Fórmula 1

Um brilhante jornalista foi decisivo para inauguração do Autódromo de Goiânia

Se hoje Goiânia pode se orgulhar por ter um autódromo internacional, que é exemplo de segurança e estrutura, muito desse legado se deve a apaixonados e entusiastas que há mais de meio século idealizaram a construção de um espaço dedicado às competições do automobilismo e motociclismo. Um dos principais personagens dessa história é o jornalista Fernando Campos, (diretor da primeira corrida disputada no circuito e  fundador de escola de kart)referência regional e nacional na profissão.

Atualmente, aos 84 anos de idade, ele se orgulha que o projeto que ajudou a acalentar tornou-se uma das principais praças esportivas do Brasil, já recebeu o Mundial de Motovelocidade em três oportunidades (de 1987 a 1989) e completa 50 anos de inauguração neste domingo, 28 de julho, na disputa do GP Chevrolet Stock Car, sexta etapa da temporada 2024.

Nascido em maio de 1940 em Coimbra, Portugal, Fernando Campos veio com sua família para o Brasil em 1953, desembarcando primeiramente em São Paulo, mas oito anos depois veio a mudança em definitivo para Goiânia. Jornalista por influência da mãe, Campos uniu a profissão à paixão e começou a escrever notas e colunas sobre automobilismo no jornal O Popular, convertendo-se rapidamente em importante tribuna e elemento fundamental na popularização do esporte a motor na capital e no estado de Goiás como um todo.

Fundador do programa Rodas&Motores, que está na televisão e no rádio há mais de três décadas, Fernando tem uma história de amor pelo esporte e por Goiânia. Com 54 anos dedicados ao jornalismo, Campos recorda com carinho o período que antecedeu a construção do autódromo no Planalto Central.

“Houve um crescimento decisivo dos esportes a motor regionais. Lembre-se que estávamos em 1974, e um pouco antes disso já havia um automobilismo desenvolvido e bem instituído em Brasília. Embora não tanto como em Brasília, também tínhamos um esporte a motor bom naquela época, não apenas no automobilismo, mas também no motociclismo: éramos muito fortes na preparação e nas corridas de lambretas. Então, com o esporte em franco desenvolvimento no Centro-Oeste e estando a 200 km de Brasília, faria todo o sentido ter um autódromo em Goiânia”, explica.

O jornalista destaca outro fator importante para incentivar Goiânia a ter um autódromo. “Sem dúvida, foram os títulos de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1, em 1972 e 1974. Todos queriam ser Emerson Fittipaldi. Foi a mola propulsora que fez multiplicar o desejo das cidades em ter autódromos. E foi por conta disso que ele foi convidado para inaugurar a pedra fundamental do Autódromo de Goiânia, no início de 1972.”

Até antes da existência do autódromo goiano, as corridas na cidade aconteciam nas ruas, sobretudo em razão do aniversário da capital, em 24 de outubro, nas mais variedades modalidades, muito além dos karts e dos carros habituais. “Tinha corrida de tudo: até de triciclos, lambretas, motocicletas…”, relembra Campos. “E o interesse por um autódromo foi crescendo”.

Fernando Campos fala com reverência de alguém que considera fundamental para que o Autódromo de Goiânia saísse do papel para virar realidade. “Tudo aconteceu depois que o Leonino Caiado foi nomeado governador. Goiânia era uma cidade muito jovem e, naquele período, quase não havia diversão para a população. Leonino entendeu isso e resolveu construir três insumos esportivos: o Estádio Serra Dourada, o Ginásio Rio Vermelho — hoje centro de excelência dos esportes aqui em Goiás — e o Autódromo de Goiânia”, destaca.

Fernando se orgulha de também ter contribuído de forma importante para a concretização do sonho de muitos goianos. “A minha maior participação em meio a tudo isso foi justamente pelo meu jornalismo. Nunca deixei de fazer jornalismo. Em 2023, completei 54 anos de carreira, e isso significa alguma coisa, claro.  Tenho o orgulho de ajudar a tornar o automobilismo e o esporte a motor, de forma geral, mais popular graças ao jornalismo”, comenta.

Muito além do trabalho nas redações e nas pistas do Brasil, Fernando Campos se envolveu diretamente com o universo das competições. Com o aprendizado adquirido nas suas idas a Interlagos, fundou a primeira equipe de cronometragem de Goiânia e criou, ao lado do também jornalista e advogado Luiz Fernando Rocha Lima — presidente da Federação Goiana de Automobilismo à época — uma escola de kart. “Essa escola formou centenas de pilotos”, relembra Campos.

50 anos de história

Uma trajetória tão rica e importante como a do hoje batizado como Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna traz muitos momentos marcantes e inesquecíveis. Alguns deles foram considerados decisivos por Fernando Campos:

O começo de tudo

“Tenho de valorizar a própria inauguração do autódromo. O Luiz Fernando Rocha Lima defendia que a ocasião deveria ser um grande festival de corridas. E foi maravilhoso, lindo, com mais de 60 mil pessoas. A primeira corrida, as 12 Horas de Goiânia, teve a mim como diretor de prova, nomeado pelo L.uiz Fernando a apenas cinco dias da prova. Encarei de frente”.

Superação da crise

“Aquelas 12 Horas de Goiânia correram o risco de não acontecer por conta da crise do petróleo. Goiânia foi palco de todas as discussões a respeito do que seria o esporte a motor brasileiro em razão dos efeitos daquela situação. Acredito que todos os pilotos se recordam do drama que foi, do risco de estar tudo pronto para correr e não ter a largada. Foi dramático e, de certa forma, inesquecível. Mas largamos e seguimos adiante”.

“Explosão de liberdade” com Mundial

“Foi a primeira vez que percebemos o que é um evento tão grande como foi com o Mundial de Motociclismo, com as três categorias na pista. A população recebeu muito bem o evento e abraçou o Mundial. A Praça Tamandaré, que já era um ponto de reunião da moçada, virou um frenesi. Todo mundo foi lá para andar de motocicleta. Foi uma explosão de alegria e de liberdade em uma cidade realmente jovem”.

Renovar é preciso

“Na década de 2010, o governo da época percebeu a necessidade de modernizar e atualizar as estruturas do autódromo. Se essa reforma não tivesse acontecido, não haveria o padrão de qualidade em todos os níveis, tanto esportivo como o promocional. O esporte a motor mudou muito desde a inauguração do autódromo. E a Vicar se posicionou e alertou que, se os autódromos não se atualizassem, não receberiam mais corridas. O governo se mexeu e investiu muito para mudar a estrutura do autódromo, construir novos boxes, uma nova entrada para os boxes, bases importantes de cronometragem, restaurante e uma sala de imprensa grande, muito melhor, com toda a estrutura necessária. E tive a honra de ser homenageado e ter meu nome designado para batizar a sala de imprensa do autódromo. Sem essa tão importante reforma, não estaríamos falando do nosso autódromo como ele é hoje”.

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Campinas já teve um papel muito importante no automobilismo nacional

Mesmo sem nunca ter abrigado um autódromo, Campinas sempre teve um papel muito importante no automobilismo nacional. No início do século passado, em vários pontos da cidade, eram disputadas provas que contavam com pilotos muito importantes daqueles tempos. Aliás, a cidade era tão representativa no cenário automotivo, que foi aqui que o tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva, teve a primeira vitória na sua carreira.

No kartódromo do Taquaral, que criminosamente foi destruído pela administração municipal e que marcou o início da carreira de muitos pilotos, aos 9 anos, Ayrton conquistou sua primeira vitória no kart. Aqui também surgiram grandes pilotos: Antonio Jorge Neto, o Netinho, foi vitorioso em duas e quatro rodas. Nas quatro rodas também surgiram várias estrelas, como a família Negrão (Xandy, Guto e Xandinho) e Benedicto Moreira Lopes, que tinha o simbólico apelido de “Campineiro Voador”.

Tradicional

No próximo domingo (28), essa longa história da cidade no automobilismo será relembrada mais uma vez. A partir das 9h, será disputada a 8ª Volta do Chapadão, na Torre do Castelo. A corrida reunirá modelos da época pós 1ª guerra mundial e marcará os 89 anos da primeira prova disputada na cidade. Os organizadores, entre eles o apaixonado por automóveis antigos Ronaldo “Topete” Lopes,  também vão homenagear a carreira do campineiro Benedicto Lopes.

 

A prova terá largada na rua João Erbolato, na região da Torre do Castelo, e contará com dez bólidos que simularão uma disputa. Também haverá uma exposição de vários modelos de carros de corrida da época e de modelos antigos de passeio. O evento contará com a taça conquistada por Benedicto Lopes no Circuito do Chapadão de 1937.

História

A “Volta do Chapadão” teve sua primeira edição em 1935, antes mesmo da inauguração do Autódromo José Carlos Pace, Interlagos-SP, que foi em 12 de maio de 1940. A corrida ganhou prestígio internacional, atraindo pilotos da Europa, incluindo Itália e Inglaterra.

A vitória na primeira competição foi do piloto brasileiro Chico Landi. Landi foi o primeiro piloto brasileiro na Fórmula 1 e chegou a pilotar para a equipe de Enzo Ferrari. Em 1936, a corrida não ocorreu e em 1937, Benedicto Lopes sagrou-se campeão, ganhando o apelido de “Campineiro Voador”.

Nascido em Campinas, em 11 de novembro de 1904, Benedicto Moreira Lopes era filho de um maestro e uma dona de casa. Desenvolveu seu talento em mecânica e restauração de automóveis, iniciando sua carreira no automobilismo em 1934, no 2º Grande Prêmio do Rio de Janeiro, na Gávea.

Em 1935, Lopes adaptou um Ford V8 para corridas, participando do 3º GP do Rio e da 1ª Volta do Chapadão, em Campinas. Sua consagração veio em 1937, quando, pilotando um Alfa Romeo, venceu o GP de São Paulo e a 2ª Volta do Chapadão e participou de duas provas em Portugal. Sua última prova foi em 1954 quando saiu vitorioso no “3º Circuito do Maracanã”, no Rio de Janeiro.

O piloto faleceu em 8 de agosto de 1989. Atualmente, lei municipal define o último domingo de julho como o “Dia do Antigomobilista Benedicto Lopes”. Mais uma curiosidade, a palavra antigomobilismo, que hoje está oficialmente nos dicionários brasileiros, é de autoria do colecionador, advogado e jornalista automotivo José Roberto Nasser.

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Max Verstappen não vai sair da Red Bull no ano que vem

Líder do campeonato de Fórmula 1 e tricampeão mundial Max Verstappen, afirmou em entrevista na Áustria, que vai continuar na Red Bull em 2025.
A equipe Mercedes fez várias tentativas de o contratar para substituir o Lewis Hamilton, que vai para a Ferrari.

Durante a coletiva, o piloto holandês cansou de responder as mesmas perguntas e questionou os jornalistas. “Vocês não entenderam minha resposta antes?”, respondeu ele. “OK. Sim”.

E confirmou que já está até desenvolvendo o carro do próximo ano. Este final de semana tem o GP da Áustria.

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Livro detalha uma das vitórias mais marcantes de Ayrton Senna

O primeiro livro autoral do jornalista Luiz Alberto Pandini, que cobriu centenas de Grandes Prêmios de Fórmula 1, conta uma das vitórias mais marcantes de Ayrton Senna. Em 20 capítulos do livro “A obra-prima de Senna e outras histórias de um repórter nas pistas”, Pandini conta histórias diversas acumuladas ao longo de 35 anos de carreira, boa parte deles atuando diretamente no segmento de esportes a motor.

O título do livro é inspirado no do capítulo de abertura, no qual o jornalista descreve com detalhes o Grande Prêmio da Europa de Fórmula 1 de 1993 e os bastidores da cobertura jornalística – sua primeira em solo europeu. Essa corrida ficou famosa pela inconstância das condições climáticas e pelas quatro ultrapassagens feitas por Ayrton Senna na primeira volta.

A vitória nessa corrida é considerada por muitos como a mais brilhante do piloto brasileiro. Outras histórias de Senna naquele ano de 1993 são rememoradas nos capítulos finais do livro e revelam bastidores de sua transferência para a Williams, equipe pela qual o brasileiro fez suas últimas corridas em 1994.

Personagens como os Fittipaldi (Emerson, Wilsinho e Christian), Nelson Piquet e Jackie Stewart aparecem com outros menos conhecidos como Bernardo Souza Dantas (o primeiro brasileiro a correr nas 24 Horas de Le Mans, em 1935) e Luiz Celso Giannini (um dos pioneiros brasileiros no Mundial de Motovelocidade). Os relatos se passam em redações e autódromos da América do Sul, Europa e América do Norte.

Nascido em Santos em 1968, Pandini cobriu corridas no Brasil e no exterior como repórter de jornais (Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo) e de revistas como Grid, Quatro Rodas, Auto Esporte e Carro. Atualmente, atende marcas de automóveis e outras empresas por meio de sua agência, a LetraNova Comunicação.

“A obra-prima de Senna e outras histórias de um repórter nas pistas” traz décadas de relatos saborosos acumulados numa carreira jornalística construída entre personagens que povoaram a imaginação do autor desde que ele era moleque em Santos, no litoral de São Paulo. E um dia o moleque se encontrou de verdade com aquele mundo que só conhecia das páginas de jornais e revistas”. – Do prefácio de Flavio Gomes.

Para comprar: acesse www.gullivereditora.com.br. Preço: R$ 69,90 – mais frete.

 

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Ducati faz mais uma homenagem ao piloto Ayrton Senna

A Ducati fez uma homenagem ao piloto brasileiro Ayrton Senna e lançou uma edição limitada da Monster 900. Serão apenas 341 unidades. A quantidade tem uma razão muito especial: são os 3 títulos e as 41 vitórias.

A motocicleta foi pintada com cores do capacete do piloto, que foi desenvolvido por Sid Mosca. A Monster especial vem com motor bicilíndrico, que desenvolve 111 cavalos de potência máxima. O chassi, que teve como base as Ducatis que disputam o mundial de Superbike, tem suspensão Öhlins, ajustável, rodas forjadas e freios BremboStylema. A Senna pesa apenas 175 quilos, 4 a menos que a Monster de produção normal.

Paixão

Ayrton Senna era um aficionado pela marca italiana e já teve outras motocicletas da marca italiana com seu nome. Em Mônaco, onde morava, o piloto brasileiro se deslocava numa das primeiras Monster 900 produzidas pela Ducati.

Na apresentação da nova Ducati Monster Senna, no autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, estavam presentes Claudio Domenicali, CEO da Ducati, a sobrinha Bianca Senna, CEO da Senna Brands e Stefano Domenicali, chefão da Fórmula 1.

Parceria

A Ducati e Ayrton Senna sempre tiveram uma boa parceria.  Em1990, quando Claudio Castiglioni, presidente na época da Ducati e fã de Ayrton presenteou o piloto com uma 851 SP.

Desde então, os dois desenvolveram uma parceria que resultou na esportiva 916 Senna. Muito veloz, a 916 Senna tinha as cores sugeridas pelo brasileiro. Foram apenas 300 unidades produzidas em 1994. Depois mais dois lotes do modelo, em 1997 e 1998, estas com as cores escolhidas por Leonardo Senna.
Em 2014 saiu a superesportiva Panigale 1199 Senna, limitada em 161 unidades, que foi a quantidade de GPs disputados por Ayrton Senna na sua carreira. Todas vieram para o Brasil.

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Em Mônaco, Mercedes apresenta o superesportivo AMG PureSpeed

Para marcar o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 no próximo final de semana, a Mercedes Benz apresentou um superesportivo conceito: o Mercedes-AMG PureSpeed. O modelo mostra uma futura tendência dos esportivos da marca e  pode entrar em produção em curto prazo.

O design radical do PureSpeed de dois lugares, sem teto ou para-brisa, é uma homenagem ao automobilismo de competição. O modelo também é uma prévia da futura série limitada “Mercedes-Benz Mythos”.

A estreia mundial contou com os pilotos da equipe Mercedes-AMG F1, Lewis Hamilton e George Russell.

O Conceito Mercedes-AMG PureSpeed celebra a tradição da Mercedes-Benz com um design de carro de corrida puro, materiais inovadores e tecnologia de ponta. A série limitada de 250 unidades estará disponível apenas para os maiores colecionadores da Mercedes-Benz. Inspirado em veículos lendários, a combinação de estética de competição inigualável e desempenho altamente dinâmico faz do Conceito Mercedes-AMG PureSpeed uma máquina de condução única para conhecedores.


Sistema HALO

Um destaque é o sistema HALO, que substitui a coluna A convencional. Este elemento é uma derivação direta da principal categoria do automobilismo desde 2018. Ele protege a cabeça do piloto em caso de acidente.

Assim como na F1, o sistema de segurança no Conceito Mercedes-AMG PureSpeed consiste em um suporte que está conectado à carroceria do veículo e este componente, aerodinamicamente otimizado, tem como função proteger os ocupantes. Estão incluídos dois capacetes especialmente projetados e fabricados para o modelo. O interior traz um conceito único de cores e equipamentos, assim como o relógio cronógrafo no console central.

Design inspirado AMG ONE

O conceito Mercedes-AMG PureSpeed é uma automóvel de alta performance com uma silhueta extremamente baixa. Muitos recursos de design foram inspirados no hipercarro Mercedes-AMG ONE – partes visíveis de fibra de carbono na seção inferior fornecem um forte contraste com as formas marcantes e arredondadas da parte superior do veículo.

O design das rodas é caracterizado pelo revestimento exclusivo de fibra de carbono nas coberturas das rodas dianteiras e traseiras. As coberturas das rodas traseiras são completamente fechadas para melhorar a aerodinâmica. Já as coberturas das rodas dianteiras são abertas para otimizar o fluxo de ar na parte frontal para resfriamento dos freios e gerar mais downforce.O capô longo e a parte frontal muito baixa com um “nariz de tubarão” são típicos de um modelo super esportivo. O design frontal é semelhante ao do Mercedes-AMG ONE com uma ampla entrada de ar inferior com a inscrição AMG e uma estrela da Mercedes escurecida e cromada.

Adicionado a isso está o capô esportivo e aerodinamicamente otimizado com uma saída de ar adicional. Pequenos defletores transparentes na frente e nas laterais direcionam o vento sobre o cockpit. O trabalho de precisão da equipe de design também pode ser visto no painel lateral com flaps aerodinâmicos.

Modelos lendários

Muitos outros detalhes de design também prestam homenagem ao automobilismo de competição. Os dois suportes traseiros atrás dos assentos lembram carros de corrida lendários como o 300 SLR, no qual Sir Stirling Moss e Denis Jenkinson venceram a Mille Miglia de 1955 na Itália – com uma velocidade média recorde de incríveis 157 km/h em estradas públicas.

A pintura vibrante– em um gradiente de cor do vermelho Le Mans ao cinza grafite com um padrão preto AMG – é uma referência ao esquema de cores do modelo vitorioso da marca na corrida Targa Florio de 1924 na Sicília. Ele foi pintado de vermelho, cor tipicamente dos veículos italianos. Carros de corrida alemães eram tradicionalmente pintados de branco na época. A pintura vermelha tinha o objetivo de impedir que os fãs locais atrapalhassem o progresso do carro na corrida.

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A estratégia funcionou e após 6:32:37.4 horas e uma distância de corrida de 432 quilômetros, o vitorioso Mercedes-Benz de 2 litros com o número 10 cruzou a linha de chegada em primeiro lugar com Christian Werner ao volante. O número 10 também pode ser encontrado nas asas dianteiras e se refere à vitória na Targa Florio há 100 anos atrás.

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Nico Hülkenberg é contratado pela equipe Audi de F1

Depois de muitos anos a Audi retorna em 2026 á Fórmula 1. Para isso a marca alemã adquiriu a tradicional equipe de Peter Sauber e anunciou o seu primeiro piloto: Nico Hülkenberg. Ele já vai pilotar a Sauber/Audi em 2025 e acompanhará a transformação para a equipe de fábrica, conforme anunciou hoje a empresa suíça. Segundo se comenta no paddock da Fórmula 1, o outro piloto será Carlos Sainz, dispensado da Ferrari.

 

Hülkenberg é um piloto rápido e experiente, com mais de 200 corridas na categoria.

“A contratação de Nico é o próximo marco para o projeto de Fórmula 1 da Audi. Com sua velocidade, experiência e trabalho em equipe dedicado, ele dará uma contribuição importante para a entrada da Audi em 2026 já a partir do próximo ano”, disse Andreas Seidl, CEO da futura equipe de fábrica da Audi F1. “Desde o início houve grande interesse em abordarmos juntos um projeto desta singularidade. Nico é uma personalidade forte, a sua determinação e desejo a nível profissional e pessoal irão ajudar-nos a progredir tanto no desenvolvimento do carro como na construção da equipe”.

Nico Hülkenberg

Para o piloto alemão “a perspectiva de competir pela Audi é algo muito especial. Quando um fabricante alemão entra na Fórmula 1 com tanta determinação, é uma oportunidade única. Representar a equipa de fábrica de uma marca de automóveis com um motor fabricado na Alemanha é uma grande honra para mim”.

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Wilsinho e De Ferran são homenageados pelos pilotos da Stock Car

O domingo (03/03) que marcou a 80ª corrida da história da Stock Car Pro Series em Goiânia (GO) foi de emoção e muitas merecidas homenagens a duas lendas do esporte a motor brasileiro: Wilson Fittipaldi Júnior e Gil de Ferran, que nos deixaram há pouco tempo. Antes da largada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, ambos foram lembrados com um minuto de silêncio e uma longa salva de aplausos, em reconhecimento ao legado de ambos no automobilismo.

Muito emocionado e em lágrimas, Christian Fittipaldi — filho de Wilsinho — trouxe o histórico capacete da primeira corrida do pai na Fórmula 1, enquanto Rubens Barrichello correu em Goiânia com o design de capacete que foi uma das muitas marcas deixadas pelo igualmente inesquecível Gil, que deixou muitos amigos no grid da Stock Car.

Wilsinho entrou para a eternidade do esporte a motor por muitos feitos, como o de ter sido o empreendedor responsável por construir a primeira e única equipe brasileira do Mundial de Fórmula 1, a Copersucar Fittipaldi. Gil de Ferran também elevou o Brasil com seus feitos nas pistas ao redor do mundo, sobretudo dos Estados Unidos, onde se consagrou como bicampeão da Fórmula Indy (2000 e 2001) e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, em 2003. Sua última função foi como consultor da McLaren na Fórmula 1.

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Morre aos 80 anos o ex-piloto de F1 Wilson Fittipaldi Jr.

Morreu hoje pela manhã, aos 80 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 Wilson Fittipaldi Jr.. Internado desde o dia 25 de dezembro no Hospital Prevent Sênior, em São Paulo, faleceu por múltipla falência dos órgãos.

Wilsinho ou Tigrão, como era conhecido, se engasgou no almoço quando comemorava o seu aniversário no dia de Natal.
Após vários procedimentos médicos e uma parada cardíaca, Wilsinho ficou vários dias na UTI.

O ex-piloto era irmão mais velho do bicampeão mundial de F1, Emerson Fittipaldi e pai do também piloto Christian Fittipaldi. Tigrão começou junto com o irmão no automobilismo nacional na década de 60, colecionando várias vitórias.

Chegou á Fórmula 1 em 1972, onde ficou por duas temporadas como piloto, com o melhor resultado GP da Alemanha em 73, onde foi quito colocado. Após o abandono da Formula 1, Wilson montou a injustiçada equipe Fittipaldi F1. Wilson deixa a mulher Rita e dois filhos. (Antônio Fraga/fotos reprodução)

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Capotagem múltipla paralisa corrida da Turismo Nacional em Tarumã

O Autódromo Internacional de Tarumã foi palco de um grande susto no começo da tarde de hoje (27), na abertura da segunda etapa da temporada 2023 da Turismo Nacional.


Na esteira de uma acirrada disputa no complemento da primeira volta da Corrida 1, o gaúcho Thiago Tambasco nº 46 e o paranaense Gui Sirtoli nº 65 levaram a pior, perderam o controle dos carros e acertaram com violência o muro, capotando várias vezes, em uma imagem assustadora.

O resgate chegou de imediato ao local do acidente. Sirtoli foi o primeiro a sair do carro e escapou ileso, sem qualquer ferimento. Pouco depois, Tambasco também deixou seu Onix, com a ajuda da equipe de resgate, e foi encaminhado para o centro médico do Autódromo de Tarumã.

Após os primeiros exames, a equipe chefiada pelo doutor Leandro Schimmelpfeng detectou fratura em um dos dedos da mão esquerda, além de possível fratura na mão direita, que apresentava luxação.

O piloto foi encaminhado na sequência para o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, para exames mais detalhados.

Pancada

“Foi um acidente de corrida, sem culpa de ninguém. Estamos sujeitos a isso, mas felizmente estamos bem e vivos. Nunca tinha visto cinco carros lado a lado, ainda mais em uma pista como Tarumã.

Pela imagem, você pode ver que os três carros colam um no outro, todo mundo estava muito rápido, e o piloto não consegue mais ter ação, e os veículos tomam uma direção aleatória. Mas isso prova também o quão seguros são os carros da Turismo Nacional.

Saímos tontos das capotadas, o Tambasco sofreu ferimentos nas mãos, mas, pela gravidade do acidente, poderia ter sido muito pior”, disse Gui Sirtoli.

Disputas

Juninho Berlanda ratificou a condição de líder do campeonato na classe “A” após vencer as quatro corridas deste sábado, ampliando a contagem na temporada para nove triunfos.

O catarinense levou seu Toyota Yaris ao topo em duas provas com a pista úmida e outras duas com ventos fortes e asfalto bem mais molhado. As vitórias na “B” foram compartilhadas entre Augusto Freitas e o estreante Fernando Trennepohl.

Com a retomada da corrida 1 após a bandeira vermelha, o grande destaque foi o duelo espetacular envolvendo Berlanda e Fabrício Lançoni, que conseguiu cruzar a linha de chegada na frente, mas a direção de prova o puniu em 5s no tempo total de corrida por conta da manobra de defesa de posição nas voltas finais.

A vitória ficou com Berlanda, enquanto Fabrício foi alçado de volta à segunda posição devido à desclassificação de Ernani Kuhn, punido pelo acidente que causou as capotagens de Sirtoli e Tambasco.

Augusto Freitas foi o terceiro no geral e melhor colocado na B, enquanto Ewerson Dias levou na Sênior. Berlanda dominou a segunda prova da etapa e liderou de ponta a ponta para vencer a segunda no fim de semana.

Fabrício Lançoni segurou o segundo lugar quase até o término da prova, mas um pneu furado acabou com as chances de um pódio. Ernani Kuhn foi o segundo e Arthur Scherer fechou o top-3.

Augusto Freitas triunfou de novo na categoria B e Ewerson Dias cruzou a linha de chegada como o melhor da Sênior.
Enquanto as primeiras provas da etapa tiveram a pista úmida, as corridas 3 e 4 foram de foram com o asfalto bem mais molhado e com muito vento.

Com a ausência do pole Fabiano Cardoso, Berlanda manteve a dianteira desde o princípio e abriu caminho para vencer mais uma no campeonato.

Fernando Trennepohl segurou a segunda posição e marcou, logo na etapa de estreia, sua primeira vitória na classe B. As voltas finais foram de um duelo travado por Edu de Paula e Ernani Kuhn.

Ao fim de 11 voltas, De Paula superou o adversário por apenas 0s108 para finalizar em terceiro na classificação geral, e o ‘rookie’ Wilson Pinheiro venceu na Sênior.

A última corrida do dia começou com Berlanda e Fernando Trennepohl na frente, sustentando as lideranças das classes A e B, respectivamente. Mas o segundo lugar geral do piloto gaúcho ficou em risco com a aproximação de Ernani Kuhn nas voltas finais.

A batalha entre os dois durou até o término da corrida, quando o mato-grossense conseguiu fazer a ultrapassagem e subiu para segundo, mas sem ter tempo hábil para conseguir destronar Berlanda da ponta.

Trennepohl confirmou mais um triunfo na B e Wilson Pinheiro repetiu o resultado na classe dos pilotos com idade igual ou superior a 54 anos.

Corrida 1 (cinco primeiros):
1º – Juninho Berlanda (A, Toyota Yaris), 12 voltas em 15min52s099
2º – Fabrício Lançoni/Edu de Paula (A, Chevrolet New Onix), a 4s411
3º – Augusto Freitas (B, Chevrolet New Onix), a 6s763
4º – Arthur Scherer (A, Fiat Argo), a 7s338
5º – Cesar Labrea/Faruk Araújo (A, Chevrolet New Onix), a 9s647
Vencedor na Sênior: 10º – Ewerson Dias (B, Chevrolet New Onix), a 20s566

Corrida 2 (cinco primeiros):
1º – Juninho Berlanda (A, Toyota Yaris), 13 voltas em 17min10s084
2º – Ernani Kuhn (A, Chevrolet New Onix), a 6s906
3º – Arthur Scherer (A, Fiat Argo), a 12s205
4º – Augusto Freitas (B, Chevrolet New Onix), a 12s550
5º – Cesar Labrea/Faruk Araújo (A, Chevrolet New Onix), a 13s740
Vencedor na Sênior: 10º – Ewerson Dias (B, Chevrolet New Onix), a 27s646

Corrida 3 (cinco primeiros):
1º – Juninho Berlanda (A, Toyota Yaris), 11 voltas em 16min38s043
2º – Fernando Trennepohl (B, Chevrolet New Onix), a 6s611
3º – Edu de Paula/Fabrício Lançoni (A, Chevrolet New Onix), a 8s658
4º – Ernani Kuhn (A, Chevrolet New Onix), a 8s766
5º – Augusto Freitas (B, Chevrolet New Onix), a 13s280
Vencedor na Sênior: 10º – Wilson Pinheiro (B, Chevrolet Onix), a 29s251

Corrida 4 (cinco primeiros):
1º – Juninho Berlanda (A, Toyota Yaris), 12 voltas em 16min57s994
2º – Ernani Kuhn (A, Chevrolet New Onix), a 2s269
3º – Fernando Trennepohl (B, Chevrolet New Onix), a 2s809
4º – Pablo Alves (A, Chevrolet New Onix), a 4s489
5º – Edu de Paula/Fabrício Lançoni (A, Chevrolet New Onix), a 11s546

Vencedor na Sênior
: 10º – Wilson Pinheiro (B, Chevrolet Onix), a 22s296

Domingo, 28 de maio
09h20 – Corrida 5 (20 minutos + 1 volta)
10h00 – Visitação aos Boxes
12h20 – Corrida 6 (20 minutos + 1 volta)

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