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No Dia do Pão, pesquisa avalia que café da manhã pode variar em 540%

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP em padarias da capital paulista e de mais dez cidades do estado de São Paulo apontou que o preço do café da manhã pode pesar muito no bolso do consumidor, dependendo do estabelecimento que for escolhido.

O pão brioche, por exemplo, pode custar até cinco vezes mais se for comprado em duas padarias diferentes na cidade de São José dos Campos: em uma delas, o produto era vendido por R$ 16, enquanto o valor mais baixo encontrado na cidade foi de R$ 2,50. Isso significa uma variação de 540% no preço do produto, dependendo do local onde o item foi comprado.

O café coado, por sua vez, teve uma variação de 151%, sendo encontrado em Presidente Prudente por um preço médio de R$ 3,83, enquanto na capital o mesmo item tem um custo médio de R$ 9,61. Já o pão de queijo teve variação de 118%, com os maiores preços médios encontrados na capital paulista (R$ 9,44) e os mais baixos em Presidente Prudente (R$ 4,33).

O quilo do pão preferido do brasileiro, o francês, também apresentou variação de preços – inclusive na mesma cidade. Na zona leste da capital paulista, por exemplo, ele pode ser comprado, em média, por R$ 23,29, enquanto na zona oeste o valor sobe para R$ 24,35.

Já o combo pão com manteiga na chapa acompanhado por café coado foi o que mais oscilou entre os itens combinados: 27% de diferença entre os bairros de São Paulo.

Em Bauru, o combo pão de queijo com café coado foi o campeão de variação entre os itens combinados, com diferença superior a 200%, custando R$ 14 em uma das padarias analisadas e R$ 4,60 em outra.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 26 de setembro. Só na capital paulista, foram visitadas 50 padarias, em todas regiões da cidade. O levantamento também foi realizado nas cidades de Presidente Prudente, Araçatuba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba, Santos, São Vicente e Campinas.

Segundo o Procon, o consumidor deve ficar sempre atento ao preço, à validade, ao peso e aos ingredientes dos produtos que são fabricados na própria padaria. Os preços, por exemplo, devem estar afixados de forma clara. Caso exista diferença entre o valor exposto na gôndola e o do caixa, vale o menor preço. O Procon alerta também que o pão francês deve ser vendido em peso e que os estabelecimentos não devem impor um valor mínimo para compras com cartão.

Caso o consumidor tenha problemas com preços ou atendimento, pode registrar uma reclamação por meio do site www.procon.sp.gov.br. Outras irregularidades devem ser denunciadas à Vigilância Sanitária do município.

Dia do Pão

Hoje (16) é celebrado o Dia Mundial do Pão. Segundo o Sampapão, entidade que representa o setor de panificação e confeitaria de São Paulo, em todo o mundo, o Brasil é o país que tem mais padarias, com mais de 70 mil unidades, sendo que quase metade delas (32 mil) está localizada na Região Sudeste.

De acordo com a Euromonitor, que fez um levantamento encomendado pelo Sampapão, a cada ano cerca de 2,4 bilhões de compras são feitas em padarias no Brasil. No ano passado, o setor movimentou R$ 178,1 bilhões, com 7,6 milhões de toneladas produzidas, informou o Euromonitor.

A expectativa é que, nos próximos três anos, o mercado total de produtos de panificação no Brasil (e que inclui pães, doces, misturas para sobremesas, produtos assados congelados e bolos) alcance R$ 210 bilhões.

Preços em Campinas
Em relação ao pão francês;
A diferença de preço constatada foi de 20,95%,
Maior Preço: R$ 25,40,
Menor Preço: R$ 21,00,
Diferença valor absoluto: R$ 4,40,
Preço médio: R$ 23,00.

Em relação ao café expresso pequeno;
A diferença de preço constatada foi de 31,94%;
Maior Preço: R$ 9,50,
Menor Preço: R$ 7,20,
Diferença valor absoluto: R$ 2,30,
Preço médio: R$ 8,35.
,
Em relação ao pão francês na chapa com manteiga;
A diferença de preço constatada foi de 98%;
Maior Preço: R$ 9,90,
Menor Preço: R$ 5,00,
Diferença valor absoluto: R$ 4,90,
Preço médio: R$ 6,92,

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Tomate cai 42,9% e batata inglesa dispara 45,5% na Ceasa de Campinas

A semana de 6 a 13 de outubro foi marcada por movimentos opostos no Sacolômetro da Ceasa Campinas: enquanto o tomate débora despencou 42,9%, para R$ 4,00/kg; a batata ágata disparou 45,5%, para R$ 3,20/kg. Os legumes recuaram 3,6%, mas as raízes subiram 2,2%, refletindo dinâmicas distintas de safra.

Paulo Palma, técnico de Mercado e Agricultura da Ceasa Campinas, explica o comportamento de “montanha-russa” do tomate. “Tivemos uma semana com pouca oferta, o que gerou uma disparada de preço porque estava terminando a primeira parte da safra de inverno, refletindo vácuo temporário entre ciclos produtivos. Agora apareceu a segunda parte da safra, por isso teve essa queda”.

Legumes
Abobrinha brasileira: -14,4% (R$ 3,33/kg)
Berinjela: -12,6% (R$ 3,18/kg)
Pimentão verde: +23,0% (R$ 7,27/kg)
Chuchu: +8,3% (R$ 3,25/kg)

“A abobrinha e a berinjela tiveram bastante oferta no mercado. Já o chuchu subiu porque faltou produto, estavam trazendo do Espírito Santo e vieram menos cargas”, analisou Paulo.

Batata 

No movimento contrário, a batata ágata especial teve o que Palma chamou de “estilingada” de 45,5%. “Está acabando a safra de Vargem Grande do Sul aqui no estado de São Paulo, e também tem pouca mercadoria vinda do cerrado mineiro, de onde vem bastante batata. Por isso essa alta de preço”, justificou.

A batata doce também manteve trajetória ascendente, com nova alta de 6,7% para R$ 4,00/kg, acumulando aumentos consecutivos nas últimas semanas.

Raízes
Beterraba: -11,1% (R$ 2,00/kg)
Cenoura: -8,3% (R$ 2,75/kg)

Frutas

As frutas brasileiras mantiveram estabilidade total (0,0%), sem qualquer variação de preços durante a semana. “Isso ocorreu muito em função dos dias frios que tivemos na semana passada, que inibiram o consumo das frutas, e assim os preços acabaram ficando estáveis”, explicou o técnico.

Ovos

O setor de ovos teve redução de 2,8%, com quedas em todas as categorias analisadas. “A queda foi em função da boa oferta vinda principalmente da região de Bastos, aqui no estado de São Paulo”, destacou Palma.

Ovos

Ovo de codorna: -7,1% (R$ 6,50/2,5 dz)
Ovo branco extra: -2,8% (R$ 175,00/30 dz)
Ovo vermelho extra: -2,6% (R$ 185,00/30 dz)

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Amoroso marca para 30 de novembro o Jogo da Família & Amigos

Foi apresentado ontem (15) numa cerimônia da Prefeitura de Campinas, a 4ª edição do Jogo da Família Amoroso & Amigos. O evento inclusivo será realizado no dia 30 de novembro, às 10h30, no Ginásio de Esportes do Clube Concórdia.

Além de do ex-jogador Amoroso, a partida beneficente contará com os craques Elano, Marcos Assunção, Fábio Santos, Silas, Luizão e outros atletas. A entrada é gratuita mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados ao Banco de Alimentos de Campinas.

Solidariedade

Durante a cerimônia, o prefeito Dário Saadi destacou o papel do esporte como agente de transformação social. O prefeito ainda ressaltou que, nas edições anteriores, já foram arrecadadas quatro toneladas de alimentos e que a meta em 2025 é aumentar o número, chegando a 10 toneladas.

Amoroso, embaixador do evento, reforçou o caráter inclusivo da iniciativa. “A partida será ainda mais inclusiva nesta nova edição. Teremos crianças com Síndrome de Down e com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que vão participar do evento”, revelou.

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Governo vai comprar alimentos perecíveis que iriam para EUA, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite (20), em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. 

Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores

“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”.

Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas.

Cadeia produtiva

“O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu.

Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”. (Agência Brasil)

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Segundo o levantamento realizado entre os dias 19 e 26 deste mês pela Ceasa – Centrais de Abastecimento de Campinas, os preços dos alimentos essenciais do setor hortifrutigranjeiro tiveram quedas significativas. Entre os produtos com maior redução estão cenoura, beterraba, mamão havaiano, melão amarelo, laranja pera e ovos.
Maior queda

A cenoura foi o item que mais registrou queda de preço na Ceasa Campinas em comparação com o período anterior. A redução no preço chegou a 18,2%. O setor de ovos também apresentou quedas significativas, com o ovo branco registrando redução de 6,8% e o ovo vermelho com baixa de 8,3%. Já o ovo de codorna manteve estabilidade a R$ 7,50 (2,5 dúzias).
Destaques

  •  Cenoura: queda de 18,2%, vendida a R$ 2,25/kg
    •    Beterraba: baixa de 10%, cotada a R$ 2,25/kg
    •    Mamão havaiano: redução de 9,5%, a R$ 4,75/kg
    •    Laranja pera: recuo de 9,3%, comercializada a R$ 3,40/kg
    •    Melão amarelo: queda de 6,6%, vendido a R$ 3,23/kg
    •    Ovo branco: redução de 6,8%, caixa com 30 dúzias a R$ 205,00
    •    Ovo vermelho: baixa de 8,3%, comercializado a R$ 220,00
    •    Ovo de codorna: manteve estabilidade, a R$ 7,50 (2,5 dúzias)

Segundo Paulo Palma, técnico de Mercado e Agricultura da Ceasa Campinas, as variações refletem o aumento na oferta de mercadorias no entreposto e a mudança no padrão de consumo com a chegada do frio.

“Os tubérculos estão com preços em movimento devido à entrada elevada de mercadorias. Já no caso da laranja pera, o preço caiu porque novas variedades chegaram ao mercado e o consumo diminuiu com a queda da temperatura”, explicou.

Preços em alta 

Apesar da queda nos preços de diversos itens, o boletim também registrou altas expressivas em alguns produtos. O tomate débora teve o maior aumento da semana, com valorização de 50%, sendo vendido a R$ 6,00/kg.

  •  Tomate débora: aumento de 50%, cotado a R$ 6,00/kg
    •    Melancia graúda: alta de 13,6%, a R$ 2,50/kg
    •    Pimentão verde: elevação de 12,4%, vendido a R$ 4,09/kg
    •    Batata-doce: aumento de 11,1%, comercializada a R$ 2,50/kg
    •    Maracujá azedo: alta de 5,6%, a R$ 8,64/kg

Segundo Palma, a alta na batata-doce é sazonal, pois seu consumo costuma crescer no outono e inverno. “Com o frio, há maior procura por esse tubérculo, o que pressiona os preços”, afirmou.

Preços estáveis

Os demais produtos do grupo mantiveram estabilidade, incluindo abobrinha brasileira, berinjela, chuchu, jiló, milho verde, pepino caipira, pimenta dedo-de-moça, quiabo e vagem macarrão.

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Plataforma 99 anuncia investimentos de R$ 1 bilhão no Brasil

A empresa de aplicativo de transporte individual 99 anunciou investimentos no país da ordem de R$ 1 bilhão, para a expansão de sua plataforma de serviços. O anúncio foi feito durante encontro do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, com o diretor global da Didi´s Internacional Business Group, controladora da 99, Stephen Zhu, nesta quarta-feira (16).

A expansão da plataforma vai abrigar também a futura 99Food, de entregas de comida. Assim, a 99 soma o novo serviço aos demais que a plataforma já promove, caso de transporte individual, entregas de encomendas e gerenciamento de finanças pessoais (99pay).

“Este investimento reflete nosso compromisso de longo prazo com o Brasil”, disse Stephen Zhu. 

Para Alckmin, “o anúncio de investimentos da 99 no Brasil mostra que o compromisso do presidente Lula com um ambiente econômico estável, em um momento de incertezas no mundo, está gerando resultados positivos para o país”.

A 99Food deve começar a funcionar para consumidores, restaurantes e entregadores em meados deste ano. A empresa atua em mais de 3,3 mil cidades no mundo, com 1,5 milhão de motoristas, motociclistas e entregadores credenciados. O crescimento da empresa foi de 125% no ano passado.

Mototáxi

A plataforma 99, assim como a Uber, estão travando uma batalha jurídica com a Prefeitura de São Paulo para prestar serviços de mototáxi na cidade. O prefeito Ricardo Nunes é contrário à iniciativa, argumentando a questão de segurança dos usuários, tanto que soltou o decreto nº 62.144/2023, suspendendo a atuação do serviço.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas, discorda que os aplicativos sejam responsáveis por eventuais aumentos de acidentes de trânsito por motos.

No mais recente capítulo da briga judicial, a 8ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo decidiu por invalidar o decreto municipal. Mas o serviço segue suspenso por uma liminar de janeiro deste ano, proferida em segunda instância no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). (Agência Brasil)

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Inflação oficial sobe para 0,56% em outubro, diz IBGE

O IPCA –  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial, registrou taxa de 0,56% em outubro deste ano. A taxa é maior do que as observadas no mês anterior (0,44%) e em outubro de 2023 (0,24%). O dado foi divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE –  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com o resultado, o IPCA acumula taxa de inflação de 4,76% em 12 meses, acima dos 4,42% observados em setembro e acima do teto da meta de inflação (4,50%), estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano. Nos dez primeiros meses do ano, o IPCA acumula taxa de 3,88%.

A taxa de inflação em outubro foi puxada principalmente pelos gastos com habitação e com alimentos. O grupo de despesas habitação teve alta de preços de 1,49%, influenciada pelo avanço do custo da energia elétrica, que subiu 4,74%, com a implementação da bandeira tarifária vermelha 2, a partir de 1º de outubro.

O grupo alimentação e bebidas teve variação de preços de 1,06%, puxada principalmente pelo aumento das carnes (5,81%). Entre os tipos de carne com altas mais elevadas destacam-se acém (9,09%), costela (7,40%), contrafilé (6,07%) e alcatra (5,79%). Outros alimentos com altas de preços foram tomate (9,82%) e café moído (4,01%).

Os transportes foram o único grupo de despesas com deflação (queda de preços): -0,38%. O resultado do grupo foi influenciado por recuos nos preços das passagens aéreas (-11,50%), trem (-4,80%), metrô (-4,63%), ônibus urbano (-3,51%), etanol (-0,56%), óleo diesel (-0,20%) e gasolina (-0,13%). (Agência Brasil)

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Isa e Ceasa garantem mais de 2,9 milhões de quilos de alimentos a pessoas carentes

Referência no combate ao desperdício de alimentos e no apoio a famílias em situação de insegurança alimentar, o Isa – Instituto de Solidariedade para Programas de Alimentação, idealizado pelos permissionários da Ceasa Campinas, em parceria com a Assoceasa –  Associação dos Permissionários da Ceasa e a Ceasa  – Centrais de Abastecimento de Campinas, recebeu em 2023, um total de 2.991.655,82 quilos de alimentos, beneficiando 108.508 pessoas por mês. A ação vem ao encontro das propostas que integram o Dia Mundial da Alimentação, que será  celebrado na próxima quarta-feira (16), e que este ano tem como tema “Direito aos alimentos para uma vida e um futuro melhores”.

A atuação do ISA vai além do município de Campinas, com impacto também em toda a região e no estado de São Paulo, destaca Maria Carolina Loureiro Becaro, gerente do ISA.

“Com a distribuição de uma média de 300 toneladas de alimentos mensais, o instituto é um dos pilares na promoção da segurança alimentar, combatendo o desperdício e garantindo que alimentos em bom estado, como frutas, verduras e legumes direcionados para famílias que enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave”, afirma a gerente.

“A celebração do Dia Mundial da Alimentação reforça o papel transformador do ISA e da Ceasa Campinas na luta contra a fome, garantindo que alimentos cheguem a milhares de famílias em vulnerabilidade. A união entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil se mostra fundamental para construir um futuro com menos fome e mais dignidade”, esclarece Maria Carolina.

Esse trabalho só é possível graças à parceria dos produtores e comerciantes do Mercado de Hortifrutigranjeiros da Ceasa Campinas, que destinam alimentos para o ISA. Os produtos são criteriosamente selecionados, higienizados e distribuídos de forma estratégica, garantindo que cheguem a quem mais necessita. Além disso, o ISA também promove uma economia circular ao redirecionar alimentos que não estão aptos para o consumo humano para pequenos pecuaristas da região. Esses produtos são utilizados na alimentação animal, o que minimiza o desperdício e fomenta o desenvolvimento econômico local.

A gerente do ISA reforça a importância de tratar a segurança alimentar como uma política pública de direito. “A segurança alimentar não pode ser vista como um ato de caridade, mas como um direito fundamental. É imprescindível que o poder público invista recursos e atue de forma eficaz para garantir que todos tenham acesso a uma alimentação digna. Só assim construiremos uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Dia Mundial da Alimentação

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no 16 de outubro e foi criado com o intuito de desenvolver uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. A data foi escolhida para lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945. A primeira comemoração da data ocorreu no ano de 1981, quando o tema abordado foi “A comida vem primeiro”.

O Dia Mundial da Alimentação traz temas que fazem pensar a respeito da população carente, sua segurança alimentar e nutrição. Entende-se por segurança alimentar uma alimentação saudável, acessível, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. Essa realidade, infelizmente, não é vivida por uma grande parte da população brasileira e mundial. A cada ano um tema é escolhido e, com base nele, diversas atividades artísticas, esportivas e acadêmicas são realizadas ao redor do mundo.

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Inflação oficial fica em 0,38% em abril deste ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no país, registrou taxa de 0,38% em abril deste ano. O indicador ficou acima do observado no mês anterior (0,16%), mas abaixo do apurado em abril do ano passado (0,61%).

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de inflação de 1,8% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 3,69%, abaixo dos 3,93% acumulados até março e dentro do limite de meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano: entre 1,5% e 4,5%.

Os principais responsáveis pela inflação de abril foram os alimentos e os gastos com saúde e cuidados pessoais. O grupo de despesas alimentação e bebidas registrou alta de preços de 0,7% no mês, puxada por itens como mamão (22,76%), cebola (15,63%), tomate (14,09%) e café moído (3,08%).

Saúde e cuidados pessoais, grupo que teve elevação de preços de 1,16%, os itens com maior destaque foram os produtos farmacêuticos (com alta de 2,84%), impactados pela autorização de reajuste de até 4,5% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março.

Entre os medicamentos com maiores altas de preço estão os antidiabéticos (4,19%), os anti-infecciosos e antibióticos (3,49%) e os hipotensores e hipocolesterolêmicos (3,34%).

Por outro lado, os artigos de residência e habitação tiveram deflação (queda de preços) no mês, de 0,26% e 0,01%, respectivamente.

Os demais grupos de despesas apresentaram as seguintes taxas de inflação: vestuário (0,55%), comunicação (0,48%), transportes (0,14%), despesas pessoais (0,10%) e educação (0,05%). (Agência Brasil)

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Idec pede em liminar que indústria use selo da lupa

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ingressou com uma ação civil pública (ACP) na Justiça Federal de São Paulo contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) questionando a prorrogação do prazo para adequação da rotulagem de alimentos e bebidas com o selo da lupa indicando altas quantidades de sódio, açúcar adicionado e gordura saturada.

A ACP busca suspender os efeitos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 819/2023, da Anvisa, que permitiu o uso de embalagens e rótulos já adquiridos de alimentos e bebidas com excesso de nutrientes críticos sem o selo da lupa e sem a nova tabela de informação nutricional, para esgotamento dos estoques até outubro de 2024.

“Na visão do Idec, a decisão da Anvisa foi motivada por informações tendenciosas de parcela da própria indústria, desprovida de qualquer evidência científica livre de conflitos de interesses comerciais. Foi resultado da interferência dessa parcela do setor de alimentos processados e produtos ultraprocessados que falhou ao não se organizar dentro dos mil dias que tiveram para adequar-se às novas regras de rotulagem nutricional em detrimento do interesse público”, informou o instituto em nota.

À Justiça, o Idec solicita medida liminar para que as empresas beneficiadas pela RDC em questão sejam obrigadas a utilizar adesivos nas embalagens de seus produtos, fazendo a adequação com o selo frontal da lupa e a nova tabela de informação nutricional.

A medida liminar solicita ainda uma ordem judicial para que a Anvisa não autorize novos descumprimentos de prazos para adequação da rotulagem de alimentos e bebidas.

“Com essa ação judicial, o Idec busca evitar que a diretoria da Anvisa adote decisões enviesadas pelos interesses da indústria, que prejudiquem a efetividade regulatória e as mudanças de comportamentos de consumo esperadas pela política pública sanitária. O instituto ainda requer que a agência seja obrigada a basear suas decisões regulatórias e de políticas públicas sobre rotulagem de alimentos em evidências que priorizem concretamente a saúde pública e a Política Nacional de Alimentação e Nutrição”, destacou a nota.

A Agência Brasil entrou em contato com a Anvisa e aguarda um posicionamento acerca da ação civil pública. À época da publicação da RDC nº 819/2023, a agência informou que o objetivo era permitir o esgotamento do estoque de embalagens e rótulos adquiridos pelas empresas até 8 de outubro deste ano. Os materiais poderiam ser utilizados até 9 de outubro de 2024.

“A decisão da agência considerou, sobretudo, os impactos da pandemia no setor de alimentos, incluindo os desequilíbrios da cadeia logística de suprimentos, bem como a variação do poder de compra dos brasileiros e o consequente reflexo no consumo de produtos”, destacou a Anvisa, em comunicado.

“É importante frisar que a RDC 819/2023 permite que seja utilizado apenas o estoque já existente de embalagens adquirido até o dia 8 de outubro. Toda e qualquer aquisição de embalagens realizada a partir de 9 de outubro deste ano deve atender o disposto na RDC 429/2020 e na Instrução Normativa (IN) 75/2020”, completou a agência.

Entenda

A RDC 429/2020 e a IN 75/2020 sobre rotulagem nutricional entraram em vigor em 9 de outubro de 2022, segundo a Anvisa, com o objetivo de facilitar a compreensão das informações nutricionais presentes nos rótulos dos alimentos, a fim de dar maior clareza e auxiliar o consumidor a realizar escolhas alimentares mais conscientes.

Foram alteradas questões com relação à legibilidade, no teor e na forma de declaração, na tabela de informação nutricional e nas condições de uso das alegações nutricionais. Além disso, houve uma inovação na adoção da rotulagem nutricional frontal.

De acordo com a nova regra, bebidas e alimentos embalados devem trazer o símbolo de uma lupa, na parte da frente da embalagem, junto com o selo “ALTO EM”, indicando altas quantidades de açúcar adicionado, gordura saturada e sódio.

Em outubro do ano passado, o prazo para adequação da maioria dos produtos alimentícios (embalados na ausência dos consumidores) às novas regras de rotulagem acabou. Esse prazo se aplicava aos alimentos que já estavam no mercado na data de entrada em vigor da norma. Com a publicação da RDC 819/2023, os produtos cujas embalagens tenham sido adquiridas até 8 de outubro, poderiam continuar circulando sem as adequações até 9 de outubro de 2024.

“Vale lembrar que o período para a implementação das mudanças estabelecidas pela Anvisa foi fracionado. Desde 9 de outubro de 2022, os produtos novos fabricados e colocados no mercado tinham de apresentar os rótulos adequados às novas regras. Ou seja, a norma já previa a possibilidade de coexistirem no mercado produtos que estivessem com a rotulagem frontal adequada e outros em processo de adequação”, detalhou a Anvisa à época. (Agência Brasil)

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