carne vermelha

Consumidor deve ficar atento à qualidade do bacalhau na Semana Santa

Durante a Semana Santa, uma das preocupações é com a qualidade do pescado, se apresenta manchas avermelhadas ou pontos pretos, que indicam a presença de bactérias e/ou fungos. Além disso, o sal utilizado para a conservação do pescado deve ser grosso, uma vez que o fino é proibido.

O consumidor também deve atenção aos peixes comercializados como bacalhau, mas que na verdade não pertencem a esta classificação. Somente as espécies Gadus morhua, conhecida no Brasil como Porto ou Porto Morhua, e Gadus macrocephalus, normalmente chamada de Portinho ou Codinho, são consideradas bacalhau legítimo.

“Os pecados Saithe, Ling e Zarbo são, muitas vezes, vendidos como bacalhau e são inclusive muito consumidos entre os brasileiros. Porém, esses tipos, que costumam ter um custo mais baixo, não são considerados bacalhau e devem ser comercializados como pescado salgado ou salgado e seco”, diz a presidente da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Aline Borges.

Para quem optar na compra do peixe fresco deve observar aparência e textura do produto: guelras avermelhadas, olhos que ocupam toda a órbita e escamas com aderência firme são bons sinais.

“O consumidor só deve comprar peixes com o ventre íntegro. Quando essa parte se rompe, é um alerta de estágio avançado de alteração. Além disso, para que o peixe tenha uma validade mais extensa, é preciso tirar as vísceras antes de armazená-lo”, afirma Aline.

Origem

Trazido ao Brasil pelos portugueses, logo tornou-se iguaria de aristocratas. Combinado à tradição cristã de não consumir carne vermelha durante a Semana Santa, o bacalhau conquistou espaço na mesa dos brasileiros e não pode faltar à mesa durante o almoço da Sexta-Feira Santa.

O bacalhau, no entanto, não é apenas um peixe. É um tipo de preparo específico que pode ser feito com várias espécies da família Gadidae. O mais caro e apreciado é o Gadus morhua – geralmente servido em postas altas e conhecido popularmente como bacalhau do Porto. O quilo do Gadus morhua custa, em média, R$ 150.

Consumidor deve ficar atento à qualidade do bacalhau na Semana Santa Read More »

Chegada da Semana Santa faz a procura por peixes aumentar 40%

A Associação dos Permissionários do Mercado Municipal de Campinas já registra crescimento nas vendas de peixes neste início de março, com a chegada do período da quaresma, tradição religiosa que antecede a Páscoa e que substitui a carne vermelha por carnes brancas. A data comemora a ressurreição de Jesus Cristo, três dias após sua crucificação e será celebrada no próximo 5 de abril.

A expectativa dos comerciantes é que o movimento continue crescendo nas próximas semanas e alcance até 40% de aumento nas vendas de pescados ao longo do período. Segundo Adriana Romero, presidente da Associação dos Permissionários do Mercadão, o movimento tende a crescer gradualmente até atingir o pico próximo à Semana Santa. “O aumento mais significativo acontece mesmo na Semana Santa”, afirma.

Para o presidente da Setec, autarquia responsável pela gestão do Mercadão, Enrique Lerena, o período reforça o papel do estabelecimento como um dos principais pontos de compra da cidade. “O Mercado Municipal é um espaço tradicional e muito procurado pela população nessa época do ano. A quaresma e a Páscoa movimentam bastante o comércio de pescados e fortalecem a atividade dos permissionários”, destaca.

Mais procurados

De acordo com a Associação dos Permissionários do Mercadão, os pescados mais vendidos durante o período são sardinha, pacu, corvina, tilápia, filé de tilápia, filé de salmão e merluza.

Chegada da Semana Santa faz a procura por peixes aumentar 40% Read More »

Rolar para cima