Kicks

Nissan Kicks comemora 10 anos no mercado nacional

Este mês a Nissan está comemorando 10 anos do lançamento mundial do Kicks. O lançamento coincidiu com a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Numa época que os SUV estavam começando o domínio do mercado mundial, a marca japonesa decidiu, acertadamente, desenvolver um produto que se tornaria o modelo mais vendido da marca.

Hoje, em sua segunda geração, o SUV é produzido no Brasil, México e Japão e vendido em mais de 70 países. Ao total já foram produzidos quase dois milhões de unidades.

Segmento

Criado em um momento em que os SUVs ganhavam cada vez mais espaço na preferência dos consumidores, o Nissan Kicks nasceu a partir de um trabalho conjunto entre equipes globais da Nissan e profissionais brasileiros. O objetivo era desenvolver um veículo capaz de atender às necessidades e expectativas do consumidor local, combinando design moderno, amplo espaço interno, conforto, tecnologia e eficiência.

“O Nissan Kicks representa um marco para a Nissan no Brasil. Além de ter sido lançado globalmente em nosso país, ele foi concebido com forte participação brasileira. Ao longo desses 10 anos, tornou-se um dos principais protagonistas da nossa história”, afirma Maurício Greco, diretor de marketing da Nissan do Brasil.

Começo

Inicialmente, mesmo tendo sido desenvolvido no Brasil e para o mercado nacional, o Kicks começou a sua produção no México. Importado, a produção era toda dedicada ao mercado brasileiro. Essa foi uma decisão estratégica da empresa para ter o projeto mais rápido no país, já que o Complexo Industrial de Resende, no estado do Rio de Janeiro, ainda era muito recente – foi inaugurado em 2014 – e demandaria mais tempo para começar a fabricar um produto tão inovador.

Com isso, o México só passou a vender o SUV seis meses depois do lançamento no Brasil.
Contudo, essa situação foi transitória e, em 2017, a Nissan iniciou a produção do Kicks também no Complexo Industrial de Resende. Desde então, o SUV passou a ser totalmente brasileiro, fortalecendo a presença industrial da marca no país e ampliando sua competitividade no segmento.

Curiosidade

Antes mesmo de chegar às concessionárias, o modelo participou do histórico Revezamento da Tocha Olímpica pelo Brasil como Carro Comando – depois, também acompanhou o Revezamento da Tocha Paralímpica –, passando por 326 cidades em 95 dias, percorrendo cerca de 20 mil quilômetros por todo o Brasil até a chegada ao Rio de Janeiro para a abertura dos Jogos Olímpicos.

A exposição proporcionada ajudou a apresentar o Nissan Kicks a milhões de pessoas em todo o mundo e marcou o início de uma trajetória bem sucedida.

 

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Bonito e moderno, o Nissan Kait é a versão de entrada da linha Kicks

Numa “sacada” inteligente, a Nissan substituiu o cansado Kicks Play pelo Kait, com design moderno e muito atual. Depois do lançamento do novo Kicks em julho deste ano, que desde o lançamento em 2016 só recebia pequenas mudanças estéticas, o Kicks Kait é, na verdade, o modelo antigo com uma frente e uma traseira novas.

A lateral, motor e o interior foi herdado do Play. Produzido no Complexo Industrial da Nissan, em Resende-RJ, o Nissan Kait vai ser comercializado em 20 países da América do Sul e Central. Em outra decisão interessante, a nova versão de entrada chega com o mesmo preço do anterior: R$ 117.990. O nova versão chega com quatro opçõe4s de acabamento e equipamentos.

Moderno

Com linhas até mesmo arrojadas para os padrões de design japonês (normalmente mais conservador) o Kait tem uma frente moderna e faróis afilados com o DRL obrigatório e em full led. O capô, semelhante ao do novo Kicks, tem vincos pronunciados nas extremidades e transmitem imponência.

Já a traseira conta com uma elegante tampa (inspirada do icônico modelo da marca, o Patrol), com novas linhas mas manteve o mesmo vidro, e lanternas de led que são ligadas por uma barra em piano black, o que dá um visual muito agradável.

Todas as versões do Nissan Kait contam com rodas de liga leve aro 17, que vêm equipadas com pneus 205/55. Nas versões Advance Plus e Exclusive elas têm design com estilo mais esportivo, batizado de “blades” (lâminas).

Espaçoso

Apesar de ser mais do mesmo, o espaço interno do Kait é um dos destaques em seu segmento: 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros.

O painel de instrumentos digital de 7 polegadas e 100% personalizável, na versão mais sofisticada. De acordo com a versão, é adotado um tipo diferente de material de revestimento, sendo que, no topo de linha Exclusive, os bancos têm acabamento premium de dois tons e costuras com cor contrastante.

O novo suv vem com um bom pacote de itens de segurança, que fica mais sofisticado dependendo na versão. Entre os itens estão o monitoramento que ajuda a evitar colisões Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), Alerta de Ponto Cego (BSW), Alerta de Colisão Frontal (FCW), Alerta Inteligente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDW), Assistente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDP); Assistente Inteligente de Frenagem e Detecção de Pedestre (P-FEB) e o Controle de Cruzeiro Adaptativo de Velocidade e Distância (ICC). O Kiat ainda conta com  seis airbags e a  estrutura do assoalho ‘Anti-Submarine’, que ajuda a manter a posição dos passageiros atrás e a evitar o deslizamento deles pelo cinto de segurança em uma colisão.

Tecnologia

A conectividade do Nissan Kait, nas versões Advance Plus e Exclusive, vem multimídia de 9 polegadas. O equipamento tem tela sensível ao toque com resolução de 1024 a 600 pixels, além de contar com processador de som AK7604, da AKM, para produzir um áudio de alta qualidade. Com conexão sem fios, Apple Car Play e Android Auto, a multimídia permite ainda que sejam reproduzidos vídeos, músicas e outros conteúdos do telefone e também da nuvem, além de funcionar com reconhecimento de voz.

Motorização

O Kait vem equipado com o mesmo powertrain utilizado nos antigos Kicks. O motor 1,6 litro de 16V com a caixa de transmissão CVT. Com etanol esse motor oferece 113 cavalos de potência a 5.600 rpm e torque de 15,2 kgfm a 4.000 rpm. Já quando abastecido com gasolina, ele tem 110 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 4.000 rpm.

Apesar de manter a engenharia do modelo anterior, o novo tem eixo traseiro, amortecedores, molas e amortecedores desenvolvidos especificamente para ele. A suspensão dianteira independente é MacPherson com barra estabilizadora.

Preços
Active: R$ 117.990;
Sense Plus: R$ 139.590;
Advance Plus: R$ 149.890;
Exclusive: R$ 152.990.

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Confortável e econômico, o Nissan Sentra é melhor que o concorrente

Apesar de, lamentavelmente, cada vez ter menos sedas no nosso mercado, o segmento continua tendo um consumidor fiel. Entre os poucos modelos disponíveis, uma boa opção é o Nissan Sentra. Na sua oitava geração, o modelo surgiu em 1982, o Sentra fez um breve facelift na linha 2025, ficando em “pé” de igualdade com o líder, Toyota Corolla. E com algumas vantagens: é mais barato e mais equipado.

Bem equipado

O modelo avaliado, o Exclusive, vem com faróis automáticos inteligentes, travamento e destravamento das portas em caso de acidentes, ar-condicionado automático de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico, indicador de pressão dos pneus, partida remota do motor, teto solar, som Bose, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos rebatíveis, piloto automático e câmera 360°, alertas de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e mudança de faixa. Ou seja, muito completo.

Na versão que andamos o interior era muito luxuoso e com bom acabamento. Em couro de tom caramelo, que divide opiniões, o modelo oferece muito bom espaço interno tano para os passageiros da frente como os do banco de trás.


Com uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, chamada de “Zero Gravity”, os bancos têm ergonomia que aliviam a tensão nas costas.
O sedã japonês vem com painel de instrumentos com mostradores analógicos e uma pequena tela digital no centro, que oferece as principais  informações necessárias ao motorista.

A central multimídia tem 8 polegadas, tem poucos recursos, mas atende seu público alvo, não muito ávido em tecnologias de ponta ou telas enormes. Mas duas coisas destoam de um carro desse segmento: a conexão com Apple CarPlay e Android Auto é feita apenas através de um cabo e não tem saída de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro.

Outro detalhe lamentável é o freio de estacionamento no pedal, e que, ainda fica quase acima do pedal do freio. Difícil acesso e muito antiquado.

Elegante

Apesar da idade, o Sentra tem um design agradável e levemente esportivo. Agrada bastante, principalmente, em relação ao seu concorrente direto, o Toyota Corolla.

A motorização é um dois litros a gasolina (não tem flex), tem injeção direta de combustível e desenvolve 151 cavalos e 20 kgfm de torque. Não é nada de especial, mas como o objetivo é o conforto e não o desempenho, o Sentra vai bem. A transmissão é uma CVT que simula oito marchas. Em retomadas e ultrapassagens o “ronco” do motor no interior é muito elevado. Andando tranquilo na estrada, quase não tem barulhos em seu interior.

A aceleração de 0 a 100 km/h é conseguida em 9,4 segundos e a velocidade máxima é de 199 quilômetros por hora. O consumo é muito bom. O Sentra consumiu 11,7 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada.

Rodando

O consumidor que normalmente compra modelos nesse segmento, certamente ficará feliz com o conjunto. A dirigibilidade é boa, e transmite confiança e estabilidade. Em pisos regulares, o modelo é muito agradável, porém, devido a opção por um modelo mais confortável, em vias esburacadas ele sente muito as irregularidades. Mas não é nada de absurdo.  Os freios são a disco nas quatro rodas e param o carro em espaços normais e sem desvios, auxiliados pelo ABS e EBD – sistema de distribuição eletrônica de frenagem.

A conclusão é que, para quem quer um sedã confiável, seguro, confortável e com um excelente custo/benefício, o Sentra Exclusive é uma ótima opção.

Preço
Nissan Sentra Exclusive R$ 178.390,00

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Nissan Versa Exclusive tem um conjunto agradável e é muito econômico

Apesar da situação delicada da empresa em todo o mundo, a Nissan está, aos poucos, passando por uma renovação de seus produtos no Brasil. Atualizou o Sentra, o Versa e em breve a nova geração do Kicks. O teste desta semana é com o Versa Exclusive.


O modelo topo de linha surpreende positivamente pela economia de combustível, conforto, espaço interno e acabamento. O que destoa do conjunto são a suspensão muito “mole”, o barulho do motor em altas rotações e o desempenho. São detalhes que poderiam ser melhorados, mas não comprometem a avaliação positiva do sedã. Aliás, com a falta de modelos sedã no mercado brasileiro, o Versa atende com méritos e, principalmente, ao público que se destina.

Design

O visual do Nissan Versa Exclusive nunca esteve tão elegante e moderno. A frente com linhas fluidas e esportivas, sem deixar a “seriedade” tradicional da marca, ficou muito moderna e atraente e, um aerofólio na tampa do porta-malas dá uma aparência de esportividade. Já na lateral, o destaque está na rodas de liga leve de 17″ em preto e diamantado e nos pneus 205/50.

O interior é bem acabado, com material de boa qualidade e os bancos confortáveis. Achar a posição ideal e mais confortável não é problema, pois o banco do motorista tem ajustes elétricos. O ar-condicionado é digital. No meio, uma útil tela multimídia de 8 polegadas atende com perfeição e sem a necessidades daquelas telas chinesas enormes, que só servem para desviar a atenção do motorista.

Na versão Exclusive, há um apoio de braço central, com entrada USB-C dentro do porta-objetos e mais uma para os ocupantes do banco traseiro e carregador por indução.

Andando

O desempenho não é a prioridade do Versa. O modelo vem equipado com um motor de 1,6 litro, aspirado, com 110 cavalos e 15,2 km de torque com gasolina e 113 cavalos e 15,3 km de torque com etanol. A transmissão é CVT. Na cidade ou na estrada, em baixas rotações, o conjunto é silencioso e atende muito bem. Só tem uma desarmonia quando é necessária uma aceleração mais forte na estrada ou para subir uma ladeira mais íngreme. Muito em função da transmissão CVT, nessas situações, o modelo passa um barulho elevado para o habitáculo. É nesses casos que se sente a falta de um motor mais potente e moderno.
O Exclusive acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 10,9 segundos e atinge a máxima de 177 quilômetros por hora.

Porém, tudo isso é compensado com a surpreendente economia de combustível. No uso urbano, com gasolina, o Versa chegou a fazer 12,1 quilômetros por litro, e na estrada, mantendo os 100 quilômetros por hora, o consumo foi de incríveis 17,8 quilômetros por litro. Já com etanol, na cidade o modelo japonês fez 7,9 quilômetros por litro e na estrada 10,7.

Estabilidade

Como já citamos, o objetivo da marca é deixar o modelo bem macio, bem ao gosto do seu consumidor. Mesmo sendo muito macio e em pisos irregulares “batendo” muito, o Versa tem boa estabilidade e transmite confiança. Os freios também param o carro em espaços razoáveis e sem desvios. Ou seja, o Versa é, dentro do seu segmento, uma ótima opção.

Preço
Nissan Versa Exclusive 2025 R$ 138.990,00

 

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Nissan lança nova geração do Kicks com o mesmo motor do Kardian

A Nissan lançou hoje a nova geração (finalmente) do Kicks. Além de um design e um interior totalmente novo, o SUV japonês trocou o velho motor por uma motorização mais competente, fabricada pela Horse e que já é utilizada pelo Renault Kardian.  O motor oferece 120 cavalos e torque de 20,4 kgfm com gasolina e 125 cavalos e 22,4 kgfm com etanol.

Para a nova geração do Kicks, a Nissan optou por um câmbio DCT, de dupla embreagem a óleo. Outra novidade muito interessante é que o SUV não tem alavanca seletora das atividades da transmissão e sim, botões no console central.

Preços
Nissan Kicks 2026
Sense –  R$ 159.990,00
Advance – R$ 167.990,00
Exclusive – 177.990,00
Platinum – 199.000,00

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Coluna Fernando Calmon — Estímulos para menor consumo de combustíveis finalmente aprovados

Coluna Fernando Calmon nº 1.347 — 15/4/2025

 

Estímulos para menor consumo de combustíveis finalmente aprovados

Após demora de 10 meses, o Governo Federal finalmente assinou a regulamentação do programa Mover — Mobilidade Verde e Inovação. Trata-se de iniciativa importante para incentivar economia de combustíveis que os proprietários de veículos poderão sentir de forma paulatina. O Mover destaca-se por introduzir o conceito mais abrangente de “fonte à roda”, ou seja, controlar emissões de CO2 desde a geração de energia (elétrica ou de fonte fóssil) aos gases que saem do escapamento nos motores de combustão interna (MCI).

A meta exige grandes investimentos. Em 2031 os carros ficarão em média 12% mais econômicos, se comparados aos números de 2022. Pode parecer pouco, mas avanços nos MCI são custosos e difíceis. Dependem não apenas de turbocompressores e sim de diferentes graus de hibridização. Sem incentivos para pesquisa e desenvolvimento, os preços dos veículos iriam subir de forma imprevisível.

Especificamente em relação ao CO2, haverá redução obrigatória de 50% em 2030 sobre as emissões medidas em 2011. Incluirá a “pegada” de carbono de veículos elétricos desde a mineração de metais para baterias aos processos de produção, conceitos até agora deixados em segundo plano de forma equivocada. Neste caso, o Brasil sai à frente.

O Mover foca também em reciclagem e descarte correto de materiais. Em 2030, veículos leves deverão ter de usar 80% de material reutilizável ou reciclável. Este percentual sobe para 85% em novos projetos de modelos iniciados naquele ano.

Aspecto dos mais importantes: maior rigor em segurança passiva (estrutural) e segurança ativa (frenagem automática de emergência, câmeras 360° e alerta de mudança de faixa, entre outros). Primeiro ano de exigência será 2027, quando novos requisitos serão anunciados para 2031. Tudo isso servirá de suporte à rotulagem veicular que indicará origem de peças, níveis de segurança e eficiência energética.

Regulamentação do Mover inclui relatórios dos fabricantes sobre compromissos atendidos e enviados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para acompanhamento e fiscalização. A assinatura foi na cerimônia do início de produção do novo Kicks 2026, em Resende (RJ), previsto chegar ao mercado até junho.

Se tudo isso se implantará plenamente — o popular “sair do papel” — ninguém sabe. Contudo, é um alento saber que o Brasil, possivelmente, não ficará para trás em projetos tão abrangentes e necessários.

Calvet presidirá Anfavea com foco em grandes desafios

Fundada há 69 anos, a Anfavea reúne hoje 26 empresas associadas (inclui máquinas agrícolas e de construção) que representam cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) Industrial do Brasil ou 4% do PIB total (atualmente, 3%). Nas últimas décadas, as cinco corporações mais antigas (agora quatro) ocuparam a presidência em regime de rodízio. Em 2023, a chegada de Igor Calvet ao cargo de diretor-executivo já sinalizava mudanças. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, Calvet é mestre e doutorando em Ciências Políticas (assim, talhado ao cargo) e no dia 15 último assumiu a presidência da Anfavea.

Em entrevista exclusiva, atribuiu queda das vendas às mudanças do perfil econômico brasileiro. “É verdade que o mercado foi de 3,8 milhões de unidades em 2012 e de quase 2,8 milhões em 2019, anterior ao início da covid-19. Podemos voltar aos 2,8 milhões talvez já este ano, contudo os carros ficaram mais tecnológicos e caros, com consumo e emissões menores, renda média diminuiu, comprador mudou hábitos e exigências rumo a modelos de maior porte e preço”, ponderou.

Sobre o pleito da Anfavea de antecipar o escalonamento do imposto de importação de 35% sobre elétricos: “Não vejo viés de insegurança jurídica. Quando da regulamentação, ninguém imaginava a importação antecipada e predatória de cerca de 60.000 veículos elétricos e híbridos, como aconteceu em apenas 12 meses. O País não pode aceitar a pilhagem do seu mercado e dos empregos.”

Ele destaca investimentos já anunciados. “O conjunto de 26 empresas associadas planeja R$ 180 bilhões até 2030. O que preocupa demais é a sombra do imposto seletivo sobre automóveis, que outros países não têm e o consumidor é quem paga.” Calvet prevê que em 2040, veículos híbridos e elétricos representarão cerca 80% das vendas internas. Mas ainda tem dificuldade de apontar o percentual reservado aos elétricos.

Anfavea e RX confirmaram, no dia 16, o 31º Salão do Automóvel para 22 a 30 de novembro próximos, de volta ao Anhembi. Terá estandes padronizados, testes abertos aos visitantes e 16 marcas participantes até agora, com viés de expansão, inclusive de associados de importadores da Abeifa.

Espanha: acessório de apoio ao triângulo de segurança

Apesar de representar um dispositivo simples e de grande ajuda para a segurança de trânsito, os tempos modernos apontam para soluções mais eficientes e práticas do que o conhecido triângulo de sinalização de emergência. Fácil de usar e muito barato, sinaliza situações de risco de acidentes ou, simplesmente, panes que imobilizam o veículo por causas mecânicas e/ou elétricas. Porém, exige certo tempo até ser retirado do porta-malas e montado, além de sujeito a ventos mais fortes, inclusive o deslocamento de ar de veículos pesados.

Como complemento ao triângulo de pré-sinalização, a Espanha desenvolveu e tornou obrigatório o dispositivo eletrônico chamado V-16 que se tornará obrigatório em todo o país a partir de primeiro de janeiro próximo (ver foto). Fixado no teto, sinaliza pane ou acidente, tem luz forte e transmite, desde que acionada, a geolocalização do veículo para os órgãos de controle e segurança de trânsito.

A luz é alimentada por bateria que deve durar um mínimo de 18 meses de uso contínuo, resistir à poeira e pingos d’água. Veículos de outros países serão isentos de multas, se não usarem o V-16. 

Audi Q6 e-tron: elétrico com desempenho e estilo atraentes

Sentimento generalizado de que carro elétrico não precisa parecer elétrico, levou a Audi a trabalhar com sucesso no estilo do Q6 e-tron. Para-lamas abaulados, balanços dianteiro e traseiro curtos, grade marcante e traseira típica da marca completam este SUV cupê. Dimensões são típicas deste segmento e garantem espaço interno generoso: comprimento, 4.771 mm; entre-eixos, 2.889; largura, 1.939 mm; altura, 1.685 mm. Porta-malas volumoso: 526 L (mais 64 L na frente).

Chama atenção, logo ao sentar no banco do motorista, a imponente tela curva do multimídia de 14,5 pol. O passageiro ao lado dispõe de outra tela (10,9 pol.) cuja visão não é compartilhada com o motorista. Além do quase indispensável teto solar panorâmico, a pedaleira de aço inox dá o tom de acabamento superior. Pacote de segurança inclui nove airbags. Já o projetor de dados no para-brisa está disponível apenas no topo de linha Performance Black juntamente com rodas de 21 pol.

Disponibiliza dois motores, um para cada eixo, 194 cv/28 kgf·m, totalizando 387 cv e 54,5 kgf·m, tração integral sob demanda e acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 s, exatamente o que se espera deste conjunto. E nada de zumbidos de alertas a pedestres que vazam para a cabine a exemplo de outros elétricos.

Comportamento em curvas de baixa, média e alta velocidades totalmente previsível, freios passam incondicional confiança porque sua massa, como todo modelo com essa motorização, chega a 2.350 kg em ordem de marcha. Ângulos de entrada (18°) e de saída (25,7°) de acordo com fora-de-estrada de até média dificuldade.

Bateria de 100 kW·h, potência de recarga de 270 kW (DC) e alcance médio de 411 km (padrão Inmetro). Tudo dentro do padrão médio atual.

Preço: R$ 529.990.

 

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