Itatiba

Valeo completa meio século de Brasil com muitas novidades

Uma das empresas mais inovadoras do mundo, a francesa Valeo, completa 50 anos de Brasil. Com três plantas fabris, Campinas-SP, Itatiba-SP e Gravataí-RS, o grupo atua na produção de sistemas de embreagens, limpadores de para-brisa, alternadores, motores de partida, radiadores, ar-condicionado, eletroventiladores, intercoolers, trocadores de calor, condensadores, módulos térmicos, ar-condicionado e agora, , sistemas iBSG.

Com escritorio localizado em São Bernardo do Campo-SP, a empresa também conta há 24 anos com a Valeo Service, divisão dedicada ao mercado de reposição para toda a América do Sul. A divisão tem serviços inovadores com soluções digitais, treinamentos, assistência técnica e suporte completo.

Os 50 anos da empresa no mercado nacional também marca a produção do iBSG, primeiro sistema Belt Starter Generator 12V/48V adaptado para motores flex fuel, a base tecnológica dos veículos MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle). Os dois primeiros modelos com o sistema foram lançados recentemente pela Fiat.

Chegada

A Valeo chegou ao mercado nacional em 1974, com a aquisição da Sofica, fábrica de radiadores em Itatiba-SP. No mesmo ano, houve a compra mundial da Cibié, do segmento de iluminação automotiva, que tinha uma unidade na cidade de São Paulo – SP. As operações mantiveram os nomes originais até a unificação global da marca, em 1980.

A partir desse ano, com o nome Valeo consolidado, mais importante que a ordem cronológica é a evolução tecnológica do Grupo.
“Nosso crescimento no Brasil é reflexo da estratégia da Valeo de ser uma indústria global, com adaptação local, considerando as características e particularidades de cada mercado onde atua. Chegamos ao país nos anos 1970, por meio de aquisições e enxergando o potencial do Brasil e região. Cinco décadas depois, somos uma das maiores empresas de tecnologia automotiva do país, fornecemos para a maioria das montadoras e Aftermarket e seguimos acreditando e investindo no mercado nacional”, diz Mauro Dias, presidente na Valeo América do Sul.

Inovações

A história da Valeo começa em 1923, com o francês Eugène Buisson, que era representante dos revestimentos de freio de Ferodo. Para produzir sob licença as peças usadas na fricção, Buisson abriu oficinas em Saint-Ouen, na França. Começava assim a Société Anonyme Française de Ferodo.  Dez anos depois começou a produzir embreagens e nos final de anos de 1920 possuía quase todas as patentes relativas às embreagens.

Com suas fábricas quase arrasadas pela Segunda Guerra Mundial, a marca teve que se reerguer e na década de 1950, a empresa se modernizou e expandiu para longe de Paris: na Normandia (materiais de fricção) e Amiens (embreagens).

Em 1962, assumiu a Sofica – Société de Fabrication Industrielle de Chauffage et d’Aération. Com a aquisição a marca passou a produzir aquecimentos e ar condicionados automotivos. Com os anos, ampliou os seu leque de negócios para produção de sistemas de iluminação e limpeza. A Valeo segue crescendo e inaugura produções na Espanha e Itália.

Nos anos 1970 adquire a SEV Marchal, Paris-Rhône e Cibié. Essas novas compras permitiram acrescentar ao portfólio componentes elétricos, como velas de ignição, alternadores, motores de partida, sistemas de ignição, iluminação e limpeza.

Nos anos de 1980 fica mais evidente o crescimento mundial e a Valeo chega ao mercado dos EUA e México. Hoje a Valeo tem quase 110 mil funcionários, 159 fábricas em 28 paises, 64 centros de pesquisa e desenvolvimento e fatura algo em torno de 22 bilhões de euros por ano (R$ 132 bilhoes).

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Defesa Civil continua em alerta para novos focos de incêndio na Serra das Cabras

Mesmo não tendo mais focos do incêndio criminoso na Serra das Cabras, a Defesa Civil de Campinas realizou sobrevoo com drone, hoje (11) pela manhã, para levantamento da área afetada pelo incêndio que atingiu a região. O Corpo de Bombeiros vai continuar monitorando a área. Nesta manhã, foram realizadas novas ações de combate aos focos de incêndio, inclusive com o helicóptero Águia, da Polícia Militar, nos municípios de Morungaba e Itatiba. A Prefeitura encerrou as atividades no local, mas mantém as equipes de prontidão caso haja necessidade de nova intervenção.

O coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, que está no Pico das Cabras acompanhando os trabalhos, relata que, no momento, ainda tem focos ativos em Morungaba e Itatiba, no limite com o município de Campinas. “Aqui no Pico das Cabras, agora pela manhã, não há mais focos de incêndio ativo. Nossa grande preocupação é com o limite dos municípios. O Corpo de Bombeiros continua monitorando a área e o helicóptero Águia está atuando nos focos dos municípios vizinhos de Morungaba e Itatiba”.

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Polícia Ambiental prende homem suspeito de colocar fogo na Serra das Cabras

A Polícia Ambiental deteve na tarde de ontem (10) um suspeito de provocar incêndios na Serra das Cabras. O homem foi levado para o 12º Distrito Policial, em Sousas. O Corpo de Bombeiros mantém equipe na Serra das Cabras, onde ainda há focos de incêndio, nesta noite. Equipes da Prefeitura de Campinas estarão de sobreaviso no período e voltam ao local hoje pela manhã.

A atitude do suspeito, que já havia sido visto circulando com carro em área de queimada nos últimos dias, chamou a atenção e motivou abordagem. Ele estava próximo ao local em que houve dois focos de incêndio no final da tarde, a aproximadamente 1 km do local da queimada, portanto, longe de onde o fogo poderia  se propagar. No carro, com placa de Vinhedo, foram encontrados pedaços de estopa.

Nesta quarta-feira, a Prefeitura seguirá atuando no local, com equipes da Defesa Civil, Sanasa, com caminhões, equipamentos e pessoal das Subprefeituras de Sousas e Joaquim Egídio. Ainda há focos de incêndio na divisa de Campinas com Morungaba e com Itatiba. A necessidade de apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar será avaliada.

O trabalho teve início nesta segunda-feira, 9 de setembro, quando o fogo estava na divisa do município de Morungaba com Campinas. Na manhã desta terça-feira, 10, com a mudança do vento, a queimada atingiu o Pico das Cabras e estava no entorno do Observatório Municipal Jean Nicolini. Participaram do combate, cinco equipes da Defesa Civil, sete caminhões de água, sendo cinco da Sanasa e dois de prestadora de serviços da Prefeitura. A área foi sobrevoada com drone.

O coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, disse que as equipes da Prefeitura estarão de prontidão nesta madrugada, para o caso de precisarem dar apoio ao Corpo de Bombeiros. “Há indícios de que os focos de incêndio surgiram de maneira proposital. O trabalho continua e contamos com o apoio da população para denunciar. Colocar fogo no mato é crime”, destacou.

Os moradores podem entrar em contato com a Guarda Municipal pelo telefone 153 ou com a Polícia Militar pelo 190 se avistarem pessoas suspeitas de colocarem fogo em mato. Ao avistar uma queimada, é importante acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Observatório

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, da pasta responsável pelo observatório, ressaltou o trabalho incansável da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros no combate às queimadas e na contenção de seus efeitos. O Observatório estará fechado ao público nesta terça-feira, 10; quarta-feira, 11, quinta-feira, 12. Na sexta-feira, será feita nova avaliação sobre a abertura do local ao público. As condições atmosféricas geradas pelo fogo comprometem gravemente a visibilidade para observações astronômicas, tornando inviável a utilização dos equipamentos de observação.

“Estamos muito tristes de ver o que está acontecendo. Nos solidarizamos com toda a comunidade do entorno e confiamos que, em breve, as condições possam ser normalizadas e possamos reabrir o Observatório”, disse Alexandra. “Como o museu recebe muitas pessoas, inclusive escolas e crianças, temos que ter responsabilidade de preservar os visitantes, até pela qualidade do ar e pela condição das estradas que dão acesso ao espaço”, destacou.

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Mais de dois mil atletas vão disputar as finais dos Jogos da Melhor Idade

De 13 a 18 deste mês, a cidade de Itatiba estará sediando a as finais 26ª edição paulista dos Jogos da Melhor Idade (60+). Serão aproximadamente 2.500 atletas, que se destacaram nas sete versões regionais do evento, disputadas no primeiro semestre.

Campinas, neste ano, contará com 77 atletas que foram medalhistas nos Jogos em Casa Branca, em que o município sagrou-se heptacampeão da fase regional.

A boa performance dos atletas 60+ classificaram Campinas para competir em 11 modalidades nos Jogos Abertos da Melhor Idade Fase Final Estadual, juntamente com os melhores que defenderão 204 cidades de todo o estado de São Paulo.

Pelo desempenho apresentado em outras edições dos Jogos e a boa preparação feita para este ano, os campineiros têm chances de buscar medalhas nas modalidades de Atletismo, Buraco, Coreografia, Damas, Dança de Salão, Dominó, Natação, Tênis de Mesa, Tênis, Voleibol Adaptado e Xadrez.

Vida Saudável

Integrantes da delegação de Campinas, atletas como Miriam Rodrigues Bezerra de Lima, 86 anos, no atletismo; Kenji Shimizu, tênis de mesa e natação, como também Takeshi Goto, no atletismo, que completam 90 anos em setembro, são modelos inspiradores de longevidade e qualidade de vida.

Estruturado nesses pilares, o planejamento feito pela Secretaria de Esportes e Lazer conta com o envolvimento dos atletas dando exemplos de enorme significado, principalmente, a quem está inserido no recorte desta faixa etária.

“ O hábito de praticar exercícios físicos e esportes proporciona inúmeros benefícios para a saúde física e mental. Os Jogos da melhor Idade proporcionam uma experiência única para os atletas 60+, a convivência é incrível e muito enriquecedora. A participação de Campinas tem estimulado muitas pessoas idosas a iniciar um esporte e também a competir”, assegura a professora Deise Campos, chefe da delegação de Campinas nos Jogos da Melhor Idade.

Em 2023 o município de Sorocaba ficou com o título de campeão dos Jogos da Melhor Idade, seguido por São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto.

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Operação que investiga relação de PCC com licitações prende 14

Operação que investiga participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em licitações públicas prendeu nesta terça-feira (16) 14 pessoas, incluindo três vereadores, das cidades paulistas Ferraz de Vasconcelos, Santa Isabel e Cubatão. Além deles, foram presos funcionários públicos, advogados e empresários. A Operação Muditia é iniciativa do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar.

As prisões são temporárias, pelo prazo de cinco dias. “Essa prisão é processual. Ao final desse prazo, ela pode ser prorrogada e convertida posteriormente em prisão preventiva”, explicou o promotor Yuri Fisberg, responsável pela Operação Muditia, em entrevista à imprensa. Segundo o promotor, as prisões foram necessárias que os suspeitos não atrapalhem as investigações.

Durante as buscas, os policiais estiveram em 11 prédios públicos, 21 conjuntos residenciais e dez comerciais e recolheram quatro armas, mais de 200 munições, 22 celulares e notebooks. Também encontraram dinheiro: R$ 3,5 milhões em cheques, R$ 600 mil em espécie e quase 9 mil dólares.

Dos 11 prédios públicos que foram alvos de busca e apreensão, sete eram prefeituras [Guararema, Poá, Itatiba, Ferraz de Vasconcelos, Santa Isabel, Arujá e Cubatão] e quatro eram sedes de Câmaras Municipais [Ferraz de Vasconcelos, Santa Isabel, Arujá e Cubatão]. O promotor Fisberg ressalta que nem todas as prefeituras que são alvo da operação teriam participação no esquema. Os promotores não forneceram os nomes dos investigados, já que a operação corre sob sigilo e ainda está em curso.

Pelo menos oito empresas estão sendo investigadas. De acordo com o promotor, uma delas chegou a movimentar mais de R$ 200 milhões em contratos públicos.

Operação

Deflagrada nesta terça-feira, a Operação Muditia agiu em diversas cidades do estado de São Paulo. Em uma semana, é a segunda operação que apura o envolvimento de integrantes da facção criminosa PCC na disputa de licitações públicas de diversas prefeituras do estado de São Paulo. Promotores envolvidos na investigação ressaltam que o PCC tem expandido os negócios para além do tráfico de drogas, mirando contratos com o poder público.

No último dia 9 de abril, foi deflagrada a Operação Fim da Linha, em que diretores de duas empresas de ônibus da capital paulista foram presos por suspeita de ligação com a facção criminosa.

“Acho que tanto a operação de hoje quanto a operação da semana passada deixam bem claro que hoje em dia, pensar nessa facção criminosa como atrelada unicamente ao tráfico de drogas, ao crime de roubo, ou a esses crimes violentos, de longe não mais corresponde à verdade. O que essas operações deixam muito claro é que há uma sofisticação na atividade dessa organização criminosa, que demanda de nossa parte também uma articulação maior de transmissão de informações, de atuação conjunta, porque eu acho que somente assim a gente vai conseguir, de fato, combater essa organização”, disse o promotor Frederico Silvério na entrevista coletiva.

O nome da operação, Muditia, alude ao grupo econômico investigado e também aos principais contratos que foram firmados entre o PCC e o poder público e que envolvia mão-de-obra terceirizada voltada à limpeza e a postos de fiscalização e controle.

Segundo o promotor Yuri Fisberg, as duas operações, embora tenham focos semelhantes, são realizadas por equipes diferentes e não têm ligação entre si. “Essa investigação é absolutamente distinta, o núcleo de atuação, pelo menos ao longo do que foi apurado até agora, é totalmente distinto. Mas assim como na outra operação da semana passada relacionada às empresas de ônibus, [elas mostram que] o PCC tem diversificado sua atuação e dado maior complexidade à sua atuação em diversos ramos, inclusive no ramo público”.

Crime

A investigação apontou que a estrutura criminosa simulava concorrência pública com empresas parceiras ou de um mesmo grupo econômico. “Em resumo, são algumas empresas investigadas, ou em nome de pessoas associadas ao PCC ou em nome de laranjas, às vezes funcionários de algumas dessas empresas, que concorriam e simulavam competição em licitações de câmaras e prefeituras e também do estado de São Paulo. Basicamente, prestação de serviços de facilities, ou seja, mão de obra com limpeza, postos de fiscalização e controle”, explicou o promotor Fisberg.

“O objetivo era, a partir do controle de empresas, direcionar o resultado de licitações, especialmente na área da limpeza”, detalhou Emerson Massera, coronel da Polícia Militar.

Também há indicativos da corrupção sistemática de agentes públicos e políticos e diversos outros delitos – como fraudes documentais e lavagem de dinheiro. As empresas investigadas atuavam de forma recorrente a frustrar a competição de contratações de mão-de-obra terceirizada no estado.

“O que temos são três núcleos bem distintos. No primeiro deles, empresários e funcionários das empresas atuavam na parte operacional, com uma liderança vinculada à facção criminosa. Havia também os advogados que atuavam para essa operação e, o terceiro núcleo era formado pelos agentes políticos e servidores públicos, que facilitavam o serviço mediante contraprestação, ou seja, mediante indícios de propina para favorecer tais empresas no âmbito público”, explicou Fisberg.

“Estamos tratando de uma organização criminosa que atua em parceria, favorecendo a facção, em três eixos. Um deles é a prática desses crimes de fraude em licitações. Paralelamente, nós temos a prática dos crimes de corrupção, com o envolvimento dos agentes públicos que recebem parte de valor para facilitar, auxiliar e favorecer as contratações dessas pessoas que compõem a organização criminosa; e essas pessoas jurídicas, essas sociedades empresariais, que eram usadas para a lavagem de dinheiro [do tráfico]. Então, são três eixos que se interligam: a lavagem de dinheiro, a organização criminosa e a corrupção dos agentes públicos”, acrescentou a promotora Flávia Flores.

Segundo o promotor Fisberg, para impedir que novos crimes como esse, que envolvem licitações públicas, continuem existindo, é preciso mais do que as ações que já estão previstas na nova Lei de Licitações. “A gente precisa caminhar muito em compliance nas prefeituras e órgãos públicos”, disse ele.

Outro lado

A reportagem  buscou contato com todas as prefeituras e Câmaras Municipais que foram alvo da operação de hoje.

Por meio de nota, a prefeitura de Poá informou que “não recebeu notificação oficial sobre a operação, mas que está à disposição da Justiça para colaborar e até mesmo prestar eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários. Da mesma forma, o Executivo poaense confia em seu corpo técnico e lisura no tratamento dos processos e demais atos que envolvem o bem público e a municipalidade”.

A Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos disse que, por enquanto, não se manifestará sobre a ação.

Já a prefeitura de Santa Isabel diz que não ocorreram ações vinculadas ao Executivo da cidade. Já a Câmara de Santa Isabel informa que vem colaborando com as investigações. “Quanto aos mandados de prisão, informamos que não fomos cientificados acerca de eventuais prisões. Aguardamos o deslinde das investigações, e nos colocamos à disposição da Justiça para maiores esclarecimentos”, diz a nota.

A prefeitura de Cubatão, por sua vez, informa que não foi citada na investigação que apura eventuais irregularidades em contratos da Câmara Municipal da Cidade. Já a Câmara Municipal de Cubatão disse que tomou ciência da operação e que está colaborando com as equipes, fornecendo os documentos solicitados pelas autoridades.

A prefeitura de Guararema disse que colaborou com o trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar. “A Administração Municipal se mantém à disposição das autoridades policiais para ajudar no que for preciso”, escreveu, em nota. (Agência Brasil)

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Sábado tem 1º mutirão da RMC contra a dengue

Campinas participa neste sábado (16) do 1º mutirão da Região Metropolitana (RMC) contra a dengue. A agenda simultânea nos 20 municípios foi definida pelo Comitê Metropolitano, criado de forma emergencial há uma semana para enfrentar a epidemia.

Em Campinas, a ação começa às 8h no Conjunto Habitacional Padre Anchieta. Ela será acompanhada pelo prefeito, Dário Saadi, e o encontro das equipes ocorre no Centro de Educação Infantil (CEI) Professor Jorge Leme. Ele fica na Rua Papa Nicolau I, 199.

A expectativa é de que a iniciativa reúna aproximadamente 200 participantes, incluindo voluntários, agentes de saúde e funcionários da empresa terceirizada Impacto Controle de Pragas, que atuam nas visitas aos imóveis para orientação e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. A ação é multisetorial e conta com o apoio das secretarias de Serviços Públicos, Habitação, Educação, Assistência Social e Trabalho e Renda, Guarda, Defesa Civil, Sanasa e Emdec.

A Administração também repete a estratégia de usar drones para localizar criadouros em grandes espaços como piscinas e caixas d’água em imóveis identificados como desocupados ou em situação de abandono. Com isso, chaveiros podem ser acionados e esta medida está respaldada em decisão de 2020, proferida nos autos do processo judicial n.º 1005810-97.2014.8.26.0114, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas.

A agenda regional foi definida durante um encontro por videochamada entre Dário, o prefeito de Jaguariúna e presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, Gustavo Reis, secretários e diretores municipais de Saúde dos outros municípios. A discussão tratou sobre a situação epidemiológica de cada uma das cidades e de ações feitas até o momento.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa), Andrea Von Zuben, destacou que a parceria entre os municípios é essencial para enfrentamento à epidemia por causa da proximidade e grande circulação de pessoas. “Conseguimos articular rapidamente um mutirão regional e a expectativa é de que este trabalho amplie os resultados dos trabalhos já realizados pelas prefeituras. Também esperamos mobilização expressiva da população para continuar ajudando a eliminar nas casas qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro”, ressaltou.

Cada prefeitura ficou responsável por definir como será o mutirão do respectivo município. Já em Campinas, a ação será realizada na região do Conjunto Habitacional Padre Anchieta.

“A parceria entre os municípios é essencial para enfrentamento à epidemia por causa da proximidade e grande circulação de pessoas. Conseguimos articular rapidamente um mutirão regional e a expectativa é de que este trabalho amplie os resultados dos trabalhos já realizados pelas prefeituras. Também esperamos mobilização expressiva da população para continuar ajudando a eliminar nas casas qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro”, ressaltou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Andrea Von Zuben.

A reunião entre prefeitos, em 8 de março, também definiu outras cinco ações para enfrentamento à epidemia de dengue: pedido de engajamento das associações comerciais, imobiliárias, igrejas e sociedade, reforço das ações de saúde nos limites das cidades, uso da telemedicina para acompanhamento dos casos; pedido de mais vacinas ao governo do Estado para a RMC e pedido de apoio do Exército aos municípios.

A RMC é formada por: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

Preocupação

Campinas registra pela primeira vez na história a circulação simultânea de três sorotipos da dengue: DEN 1, DEN 2 e DEN 3 . Desde o início de outubro ela tem apresentado condições climáticas consideradas ideais para desenvolvimento e proliferação do Aedes. A Saúde também observou aumento de casos confirmados de dengue nas últimas semanas, três mortes pela doença, e projeções indicam a possibilidade de Campinas alcançar o pico da epidemia no mês de abril.

Orientações sobre assistência

A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação. Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA.

Comitê de prevenção

Desde 2015 a Prefeitura conta com um comitê de prevenção e controle de arboviroses, que em 2023 passou a se chamar Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses. Ele reúne 14 secretarias: Governo; Saúde; Educação; Serviços Públicos; Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Gestão e Desenvolvimento de Pessoas; Administração; Comunicação; Trabalho e Renda; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; Habitação; Relações Institucionais, e Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos. Também participam Defesa Civil, Serviço 156, Rede Mário Gatti, Setec e Sanasa. No comitê é discutida a situação epidemiológica da cidade e, com isso, são desencadeadas as ações intersetoriais e apoio para as ações da Secretaria de Saúde.

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Defesas Civis se reúnem em Campinas para simulado

O Centro de Resiliência de Campinas foi um dos órgãos responsáveis pelo Simulado de instalação do Centro de Operação de Emergência e Apronto Operacional da Região Metropolitana de Campinas realizado hoje (31), na Agência Metropolitana de Campinas.

Representantes das Defesas Civis de 13 cidades da região participaram da montagem da Sala de COE e apresentaram suas viaturas e equipamentos para situações de emergência. Como situação de emergência, os participantes tiveram que trabalhar com um evento hipotético de Alerta de Forte Tempestade para uma cidade da RMC.

A atividade permitiu aos participantes vivenciarem, e se prepararem, para uma situação de emergência em que seja necessário implantar um COE, que é um espaço físico onde se reúnem os integrantes do Sistema Integrado de Proteção e Defesa Civil para receber, processar a informação e tomar as decisões para o enfrentamento de eventos adversos.

No simulado, foram considerados os principais objetivos de um COE como monitorar as condições meteorológicas e emissão de alertas/avisos, apoiar as ações de prevenção e acionamento da rede de alerta de desastres.

“O treinamento teve um caráter pedagógico e superou as expectativas da organização”, contou o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.

Furtado, que foi o coordenador do Simulado, destacou que o treinamento teve como base o COE que Campinas já adota em sua Sala de Resiliência a Desastres. “Temos experiência com a instalação de COEs para emergências em saúde pública e pudemos compartilhar isso com os demais municípios”, disse.

As cidades discutiram, e posteriormente apresentaram no Apronto Operacional, quais os recursos que poderiam disponibilizar ao município com dificuldade, além dos recursos humanos, como viaturas, geradores, luminárias para apoio de emergência e cães farejadores. Um voluntário da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER) de São Paulo também contribuiu e fez o teste entre os radioamadores da RMC e a Defesa Civil Estadual, situada no Palácio dos Bandeirantes, na capital do Estado.

A atividade simulada contou com a participação da meteorologista Ana Avila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri); do diretor-executivo da Agemcamp, Eliziário Barbosa; e do diretor do Centro de Gerenciamento de Emergência do governo do Estado, Felipe Zaupa.

O Simulado foi organizado pelo CRDC, Defesa Civil de São Paulo, Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, Agemcamp e Cepagri.  Participaram os municípios de Campinas, Holambra, Jaguariúna, Vinhedo, Morungaba, Artur Nogueira, Santa Bárbara d’Oeste, Pedreira, Itatiba, Sumaré, Nova Odessa, Americana e Valinhos.

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