Interlagos

Ford Mustang comemora 60 anos e tem festa em Interlagos

Apresentado pela Ford ao público no dia 17 de abril de 1964, durante a Feira Mundial de Nova York – EUA, o esportivo Mustang completa 60 anos. Para marcar a data, a Ford Motor Company programou uma série de eventos em vários continentes.

No Brasil, a Ford, que acaba de lançar a sétima geração do modelo, fará no próximo dia 13 um desfile no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com proprietários do esportivo de todas as gerações. Para a comemoração foi criado também um logo especial, inspirado no emblema que o primeiro Mustang trazia no centro do volante.

Além do desfile, haverá experiências e atrações exclusivas para os participantes, incluindo a exibição do novo Mustang GT Performance 2024.

Ícone

Logo no primeiro ano o Mustang vendeu mais de 400.000 unidades. Sucesso absoluto. Ao todo, as sete gerações já vendeu mais de 10 milhões de unidades.
No Brasil, o Mustang foi lançado oficialmente em 2018. O Black Shadow, edição comemorativa de 55 anos, veio em seguida, em 2020. Em 2021, foi a vez do Mach 1.

Com a chegada do Mustang GT Performance de sétima geração, agora ele dá um novo salto no desempenho, tecnologia e design e inaugura um novo capítulo na sua história.

Os proprietários de Mustangs de todos os modelos e épocas que ainda não receberam o convite para o evento podem se inscrever por meio do link: https://api.whatsapp.com/send/?phone=551142003303&text=Oi%2C+estou+confirmando+minha+presen%C3%A7a+no+Mustang+60+Years.&type=phone_number&app_absent=0

Ford Mustang comemora 60 anos e tem festa em Interlagos Read More »

Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

Andar em duas rodas é com ele, que rodou
mais de 25.000 km sobre elas

No ano que vem, o recorde da distância de 33 km, completados em duas rodas em um Chevrolet Chevette, pela rodovia dos Bandeirantes (entre Jundiaí e a Capital), vencidos em 30 minutos, vai completar 50 anos, sem ter sido batido até agora.

O piloto Carlos Cunha, autor da façanha que consta no livro de recordes do Guiness, está se preparando, aos 70 anos, para tentar bater este seu próprio recorde. Então ele vai aumentar seus “passeios” em duas rodas para mais de 26 mil km. Como eu andei com ele em duas rodas, alguma vezes, acho que posso me creditar 5 km desta prática que assusta um pouco, confesso.

Com sua fala, que pouco mudou desde aqueles tempos, Cunha conta que tem treinado semanalmente em pistas fechadas, que existem na região de Campinas e, quem sabe, conseguirei bater meu próprio recorde.

Falando em recordes, ele lembra outro que não foi batido, até hoje, tendo acontecido a bordo de um caminhão, pelo anel externo de Interlagos (autódromo José Carlos Pace). Foi em agosto de 1986, cobrindo a distância de 3,5 km. Este também está no Guiness.

Por ocasião do recorde da rodovia dos Bandeirantes, eu estava na Assessoria de Imprensa da GM e cobri o feito do Cunha, muito celebrado pelo pessoal de Marketing da fábrica, já que a única mudança feita no carro foi a colocação de pneus especiais, compactos, que suportaram o trajeto. Todo o resto do Chevette era original, incluindo suspensão e direção normal, sem ser hidráulica.

No dia seguinte ao escrever o texto e enviar para a Casa da Notícia, agência que o Nereu Leme (olha ele ai de novo), que saíra da Folha de são Paulo, pedindo que ao imprimi-lo, o fizesse inclinado, para distribuir à Imprensa nacional. Nereu estranhou, mas a ideia foi colocada em prática. E, modéstia à parte, deu ótimo retorno, havendo alguns órgãos de imprensa que publicaram como o receberam, inclinado.

Determinação

Ele saiu de casa aos 14 anos, determinado a ter sua própria vida e foi trabalhar em um circo, andando em pernas de pau. Depois do circo, veio o trabalho de manobrista e então, nunca mais deixou o volante.

Começou a “carreira sobre duas rodas”, em um Dodge Polara 1.800, ao lado de Oswaldo Steves, pela Kaiser Motors, em 1973.

Em 1975 ele sai da Kaiser Motors e, junto com Euclides Pinheiro, cria a equipe na Chevrolet, iniciando suas apresentações com um Opala, mas logo passando para o Chevette. Com seu show, Cunha percorreu o Brasil inteiro, realizando 3.000 shows, que somaram mais de 25.000 km (isso mesmo, mais de 25 mil km em duas rodas).

Carlos diz que nunca criou nada de improviso. Tudo, segundo ele, ela treinado para que não houvesse erros que pudessem, não apenas comprometer o espetáculo, mas, principalmente, a segurança da equipe e do público que comparecia em massa aos shows em várias parte do Brasil, inclusive em vias públicas, devidamente sinalizadas.

Os recordes mundiais

1º Record no Guiness Book (dezembro/1985)
Percurso em duas rodas com o Chevette
Data: dezembro de 1985
Local: Rodovia dos Bandeirantes, Jundiaí, São Paulo
Distância Percorrida: 33 km de distância
Tempo: 30 minutos
Velocidade Média: 60 km/h

2º Record no Guiness Book (dezembro/1985)
Recorde de salto com o carro Chevrolet Monza
Data: dezembro de 1985
Distância do Salto: 31 metros e 40 centímetros

3º Record no Guiness Book (agosto/1986)
Duas rodas com o Caminhão Chevrolet D11.000
Data: agosto de 1986
Local: Autódromo José Carlos Pace
Distância Percorrida: 3,5 km
Condições: Circuito no anel externo do autódromo.

4º Record no Guiness Book (agosto/1986)
Chevette em duas rodas
Velocidade em duas rodas: 137 km/h
Curiosidade: Esse Recorde foi alcançada um dia depois do Record em duas rodas do caminhão D11.000

5º Record no Guiness Book (12 de junho/1987)
Recuperando o Record do sueco. Kenneth Ericsson
Data: 12 de junho de 1987
Relatos também de: 218 Km e 200m de distância
Veículo utilizado: Chevette em duas rodas
Observação: O pneu começou a descascar no final do percurso.
62 voltas no anel externo de interlagos

6º Record no Guiness Book (abril/1989)
Recuperando o Record do sueco.
Data: abril de 1989
Lançamento do Kadett GS
Velocidade em Duas Rodas: 155 km/h
Curiosidade: Um repórter que gravava a cena acabou colidindo com o carro do piloto um dia antes do recorde, levando à substituição do veículo por outro Kadett, que era o mesmo modelo utilizado por Cunha.

Uma queda interrompe a carreira

Em 1993 sofre uma queda e bate a cabeça, após passar mal e é levado ao hospital, onde permanece por 15 dias, com fratura na base do crâneo, perdendo labirinto lado direito, perdeu audição e ficou apenas com um barulho (zumbido) que não teria cura. Os médicos já tinham avisado Cunha que não conseguiria se recuperar e estavam sem opções do que fazer.

Nesse momento Cunha sentiu que não voltaria mais. Porem com muita força de vontade, Cunha buscou na fé sua solução e fez um contrato com Deus. Se ele saísse do hospital e conseguisse voltar a fazer seus shows e ter uma vida normal, ele iria ser testemunho de um milagre em todos os lugares que fosse e iria relatar sobre o acontecido, que só voltou a andar por conta de Deus.

“E Deus cumpriu sua parte do contrato, contrariando todos os médicos” afirma Carlos que saiu andando do hospital e não de cadeira de rodas.

Recuperação

Após sair do Hospital, Cunha decidiu se recuperar de uma maneira diferente, foi para Ubatuba e começou a andar de moto aquática, esporte que praticava antes do acidente, forçando sua coordenação motora e resistência.

Após 60 dias, Cunha conseguiu ficar de pé e não só na moto aquática, “mas sim na vida”, diz ele. Após conseguir levantar, Cunha foi aos e os médicos mal acreditaram o que havia acontecido.

Após exames, Carlos Cunha voltou a treinar suas manobras radicais. Porem continuou sem sua audição no lado direito e com seu labirinto danificado

01/05/1994 – Volta de Carlos Cunha aos shows

Corridas

– Carlos Cunha foi campeão da Stock Car light 1998 Stock Car Light

Concessionária

Ainda no hospital, Cunha assinou o contrato da concessionária Chevrolet em Sumaré, iniciando novo trajeto na vida

Outro susto

No dia 28 de julho, de 2007, um infarto chegou na madrugada, confirmado às 15 horas e exigindo um cateterismo.

Mesmo após infarto, Cunha continuou seus shows mesmo com o “stent” no coração. E segue a vida, com o prêmio Medalha do Cavaleiro de São Paulo, da Academia Brasileira de Arte Cultura e História.

Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis Read More »

Porsche vence as Mil Milhas em Interlagos

Em uma corrida emocionante e disputada sob as mais variadas condições climáticas, o Porsche 911 GT3 R da Stuttgart Motorsport levou a melhor sobre os potentes esporte-protótipos da categoria P1 e venceu o GP de São Paulo Mil Milhas, realizado neste domingo (28 de janeiro) no autódromo de Interlagos. Marcel Visconde, Ricardo Mauricio e Marçal Müller levaram a equipe à quarta vitória na mais antiga corrida de longa duração do automobilismo, disputada pela primeira vez em 1956. Outro Porsche da Stuttgart Motorsport, o 718 Cayman GT4 Clubsport MR tripulado por Jacques Quartiero, Danilo Dirani, Luiz Landi e Beto Gresse, terminou em quinto lugar na classificação geral e em segundo na classe GT4.

A largada da prova foi dada alguns minutos depois da meia-noite. Quarto colocado no grid, o Porsche 911 GT3 R, inicialmente pilotado por Marçal Müller, precisou de apenas três voltas para assumir o terceiro lugar e de outras dez para ficar em segundo. A partir da volta 47, o carro assumiu a liderança e não perdeu mais a posição até receber a bandeira quadriculada após 343 voltas percorridas em 12 horas de prova, o tempo máximo estipulado pelo regulamento. As últimas horas de corrida, entretanto, foram um verdadeiro teste para os nervos dos integrantes da Stuttgart Motorsport e da equipe Techforce, responsável pela preparação do protótipo Sigma da classe P1 pilotado por Jindra Kraucher, Aldo Piedade Júnior, Emílio Padron e Marcelo Vianna. O Sigma largou na pole position, atrasou-se devido a uma prolongada parada de box nas primeiras voltas e recuperou posições até se colocar em segundo lugar.

Nas primeiras horas da manhã, o sol cobria a pista e o Porsche tinha cinco voltas de vantagem sobre o Sigma. Algumas entradas de safety car e a própria rapidez do protótipo permitiram que essa vantagem fosse reduzida a duas voltas. Faltando aproximadamente uma hora e meia para o prazo limite, a chuva chegou a Interlagos. Inicialmente de baixa intensidade, a chuva aumentou até encharcar o traçado. A Stuttgart Motorsport chamou seus dois carros para trocar os pneus slick por ranhurados, providência que a Sigma tomou alguns minutos depois. Logo em seguida, a direção de prova determinou a entrada do safety car. A vantagem do Porsche 911 GT3 R, já pilotado por Ricardo Mauricio, voltou a ser de quatro voltas e se manteve quando a bandeira verde foi mostrada em definitivo a dez minutos do fim.

No carro 21, Quartiero, Dirani, Landi e Gresse lutaram pela vitória na classe GT4 e, durante várias horas, ocuparam o terceiro lugar na classificação geral, até receberem um time penalty de dois minutos em virtude de uma ultrapassagem feita sob bandeira amarela. Mais tarde, o 718 Cayman GT4 Clubsport MR precisou de alguns minutos extras em uma das paradas para reabastecimento: parte do assoalho fora danificado (provavelmente por algum detrito de carro acidentado deixado na pista) e algumas voltas foram necessárias para substituir componentes. Mesmo assim, o quarteto comemorou o segundo lugar na classe GT4 e o quinto na classificação geral. Landi, responsável pelo último stint de prova, teve uma participação emocional. Neto de Chico Landi (primeiro brasileiro a correr na Fórmula 1 e vencedor das Mil Milhas em 1960), ele fez sua primeira Mil Milhas exatamente uma semana depois do falecimento de seu pai, Luiz Augusto, também um ex-piloto.


Resultado

1) 55-Marcel Visconde/Ricardo Mauricio/Marçal Müller (Porsche 911 GT3 R/categoria GT3), 343 voltas

2) 12-Jindra Kraucher/Aldo Piedade Júnior/Marcelo Vianna/Emílio Padron (Sigma/P1), 339

3) 420-Renan Guerra/Melik Najm/Marcel Marchewicz/César Fonseca (Mercedes AMG GT4/GT4), 338

4) 72-Carlos Antunes/Yuri Antunes/Pedro Maldi/Marcelo Campagnolo (AJR/P1), 331

5) 21-Jacques Quartiero/Danilo Dirani/Luiz Landi/Beto Gresse (Porsche 718 Cayman GT4 Clubsport MR/GT4), 330

6) 73-Bley Júnior/Pedro Queirolo/Guga Ghizo/Leandro Totti/Eduardo Pimenta/Costa Júnior (MRX/P2), 319

7) 5-Augusto Ribas/Alexandre Andrade Júnior/Dudu Pimenta/Robbi Perez (MC Tubarão 40/P3), 309

8) 64-Henry Visconde/Enzo Visconde/Paulo Sousa/Kim Camelo (BMW M240/GT4 Light), 305

9) 1-Rodrigo Bonora/Nenê Finotti/Cezar Martins/Igor Taques/Davi Vianna (Protótipo Fusca/PN1A), 300

10) 43-Luiz Cirino/Alexandre Peppe/Aleandro Fortunato/Emerson Piedade (Chevrolet Corsa/TN1), 295 voltas

Porsche vence as Mil Milhas em Interlagos Read More »

Gabriel Casagrande é o novo bicampeão da Stock Car

Em um domingo quente e de muitas emoções, Gabriel Casagrande confirmou a conquista do bicampeonato na Stock Car Pro Series. Pela segunda vez em três temporadas, o paranaense nascido em Francisco Beltrão atinge o Olimpo do esporte a motor nacional e novamente com uma trajetória que aliou grande performance e muita regularidade.

Em casamento muito bem-sucedido com a equipe liderada por Mauro Vogel e Andreas Mattheis, o piloto de 28 anos agora é o mais novo integrante de um clube formado também por Giuliano Losacco e Rubens Barrichello, todos bicampeões da Stock Car.

Casagrande saiu do carro bastante exausto em razão do natural cansaço e do forte calor que fez na Zona Sul de São Paulo. A última etapa do campeonato para o agora bicampeão foi marcada por uma disputa bastante aguerrida com Rafael Suzuki (Pole Motorsport) na última volta da Corrida 1, para terminar em terceiro, enquanto seu principal concorrente, Daniel Serra, foi o quinto.

Na segunda prova, foi conservador ao extremo para fugir das confusões, terminou em 21º, enquanto Daniel ficou longe do resultado necessário para ser campeão — era preciso vencer a prova — e terminou em 12º.

“Estou morto [risos]”, disse o novo bicampeão. “Tenho de agradecer a Deus pelo dom da vida e por ter me dado oportunidade e a capacidade de estar aqui mais uma vez fazendo isso. Amo minha família, que sempre me aguenta quando estou bravo em casa sem corridas… Agradeço aos meus patrocinadores, que fazem isso acontecer, a todos os que estão torcendo em casa. Toda a energia é muito bem-vinda. Somos bicampeões e vamos por mais”, vibrou Casagrande.

“Tentei definir na primeira corrida, cheguei até a assumir a liderança, mas o carro não aguentou até o fim. E na segunda prova sabia que tinha de marcar o Daniel. Ele teria de fazer 21 pontos. No fim das contas, é um alívio muito grande conquistar o título depois do que aconteceu ano passado. Agradeço demais ao ‘seu Mauro [Vogel], a todo o time de engenheiros e mecânicos, a todos os meus parceiros. Se estou aqui é por eles, que acreditam no nosso projeto e no nosso trabalho. Graças a Deus, deu tudo certo”, complementou.

“Estava muito mais nervoso [no primeiro título]. Dessa vez fiquei nervoso, óbvio, mas consegui controlar muito bem. Tenho de agradecer a todo mundo que trabalha comigo no preparo físico e mental. Sempre há uma cobrança interna, é natural, mas dessa vez consegui disfarçar bem o nervosismo, não afetou em nada a pilotagem. E a sensação, ah, essa é maravilhosa. O primeiro é muito especial, o segundo é uma continuação desse sucesso que atingimos. E não vamos parar por aqui”, acrescentou Gabriel.

O caminho rumo ao título de Casagrande em 2023 foi construído por três vitórias, duas poles, sete pódios, duas voltas mais rápidas e 14 presenças no grupo dos dez primeiros em uma temporada extremamente competitiva e equilibrada. Gabriel marcou um total de 308 pontos, enquanto o vice-campeão Daniel Serra (Eurofarma RC) terminou a temporada com 296.

Ricardo Zonta (RCM Motorsport), vencedor da Corrida 1 deste domingo, fechou o ano em terceiro, com 280, mesma pontuação que Thiago Camilo (Ipiranga Racing), mas na frente pelo critério de desempate (maior número de vitórias). Felipe Fraga, da Blau Motorsport, concluiu o campeonato em quinto, com 265.

Ter um vice-campeão como Daniel Serra, um dos pilotos mais completos do Brasil, acaba por valorizar ainda mais a conquista de Casagrande. O tricampeão Serra ressaltou a união com a Eurofarma RC, lembrando as conquistas alcançadas de 2017 em diante.

“Estamos há sete anos juntos: sete anos lutando pelo campeonato. Fomos três vezes vice-campeões, três vezes campeões e uma vez terceiros colocados. Não perdemos o campeonato hoje, mas sim durante a temporada. Chegou um momento em que achamos que nem iríamos brigar mais pelo título, então, por esse motivo, temos de comemorar esse vice-campeonato”, afirmou o paulista de 39 anos.

E ainda que Serrinha tenha adiado o sonho do tetracampeonato para 2024, a Eurofarma RC teve muitos motivos para comemorar. A equipe liderada por Rosinei Campos, o ‘Meinha’, conquistou o título de campeã da Stock Car por equipes pela 12ª vez graças aos 497 pontos somados pela dupla de tricampeões Serra e Ricardo Maurício. A Ipiranga Racing, representada na pista por Thiago Camilo e César Ramos, foi a vice-campeã, com 470.

Quem também teve motivos para comemorar foi Felipe Massa, que venceu uma prova da rodada dupla pela segunda etapa consecutiva. O piloto da Lubrax Podium Stock Car Team liderou um top-3 da Corrida 2 que teve dois campeões na sequência: Marcos Gomes, em segundo, e Rubens Barrichello, na terceira posição.

As corridas

A corrida que abriu a Super Final BRB foi bastante técnica e decidida nos detalhes. Porém mesmo com vantagem confortável de 16 pontos para o vice-líder do campeonato, Gabriel Casagrande não fugiu das boas disputas, como as que travou com Rafael Suzuki na última volta e lhe valeu a terceira posição e o sétimo pódio do ano.

A vitória ficou com Ricardo Zonta, a terceira dele na temporada — segunda em Interlagos — e a 11ª na Stock Car, enquanto o conterrâneo e amigo Julio Campos terminou logo atrás, marcando seu primeiro pódio no ano. Serrinha cruzou a linha de chegada em quinto, o que significaria que o tricampeão teria de vencer e ainda torcer para Casagrande não pontuar para buscar seu quarto título.

Última disputa da temporada, a segunda prova deste domingo em Interlagos foi bastante mexida em razão de incidentes, como na primeira volta. Mas foi um acidente sofrido por Sergio Ramalho nas voltas finais mexeu com os rumos da corrida. O safety-car foi benéfico para Felipe Massa, que fez seu pit-stop obrigatório pouco antes do acionamento da bandeira amarela.

O ex-piloto da Ferrari na Fórmula 1 venceu em Interlagos depois de 15 anos, marcou seu segundo triunfo na Stock Car, e viu Marcos Gomes (Cavaleiro Sports) finalizar em segundo. O também ex-Ferrari Rubens Barrichello (Mobil Ale Full Time) concluiu em terceiro.
Casagrande nem precisou pontuar para comemorar seu segundo título na Stock Car.

O paranaense terminou em 21º e viu Serrinha concluir a Corrida 2 em 12º, resultado insuficiente para o piloto da Eurofarma RC buscar o tetra. Hoje foi o dia de Gabriel comemorar.

Muito equilíbrio

A Stock Car se notabilizou novamente pelo enorme equilíbrio de forças ao longo de toda a temporada. Uma dessas marcas está no empate sacramentado entre as montadoras Toyota e Chevrolet, que somaram 12 vitórias cada uma em 2023.

Outro número impressionante está na quantidade de pilotos que subiram ao pódio pelo menos uma vez no campeonato. Com os segundos lugares de Julio Campos e do campeão de 2015 Marcos Gomes nas corridas 1 e 2 deste domingo, respectivamente, foram 24 competidores que conseguiram se colocar no top-3 em uma das 22 provas da temporada. E 12 deles terminaram no alto do pódio pelo menos uma vez.

Depois do domingo de campeões, a Stock Car já vislumbra o futuro. A temporada 2024 começa em 3 de maio no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO).

Stock Car corrida etapa 1:
1º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), 19 voltas em 33min04s890
2º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 2s370
3º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 3s636
4º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 4s041
5º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 8s520
6º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 16s746
7º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 18s806
8º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 21s280
9º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 22s172
10º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 23s515
11º – Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 26s168
12º – Lucas Foresti (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 31s086
13º – Sergio Ramalho (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 32s869
14º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 36s394
15º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 40s875
16º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 42s549
17º – Dudu Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 43s598
18º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 44s387
19º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 46s882
20º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 53s820
21º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 57s917
22º – Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 58s665
23º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 1min09s538
24º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 1min19s503
25º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 1min43s084
26º – Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla), a 1 volta
27º – Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 2 voltas
28º – Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 5 voltas

Corrida 2, resultado final:

1º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), 17 voltas em 32min03s043
2º – Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 0s491
3º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 1s524
4º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 2s267
5º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 3s613
6º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 5s935
7º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 6s335
8º – Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 7s070
9º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 7s578
10º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 7s948
11º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 12s193
12º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 12s840
13º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 15s285
14º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 15s433
15º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 16s998
16º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 18s091
17º – Felipe Lapenna (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 18s710
18º – Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 19s815
19º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 20s283
20º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 22s322
21º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel/Chevrolet Cruze), a 22s778
22º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 23s889
23º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 26s312
24º – Sergio Ramalho (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 5 voltas

Classificação final do campeonato
1º – Gabriel Casagrande, 308 pontos
2º – Daniel Serra, 296
3º – Ricardo Zonta, 280
4º – Thiago Camilo, 280
5º – Felipe Fraga, 265
6º – Rafael Suzuki, 263
7º – Rubens Barrichello, 260
8º – Ricardo Maurício, 231
9º – Felipe Baptista, 229
10º – Felipe Massa, 224

Classificação final do campeonato por equipes

1º – Eurofarma RC, 497
2º – Ipiranga Racing, 470
3º – RCM Motorsport, 459
4º – A.Mattheis Vogel, 458
5º – Pole Motorsport, 427
6º – KTF Racing, 407
7º – Lubrax Podium Stock Car Team, 400
8º – Blau Motorsport, 387
9º – Full Time Sports, 379
10º – Mobil Ale Full Time Sports, 367
11º – Crown Racing, 278
12º – Cavaleiro Sports, 206
13º – Hot Car Competições, 203
14º – KTF Sports, 184
15º – Scuderia Chiarelli, 85
16º – Texaco Racing, 37

Todos os campeões da Stock Car
1979 – Paulo Gomes
1980 – Ingo Hoffmann
1981 – Affonso Giaffone
1982 – Alencar Junior
1983 – Paulo Gomes
1984 – Paulo Gomes
1985 – Ingo Hoffmann
1986 – Marcos Gracia
1987 – Zeca Giaffone
1988 – Fábio Sotto Mayor
1989 – Ingo Hoffmann
1990 – Ingo Hoffmann
1991 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1992 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1993 – Ingo Hoffmann/Ângelo Giombelli
1994 – Ingo Hoffmann
1995 – Paulo Gomes
1996 – Ingo Hoffmann
1997 – Ingo Hoffmann
1998 – Ingo Hoffmann
1999 – Chico Serra
2000 – Chico Serra
2002 – Chico Serra
2022 – Ingo Hoffmann
2003 – David Muffato
2004 – Giuliano Losacco
2005 – Giuliano Losacco
2006 – Cacá Bueno
2007 – Cacá Bueno
2008 – Ricardo Maurício
2009 – Cacá Bueno
2010 – Max Wilson
2011 – Cacá Bueno
2012 – Cacá Bueno
2013 – Ricardo Maurício
2014 – Rubens Barrichello
2015 – Marcos Gomes
2016 – Felipe Fraga
2017 – Daniel Serra
2018 – Daniel Serra
2019 – Daniel Serra
2020 – Ricardo Maurício
2021 – Gabriel Casagrande
2022 – Rubens Barrichello
2023 – Gabriel Casagrande

Gabriel Casagrande é o novo bicampeão da Stock Car Read More »

Dez depois da última corrida, Mundial de Endurance volta a Interlagos

Com quatro novas etapas, uma delas em Interlagos, o WEC – Campeonato Mundial de Endurance  anunciou a expansão do calendário de 2024.

A prova na capital paulista será a quinta da temporada, no dia 14 de julho. Com sete corridas em 2023, a competição contará com oito no ano que vem.

“A etapa de Interlagos será uma corrida de seis horas de duração e está garantida pelos próximos cinco anos”, disse o piloto brasileiro André Negrão, atual vice-campeão mundial pela equipe francesa Alpine.

“Eu já tinha perdido a esperança de um dia correr no Brasil. Mas agora estou super emocionado e feliz”, desabafou.

O WEC volta ao Brasil dez anos depois de ter visitado Interlagos pela última vez. O campeonato correu no traçado paulista em 2012, 2013 e 2014.

O anúncio aconteceu nesta hoje, às vésperas da edição que comemora o centenário das 24 Horas de Le Mans, principal prova de resistência do mundo, que terá largada neste sábado.

A famosa corrida francesa contará com cinco brasileiros no grid: André Negrão e Pietro Fittipaldi na categoria LMP2, Felipe Nasr e Pipo Derani na Hypercar e Daniel Serra na LMGTE-Am.

Transmissão ao vivo

A prova que marca o centenário das 24 Horas de Le Mans, criada em 1923, terá uma cobertura grande e inédita para o Brasil. A exemplo das últimas etapas do Mundial de Endurance, que já vinham sendo exibidas pelo YouTube gratuitamente, a corrida francesa também irá ao ar da mesma maneira, desta vez pelo BandSports.

Calendário WEC 2024
Etapa / País / Data
01 – Catar – 24/02
02 – Itália – 21/04
03 – Bélgica – 11/05
04 – França – 15/06
05 – Brasil – 14/07
06 – EUA – 01/09
07 – Japão – 15/09
08 – Bahrein – 02/11

Dez depois da última corrida, Mundial de Endurance volta a Interlagos Read More »

Rolar para cima