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A diferença para os cães de assistência e como o treinamento funciona

Especialista com 37 anos de profissão e mais de 1.800 animais treinados explica como cães preparados para detectar crises de diabetes, epilepsia e outras condições se diferenciam dos cães-guia e ganham espaço em diferentes tratamentos

Quando o assunto é cão de assistência, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser a de um animal guiando uma pessoa com deficiência visual pelas ruas. Essa associação, porém, deixa de fora uma categoria que cresce a cada dia dentro da medicina: a dos cães de alerta médico, treinados para identificar sinais do corpo humano antes que uma crise de saúde se manifeste.

O adestrador Glauco Lima, referência nacional no adestramento e especialista em cães de assistência médica e alerta médico, atua há 37 anos na área e já treinou cerca de 1.800 animais. Para ele, o cão deixou de ser apenas companhia para se tornar uma ferramenta real de prevenção e cuidado com a saúde humana. “Não falo de intuição nem de sensibilidade abstrata. Falo de protocolos, de repetição, de amostras e de resultados que já aparecem em publicações científicas sérias”, afirma.

Alerta médico 

A confusão entre as categorias é comum, segundo Glauco. Cães de assistência à mobilidade abrem portas, acendem luzes e ajudam em deslocamentos de pessoas com limitações físicas, entre elas os cães-guia para pessoas com deficiência visual. Já os cães de alerta médico cumprem outra função: identificam alterações químicas e comportamentais que antecedem uma crise. “O cão pode detectar alterações químicas no odor corporal, como o cheiro frutado que indica hipoglicemia”, explica o adestrador, ao descrever o funcionamento desse tipo de treinamento em pacientes com diabetes.

Essa atuação se estende a outras condições. Segundo Glauco, cães de alerta médico já são treinados para sinalizar crises de epilepsia antes que elas ocorram, auxiliar na regulação emocional de crianças no espectro do autismo e contribuir com o manejo de transtorno de estresse pós-traumático e depressão. “Isso é independência funcional”, pondera o adestrador, ao comentar sobre o impacto desses animais na rotina dos pacientes.

Cão percebe 

O olfato é a principal ferramenta desses animais. De acordo com Glauco, cães têm capacidade olfativa muito superior à do ser humano de perceber odores, o que permite identificar compostos liberados pelo organismo em situações de crise. Além do faro, os cães também são treinados para observar mudanças sutis na postura, na respiração e na frequência cardíaca do responsável pelo animal.

O adestrador relata o caso de uma responsável por um animal com diabetes tipo 1: “a cadela dela avisa com uma patada no joelho quando o quadro é de hipoglicemia, e no pé quando é de hiperglicemia, um sinal que se torna ainda mais importante durante a noite, enquanto ela dorme”, diz Glauco.

Trabalho pronto

O treinamento de um cão de alerta médico é um processo longo, que pode levar de 18 meses a dois anos. Segundo Glauco, tudo começa pela exposição do animal a amostras de suor ou saliva do responsável coletadas durante episódios de crise. Essas amostras são associadas a recompensas, até que o cão aprenda a sinalizar a detecção do odor com um comportamento específico, como tocar o responsável com a pata, cutucar com o focinho ou buscar um objeto, como um kit de emergência.

“Uma vez munidos dessas amostras, ensinamos o cão pareando o odor com recompensas. A seguir, ensinamos o cão a indicar a amostra correta, apresentando um comportamento de indicação específico”, orienta o adestrador, que também destaca a diferença entre as categorias de trabalho: “existe uma diferença entre cães de alerta médico, que avisam a pessoa sobre uma alteração química que pode gerar uma reação indesejada com antecedência, e o cão que é treinado para reagir de maneira específica para ajudar a pessoa uma vez que a reação acontece”, complementa.


Australian Cobberdog, Golden Retriever, Labrador e Standard Poodle estão entre as raças mais utilizadas, por características de equilíbrio emocional e capacidade de aprendizado, mas cães sem raça definida também podem atuar na função, desde que atendam aos critérios comportamentais necessários. Depois da fase olfativa, os animais ainda passam por socialização e aprendizado de comandos básicos, etapas que garantem seu desempenho em ambientes públicos.

Um cuidado que cresce a cada dia

Para Glauco, o horizonte para os próximos anos é o de cães trabalhando lado a lado com equipes multidisciplinares de saúde, não como substitutos de exames e acompanhamento médico, mas como uma camada adicional de prevenção e cuidado. “Chamo esses animais de guarda-costas da saúde humana, porque eles detectam crises, acalmam, previnem recaídas e resgatam o afeto”, afirma.

O adestrador reforça, no entanto, que o trabalho não dispensa acompanhamento profissional: cada caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe de saúde antes da entrada de um cão de alerta médico na rotina de tratamento. Ainda assim, para ele, a relação entre humanos e cães já ocupa um espaço consolidado dentro da medicina contemporânea, com tendência de ganhar ainda mais força no Brasil e no mundo.

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Antes de pegar a estrada faça uma boa revisão no veículo

Este mês começam as férias escolares e muitas famílias viajam de carro. Com isso, o movimento nas rodovias aumentam consideravelmente e todo o cuidado é pouco. Mas para não estragar a diversão, mesmo em veículos novos ou seminovos, é necessário fazer uma boa revisão. Pneus, freios, suspensão, bateria e sistema de lubrificação do motor têm que ter uma atenção especial.

Pneus

Os pneus estão entre os itens mais importantes para a segurança do veículo. Antes da viagem, o motorista deve verificar se o desgaste da banda de rodagem não atingiu o TWI (Tread Wear Indicator), indicador presente nos sulcos do pneu que sinaliza quando a profundidade já chegou ao limite mínimo permitido por lei.

Também é importante conferir a calibragem recomendada pelo fabricante, incluindo o estepe. Pneus com pressão inadequada podem aumentar o consumo de combustível, comprometer a estabilidade do veículo e acelerar o desgaste da borracha.

Freios e suspensão

Ruídos ao frear, vibrações no pedal ou freio de mão muito alto podem indicar desgaste de componentes do sistema de freios. Em viagens, especialmente em regiões serranas ou trajetos com grande fluxo de veículos, o funcionamento adequado desse sistema é fundamental.

Já a suspensão tem papel importante na estabilidade e no conforto durante a condução. Amortecedores desgastados podem aumentar a instabilidade em curvas, prejudicar a frenagem e acelerar o desgaste irregular dos pneus.

Óleo

Uma checagem simples do óleo lubrificante pode evitar transtornos durante a viagem. Com o veículo desligado e estacionado em superfície plana, o motorista pode utilizar a vareta de medição para verificar se o nível está entre as marcas mínima e máxima indicadas pelo fabricante.

Além da quantidade, é importante respeitar os intervalos de troca recomendados no manual do veículo. O óleo degradado perde sua capacidade de lubrificação e pode comprometer o funcionamento do motor.

Bateria
Dificuldade na partida, oscilações na iluminação ou alertas no painel podem indicar que a bateria está próxima do fim de sua vida útil. Por isso, uma avaliação preventiva antes de viagens mais longas ajuda a reduzir o risco de panes inesperadas.

Também vale verificar o funcionamento de faróis, lanternas, luzes de freio, setas e limpadores de para-brisa, itens essenciais para a segurança e a visibilidade na estrada.

“A revisão preventiva permite identificar desgastes antes que eles se transformem em uma pane ou em uma situação de risco durante a viagem”, afirma Danilo Ribeiro, coordenador do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal.

A recomendação é que a revisão seja realizada alguns dias antes da viagem, permitindo a correção de eventuais problemas sem comprometer o planejamento das férias.

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Apesar de pequeno, mosquito é o animal que mais mata em todo o mundo

Em 20 de agosto de 1897, o médico britânico Ronald Ross comprovou que fêmeas do mosquito Anopheles eram responsáveis por casos de malária registrados em humanos. A descoberta lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina mais de um século depois, em 1902, e, atualmente, marca o Dia Mundial do Mosquito, lembrado nesta terça-feira (20).

A proposta da data é, anualmente, relembrar a contribuição do médico para o combate à malária e ampliar a consciencialização sobre outras doenças igualmente transmitidas por mosquitos. A lista, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), inclui ainda dengue, febre do Oropouche, chikungunyazika e febre amarela.

“Enfermidades transmitidas por mosquitos colocam a vida de bilhões de pessoas em risco. Mas essas doenças podem ser prevenidas”, destacou a OMS. Como não há vacina para grande parte das infecções provocadas por mosquitos, a recomendação de autoridades sanitárias em todo o mundo é prevenir a picada para se proteger de potenciais riscos.

O Centro de Controle e Prevenção dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), alerta que o mosquito é responsável por mais doenças e mortes que qualquer outro animal no planeta. Dentre as estratégias de prevenção listadas estão o uso de repelentes e de calças e camisas de manga comprida, além do controle do mosquito em ambientes internos e externos.

Repelentes

Quando utilizados de forma correta e conforme previsto no rótulo, os repelentes, segundo o CDC, são indicados, inclusive, para crianças e gestantes. No caso de bebês e crianças pequenas, a orientação é consultar o pediatra para avaliar o uso do produto, além de vestir a criança com roupas que cubram braços e pernas e utilizar mosquiteiros sobre berços e carrinhos.

Outra orientação importante é reaplicar o repelente conforme recomendado no rótulo do produto – geralmente, após longos períodos desde a última aplicação e após contato com água ou suor. Quando o uso do repelente for feito de forma concomitante com o protetor solar, o repelente deve ser aplicado somente após o protetor.

Controle da circulação

Para o controle da circulação de mosquitos em ambientes internos, o CDC recomenda o uso de telas em janelas e portas para manter o vetor do lado de fora e o uso de aparelhos de ar condicionado, sempre que possível (o equipamento reduz a umidade do ar e torna o ambiente mais frio e, consequentemente, mais hostil ao mosquito).

Outra orientação bastante conhecida por muitos brasileiros é eliminar potenciais focos do mosquito –  vasos de planta e outros reservatórios de água parada, além de, pelo menos uma vez por semana, enxaguar e esfregar bem objetos que comumente acumulam água, como pneus, baldes, brinquedos, piscinas infláveis e lixeiras.

Sinais de alerta

Dentre os sintomas classificados pelo Ministério da Saúde como sinais de alerta para arboviroses como dengue, zikachikugunya, malária e febre do Oropouche estão:
– febre alta e/ou persistente; dores musculares e nas articulações; manchas vermelhas (exantema); dor de cabeça ou atrás dos olhos; diarreia e/ou dor forte na barriga; pressão baixa; náusea e vômitos frequentes; agitação ou sonolência; sangramento espontâneo; diminuição da urina; extremidades frias.

Em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde e não tomar medicações por conta própria. Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de dois anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis a complicações provocadas por doenças transmitidas por mosquitos. Nesses casos, os cuidados devem ser redobrados. (Agência Brasil)

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Banco Central faz ajustes para aperfeiçoar segurança do Pix

O Banco Central (BC) divulgou, nesta segunda-feira (22), em Brasília, ajustes para aperfeiçoar os mecanismos de segurança do Pix. As mudanças visando combater fraudes e golpes entrarão em vigor em 1º de novembro. A resolução BCB n° 403 foi publicada no site da instituição.

Pela nova regra geral de segurança, nos casos em que o dispositivo de acesso eletrônico ao Pix – como smartphone ou computador – não estiver cadastrado no banco, as transações não poderão ser maiores que R$ 200.  Quando houver a mudança para um celular desconhecido, o limite diário de transações instantâneas via Pix não poderá ultrapassar R$ 1.000.

Para transações fora destes limites, o novo dispositivo de acesso ao Pix (celular ou computador) deverá ser previamente cadastrado pelo cliente bancário para realizar as transferências de dinheiro via Pix, como nos casos em que o usuário mudar de aparelho.

Em nota, o Banco Central explicou que essa exigência de cadastro se aplica apenas a aparelhos que nunca tenham sido usados para iniciar uma transação Pix, para não causar inconvenientes aos clientes que já usam um dispositivo eletrônico específico.

O objetivo é minimizar a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles já utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar as transações deste modelo de pagamento instantâneo, quando houver o roubo ou conhecimento de login e senha do cliente.

Pagamento mais seguro

O Banco Central ainda determinou medidas que as instituições financeiras devem – a partir de novembro – aplicar para garantir segurança nas transferências eletrônicas de recursos nas contas bancárias:

• adotar solução de gerenciamento de risco de fraude que contemple informações de segurança armazenadas no Banco Central e que seja capaz de identificar transações Pix atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente;

•disponibilizar – em canal eletrônico de acesso amplo aos clientes – informações sobre os cuidados que os clientes devem ter para evitar fraudes;

• pelo menos uma vez a cada seis meses, os bancos devem verificar se seus clientes possuem marcações de fraude na base de dados do Banco Central.

“Espera-se que os participantes tratem de forma diferenciada esses clientes, seja por meio do encerramento do relacionamento ou do uso do limite diferenciado de tempo para autorizar transações iniciadas por eles e do bloqueio cautelar para as transações recebidas”, acrescentou o BC em nota. (Agência Brasil)

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