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Indústria automotiva aumenta a reciclagem de plásticos reciclados

A indústria automotiva está em constante evolução, e neste processo é importante destacar a atribuição do plástico no projeto e fabricação de automóveis, principalmente quando falamos de plásticos reciclados.

De acordo com o estudo “Monitoramento dos índices de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo no Brasil”, encomendado pelo PICPlast e realizado pela consultoria MaxiQuim, a indústria automobilística consumiu, em 2022 (dados mais recentes), cerca de 65 mil toneladas de resinas plásticas pós-consumo recicladas, um aumento de cerca de 40% em comparação ao ano anterior, que atingiu 47 mil toneladas de plásticos reciclados.

Para Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do PICPlast, o aumento do consumo do material tem impulsionado tendências de redução de peso para eficiência de consumo de combustível. Além das propriedades de alta absorção de impacto dos plásticos que também permitem que os veículos atendam a padrões de segurança mais rígidos.

“A utilização de plásticos na produção de autopeças já representa um grande avanço para o setor em termos de custos. Quando acrescentada a questão da utilização de plásticos reciclados, o valor agregado é ainda mais evidente, considerando a circularidade de produtos no setor automotivo”, explica Simone.

Mudanças positivas

Com objetivo de simplificar processos e diminuir o consumo de energia durante a fabricação, muitas montadoras substituíram o alumínio pelo chamado plástico virgem, resultando em carros mais leves, com menos gasto de combustível e a diminuição das emissões de poluentes, além de proporcionarem características positivas como menor densidade e maior versatilidade no design dos projetos.

De acordo com a MaxiQuim, até 2026 o mercado mundial de plásticos automotivos valerá até US$ 68,6 bilhões. Para efeito de comparação, em 2018 a cifra era de US$ 48,7 bilhões, um avanço de 41% no intervalo de oito anos. Já com relação ao material reciclado utilizado pela indústria, atualmente ele representa 4% a 5%, com previsão de chegar a 10% até 2030.

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Honda completa 1 milhão de automóveis produzidos com energia eólica

A Honda Energy, empresa dedicada à gestão do parque eólico da marca, está completando uma década em operação e um milhão de automóveis produzidos utilizando a energia elétrica gerada pelo parque.

O parque eólico alimenta as fábricas de automóveis no interior de São Paulo, além de atender o escritório administrativo na capital paulista por meio do Sistema Interligado Nacional, uma rede elétrica que possibilita o intercâmbio de energia em todo país.

O empreendimento foi inaugurado em novembro de 2014, na cidade de Xangri-lá, litoral do Rio Grande do Sul. O projeto do parque eólico atende uma demanda da empresa de atingir a neutralidade de carbono em seus produtos e atividades corporativas até 2050.

“Há quase dez anos, a operação da Honda Energy tem obtido bons resultados e é um dos principais ativos de sustentabilidade da marca no Brasil, representando nosso compromisso com a inovação e o cuidado com meio ambiente”, afirma Otavio Mizikami, presidente da Honda Energy e vice-presidente Industrial da Honda Automóveis.

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Complexo industrial da General Motors completa 65 anos

Inaugurado no dia 10 de março de 1959, o complexo industrial da General Motors do Brasil, em São José dos Campos-SP, completa 65 anos. Desde a sua inauguração a unidade fabril já produziu mais de 6 milhões de veículos e 30 milhões de motores e transmissões.

Com 2,7 milhões de m² de área total e 500 mil m² de área construída, o complexo industrial, que já produziu caminhões e a famosa picape Chevrolet 3100 (popular Marta Rocha), hoje fabrica a picape S10 e a Trailblazer.

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Nova fábrica da BYD vai produzir 150 mil carros elétricos por ano

A BYD anunciou hoje o início das obras da primeira fábrica de carros elétricos no Brasil. O complexo fabril será construído onde era a fabrica da Ford, em Camaçari-BA.

“Ao olharmos para o futuro, estamos entusiasmados com as oportunidades que esta nova fábrica irá gerar. Não apenas em termos de emprego, mas também no que diz respeito ao desenvolvimento de novas tecnologias e à contribuição para uma economia mais sustentável”, afirmou Tyler Li, presidente da BYD Brasil.

O início da construção dá continuidade ao processo de instalação do maior polo industrial da BYD fora da China, que conta com o investimento de R$ 3 bilhões. A expectativa é iniciar a produção entre o fim de 2024 e o início de 2025, com capacidade instalada próxima de 150 mil veículos por ano durante a primeira fase de implantação.

A BYD pagou ao Governo da Bahia o valor de R$ 287.816.458,00 pela compra do complexo que possui 4,6 milhões de m2 de área total. Na primeira fase de obras, serão 26 novas instalações entre galpões de produção, pista de testes e outras estruturas que vão ocupar uma área de cerca de 1 milhão de m2. As antigas instalações do complexo serão destinadas a fornecedores que vão ajudar na produção de partes e peças dos novos veículos.

Inicialmente, os carros fabricados no complexo serão o Dolphin, o Song Plus híbrido plug-in, o Yuan Plus e o Dolphin Mini, recém-lançado no Brasil..

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VW vai lançar quatro novos veículos nos próximos anos

A Volkswagen vai investir R$7 bilhões na América Latina até 2026 e anunciou um aporte adicional de R$9 bilhões entre 2026 e 2028. Junto com todos esses investimentos, a marca alemã promete lançar 16 novos veículos até 2028. São modelos híbridos, 100% elétricos e a combustão.

No primeiro momento, o novo aporte contempla o desenvolvimento e a produção de projetos com foco na descarbonização para as quatro fábricas no Brasil: são quatro novos veículos, sendo uma picape, umnovo motor para veículos híbridos e uma nova plataforma.



“A Volkswagen reafirma sua confiança no Brasil e mais que dobra seus investimentos. Assim, reforçamos o nosso compromisso com o País”, afirma Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil.

Um novo motor

Os novos investimentos anunciados pela Volkswagen do Brasil, impulsionam o desenvolvimento de novas tecnologias mais inovadoras e sustentáveis para a marca no País.

Os novos projetos também marcam a chegada de uma nova plataforma no Brasil: o projeto MQB Hybrid. Desenvolvida com a participação da Engenharia da Volkswagen do Brasil especialmente para a Região SAM –  América do Sul, a nova plataforma está sendo desenvolvida utilizando os avançados recursos de tecnologia de simulação virtual. Os investimentos no projeto envolvem a ampliação da capacitação de equipes e uma produção altamente tecnológica e moderna.

Para impulsionar a estratégia de eletrificação da marca no Brasil, os novos modelos eletrificados que chegarão nos próximos anos se somarão aos recém-lançados veículos 100% elétricos ID.4 e ID܂Buzz (Kombi elétrica) já oferecidos no País pelo programa VW Sign & Drive desde o ano passado.

A nova ofensiva de produtos inclui dois veículos a serem produzidos na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo – SP, na fábrica de São José dos Pinhais – PR a picape Tarok  e outro 100% elétrico na fábrica de Taubaté – SP. Já em São Carlos – SP surgirá um novo motor.

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Moderna fábrica da VW e Audi no Paraná completa 25 anos

Em 18 de janeiro de 1999 era inaugurada a fábrica mais moderna do Brasil, em São José dos Pinhais – PR. A fábrica, com um conceito revolucionário para a época, foi erguida pela Volkswagen e Audi do Brasil e produziu nada menos que, VW Golf e Audi A3, e depois o VW Fox. Atualmente com uma área construída de 1.300.000 m², ao longo destes 25 anos já foram produzidos mais de 3 milhões de veículos.
Atualmente, a fábrica produz o modelo Volkswagen T‑Cross e os Audis Q3 e Q3 Sportback.

“Esse é um momento muito importante para a fábrica da Volkswagen do Brasil em São José dos Pinhais. Nesses 25 anos, já foram produzidos na unidade modelos que fazem sucesso nas ruas até hoje, como o Golf, Fox, CrossFox e SpaceFox, além da Saveiro”, celebra Cesar Drazul, plant manager da fábrica da Volkswagen do Brasil em São José dos Pinhais.

“Em um ano em que completamos três décadas de operação no Brasil, é uma alegria imensa poder celebrar também os 25 anos da fábrica da Audi do Brasil em São José dos Pinhais. Uma fábrica que já produziu diversos modelos icônicos da marca”, afirmou Daniel Rojas, CEO e Presidente da Audi do Brasil. Na foto abaixo, produção da Audi do Brasil.

Modernidade

Conhecida pela sustentabilidade nos processos produtivos, a fábrica da Volkswagen e da Audi do Brasil em São José dos Pinhais se destaca por utilizar tecnologia avançada em todo o seu processo de produção, como a solda a laser, e pelo pioneirismo no uso de tinta à base de água na pintura de automóveis. Com esse processo produtivo, a fábrica evita a emissão de solventes, além de possuir um avançado processo de tratamento de efluentes, que trata os esgotos convencionais e industriais.

Nos escritórios e nas áreas produtivas, se destaca o uso da iluminação natural em grande escala, o que contribui para a redução do consumo de energia e bem-estar dos colaboradores. Além disso, a ampliação do uso de telhas de policarbonato transparentes nas áreas produtivas intensificou a incidência da iluminação natural e economia de energia.

Uma estação meteorológica instalada no prédio da Pintura monitora as variações climáticas como temperatura externa, umidade relativa do ar e volume de chuva. Com os dados, a unidade consegue racionalizar o uso de energia e de gás natural ao controlar de forma precisa a quantidade de água fria ou quente fornecida para a climatização das cabines de pintura automotiva.

Em dias quentes, por exemplo, a fábrica reduz o consumo de gás natural usado para aquecer caldeiras e, em dias frios, reduz a energia elétrica usada nos equipamentos que fornecem água gelada para resfriamento.

A fábrica da Volkswagen e da Audi do Brasil em São José dos Pinhais também atua ativamente em prol da biodiversidade e para melhorar a qualidade ambiental, visando um futuro sustentável. Ao redor da unidade de produção há um espaço de cerca de 300 mil metros quadrados de reflorestamento, onde são plantadas árvores nativas.

São mais de 85 mil árvores plantadas, sendo mais de 10 mil araucárias, o símbolo do Paraná. Nesse grande espaço verde convivem cerca de 20 espécies de mamíferos e 200 de aves residentes e migratórias – algumas delas ameaçadas de extinção, como o garimpeiro, a gralha-azul e o cais-cais; além de alguns peixes e répteis nos lagos do espaço de reflorestamento.

História

1999: Inauguração da fábrica e produção do VE Golf e Audi A3.

2003: Lançamento do Fox.

2005: Lançamento do CrossFox.

2011: Marco de 500 mil Golf produzidos.

2012: Dois milhões de veículos produzidos.

2013: Anúncio do investimento de R$ 520 milhões para a produção do Novo Golf e a chegada da plataforma MQB na unidade.

2015: Lançamento da linha Fox Rock in Rio e produção do Audi A3 Sedan.

2016: Produção do Novo Golf e Audi Q3.

2017: Início da produção do Fox Connect e Fox Xtreme.

2018: Anúncio do investimento de R$ 2 bilhões para o desenvolvimento e a produção do SUV T‑Cross e o marco de 2,6 milhões de veículos produzidos desde 1999.

2019: 20 anos da unidade, com início da produção do T‑Cross.

2020: VW celebra marco de 100 mil unidades do T‑Cross produzidas no PR.

2021: VW T‑Cross atinge marca de 200 mil unidades produzidas no PR.
2022: a Audi começa a produzir os modelos Q3 e Q3 Sportback.

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Metalúrgicos da General Motors aprovam abertura de Programa de Demissão Voluntária

Os metalúrgicos da fábrica da General Motors de São José dos Campos aprovaram a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV). A decisão foi tomada em assembleia realizada hoje (1º) para avaliar a proposta, resultado de uma rodada de negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. O programa é aberto a todos que estão operando regularmente na fábrica ou que estejam em licença remunerada. A meta é que 830 trabalhadores entrem no programa. 

Segundo as informações, os funcionários têm de 5 a 12 de dezembro para aderir ao PDV. Aqueles que não aderirem, terão estabilidade no emprego até 31 de maio de 2024. A proposta da empresa estabelece que os trabalhadores com um a seis anos de fábrica recebam seis meses de salário, adicional de R$ 15 mil e plano médico por três meses ou R$ 6 mil. Aqueles com sete anos ou mais de fábrica receberão cinco meses de salário, um carro Onix Hatch LS ou R$ 85 mil e plano médico por seis meses ou R$ 12 mil.

Para cada trabalhador ativo que aderir haverá o retorno de outro trabalhador que esteja em licença remunerada. De acordo com a proposta acordada, os dias parados durante a greve devem ser compensados em 50% até 30 de junho de 2024, de acordo com a necessidade de produção. A fábrica de São José dos Campos tem cerca de 4 mil trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer.

O PDV é uma alternativa às demissões feitas em outubro pela GM e que foram canceladas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em decisão no final de outubro. Na ocasião a Justiça determinou, em caráter liminar, a reintegração de 839 trabalhadores da fábrica, sob pena de multa diária de R$ 1.000 por trabalhador dispensado ou não reintegrado.

As demissões ocorreram no dia 21 de outubro, também nas fábricas da montadora em São Caetano do Sul e em Mogi das Cruzes. Em protesto, os empregados entraram em greve por 17 dias até que todos voltassem aos postos. A paralisação só foi suspensa após o cancelamento das demissões e o pagamento dos dias parados. Segundo o sindicato, a GM demitiu 1.245 funcionários nas plantas paulistas, sendo 839 em São José dos Campos, 300 em São Caetano e 105 em Mogi das Cruzes.

“O sindicato é contra qualquer fechamento de postos de trabalho, mas o PDV já era uma pauta nossa, como alternativa às demissões arbitrárias que chegaram a ser feitas pela GM. O PDV, entretanto, não coloca um ponto final na luta em defesa dos empregos. Estaremos atentos a qualquer movimentação da empresa no sentido de realizar novos cortes. Combatemos de forma permanente toda medida que seja prejudicial aos trabalhadores”, disse o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.

Justificativa

Ao anunciar as demissões a montadora justificou que “a queda nas vendas e nas exportações” teriam levado a empresa a “adequar seu quadro de empregados”. Em comunicado a GM afirmou que a medida foi tomada após várias tentativas de lay-off  (suspensão temporária do contrato de trabalho), férias coletivas, days off  (dias de folga) e proposta de desligamento voluntário. “Entendemos o impacto que essa decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro”, disse a GM naquele momento.

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Coluna Fernando Calmon — Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.272 — 10/10/23

Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Finalmente saiu o acordo entre Governo da Bahia e BYD que também envolveu a fábrica desativada da Ford em Camaçari. Na reta final, o Estado recebeu os prédios, com as ampliações feitas pela filial da americana, por R$ 220 milhões e repassou-os para a marca chinesa em forma de arrendamento.

Por sua vez a empresa chinesa precisará equipar todo o complexo para produzir carros híbridos flex plugáveis (Song Plus, na foto acima) e elétricos (Dolphin e Yuan Plus), caminhões leves e chassis de ônibus (ambos elétricos) e uma unidade de processamento de lítio e ferro fosfato (metais usados em baterias) para exportação.

Os R$ 3 bilhões que a BYD investirá na Bahia, incluindo um centro de pesquisa e desenvolvimento também na região metropolitana de Salvador, são o mesmo montante já anunciado pela conterrânea GWM em Iracemápolis (SP), na fábrica em preparação adquirida da Mercedes-Benz do Brasil. E, pouco mais de um mês atrás, a CAOA-Chery também revelou o desembolso de R$ 3 bilhões para aumentar a produção do Tiggo 5x de motor a combustão. Mas, nada adiantou sobre produzir híbridos em Anápolis (GO), hoje importados da China.

Que número mágico será este de R$ 3 bilhões (US$ 600 milhões)?

A BYD garantiu que a fábrica é a primeira desse porte fora do país de origem e capaz de produzir até 150.000 unidades por ano, embora não revelasse quando esse volume seria atingido. Inicialmente vai gerar 5.000 empregos diretos e indiretos. A fabricação começará entre o final de 2024 e o começo de 2025, porém faltou anunciar um cronograma de lançamentos e o índice de conteúdo local.

O governo baiano pretende isentar do IPVA modelos produzidos no Estado com preço até R$ 300.000 (Song Plus, hoje importado, custa R$ 229.800 com o desconto recente de R$ 40.000).

Já a GWM, enquanto se prepara para iniciar produção em maio de 2024, estuda priorizar o SUV Haval H6 híbrido flex como seu primeiro produto e só depois a picape híbrida flex Poer. Decisão depende dos termos do programa Mobilidade Verde e Inovação a ser anunciado pelo Governo Federal (com mais um atraso, no final deste mês), conforme adiantou o site Automotive Business.

Assim, as escaramuças entre marcas chinesas no Brasil mal começaram.

Marco de garantias deve diminuir juros de financiamentos

O Congresso Nacional aprovou e segue para sanção presidencial a nova lei do marco legal de garantias de empréstimos. Tornará mais fácil a execução extrajudicial e vai agilizar a recuperação de bens móveis (automóveis, motos e caminhões) de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes. A principal consequência será a tendência de queda nas taxas de juros, além de maior oferta de crédito. Também será possível que um imóvel sirva de garantia para mais de um empréstimo. Porém, este será um movimento de adaptação e não ocorrerá em curto prazo.

Em 2023 o mercado automobilístico está crescendo mais do que as projeções iniciais. Segundo a Anfavea, as vendas devem aumentar 6% sobre 2022, enquanto em janeiro deste ano a previsão era de 3%. Fechamento deste ano deve chegar a 2,2 milhões de unidades (veículos leves e pesados). Ainda assim os estoques nas fábricas e concessionárias subiram de 37 para 40 dias, ainda dentro da normalidade, de acordo com a entidade.

Vendas de veículos 100% elétricos subiram para 1% do total em setembro como reflexo do bom desempenho do Dolphin. Porém, no acumulado dos nove meses deste ano a participação caiu de 0,6% para 0,5%, indicando que o hatch chinês tirou vendas de outros modelos, enquanto o mercado específico até recuou.

Números de produção deste ano foram revisados de mais 2,2% para 0% de crescimento frente a 2002, em razão da forte queda de 12,7% das exportações.

Híbrido plugável Grand Cherokee 4xe chega no fim do mês

A quinta geração do Jeep Grand Cherokee, disponível no final do mês em curso, vem em versão única topo de gama por R$ 570.000. O preço é alto, apesar de imposto de importação menor como híbrido plugável. O lote inicial é de 150 unidades. Com distância entre eixos de 2.964 mm oferece ótimo espaço interno e ainda há um grande porta-malas de 580 litros.

Tem tração 4×4 com reduzida real para todas oito marchas do câmbio automático, sem bloqueio físico do diferencial central, mas com gerenciamento feito pelo próprio veículo. Motor principal é um 2-litros turbo de quatro cilindros e há mais dois, elétricos. Potência combinada de 380 cv e torque combinado de 65 kgf·m parecem muito, mas deve-se levar em conta sua massa de 2.466 kg. Ainda assim, o Grand Cherokee é rápido para seu porte, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,3 s.

Avaliação foi feita apenas em trecho urbano, mas os ângulos de off-road são típicos da marca com naturais limitações da proposta de um SUV que não é raiz. Há sistema de assistência de segurança completo: ponto cego, frenagem autônoma, assistente de faixa, tráfego traseiro transversal, câmaras 360° e frontal off-road, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, além de freio de autoimobilização no para e anda do trânsito.

O carro é bem silencioso (tem vidros acústicos e cancelamento sonoro de ruído) e head-up display de 10 pol. também muito bom. Usando regeneração máxima, o consumo de gasolina foi de 15,3 km/l. Não atingiu os 19,3 km/l indicados no padrão Inmetro. Mas com um tanque de 72 L de capacidade ninguém vai reclamar do alcance.

Accord híbrido destaca as vantagens de um sedã grande

De volta ao mercado, mesmo enfrentando a forte concorrência de SUVs, a 11ª geração do Accord ficou mais discreta com poucos frisos cromados e continua a ser opção válida. Chamam atenção no sedã a queda suave do teto, dianteira com faróis colocados em posição clássica sem invencionices e traseira coerente, ao mesmo tempo que garante ótima sinalização.

Seus 2.830 mm de entre-eixos garantem conforto e permitem até cruzar as pernas no banco traseiro sem contorcionismo. Porta-malas de 576 L (padrão VDA) é tão grande quanto o do Grand Cherokee. Destoa apenas a falta de um par de dobradiças pantográficas com molas a gás na tampa do porta-malas no lugar das prosaicas conhecidas como “pescoço de ganso”.

No interior chamam atenção a qualidade dos materiais de acabamento, os bancos dianteiros elétricos redesenhados e mais confortáveis, as saídas do ar-condicionado com uma malha metálica na largura do painel, a volta da alavanca de câmbio tradicional (ao contrário do Civic), o projetor de dados no para-brisa de 6 pol. e os botões físicos para controle de volume e temperatura interna, mais seguros de operar com o carro em movimento.

Conjunto motriz é o mesmo do Civic híbrido com um motor a combustão de 2 litros, 146 cv ciclo Atkinson, e dois elétricos sendo um para recarregar a pequena bateria de 1,05 kW·h e outro de 184 cv (mais 3 cv que o sedã menor). A Honda não revela a potência combinada, mas no site americano a informação existe: 207 cv. Aceleração também não é informada. Consumo padrão Inmetro: 17,8 km/l (cidade) e 16,1 km (estrada).

Durante a viagem de teste para primeiras impressões, além do silêncio nos trechos urbanos, destacou-se o comportamento em curvas e em especial a tendência menor de subesterço quando mais exigido.

30º Congresso SAE Brasil focou no tema da mobilidade

De alto nível técnico e prestigiado por representantes da indústria, academia e governo, as três décadas de realização do Congresso SAE Brasil foram comemoradas com grande sucesso ao longo dos dois dias de debates e dezenas de trabalhos apresentados com foco nas opções de transporte por terra e ar.

A temática desta edição realizada em São Paulo (SP) teve o lema: “Movidos pela inovação: somos a próxima geração da mobilidade”. Destacou-se o assunto recorrente em que o País sobressai em relação ao mundo graças à bioenergia como principal fonte para a transição segura e bem planejada para a eletromobilidade.

O professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, enfatizou que o etanol terá um papel preponderante por meio de veículos híbridos flex e pode ser obtido não apenas da cana-de-açúcar. Citou o agave do qual os mexicanos fazem a tequila e no sertão nordestino é usado para produzir sisal. Segundo ele, a planta é até mais produtiva que a cana para obter etanol.

 

 

 

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Bahia receberá a primeira fábrica de carros elétricos da BYD nas Américas

A primeira planta industrial nas Américas da chinesa BYD será instalada no município de Camaçari, na Bahia. O anúncio foi oficializado pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado da CEO para as Américas e vice-presidente executiva global da companhia, Stella Li, hoje (04), em evento no Farol da Barra, em Salvador.


A maior fabricante de carros elétricos do mundo irá investir R$ 3 bilhões para instalar três fábricas na Bahia e deverá gerar mais de 5.000 empregos.

As unidades irão produzir chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, e processar lítio e ferro fosfato. A expectativa é iniciar a produção no segundo semestre de 2024.

As tratativas para a chegada da montadora na Bahia foram iniciadas em 2022, com a assinatura de um protocolo de intenções entre a BYD e o Governo do Estado. Em abril deste ano, o governador Jerônimo Rodrigues também visitou as unidades industriais da BYD nas cidades de Hangzhou e Shenzhen, na China.

A atração da multinacional está alinhada com a política nacional do Governo Federal para estimular o desenvolvimento de uma indústria voltada à produção de carros elétricos e à transição energética na matriz de transportes.

O governador Jerônimo Rodrigues ressalta os diversos fatores positivos dos investimentos da gigante chinesa no estado. “É um momento muito importante para a Bahia. Estamos agregando atração de investimentos, geração de emprego e renda para os baianos e baianas. Elevamos ainda mais o patamar da Bahia como um estado de destaque nacional na promoção do desenvolvimento alinhado ao respeito ao meio ambiente”, comentou.

Mais uma vez, pois já fez no passado com a Ford, a contribuição do Estado da Bahia para viabilização do empreendimento, inclui a concessão de incentivos fiscais até 31 de dezembro de 2032, de acordo com a legislação tributária estadual.

Os benefícios baseiam-se na Lei nº 7.537/99 que institui o Programa Especial de Incentivo ao Setor Automotivo da Bahia (Proauto), e na Lei nº 7.980/2001 e Decreto n.º 8.205/2002, estaduais, que institui o Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica (Desenvolve).

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BYD confirma fábrica na Bahia para produzir carros elétricos

A primeira planta industrial da BYD nas Américas, para produção de carros elétricos, será instalada no município de Camaçari, na Bahia. O anúncio será oficializado pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado da CEO para as Américas e Vice-Presidente executiva global da companhia, Stella Li, amanhã (4), às 9h30, em evento festivo montado no Farol da Barra.

Serão apresentados os investimentos do grupo chinês no estado e o detalhamento da implantação de três unidades fabris que irão produzir chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, e processamento de lítio e ferro fosfato.

As tratativas para a chegada da montadora chinesa na Bahia foram iniciadas ainda em 2022, com a assinatura de um protocolo de intenções entre a BYD e o Governo do Estado e se consolidaram neste ano, após encontros na China e no Brasil com executivos do grupo, o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Duda Godinho/Paulo Brandão)

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