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Campinas amplia luta contra o analfabetismo no Fevereiro Violeta

A Prefeitura de Campinas lançou na tarde desta segunda-feira, 9 de fevereiro, a 13ª edição da campanha “Fevereiro Violeta” para intensificar a luta contra o analfabetismo. A cerimônia foi realizada na sede da regional sudoeste da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), localizada no bairro DIC 4, distrito do Ouro Verde.

Neste ano, o tema da campanha é: “Os exercícios da cidadania e os desafios da superação do analfabetismo de Campinas na Educação de Jovens e Adultos”. A abertura teve peça teatral para retratar a importância da educação no combate à invisibilidade social e apresentação musical.

“A alfabetização significa garantir dignidade, prosperidade e inclusão no trabalho. Muita gente que não teve no passado a oportunidade de aprender a ler e a escrever sente vergonha. Precisou trabalhar, cuidar da casa e isso não pode ser motivo de vergonha. Quem conhece alguém assim precisa conversar e incentivar esta pessoa a procurar pela Fumec para ingressar na educação de jovens e adultos [EJA]”, ressaltou o prefeito Dário Saadi.

Como será a campanha?

A mobilização deste ano terá divulgação nos meios de comunicação tradicionais e nas redes sociais. Além disso, haverá carros de som circulando por todas as regiões do município para incentivar a volta às salas de aula durante 18 ações por semana.

Também estão previstas a distribuição de mais de 2 mil panfletos e a fixação de pelo menos 700 cartazes em ônibus municipais e em estabelecimentos comerciais da cidade.

Cerca de 1,6% da população campineira com mais de 16 anos é analfabeta, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual equivale a 14 mil pessoas e os dados deste levantamento foram coletados em dezembro de 2025.

2022 – IBGE (pesquisa)
Campinas – 22.881 pessoas não alfabetizadas (2,41% da população à época)
2025 – TSE (autodeclaração)
Campinas – 14.015 pessoas não alfabetizadas (1,64% da população total)

A secretária de Educação de Campinas e presidente da Fumec, Patrícia Adolf Lutz, explicou que as medidas reforçam as “buscas ativas” realizadas pela Prefeitura para tentar identificar possíveis candidatos às turmas da educação de jovens e adultos. ​​​​​​

“É muito importante lembrar que os interessados podem se matricular nos anos iniciais da EJA durante o ano todo. É gratuito e são necessários apenas o documento de identidade e o comprovante de residência para realização de cadastro”, afirmou a secretária. Na campanha do ano passado foram mais de 200 abordagens que resultaram em 112 novas matrículas na EJA No período da ação.

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Escolas da Rede Municipal de Campinas não terão aulas nesta quarta-feira

Os 68 mil alunos das escolas municipais de Campinas não funcionarão nesta quarta-feira (15), em razão do feriado escolar municipal em comemoração ao Dia do Professor. A suspensão das aulas vale para todas as unidades da rede, incluindo Educação Infantil (creche e pré-escola), Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As unidades do Ceprocamp (Centro de Educação Profissional de Campinas), mantidas pela Fumec (Fundação Municipal para Educação Comunitária), seguem o mesmo calendário escolar. Assim, os alunos dos cursos técnicos e profissionalizantes também não terão aulas neste feriado.

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Curso Básico de Manicure e Pedicure grátis está com as inscrições abertas

O Ceprocamp –  Centro de Educação Profissional de Campinas, do Jardim Campo Belo, está com inscrições abertas para o Curso Básico de Manicure e Pedicure. O curso, gratuito, está disponível para o público geral, com idade mínima de 15 anos, e as vagas são preenchidas por ordem de chegada.

Para se inscrever, é preciso comparecer pessoalmente na rua Ademir Cubero Ruano, s/n, Jardim Campo Belo, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h e levar a documentação.

As aulas serão de 31 de março a 11 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h40. O curso tem como objetivo ensinar conceitos fundamentais para quem deseja atuar como manicure ou pedicure,  incluindo conteúdos teóricos de planejamento financeiro e empreendedorismo.

Os alunos recebem kits com alicate de cutícula, espátula inox, palito inox, alicate de unha, palito de madeira, lixa de unha, caixa para manicure, 10 esmaltes, bloco polidor, lixa de pés, base para unhas, removedor de esmalte, algodão, toalha descartável e amolecedor de cutícula, para usar durante as atividades práticas

Mais informações: www.fumec.sp.gov.br

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Carreta da Fumec está no Oziel e as inscrições estão abertas

Jovens, adultos e idosos têm uma oportunidades de concluirem os estudos. A carreta da Fumec – Fundação Municipal para Educação Comunitária está no Parque Oziel com as inscrições abertas. São 36 vagas disponíveis com previsão de início das aulas na primeira quinzena de abril.

A carreta da Fumec no Parque Oziel é uma parceria entre a Prefeitura de Campinas e a Associação Douglas Andreani, que cede o espaço para a instalação do compartimento. A sala de aula móvel consiste num espaço projetado para o conforto e aprendizado, equipada com ar-condicionado e notebook para uso dos estudantes. Com 18 carteiras, cada uma acomodando dois estudantes, o local é totalmente acessível para pessoas com deficiência, incluindo acesso por elevador.

As aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 19h às 21h30, na carreta da Fumec, localizada na rua Wadhi Abdalla Gnatos, n° 7, Jardim Monte Cristo, região do Parque Oziel.

A inscrição deve ser feita pelo Whatsapp (19) 99658-0691 ou direto no telefone da Fumec (19) 3273-1000. Para se matricular, os interessados devem apresentar comprovante de identidade e comprovante de endereço. Os candidatos passarão por uma entrevista e avaliação diagnóstica, garantindo que sejam matriculados na fase e ciclo adequados para seu aprendizado.

A Fumec oferece gratuitamente a todos os estudantes material escolar completo, kit de livros de alfabetização, uniforme, alimentação, passe escolar e óculos para aqueles com dificuldades ou deficiência visual.

 

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Fevereiro Violeta reforça combate ao analfabetismo em Campinas

A 12° edição da campanha “Fevereiro Violeta: pela superação do analfabetismo de Campinas” teve início nesta segunda-feira (10). O evento de abertura foi realizado na unidade descentralizada da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), no distrito do Campo Grande. Neste ano, o tema da campanha é: “As boas práticas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os desafios da superação do analfabetismo de Campinas”.

O propósito do Fevereiro Violeta é promover cidadania incentivando jovens, adultos e idosos que não conseguiram estudar a retomar os estudos, além de conscientizar a população da importância da alfabetização. A campanha segue até o dia 10 de março com a divulgação e busca estratégica de possíveis alunos.

“Nós somos uma cidade reconhecida pela inovação, tecnologia e grandes universidades, mas ainda temos milhares de pessoas que não são alfabetizadas. Então o Fevereiro Violeta é fundamental para conscientizar e trazer essas pessoas para o nosso programa”, explicou o prefeito de Campinas, Dário Saadi.

 

Educação

Rosa Cavallari, aluna do EJA, conta a transformação que houve em sua vida após iniciar os estudos aos 66 anos. “Eu nunca estudei, não sabia nada. Hoje já consigo entender e escrever algumas coisas, dá para perceber a diferença. Minha vida mudou para melhor, tanto que quero continuar e vou até onde puder ir”, diz.

Já Maurício Bezerra destaca a emoção de conseguir escrever seu próprio nome. “Eu estudei muito pouco porque trabalhava na roça. Estou no terceiro ano e quando consegui escrever meu nome e ler outras coisas eu percebi a importância disso aqui, é como se eu não enxergasse o que estava na minha frente”.

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Alfabetização para jovens, adultos e idosos no Fumec tem mais de mil alunos

Para o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) ensinar  a ler e escrever não tem idade. Essa é uma missão do programa: oferecer educação para jovens, adultos e idosos em Campinas, com uma abordagem comunitária e inclusiva. Em julho deste ano, o programa da Fumec –  Fundação Municipal para Educação Comunitária formou 138 estudantes e atualmente 1.091 estão matriculados.

“Trabalhar no EJA Anos Iniciais é muito gratificante. Ver a satisfação e a alegria de pessoas que não tiveram a oportunidade de acessar a escola na idade certa, por vários motivos, mas que tiveram a coragem de buscar o sonho de se alfabetizar, é muito especial”, conta Edicelmo Valdeci Costa, gerente dos Programas de EJA da Fumec.

Por meio do EJA, a Fumec oferece programas de alfabetização e educação profissional, possibilitando que jovens e adultos retornem aos estudos, aprimorem suas habilidades e alcancem seus objetivos.

Programa formou 138 pessoas em julho deste ano

Além das aulas, o programa inclui outras atividades e iniciativas para apoiar os alunos. A instituição realiza estudos de revisão e atualizações periódicas para aprimorar práticas de inclusão e acessibilidade, atendendo melhor aos alunos com deficiência.

A Fumec também busca melhorar os processos de aprendizagem com a implementação de jogos educativos, uma abordagem que facilita o desenvolvimento de habilidades cognitivas, socioemocionais e de raciocínio lógico.

Os alunos formados em julho de 2024 receberam Chromebooks para continuar seus estudos de forma autônoma, incentivando a continuidade da aprendizagem mesmo após a conclusão do curso. O programa ainda oferece transporte fretado para atividades extracurriculares.

Com iniciativas como essas, a instituição assegura que os estudantes aproveitem ao máximo as atividades oferecidas. Saber ler e escrever é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional, acessando informações e oportunidades, além de ser essencial para a inclusão e o empoderamento, melhorando a qualidade de vida.

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Ceprocamp tem cursos para quem procura recolocação profissional

Para quem está procurando uma recolocação profissional, o Ceprocamp – Centro de Educação Profissional de Campinas, vinculado à Fumec – Fundação Municipal para a Educação Comunitária, oferece várias opções de cursos para qualificação profissional.

As próximas turmas para cursos de qualificação profissional, começam a partir de 22 de abril e dispõem de mais de 400 vagas. Para se candidatar ao curso, não é necessária inscrição prévia. As vagas são preenchidas por ordem de chegada.

Os interessados devem se dirigir às unidades do Ceprocamp, localizadas no Centro, José Alves (Satélite Íris), Campo Grande, Ouro Verde, Campo Belo, Unidade Móvel Padre Anchieta, Unidade Móvel Jardim Vista Alegre e Unidade Móvel Monte Cristo, além da instituição parceira Vila União (veja abaixo), e fazer a inscrição pessoalmente.

Na matrícula, serão exigidos originais e cópias do RG, CPF, comprovante de endereço, ter idade e os pré-requisitos exigidos para o curso escolhido até a data de início das aulas, possuir e-mail válido, além de 1 foto 3×4. As informações sobre os cursos e seus pré-requisitos estão disponíveis no endereço eletrônico  http://www.fumec.sp.gov.br/ceprocamp.

 

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Programa Dignidade Menstrual chega às escolas municipais

Foi implantado hoje (28) o Programa Dignidade Menstrual pelo prefeito Dário Saadi, na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Alves dos Santos, no Jardim Regina. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, uma a cada quatro meninas faltam à escola quando entram no período menstrual, por não terem condições financeiras para comprar absorvente.

A rede municipal de ensino tem 10,4 mil alunas, entre 10 e 50 anos, matriculadas nas 45 escolas de Ensino Fundamental, Fumec e Ceprocamp. “É inadmissível que alunas não frequentem as escolas porque não tem condições de comprar absorvente. Isso é uma questão de dignidade”, disse o prefeito.

O Programa Dignidade menstrual vai distribuir mensalmente, por meio das escolas, dois pacotes de absorventes (diurno e noturno), por aluna. Todas elas receberão, neste primeiro momento, uma nécessaire com sabonete íntimo, lenço umedecido, além dos absorventes.

“A nossa proposta é estimular a frequência das meninas na escola durante o período menstrual”, afirmou o secretário Municipal de Educação, José Tadeu Jorge.

Ana Beatriz dos Santos Pereira disse que vê a escola como um ponto de apoio nesta questão. “Acontece de a menina não ter dinheiro, de os pais não terem recebido ainda para comprar o absorvente, elas podem vir com segurança para a escola, sem medo, porque mesmo que elas não tenham, a escola vai ajudar”, contou a aluna do 8ª ano.

Brenda Vitória Silva, estudante do 7ª ano, ressalta que o mesmo dinheiro que falta para a compra de um absorvente, a família pode não ter para comprar um alimento. “Muitas vezes essas meninas deixam de aprender por conta de algo simples de se resolver, mas para elas não são por causa da condição financeira”, avaliou.

A falta de acesso aos absorventes íntimos e a produtos de higiene pessoal, e o impedimento ao acesso a espaços de convivência, como a escola, foram determinantes para a criação do Programa Dignidade Menstrual. O investimento foi de R$ 1.189.230,00.

“Cada aluna importa para nós e se essa é uma questão que faz com que elas faltem, temos que pensar em soluções que permitam que elas participem de todas as atividades escolares. E o programa vai além. Muitas meninas têm vergonha quando estão no período menstrual, sofrem bullying e temos de tornar isso uma questão pedagógica e de todos”, explicou a coordenadora do Programa Dignidade Menstrual, Mariana Volpato.

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