparecem em estágios avançados e incluem dificuldade para urinar, necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite, e dor pélvica. Muitos homens não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância de exames de rastreamento, como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico), especialmente a partir dos 50 anos, ou dos 45 anos para aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco”, indica Fernando Medina.

Serviço
O quê: Campanha Sábado sem Câncer
Quando: dia 30/11, sábado, das 8h às 13h (ou antes, caso se esgotem as 500 vagas)
Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Vagas: 500 homens de todas as idades. Não é necessária inscrição prévia. O atendimento será por ordem de chegada e com distribuição de senhas individuais
Quanto: O atendimento é gratuito. Os parceiros sugerem a doação de 1kg de alimento não perecível para ser destinado a instituições de Campinas
O que levar: Documento de identificação com foto e comprovante de residência.
Público-alvo: Homens a partir dos 40 anos, sem diagnóstico para câncer de próstata

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Marco na erradicação da pólio, gotinha dá lugar à vacina injetável

A vacina oral poliomielite (VOP, na sigla em inglês), será oficialmente aposentada no Brasil em menos de dois meses. Popularmente conhecida como gotinha, a dose será substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP, na sigla em inglês), aplicada no formato injetável. De acordo com a representante do Comitê Materno-Infantil da Sociedade Brasileira de Infectologia, Ana Frota, a previsão é que a retirada da VOP em todo o país ocorra até 4 de novembro.

Ao participar da 26ª Jornada Nacional de Imunizações, no Recife, Ana lembrou que a VOP contém o vírus enfraquecido e que, quando utilizada em meio a condições sanitárias ruins, pode levar a casos de pólio derivados da vacina, considerados menos comuns que as infecções por poliovírus selvagem. “Mas, quando se vacina o mundo inteiro [com a VOP], você tem muitos de casos. E quando eles começam a ser mais frequentes que a doença em si, é a hora em que as autoridades públicas precisam agir”.

A substituição da dose oral pela injetável no Brasil tem o aval da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Nos parece bem lógica a troca das vacinas”, avalia Ana, ao citar que, a partir de agora, a orientação é que a VOP seja utilizada apenas para controle de surtos, conforme ocorre na Faixa de Gaza, no Oriente Médio. A região notificou quatro casos de paralisia flácida – dois descartados para pólio, um confirmado e um que segue em investigação.

Ana lembrou que, entre 2019 e 2021, cerca de 67 milhões de crianças perderam parcial ou totalmente doses da vacinação de rotina. “A própria iniciativa global [Aliança Mundial para Vacinas e Imunização, parceria da OMS] teve que parar a vacinação contra a pólio por quatro meses durante a pandemia”, destacou.  Outras situações que, segundo ela, comprometem e deixam lacunas na imitação incluem emergências humanitárias, conflitos, falta de acesso.

Proteção

Em 2023, o Ministério da Saúde informou que passaria a adotar exclusivamente a VIP no reforço aplicado aos 15 meses de idade, até então feito na forma oral. A dose injetável já é vinha sendo aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Já a dose de reforço contra a pólio, antes aplicada aos 4 anos, segundo a pasta, não será mais necessária, já que o esquema vacinal com quatro doses vai garantir proteção contra a pólio.

A atualização considerou critérios epidemiológicos, evidências relacionadas à vacina e recomendações internacionais sobre o tema. Desde 1989, não há notificação de casos de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais sofreram quedas sucessivas nos últimos anos. (Agência Brasil)

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SUS Municipal fecha 1º semestre com mais de 2 milhões de atendimentos

A Secretaria de Saúde de Campinas registrou novo recorde de pacientes cadastrados no SUS Municipal após fechar o primeiro semestre deste ano com 849,1 mil pessoas vinculadas à rede municipal. O total significa aumento de 26,3% desde 2021.

De janeiro a junho, a Pasta fez 2,15 milhões de atendimentos em centros de saúde (CSs), 63,4% a mais do que há três anos, quando a pandemia estava no período mais severo. O resultado reflete ações da secretaria para ampliar e qualificar a capacidade de assistência.

No comparativo com os seis primeiros meses de 2023, houve acréscimo de 55,1 mil cadastros (+ 6,9%) e o número de atendimentos equivale à diferença de 491,6 mil (+29,6%). Neste ano, as unidades básicas foram a principal porta de entrada para tratar os pacientes com sintomas de dengue em meio à maior epidemia da doença na história do Brasil.

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App do Poupatempo vai auxiliar agendamentos de consultas médicas

A população paulista poderá obter informações da área da saúde por meio do aplicativo do Poupatempo. As mulheres, por exemplo, poderão acessar o aplicativo e saber qual o itinerário das carretas da mamografia, que percorrem o estado oferecendo exames gratuitos para aquelas com 35 anos ou mais. O objetivo é diagnosticar, antecipadamente, o câncer de mama.

Os interessados devem abrir o aplicativo ou o site do Poupatempo, selecionar a aba “Saúde”, escolher a opção “Mulheres de Peito”, clicar em “Consultar itinerário das Carretas da Mamografia” e, por último, clicar em “Iniciar”. Desta forma, será possível verificar a localização da carreta mais próxima.

O programa Mulheres de Peito está disponível no app e no portal do Poupatempo, auxiliando no agendamento de mamografias e direcionando as ligações para o telefone 0800-779-0000, da Central de Regulação de Oferta de Serviços do Estado (Cross). Por meio do 0800, as mulheres entre 50 e 69 anos que não fizeram mamografia nos últimos dois anos podem agendar o exame mesmo sem pedido médico.

Outro programa disponível é o “Filho que ama, leva o Pai ao AME”, que atende homens a partir dos 50 anos sem necessidade de encaminhamento médico. Nesses Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), são oferecidos, aos sábados, exames preventivos nas áreas de cardiologia e urologia, também com o objetivo de rastrear o câncer de próstata e incentivar a realização de exames preventivos para detecção precoce da doença.

Agora, os exames podem ser solicitados com a ajuda do aplicativo que irá direcionar as ligações para o telefone 0800-779-0000, da Cross. Outros programas de saúde serão incluídos no Poupatempo, como, por exemplo, informações sobre a posição dos pacientes que aguardam na lista de espera da Central de Transplantes de órgãos e tecidos, check-list do programa Vida sem Nicotina e a localização georreferenciada de hospitais, farmácias e hemocentros.

O Poupatempo é um projeto criado em 1997 pelo então governador Mário Covas para reunir num único lugar vários serviços. Hoje são mais de 400 serviços disponíveis para a sociedade, indo da emissão de carteira de trabalho ao licenciamento veicular.

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Polícia Federal faz operação contra contrabando de Botox

A Polícia Federal (PF) faz nesta quinta-feira (18), a Operação Vênus que apura contrabando de toxina botulínica (Botox) de marca não autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo, Leme, no interior paulista, Osasco (região metropolitana de São Paulo ), Florianópolis (Santa Catarina), e Céu Azul (Paraná). Os responsáveis poderão responder por contrabando, de acordo com as informações da PF.

Em abril deste ano, a Anvisa emitiu um alerta à população e aos profissionais de saúde, após a identificação de novos casos de adulteração e falsificação do medicamento Botox. Segundo a agência, algumas remessas internacionais do produto foram interceptadas pela área de portos e aeroportos do órgão com uma falsa descrição de conteúdo, além do prazo de validade adulterado e frascos do remédio no idioma turco.

Naquele período a Allergan Produtos Farmacêuticos, empresa detentora do registro do medicamento Botox, confirmou à Anvisa que o lote original deveria ser comercializado apenas na Turquia, sem autorização para ser importado ao Brasil pelos meios oficiais. Nas embalagens dos produtos apreendidos, constavam o prazo de validade adulterado. Os lotes irregulares foram proibidos de serem comercializados ou distribuídos.

A Anvisa orienta que caso profissionais de saúde e pacientes identifiquem os produtos falsificados não façam uso do medicamento e notifiquem imediatamente a agência, por meio dos seus canais de atendimento. (Agência Brasil)

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Mulheres protestam contra norma do CFM sobre assistolia fetal

Representantes de entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres participaram, nesta quinta-feira (23), de ato em frente à sede do CFM – Conselho Federal de Medicina, em Brasília. As mulheres protestaram contra a resolução do conselho que proíbe médicos de realizarem a chamada assistolia fetal para interrupção da gravidez em casos de aborto previstos em lei e oriundos de estupro.

A decisão foi tomada no fim de março em sessão plenária e vale para gestações acima de 22 semanas, quando, segundo o conselho, há possibilidade de sobrevida do feto. Conforme definição do próprio CFM, a assistolia provoca a morte do feto, antes do procedimento de interrupção da gravidez, por meio da administração de drogas injetadas no coração dele. Já morto, ele é retirado do corpo da mulher.

“Não admitiremos tamanho retrocesso em nossa cultura, em nossa convivência pessoal e familiar”, disse a articuladora política do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Jolúzia Batista, ao alertar que a maioria dos casos de gestação tardia provenientes de estupro e que chegam às unidades de saúde para aborto legal é de meninas menores de idade. “Não vamos admitir gravidez infantil por violência ou estupro”.

Jolúzia lembra que não é incomum que meninas de 10 anos procurem atendimento médico para interromper gestações em estágio avançado – muitas delas, antes mesmo de terem menstruado pela primeira vez. A suspeita de gestação só surge bem mais tarde, quando a barriga já começa a aparecer. “Até que se descubra que aquela dor de barriga ou dor de cabeça são decorrentes de gravidez, ela já está com 20 ou 22 semanas”, explicou.

Representante do Conselho Federal de Serviço Social, Maria Elisa Braga disse que há graves denúncias relacionadas ao trabalho de profissionais de saúde que atendem mulheres e meninas vítimas de estupro e que buscam o aborto legal. “Temos que tomar muito cuidado. Profissionais de área de saúde estão sendo perseguidos, ameaçados”, criticou.

A ginecologista Brunely Galvão confirma os cenários expostos por Jolúzia e por Maria Elisa – tanto a demanda por abortos legais tardias por parte de meninas menores de idade e vítimas de violência quanto as dificuldades de profissionais de saúde em equilibrar o cumprimento da lei e a norma definida pelo CFM.

“Essas meninas precisam desse procedimento [da assistolia fetal] para acessar o aborto legal. Grande parte das que chegam na unidade de saúde está em gestação avançada – seja pelo próprio estigma da vergonha, por medo dos pais ou de não ser levada a sério. Tem que existir esse procedimento”.

“Esse procedimento é fundamental. A resolução atrapalha o nosso dia a dia, o nosso cotidiano. Quando a gente não consegue oferecer a assistolia fetal, temos que encaminhar a paciente para outro país, geralmente Argentina ou Colômbia. A maioria não tem grana porque a maioria são meninas pobres, periféricas, negras, de zona rural. Aí, temos que recorrer à uma ONG [organização não governamental] ou outras parcerias”.

Entenda

Atualmente, pela literatura médica, um feto com 25 semanas de gestação e peso de 500 gramas é considerado viável para sobreviver a uma vida extrauterina. No período de 23 a 24 semanas, pode haver sobrevivência, mas a probabilidade de qualidade de vida é discutida. Considera-se o feto como não viável até a 22ª semana de gestação.

Para o CFM, diante da possibilidade de vida extrauterina após as 22 semanas, a realização da assistolia fetal por profissionais de saúde, nesses casos, não teria previsão legal. Segundo o conselho, o Código de Ética Médica estabelece que é vedado ao profissional praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no país.

O conselho defende que, ultrapassado o marco temporal das 22 semanas de gestação, deve-se preservar o direito da gestante vítima de estupro à interrupção da gravidez e o direito do nascituro à vida por meio do parto prematuro, “devendo ser assegurada toda tecnologia médica disponível para sua sobrevivência após o nascimento”.

Justiça

Na última sexta-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a suspensão da resolução aprovada pelo CFM. A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo PSOL. Em abril, a Justiça Federal em Porto Alegre chegou a suspender a norma, mas a resolução voltou a valer após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região derrubar a decisão.

Em sua decisão, Moraes considerou que houve “abuso do poder regulamentar” do CFM ao fixar regra não prevista em lei para impedir a realização da assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. O ministro destacou ainda que o procedimento só poder ser realizado pelo médico com consentimento da vítima.

“O ordenamento penal não estabelece expressamente quaisquer limitações circunstanciais, procedimentais ou temporais para a realização do chamado aborto legal, cuja juridicidade, presentes tais pressupostos e, em linha de princípio, estará plenamente sancionada”, concluiu.

A decisão do magistrado será submetida a referendo dos demais ministros da Corte no plenário em sessão virtual que começa no próximo dia 31.

Outro lado

Em nota, o CFM informou que vai encaminhar ao STF “argumentos em defesa da manutenção da resolução”. “A norma foi aprovada pelo plenário da autarquia e publicada no Diário Oficial da União no começo de abril, mas, na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes decidiu, por meio de liminar, suspender temporariamente seus efeitos”.

“Como em outras instâncias do Judiciário, em que já houve decisão a favor da resolução, o CFM apresentará argumentos sólidos para mostrar a pertinência da norma que, vale ressaltar, não pune, mas defende os direitos da mulher, do feto e da vida”, declarou o presidente do conselho, José Hiran Gallo.

No comunicado, o conselho afirma que a resolução não pretende “fazer oposição ao chamado aborto legal” e é “amparada pela Constituição Federal, que prevê o direito inviolável à vida, sem a submissão de tratamento desumano ou degradante”.

“A norma foi elaborada com base em estudos técnicos e científicos que comprovam que, com 22 semanas, há viabilidade de vida fora do útero. Ou seja, diante dessa possibilidade, a interrupção da gestação implica, para o CFM, um ato ilegal e antiético”. (Agência Brasil)

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Fábrica da CAOA Montadora em Goiás completa 17 anos de sucesso

Com recursos do próprio fundador, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, há 17 anos era inaugurada a fábrica da CAOA Montadora em Anápolis-GO. O Dr. Caoa, como era conhecido, investiu 1,2 bilhões de reais e montou um dos maiores conglomerados da América Latina.

O médico paraibano que fez sua vida em Pernambuco, começou no segmento automotivo em 1979, após comprar um Ford Landau e ter dificuldade de receber a compra, soube que a concessionária estava falida.

Comprou a revenda Ford e em pouco tempo se tronou o maior revendedor da América Latina da marca americana. Logo após a abertura do mercado para as importações, o empresário  trouxe a marca Renault para o Brasil. E em 1999 firmou uma parceria com a Hyundai, que rapidamente tornou-se outro grande sucesso.

A inauguração da fábrica em Anápolis, Goiás, em 2007, permitiu que a CAOA produzisse a camioneta Hyundai HR, além de outros modelos como o SUV Tucson, o caminhão leve HD78 (atualizado para HD80) e o IX35.

A produção do novo Tucson, no Brasil, começou em 2016, tornando o país o único a comercializar as três gerações da família ao mesmo tempo, o Tucson, o IX35 e o novo Tucson. No mesmo ano, a CAOA Montadora também iniciou a produção do caminhão leve HD80, desenvolvido para ampliar ainda mais os atributos de qualidade, economia e fácil manutenção do seu antecessor, o HD78.

Em 2017, a CAOA assinou uma cooperação estratégica com a Chery e deu início a produção dos modernos SUVs da CAOA Chery. Atualmente são produzidos na planta uma linha completa de utilitários esportivos: Tiggo 5x Sport, Tiggo 5x Pro, Tiggo 5x Pro Hybrid Max Drive, Tiggo7 Sport, Tiggo7 Pro Max Drive, Tiggo7 Pro Hybrid Max Drive e Tiggo 8 Max Drive.

Fábrica

A planta da CAOA emprega mais de quatro mil funcionários, sendo que, 9 em cada 10 empregados, são moradores da própria região e muitos deles fazem parte do quadro de funcionários desde 2007. As contratações para o quadro de colaboradores seguem ocorrendo, atualmente. Além dos empregos diretos, a Montadora é responsável por cerca de 25.000 indiretos. Ela ocupa uma área de 172 mil m² e tem capacidade para montar 115 mil veículos por ano.

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