Corvette

Coluna Fernando Calmon — Desvalorização de elétricos usados impactam as vendas

Coluna Fernando Calmon nº 1.319 — 17/9/2024

Desvalorização de elétricos usados impactam
no crescimento de vendas

 

O comportamento do mercado quando uma nova tecnologia começa a se desenvolver, costuma enfrentar percalços que não podem ser previstos com facilidade em sua duração e alcance. Isso se repete agora no Brasil em relação aos carros 100% elétricos na comercialização de modelos usados. Comprar por impulso levou uma primeira leva de clientes a ter frustrações com a recarga de baterias em estradas e colocar o carro à venda sem encontrar interessados. O resultado foi uma forte desvalorização no preço de mercado.

Uma segunda onda ocorreu com a chegada dos elétricos chineses. Seus preços bem abaixo do mercado levaram a uma previsível e súbita desvalorização de veículos usados de todas as marcas. Para contornar a elevação do imposto de importação houve antecipação de importação e altos estoques destes veículos. Uma “invasão” de marcas chinesas com preços baixos levaram à atual onda de supertaxação tanto nos EUA quanto na Europa.

Em recente reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do portal Webmotors, Eduardo Jucevic, informou que a desvalorização média ao longo deste ano de modelos elétricos atingiu 12% contra 2,2% de carros convencionais. E acrescentou que o tempo médio para venda é 26% maior em relação a modelos híbridos ou com motores só a combustão.

Também na Europa e nos EUA os compradores resolveram esperar os preços dos elétricos recuarem e isso também levou à demanda em baixa. Por fim, o interesse redobrou por outras soluções com a consequente mudança de rumo de vários fabricantes em direção a híbridos e híbridos plugáveis. Estes últimos atraem quem deseja viajar sem se preocupar com postos de recarga.

Porsche 911 Turbo: meio século de existência

Motor de combustão interna, ciclo Otto, superalimentado por turbocompressor não foi primazia da Porsche. Em 1962 o Chevrolet Corvair (não confundir com Corvette) apareceu com esta novidade, já utilizada bem antes em motores de ciclo Diesel. Era uma unidade motriz de seis cilindros horizontais, opostos três a três, arrefecida a ar, 2,4 litros e apenas 151 cv. No entanto, a iniciativa não deu certo. A GM insistiu e lançou o Oldsmobile Toronado, em 1966, com um V-8 turbo, logo abandonado. Também houve tentativa da BMW, em 1973, no sedã 2002 Turbo e retirado de linha dois anos depois.

Coube ao 911 em 1974, no Salão de Paris, insistir na solução. A Porsche costuma afirmar que foi o primeiro motor turbo em automóveis de rua que deu certo. Inspiração veio dos monstruosos (no bom sentido) modelos de competição 917/10 e 917/30 do início dos anos 1970. As versões mais potentes, de 12 cilindros horizontais opostos seis a seis e também arrefecidos a ar, entregavam inacreditáveis 1.085 cv para corridas curtas da Série Can-Am, disputadas no Canadá e EUA, entre 1966 e 1974.

O primeiro modelo batizado apenas de Porsche Turbo (930, no jargão interno) tinha um seis-cilindros horizontais opostos três a três, arrefecidos a ar, 3-litros, 260 cv, 35 kgf·m, arrancava de 0 a 100 km/h em espantosos (para a época) 5,2 s e velocidade máxima de 250 km/h.

Passou meio século de sua estreia e a maioria dos motores de ciclo Otto atuais utilizam a mesma solução Turbo, até em modelos de entrada de baixo preço. Só que o 911 Turbo continua a impressionar como poucos modelos superesportes no mundo, já com arrefecimento a líquido, desde 1996. O motor atual biturbo, também seis-cilindros horizontais, 3,7 litros, 650 cv e 81,6 kgf·m, acelera de 0 a 100 km/h em estonteantes 2,7 s e velocidade máxima de 330 km/h.

Preços competitivos para o Peugeot 208 2025

Reestilização para o ano modelo 2025 do hatch 208 marcou também o fim de linha para o motor EC5 de 1,6 L de aspiração natural da própria Peugeot. Não havia mesmo porque mantê-lo em razão das novas exigências de emissões e consumo, tendo à mão as unidades mais modernas da Fiat e tudo sob o mesmo chapéu da Stellantis. Os motores de 1 litro são de aspiração natural ou turbo, sem alteração de potência e torque, em relação aos aplicados nos Fiat.

O compacto francês, produzido apenas em El Palomar, Argentina, recebeu modesta atualização visual concentrada na parte dianteira: luzes DRL de LED em forma de “garra de leão” (antes eram “dentes de sabre”), mudanças sutis na grade e para-choque e o novo logotipo da marca que estreou no 2008. A versão básica com câmbio manual Fiat de cinco marchas parte de um preço competitivo de R$ 76.999 e não recebeu essas mudanças. Porém ficou R$ 15.000 mais em conta que o modelo 2024, igualando-se ao valor do C3 básico, fabricado no Brasil, embora este tenha apenas dois airbags e o 208, quatro.

Atrás as modificações são ainda mais sutis. As lanternas agora têm elementos horizontais, o que dá (apenas) sensação de maior largura, que permanece igual. No interior mudou somente a interface da central multimídia de 10 pol.

Entre as outras três versões volta a GT, idêntico mecanicamente à versão Allure, e os preços vão de R$ 88.999 a R$ 114.990.

Pirelli e Bosch integram pneus aos sistemas de segurança

Pela primeira vez um fabricante de pneus e de autopeças juntam-se para ampliar sinergias e desenvolver recursos eletrônicos de segurança ativa para automóveis. O objetivo é integrar sensores internos nos pneus desenvolvidos pela Pirelli aos dispositivos da Bosch. Estes, atualmente, já monitoram pressão dos pneus dentro de um escopo mais amplo que a empresa alemã chama de Sistemas Microeletromecânicos ou MEMS, na sigla em inglês

O objetivo é coletar, processar e transmitir outros dados sobre pneus em tempo real, não limitados somente à pressão interna. Para fornecer parâmetros ao sistema de controle eletrônico do veículo, utiliza-se o BLE (sigla em inglês para Baixa Energia via Bluetooth) já desenvolvido pela Bosch.

Por sua vez, a Pirelli já aplicou seus sensores internos de pneus em atuação conjunta com a fabricante de hipercarros Pagani, do argentino naturalizado italiano Horácio Pagani. Este fundou a empresa em 1992 na cidade italiana de Modena, a mesma onde são fabricados os Ferrari. O modelo escolhido foi roadster Utopia, de 860 cv e velocidade máxima de 380 km/h!

Spin tem visual melhorado, mas ainda falta potência

Praticamente o único monovolume que resistiu ao avanço do SUVs no mercado, o Spin apresenta agora um estilo mais atual e de acordo com o restante da linha Chevrolet. Capô alto, faróis divididos em dois níveis, grade em três seções, novas rodas de 16 pol. com pneus 205/60 e lanternas traseiras redesenhadas tornaram seu estilo mais atual desde seu lançamento em 2012.

A fim de se aproximar do figurino SUV recebeu arcos plásticos nas caixas de rodas e rack de teto, além de vão livre do solo elevado em 16 mm. Dimensões externas: comprimento, 4.420 mm; entre-eixos, 2.620 mm; largura, 1.768 mm e altura, 1.699 mm. A fabricante também teve o cuidado de alargar as bitolas dianteira (1.503 mm) e traseira (1.509 mm) para compensar a altura de rodagem que alterou o centro de gravidade e assim manter o equilíbrio do carro. Os aumentos de bitolas foram pelas rodas em vez de alterações na suspensão. Porta-malas destaca-se com 553 L e mesmo na versão de sete lugares ainda há 162 L.

Novo Spin Premier

Mudanças maiores foram no interior, que incluíram novo quadro de instrumentos digital, tela multimídia de 8 pol., acabamento geral melhorado e novos porta-objetos nas laterais de portas. Há saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, onde três adultos têm bom espaço nas três dimensões e ainda contam com regulagem longitudinal. Também houve atualização nos itens de segurança ativa: frenagem autônoma de emergência, o sempre útil indicador de distância do carro da frente, câmera de ré e os alertas de colisão, ponto cego e de saída de faixa. São seis airbags. Para o celular há carregador por indução.

Alguns senões sobre ergonomia interna: posição de regulagem dos espelhos na coluna dianteira, botão de volume da multimídia, volante sem regulagem de distância e botões de destravamento das portas mal posicionados no console.

O motor 1,8 L flex de aspiração natural continua com 111 (E)/106 (G) cv e 17,7 (E)/16,8 (G) kgf·m, porém a fábrica indica diminuição de consumo de até 11%. A massa em ordem de marcha 1.292 kg limita o desempenho do Spin, especialmente em ultrapassagens na estrada, e mesmo no uso urbano ainda falta fôlego ao ser exigido.

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Toyota domina a etapa brasileira do Mundial de Endurance

Depois de perder as 24 Horas de Le Mans para a Ferrrari, a Toyota se recuperou e venceu a Rolex 6 Horas de São Paulo do FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance. Interlagos foi palco de um domingo (14 de julho) de sol e de um triunfo consagrador para a Toyota. No cenário da primeira vitória da fabricante japonesa na categoria, há 12 anos, Sébastien Buemi, Ryo Hirakawa e Brendon Hartley cruzaram a linha de chegada na frente com o GR010 – Hybrid #8, faturando assim o primeiro lugar da tripulação no ano.

O cenário só não foi perfeito para a Toyota porque o carro #7, pilotado por Kamui Kobayashi, Nyck de Vries e Mike Conway apresentou um problema na bomba de combustível e perdeu a chance de lutar pelo primeiro lugar. Mesmo assim, o trio finalizou em quarto após ter caído para 18º.

O dia foi de glória também para a Manthey Pure Rxcing, que conquistou sua segunda vitória na temporada na classe LMGT3, repetindo o feito obtido na Qatar Airways 1812 Km do Qatar, prova que abriu o calendário. A bordo do Porsche 911 GT3 R #92, o trio formado por Klaus Bachler, Joel Sturm e Aliaksandr Malikhin dominou boa parte da prova, sobretudo depois de ver o abandono da Lamborghini Huracan #85 da Iron Dames por conta de um vazamento de água.

Quem também teve motivos para comemorar foi o brasileiro Nicolas Costa, que ao lado dos companheiros de equipe James Cottingham e Grégoire Saucy conquistou o quarto lugar na classe com a McLaren 720S Evo #59 da United Autosports.

Pouco depois do término da prova, Nicolas Costa destacou o resultado obtido em Interlagos, embora tenha lamentado ter ficado tão perto do pódio. “A corrida foi muito legal, embora tivéssemos alguns problemas técnicos e punições que não nos permitiram subir ao pódio. Tiramos o máximo que podíamos do carro, com a condição que tínhamos. Chegamos pertinho do pódio, o que é um pouco chato. Queria muito levantar o troféu aqui no Brasil. Mas, no fim das contas, acho que a corrida foi ótima. Acho que era a melhor posição possível hoje. A briga foi dura, com alguns dos melhores pilotos do mundo, e conseguimos segurar, o que foi muito legal”, disse o brasileiro.

Foi um domingo de concretização do sonho de muitos amantes do automobilismo, que viram novamente um evento do Campeonato Mundial de Endurance no Brasil após uma década. O público total ao longo dos três dias do fim de semana foi de 73.205 espectadores.

Pouco antes da largada, mais de 200 artistas se apresentaram em frente à reta dos boxes, entre capoeiristas, break dancers, bailarinos e músicos, que abriram a cerimônia de abertura da prova com um repertório diverso e brasileiro, da Orquestra Experimental de Repertório, Coro Jovem e do artista Mbé. A apresentação antecedeu a exibição da Esquadrilha da Fumaça, que emocionou e impressionou os fãs presentes.

Com bandeirada dada por Tarso Marques, ex-piloto da Fórmula 1 e Indy, a Rolex 6 Horas de São Paulo teve sua largada oficializada, trazendo ao público um espetáculo oferecido pelos carros mais incríveis e tecnológicos do planeta.

Domínio em Interlagos

A Toyota deu as cartas desde a largada. As primeiras horas apontavam para um quadro de dobradinha, tamanha era a força dos GR010 – Hyvbrid perante os adversários. Entretanto, um problema na bomba de gasolina do carro #7 fez cair por terra a chance de um resultado perfeito.

E ainda que o protagonismo do Toyota #8 tivesse sido notório, a prova rendeu batalhas espetaculares, algumas delas até com três hypercars lado a lado. Outra marca da prova foi o tráfego intenso, proporcionado pelo mix de 37 carros no grid na pista mais curta do calendário, de 4.309 metros de extensão.

Algumas disputas foram bem interessantes, como os pegas envolvendo Yifei Ye (AF Corse) com Nicolas Lapierre (Alpine) e Raffaele Marciello (BMW) e outra boa briga com Oliver Rasmussen (Hertz Team JOTA) e Mikkel Jensen (Peugeot TotalEnergies).

Pouco antes da bandeirada final, Kamui Kobayashi consolidou grande recuperação do Toyota #7 ao fazer ultrapassagem sobre a Ferrari pilotada por Alessandro Pier Guidi na entrada do S do Senna para terminar na quarta colocação, ficando atrás apenas do Toyota #8 e dos dois Porsche 963 da Porsche Penske Motorsport: Kevin Éstre, André Lotterer e Laurens Vanthoor terminaram em segundo lugar com o #6, seguido pelo #5 guiado por Matt Campbell, Michael Christensen e Frédéric Makoviecki.

“Tivemos um bom fim de semana. É nosso primeiro pódio do ano para o carro #8, e acho que, de alguma forma, merecemos isso. Pena somente pelos nossos colegas do #7, que foram bem rápidos hoje. Ainda deu para eles conseguirem se recuperar, também. E conseguimos vencer”, destacou Sébastien Buemi, endossado por Brendon Hartley. “O carro #7 estava voando, mas eles tiveram um problema. Do nosso lado, fizemos uma corrida limpa e garantimos a vitória”, acrescentou.

A última vitória até então do Toyota #8 havia sido nas 8 Horas do Bahrein de 2023. O fim do jejum foi comemorado por Ryo Hirakawa. “Ficamos muito tempo sem vencer e estamos felizes por voltarmos ao topo. Acho que fizemos um bom trabalho, então temos de estar bem contentes”, declarou o japonês.

Triunfo contundente

A LMGT3 também entregou uma grande corrida em Interlagos. A Iron Dames liderou a primeira hora completa da prova com a pole position Sarah Bovy, mas a belga foi ultrapassada minutos depois por Aliaksandr Malykhin, piloto de graduação bronze da Manthey Pure Rxcing. Desde então, a equipe lituana não foi mais superada na ponta da categoria.

A Iron Dames lutou pelo segundo lugar com o Aston Martin Vantage AMR #27 da Heart of Racing, naquele momento guiada pelo italiano Daniel Mancinelli. Mas o time feminino teve de dar adeus à prova depois de Rahel Frey recolher para os boxes com vazamento de água no carro. Fim do sonho das “Damas de Ferro” de buscar o pódio em Interlagos.

Os dois ponteiros se mantiveram em tais posições até o fim da prova, com mudanças somente durante as trocas de pneus e reabastecimentos promovidos pelas equipes. A batalha passou a se concentrar nas demais colocações.

Ao término da quarta hora, a prova reservou ainda a entrada de Valentino Rossi na BMW M4 #46, assumindo o lugar do belga Maxime Martin. Foi a primeira participação da lenda do esporte a motor na corrida em Interlagos, assim como foi para Nicolas Costa, que substituiu Grégoire Saucy na McLaren #59. Pouco depois, o carioca subiu para a quarta colocação da prova, logo à frente do argentino José María “Pechito” López.

O início da penúltima hora de prova teve como grande marca o duelo entre “Pechito” López e Valentino Rossi, com direito a um toque entre os dois. ‘Il Dottore’ fez a ultrapassagem sobre o argentino na entrada do S do Senna, em um dos grandes momentos da corrida. E nas voltas finais outro bom destaque foi o duelo entre Nicolas Costa e Maxime Martin, que havia assumido de volta o volante da BMW M4 #46 para o stint final. À frente, o carioca resistiu à pressão do europeu para conquistar um resultado positivo correndo em casa, repetindo assim o quarto lugar obtido na TotalEnergies 6 Horas de Spa-Francorchamps, em maio.

A Manthey Pure Rxcing consolidou um triunfo contundente, com uma volta de vantagem sobre a Aston Martin #27 da Heart of Racing, equanto a McLaren 720S Evo LMGT3 pilotada pelo japonês Marino Sato, o chileno Nicolás Pino e o britânico Joshua Caygill subiu ao terceiro degrau do pódio em São Paulo. Nicolas Costa alcançou o quarto lugar, mas Augusto Farfus não teve a mesma sorte: em um fim de semana complicado, o paranaense terminou a prova em décimo ao lado de Sean Gelael e Darren Leung com a BMW M4 LMGT3 #31 do Team WRT.

Apesar da sólida vitória lograda na capital paulista, Klaus Bachler foi enfático: “A equipe fez uma estratégia incrível, então temos de estar felizes. Mas não foi fácil, ao contrário. Foi a corrida mais difícil da temporada para nós até agora. Fizemos uma preparação tão boa como foi para Le Mans. Sofremos um grande revés lá, mas agora estamos de volta”, disse o austríaco, que agora tem seu trio novamente na liderança do campeonato.

A próxima etapa da temporada será disputada em 1º de setembro com a Lone Star Le Mans, prova de seis horas realizada no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, Estados Unidos.

E o fã brasileiro e sul-americano do automobilismo já tem data marcada para reencontrar com os carros mais fantásticos do mundo no FIA WEC. A Rolex 6 Horas de São Paulo de 2025 vai acontecer entre os dias 11 e 13 de julho de 2025, no Autódromo de Interlagos.

FIA WEC — Campeonato Mundial de Endurance
Rolex 6 Horas de São Paulo, Autódromo de Interlagos

Resultado final
Classe Hypercar
1º – Sébastien Buemi (SUI) / Brendon Hartley (NZL) / Ryo Hirakawa (JAP) – Toyota GR010 – Hybrid #8, Toyota, 236 voltas
2º – Kévin Estre (FRA) / André Lotterer (ALE) / Laurens Vanthoor (BEL) – Porsche 963 #6, Porsche Penske Motorsport, a 1min08s811
3º- Matt Campbell (AUS) / Michael Christensen (DIN) / Frédéric Makowiecki (FRA) – Porsche 963 #5, Porsche Penske Motorsport, a 1min15s993
4º – Mike Conway / Kamui Kobayashi (JAP) / Nyck de Vries (HOL) – Toyota GR010 – Hybrid #7, Toyota, a 1min23s571
5º – Antonio Giovinazzi (ITA) / Alessandro Pier Guidi (ITA) / James Calado (GBR) – Ferrari 499P #51, Ferrari AF Corse, a 1min27s395
6º – Antonio Fuoco (ITA) / Miguel Molina (ESP) / Nicklas Nielsen (DIN) – Ferrari 499P #50, Ferrari AF Corse, a 1 volta
7º – Jenson Button (GBR) / Oliver Rasmussen (DIN) / Philip Hanson (GBR) – Porsche 963 #38, Hertz Team JOTA, a 1 volta
8º – Jean-Éric Vergne (FRA)/ Mikkel Jensen (DIN) / Nico Müller (SUI) – Peugeot 9X8 #93, Peugeot TotalEnergies, a 1 volta
9º – Dries Vanthoor (BEL) / Raffaele Marciello (ITA) / Marco Wittmann (ALE) – BMW M Hybrid V8 #15, BMW M Team WRT, a 1 volta
10º – Nicolas Lapierre (FRA) / Mick Schumacher (ALE) / Matthieu Vaxivière (FRA) – Alpine A424 #36, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
11º – Robert Kubica (POL) / Yifei Ye (CHN) / Robert Shwartzman (ISR) – Ferrari 499P #83, AF Corse, a 2 voltas
12º – Paul-Loup Chatin (FRA) / Charles Milesi (FRA) / Ferdinand Habsburg (AUT) – Alpine A424 #35, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
13º – Earl Bamber (NZL) / Alex Lynn (GBR) – Cadillac V-Series.R #2, Cadillac Racing, a 2 voltas
14º – Sheldon Van der Linde (AFS) / Robin Frijns (HOL) / René Rast (ALE) – BMW M Hybrid V8 #20, BMW M Team WRT, a 2 voltas
15º – Neel Jani (SUI) / Julien Andlauer (FRA) – Porsche 963 #99, Proton Competition, a 2 voltas
16º – Stoffel Vandoorne (BEL) / Loïc Duval (FRA) / Paul Di Resta (GBR) – Peugeot 9X9 #94, Peugeot TotalEnergies, a 2 voltas
17º – Mirko Bortolotti (ITA) / Daniil Kvyat / Edoardo Mortara (ITA) – Lamborghini SC63 #63, Lamborghini Iron Lynx, a 2 voltas
18º – Will Stevens (GBR) / Norman Nato (FRA) / Callum Ilott (GBR) – Porsche 963 #12, Hertz Team JOTA, a 3 voltas
19º – Antonio Serravalle (CAN) / Carl Wattana Bennett (TAI) / Jean-Karl Vernay (FRA) – Isotta Fraschini Tipo6-C #11, Isotta Fraschini, abandonou

Classe LMGT3
1º – Klaus Bachler (AUT) / Joel Sturm (ALE) / Aliaksandr Malykhin (SKN) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #92, Manthey Pure Rxcing, 214 voltas
2º – Ian James (EUA) / Daniel Mancinelli (ITA) / Alex Riberas (ESP) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #27, Heart of Racing Team, a 1 volta
3º- Nicolás Pino (CHI) / Marino Sato (JAP) / Joshua Caygill (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #95, United Autosports, a 1 volta
4º – Grégoire Saucy (SUI) / Nicolas Costa (BRA) / James Cottingham (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #59, United Autosports, a 2 voltas
5º – Maxime Martin (BEL) / Valentino Rossi (ITA) / Ahmad Al Harthy (OMA) – BMW M4 LMGT3 #46, Team WRT, a 2 voltas
6º – Alessio Rovera (ITA) / François Heriau (FRA) / Simon Mann (EUA) – Ferrari 296 LMGT3 #55, Vista AF Corse, a 2 voltas
7º – Ben Barker (GBR) / Ryan Hardwick (EUA) / Zacharie Robichon (CAN) – Ford Mustang LMGT3 #77, Proton Competition, a 2 voltas
8º – Charlie Eastwood (IRL) / Tom Van Rompuy (BEL) / Rui Andrade (ANG) – Corvette Z06 LMGT3.R #81, TF Sport, a 2 voltas
9º – Marco Sørensen (DIN) / Erwan Bastard (FRA) / Clément Mateu (FRA) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #777, D’Station Racing, a 2 voltas
10º – Augusto Farfus (BRA) / Sean Gelael (IDN) / Darren Leung (GBR) – BMW M4 LMGT3 #31, Team WRT, a 3 voltas
11º – Esteban Masson (FRA) / Takeshi Kimura (JAP) / José María López (ARG) – Lexus RC F LMGT3 #87, Akkodis ASP Team, a 3 voltas
12º – Richard Lietz (AUT) / Morris Schuring (HOL) / Yasser Shahin (AUS) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #91, Manthey EMA, a 4 voltas
13º – Dennis Olsen (NOR) / Mikkel Pedersen (DIN) / Christian Ried (ALE) – Ford Mustang LMGT3 #88, Proton Competition, a 5 voltas
14º – Matteo Cressoni (ITA) / Claudio Schiavoni (ITA) / Franck Perera (FRA) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #60, Iron Lynx, a 5 voltas
15º – Davide Rigon (ITA) / Thomas Flohr (SUI) / Francesco Castellacci (ITA) – Ferrari 296 LMGT3 #54, Vista AF Corse, a 23 voltas
16º – Rahel Frey (SUI) / Sarah Bovy (BEL) / Michelle Gatting (DIN) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #85, Iron Dames, abandonou
17º – Daniel Juncadella (ESP) / Hiroshi Koizumi (JAP) / Sébastien Baud (FRA) – Corvette Z06 LMGT3.R #82, TF Sport, abandonou

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O que esperar das próximas 24 Horas de Le Mans?


Texto e fotos Gerson Borini

Se considerarmos os resultados das duas principais corridas de Endurance realizadas às vésperas da próxima 24 horas de Le Mans, o Porsche 963 tem tudo para ser o protagonista na tradicional prova francesa.

Em SPA-Francorchamps o 963 fez dobradinha com a equipe Herts Team JOTA vencendo a dramática corrida de 6 horas após mais de 90 minutos de interrupção por bandeira vermelha, seguido pelo 963 de numeral 6 da equipe Porsche Penske Motorsport.

No campeonato américa, o IMSA, a prova realizada no último sábado pelas ruas de Detroit, novamente os Porsche 963 fizeram bonito, só não subiram ao lugar mais alto do pódio porque o Acura, que não participa de Le Mans, acabou estragando a festa alemã.

Mas se os cinco Porsches 963 que iniciarão a prova em La Satre chegam com moral elevada, as outras marcas não estão muito atrás. Em SPA o Cadillac V-Serire.R fez bonito na classificação, largando em segundo, e durante a prova teve um rendimento mais conservador nas primeiras horas, certamente para poupar pneus, pois em corridas de 6 horas de duração cada equipe tem apenas 18 pneus para administrar, e quando começou sua recuperação foi o causador da bandeira vermelha. Uma manobra equivocada que lhe custará punição para a largada da próxima semana. Em Le Mans serão três Cadillacs alinhados para a largada, assim como três Ferraris 499P.

A equipe Ferrari AF Course é outra quem vem com tudo para Le Mans, após ser desclassificada da pole position em SPA, e não participando do campeonato americano da IMSA, a equipe italiana quer repetir o feito do ano passado, quando venceu na tradicional prova de 24 horas no seu retorno à categoria. Saindo em último no grid, o Ferrari #50 chegou em terceiro lugar na pista belga.

Os Toyotas GR010-Hybrid buscam se reabilitar no campeonato 2024, e na tradicional prova de longa duração perdeu o reinado no ano passado, depois da hegemonia de alguns anos. Em Ímola conseguiu a vitória sobre o Porsche, mas novamente em SPA foi superado pelos Porsches, o mesmo que já havia acontecido na prova de abertura no Catar.

Se a BMW ainda não conseguiu mostrar um bom desempenho nos Hypercar, na LMGT3 foi a surpresa ao vencer nas 6 Horas de Ímola com o carro 31 que tem o brasileiro Augusto Farfus como principal piloto do trio. Em SPA a estratégia da equipe era ser mais agressiva com o carro #46, que tem como piloto o multicampeão de motovelocidade, o Valentino Rossi, e mais conservadora com o carro #31 do brasileiro. Mas ambos acabaram envolvidos em acidentes e ficaram totalmente fora da disputa.

 

Ainda na LMGT3 a disputa está bem aberta, pois se os Porsche 911GT3.R se deram bem ao final das 6 horas de SPA-Francorchamps, os Lamborghinis Huracan EVO2 da equipe Iron Lynx e Iron Dames estiveram sempre entre os primeiros colocados, e a equipe United Autosports fez bonito com o McLaren 720S EVO numeral 59 que tem como piloto o brasileiro Nicolas Costa, estreante na categoria e que brigou pela primeira colocação no início da prova, tendo terminado em 4º lugar.

O Brasil estará representado na categoria Hypercar pelos pilotos Felipe Nasr no Porsche 963 da equipe Porsche Penske Motorsport com numeral 4, por Pipo Derani e Felipe Drugovich no Cadillac V-Serire.R da equipe Whelen Cadillac Racing de numeral 311.

Na LMGT3 o piloto platinum Augusto Farfus é o principal brasileiro e estará a bordo do BMW M4 número 31 da equipe Team WRT. Nicolas Costa vem a bordo do McLaren 720P EVO numeral 59 da United Autosports, e Daniel Serra é o piloto com licença platinum no Ferrari 296 da equipe GR Racing com o numeral 86.

Mas não se esqueçam que uma prova de longa duração como as 24 horas de Le Mans, outras equipes que ainda não mostraram resultado no campeonato 2024 podem aparecer para surpreender, é o caso dos BMW M Hybrid V8 da equipe Team WRT ou do Peugeot 9X8 da Peugeot TotalEnergies que ano passado liderou várias voltas. Já as estreantes Isotta Fraschini com o Tipo6-C, a Iron Lynx com o Lamborghini SC63 e a Alpine Endurance Team com o Alpine A424 devem ser coadjuvantes na categoria dos Hypercar.

Na LMGT3 aparecem outras equipes utilizando o Ferrari 296 que certamente estarão disputando um lugar ao Sol ao lado dos Corvettes Z06.R da TF Sport ou do estreante Ford Mustang  da Proton Competition, assim como os Aston Martin Vantage AMR e o Lexus RC F.

E para rechear os olhos de quem gosta de competição de alto nível, as 24 horas de Le Mans terão mais 48 pilotos distribuídos em 16 carros da categoria LMP2, que não disputam a temporada regular do FIA-WEC, mas por utilizarem a mesma configuração de motor, chassi e pneu entre eles serão uma corrida a parte. Emoções não devem faltar neste ano.

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Coluna do Secco – Corvette comemora 70 anos e pode virar uma linha de modelos

Em 17 de janeiro de 1953, em Nova Iorque, a General Motors Corporation promoveu a apresentação do Corvette, primeiro modelo esportivo da linha Chevrolet. Hoje, 70 anos depois e com quase 2 milhões de unidades produzidas, o Corvette pode se tornar, a partir de 2025, uma submarca, com diferentes modelos, além do consagrado esportivo de dois lugares.

Imaginem nos anos 50, no pós-segunda guerra mundial, uma montadora desenvolver um carro diferente dos padrões norte-americanos? Por isso, causou surpresa e também muita emoção ao público, quando começou a ser visto circulando pelas ruas da cidade.

Ousadamente projetado para ser o carro dos sonhos e estabelecer uma nova forma de vida para uma faixa etária entre os jovens próximos de concluir a formação profissional e bem-sucedidos e apreciadores de automóveis ousados, o Corvette foi projetado por Harley Early, chefe de desenhos da General Motors.

A novidade era ser um automóvel de apenas dois lugares, normalmente ocupados pelo proprietário, acompanhado de uma jovem garota e desfrutando da paz com o encerramento da segunda guerra mundial.

O novo carro tinha ainda outras atrações, como as cores externas e internas vivas e alegres, modelo conversível que um simples botão descobria o ambiente interno fazendo o sol e o vento trazerem de volta aos jovens as comemorações que deixaram de existir durante a fase de conflito global.

O carro era equipado com motores de 3,9 litros e de 4,3 litros, que provocavam emocionantes prazeres e demonstravam superioridade sobre os europeus.

Agora, sete décadas depois, o que se especula é que essa decisão marcará uma nova grande e importante mudança na General Motors e está alinhada com o seu objetivo se tornar uma fabricante exclusivamente de veículos elétricos nos próximos anos.

Essa submarca Corvette, segundo a revista norte-americana Car and Driver, a partir de 2025 incluirá um “cupê” de quatro portas e um crossover esportivo de alto desempenho para fazer parceria com o próximo Corvette esportivo elétrico de dois lugares.

E por que a General Motors daria esse passo? Primeiro porque a fabricante já anunciou o final de produção do seu outro esportivo, o Camaro, para janeiro do ano que vem, e segundo porque, em todo o mundo, o Corvette está entre as marcas mais valorizadas e procuradas da indústria automobilística mundial e as pessoas compram um Corvette tanto pelo nome quanto pelo carro em si.

De acordo com a revista norte-americana, os carros esportivos são importantes formadores de imagem para as marcas e se essa boa imagem for estendida para outros segmentos de veículos, podem se transformar em modelos muito lucrativos.

Um exemplo disso aconteceu com a Porsche que, no início dos anos 2000, lançou o SUV Cayenne. O sucesso foi tamanho que várias outras marcas premium e de esportivos lançaram os seus modelos SUV, como a Lamborghini, Maserati, Jaguar e até a Bentley.

Só para conhecimento dos que ainda não eram nascidos (e nem planejados), o sucesso do Corvette foi tamanho nos Estados Unidos que fez a General Motors aprovar a proposta de patrocínio da série de filmes Rota 66, um sucesso cinematográfico que em quase quatro anos exibiu de forma romântica aventuras de dois jovens e a beleza do automóvel em praticamente todo o mundo.

Não conheci carro em minha vida que proporcionasse tanto sucesso cinematográfico.

Aqui no Brasil, apesar de todo esse glamour, o Corvette não se transformou em êxito de vendas. E nem na Argentina.

Nesses dois países, os dois principais mercados da América do Sul, o nome Corvette ficou reconhecido por uma versão V8 de seus motores que foi muito utilizada pelos especialistas em carros de corrida que criaram na Argentina a categoria Carretera, instalando-os em antigos Ford e Chevrolet, e, principalmente no Brasil, onde além das carreteras foram utilizados em uma categoria conhecida como Mecânica Continental, composta pelos monopostos da categoria Grand Prix (antiga Fórmula 1) que aqui existiram, como Ferrari, Alfa Romeo e Maserati que tinham os seus motores substituídos pelo V8 Corvette.

Coluna do Secco – Corvette comemora 70 anos e pode virar uma linha de modelos Read More »

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