Audi

Teste: Volkswagen Jetta GLi tem de sobra conforto e desempenho

Lançado nos Estados Unidos em 1984, o quase quarentão Volkswagen Jetta GLi sempre foi um modelo diferenciado e desejado. Produzido no México, o Golf com porta-malas, como ficou conhecido, se destaca pelo acabamento especial, bom espaço interno, design bonito e desempenho muito esportivo.

Recentemente o modelo ganhou uma edição comemorativa, a GLI 40th Anniversary Edition, limitada em 1.984 unidades e que não virá para o mercado nacional.

No Brasil chegou em 2019, trazendo todas as suas qualidades por um preço muito menor que o seus concorrentes. Em 2022 o Jetta GLi passou por uma renovação, que o deixou ainda mais esportivo, moderno e tecnológico.

A prova do desejo que provoca é que o modelo tem fila de espera de mais de quatro meses. Afinal, o GLi é mais potente e equipado que o seu concorrente direto, o Audi A3 sedan, e muito mais barato.

Esportivo

Por fora, o novo o GLI ganhou para-choques dianteiro e traseiro novos. A grade foi redesenhada com detalhes em “colmeia” na cor preta e a tradicional faixa vermelha, que destaca o modelo esportivo dos demais Jettas. Os faróis afinados são de full LED e dão um charme especial á dianteira.

A lateral, as elegantes linhas dão o tom da esportividade do sedã, com destaque para as caixas de rodas traseiras alargadas. Dentro das caixas, rodas liga-leve diamantadas de 18 polegadas calçadas com pneus 225/45 R18.

As lanternas traseiras em full LED são esguias. A traseira também ganhou novo difusor e sistema de escape com ponteiras mais ovaladas, garantindo um ronco esportivo.

Moderno

O interior segue o exterior, com muita esportividade e um bom padrão de acabamento. O novo volante é mais um dos destaques do modelo. Além da excelente empunhadura, conta com diversos comandos e aletas atrás, que possibilitam ao motorista não retirar as mãos do comando, ainda mais andando rápido.

O painel digital tem várias opções de configurações e no centro uma central multimídia de 10,1 polegadas, com o VW Play. Com possibilidade da conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, a central conta com diversos aplicativos disponíveis para download, modo valet e conexão Wi-Fi via smartphone.

O espaço interno é muito bom para até quatro passageiros. Isso graças á distancia do entre-eixos, que é de 2,68 metros. Para segurança dos passageiros, o GLi vem de série com seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina) e Isofix com top-tether para fixação de cadeirinhas de crianças no banco traseiro.

Veloz

Acelerar o Jetta GLi é uma alegria só. Equipado com um motor de quatro cilindros, dois litros, turbocompressor, injeção direta de combustível, comando de válvulas variável para admissão e escape, o esportivo entrega 231 cavalos de potência e 35,7 kgfm de torque. A transmissão é automática de dupla embreagem com sete velocidades.

Esse conjunto faz o modelo chegar aos 249 quilômetros por hora e acelerar de 0 a 100 km/h em 6,7 segundos.

O conjunto de tração, o diferencial de deslizamento limitado com sensor de torque controlado eletronicamente (VAQ), que monitora os dados de velocidade e força G lateral, faz os ajustes precisos para manter um equilíbrio ideal de torque entre as rodas dianteiras, transferindo mais força para a roda com maior capacidade de tração na curva.

Esse recurso, inédito no mercado, aumenta a velocidade em curvas e o deixa a “tocada” esportiva ainda mais prazerosa e especial.

Por falar em estabilidade, o sedã esportivo, mesmo em velocidades mais elevadas, está sempre na “mão” do motorista.


E para segurar tanta esportividade, o GLi está equipado com discos ventilados de 312 mm na dianteira e de 300 mm na traseira, transmitindo muita tranquilidade, já que pára sem desvios e em espaço curtos.

Preço
VW Jetta GLi R$ 216.990,00.

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Coluna Fernando Calmon — Smartphones podem ser grandes aliados para a segurança viária

Coluna Fernando Calmon nº 1.264 — 15/8/23

Smartphones podem ser grandes aliados para a segurança viária

Estudo feito nos EUA pelo Instituto das Seguradoras para Segurança Rodoviária (IIHS, na sigla em inglês) revelou que os telefones celulares podem perder a pecha de vilões para a segurança no trânsito e se tornar um aliado para evitar acidentes. No Brasil a multa para quem for flagrado dirigindo com o celular na mão é a mais alta na escala do Código de Trânsito Brasileiro. Ainda assim, mesmo com o sistema viva-voz os riscos não foram de todo eliminados.

Em artigo recente o cientista sênior de pesquisas do IIHS, Ian Reagan, alertou: “A distração tem causado acidentes desde que as pessoas começaram a dirigir. Nosso vício em telas aumentou o problema. Se o smartphone pudesse se tornar uma ferramenta para combater não apenas a distração, mas também o modo inseguro de dirigir seria uma reviravolta verdadeiramente notável.”

Apple e Google já oferecem opções para uma ótima defesa contra distrações: o recurso “não perturbe” para bloquear chamadas e notificações enquanto o motorista estiver dirigindo. Entretanto, as pesquisas do IIHS apontaram que apenas 20% dos motoristas habilitaram esse recurso.

Para estimular o seu uso, as versões mais recentes dos aplicativos permitem filtrar mensagens urgentes ou de contatos designados, além de adotar comandos por voz para algumas funções e pesquisas básicas na web.

Os smartphones também podem oferecer um recurso de segurança que a maioria dos veículos em circulação ainda não possui. Alguns aplicativos usam a câmera do telefone para prover um aviso de colisão frontal (FCW, em inglês) em veículos mais antigos ou não equipados com o FCW a bordo.

Supondo que funcionem razoavelmente bem, isso poderia ajudar a preencher uma lacuna desde já, até que a frenagem automática de emergência (AEB, em inglês) estivesse instalada na totalidade da frota circulante, o que vai demorar mais de duas décadas.

Outros desenvolvedores estão procurando usar a câmera do smartphone para monitorar o olhar do motorista ou a direção da cabeça e alertá-los quando sua atenção se desviar da estrada à frente por muito tempo.

Isso transforma um dispositivo frequentemente responsável pela distração em uma proteção contra ela.

Strada ganha status e desempenho com motor turbo flex

O mercado brasileiro foi ao longo dos anos assistindo ao aumento de preferência por picapes. As grandes saíram de foco (agora voltando, porém com números tímidos e alto preço agravado pela importação). O segmento de picapes médias representou 9% de todos os tipos de modelos leves vendidos em 2022 e as picapes pequenas (Strada, Saveiro, Montana e Oroch), 7%. Juntas respondem por cerca de 17% das vendas no País, percentual quase igual ao mercado americano (18%).

Se existe uma trajetória invejável é da Strada, lançada em 1998. No ano passado, representou 76% do seu segmento. Nos últimos dois anos e agora em 2023 tornou-se o modelo mais vendido no País, um fato inédito aqui, mas que já ocorre nos EUA há 41 anos com a Série F, da Ford. Claro, isso se deve também à pulverização de modelos de automóveis e SUVs e merece ser relativizado.

Na linha 2024, a Strada recebeu modificações na dianteira: para-choque, grade, faróis de neblina com LED e um filete na parte inferior do para-choque. Há ainda novas rodas de liga leve nas versões mais caras. É a terceira picape compacta (depois de Oroch e Montana) a contar com motor turbo flex, o mesmo já utilizado no Fastback e Pulse, em breve no 208 e, tudo indica, no 2008 depois.

Conhecido como T200, manteve as especificações: três cilindros, 1 litro, 130 (E)/125 (G) cv e 20,4 kgf·m. Estão apenas nas versões topo de gama, Ultra e Ranch, com câmbio automático CVT, sete marchas. Hoje, 45% dos clientes da picape já não a utilizam como veículo comercial e estas novas versões devem aumentar o percentual.

O interior recebeu novos bancos de couro e painéis de porta. O volante é novo, traz borboletas de trocas de marcha (também pela alavanca de câmbio) e botão Sport nas versões com o novo motor. Foram feitas modificações pertinentes na direção de assistência elétrica, suspensão dianteira e pinças de freio (discos só na dianteira).

Em desempenho supera Saveiro e Montana, mas fica bem atrás da Oroch turbo flex (170 cv). A rival mais direta, da VW, com motor 1,6 L de aspiração natural agora perde na aceleração de 0 a 100 km/h (10 s contra 9,5 s) e até a Chevrolet (10,1 versus 9,5 s).

Preços são iguais nas versões Ultra e Ranch: R$ 132.990. Há ainda uma edição limitada a 1.025 unidades em comemoração aos 25 anos de lançamento da Strada por R$ 135.990.

Audi Q8 e-tron e Sportback chegam com maior alcance

Dois modelos SUV (Q8 e-tron Sportback, um SUV cupê) ampliam a linha de produtos elétricos da Audi. Além de estrear o novo logotipo bidimensional da marca dos quatro anéis entrelaçados em tonalidade fosca, chamam atenção um filete iluminado entre os faróis matriciais em LED, para-choques dianteiro e traseiro redesenhados e novas rodas. Na versão Launch Edition as rodas têm 22 pol. de diâmetro.

Os dois motores elétricos, um em cada eixo, entregam 408 cv e 67,7 kgf·m. O fabricante informa que o motor traseiro oferece maior eficiência energética. A tração integral é a conhecida quattro.

Frente à massa total de nada menos que 2.720 kg (!), ainda assim acelera de 0 a 100 km/h em 5,6 s. Os 2.928 mm de entre-eixos garantem amplo espaço para todos os passageiros. Há dois porta-malas, sendo que o traseiro tem volume de 528 litros (SUV) ou 569 litros (SUV cupê) e o dianteiro de 60 litros para ambos.

A nova bateria teve sua capacidade elevada em 20% graças às células com química avançada e entrega 114 kW·h. Com isso o alcance médio aumentou em 30% e pelo padrão Inmetro é de 342 km. O carro revelou-se extremamente silencioso em rápido contato ao volante, em trecho bem sinuoso de serra no Rio de Janeiro (RJ).

Os preços de lançamento vão de R$ 669.990 (SUV) a R$ 699.990 (SUV cupê), respectivamente, fora opcionais. As séries especiais Launch Edition custam R$ 681.990 e R$ 711.990, respectivamente.

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Coluna Fernando Calmon — Audi, Toyota, GWM e BYD são destaques no Festival Interlagos

Coluna Fernando Calmon nº 1.260 — 18/7/23


Audi, Toyota, GWM e BYD são destaques no Festival Interlagos

Salões de automóveis estão sendo repensados ao redor do mundo. Alguns vão desaparecer ou então mudar de foco ao combinar exposição estática mais modesta com programa de avaliações abertas ao público, clientes e convidados das marcas.

Neste cenário o II Festival Interlagos, organizado pela publicação FullPower de 20 a 23 deste mês, se consolida. Além dos testes pagos no autódromo em asfalto e terra (mais de 10.000 previstos), os expositores podiam ter concessionárias no local para vendas.

Foto Gerson Borini/AE

Foi palco de lançamentos e prévias aproveitados basicamente por importadores. Teve até episódio de “espionagem” aberta, comum em salões de automóveis no exterior anos atrás, quando chineses estudavam minuciosamente os produtos ocidentais. Aqui notei uma moça de traços orientais muito interessada nos detalhes do Ora 03, da GWM. Seria alguém da BYD?

A Ford apresentou o inteiramente novo Territory com dimensões e porta-malas maiores em apresentação estática, sem mostrar o interior (estreia neste trimestre). Peugeot anunciou corte de R$ 50.000 no elétrico e-2008 até 6 de agosto (R$ 209.990). A GM indicou a chegada em meados de 2024 de um SUV elétrico com a grife RS.

Entre as principais atrações, três eram carros elétricos.

Audi e-tron GT quattro

Faz 30 anos que o inesquecível Ayrton Senna implantou a Audi no Brasil, operação assumida pela marca alemã em 2005. Nos últimos quatro anos foram lançados 40 modelos, incluídas versões.

O e-Tron GT é um sedã elétrico grande que chama atenção pelas linhas harmoniosas, os 2.889 mm de entre-eixos e os 1.413 mm de altura. Há um motor elétrico em cada eixo, gerenciados pela tração quattro com duas marchas.

A potência combinada é de 476 cv, mas chega a 530 cv com alimentação adicional temporária (overboost) e torque total de 65,3 kgf.m. Isso garante empolgante aceleração de 0 a 100 km/h em 4,1 considerando um automóvel de 2.276 kg.

Sistema elétrico de 800 V (origem Porsche, do mesmo grupo) e capacidade da bateria de 93,4 kWh permitem alcance médio de 308 km (padrão Inmetro). A recarga pode ser feita pelos dois lados do carro em até meia hora (0 a 80%) com carregador super-rápido de 150 kW.

Ao volante a posição é perfeita com o banco baixo, porém sem prejuízo da visão à frente. O óculo traseiro limita um pouco a retrovisão, contudo câmeras de alta definição de 360° tornam fácil qualquer manobra.

O teto de vidro ajuda na atmosfera a bordo e o sistema de áudio é de primeira linha (Bang & Olufsen). Andar rápido em Interlagos exige concentração, porém sem cansaço e confiança na potência de frenagem.

Preço (fora opcionais): R$ 699.990 e a partir de 1º de agosto, R$ 769.990.

Toyota GR Corolla

O primeiro lote de 44 unidades chegou ao mercado no começo deste mês. O hatch GR Corolla é um pouco mais discreto que seu concorrente direto Civic Type R e sua vistosa asa traseira. O modelo da Toyota igualmente recebeu um cuidadoso estudo aerodinâmico, em que todas as passagens de ar pela carroceria são funcionais. Outra diferença para o rival é a tração integral ajustável por um botão no console em três modos de distribuição entre as rodas dianteiras e traseiras: 60:40, 30:70 e 50:50.

O sistema 4×4 acrescenta massa ao conjunto e, apesar de distância entre-eixos 95 mm menor que o Civic, o GR (sigla de Gazoo Racing, braço de competição da Toyota) ainda pesa 34 kg a mais mesmo com a versão Circuit Edition dispondo de teto em compósito de fibra de carbono.

O modelo manteve o motor de três cilindros e 1,6 litro turbo que entrega 306 cv e 37,7 kgf.m (Type R 297 cv e 42,8 kgf.m). A Toyota informa aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 s: desempenho de alto nível e praticamente igual ao modelo concorrente conforme indicado pela Honda em outros mercados.

Ao acelerar em Interlagos logo se destacam três das qualidades do GR: o ronco encorpado na medida certa por meio das três saídas centrais de escapamento (nada a ver com fato de ter três cilindros), a precisão dos engates e curso da alavanca do câmbio manual de seis marchas e a possibilidade de mudar a distribuição de tração entre os eixos dianteiro e traseiro que altera de maneira desafiadora o comportamento do carro nos diferentes tipos de curvas do circuito paulistano.

A marca japonesa limitou a 99 unidades a cota total do seu hatch “quente” para o mercado brasileiro, embora a procura seja bem maior. Os preços: R$ 416.990 (Core) e R$ 461.990 (Circuit Edition).

GWM Ora 03

O hatch surpreende por suas linhas diferenciadas e atraentes com destaque para os para-lamas dianteiros com protuberâncias verticais que remetem ao Fusca. É o primeiro modelo 100% elétrico da GWM, importado da China, mas ainda sem previsão de produção local. Houve apenas exposição estática.

Lançamento oficial previsto para 26 de agosto e entregas em outubro. Interessante a estratégia de oferecer o mesmo motor (171 cv e 25,5 kgf.m) e a possibilidade de optar por bateria de 48 kWh ou 64 kWh (esta proporciona maior alcance, porém custa mais).

No Festival foi anunciada pré-reserva – R$ 9.000 de sinal – pelo banco digital Mercado Pago. Os preços estão estimados entre R$ 150.000 e R$ 200.000 e entregas a partir de outubro. O porte do Ora 03 é um pouco menor que o BYD Dolphin: comprimento, 4.254 mm; entre-eixos, 2.650 mm; largura, 1.825 mm; altura, 1.605 mm e vão livre do solo, 135 mm.

O acabamento interno apresenta materiais de primeira linha e cores contrastantes. Há uma tela contínua que abriga o quadro de instrumentos e os recursos multimídia. O banco elétrico do motorista recua automaticamente ao se abrir a porta para facilitar o acesso e retorna depois à posição prévia ajustada. Apresentação em Interlagos foi estática.

BYD Seal

O sedã-cupê de quatro portas importado da China está previsto para chegar no último trimestre do ano e impressiona por linhas fluidas. Sem dúvida é o mais bonito da marca e a estimativa de preço, não anunciada oficialmente, deve situar-se na faixa de R$ 350.000 se tiver tração apenas nas rodas traseiras.

O sedã grande Han já a venda aqui custa R$ 540.000, mas com tração 4×4, um motor em cada eixo, potência de 517 cv e 71 kgf.m (números combinados). A ficha técnica do Seal distribuída na Europa indica entre-eixos 2.920 mm; comprimento 4.800 mm; largura 1.875 mm; altura 1.460 mm. Ou seja, mesma distância entre-eixos do Han, porém um pouco mais estreito, baixo e curto.

Duas voltas no autódromo de Interlagos mostraram aceleração muito forte, freios potentes e atitude em curvas típica de um tração-integral. O banco com assento e encosto firmes lembra a escola alemã voltada para viagens em estrada menos cansativas. Porém, a enorme tela multimídia rotacional de 15,6 pol. não deixa dúvida da origem do carro.

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Com autonomia de 308 quilômetros, Audi e-tron GT chega a 245 km/h

A Audi do Brasil lançou esta semana oficialmente o esportivo familiar 100% elétrico, e-tron GT. O modelo chega por R$ 700.000,00.

Com um design agressivo e muito elegante, o e-tron GT tem silhueta plana, grande distância entre-eixos e centro de gravidade baixo. Na dianteira, os faróis full LED matrix são separados pela grade frontal singleframe e oferecem um visual muito agradável.


O modelo vem com rodas exclusivas de 20 polegadas com detalhes em preto brilhante, frisos decorativos na cor preta e grade singleframe na cor cinza.

Internamente, o modelo transmite a sensação de cockpit, com posição baixa de assento e painel de instrumentos levemente inclinado ao condutor.


Os materiais aplicados seguem conceitos sustentáveis, com uso de materiais reciclados feitos de garrafas plásticas usadas e fibras residuais. Em termos de performance, o coeficiente de arrasto de apenas 0,24 fornece alta eficiência e longo alcance.

O propulsor elétrico com 476 cavalos de potência (até 530 cavalos quando utilizado o modo overboost) e torque de 640 Nm atua em sintonia com a tração integral quatro.


O desempenho é de superesportivo, com a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 4,1 segundos e velocidade máxima de 245 quilômetros por hora, segundo dados da importadora.

A autonomia é de 308 quilômetros.

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Piloto campineiro é o destaque nos testes para as 24 Horas de Le Mans

O brasileiro André Negrão começou bem sua atuação nas 24 Horas de Le Mans de 2023. Participando pela sétima vez da tradicional corrida francesa – que neste ano celebra 100 anos desde sua primeira edição, em 1923 – o brasileiro no Alpine LMP2 #35 ficou em sexto lugar no primeiro treino  do test day e em terceiro no segundo.

NEGRAO André (bra), Alpine Elf Team, Oreca 07 – Gibson, portrait garage, box during the Test Day of the 24 Hours of Le Mans 2023 on the Circuit des 24 Heures du Mans on June 4, 2023 in Le Mans, France – Photo Germain Hazard / DPPI

Negrão é bicampeão da prova na LMP2 e guarda grande expectativa em relação à edição deste ano, muito em função das dificuldades enfrentadas pela equipe nas provas anteriores.

A melhor volta do Alpine que Negrão divide com o britânico Olli Caldwell e o mexicano Memo Rojas foi registrada em 3min36s644 e obtida no segundo ensaio. No agregado das duas sessões o tempo deu a eles o quarto posto do dia entre os 24 modelos inscritos para a categoria LMP2.

A Alpine retornou este ano à LMP2, segunda categoria mais importante do grid, depois de ter sido vice-campeã da Hypercar no ano passado, também contanto com o brasileiro. Mas recomeçar na LMP2 não foi fácil, devido às alterações do regulamento técnico e também ao uso dos pneus Goodyear ao invés dos Michelin.

“Foi um bom início, sentimos o carro um pouco à frente do que nos acostumamos durante este ano até aqui”, iniciou Negrão, vencedor duas vezes das 24 Horas de Le Mans na LMP2, em 2018 e 2019.

“Espero que esse dia de teste seja uma sinalização de que estamos alcançando os demais times em termos de acerto do carro”, disse o brasileiro. “É claro que é apenas um dia de teste, a pista ainda não está emborrachada, todos estão passando por um período de aclimatação, e queremos ter certeza de tudo nos próximos dias. Porém, é um início positivo, sem dúvida. Os dois carros do time estiveram no top 5, o que é ótimo”.

O segundo carro da Alpine, #36, com o trio francês Maxime Vaxiviere, Julien Canal e Charles Milesi, terminou logo atrás do #35 do brasileiro, na quinta posição, com um tempo 0s183 mais lento.

“Agora vamos analisar tudo o que pudermos para melhorar nosso desempenho para as próximas sessões”, concluiu André Negrão.

Todas categorias

Na Hypercar, o mais veloz foi o trio da Ferrari AF Corse #51, com o italiano Alessandro Pier Guidi, o britânico James Calado e o italiano Antonio Giovinazzi, com a volta de 3min29s504. Na LMP2, o #28 da JOTA, com brasileiro Pietro Fittipaldi e os dinamarqueses Oliver Rasmussen e David Heinemeier Hansson, cravou o melhor tempo, com 3min35s472.

Já na LMGTE Am, a JMW Motorsport, com a Ferrari 488 GTE Evo #66 do francês Thomas Neubauer, do italiano Giacomo Petrobelli e do monegasco Louis Prette, foi a mais veloz com 3min56s088.

Além das três categorias, as 24 Horas de Le Mans de 2023 ainda contam com o NASCAR da Hendrick Motorsports, na inovativa Garagem 56. O carro, sob comando do alemão Mike Rockenfeller, o britânico Jenson Button e o norte-americano Jimmie Johnson, fez o tempo de 3min53s761 – mais rápido que todos os GT.

Antes da largada para a prova, no próximo sábado, 10 de junho, as próximas atividades serão nesta quarta-feira, 7, com treinos livres e o início da definição do grid de largada.

Na quinta, 8, os oito mais bem colocados de cada categoria irão para a pista da Hyperpole, para a definição dos primeiros lugares dos grids.

Programação da 91ª edição das 24 Horas de Le Mans
(horário de Brasília):

Quarta-feira, 7
9h – Treino livre 1
14h – Q1
17h – Treino livre 2

Quinta-feira, 8
10h – Treino livre 3
15h – Hyperpole
17h – Treino livre 4

Sábado, 10
7h – Treino livre 5
11h – Largada para as 24h de Le Mans

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