híbridos

Toyata do Brasil comemora a venda de 100 mil veículos eletrificados

A Toyota é líder global em veículos eletrificados com mais de 23 milhões de modelos comercializados. No Brasil, onde está há 66 anos, a empresa está comemorando a marca de 100 mil veículos híbridos vendidos no mercado nacional, levando em conta as marcas Toyota e Lexus.

“Nossa estratégia prevê que todo novo modelo fabricado no Brasil conte com uma versão híbrida flex para o mercado doméstico”, complementa Rafael Chang, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe.

Hoje, a cada três automóveis eletrificados em circulação no país, um são das marcas japonesas. Só no último ano, a Toyota produziu mais de 21 mil unidades híbridas, sendo que 20 mil foram dos modelos Corolla e Corolla Cross produzidos nas plantas de Indaiatuba e Sorocaba. A planta de Indaiatuba vai encerrar as atividades em breve.

“Alcançar 100 mil veículos híbridos vendidos no Brasil é um marco histórico. Somos pioneiros nas tecnologias híbrida e híbrida flex, em total alinhamento com o novo desafio da transição energética. E estamos sempre atentos à inovação, investindo para trazer soluções de mobilidade sustentável”, comenta Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil.

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BNDES recebe projetos de descarbonização do setor automotivo

A partir de hoje (12) o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  estará recebendo os projetos de desenvolvimento industrial e tecnológico do setor automotivo, que tenham como objetivo a descarbonização da mobilidade e da logística. A ação integra o programa Rota 2030, com orçamento total de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos.

Para 2024, estão disponíveis R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis, a serem investidos em projetos que contemplem, ao menos, um dos temas a seguir: baterias e powertrains (trens de força) de baixa emissão, com foco em híbridos (elétricos + biocombustíveis), incluindo seus componentes e insumos críticos e as soluções para infraestrutura de recarga; descarbonização dos processos produtivos de veículos, componentes, insumos críticos e materiais estratégicos (a exemplo de aço verde, alumínio e novas ligas especiais); e biocombustíveis e suas aplicações em veículos leves e pesados e em máquinas agrícolas (com destaque para as soluções de biometano, incluindo projetos-piloto de sua utilização).

“O BNDES Rota 2030 tem como finalidade ampliar a competitividade da indústria automobilística brasileira. Vamos estimular a inovação tecnológica, a capacitação da mão-de-obra e a geração de empregos qualificados, em linha com as prioridades de desenvolvimento definidas pelo governo do presidente Lula”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Vamos apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação, engenharia, estudos, testes, pilotos e certificações que, dentre outras ações, estimulem fontes de energia, produtos e processos que minimizem a emissão de CO2”, explica o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco, José Luís Gordon.

Em outubro do ano passado, BNDES e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) assinaram um acordo de cooperação técnica que habilitou o Banco a captar R$ 40 milhões ao ano para serem utilizados em projetos da cadeia de fornecedores do setor automotivo. Com o acordo, o Banco passou a operar recursos dos fundos dos Programas Prioritários do Rota 2030, que provêm, principalmente, da contrapartida de empresas beneficiadas por isenção de impostos na importação de peças e insumos não fabricados no Brasil, mas necessários à melhoria da eficiência energética da frota.


Critérios

Os projetos a serem apresentados devem ser destinados a plataformas veiculares elegíveis, que são: máquinas agrícolas (biometano e outros biocombustíveis alternativos); pesados urbanos (elétricos e a GNV/biometano); leves (híbridos a etanol, elétricos e células de combustível); e pesados rodoviários (GNV/biometano, biodiesel e células de combustível).

Os projetos devem ser propostos por instituições de pesquisa, que podem contar com a parceria de empresas intervenientes, e devem ter valor mínimo de R$ 10 milhões por operação. Em projetos com a participação de montadoras, será obrigatória a participação de pelo menos uma empresa da cadeia de fornecimento de componentes e insumos críticos. O Banco terá participação máxima de até 80% do valor dos itens financiáveis; e de até 90% para projetos ou empresas sediadas nas regiões Norte e Nordeste.

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Unicamp cria Centro para desenvolver baterias automotivas

Com a fundação do Centro de Manufatura de Baterias, na Unicamp, o Brasil ganha um centro de excelência em desenvolvimento de baterias para veículos elétricos ou híbridos. Para o inicio o Centro recebeu uma ajuda de R$9 milhões do programa Rota 2030, lançado em 2018 pelo governo federal com o objetivo de estabelecer uma política industrial para o setor automotivo, administrada pela Fndep – Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais.

A ideia é aprender a fazer, obter o know-how para a produção de células individuais de baterias de lítio e sódio”, afirma o físico Hudson Zanin, docente na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e coordenador geral do projeto, realizado no âmbito do Cepetro – Centro de Estudos de Energia e Petróleo.

Atualmente o país não produz comercialmente as células individuais, que são as menores unidades de armazenamento de energia de uma bateria. Um carro elétrico, por exemplo, pode ter mais de mil células individuais, cada uma de 3-4 volts, dispostas em série e em paralelo.

O pesquisador ressalta que o Centro deverá aprimorar o ecossistema para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no país, ampliando tecnologias, treinando recursos humanos especializados e favorecendo a criação de startups. Voltado à pesquisa e ao desenvolvimento na área de ciência de materiais, terá como foco o aperfeiçoamento de processos para manufatura de eletrodos e eletrólitos e a engenharia de células confiáveis e de altas capacidades.

O Centro atuará como um centro multiusuário, com parcerias de empresas e outros institutos de pesquisa, e, uma vez consolidado, funcionará também como um local para manufatura e testes de validação e certificação da segurança das baterias – para uso tanto em veículos elétricos, como em computadores ou celulares. “Queremos ajudar as empresas que tenham interesse em fazer um investimento nessa área. Porque, além de ser muito caro para montar uma fábrica, o empreendedor vai concorrer em um mercado extremamente agressivo, dominado pelos chineses”, diz Zanin.

“A nossa expectativa é de que em dezembro de 2024 o centro esteja operacional”, afirmou o físico. Nos primeiros anos de atuação, a equipe centrará seus esforços para fazer uma prova de conceito dos serviços oferecidos, com análise da viabilidade técnica e econômica.

Participam também do Centro, desde a sua etapa inicial, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Entre as possíveis empresas parceiras, que já manifestaram interesse pelo projeto estão a Bosch, Toyota, Volkswagen, Raízen e Merck.

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Coluna Fernando Calmon — Previsão para 2030: híbridos dominarão vendas no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.292 — 12/3/2024

Previsão para 2030: híbridos dominarão vendas no Brasil

 

A transição dos veículos de motor a combustão para os elétricos a bateria continua a desafiar diversas empresas de consultoria especializadas ao redor do mundo. Da visão conservadora ao grupo de moderadas e também às otimistas, as previsões atingem um grau de volatilidade proporcional à complexidade do tema.

Basta um exemplo. Poucos dias atrás a consultoria Gartner previu que até 2027 veículos elétricos terão custo de produção menor que os modelos de motor a combustão, sem contar o valor da bateria que ainda responde por cerca de 40% do preço final ao consumidor. Isso graças aos recentes avanços na manufatura puxados pela Tesla com suas gigaprensas que substituem as tradicionais, além de diminuir o número de robôs de armação e soldagem.

No entanto, isso pode aumentar de forma severa os custos de reparos mesmo em pequenos acidentes, o que levaria as companhias seguradoras a puxar seus preços para cima. A Gartner também previu dificuldades para startups especializadas em elétricos. Afinal, já como minha opinião, é relativamente fácil produzir novos modelos a partir de um motor elétrico de “prateleira” que embora dispense caixa de câmbio, não prescinde de redutor e diferencial.

Alguns desses iniciantes ficaram pelo caminho como Lordsown Motors e Proterra. A Fisker que já “quebrou” uma vez, está novamente em dificuldades. A promissora Rivian sofreu uma queda severa e repentina de vendas: cortou produção pela metade, mas ainda segurou os empregos.

A Bright, que reúne uma equipe muito experiente de consultores brasileiros, acaba de apresentar um cenário bastante interessante para 2030. Reflexo de estudos aprofundados e precisos do que realmente pode acontecer, entre fabricantes de veículos e autopeças, concessionárias, mobilidade como serviço (assinaturas e locações), além de processos de reciclagem.

As três categorias de híbridos somadas – básicos (32,5%), plenos (10,4%) e plugáveis (5,6%) – dominariam as vendas de veículos leves com 48,5% do total daqui a seis anos. Elétricos ficariam apenas com 9,8% e os motores a combustão com os restantes 41,7%. Mais abaixo estão informados os percentuais atuais de mercado.

Desse trabalho de fôlego da consultoria vale destacar algumas de suas conclusões:

  • “Futuro da eletrificação com diferentes alternativas de propulsão é inexorável.
  • Soluções de eletrificação para o Brasil serão diferentes do mundo dadas as alternativas de energia limpa que o País dispõe.
  • Mobilidade sustentável só se viabilizará se focar no social e econômico e não somente no viés ambiental.
  • Transição para a eletrificação acomodará nas linhas de produção os atuais veículos com motor a combustão e híbridos em arcabouços semelhantes.”

Otimismo marcou balanço da indústria em fevereiro

Mesmo com os feriados do Carnaval e o mês passado ter menos dias úteis, produção (189,7 mil unidades), média diária de vendas (8,7 mil unidades) e exportações apresentaram resultados surpreendentemente positivos para a indústria automobilística em relação a janeiro deste ano. Os crescimentos percentuais foram vistosos: + 24,3%; + 18,4% e + 62,7%, respectivamente.

No acumulado do primeiro bimestre em comparação ao mesmo período de 2023 os números também foram bons: + 8,9% e + 19,8%, respectivamente. Só as exportações continuaram fracas com queda de 28%. Esses resultados positivos refletem um início de ano muito difícil em 2023 e, sob esse prisma, devem ser aguardados os próximos meses.

Os estoques se mantiveram estáveis em 38 dias nos dois primeiros meses de 2024. A queda dos juros de financiamento, tendo a taxa Selic como referência, ajudará a recuperação do mercado este ano. Porém, ao mesmo tempo, o recuo dos juros será lento e isso pode adiar a decisão de compra.

Marcio Leite, presidente da Anfavea, chamou atenção para necessidade de novos testes de durabilidade para aumento da mistura de etanol de 27% para até 35% e, muito mais grave, no caso do biodiesel de 14% para 20% ou 25% (em 2031). Ambas as adições estão em pauta no Conselho Nacional de Política Energética.

Veículos elétricos e híbridos tiveram recuo na participação de mercado de 7,9% para 6,7% em fevereiro nas vendas de automóveis e comerciais leves. Especificamente os elétricos puros ficaram no mês passado com apenas 2,3% das preferências, híbridos plugáveis, 2,1%; híbridos, 2,3 %; gasolina, 4,6%; diesel, 10,5%; flex, 78,2%.

Híbrido plugável é alternativa para viagens

Enquanto os carros elétricos avançam na China e Europa (a um ritmo menor nos EUA), embora com tropeços recentes e que lançam algumas dúvidas sobre curto e médio prazos, há uma solução intermediária que se tem mostrado válida para quem quer viajar sem preocupações.

O híbrido plugável permite rodar em cidade, sem emitir CO2 e poluentes, e afasta o incômodo de planejar uma viagem com longas paradas sujeitas à demora natural para carregar a bateria. Além disso, podem acontecer atrasos se há motoristas à espera de sua vez ou atos de vandalismo que danificam os cabos de conexão já relatados em filmes na internet.

No Brasil, atualmente, híbridos desse tipo (PHEV, na sigla em inglês) dividem as preferências dos compradores de veículos com os modelos elétricos a bateria (BEV). Aliás, o equilíbrio se mantém ao incluir os apenas híbridos (HEV). No mês passado, por exemplo, PHEV representou 33,5% das vendas nacionais, BEV 34,7% e HEV 31,6%.

Um exemplo de PHEV adequado às condições brasileiras de uso é o Audi Q5 55 TFSIe quattro. Seu visual imponente destaca-se e o que mais chama atenção é a flexibilidade permitida pelo conjunto motriz. Ao motor a gasolina turbo, 2 litros de 252 cv/37,7 kgf·m se junta um elétrico de 143 cv/35,5 kgf·m acoplado ao câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas. No total são 367 cv e torque combinado de 50,5 kgf·m.

O SUV tem tração dianteira, mas em certas condições pode ser 4×4 ou só tração traseira, tudo feito de forma automática. Alcance no modo elétrico é de até 65 km em uso urbano, desde que não se empolgue muito ao acelerar. Essa distância cobre boa parte dos deslocamentos em cidade, sem gastar uma gota de gasolina.

Nas autoestradas no Estado de São Paulo é possível viajar a 120 km/h e alcançar até 25 km/l. Com a bateria carregada, velocidade média estável na faixa de 100 km/h e o tanque de 54 litros o Q5 pode rodar até 800 km, o que nenhum carro 100% elétrico oferece – ao menos por enquanto.

Preço básico: R$ 462.990.

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Coluna Fernando Calmon — VW eleva investimentos e aposta mais em híbridos que elétricos

Coluna Fernando Calmon nº 1.287 — 6/2/2024

 

VW eleva investimentos e aposta mais em híbridos que elétricos

A fabricante alemã antecipou seus planos para o País e elevou o total investido que antes era de R$ 7 bilhões até 2026 para R$ 16 bilhões até 2028. Esse montante inclui 16 lançamentos e quatro modelos inéditos no mercado brasileiro. A VW não revelou quais são os produtos inteiramente novos, além das evoluções periódicas dos produtos atuais.

O presidente da empresa, Ciro Possobom, marcou o posicionamento mercadológico em encontro com a imprensa. “A estratégia do Brasil não pode ser igual à chinesa, que deu prioridade ao carro elétrico. Acreditamos no motor flex e não está nos planos uma mudança radical, pois aumentaria demais os custos de produção. O flex é um ativo do país e um híbrido desse tipo faz mais sentido.”

Veículos elétricos (VE) não estão incluídos, nessa rodada de investimentos em manufatura, pois a previsão é apenas para 2030, embora a empresa vá importar pelo menos mais um VE até 2028. A VW contempla investimentos em todas as suas quatro fábricas, inclusive a de motores em São Carlos (SP), onde será produzido o novo TSI de 1,5 litro flex que atende aplicação híbrida.

O modelo para São José dos Pinhais (PR) deverá ser uma picape intermediária na mesma faixa da Rampage e da Toro. Talvez o nome Tarok seja o escolhido, mas de porte maior que o protótipo exibido no Salão do Automóvel de 2018. São Bernardo do Campo (SP) estará comprometida com a nova arquitetura híbrida flex MEB Hybrid e dois produtos inéditos.

Possobom adiantou que também haverá um modelo somente com motor a combustão em São Bernardo. Quem sabe uma Saveiro de cabine dupla e quatro portas, hoje apenas com duas portas? A concorrente direta Strada, líder absoluta, tem 60% de suas vendas concentradas nas de quatro portas. Um segundo novo produto será híbrido flex, talvez baseado no Virtus.

Para Taubaté (SP) tudo indica um inédito SUV compacto que será bem diferente do crossover Nivus. O executivo descartou a entrada da marca no segmento de subcompactos, onde concorrem apenas Kwid e Mobi.

Esta semana o banco estatal BNDES aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para VW desenvolver produtos “alinhados à sustentabilidade, à eficiência e à transição energética para os próximos anos”. Valor meramente simbólico: apenas 3,1% do investimento total do fabricante.

Mercado começa o ano com vendas encorajadoras

Fenabrave viu a confirmação, pelo menos no primeiro mês do ano, que as vendas ao mercado interno de veículos leves e pesados em 2024 devem surpreender. Foram comercializadas 161.601 unidades que representaram 13,2% a mais que janeiro de 2023. Se considerados apenas os veículos leves o avanço foi de 16,8%.

A média de emplacamentos foi de 7.300 unidades/dia, o melhor resultado para janeiro dos últimos três anos.

Para o presidente da associação, Maurício Andretta Jr., há uma melhora na venda no varejo de automóveis e comerciais leves, respondendo por 60% do total. Ele atribui isso “ao custo e ao acesso ao crédito que melhoraram a partir do último trimestre de 2023. Aliados à expectativa de redução dos juros básicos (taxa Selic) ao longo de 2024, podem incrementar a disponibilidade e diminuir a restrição de crédito por parte dos agentes financeiros”.

Durante vários meses no ano passado o mercado corporativo dominou a participação entre veículos comercializados. Locadoras também tiveram um 2023 muito forte no último trimestre. Para 2024 a Fenabrave prevê, preliminarmente, que o mercado interno crescerá 12% e a Anfavea estima um avanço bem menor, de 6%.

Os números podem sofrer revisões à medida que a economia brasileira reagir. Em 2023 o avanço deveu-se à grande safra agrícola plantada em 2022. No entanto, este ano não se repetirá por razões climáticas. Economistas esperam números para o PIB bem mais discretos e isso se reflete nas vendas de veículos.

Mudanças em análise no STF da lei Renato Ferrari, que regula as vendas entre fabricantes e concessionárias, têm potencial de gerar atritos entre as duas partes. Marcas chinesas vêm usando o expediente da venda direta para pessoas físicas, que contorna a atual lei, o que se reflete em preço menor aos compradores em razão da menor incidência de imposto.

Honda ZR-V se insere bem em segmento disputado

SUV que tomou o lugar do sedã Civic no Brasil (agora só com o Type R), seguindo a onda mundial de suvização do mercado, o ZR-V enfrenta bem a forte concorrência. Vindo do México, portanto isento de imposto de importação, dispõe de motor 2-litros, apenas a gasolina, com 161 cv e 19,1 kgf·m. Câmbio é um CVT de sete marchas. O ZR-V mostra bom desempenho, mas a diferença de potência em relação, por exemplo, ao líder Corolla Cross (177 cv e 21,4 kgf·m com etanol) dá para sentir. Não chega a decepcionar, em especial no modo Sport, porém nesse aspecto um dos principais concorrentes o supera.

O estilo está entre os pontos altos. Discreto onde pode, mais arrojado onde deve. Destaques para desenho dos faróis de LED, vincos laterais e ponteira de escapamento cromada. No interior, o assoalho plano traseiro proporciona bom espaço para três passageiros e há duas portas USB-C, mas sem saídas para ar-condicionado. Porta-malas de 389 litros poderia ser um pouco maior. Traz tela multimídia de 9 pol. com espelhamento de Android Auto, Apple CarPlay e carregamento de telefone celular por indução.

Posição ao volante mais baixa, bancos com firmeza e boa sustentação lateral, além de freio de estacionamento de imobilização automática (auto hold) são pontos de honra para a Honda.

Preço: R$ 214.500. 

Sindipeças comemora 70 anos e atualiza sua história

Nada como um bom livro para testemunhar a grande evolução da indústria automobilística no Brasil. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) foi e é um dos grandes impulsionadores de uma atividade que começou em 1957 timidamente com apenas 30.542 unidades fabricadas e atingiu o pico de 3.739.525 em 2013.

Um pioneiro, Ramiz Gattás, contou a história do setor de 1957 a 1980 sob o título “A Indústria Automobilística e a 2ª Revolução Industrial no Brasil”. Gattás atuou desde 1951, quando foi o secretário da então Associação Profissional da Indústria de Peças para Automóveis e Similares.

O atual Sindipeças, ao completar 70 anos, lançou uma continuação impressa no final de 2023. O jornalista Marcos Rozen foi responsável pela atualização histórica: “A Revolução na Indústria de Veículos e de Autopeças no Brasil”. Interessados podem ter acesso a uma versão digital no hotsite https://sindipecas70anos.com.br .

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Coluna Fernando Calmon — Imposto de importação gradual para elétricos é caminho certo

Coluna Fernando Calmon nº 1.277 — 14/11/23

 

Imposto de importação gradual para elétricos é caminho certo

Depois de amplos debates que se iniciaram há um mês, veículos elétricos e híbridos passarão a recolher imposto de importação (I.I.). Eram isentos desde 2015 e o processo será gradual. Elétricos começam com 10% em janeiro de 2024 e 18% em julho do mesmo ano. Um ano depois, 25% em julho de 2025 e alíquota normal de 35% em julho de 2026. Para híbridos plugáveis o esquema muda um pouco: 12% em janeiro de 2024, 20% em julho de 2024, 28% em julho de 2025 e 35% em julho de 2026. Por fim para híbridos outra escala: 12%; 25%, 30% e 35% nas mesmas datas.

Haverá cotas para importar sem imposto, porém os critérios e a sua duração ainda são motivos de dúvidas sobre o seu real impacto pois estarão expressadas em dólares. Também falta a divisão entre importadores ou que se comprometerem a produzir aqui e fabricantes locais. Esse tal de “comprometimento” já se mostrou falho em outras políticas de incentivo. Precisa de fiscalização séria, além da exigência de primeiro produzir e depois receber o incentivo.

Em princípio trata-se de um regramento interessante. Quem só deseja importar nunca deveria ter o mesmo tratamento de quem produz ou vai produzir. Aliás, é pura ilusão se achar que a fabricação local se trata de decisão altruísta. Se o imposto de importação continuasse zerado, produzir no Brasil ficaria sem sentido econômico e industrial, salvo se a demanda explodisse. Então, de pouco adianta defender uma posição como esperar até que os elétricos ocupem, por exemplo, 5% do mercado (hoje, 0,6%) para só então aplicar o I.I.

A questão de cotas isentas é nebulosa, já que estas não existem para qualquer veículo a combustão. Aqui nenhuma intenção contra importadores e sim apenas de lógica pura e simples. O Brasil precisa sim de estimular a produção de elétricos, porém antes equacionar a fabricação de baterias e eventualmente motores. Não apenas processar insumos como lítio, além de outros metais, exportar para China e receber de volta a bateria pronta que representa até 40% dos custos de produção com imposto de importação zerado.

Sem esquecer de que o País tem alternativas viáveis como híbridos flex desenvolvidos e produzidos localmente, além de em um segundo momento, poderem ser plugáveis. Chavão antigo, mas ainda aplicável do inesquecível jurista Ruy Barbosa: “Pressa é a inimiga da perfeição”.

Silverado estreia com bons recursos e versão única

Picape grande Chevrolet apresenta dimensões impressionantes – entre elas comprimento de quase 6.000 mm e distância entre eixos de nada menos que 3.720 mm – além de um visual externo moderno com destaque para a parte dianteira. Os espelhos retrovisores têm tamanho exagerado. Podem dificultar achar uma vaga, receber esbarrão de motociclistas e vibrar demais, contudo a fábrica alega que são necessários por permitir reboques de maiores dimensões.

A tampa da caçamba de 1.781 litros (esta a maior do segmento que inclui F-150 e Ram 1500) tem fechamento e abertura elétricos por comando remoto. Também há controle elétrico dos estribos laterais que abrem em dois níveis e permitem examinar melhor a caçamba. Os dois bancos dianteiros de couro têm controles elétricos, ventilação e aquecimento. Tela multimídia de 13,4 pol. é maior do segmento e formato horizontal de melhor visualização do que as verticais.

Um avanço da Silverado é sistema operacional Google Built In que dá acesso a todos os produtos desta plataforma via Wi-Fi nativo inclusive atualizações remotas. Mas o acesso precisa ser pago após 12 meses de gratuidade, o que também ocorre com o sistema de concierge OnStar.

Motor V-8 a gasolina, de 5,3 L e aspiração natural, 360 cv e 52,9 kgf·m. Neste quesito a Silverado perde para as rivais diretas como os 405 cv, da Ford e 400 cv da Ram. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 s, contra 7,1 s da F-150 e 6,4 s da 1500. Câmbio automático epicíclico de 10 marchas, o mesmo usado pela Ford, mas o sistema de tração 4×4 com reduzida e pacote off-road é específico, incluindo proteção extra para motor e câmbio. Apesar de ter capô, portas e tampa traseira em alumínio, a massa total atinge o elevado valor de 2.505 kg. Tanque de 91 litros proporciona alcance de 665 km.

Há uma única versão disponível por R$ 519.990.

ZF avança em sistemas de câmera, radar e lidar

A empresa alemã, com filial no Brasil desde 1958, desenvolveu no exterior produtos de alta eficiência dentro do conceito ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista). Estes, entre outros, incluem câmera de alta resolução, radar e lidar (feixes de laser de alta precisão para medir distâncias), objetivando uma direção bem mais segura. Em conjunto conseguem acompanhar faixas desbotadas ou parcialmente interrompidas no asfalto e identificar pedestres, ciclistas, motociclistas e qualquer outro tipo de obstáculo fixo ou móvel. Com isso o sistema programa alertas e freadas autônomas de emergência.

Em razão das futuras exigências de segurança ativa que serão obrigatórias em 2026 e 2027 no Brasil, a companhia se prepara para fabricar câmeras em Limeira, SP e, possivelmente, também radares. A filial brasileira ainda não se comprometeu com uma data fixa para início da produção. Deve ocorrer em “futuro breve”, declarou nesta semana o gerente sênior de Engenharia e Operações da ZF América do Sul, Plínio Casante.

Por outro lado, a empresa apela para que motoristas não desliguem os sistemas ADAS. Esse comportamento foi detectado nas pesquisas em vários países.

Porsche Cayenne S e seu empolgante motor V-8

Uma trajetória, desde seu lançamento em 2002, que ajudou muito a fortalecer a marca e serviu de exemplo para outros fabricantes de carros esporte e de luxo. Assim se resume o sucesso do SUV Cayenne que na versão “S” avaliada custa a partir de R$ 810.000.

Trata-se de um modelo de interior espaçoso (2.985 mm de entre-eixos), acabamento interno exemplar, sistema multimídia com tela tátil de 12,3 pol. e fácil pareamento sem fio com celulares Android e Apple, um enorme porta-malas de 772 litros e estilo com o toque esportivo da marca sem exageros. É possível escolher rodas de até 22 pol. de diâmetro que acentuam o seu comportamento em curvas acima da média no segmento.

Além da ótima precisão de direção e a capacidade de frenagem dentro do padrão superior exigido por qualquer Porsche, o maior destaque continua a ser o motor V-8. O Cayenne é um carro de massa total elevada – 2.160 kg –, o que sempre exige cuidados para conduzi-lo com segurança em razão da largura de 1.983 mm, comprimento de 4.930 mm e altura de 1.697 mm.

As suspensões usam molas pneumáticas e a distância livre do solo pode variar entre 238 mm e 193 mm muito conveniente para quem, por mero acaso, decidir colocá-lo à prova fora de estrada.

Ao dirigir ninguém fica indiferente ao som gutural e borbulhante do V-8, 4-L, biturbo, 474 cv e 61,2 kgf·m. São 134 cv a mais que o anterior V-6. Acelera de 0 a 100 km/h em admiráveis 4,7 s.

Ressalva. Preço do Hyundai Kona, na coluna anterior. Atualmente, R$ 189.990, exatos R$ 100.000 abaixo do valor anunciado no lançamento. Um corte incomum de 34,5% sobre os originais R$ 289.990.

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Nova geração do Jeep Grand Cherokee será vendida no Brasil

Em 1994, desembarcava no Brasil o primeiro Jeep após a abertura das importações. O Grand Cherokee chegou trazendo conceitos de muito luxo, tecnologia e conforto que, até então, o Brasil não conhecia.

Agora, na sua quinta geração, o modelo retorna ao mercado nacional totalmente renovado e ainda mais sofisticado.

Lançado em 1992 no Salão de Detroit, numa ação cinematográfica, o SUV deixou a fábrica, cruzou a cidade e subiu as escadarias do Cobo Center.

A versão que será vendida em breve no Brasil será a híbrida plug-in, utilizando a plataforma 4xe.

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Coluna Fernando Calmon – Ofensiva da Stellantis inclui três híbridos flex e um elétrico

Coluna Fernando Calmon nº 1.262 — 1/8/23

Ofensiva da Stellantis inclui três híbridos flex e um elétrico

Os rumores acabaram de se transformar em confirmação. A Stellantis fez uma escolha racional e adequada dentro de um processo que reflete a realidade do País. Decidiu adotar a hibridização com motores flex gasolina/etanol em três níveis de projeto e preço, guardando para a etapa final o modelo 100% elétrico. O desenvolvimento foi feito no País.

Tudo planejado para levar em conta o poder aquisitivo do comprador, a oferta de etanol que terá de crescer e considerando o tempo e o capital necessários para construir a infraestrutura de recarga de elétricos puros em um país de dimensões continentais.

Os três primeiros produtos a empresa chama de Bio-Hybrid, Bio-Hybrid e-DCT e Bio-Hybrid Plug-in. As plataformas físicas, obviamente sem nenhuma carroceria, foram expostas no Tech Center em Betim, MG. São previstas de início para Fiat e Jeep, embora a Stellantis não tenha informado em que marcas e modelos devem estrear.

A primeira opção substitui o motor de partida e o alternador. Vai operar com a bateria convencional de chumbo-ácido e outra de íons de lítio (menos de 1 kWh), ambas de 12 volts.

O recurso liga-desliga o motor terá operação silenciosa (semelhante ao apresentado nos Audi A4 e A5, no ano passado) e possivelmente também poderá desligar o motor abaixo de 20 km/h para economizar combustível. O acréscimo de potência será de 3 kW (4 cv), difícil de perceber no dia a dia, mas não elevará tanto o preço de venda.

Antonio Filosa, presidente da Stellantis para América do Sul, adiantou apenas que haverá dois lançamentos ao longo de 2024. Acredita-se que poderão estrear no Fiat Pulse e no Jeep Renegade.

Quanto à e-DCT deve-se aplicar aos modelos com câmbio automatizado de duas embreagens. Neste caso haverá um segundo motor elétrico de 16 kW (22 cv) totalizando 19 kW (26 cv), mas trabalhará com arquitetura elétrica de 48 V e bateria de íons de lítio de 1 kWh de capacidade.

Esse sistema, mais caro, é um híbrido verdadeiro e não o chamado híbrido “leve” da primeira opção. Deve ser reservado para o Fiat Fastback, o Jeep Renegade de topo e o Jeep Compass em 2025.

O passo mais ousado dos Bio-hybrids é o híbrido flex plugável com arquitetura elétrica de 380 V, bateria de íons de lítio de 12 kWh e cujo motor elétrico adicionará 44 kW (60 cv) ao trem de força.

A Stellantis também manteve sob sigilo a potência e o torque combinados do motor a combustão e elétrico, bem como o alcance só no modo elétrico e o alcance total. Possivelmente estará reservado ao SUV Jeep Commander. Espera-se que chegue ao mercado no final de 2025.

Também sem marcar um prazo para lançamento, a Stellantis já trabalha no quarto projeto: um modelo 100% elétrico (BEV), embora deva utilizar inicialmente arquitetura monobloco derivada de motor a combustão. É o primeiro fabricante a confirmar oficialmente esse projeto.

Sistema elétrico de 400 V, motor com potência a partir de 90 kW (122 cv) e a capacidade da bateria iniciando em 45 kWh. Só deve ficar pronto, dentro de um cronograma previsível, em 2026.

Filosa lembrou ainda o objetivo estratégico do conglomerado franco-ítalo-germano-americano para 2030. Mix de vendas de elétricos atingiria 100% na Europa, 50% nos EUA e 20% no Brasil.

Em estudo recente a consultoria brasileira Bright estimou em 8% a participação de elétricos no mercado em 2030, o que parece mais perto da realidade, salvo se o preço das baterias caírem muito.

A fabricante também desenvolveu um motor 100% a etanol e estuda lançá-lo, se houver demanda por parte de empresas que adotem políticas de governança sócio-ambiental (ESG, na sigla em inglês).

Hoje só a Toyota vende híbridos flex no Brasil (Corolla e Corolla Cross), mas com tecnologia importada do Japão.

Julho foi o melhor mês de vendas este ano

Como já se esperava, julho refletiu as vendas efetuadas em junho, mas que não houve tempo de completar o emplacamento. Foi um reflexo direto do programa de descontos patrocinados pelo Governo Federal que se esgotaram em apenas um mês.

A comercialização de veículos leves e pesados em julho, segundo os números da Fenabrave, atingiu o volume de 225.603 unidades e o total acumulado em 2023, 1.223.885 unidades. O crescimento em relação a 2022 foi de 19,04% e 11,28%, respetivamente.

O presidente da entidade, José Andreta Jr., ainda não revisou a previsão de empate com o ano passado em termos de vendas. Mas continua a trabalhar em um plano mais sustentável que independa de picos de comercialização que durem pouco tempo. Para ele é necessário mecanismos de crédito que permitam ao consumidor readquirir poder de compra.

“Estamos finalizando esse estudo e esperamos apresentá-lo ao Governo em breve”, concluiu Andreta Jr.

Seres, nova marca chinesa, estreia com produtos elétricos

O mercado de modelos elétricos no Brasil ainda não chegou a 1% no Brasil, porém concorrentes não faltam. Uma das explicações tem a ver com a isenção do pesado imposto de importação de 35%, além de outros incentivos em nível estadual e estadual e até municipal, caso da isenção do rodízio em São Paulo (SP).

Mais recentemente graças à valorização de 10% do real frente ao dólar os preços também caíram. Isso explica, em parte, a onda atual de descontos nos importados e ofertas de lançamento atraentes.

Fato é que a Seres, a marca mais jovem no mercado que foi fundada nos EUA em 2016 e depois se mudou para a China onde se aliou com a gigante de telecomunicações Huawei, desembarca aqui com produtos modernos e em parceria com dois grupos nacionais Bel Energy (São Paulo) e Holding M2 (Brasília). O primeiro produto é o SUV Seres 3, de porte do Compass e Corolla Cross.

Com desenho atual, porém de estilo mais comportado, tem motor de 120 kW (163 cv) e 300 Nm (30,6 kgf.m). A tração é traseira, o que pode agradar em termos de dirigibilidade (ainda não foi possível a avaliação dinâmica), mas o porta-malas se limita a apenas 318 litros. Acabamento é bom, porém só aceita conexão com Apple CarPlay. Recursos de segurança são os de praxe.

A comercialização será feita sem concessionárias e oficinas independentes nomeadas cuidarão da manutenção. Os representantes de venda vão criar salões de exposição em locais estratégicos. O preço definitivo é de R$ 240.000. A linha será rapidamente ampliada com outro elétrico, o Seres 5, e os híbridos M5 EVR e M7 EVR, além do híbrido plugável E5.

Coluna Fernando Calmon – Ofensiva da Stellantis inclui três híbridos flex e um elétrico Read More »

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