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Romi-Isetta completa 70 anos e ganha exposição em Santa Bárbara d’Oeste

O primeiro carro produzido no Brasil, o Romi-Isetta, está comemorando 70 anos. E para marcar a data, uma exposição da história do modelo pode ser conferida no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste-SP, com documentos de época, desenhos técnicos, fotos históricas e um exemplar do veículo fabricado em 1958. O evento vai até o dia 30 de agosto.

Começo

A produção do primeiro carro nacional foi iniciativa da Romi, fabricante de tornos e implementos agrícolas de Santa Bárbara d’Oeste-SP, fundada em 1930.
No início de 1955, Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, se interessaram por um revolucionário veículo urbano chamado Iso Isetta, fabricado na Itália.

Importaram duas unidades para estudar sua produção local e, depois de testes e avaliações indicarem sua viabilidade, partiram para uma reunião na sede da empresa na Europa.

A ideia era produzir o veículo no Brasil em parceria, mas a Isetta não tinha recursos, dado o cenário da Itália pós-Segunda Guerra Mundial. Destemida, a Romi decidiu bancar a empreitada sozinha, obtendo a licença de fabricação e pagando 3% de royalties sobre cada unidade vendida.

A Romi, com muita determinação, conseguiu contratar diversos fornecedores nacionais e com isso, já em junho de 1956, a primeira unidade da Romi-Isetta deixava a linha de montagem de Santa Barbará d’Oeste, em um novo galpão erguido na Romi especialmente para esse fim.

Fim da produção

A primeira Romi-Isetta usava motor Iso dois tempos de 236 cm3 e 9,5 hp, com bloco e cabeçote em alumínio em posição central. A velocidade máxima era de 85 km/h e, graças ao seu baixo peso, de apenas 350 quilos, o consumo chegava a impressionantes 25 km/l.

Depois de algumas evoluções estéticas até 1958, em 1959 veio a maior mudança: foi lançada a Romi-Isetta 300 de Luxe, com motor BMW quatro tempos de 298 cm3 e 13 hp, que aumentou o desempenho sem sacrificar o consumo.

Essa versão também recebeu diversas melhorias técnicas e estéticas, tanto no interior quanto no exterior. Em 13 de abril de 1961 seria produzidas as últimas unidades.

 

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Museu Carde renova seu acervo com muitas novidades

Depois de uma breve parada para manutenção e modernização, o Museu Carde, em Campos do Jordão-SP, reabriu com uma renovação parcial no acervo de carros, obras de arte e mobiliário. Com centenas de automóveis antigos e peças raras em seu acervo, o Carde vai fazendo um rodizio de usas preciosidades.

Entre as obras de arte, o destaque vai para a escultura Trepante (versão 1) em aço inox e troncos de madeira, de Lygia Clark. Há também os vasos Xangô, Oxaguiam, Oxossi e Ogum, de Almir Lemos, modelado à mão em argila primitiva crua sem queima, mantendo toda sedimentação do solo. Nas obras primas do mobiliário histórico brasileiro está a Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro, de 1947, utilizando madeiras jacarandá, roxinho, pau-marfim, imbuia de mogno e pau ferro.

Na lista dos carros, são 21 modelos, que vão desde a Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé, de 1952, o Cadillac Eldorado Biarritz 1959, Porsche 356 Speedster, de 1957, Plymouth Superbird 1970, e vários modelos aspiracionais nacionais das décadas de 1980 e 1990, como o Passat Pointer, os Chevrolet Kadett, Opala Diplomata e Corsa GSI, Fiat Tempra Turbo, entre outros, em estado de zero-quilômetro. Entre os importados de mesma época, o Lotus Omega 3.6 Biturbo 1992 está em evidência pela sua potência e body kits esportivos. No tema exclusividade, outro modelo que chega ao Carde é o Volkswagen SP1, azul, de 1974, lado a lado com um SP2, prata, que já fazia parte da exposição.

O mais importante museu automotivo do Brasil e um dos mais completos do mundo, o Carde acaba de superar a marca de 150 mil visitantes, desde a sua inauguração, em novembro de 2024.


Recém-chegados:

Opel Lotus Omega 1992 – Considerado um dos automóveis mais velozes e instigantes da década de 1990, o Lotus Omega/Carlton nasceu de um arrojado projeto de cooperação entre a Opel, a Vauxhall e a Lotus. Marcas integrantes, na época, do vasto conglomerado automotivo da General Motors. Revelado em março de 1989, no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, o novo modelo era baseado na plataforma do Opel Omega, porém continha uma série de alterações de desempenho, na mecânica e na carroceria. Mudanças desenvolvidas pela Lotus, tradicional fabricante inglesa de esportivos.

Fabricado entre 1990 e 1992, vinha equipado com um motor de seis cilindros em linha, de 3.6 litros, biturbo, de 377 cavalos de potência. Possuía câmbio manual de seis marchas (o mesmo utilizado no contemporâneo Chevrolet Corvette ZR-1) e era capaz de alcançar a velocidade máxima de 283 quilômetros por hora, indo de 0 a 100 em aproximadamente cinco segundos. A produção, inicialmente prevista para 1.100 unidades, limitou-se aos 950 exemplares construídos. O veículo em exibição corresponde ao chassis de número #0752 e foi produzido em 1992. Vendido originalmente para a França, é, atualmente, o segundo Opel Lotus Omega existente no Brasil.

Plymouth Road Runner Superbird 1970 – Versão modificada e aerodinâmica do Plymouth Road Runner, o Superbird começou a ser produzido no final de 1969, já anunciado como modelo 1970. Projetado especificamente para a temporada de provas da NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing), tinha como objetivo principal superar a Ford nas pistas.

Famoso por seu longo bico e pela enorme asa traseira, desenvolvidos em túnel de vento, o  muscle car norte-americano se tornou um dos maiores vencedores da categoria. Devido às mudanças de regulamento em 1971 e às dificuldades de aceitação do visual do carro por parte do público, o Superbird saiu de linha após um ano no mercado. Esta unidade é equipada com um motor V8 440 “Six-Barrel”, de 390 cavalos de potência. Possui câmbio manual “Pistol Grip”, de quatro velocidades, e é capaz de atingir a máxima aproximada de 230 quilômetros por hora.

Ostenta a chamativa cor “Limelight Green”, um tom cítrico de verde limão. Vendido, originalmente, pela concessionária ChryslerPlymouth da cidade de Reno, nos Estados Unidos, este exemplar participou de diversas competições na região. Venerado pelos colecionadores, a produção total do Plymouth Road Runner Superbird foi de 1.935 unidades.

Cadillac Eldorado Biarritz 1950 – No final dos anos 40, e no decorrer dos 50, a indústria americana vivenciou um boom estético influenciado pelo tema aeronáutico. Perfis e feitios conceituais foram absorvidos por todos os setores e não seria diferente o ocorrido com o campo automobilístico. Este movimento estilístico alcançaria o seu ápice durante o período da corrida espacial. Um dos principais, talvez o maior exemplo desta eufórica fase, foi o Cadillac de 1959.

Destacando-se dos demais concorrentes, a divisão de luxo da GM retratava o exagero das formas e o auge do uso dos metais cromados decorativos. Os típicos e famosos “rabos-de-peixe” da marca eram os maiores já vistos. Neste ano, treze opções distintas compunham o catálogo de vendas. Apesar de semelhantes em design, se diferenciavam por séries, motorização e preço.

O automóvel em exibição corresponde ao modelo Eldorado Biarritz, e é equipado com um motor V8, de 6.4 litros, de 345 cavalos de potência. Ícone sobre rodas, seu comprimento total é de 5 metros e 71 centímetros. Caro e luxuoso, apenas 99 carros saíram de fábrica com bancos dianteiros individuais.

Porsche 356 A 1600 Speedster 1957 – Considerado um dos carros mais famosos e cobiçados de todos os tempos, o 356 Speedster foi apresentado ao público em setembro de 1954. Criado pela Porsche, a partir de um pedido feito por Max Hoffman, renomado importador de automóveis europeus sediado em Nova Iorque, nos Estados Unidos, o novo modelo tinha em vista o crescente e competitivo mercado norte-americano de veículos esportivos.

Apesar de compartilhar componentes e elementos de estilo com a versão Cabriolet, o Speedster diferenciava-se por apresentar, em seu design, traços mais dinâmicos, que transmitiam a sensação de movimento e de liberdade. Outros detalhes exclusivos incluíam: para-brisa mais baixo, panorâmico; capota de lona, removível; bancos concha e a ausência de vidro nas portas. Alterações que priorizavam a leveza e a agilidade.

Construído na Alemanha em 1957 e exportado, logo em seguida, para os Estados Unidos, o Porsche 356 A 1600 Speedster em exibição é equipado com um motor boxer de quatro cilindros, 1600, traseiro, arrefecido a ar. Possui cerca de 60 cavalos de potência e é capaz de atingir a máxima aproximada de 160 quilômetros por hora. Totalmente restaurado nos padrões originais de fábrica, ainda preserva seus números correspondentes de mecânica, chassis e carroceria.

Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé 1952 – Tradicional fabricante de automóveis e veículos pesados, a marca italiana Lancia foi fundada em 1906. Reconhecida pelas soluções originais de design e vanguarda tecnológica, produziu inúmeros tipos consagrados na história automotiva, como o inovador Lambda, o luxuoso Astura e o aerodinâmico Aprilia.

Entretanto, foi durante o início de 1950 que um dos maiores sucessos da montadora foi apresentado: o Lancia Aurelia. Revelado no 32º Salão do Automóvel de Turim, destacava-se por seu perfil elegante e pelo inédito motor V6, sendo o primeiro carro de produção em série do mundo a utilizar esta mecânica. Batizado em homenagem à Via Aurelia, importante estrada da Roma Antiga, o novo modelo serviu de base para diversas variações ao decorrer da década, até ser descontinuado em 1958. Construído em 1952, o exemplar em exposição corresponde ao Lancia Aurelia B52.

Fornecido exclusivamente para encarroçadores renomados, apenas 98 chassis especiais foram criados. Dentre estes 98, somente duas unidades foram elaboradas neste feitio pela Carrozzeria Ghia. Desenhado por Gian Paolo Boano sob a forte influência das tendências americanas de estilo e denominado “B Junior”, o moderno Coupé é equipado com um motor V6, de 2.0 litros, de 70 cavalos de potência.

Serviço
Museu Carde

Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547
Fechado: terças e quartas-feiras

 

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Depois de quarenta anos, a Fiat Elba ainda é uma referência

Prestes a comemorar 50 anos da inauguração da fábrica brasileira, a Fiat também está festejando os 40 anos de um de seus modelos mais vendidos: a perua Elba. O modelo chegou para substituir a primeira perua da marca no Brasil, a Panorama, que era derivada do 147.

Lançada em 1986, pouco depois do lançamento do Uno, da qual derivava, a perua tinha o nome de uma ilha da Toscana, na Itália. Naquela época, o mercado era ávido por esse segmento familiar, hoje substituído pelos SUV.


O modelo era espaçoso e robusto e chegou em duas versões: S e CS. Tinha três portas e possuía um excelente espaço interno com capacidade para 610 litros até o topo do banco traseiro e 1.749 litros com esse banco rebatido.

Em seu lançamento, o modelo era equipado com o motor 1,3 litro na versão S e 1,5 na CS. Três anos após o lançamento, em 1989, a perua ganhou uma nova versão mais luxuosa: a CSL.

 

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Carde celebra os 100 anos do nascimento do engenheiro Gurgel

O mês de março marca o centenário do nascimento de um dos grandes visionários nacionais, que tirou do papel e transformou em realidade seus pensamentos voltados à mobilidade. O engenheiro e empresário João do Amaral Gurgel, criador da marca Gurgel, colocou em prática seu sonho de produzir veículos genuinamente brasileiros e deixou seu legado, a partir de uma trajetória extraordinária.

Essa história será contada com total riqueza de detalhes na mostra Gurgel Amaral – 100 anos de legado, organizada pelo Carde Museu, em Campos do Jordão (SP), que acontecerá 30 de março. A experiência começará na sala Visionários, a qual conta com dois modelos Gurgel: X-12 e o Itaipú E-400, e muitos objetos pessoais e projetos de época. Nessa sala, o monitor abordará quem foi João Gurgel, sua importância para a engenharia brasileira, o caráter visionário de seus projetos, o centenário como marco histórico e a preservação do acervo pela Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA) por meio do Carde.

“A presidente da FLMA, a D. Lia, tinha uma forte relação de amizade com Gurgel e sua família. Por esse motivo, nos foi confiado objetos pessoais, projetos inéditos e modelos exclusivos, que contam a história com riqueza de detalhes desse engenheiro que, sem dúvida, deixou seu legado no Brasil no tocante à inovação e na defesa da criação de uma empresa automotiva genuinamente nacional”, explica Luiz Goshima, diretor do Carde Museu.

Serão formados grupos de 5 a 8 pessoas para uma visita guiada ao Centro de Referência do museu, espaço que será aberto aos visitantes pela primeira vez. Na biblioteca serão apresentados os projetos técnicos de veículos, os esboços e desenhos originais, os documentos institucionais, os registros de patentes, os estudos sobre carros elétricos, as curiosas anotações de engenharia.

O monitor explicará aos visitantes como funcionava o processo criativo de Gurgel, a inovação tecnológica para a época, o pensamento sustentável e nacionalista, e as soluções de engenharia aplicadas pelo engenheiro e empresário.

Há ainda a possibilidade de conhecer o Centro de Catalogação, com explicações detalhadas sobre os processos de restauração, as técnicas de conservação, o armazenamento de documentos históricos, com controle de umidade e temperatura, e o arquivamento técnico.

Ao final, o visitante recebe um postal sobre o centenário do nascimento de Gurgel. Todo o roteiro terá uma duração aproximada de uma hora e meia, e está incluso no valor da entrada da bilheteria. Com a mostra, o CARDE reforça seu compromisso com a educação, além de valorizar a história brasileira, estimular a educação tecnológica, promover a memória industrial, inspirar inovação, conectar passado, presente e futuro e reforçar o papel do museu como centro de conhecimento.

Carros expostos

Gurgel Ipanema

Lançado em 1969, o Gurgel Ipanema foi o primeiro modelo produzido pela fabricante brasileira idealizada por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Desenvolvido com proposta utilitária e recreativa, o modelo combinava robustez mecânica com carroceria leve em fibra de vidro reforçada, característica que se tornaria marca registrada da empresa.

Construído sobre base mecânica Volkswagen, o Ipanema utilizava o consagrado motor boxer refrigerado a ar, garantindo confiabilidade e facilidade de manutenção. De linhas simples e funcionais, foi concebido para uso misto, atendendo tanto ao lazer quanto às atividades em áreas rurais e litorâneas. Produzido em pequena escala, tornou-se um dos modelos pioneiros da indústria automotiva independente brasileira. O Ipanema tem um motor de quatro cilindros boxer, refrigerado a ar, com 1.500 cm³
de cilindrada, câmbio manual de quatro marchas e tração traseira.

Gurgel X-12

Veículo de grande sucesso comercial da Gurgel, o X-12 foi produzido entre 1975 e 1988, consolidando-se como o modelo mais emblemático da Gurgel. Forte, econômico e incorrosível, atributos garantidos pela própria fábrica, o modelo combinava aptidão fora de estrada com a praticidade de uso urbano.

Desenvolvido a partir de uma encomenda das Forças Armadas do Brasil, o X-12 foi oferecido em diferentes configurações, incluindo versões com capota de lona, teto rígido, aplicação militar e os utilitários destinados a serviços de manutenção. O exemplar exposto no CARDE, de 1981, pertence à terceira geração do modelo, fase de maior maturidade técnica e comercial.

Exportado para países das Américas, Europa, África e Oriente Médio, o Gurgel X-12 tornou-se símbolo da capacidade da indústria automotiva brasileira independente. O X-12 tem motor Volkswagen 4 cilindros boxer, refrigerado a ar, de 1.600 cm³ de cilindrada, com potência de 60 cv, câmbio manual de 4 marchas e velocidade máxima de 110 km/h.

Gurgel Itaipu E-400

Apresentado em 1981, o Gurgel Itaipu E-400 foi o primeiro automóvel elétrico produzido em série no Brasil, reafirmando o espírito pioneiro da fabricante idealizada por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Desenvolvido com foco em uso urbano e corporativo, o modelo foi concebido para serviços de manutenção e transporte de cargas leves.

Disponível nas versões furgão e picape, com cabine simples ou dupla, o Itaipu E-400 utilizava estrutura e diversos componentes mecânicos Volkswagen, diferenciando-se pelo conjunto motriz elétrico. Seu motor Villares de 10 kW era alimentado por oito baterias de 12 volts, solução que proporcionava autonomia entre 80 e 100 quilômetros, e velocidade máxima de 70 km/h.

Produzido em série limitada, apenas 88 unidades, o Itaipu E-400 tornou-se um dos projetos mais visionários da indústria automotiva nacional, antecipando em mais de quatro décadas o debate sobre mobilidade elétrica e sustentabilidade.

Gurgel XEF

Lançado em 1983, o Gurgel XEF foi um automóvel urbano compacto que representou a proposta da marca de oferecer mobilidade racional, econômica e adaptada à realidade brasileira: um verdadeiro microcarro urbano. Desenvolvido por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, o modelo combinava dimensões reduzidas com soluções construtivas próprias, mantendo a identidade técnica da fabricante.

Com carroceria em fibra de vidro reforçada e estrutura do tipo “plasteel” (aço tubular revestido por compósito), o XEF priorizava leveza, resistência e durabilidade. Utilizava conjunto mecânico Volkswagen, com motor 1.6 boxer de quatro cilindros refrigerado a ar, instalado na traseira, garantindo simplicidade de manutenção e ampla disponibilidade de peças no mercado nacional.

Produzido em pequena escala, o XEF tornou-se um dos modelos mais raros da Gurgel. Símbolo da busca por um automóvel urbano nacional, antecipa conceitos de racionalização de espaço e eficiência que se tornariam tendência nas décadas seguintes. Foram cerca de 145 unidades produzidas.

Gurgel Motomachine

Apresentado em 1991, o Gurgel Motomachine foi um projeto experimental da Gurgel. Compacto, leve e de proposta essencialmente urbana, o modelo representava a busca da marca por soluções simples, econômicas e adaptadas à realidade brasileira da época.

Com carroceria em fibra de vidro reforçada, o Motomachine priorizava resistência estrutural e baixo peso (650 kg). Seu conjunto mecânico utilizava motor Enertron 0.8 litro, de dois cilindros, arrefecido a água, que gerava 34cv, alcançando uam velocidade máxima de 115 km/h. Produzido em pequena escala, tornou-se um dos modelos mais raros e curiosos da história da Gurgel. O modelo teve uma produção aproximada de 177 unidades.

 

Motofour

Você já imaginou um veículo que ficasse entre uma motocicleta e um automóvel? Essa foi a proposta ousada do Motofour, um protótipo desenvolvido em 1996 pela Gurgel. A ideia era criar um meio de transporte leve, versátil e econômico, capaz de circular tanto em áreas urbanas quanto em terrenos mais desafiadores, como praias e estradas de terra.

O Motofour apresentava soluções bastante incomuns. Seu formato lembrava um pequeno carro aberto, sem portas, laterais ou capota, e com proteção mínima ao condutor. A posição de dirigir também chamava atenção: o motorista ficava no centro do veículo, sentado como em uma motocicleta, mas com volante e pedais de automóvel. O câmbio, adaptado, ficava próximo ao painel, em frente ao condutor, e não na lateral, entre os bancos como nos carros convencionais.

Outro detalhe curioso era o banco, conhecido por ser bastante rígido. Ainda assim, o veículo se destacava pelo bom desempenho, favorecido pelo peso reduzido, além de respostas rápidas na direção e aceleração.

Apesar de seu caráter inovador e da simplicidade mecânica, que prometia baixo custo de produção, o Motofour não chegou a ser produzido em série. Permanecendo como protótipo, ele se tornou uma peça rara e simbólica da criatividade da indústria automotiva brasileira.

O Motofour tinha motor de dois 2 cilindros contrapostos (boxer), de 792 cm³ de cilindrada, 4 tempos, arrefecido a água. A potência era de 36 cv a 5.500 rpm. A velocidade máxima era de 112 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h sedava em 34 segundos.

Serviço
Mostra Amaral Gurgel – 100 anos de legado
Data: de 7 a 30 de março
Ingressos: R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia-entrada)
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547
Fechado: terças e quartas-feiras

Vídeo da mostra Amaral Gurgel – 100 anos de legado: https://drive.google.com/file/d/1v9PUqRXNE5L1QWZpTpmgd3oKYMaYpHl0/view?usp=drive_link

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Carros icônicos do Carde vão ser expostos no Salão do Automóvel 2025

O automóvel como fio condutor para se contar uma história ou até mesmo para ativar lembranças. O CARDE, museu de Campos do Jordão (SP), há 170 quilômetros de São Paulo, vai trazer parte de suas joias sobre rodas para a 31ª edição do Salão do Automóvel e usar a mesma estratégia para atrair visitantes para seu estande: o carro como “isca” para despertar as mais puras memórias afetivas, um elo com os desejos e boas recordações de outros tempos.

De 22 e 30 de novembro, no Distrito Anhembi, o estande do CARDE no Salão do Automóvel contará parte da história de um dos maiores eventos da indústria automobilística, por meio de oito veículos icônicos: Volkswagen Kombi Turismo, Brasinca Uirapuru STV, Dodge Charger R/T, Volkswagen SP2, Volkswagen Gol GTi, Hofstetter, Ferrari F40 e Jaguar XJ220.

“São modelos realmente especiais que mostram o que habitava no imaginário dos apaixonados por carros nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990. Tenho a certeza que, para muitos, ao verem esses automóveis frente a frente, muitas lembranças virão à mente. No CARDE vemos essas conexões todos os dias”, conta Luiz Goshima, diretor do museu em Campos do Jordão.

Essas raridades, inclusive, estiveram presentes na mostra desde sua primeira edição, em 1960, como a Volkswagen Kombi Turismo, um tipo de Motorhome, para viagens em família.

A Kombi Turismo simbolizava o espírito de liberdade e descoberta que marcou a década. Produzida pela Volkswagen do Brasil, o modelo era baseado na consagrada Kombi, mas trazia detalhes voltados ao conforto e à experiência de viagem, como acabamento interno aprimorado e janelas panorâmicas que ampliavam a visibilidade. Equipada com motor boxer de 1.200 cm³ e tração traseira, unia robustez mecânica e versatilidade para encarar longas distâncias. Seu design simples e carismático, aliado à confiabilidade alemã, fez da Kombi  um verdadeiro ícone das estradas brasileiras, símbolo de companheirismo, aventura e da cultura sobre rodas que se consolidava no País.

Outro destaque na mesma década, foi a apresentação do STV Uirapuru, um dos mais espetaculares automóveis fora de série já fabricados no Brasil. Com cerca de apenas 70 unidades produzidas, em 1966 ele foi apresentado pela primeira vez em versão conversível pela STV, empresa que adquiriu o projeto da Brasinca.

Realizado no Pavilhão de Exposições do Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Salão de 1966 revelou o Uirapuru, construída pela STV, Sociedade Técnica de Veículos Ltda., capitaneada por Rigoberto Soler, o novo modelo dividia os holofotes no estande da marca com mais outros três carros, entre eles, o inusitado protótipo Gavião. Sua principal característica estética, além da carroceria sem capota, era o uso de faróis dianteiros retangulares, atualizados. Equipado com um motor de seis cilindros, de 4.2 litros, de 162, 171 ou 177 cavalos de potência, dependendo dos opcionais de desempenho escolhidos, apenas dois exemplares foram fabricados.

Representando a mostra no ano de 1970, o mítico esportivo Dodge Charger R/T, de 1971, foi presença marcante no Salão do Automóvel quando mudou de endereço, inaugurando o Pavilhão de Exposições do Anhembi. Lançado em 1971, o Dodge Charger R/T tornou-se um dos grandes símbolos da era de ouro dos “muscle cars” nacionais. Com o poderoso motor V8 de 5.2 litros e 215 cavalos de potência, unia desempenho impressionante e som inconfundivel a um design de linhas agressivas e esportivas. Mais do que força e velocidade, o Charger representava atitude.

Em 1972, o SP2 foi a estrela do estande da Volkswagen no Salão. Produzida por um curto período, a linha de automóveis SP é considerada o primeiro projeto totalmente desenvolvido pela Volkswagen do Brasil. Com os estudos preliminares iniciados ainda no final da década de 1960, a fabricante buscava uma alternativa própria para competir diretamente com o Puma, esportivo brasileiro de grande sucesso. O SP2 chamava a atenção por seu perfil baixo e seus traços arrojados.

Disponível em duas versões, batizadas de SP1 e SP2, diferenciavam-se pelos detalhes internos e pela motorização utilizada, 1600 ou o inédito 1700, gerando 65 e 75 cavalos de potência, na devida ordem. Mesmo com a repercussão positiva em relação ao desenho do carro, o desempenho geral frente ao principal concorrente deixou muito a desejar, o que contribuiu para o seu fim precipitado. Um marco na história da indústria automobilística nacional, ganharia admiradores e entusiastas ao redor do globo, sendo cultuado até pelo museu da Volkswagen na Alemanha. Menos de 11 mil exemplares foram construídos entre 1972 e 1975, dos quais, 88, somente do modelo mais simples, o SP1.

Nos anos 1980, os olhos dos amantes da esportividade brilharam ao verem o lançamento do Volkswagen Gol GTi. Mostrado para os brasileiros pela primeira vez na edição de 1988, o Gol GTi, na sua inconfundível cor Azul Mônaco, foi o primeiro automóvel nacional equipado com injeção eletrônica de combustível. Disponível nas concessionárias a partir do ano seguinte, era, na época, o carro esportivo mais rápido produzido no País. O exemplar em exposição possui um motor de quatro cilindros em linha, de 2 litros, de 120 cavalos de potência, câmbio manual de cinco marchas e capaz de alcançar a velocidade máxima de 185 quilômetros por hora. Um divisor de águas na história da indústria automobilística brasileira e objeto de desejo entre os apaixonados pela linha VW.

Ainda na década dos nacionais especiais, o supercarro brasileiro Hofstetter, apresentado no Salão de 1984, representava uma das mais ousadas iniciativas da indústria automobilística nacional. Materializado por Mário Richard Hofstetter em 1975, o Hofstetter 001 que será exposto no estande do CARDE é um protótipo absolutamente singular no panorama automotivo brasileiro. Sua carroceria foi construída em tecido de fibra de vidro, enquanto o chassi, derivado de um protótipo de corrida da Divisão 4, recebeu uma estrutura multitubular em tubos de aço trefilado, revestida por chapas de duralumínio. O conjunto mecânico utilizava motor Cosworth Hart em posição central, câmbio Hewland e freios a disco nas quatro rodas.

Seu desenho original data de 1973, concebido por um jovem brasileiro de apenas 16 anos, que incorporou soluções estéticas e funcionais ousadas, inspiradas em protótipos contemporâneos como o Alfa Romeo Carabo (1968), do Studio Bertone, e a Maserati Boomerang (1971), de Giorgetto Giugiaro. Com apenas 99 cm de altura, o 001 adotava portas em asa de gaivota e faróis escamoteáveis, expressando o espírito experimental, técnico e visionário que marcaria a engenharia automotiva nacional naquele período. Posteriormente, o modelo passou por modificações para torná-lo mais adequado ao uso cotidiano, sendo apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1984. Ao longo de sua produção artesanal, o Hofstetter teve um total de 18 unidades fabricadas.

A abertura das importações na década de 1990, trouxe para o Brasil referências ainda mais amplas, do que existia de mais moderno no mundo. E nada mais icônico que a Ferrari F40, um sonho sobre rodas que foi materializado no Salão. Um frisson, que virou notícia em quase todos os veículos de imprensa brasileiros e fez muitos visitantes gastarem rolos de filmes fotográficos. Marcou uma virada de página no acesso ao que existia de mais exuberante no setor automotivo mundial.

Apresentada em 1987, a Ferrari F40 foi criada para celebrar os 40 anos da marca e tornou-se um ícone absoluto entre os supercarros. Derivada do projeto 288 GTO Evoluzione, foi o último modelo desenvolvido sob a supervisão direta de Enzo Ferrari. Equipada com um motor V8 biturbo de 2.9 litros, capaz de gerar 478 cavalos de potência, atingia a velocidade máxima de 324 quilômetros por hora. Entre 1987 e 1992, pouco mais de 1.300 unidades foram produzidas, consolidando seu status como um dos carros mais lendários já fabricados.

Na década que marcou a chegada inédita dos superesportivos de representatividade mundial, o Salão do Automóvel de 1994 foi palco da apresentação do Jaguar XJ220 em solo brasileiro. Era derivado do protótipo criado em 1988 e apresentado em sua versão definitiva, de produção, em outubro de 1991. Era a aposta da Jaguar para entrar no competitivo mercado internacional dos supercarros. Equipado com um motor V6 biturbo, central, de 550 cavalos de potência, era capaz de atingir a velocidade máxima de 340 quilômetros por hora, tornando-se o carro de produção em série mais rápido do mundo em 1992. Aproximadamente 280 unidades foram construídas até 1994.

31º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo
De 22 a 30 de novembro de 2025 – Distrito Anhembi – São Paulo/SP
Rua Olavo Fontoura, 1209
Ingressos: www.salaodoautomovel.com.br

 

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Galleria Shopping recebe encontro de carros antigos no dia 8 de junho

O Galleria Shopping, em Campinas, é palco de mais uma edição do Encontro de Carros Antigos, que promete encantar os apaixonados por automobilismo. O evento acontece no dia 8 de junho (domingo), das 9h às 13h, no estacionamento descoberto do shopping, ao lado da Cobasi, e conta com a exposição de modelos que marcaram época, como Fusca, Kombi, Opala, Escort, entre outros clássicos.

Além de ser uma oportunidade única para admirar verdadeiras relíquias sobre rodas, o encontro também promove a solidariedade. Os expositores que doarem 2kg de alimento não perecível têm direito à isenção do estacionamento, contribuindo com uma ação beneficente que visa apoiar instituições da região.

“Esse encontro já faz parte do calendário do Galleria e é sempre um momento muito especial para os amantes de carros antigos e suas histórias. É um ambiente de troca de experiências, memórias e solidariedade”, afirma João Timm, gerente de marketing do Galleria Shopping.

Além de admirar os modelos expostos, os visitantes podem circular entre os veículos, conversar com os proprietários e conhecer as histórias e curiosidades por trás de cada carro. A entrada para o público é gratuita.

Serviço
Encontro de Carros Antigos
Data: 8 de junho (domingo)
Horário: das 9h às 13h
Local: Estacionamento descoberto do Galleria Shopping, ao lado da Cobasi (Rod. D Pedro I, km 131,5 Jardim Nilópolis, Campinas)
Entrada: Gratuita
Ação solidária: Expositores que doarem 2kg de alimento não perecível terão isenção no estacionamento

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Vila Destro promove 1º Encontro de Carros e Motos Antigos

O shopping Vila Destro promove no dia 4 de maio, domingo, seu 1º Encontro de Carros Antigos, Clássicos e Motos. O evento com entrada gratuita será realizado das 9h às 15h no estacionamento do centro de compras recém-inaugurado em Campinas. Os visitantes terão a oportunidade de apreciar modelos clássicos de carros e motos, além de conferir uma exposição de miniaturas de veículos e outros itens colecionáveis.

A expectativa é de que pelo menos 200 veículos sejam exibidos no encontro, que acontecerá em área coberta e contará ainda com espaço kids e praça de alimentação com food trucks. O evento terá a participação dos clubes Buggy Club, Insane Kafer 019, Chevette Maniia, Família Absoluto, Mopar Clube Brasil, Clube Família 4.1 & Cia, Unidos pela Mesma Paixão, Antigos Cosmópolis e Caravan Club.

“Estamos muito felizes em inaugurar nosso calendário de eventos com esse encontro que irá reunir verdadeiras relíquias do antigomobilismo, além de contar com a participação de colecionadores de miniaturas, o que promete ser uma atração à parte. Será um dia com entretenimento de qualidade para toda a família”, afirma Emerson Santos, gerente geral do Vila Destro. O encontro terá patrocínio do Vila Destro, Carlão Eventos e Diecast Garage Sale. 

Serviço
1º Encontro de Carros Antigos, Clássicos e Motos do Vila Destro
e Encontro de Colecionadores de Miniaturas de Veículos e outros itens colecionáveis
Data: 4 de maio, domingo
Horário: das 9h às 15h
Onde: estacionamento do shopping Vila Destro (Rodovia Anhanguera, km 97,5 – sentido capital, Jardim Garcia, Campinas)
Entrada e estacionamento gratuitos
Site: www.viladestro.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/viladestro/

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Domingo tem Encontro de Carros Antigos no Iguatemi Esplanada

Os apaixonados por automóveis clássicos têm um encontro marcado no Shopping Iguatemi Esplanada no dia 6 de abril, das 10h às 13h, em Sorocaba-SP. O estacionamento da Ala Norte será palco de uma verdadeira viagem no tempo, reunindo modelos icônicos como Fusca, Kombi, Opala, Escort, entre outros clássicos que marcaram gerações. O evento conta com a parceria do canal digital “Fuscas por Aí” e promete encantar entusiastas e colecionadores.

Além da exposição de veículos raros e bem conservados, os participantes também podem curtir uma música ambiente, food trucks e a presença de clubes de carros antigos, que compartilharão suas histórias e curiosidades sobre os modelos expostos. O acesso ao evento é gratuito, proporcionando uma oportunidade única para toda a família apreciar essas relíquias sobre rodas.

“A última edição do Encontro de Carros Antigos que fizemos aqui foi um sucesso, reunindo muitas famílias e pessoas de diferentes idades. É uma experiência nostálgica e cultural, que encanta diferentes gerações”, destaca Natalia Marchioro, gerente de marketing do shopping.

Serviço
Encontro de Carros Antigos
Data: 6 de abril
Horário: das 10h às 13h
Local: Estacionamento Ala Norte
Entrada: Gratuita

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Galleria Shopping tem encontro de carros antigos neste sábado

No próximo sábado (22), o Galleria Shopping vai receber mais um Encontro de Carros Antigos. A grande atração serão os Fuscas, já que na data se comemora o Dia Mundial do Fusca.

Mas a exposição contará com outros modelos antigos. Os antigomobilistas que levarem dois quilos de alimentos terão isenção do estacionamento.

O evento contará com um show de rock ao vivo de Alê Cavena, e venda de chopp e porções do Montana Grill e L’Arte Gourmet.

Para os participantes da cidade de São Paulo, será organizado um comboio que sairá às 08h30 do posto do km 34 da Rodovia Bandeirantes.

“Receber um evento como este no Galleria Shopping é uma grande honra e reforça nosso compromisso em proporcionar experiências diferenciadas e memoráveis para nossos clientes. Celebrar o Dia Mundial do Fusca com uma exposição de carros clássicos é uma oportunidade única para reunir famílias e entusiastas em um ambiente de diversão e nostalgia”, destaca João Timm, gerente de marketing do Galleria Shopping.

Serviço
Exposição de Carros Antigos | Galleria Shopping
Data: 22 de junho
Horário: 09h às 13h
Local: Galleria Shopping, Campinas
Entrada: Gratuita (isenção de estacionamento para expositores com 2kg de alimento não perecível)

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Citroën Traction Avant foi uma referência mundial

A francesa Citroën está comemorando 105 anos de existência com vários modelos icônicos. Mas sem duvida, entre tantos veículos marcantes, o Traction Avant se destaca. Apresentado em abril de 1934 e iniciadas as vendas em maio do mesmo ano, o modelo marcou na época pela tecnologia e modernidade do seu design. Foram também muito marcantes as propagandas produzidas para o o Traction Avant.

Traction Avant significa literalmente “tração dianteira”, embora o nome oficial fosse numérico e se referisse à potência do carro: 7 CV. Desenvolvido por André Lefèbvre e Maurice Sainturat em apenas 18 meses, o veículo era tão evoluído para a época, que ainda parecia contemporâneo mais de duas décadas depois, já que ele foi produzido até julho de 1957.

Adorado

Talvez o carro mais inovador do mundo à época, o modelo não inventou as tecnologias que o tornaram famoso: suspensão independente, carroceria monobloco, tração dianteira e freios hidráulicos. Mas a combinação delas era única. Não foi à toa que o veículo, um dos mais ousados pensados por André Citroën, foi amado por políticos, artistas, poetas e empresários durante seus 23 anos de vida, tendo inclusive as famosas versões presidenciais desenvolvidas por Henri Chapron para o presidente da França, Charles de Gaulle.

A adoção precoce dessas tecnologias pela Citroën fez com que o Traction Avant não só fosse cerca de 25% mais leve do que a maioria dos rivais da época, mas também tivesse uma aparência radicalmente diferente. Sem cardã atravessando a carroceria longitudinalmente, era espaçoso por dentro e, sem um chassi ou carroceria separados, era baixo, leve e ágil.

Uma solução tão ousada que logo se propagou por toda a indústria automotiva global. Não à toa, a esmagadora maioria dos carros de passeio produzidos atualmente adotam o mesmo conceito criado pela Citroën há 90 anos.

O modelo também inédito foi em seu design. O escolhido para desenhar artesanalmente o Traction Avant foi o escultor italiano Flaminio Bertoni, que nunca havia trabalhado para o setor automotivo. Mesmo assim, o artista conseguiu aproveitar o seu talento, seus conhecimentos do trabalho com metal e as inovações tecnológicas para chegar a uma silhueta aerodinâmica, elegante e inconfundível. Seu projeto, apresentado a André Citroën em um molde de argila, foi aprovado de imediato.

Diferenciais

Uma das versões mais raras do Traction Avant é a 7A, que somou 7 mil unidades fabricadas até julho de 1934 e era equipada com um motor de quatro cilindros, 1.303 cm³ e 32 cv. Depois vieram os modelos 7B (1.628 cm³ e 38 cv) e 7 Sport (1.910 cm³ e 48 cv). Era possível escolher entre as carrocerias Berline (sedã), Faux Cabriolet (conversível) e Roadster (conversível de dois lugares).

Em 1938, uma versão mais potente, chamada 15-Six G, apareceu e complementou a linha, equipada com motor seis-cilindros de 2.867 cm³ e 77 cv e suspensão hidropneumática. Essa versão do Traction Avant foi apelidada de “Queen of the Road” (Rainha da Estrada), pelo seu vanguardismo, imponência, mas também conforto e impavidez no rodar.

Todas as versões usavam caixa de câmbio de três marchas, com a alavanca, no estilo típico da Citroën, projetando-se verticalmente do painel. A suspensão independente com barra de torção e o moderno sistema de direção recompensavam o desafio com um guiar vívido e inspirador. A “gentileza” se completava com seu conjunto formado por motor, câmbio, radiador e suspensão dianteira acessível por um capô com fixação longitudinal, facilitando a vida dos mecânicos.

Além disso, a carroceria monobloco também conferia inúmeras vantagens: na parte aerodinâmica, o veículo, por ser mais baixo, possuía consequentemente a parte dianteira menor, reduzindo a resistência do ar. Além disso, a eficiência do conjunto permitiu uma notável redução de peso, o que representou uma melhoria no consumo.

A suspensão independente nas quatro rodas proporcionou ao Traction Avant um conforto de condução que surpreendia a todos, conferindo ao veículo uma estabilidade na estrada sem precedentes para a época. E por não possuir um túnel de transmissão, usada até então em carros de tecnologia mais antiga, o interior tinha um piso totalmente plano.

O Traction Avant foi um verdadeiro sucesso de vendas, com uma produção de 759.123 unidades fabricadas.

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