familiar

Andamos no competente e ecônomico Nissan Kait Sense

Lançado no final do ano passado para substituir o Nissan Kicks Play, o Kait é um SUV com design moderno e bom espaço interno. De resto é a versão anterior, mas agrada bastante. A finalidade era desenvolver um “novo” carro com um custo baixo. E deu certo.

A versão testada é a segunda opção mais barata, a Sense (a mais acessível é a Active, por R$ 117 mil), que mantém o antigo motor 1,6 litro, aspirado de 113 cavalos, torque de 14,9 kgfm (gasolina) e 15,2 kgfm (etanol) e transmissão CVT que simula seis marchas. Para quem não se preocupa com um desempenho mais elevado, o modelo atende maravilhosamente, privilegiando uma condução suave, tranquila e com boa economia.

E isso fica claro no consumo: na estrada, mantendo os 100 quilômetros por hora, o SUV fez médias de 14,9 km/l com gasolina e 9,7 com etanol. Já na cidade, com gasolina, o Kait consumiu 11,6 km/l e 7,9 km/l com etanol. O tanque é de 41 litros, o que permite uma autonomia na estrada de até 560 quilômetros.  Comparado com os concorrentes, o Nissan está entre os melhores do segmento.
Já o desempenho, como já comentamos, é compatível com a proposta. O SUV japonês acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 11,4 segundos e atinge a máxima de 175 quilômetros por hora.

Espaçoso

Com 4,30 m de comprimento e 2,62 m de entre-eixos, o Kait proporciona espaço para quatro passageiros até de maior estatura. Os passageiros do banco traseiro não terão dificuldades com o espaço para as pernas, nem vão bater a cabeça no teto.

Os bancos dianteiros são bem confortáveis e contam com a tecnologia Zero Gravity, que reduz o cansaço em viagens longas. No entanto, a versão Sense não tem saída de ar-condicionado ou apoio de braço central no banco traseiro.
Entre os equipamentos, a versão Sense tem painel digital, central multimídia de 8 polegadas, seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, tornando-se uma opção competitiva para quem busca um SUV compacto com bom nível de equipamentos e foco em conforto e praticidade.

O modelo também não conta com o sistema de segurança ADAS, que vem nas versões superiores. Ou seja, o Sense não conta com assistentes inteligentes de condução: saem de cena alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa ativo. É o preço que o consumidor paga pela versão mais barata.

Mesmo assim, o SUV é bem equipado. Ele conta com faróis e lanternas em LED, rodas de liga diamantadas de 17 polegadas, pneus 205/55, chave presencial, partida por botão, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, banco traseiro rebatível e bipartido (60/40), ar-condicionado, 6 airbags e bancos com revestimento em tecido especial.

A tela central tátil é de 8 polegadas e permite integração com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto para espelhamento de aplicativos e navegação.

 

Andamos no competente e ecônomico Nissan Kait Sense Read More »

Juros do cartão de crédito rotativo sobem para 438,4% ao ano

Enquanto algumas taxas de juros médios nas concessões de crédito caem, os juros do rotativo do cartão de crédito subiram 11,5 pontos percentuais para as famílias em setembro, chegando a 438,4% ao ano. Mesmo com a limitação do rotativo em vigor desde o início do ano, os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses.

A medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da concessão do crédito, aplicando-se apenas a novos financiamentos. Nos 12 meses encerrados em setembro, os juros da modalidade caíram 2,7 pontos percentuais. Os dados são das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta quarta-feira (30), em Brasília, pelo Banco Central (BC).

O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar. A modalidade é uma das mais altas do mercado.

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 3,8 pontos percentuais no mês e caíram 8 pontos percentuais em 12 meses, indo para 185,8% ao ano.

Crédito livre

No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,5 ponto percentual em setembro, mas acumula redução de 4,9 pontos percentuais (p.p.) em 12 meses, chegando a 52,4% ao ano. Contribuindo para a queda dos juros médios no acumulado, houve reduções em crédito consignado, aquisição de veículos, desconto de cheques e arrendamento mercantil.

Também compõe essas estatísticas os juros do cheque especial, que subiram 4,2 pontos percentuais no mês e 3,2 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 137,1% ao ano. Desde 2020, a modalidade tem os juros limitados em 8% ao mês (151,82% ao ano), mas o fim da queda da taxa Selic (juros básicos da economia) e o aumento da inadimplência se refletem na alta dos juros médios do cheque especial.

Nas operações com empresas, os juros médios no crédito livre tiveram redução de 0,3 ponto percentual em setembro e de 2,2 pontos percentuais em 12 meses, indo para 20,7% ao ano. Destacaram-se as reduções das taxas de capital de giro com prazo menor a 365 dias (9,1 pontos percentuais) e de cartão de crédito rotativo (29 pontos percentuais). Por outro lado, houve alta de 6,5 pontos percentuais no cheque especial no mês de setembro.

Endividamento das famílias

Segundo o Banco Central, a inadimplência – atrasos acima de 90 dias – se mantém estável há bastante tempo, com pequenas oscilações. Ela registrou 3,2% em setembro. Nas operações para pessoas físicas, situa-se em 3,8%, e para pessoas jurídicas em 2,4%.

O endividamento das famílias – relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses – ficou em 47,9% em agosto, aumento de 0,1 ponto percentual no mês e queda de 0,4% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 29,9% no mês passado.

Já o comprometimento da renda – relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período – ficou em 26,8% em agosto, aumento de 0,4 ponto percentual na passagem do mês e redução de 0,4% em 12 meses.

Esses dois últimos indicadores são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

Juros do cartão de crédito rotativo sobem para 438,4% ao ano Read More »

Rolar para cima