M4

Já está no Brasil a BMW M4 Competition que chega a 290 km/h

Com toda a certeza, o novo BMW M4 Competition é um dos carros mais bonitos e esportivos do mercado mundial. O modelo foi apresentado ao Motor no último final de semana, no Autódromo de Interlagos-SP. Ou seja, lugar mais que apropriado. O novo BMW, disponível nas versões Competition e Competition Track, combina design icônico, alta performance e muita tecnologia.

A tradicional grade dianteira da marca bávara se destaca no M4, assim como faróis com design dos Daylights, que apresentam luzes verticais, dando uma aparência ainda mais agressiva ao modelo. A carroceria cupê de duas portas reforça a silhueta baixa, larga e dinâmica, enquanto os para-choques dianteiro e traseiro, as saias laterais e os demais elementos exclusivos da BMW M completam a personalidade esportiva. As rodas de 19 polegadas na dianteira e 20 polegadas na traseira finalizam o visual.

A versão Track, a mais cara, acrescenta freios M de carbono-cerâmica, bancos concha com estrutura de fibra de carbono, capas dos retrovisores externos em fibra de carbono, aerofólio em fibra de carbono, apliques nos para-choques em fibra de carbono, rodas na cor preta e pneus semi-slick.

Por dentro, o novo M4 Competition continua o show de esportividade  e e acabamento premium. O modelo conta com BMW Live Cockpit Professional, composto por uma tela curvada que integra o painel de instrumentos de 12,3” e a central multimídia de 14,9”. Como todo o  BMW M, o cupê traz diversos acabamentos em fibra de carbono na cabine. O volante com base achatada e marcação central em vermelho reforça o caráter esportivo do posto de condução, enquanto as saídas de ar-condicionado redesenhadas tornam o cockpit mais moderno e harmônico.

Usina de força

Debaixo do capô, o BMW M4 Competition compartilha o mesmo sistema de propulsão do BMW M3. É equipado com motor biturbo de seis cilindros em linha com tecnologia M TwinPower Turbo, que envia toda sua força para o eixo traseiro por meio da transmissão M Steptronic com Drivelogic. São 510 cavalos de potência a 6.250 rpm e 650 Nm de torque entre 2.750 e 5.500 rpm, capazes de levar o cupê de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos e à velocidade máxima de 290 km/h.

Para parar tanta disposição, o BMW M4 Competition conta com freios esportivos M,  com enormes discos duplos ventilados e perfurados de 380 mm x 36 mm no eixo dianteiro e 370 mm x 24 mm na traseira, com pinças de seis pistões na dianteira e um pistão na traseira.

Durante a apresentação, o piloto oficial da BMW no Fia Wec (mundial de Endurance), o brasileiro Augusto Farfus, disse que o M4 Competition deriva do bólido que pilota na competição, o M4 GT3. E ressaltou o comportamento dinâmico, a construção e o prazer de dirigir o esportivo de rua.

No que diz respeito à tecnologia, o cupê conta com sistemas interativos que facilitam a condução e elevam a experiência a bordo, como Driving Assistant Professional, Parking Assistant Plus, assistente de farol alto, faróis BMW Full LED Adaptativos, M Head-Up Display, carregamento wireless para celulares e ar-condicionado automático de duas zonas.
O novo BMW M4 Competition já está em pré-venda nas concessionárias.

Preço de lançamento:
BMW M4 Competition – R$ 908.950,00
BMW M4 Competition Track – R$ 1.015.950,00

 

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Coluna Fernando Calmon — Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Coluna Fernando Calmon nº 1.311 — 24/7/2024

 

Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Na classificação entre os 16 segmentos do mercado brasileiro, estudo tradicional organizado desde 1999, a novidade é o desempenho dos híbridos e elétricos chineses. O elétrico Seal, por exemplo, dominou quase 90% entre os sedãs grandes. BYD emplacou 21% entre os híbridos com o Song Plus e 31% dos elétricos com o Dolphin. No entanto, todos os modelos elétricos somados representaram apenas 2,9% do total das vendas.

Outros modelos predominantes no mercado que alcançaram mais de 50% de participação foram Corolla (72%), BMW Séries 3/4 (68%), Strada (56%) e 911 (54%). Ainda merecem destaques os BMW M2 e M3/M4 que somados responderam por 55% entre os esportivos.

As disputas pela liderança continuaram muito fortes. Mas enquanto o Polo consolidou-se entre os compactos, outro produto da marca alemã por muito pouco deixou de seguir na ponta, pois o T-Cross somou 11,5% das vendas contra 11,2% do Creta. Foram apenas 987 unidades de diferença no semestre ou 164 unidades por mês em média.

Outras lutas equilibradas: Compass (31%) e Corolla Cross (30%) com uma diferença média de 157 unidades a cada mês. Os chineses por seu lado protagonizaram uma boa batalha entre os híbridos. Song Plus venceu o H6 por uma diferença mensal de 166 unidades. Dolphin Mini, entre os elétricos, ficou apenas dois pontos percentuais atrás do Dolphin ou 92 unidades por mês ao longo do semestre. Graças à chegada do Dolphin Mini de cinco lugares, agora em agosto, o compacto deve liderar no balanço final de 2024.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 48%; Kwid, 38%; Dolphin Mini, 14%. Elétrico entra na disputa.

Hatch compacto: Polo, 26%; Onix, 19,4%; HB20/X, 18,7%; Argo, 17,7%; Yaris, 6%; C3, 4,5%; 208, 4,4%; City, 3%. Líder Polo avançou.

Sedã compacto: Onix Plus, 30%; Cronos, 17%; Virtus, 15%; HB20S, 14,8%; Yaris, 10%; City, 6,2%; Versa, 6%; Logan, 1%. Onix Plus ainda firme.

Sedã médio-compacto: Corolla, 72%; Sentra,11%; Jetta, 7%. Corolla longe de ameaças.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 68%; Mercedes Classe C, 17%; Audi A5/S5/RS5, 5,5%. Mantida folga dos BMW.

Sedã grande: Seal, 87%; Panamera, 8%; Taycan, 3%. Elétrico Seal, amplo domínio.

Esportivo: BMW M2, 29%; BMW M3/M4, 26%; Mustang, 20%. BMW se impôs.

Esporte: 911, 54%; 718 Boxster/Cayman, 34%; Corvette, 4%. Território consolidado Porsche.

SUV compacto: T-Cross, 11,5%; Creta, 11,2%; Tracker, 10,6%; Kicks, 10,3%; Nivus, 9,5%; Renegade, 8,6%; HR-V, 8%; Fastback, 8%; Pulse, 7%; Tiggo 5x, 5%; Duster, 4%; T-Cross quase perde a ponta.

SUV médio-compacto: Compass, 31%; Corolla Cross, 30%; Tiggo 7, 13%. Compass sob ameaça.

SUV médio-grande: Song Plus, 19%; H6, 17%; SW4, 15%. Novo líder é híbrido plugável.

SUV grande: Cayenne, 21%; BMW X5/X6, 19%; XC90, 13%. Cayenne volta à ponta.

Picape pequena: Strada, 56%; Saveiro, 24%; Montana, 13%. Nada ameaça Strada.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 23%; Hilux, 22%; Ranger, 13%. Toro por um fio.

Híbridos: Song Plus, 21%; H6, 19%; Corolla Cross, 15%. Liderança apertada.

Elétricos: Dolphin, 31%; Dolphin Mini, 29%; Ora 3%, 12%. Amplo domínio BYD.

 

Marcas no exterior desaceleram planos para elétricos

Não se trata de movimento generalizado ou muito profundo, porém denota prudência entre os fabricantes que se apegaram com grande ardor ao lançamento de vários modelos de VE (veículos elétricos) ao redor do mundo. O fato de desaceleração das vendas, que ocorre este ano, acendeu uma luz amarela com tendência para vermelho.

Mesmo na China, onde há a maior concentração de produção de VE no mundo, já se conclui que há marcas demais apostando todas as fichas. O suporte do governo com subsídios explícitos ou ocultos pode arrefecer sem aviso prévio. A ordem agora é exportar a qualquer custo. Pode ser um sinal de que o mercado interno não permaneceria tão exuberante e a atual guerra de preços pode dizimar muitos fabricantes estimados em mais de 100.

Cautela parece ser palavra de ordem e não faltam exemplos. A Ford foi uma das primeiras a comunicar mudança de planos tanto nos EUA quanto na Europa. No continente europeu a empresa americana admitiu que as ações eram ambiciosas demais. Marin Gjaja, CEO de eletrificação, disse que os clientes da marca deixaram antever este cenário. Nos EUA, já se tinha anunciado que uma fábrica projetada para veículos elétricos irá produzir mesmo picapes com motor a combustão.

A Porsche reconheceu seu otimismo além da conta. Agora admitiu um ajuste às respostas sinalizadas pelos compradores. No semestre recém-encerrado a queda nas vendas do Taycan, seu primeiro elétrico, foi de 51% na Europa, EUA e China. Aqui, vendeu apenas 69 unidades no primeiro semestre, apesar de que em 2021 tornou-se o primeiro modelo elétrico a liderar um segmento (sedãs grandes) no ranking da coluna.

Mercedes-Benz, altamente entusiasmada com VE, também mudou de ideia e decidiu olhar para híbridos plugáveis. BMW sempre disse continuar a fornecer o que o mercado pede e isso inclui modelos com motores de combustão interna (MCI).

A GM igualmente voltou atrás e decidiu investir em modelos híbridos plugáveis em tomada nos EUA. A filial brasileira pegou o gancho da matriz e anunciou híbridos convencionais para os mercados interno e externo. Stellantis e VW já seguiam a mesma diretriz. Elétricos, claro, estão nos planos das três maiores, embora nenhuma acene uma previsão de data.

Neste cenário confuso quem se destaca positivamente é a Renault que criou a divisão Horse específica para MCI. CEO do grupo francês, Luca de Meo, tem insistido junto à União Europeia que o ano de 2035 fixado para o fim das vendas de MCI necessita de “flexibilidade”.

Polo GTS resgata clássico modo de dirigir com alma

Refinamento do Polo GTS é parte do sucesso do hatch que assumiu e manteve a liderança neste segmento (21% do total do mercado) que só perde em importância para os SUVs compactos (25%). Esta versão tem preço de R$ 153.790, realmente salgado, e se torna um limitador em suas vendas para algo em torno de 5% da linha.

Para começar, o motor turbo flex, 1,4-L, 150 cv e 25,5 kgf·m (ambos os combustíveis) é suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 8,3 s, mais rápido entre os hatches. O câmbio é automático epicíclico de seis marchas e trocas por borboletas no volante. Câmbio manual descartado reflete os tempos atuais. Não chega a colar as costas no banco, porém garante uma diferenciação frente aos outros hatches. Instigante mesmo, o ronco do motor.

As suspensões mais firmes com molas, amortecedores e barra antirrolagem específicas para esta versão dão conta do recado, sem que chegue a incomodar quanto ao conforto de marcha. Necessário ter algum cuidado adicional com buracos em razão dos pneus de perfil baixo 205/45 R18. Velocidade máxima declarada de 205 km/h.

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Mudanças no BMW M4 GT3 EVO devem o deixar mais veloz

Os engenheiros da BMW M Motorsport trabalharam para tornar o seu carro-chefe nas corridas de GT, o BMW M4 GT3, mais competitivo. O resultado deste trabalho é a versão EVO do carro, que foi apresentada recentemente em Nürburgring, na Alemanha.

O BMW M4 GT3 EVO estará nas pistas a partir da temporada de 2025 e o mesmo se aplica ao BMW M4 GT4, que também terá uma versão EVO disponível a partir da próxima temporada. A chave para otimizar o BMW M4 GT3 para os engenheiros da BMW M Motorsport foi o intenso diálogo com equipes e pilotos, já que nada melhor do que conversar com quem usa o carro profundamente para melhorá-lo.

Desta forma, o foco do BMW M4 GT3 EVO não foi exclusivamente no desempenho, mas também em áreas como dirigibilidade, eficiência e confiabilidade. O desenvolvimento foi realizado, principalmente, pelos pilotos da BMW M, entre eles, o brasileiro Augusto Farfus. Com visual atualizado, assim como o modelo de rua, o M4 GT3 EVO recebeu melhorias aerodinâmicas, na suspensão e freios para ficar ainda mais veloz e confiável nas pistas pelo mundo.

Se estivesse à venda nas concessionárias da BMW espalhadas pelo mundo, modelo custaria 578 mil euros (R$ 3,3 milhões na cotação do dia).

 

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