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Francesa Citroën está comeorando 105 anos de fundação

Uma das marca mais importantes da indústria automotiva mundial comemora neste mês de junho, 105 anos. A Citroën celebra com uma trajetória de automóveis marcantes, campanhas publicitárias marcantes e com uma importante renovação de produtos.

A história da marca francesa começou quando, em 5 de fevereiro de 1878, André-Gustave Citroën inaugurou a empresa. Em 1811, por conta da realização de um censo proposto por Napoleão Bonaparte, todos os cidadãos deveriam ter sobrenome. Os que não tivessem, deveriam adotar uma alcunha que o identificasse pela profissão exercida. O bisavô de André, Roelof, que era vendedor de frutas, passou a se chamar Roelof Limoenmann (literalmente, “o homem dos limões”), em referência à sua profissão. No entanto, por outras necessidades, o Limoenmann virou Citroen, apelido que, em neerlandês, é grafado sem o trema e significa “limão”.

Durante todos esses anos, alguns dos destaques foram além das inovações que se referem exclusivamente a chassis, motores e estrutura mecânica, já que seu fundador sempre entendeu toda a força que há por trás de uma produção: mão de obra, comunicação, direitos trabalhistas e pós-venda.

Pioneirismo

Em 1919, em um terreno no Cais de Javel, em Paris, nasceu a fábrica de automóveis André Citroën, sendo um dos projetos iniciais da nova planta o Type A 10 HP, primeiro automóvel europeu construído em série e o primeiro automóvel francês com direção à esquerda. Foi fabricado até 1921.

Junto com o Type A 10 HP, surgiu outra parte de toda essa história e que também já passou dos 100 anos: o “Deux Chevrons”, ou Duplo Chevron, logotipo da marca inspirado em uma engrenagem, em forma de V, fabricada em moldes de areia e utilizada principalmente na moagem de farinha.

Ainda entre os anos de 1919 e 1927, Citroën não só se tornou o primeiro empregador na França a pagar o décimo terceiro mês a seus funcionários, como implementou serviços sociais, cantinas e creches para as colaboradoras que tinham filhos. Ele também criou um serviço completo de pós-venda que incluía uma rede de reparadores, um catálogo de peças, garantia, aluguel de carros e venda a crédito.

Com as campanhas publicitárias, não poderia ser diferente. Em 1922, durante o Salão do Automóvel de Paris, o nome da montadora foi escrito no céu com a fumaça de um avião ao longo de cinco quilômetros. Em 1980, o anúncio do Citroën Visa GTI chamou a atenção quando o veículo foi lançado de um porta-aviões e, logo em seguida, surgiu em cima de um submarino.

Modelos marcantes

Quase um centenário, o Traction Avant, apresentado em abril de 1934, tornou-se um ícone por ser o primeiro modelo a combinar, em uma única estrutura, suspensão independente, carroceria monobloco, tração dianteira e freios hidráulicos.

Há 102 anos, durante o Salão Automóvel de Paris, a marca apresentou o 5 CV, primeiro automóvel concebido para as mulheres. Leve, com um motor de 4 cilindros, sua manutenção era muito simples e os pneus estreitos tornavam a condução mais suave.

No mesmo evento automotivo francês, só que na edição de 1948, era apresentado o 2 CV, originado no projeto “TPV” (“Toute Petite Voiture” ou “carro muito pequeno”) de 1936, cujo objetivo era tornar os carros versáteis, econômicos e acessíveis. Inicialmente equipado com motor bicilíndrico plano de 9 cv, 375 cc, refrigerado a ar, capaz de atingir velocidade máxima de 50 km/h, o veículo foi considerado uma revolução na indústria.

No segmento de utilitários, uma das estrelas foi o Citroën TUB, produzido entre 1939 e 1941 e que inaugurou no mercado o conceito de tração dianteira.

Em 2001, inaugurou sua produção no Brasil com o lançamento do Xsara Picasso, primeiro monovolume fabricado no país. Dois anos depois, chegava o C3, um novo conceito de carro popular e considerado uma solução prática para o dia a dia na cidade. Muito em breve, a marca vai lançar no Brasil o belo Basalt.

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Preço da gasolina e do etanol mantêm tendência de estabilidade

Em maio o preço médio do litro da gasolina foi encontrado a R$ 6,02, com tendência de estabilidade ante a primeira quinzena do mês. O litro do etanol foi comercializado à média de R$ 4, também estável em relação à quinzena anterior. segundo o relatório do IPTL –  Índice de Preços Edenred Ticket Log. 

“Ao compararmos o consolidado de maio com o de abril, quando o litro da gasolina fechou a R$ 5,96, identificamos um aumento de 1% no preço médio. Já o etanol, que fechou o mês anterior a R$ 3,93, ficou 2% mais caro para o consumidor. Os motoristas desembolsarão, em média, R$ 331 para abastecer por completo com gasolina um tanque com capacidade para 55 litros, e R$ 220 para ter o mesmo tanque cheio com etanol”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

A Região Centro-Oeste registrou a redução mais expressiva de todo o País para a gasolina, de 0,17%, em relação à primeira quinzena, fechando o mês a R$ 5,98. Porém, o menor preço médio foi encontrado no Sudeste, a R$ 5,87. O Centro-Oeste comercializou o etanol a R$ 3,88, média mais baixa de todo o território nacional, e também a maior redução, de 0,51%. 

A gasolina mais cara foi identificada nos postos de abastecimento da Região Norte, a R$ 6,39. O Norte e o Nordeste compartilharam o mesmo preço médio para o etanol, de R$ 4,62, que também foi o mais caro. 

Nos destaques por estado, o Rio Grande do Norte registrou os aumentos mais expressivos de todo o país para os dois combustíveis, com a gasolina a R$ 6,16, com acréscimo de 1,65% ante a quinzena anterior, e o etanol a R$ 4,84, após ficar 1,26% mais caro. A média mais cara para a gasolina foi registrada no Acre, a R$ 6,83, e em Sergipe para o etanol (R$ 5,04).

Em São Paulo foram encontradas as médias mais baixas de todo o país, de R$ 5,77, para a gasolina e R$ 3,79 para o etanol. Já a redução mais significativa para a gasolina, de 1,10%, foi identificada nas bombas de abastecimento da Bahia, que fechou o mês com litro a R$ 6,29. No Distrito Federal, o IPTL registrou o maior recuo para o etanol, de 0,94%, que fechou o mês a R$ 4,21. 

“Abastecer com gasolina neste encerramento de mês foi considerado mais econômico apenas em 11 estados brasileiros que integram as regiões Sul, Norte e Nordeste. O etanol continua mais vantajoso em todo o Sudeste e Centro-Oeste. O etanol também é opção mais ecológica para quem opta por contribuir para uma mobilidade de baixo carbono, por ser um combustível que emite menos poluentes na atmosfera”, finaliza Pina. 

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Coluna Fernando Calmon  — Elétricos enfrentam novos obstáculos

Coluna Fernando Calmon nº 1.302 — 21/5/2024

Elétricos enfrentam novos obstáculos ao redor do mundo

Demorou um pouco, mas os maiores fabricantes de veículos estão reavaliando o ritmo de investimentos em modelos 100% elétricos. Reduzir não significa qualquer desistência e sim reavaliar o cenário em razão do que os compradores têm mostrado ser o desejo. No primeiro quadrimestre deste ano em praticamente todos os mercados mundiais (à exceção da China) observou-se diminuição de vendas dos elétricos. Ao mesmo tempo, maior procura por híbridos plugáveis, em especial aqueles com baterias de maior capacidade que garantam pelos menos 100 quilômetros de alcance médio urbano no modo elétrico.

As últimas notícias do exterior retratam essas evidências. Marcas que já tinham descartado investir em modelos híbridos como as do grupo GM, VW e Mercedes-Benz, entre várias outras, reavaliaram o cenário em favor dos híbridos. Uma inesperada guerra de preços levou a uma perda de rentabilidade em um momento em que altos investimentos na produção de bateria são fundamentais. A Ford, por exemplo, revelou pesado prejuízo financeiro na venda de cada modelo elétrico. Stellantis, por ter esperado mais para avaliar melhor o cenário, foi menos atingida.

BMW é uma exceção. Embora pioneira no carro elétrico com o i3, sempre defendeu que a escolha deve ser do mercado e oferece motores de combustão interna (MCI), híbridos e elétricos. A Europa quer zerar a venda de MCI até 2035, mas isso também pode mudar em favor dos híbridos.

Entre as que procuraram surfar nesta onda a Fisker, marca americana com fábrica na Áustria, pediu falência. Isso torna ainda mais difícil a tentativa de pequenas empresas, conhecidas como startups, que acham relativamente fácil comprar motores e baterias de prateleira e lançar novos modelos. Entre outras estão Pear, Alaska e Ronin.

Até a Tesla com o frenesi causado por seus carros não escapou, algo que esta coluna já havia previsto quando a concorrência começasse a surgir por todos os lados. A marca do bilionário Elon Musk enfrenta perdas financeiras pesadas e diminuição de vendas que eram esperadas, todavia não com a intensidade agora vista. Dos cinco produtos apenas dois, Model 3 e Model Y, se destacaram. Já chegou a hora de atualizações visuais, como é praxe na indústria, porém aparentemente nada há à vista.Na China, o cenário é outro. Em razão de prejuízos vultosos no setor imobiliário do país, o governo priorizou os carros elétricos com fortes subsídios e, em particular, o desenvolvimento de baterias. Os avanços tecnológicos tornaram-se evidentes. Depois veio a ordem para exportar a qualquer custo. E os EUA, cujo mercado só é menor que o da China, parecia alvo fácil.

Contudo o governo americano acaba de anunciar que veículos chineses terão imposto de importação de nada menos que 100%. A saída seria construir fábricas no México e de lá exportar para o vizinho gigante. Essa porta poderia se fechar da mesma maneira. Resta tentar instalar fábricas nos EUA. Também serão barrados? A conferir nos próximos capítulos.

Stellantis investirá R$ 14 bilhões na fábrica Fiat em Betim (MG)

O montante foi informado pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O montante de R$ 14 bilhões soma-se aos R$ 13 bilhões anunciados recentemente para a fábrica mais moderna do grupo em Goiana (PE) e integra o total de R$ 30 bilhões no período 2025-2030.

Stellantis, que é um grupo automobilístico ítalo-franco-germânico-americano, tem mais uma fábrica em Porto Real (RJ), onde hoje só produz modelos Citroën. Matematicamente haveria ainda R$ 3 bilhões sem alocação oficial anunciada, que deverá ir para a unidade fluminense do grupo e pode ser anunciado ainda neste mês de maio.

A fábrica mineira em Betim também produz três famílias de motores flex, caixas de câmbio manuais e abriga um centro de desenvolvimento e pesquisa com mais de 4.000 funcionários. Lá estão se desenvolvendo quatro plataformas Bio-Hybrid que incluem motores flex micro-híbridos, híbridos plenos, híbridos plugáveis e elétricos.

O primeiro produto será lançado já no próximo semestre e tudo indica será um micro-híbrido Fiat, Pulse ou Fastback, modelos mais caros da marca.

Cappellano confirmou apenas que parte da expansão em Betim (MG) contará com “importação de ferramentas de uma fábrica na Europa que está sendo desmobilizada”. Isso se enquadra no programa Mover para estimular investimentos em inovação e mobilidade verde.

T-Cross 2025 mantém preço, mas ganha e perde alguns itens

Com tanta oferta de SUVs no mercado brasileiro defender a liderança absoluta não é tarefa fácil. Para tanto a VW decidiu manter os preços da versão 2025, mesmo incluindo novos equipamentos e reformulando para bem melhor o aspecto interno do modelo. Este é o primeiro dos 16 lançamentos do seu plano de investimentos de R$ 16 bilhões até 2028.

A frente foi atualizada com novo para-choque, grade e faróis com uma barra cromada de interligação. Sem dúvida, rejuvenesceu o modelo. Único senão: ausência dos faróis de neblina disponíveis anteriormente, a partir da versão intermediária Comfortline. Rodas de liga leve, de 17 pol. nas versões mais caras, têm desenho mais elaborado e se destacam no conjunto. Mudanças na traseira ficaram muito boas com a interligação de LED das lanternas, dando sensação de que o carro foi alargado.

No interior destaques para a escolha cuidadosa dos materiais de acabamento e também de revestimento dos bancos, além de novas saídas de ar-condicionado e moldura central do painel. Tela multimídia de 10,1 pol. e quadro de instrumentos de 8 pol. têm visual mais atraente. Teto solar panorâmico está entre os opcionais.

Não houve mudanças mecânicas: permanecem motores de 1 L, nas duas primeiras versões e de 1,4 L, na de topo, sempre com câmbio automático epicíclico de seis marchas). Em rápida avaliação urbana manteve as apreciadas qualidades dinâmicas e desempenho.

Outra novidade são os pneus Pirelli Seal Inside: vedam automaticamente, em 85% dos casos, furos com até 0,5 mm de diâmetro (não são do tipo run flat) causados por pregos de até 0,4 mm. Levaram a uma alteração muito pequena no consumo de combustível, porém oferecem mais segurança.

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Coluna Fernando Calmon — Dia do Automóvel passou quase em branco no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.301 — 14/5/2024

Dia do Automóvel passou quase em branco no Brasil

Sem a menor dúvida, o automóvel está entre as paixões dos brasileiros e, por que não, também de boa parte das brasileiras. No mundo todo, aliás, com seus 1,3 bilhão de veículos leves em circulação a data se refere ao dia 13 de maio de 1886. Neste dia foi patenteado pelo alemão Karl Benz o primeiro automóvel “útil” do mundo, embora seu compatriota Gottlieb Daimler no mesmo ano e sem se conhecerem concluiu o que depois se identificaria como motocicleta.

Ainda que essa história de pioneirismo seja a mais aceita, há referência ao “carro” a vapor do francês Nicolas-Joseph Cugnot, em 1769. E também outros precursores a exemplo do também alemão Siegfried Marcus, em 1870, que já tinha um motor a combustão, mas se tratava apenas de uma simples plataforma de carga. Os franceses também reivindicam a invenção por meio de Édouard Delamare-Deboutteville, em 1884. Ele também patenteou seu modelo, mas nunca foi produzido ou vendido.

A relação do brasileiro com o carro apareceu de modo explícito em recente pesquisa da consultoria Ernest & Young, que entrevistou 15.000 pessoas em 20 países. Segundo a EY, 88% dos respondentes brasileiros têm preferência por um veículo pessoal ao se deslocar para escola ou trabalho contra 80% da média mundial. Somente 56% utilizariam transporte público, enquanto a média mundial é de 62%.

O Portal do Trânsito e Mobilidade, de Curitiba (PR), chegou a sugerir boas maneiras de comemorar o Dia do Automóvel por meio de uma relação singela de iniciativas:

  • “Faça um passeio de carro por lugares especiais.
  • Alugue um carro clássico por um dia para passear por sua cidade.
  • Visite exposições ou eventos automobilísticos.
  • Conheça o Museu do Automóvel da sua cidade ou visite uma que o tenha.
  • Compartilhe sua paixão por carros nas redes sociais.
  • Faça parte de um Clube do Automóvel.”

Apesar de a agitação moderna da vida em sociedade, turbinada pelos automóveis, torne a maioria dos eventos desta relação difíceis de cumprir, não custa tentar. Deixar passar em branco parece injusto com um veículo que mudou a face do mundo. Ou, no mínimo, conte uma boa história até fim desta semana nas redes sociais.

Frota brasileira de veículos continua a envelhecer

O tradicional e respeitado estudo do Sindipeças apontou que em 2023 havia em circulação no Brasil 47.121.602 veículos leves e pesados, além de 13.261.784 motocicletas, totalizando 60.383.386 de unidades. O crescimento foi de apenas 0,5%, 1,7% e 0,8%, respectivamente.

Segundo o relatório, segue firmemente o processo de envelhecimento da frota brasileira. Em 2023, a idade média foi de 10 anos e 10 meses para autoveículos e 8 anos e 4 meses para motocicletas. Nos últimos 10 anos o desgaste da frota de autoveículos aumentou em mais de 2 anos. O que mais chamou atenção:

“Em relação a 2022, o movimento de queda na representatividade de veículos com menos idade, aqueles com até 5 anos (-4,3%) e de 6 a 10 anos (-8,3%), e o aumento dos veículos com maior idade, 11 a 15 anos (+ 5,6%) e 16 a 20 anos (+ 14,9%), compõem o envelhecimento.”

O Governo Federal planeja – e não vem de agora – mais uma tentativa de renovação de frota, em especial de veículos pesados que preocupam ainda mais tanto em termos de emissões quanto de segurança veicular. No entanto, como lembra o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr., há uma barreira prática que não pode ser esquecida:

“Há 7.000 empresas recicladoras veiculares nos EUA. Nem todas são escrapeadoras. A maioria é desmanteladora (dá baixa, drena fluidos e desmonta os veículos). As maiores geralmente são trituradoras. No Brasil temos apenas cerca de 60 empresas trituradoras registradas na Senatran, porém apenas cerca de metade em operação.”

Com este cenário fica difícil acreditar, seriamente, em renovação de frota aqui.

Ferrari Roma Spider chega ao Brasil por R$ 3,95 milhões

Um conversível de dois lugares (tecnicamente um 2+2, mas na prática sem espaço traseiro) de rara beleza inclusive pelos altos padrões da marca Ferrari. Assim é o atraente Roma Spider, lançado em março de 2023 em substituição ao Ferrari Portofino. Além de praticamente em nada macular o belo estilo do cupê 2+2 original, a capota flexível pode ser rapidamente recolhida ou fechada em apenas 13,5 s a até 60 km/h. Entre as características marcantes está o opcional de aquecimento do pescoço do motorista e acompanhante para os dias mais frios.

A oferta do teto rebatível retorna após 54 anos desde o modelo 365 GTS4, de 1969. O motor central-dianteiro é igual ao do Roma cupê: V-8 biturbo de 3,9 litros, 620 cv (entre 5.750 e 7.500 rpm), 77,5 kgf·m (entre 3.000 e 5.750 rpm) com 80% do torque disponível a partir de apenas 1.900 rpm. O câmbio é automatizado de duas embreagens e oito marchas. Massa em ordem de marcha de 1.472 kg, nada menos de 200 kg inferior ao Portofino. Acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 s, 0 a 200 km/h em 9,7 s. Freia de 100 km/h a zero em apenas 32 m.

O importador oficial Via Itália vendeu as primeiras 20 unidades que chegam ao País até o final deste ano por praticamente R$ 4 milhões cada.

BYD Dolphin Mini tem bom preço e suspensão a melhorar

Embora os R$ 115.800 tenham extrapolado o que se especulava, ainda assim é competitivo frente aos modelos com motor a combustão e outros elétricos. O Dolphin Mini (nome original, BYD Seagull – gaivota, em inglês –, soa mal em português) oferece ótimo espaço para ombros, pernas e cabeças de quatro passageiros graças à generosa distância entre eixos de 2.500 mm e ao assoalho plano atrás. Sem previsão de versão de cinco lugares.

No uso urbano, destaque em todo carro elétrico, há alguns pontos negativos. Notei a falta do aviso sonoro aos pedestres, exagerado no Dolphin maior e inexistente no compacto. O motor dianteiro entrega limitados 75 cv e 13,8 kgf·m para uma massa total elevada de 1.239 kg, em razão da bateria. Apesar de o torque surgir de forma quase instantânea, não empolga. Faz falta o limpador do vidro traseiro.

A distância livre do solo de apenas 110 mm atrapalha ao “escalar” lombadas e “mergulhar” em valetas típicas de nossas ruas e até estradas. Os freios estão bem dimensionados, porém em comparação a carros convencionais as distâncias para a parada total são um pouco maiores. A dirigibilidade fica de certa forma comprometida pelo comportamento atípico das suspensões. Faltou o ajuste fino que a engenharia brasileira desenvolveu por décadas e hoje é referência mundial. Pneus 175/55 R16 não existem no Brasil. Se precisar trocar, só nas concessionárias da marca.

Desempenho e alcance no uso rodoviário são pontos fracos do carro. Ultrapassagens exigem mais atenção porque não há folga de potência. O alcance ficou limitado a menos de 200 km nos trechos de autoestrada, em contraste ao uso urbano em que pode rodar cerca de 300 km facilmente. Porta-malas também impõe limites: mesmo sem estepe o volume alcança apenas 230 litros, mas parte disso é ocupado numa bolsa pelos cabos e plugues de recarga.

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Stellantis compra marca chinesa para fabricar veículos elétricos

No ano passado a Stellantis investiu €1,5 bilhão para comprar 21% da Leapmotor e agora se une à montadora chinesa para a formação da Leapmotor International, unindo as duas competências para a produção e distribuição de carros elétricos em todo o mundo.

A parceria – sob o controle da Stellantis – tem por objetivo impulsionar as vendas da Leapmotor na China e usar a presença global da Stellantis para expandir os negócios para a Índia e Ásia-Pacífico, Oriente Médio, África e América do Sul ainda este ano. O CEO da nova empresa é Tianshu Xin, ex-executivo da Stellantis na China.

A empresa vai lançar os modelos T03 e C10, inicialmente na Europa: França, Itália, Alemanha, Holanda, Espanha, Portugal, Bélgica, Grécia, Romênia e em seguida em outros países. Serão 200 pontos de venda este ano e 500 até 2026. Ainda este ano os carros serão comercializados no Oriente Médio e África (Turquia, Israel e países franceses no exterior), Índia e Ásia-Pacífico (Austrália, Nova Zelândia, Tailândia, Malásia e Índia) e América do Sul (Brasil e Chile).

O T03 é um carro urbano compacto de cinco portas do segmento A, com espaço interno de segmento B e autonomia de 265 km obteve o primeiro lugar no Estudo de Qualidade Inicial da JD Power para o segmento dos pequenos.

O Leapmotor C10 tem uma central eletrônica integrada e arquitetura elétrica, tecnologia cell-to-chassis (CTC) e cockpit inteligente. É um veículo do segmento D totalmente equipado e centrado na família, com autonomia de 420 km e classificação E-NCAP de 5 estrelas.

Os produtos da Leapmotor são complementares aos atuais da Stellantis e proporcionarão mais acessibilidade global.

“A criação da Leapmotor International é um grande avanço para ajudar a resolver a questão urgente do aquecimento global com modelos BEV de última geração que vão competir com as marcas chinesas existentes nos principais mercados em todo o mundo”, disse o CEO da Stellantis, Carlos Tavares. “Aproveitando a nossa presença global, em breve seremos capazes de oferecer aos nossos clientes veículos elétricos com preços competitivos e centrados na tecnologia que irão exceder as suas expectativas. Sob a liderança de Tianshu Xin, foi desenvolvida uma estratégia global convincente para expandir rapidamente os canais de distribuição de vendas, impulsionando o crescimento da Leapmotor e gerando valor para ambos os parceiros”. (AutoInforme)

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Picape Fiat Strada alcança 500 mil unidades produzidas

Desde o seu lançamento em 1998, a picape Strada é um sucesso de vendas. A picape pequena da marca está comemorando 500 mil unidades produzidas na fábrica de Betim-MG.

A Fiat foi responsável pelo lançamento da primeira picape derivada de um automóvel (147) no Brasil, a marca italiana também foi inovadora ao lançar uma picape pequena com quatro portas em 2022. Ao todo, desde a sua primeira picape em 1978, a Fiat já produziu mais de dois milhões de unidades.

Além de ser o veículo mais vendido do Brasil por três anos consecutivos, fato inédito no mercado nacional (2021, 2022 e 2023), a picape é a número um também em sua categoria há 21 anos.

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Citroën Traction Avant foi uma referência mundial

A francesa Citroën está comemorando 105 anos de existência com vários modelos icônicos. Mas sem duvida, entre tantos veículos marcantes, o Traction Avant se destaca. Apresentado em abril de 1934 e iniciadas as vendas em maio do mesmo ano, o modelo marcou na época pela tecnologia e modernidade do seu design. Foram também muito marcantes as propagandas produzidas para o o Traction Avant.

Traction Avant significa literalmente “tração dianteira”, embora o nome oficial fosse numérico e se referisse à potência do carro: 7 CV. Desenvolvido por André Lefèbvre e Maurice Sainturat em apenas 18 meses, o veículo era tão evoluído para a época, que ainda parecia contemporâneo mais de duas décadas depois, já que ele foi produzido até julho de 1957.

Adorado

Talvez o carro mais inovador do mundo à época, o modelo não inventou as tecnologias que o tornaram famoso: suspensão independente, carroceria monobloco, tração dianteira e freios hidráulicos. Mas a combinação delas era única. Não foi à toa que o veículo, um dos mais ousados pensados por André Citroën, foi amado por políticos, artistas, poetas e empresários durante seus 23 anos de vida, tendo inclusive as famosas versões presidenciais desenvolvidas por Henri Chapron para o presidente da França, Charles de Gaulle.

A adoção precoce dessas tecnologias pela Citroën fez com que o Traction Avant não só fosse cerca de 25% mais leve do que a maioria dos rivais da época, mas também tivesse uma aparência radicalmente diferente. Sem cardã atravessando a carroceria longitudinalmente, era espaçoso por dentro e, sem um chassi ou carroceria separados, era baixo, leve e ágil.

Uma solução tão ousada que logo se propagou por toda a indústria automotiva global. Não à toa, a esmagadora maioria dos carros de passeio produzidos atualmente adotam o mesmo conceito criado pela Citroën há 90 anos.

O modelo também inédito foi em seu design. O escolhido para desenhar artesanalmente o Traction Avant foi o escultor italiano Flaminio Bertoni, que nunca havia trabalhado para o setor automotivo. Mesmo assim, o artista conseguiu aproveitar o seu talento, seus conhecimentos do trabalho com metal e as inovações tecnológicas para chegar a uma silhueta aerodinâmica, elegante e inconfundível. Seu projeto, apresentado a André Citroën em um molde de argila, foi aprovado de imediato.

Diferenciais

Uma das versões mais raras do Traction Avant é a 7A, que somou 7 mil unidades fabricadas até julho de 1934 e era equipada com um motor de quatro cilindros, 1.303 cm³ e 32 cv. Depois vieram os modelos 7B (1.628 cm³ e 38 cv) e 7 Sport (1.910 cm³ e 48 cv). Era possível escolher entre as carrocerias Berline (sedã), Faux Cabriolet (conversível) e Roadster (conversível de dois lugares).

Em 1938, uma versão mais potente, chamada 15-Six G, apareceu e complementou a linha, equipada com motor seis-cilindros de 2.867 cm³ e 77 cv e suspensão hidropneumática. Essa versão do Traction Avant foi apelidada de “Queen of the Road” (Rainha da Estrada), pelo seu vanguardismo, imponência, mas também conforto e impavidez no rodar.

Todas as versões usavam caixa de câmbio de três marchas, com a alavanca, no estilo típico da Citroën, projetando-se verticalmente do painel. A suspensão independente com barra de torção e o moderno sistema de direção recompensavam o desafio com um guiar vívido e inspirador. A “gentileza” se completava com seu conjunto formado por motor, câmbio, radiador e suspensão dianteira acessível por um capô com fixação longitudinal, facilitando a vida dos mecânicos.

Além disso, a carroceria monobloco também conferia inúmeras vantagens: na parte aerodinâmica, o veículo, por ser mais baixo, possuía consequentemente a parte dianteira menor, reduzindo a resistência do ar. Além disso, a eficiência do conjunto permitiu uma notável redução de peso, o que representou uma melhoria no consumo.

A suspensão independente nas quatro rodas proporcionou ao Traction Avant um conforto de condução que surpreendia a todos, conferindo ao veículo uma estabilidade na estrada sem precedentes para a época. E por não possuir um túnel de transmissão, usada até então em carros de tecnologia mais antiga, o interior tinha um piso totalmente plano.

O Traction Avant foi um verdadeiro sucesso de vendas, com uma produção de 759.123 unidades fabricadas.

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Tradicional Salão do Automóvel de São Paulo pode voltar

O presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores, Mário de Lima Leite, disse nesta sexta-feira (12) que o Salão do Automóvel voltará a ser realizado. No entanto, o evento, que ocorreu pela última vez em 2018, em São Paulo, ainda não tem data e nem local confirmados.

A volta do salão foi uma cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar no evento de inauguração, na noite de hoje, da nova sede da Anfavea, na zona sul da capital paulista.

“Estamos avaliando questões de espaço e logística, mas o salão do automóvel vai acontecer. Não temos data ainda definida, mas, sem dúvida, é uma cobrança legítima do presidente [Lula], nós precisamos ter ousadia para expor as nossas tecnologias para os consumidores e também para o mundo de uma forma geral”, disse Lima.

O presidente da Anfavea justificou, ainda, os elevados preços dos carros nacionais e disse que a indústria irá voltar a produzir três milhões de veículos por ano. Em 2023, foram vendidos 2,3 milhões.

“O que aconteceu foi principalmente a elevação da taxa de juros nos últimos anos, por razões de questões globais que estavam acontecendo. O custo do crédito ficou muito caro para o consumidor. Para se ter uma ideia, em média, 70% das nossas vendas eram vendas financiadas, vendas a crédito. No último ano, nós tivemos apenas 30% de vendas a crédito”, disse.

Preços

Lima afirmou, também, que a indústria automobilística elevará a produção para ajudar no barateamento do preço dos carros nacionais.

“Se a gente pegar o automóvel de entrada, aquele popular da época do presidente Itamar Franco, e aplicarmos a inflação sobre ele, ele estaria hoje valendo mais de R$ 80 mil, o mesmo carro sem as tecnologias que nós temos hoje”, acentuou.

“O desafio da indústria é levar esse veículo, essa mobilidade para o consumidor. Então, a indústria automobilística está atenta a isso e o mercado interno vai crescer. A nossa expectativa é chegar – em termos de mercado interno – a três milhões de unidades nos próximos dois anos”, acrescentou.

Com novos aportes de fabricantes anunciados no último mês, a Anfavea anunciou hoje que o ciclo atual de investimentos – iniciado em 2021 – já supera R$ 123 bilhões, sem contar os do restante da cadeia automotiva. Na cadeia de autopeças, são estimados investimentos R$ 6 bilhões no mesmo período. (Agência Brasil)

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Produção de veículos automotores cresce em relação a fevereiro

No mês de março, o licenciamento e a produção de veículos no Brasil apresentaram crescimento em relação a fevereiro, informou hoje (8) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No entanto, ambos manifestaram queda na comparação anual.

Em relação ao licenciamento, o crescimento foi 13,6% ante fevereiro, com 187.731 unidades comercializadas. O licenciamento inclui tanto veículos leves quanto caminhões e ônibus.

Por outro lado, houve queda de 5,7% em comparação a março do ano passado o que, para o presidente da Anfavea, pode ser explicado pelo fato de março deste ano ter tido três dias úteis a menos que março de 2023. “A média diária de vendas [em março] foi de 9,4 mil unidades”, disse Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.

Já a produção cresceu 3,2% em comparação a fevereiro deste ano, com 195.751 unidades montadas. “A produção foi a melhor desde novembro e vai se ajustando à crescente demanda do mercado. Em março, ela se aproximou do patamar de 200 mil unidades”, disse Leite. Mas em relação ao mesmo mês do ano passado foi registrada queda na produção de 11,8%.

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“Um detalhe, que não consta ainda desses números: a primeira semana de abril foi a melhor primeira semana do mês de abril desde 2014. Isso é uma tendência de que o mercado vem com crescimento”, acrescentou.

As exportações também apresentaram comportamento positivo na comparação mensal, com aumento de 6,5% no período. “Março teve o melhor resultado em sete meses”, disse o presidente da Anfavea. Na comparação anual, no entanto, houve queda de 28%, com 32.706 unidades embarcadas. “Isso se deve, em especial, à queda nos mercados de destino como Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Uruguai e, ao mercado do México, que especialmente em março, por uma questão de sazonalidade, teve uma queda. E isso impactou nas nossas exportações”, acrescentou.

Os empregos no setor, por sua vez, mantiveram uma certa estabilidade, com leve crescimento em relação a fevereiro e uma pequena queda na comparação com março do ano passado. Em março 101.404 pessoas estavam empregadas no setor, o que significou aumento de 0,7% ante fevereiro e queda de 0,2% em relação a março de 2023.(Agência Brasil)

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Nova fábrica da BYD vai produzir 150 mil carros elétricos por ano

A BYD anunciou hoje o início das obras da primeira fábrica de carros elétricos no Brasil. O complexo fabril será construído onde era a fabrica da Ford, em Camaçari-BA.

“Ao olharmos para o futuro, estamos entusiasmados com as oportunidades que esta nova fábrica irá gerar. Não apenas em termos de emprego, mas também no que diz respeito ao desenvolvimento de novas tecnologias e à contribuição para uma economia mais sustentável”, afirmou Tyler Li, presidente da BYD Brasil.

O início da construção dá continuidade ao processo de instalação do maior polo industrial da BYD fora da China, que conta com o investimento de R$ 3 bilhões. A expectativa é iniciar a produção entre o fim de 2024 e o início de 2025, com capacidade instalada próxima de 150 mil veículos por ano durante a primeira fase de implantação.

A BYD pagou ao Governo da Bahia o valor de R$ 287.816.458,00 pela compra do complexo que possui 4,6 milhões de m2 de área total. Na primeira fase de obras, serão 26 novas instalações entre galpões de produção, pista de testes e outras estruturas que vão ocupar uma área de cerca de 1 milhão de m2. As antigas instalações do complexo serão destinadas a fornecedores que vão ajudar na produção de partes e peças dos novos veículos.

Inicialmente, os carros fabricados no complexo serão o Dolphin, o Song Plus híbrido plug-in, o Yuan Plus e o Dolphin Mini, recém-lançado no Brasil..

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