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Galleria Shopping recebe Exibição de Gatos de Raças Exóticas

Os amantes de felinos têm um encontro marcado no Galleria Shopping nos dias 31 de maio e 1º de junho, com a chegada da Exibição de Gatos Raças Exóticas, uma atração inédita em parceria com a Fórmula Natural. A mostra gratuita reúne mais de 10 raças diferentes de gatos, exaltando a beleza, personalidade e diversidade do universo felino. O evento acontece no sábado, das 14h às 20h, e no domingo, das 12h às 17h.

Entre as estrelas, estão raças conhecidas por suas características marcantes, como Devon Rex, Sphynx, Lykoi, Maine Coon, Somali, Bengal, Russian Blue, Kurilian Bobtail, British, Persa, Exótico e Ragdoll. Ao todo, são 25 gatos, proporcionando ao público uma oportunidade única de conhecer de perto esses animais fascinantes e conversar com criadores especializados.

“A proposta é criar uma experiência encantadora para os visitantes, especialmente os apaixonados por gatos. Será um momento para admirar a beleza e entender melhor o comportamento e os cuidados com esses animais incríveis”, destaca João Timm, gerente de marketing do Galleria Shopping. “Buscamos sempre oferecer atrações que informem, entretenham e encantem nosso público, e essa exposição une tudo isso em um só evento”.

Além da exibição, o evento conta com duas palestras gratuitas da médica veterinária Dra. Júlia Torello, especialista em medicina felina, voltadas especialmente para tutores iniciantes ou interessados em adotar um gato. Os temas abordados são: “Bem-vindo, Gatinho! Como preparar sua casa e sua rotina para o primeiro gato” e “Por Dentro da Mente Felina: Entendendo o Comportamento do Seu Gato”.

A mostra é promovida pela Fórmula Natural, marca da Adimax, empresa referência em nutrição pet. “Com certeza, hoje os gatos ocupam um lugar muito especial no coração dos brasileiros, visto que esse é um mercado em expansão, onde estamos sempre atentos para atender às necessidades de felinos e tutores. E eventos assim, são um momento de aprendizado e observação para todos”, comenta Patrícia Kashivagui, gerente comercial da Adimax.

Serviço
Exibição de Gatos Raças Exóticas
Data: 31 de maio e 01 de junho
Horário: sábado, das 14h às 20h e domingo, das 12h às 17h
Local: Galleria Shopping – Campinas/SP
Entrada: gratuita

 

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Citroën vai expor seus modelos em várias lojas da Cobasi

A marca francesa Citroën fechou uma parceria com a Cobasi, empresa de produtos voltados para pets, e até 21 de maio às sextas-feiras e sábados, irá expor dois de seus modelos nas 10 principais lojas da rede localizadas em diversos estados do Brasil. Os consumidores terão a oportunidade de conhecer melhor os veículos da marca Citroën, realizar um test-drive e participar da ativação que concede 10% de desconto* na loja da Cobasi para o participante que tirar a foto no carro da marca exposto e postar na rede social marcando os perfis da Cobasi (@cobasi) e Citroën (@citroenbrasil).

As lojas participantes são: Villa Lobos (São Paulo – SP), Curitiba (PR), Taquari (DF), Linha Verde (Curitiba – PR), Raposo Tavares (São Paulo – SP), Goiânia T63 BTS (GO), Jaboatão dos Guararapes (PE), Americana (SP), Rio Vermelho (Salvador – BA) e Campo Grande (MS).

A parceria ainda inclui, pelo período de um ano, o empréstimo de uma unidade do furgão Jumpy para uma ONG parceira escolhida pela Cobasi. A utilização ocorrerá tanto em eventos de adoção quanto em projetos de arrecadação de alimentos e outras ações coordenadas pela instituição a ser selecionada.

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Altas temperaturas também incomodam os animais domésticos

O forte calor que está na região de Campinas, não incomoda só os seres humanos, mas também os animais. Cães e gatos de estimação precisam de cuidados especiais em dias mais quentes e de baixa umidade. O calor pode provocar desconforto e até causar hipertermia (quando o corpo tem um aumento acentuado de temperatura), o que é considerado um quadro de emergência.

No calor, os animais tendem a ficar mais apáticos, mais quietos e “largados”. Geralmente, é possível perceber a língua mais avermelhada e exposta por mais tempo, a respiração mais rápida e ofegante, o corpo mais quente e, eventualmente, até perda de apetite.

Sinais de alerta

Segundo a veterinária do DPBEA – Departamento de Proteção e Bem-estar Animal , Camila Cristina Crosgnac Fracalossi, alguns dos sinais de alerta para buscar atendimento veterinário são quando o animal estiver muito prostrado e quieto demais sem sair do lugar, não estiver comendo ou bebendo água, apresentar dificuldade respiratória, salivação excessiva e gengivas bem vermelhas.


A veterinária dá algumas dicas:

–  Oferecer alimentos congelados, desde frutas (observe sempre quais as frutas recomendadas para o consumo de seu animal) a picolés de patês. É só misturar com água e levar em forminhas ou copinhos descartáveis para congelar. É importante lembrar que isso não deve substituir a alimentação normal, sendo apenas uma ferramenta para aumentar o consumo de água e estimular a atividade.

– É essencial que o animal tenha acesso a áreas de abrigo, sombra e superfícies mais frescas (como azulejos, por exemplo), podendo auxiliar em seu conforto térmico. Em ambientes fechados, é importante que haja circulação de ar, podendo utilizar também ventiladores, ar-condicionado e umidificadores, caso necessário.

– Aumentar pontos de oferta de água. Espalhar mais bebedouros pela casa e aumentar a frequência da troca da água pode estimular o animal a se hidratar mais. Colocar pedras de gelo nos recipientes também pode ser uma boa ideia, mas fique atento à aceitação do animal, caso cause estranheza, pode gerar o efeito contrário.

– Com o tempo muito quente e seco, é recomendado que atividades externas de passeio, corrida e brincadeiras sejam realizadas nos horários mais frescos do dia, no início da manhã ou no final da tarde. Devem ser evitados horários entre 10h e 17h. Locais com sombra, árvores e grama devem ter a preferência na hora de passear pois não esquentam rapidamente como os pisos de concreto e asfalto. As patas dos pets são extremamente sensíveis, podem esquentar muito rápido e causar lesões, queimaduras e machucar. Andar com o animal no calor e sol forte pode causar insolação.

– Banhos refrescam e podem proporcionar mais conforto nos dias de calor. Mantenha seu cãozinho tosado, mas é preciso ter cuidado com o controle do comprimento dos pelos, tosar sem exagero, para evitar que o animal tenha queimaduras solares se não tiver a proteção adequada que é feita por meio de sua pelagem.

– Boas opções para os dias de calor são piscinas infantis, feitas para cachorro ou até bacias podem ser confortáveis e ótimas soluções para brincadeiras com água nos dias quentes. Existem os tapetes gelados para pets e até toalhas úmidas, que também são uma opção prática para amenizar o calor dos bichinhos.

– Cuidado ao deixar o pet sozinho em casa nos dias quentes. Ao sair, é essencial deixar água fresca e comida para os pets, na sombra. Importante deixar o ar-condicionado ou ventilador ligados ou manter uma janela aberta para manter a ventilação do lugar onde o pet está.

– Jamais deixe o pet sozinho dentro do carro, mesmo que por um tempo curto, pois a temperatura pode subir muito rápido, mesmo com vidros abertos. O ar-condicionado também pode ser perigoso pois pode desligar sozinho e o bicho pode morrer até mesmo pelo perigo da inalação de gases tóxicos.

– Além de deixar sempre a água do pet bem fresquinha, deve-se oferecer ração e nutrientes apenas no momento que ele for consumir. Deve ser evitado deixar alimento por muito tempo no comedouro, pois com o calor ele pode acabar fermentando e gerando desconfortos gastrointestinais.

– Animais idosos, com focinho curto – como as raças de cães pug, bulgogue e shihtzu –, com problemas cardíacos e sobrepeso devem ter atenção especial nos dias quentes pois estão mais sujeitos a hipertermia. Com estes grupos, recomenda-se limitar os exercícios, fazer pausas entre os passeios, oferecer muita água e evitar ao máximo a exposição ao sol. Importante ficar atento aos sinais de cansaço e desconforto. Se perceber mudanças de comportamento ou na alimentação, avise o médico veterinário.

 

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Consultório Veterinário vai atender na região do Campo Grande

A partir de segunda-feira (10), a unidade 2 do Consultório Veterinário Móvel vai atender os animais de estimação dos moradores da região do Campo Grande, em Campinas. A estrutura permanecerá instalada até 13 de março nas dependências da AR-13, localizada na Rua Natale Bertucci, 128, no Parque Valença 1. O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h.

Atendimento

O Consultório Veterinário Móvel oferecem serviços veterinários gratuitos para cães e gatos e têm capacidade para atender aproximadamente 50 animais por dia.

Serviço
Consultório Veterinário Móvel
Período: 10/02/2025 a 13/03/2025
Local: AR-13
Endereço: Rua Natale Bertucci, 128, Parque Valença 1
Horário: Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h
O que levar: documentos pessoais e comprovante de residência em Campinas. É necessário ter mais de 18 anos.

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Consultório Veterinário Móvel vai atender na região do Swift

A partir da próxima segunda-feira (25), a unidade rodizio do Consultório Veterinário Móvel estará atendendo na região do Swift. O consultório  estará instalado na sede da Administração Regional 10 (AR10), localizada na rua Amadeu Mendes, 85, bairro Vila Lemos, até o dia 20 de dezembro. As consultas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13h às 16h.

Campinas também conta com outra unidade do Consultório Veterinário Móvel que, até 28 de novembro, estará atendendo a Região do Jardim Capivari, no Parque Linear José Mingone (Lagoa do Mingone), na avenida das Amoreiras, s/nº (também de segunda a sexta-feira das 8h às 12h, e das 13h às 16h).

Atendimento

O projeto oferece consultas gratuitas com médicos veterinários, além de vacinar os cães e gatos , caso haja alguma indicação.

Para receber atendimento basta ser morador de campinas, ter 18 anos ou mais, apresentar documentos de identificação (RG, CNH, etc.) e comprovante de residência. Não é necessário agendamento prévio.

Serviço
Consultório Veterinário Móvel – Unidade 2 – de 25/11 a 20/12
Local: Administração Regional 10 (AR10), Região da Swift
Endereço: rua Amadeu Mendes, 85, bairro Vila Lemos
Consultório Veterinário Móvel – Unidade 1 – de 21/10 a 28/11
Região do Capivari
Local: Lagoa do Mingone
Endereço: Avenida das Amoreiras, s/n, Jardim Capivari

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Domingo tem mais uma edição da Campet na Lagoa do Taquaral

O DPBEA – Departamento de Proteção e Bem-estar Animal de Campinas realiza no próximo domingo (24), mais uma edição da Campet – Feira de Adoção de Animais, na Lagoa do Taquaral. O evento ocorre das 8h às 12h, no portão 1, e tem por objetivo estimular o acolhimento desses animais que estão sob a guarda da Prefeitura. São seis cães e dois gatos à espera de um novo lar.

Os pets foram recolhidos das ruas pelo Samu Animal e, depois de tratados, vermifugados, castrados e microchipados, foram colocados para adoção na Feira de Adoção ou pelo Portal Animal Campinas, que pode ser ser acessado no endereço eletrônico https://portalanimal.campinas.sp.gov.br. É só entrar para ver as fotos e as informações dos animais aguardando uma nova família. No portal há a descrição da personalidade do pet, fotos e informação dos que ainda estão em tratamento e daqueles já disponíveis para a adoção.

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Galleria Shopping reúne tutores e cães “Salsichas” para uma tarde de diversão

No dia 20 de outubro, o Galleria Shopping recebe um evento especial para os amantes da raça Dachshund, popularmente conhecida como “salsicha”. A partir das 15h, o Pet Place, espaço no segundo piso do shopping destinado aos bichinhos de estimação, se transforma em um ponto de encontro repleto de atividades interativas, proporcionando uma tarde de diversão para tutores e seus cães.

Os participantes são recebidos com bandanas personalizadas para seus pets, dando um toque especial ao início do evento. Além disso, uma oficina de personalização de gravatinhas e laços oferece aos tutores a chance de criar acessórios exclusivos para seus cães, com todo o material e orientações disponíveis no local.

Às 16h, a recreação agita o evento com atividades planejadas para promover a interação entre cães e donos, garantindo momentos de descontração. Em seguida, às 18h, acontece a tão aguardada “cãominhada”, um passeio coletivo pelos corredores do shopping, reforçando o compromisso do Galleria em ser um ambiente inclusivo e pet friendly. O evento termina às 19h, com agradecimentos e despedidas, deixando uma marca positiva na memória de todos os presentes.

“Estamos muito animados em receber mais uma edição do Encontro Pet, que tem se consolidado como um momento especial para os tutores e seus animais de estimação. É uma oportunidade para fortalecer os laços entre pets e donos, além de proporcionar um ambiente de diversão e interação para toda a família”, comenta João Timm, gerente de marketing do Galleria Shopping.

O encontro é gratuito, e para participar, basta comparecer ao shopping no horário do evento com seu pet.

Serviço
Evento: Encontro de “Salsinhas” no Galleria Shopping
Data: 20 de outubro
Horário: A partir das 15h
Local: Espaço de Eventos – Pet Place, localizado no segundo piso do Galleria Shopping (Rod. D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas)
Para mais informações, acesse o site do Galleria Shopping ou entre em contato com a equipe de atendimento.

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DPBEA já esterilizou 29 capivaras que vivem na Lagoa do Taquaral

O DPBEA –  Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, realizou, na última semana, a cirurgia para controle reprodutivo de 29 capivaras de um dos três grupos que vivem livremente na Lagoa do Taquaral. A esterilização dos animais tem por objetivo combater a transmissão da febre maculosa por meio da redução de nascimentos de filhotes.

O manejo das capivaras começou no dia 26 de setembro, com a ceva (alimentação controlada em locais e horários específicos), passando pela captura do grupo, realização das cirurgias (vasectomia e salpingectomia) e recuperação. O processo segue em andamento com a soltura dos animais esterilizados e captura dos animais satélites, aqueles que pertencem ao grupo mas não ficam, necessariamente, juntos a ele, vivem nas proximidades.

“Vamos continuar fazendo a ceva para que esse grupo volte a se reorganizar e a frequentar o mesmo espaço, para que posamos capturar os indivíduos satélites e concluir as cirurgias desse primeiro grupo”, explica o assessor do DPBEA, Rodrigo Pires.

Manejo

O manejo reprodutivo das capivaras tem por objetivo combater a transmissão da febre maculosa por meio da redução de nascimentos de filhotes. A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida para as pessoas por meio da picada do carrapato-estrela, presente no ambiente e encontrado em diversos animais, inclusive nas capivaras.

Por se tratar de fauna silvestre, o manejo é solicitado e submetido a análise da Semil – Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Nesta primeira fase do projeto, serão esterilizadas cerca de 200 capivaras que vivem livremente no Parque Portugal (Lagoa do Taquaral), Lago do Café, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim e Parque das Águas.

As cirurgias dos grupos de capivaras do Lago do Café e do Parque Taquaral são realizadas no centro de manejo especialmente construído para este fim na Lagoa do Taquaral. São dois recintos onde os animais passam pelo procedimento cirúrgico e, depois, cumprem o período de recuperação.

Outros parques receberão estruturas de centro cirúrgico móvel para otimizar o manejo e evitar o stress que seria gerado no embarque, transporte e desembarque dos animais, além de diminuir a possibilidade de dispersão de carrapatos e da própria Rickettsia.

As capivaras vivem em grupos, com uma estrutura social própria e, para evitar brigas e disputas por território, será manejado um grupo de capivara por vez, independentemente do número de indivíduos.

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Vida selvagem diminui 73% em 50 anos, diz relatório da WWF

Relatório da organização não governamental (ONG) World Wide Fund for Nature (WWF), divulgado nesta quinta-feira (10), alerta para o “declínio catastrófico” de 73%, nos últimos 50 anos, do tamanho médio das populações de vida selvagem. Só a América Latina e Caribe viram cair 95% dessas populações. A organização de preservação da natureza adverte que os próximos cinco anos vão determinar o futuro da vida na Terra.

Desde elefantes em florestas tropicais a tartarugas-de-pente na Grande Barreira de Corais, as populações estão diminuindo de forma “catastrófica”, afirma a ONG, que desde 1961 trabalha na área de preservação da natureza e redução do impacto humano no meio ambiente.

Os maiores declínios nas populações de vida selvagem foram registrados na América Latina e no Caribe, de 95%. A África tem menos 76% e a Ásia-Pacífico, menos 60%.

O relatório Planeta Vivo, da WWF, deixa claro que, à medida que a Terra se aproxima de pontos perigosos de inflexão de ameaça à humanidade, maior esforço coletivo será necessário para enfrentar as crises climáticas e naturais. Porém, a margem é curta para inverter a tendência. A análise afirma que o futuro da vida na Terra depende do que acontecer nos próximos cinco anos.

O Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Sociedade Zoológica de Londres, inclui quase 35 mil tendências populacionais de 5.495 espécies – aves, mamíferos, anfíbios, répteis e peixes – registradas entre 1970 e 2020. O declínio maior ocorre nos ecossistemas de água doce que apresentam redução de 85%, seguido pelos terrestres, que decresceram 69%. A vida marinha caiu 56%.

A perda e a degradação de habitats têm sido impulsionadas principalmente pelo sistema alimentar humano e é a ameaça à vida selvagem mais relatada, indica o relatório. A exploração desenfreada de recursos naturais, as espécies invasoras, a poluição e as doenças estão também identificadas como causa do declínio.

Mike Barrett, principal autor e consultor científico do WWF, disse que, devido à ação humana, “particularmente a maneira como produzimos e consumimos nossos alimentos, estamos cada vez mais perdendo o habitat natural”.

“O declínio nas populações de vida selvagem pode atuar como indicador de alerta precoce do aumento do risco de extinção e da perda potencial de ecossistemas saudáveis”, explica o documento.

Para Kirsten Schuijt, diretora-geral da WWF Internacional, “a natureza emite um pedido de socorro. As crises interligadas de perda da natureza e mudanças climáticas estão a empurrar a vida selvagem e os ecossistemas para além dos seus limites”.

Quando os ecossistemas são prejudicados, deixam de fornecer à comunidade humana os benefícios dos quais todos dependem – ar limpo, água e solos saudáveis para alimentação. E por estarem danificados, esses ecossistemas se tornarão mais vulneráveis a momentos de mudança.

Essas alterações podem ser considerados pontos de inflexão e ocorrem quando um ecossistema é empurrado além de um limite crítico, resultando em mudanças substanciais e potencialmente irreversíveis.

A perda de espaços selvagens está “pondo muitos ecossistemas à beira do abismo”, reitera a diretora da WWF no Reino Unido, Tanya Steele, destacando que muitos habitats, da Amazónia aos recifes de corais, estão “à beira de pontos de inflexão muito perigosos”.

O potencial “colapso” da floresta amazónica, está em curso porque deixará de ter capacidade de reter o carbono que aquece o planeta e mitigar os impactos das alterações climáticas.

Em um dos exemplos do relatório, é apontado decréscimo de 60% dos botos cor-de-rosa ou golfinhos de rios da Amazônia devido à poluição e a outras ameaças, como a mineração.

Por sua vez, na Austrália, as tartarugas-de-pente estão em declínio, devido ao fato de as fêmeas nidificantes, no nordeste de Queensland, terem diminuído 57% em 28 anos.

O balanço da WWF é apresentado quando os incêndios na Amazônia atingiram, em setembro, o nível mais alto em 14 anos. Além disso, pela quarta vez, um evento global de branqueamento em massa de corais foi confirmado no início deste ano.

Caça ilegal 

O relatório aponta fortes evidências de que a caça ilegal para alimentar o comércio de marfim, no Gabão e em Camarões, coloca em perigo crítico a população de elefantes da floresta do Parque nacional em Minkébé. O declínio drástico já atingiu as famílias de elefantes da floresta, aniquilando metade da espécie.

Na Antártida, “o declínio nas colônias de pinguins-barbicha pode estar ligado ao degelo das calotas polares e à escassez de krill (pequenos crustáceos), razões que, por sua vez, resultam das alterações climáticas e do aumento da pesca desse mesmo krill”, diz o documento.

As condições mais quentes, associadas a níveis mais baixos de cobertura de gelo marinho, resultam em menos krill, sendo esses crustáceos (semelhantes aos camarões) a principal fonte de alimento dos pinguins. Essas comunidades acabam por gastar mais tempo à procura de comida, “o que pode aumentar o risco de falha reprodutiva”.

Mike Barrett lembra que não se deve ficar triste apenas pela perda da natureza. E avisa: “Estejam cientes de que esta é agora uma ameaça fundamental à humanidade e realmente precisamos fazer alguma coisa e tem de ser já”.

“Não é exagero dizer que o que acontecer nos próximos cinco anos vai determinar o futuro da vida na Terra”, alerta a WWF.

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