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Emdec tem nova metodologia para contabilizar as mortes no trânsito

A Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas passa, a partir deste ano, a adota uma nova metodologia de análise de óbitos no trânsito. Campinas passa a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).

O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP.

Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência. A metodologia de análise até 30 dias após o sinistro já tinha sido utilizada pelo município no período de 1995 a 2000.

Para promover a atualização, a Emdec considerou que 96% dos óbitos ocorrem em até 30 dias após o sinistro. Apenas 4% correspondem a vítimas que vieram a óbito entre 31 e 180 dias após a ocorrência – uma média de seis óbitos/ano. Apesar do volume relativamente baixo, esses casos têm grande impacto no cálculo do indicador de óbitos por 100 mil habitantes do município.

“Estamos alinhando a forma de analisar as mortes no trânsito à utilizada pela maioria dos municípios paulistas. A mudança permite maior uniformidade e precisão no monitoramento dos indicadores e metas de segurança viária”, explica o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios. Quando se considera, por exemplo, a taxa de mortalidade de cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, Campinas ocupa a sexta posição, com 13,15 óbitos a cada 100 mil habitantes, usando a metodologia que leva em conta os 180 dias após o sinistro. Com a mudança metodológica, passa a ocupar a 10ª posição, com 12,65 óbitos a cada 100 mil habitantes.

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Operação Carnaval inicia amanhã para garantir segurança nas estradas

Reduzir o número de acidentes de trânsito e garantir a segurança viária durante o período de carnaval são os objetivos da Operação Carnaval 2025, que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) irá deflagrar à meia-noite desta sexta-feira (28).

Até as 23h59 da quarta-feira de Cinzas (5), policiais rodoviários federais de todo o país vão intensificar a fiscalização ao longo das vias federais. O foco principal será o combate ao excesso de velocidade, às ultrapassagens proibidas e aos motoristas que insistem em dirigir após ingerir bebida alcoólica.

A fiscalização será intensificada em trechos viários considerados críticos devido ao grande número de acidentes. Os agentes federais também atuarão para coibir práticas de risco, como a não utilização do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção para crianças e o uso de aparelho de telefone móvel ao volante.

Em nota, a PRF assegura que também vai reforçar as ações educativas e preventivas durante todo o período festivo, durante o qual, habitualmente, há um aumento significativo do tráfego de veículos. Além disso, equipes especializadas atuarão no combate ao crime, com o apoio de cães farejadores, especialmente no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas.

Revisão

Além da observância dos limites de velocidade, a PRF recomenda que os motoristas que vão pegar a estrada durante o carnaval revisem seus veículos, checando:

  • o estado dos pneus (incluindo o estepe),
  • freios,
  • iluminação,
  • demais itens obrigatórios, como os limpadores de para-brisas.

Também é importante checar o alinhamento e balanceamento e a documentação do condutor e do veículo.

Orientações

Durante a viagem, todos os ocupantes devem usar cinto de segurança, inclusive no banco traseiro. Os motoristas devem, sempre que necessário, ultrapassar o veículo à sua frente utilizando o lado esquerdo da pista, e somente nos trechos permitidos.

Motociclistas devem utilizar capacete e equipamentos de proteção. É importante redobrar a atenção em trechos urbanos e com grande fluxo de pedestres.

Em casos de emergência, é recomendável telefonar para o número 191, da PRF, que estará disponível 24h. (Agência Brasil)

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Transporte escolar clandestino ameaça a segurança dos estudantes

Com o início do ano letivo, milhares de crianças e adolescentes voltam a depender do transporte escolar em todo o Brasil. No entanto, a falta de fiscalização e a contratação de serviços irregulares expõem os estudantes a sérios riscos. Acidentes recentes envolvendo veículos escolares clandestinos reforçam a necessidade de maior atenção por parte dos pais, prefeituras e órgãos reguladores.

A Fenive – Federação Nacional da Inspeção Veicular alerta que, além do cumprimento das exigências do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, é essencial que os veículos sigam as normas técnicas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, como a NBR 14040 e a NBR 17075, que estabelecem padrões rigorosos de inspeção veicular para o transporte escolar.

Casos recentes reforçam a importância da atenção a essas normas. Em 2024, um ônibus escolar caiu em uma ribanceira em União dos Palmares (AL), causando 18 mortes e 28 feridos. Em Carapicuíba (SP), uma van escolar colidiu contra um poste, deixando 19 estudantes feridos. Já em Campo Magro (PR), cinco crianças caíram de um ônibus escolar em movimento após a alavanca de emergência ser acionada. Em Santa Luzia (MG), um escolar perdeu o freio e tombou ao lado da pista, ferindo diversas pessoas. Situações como essas poderiam ser evitadas com fiscalização rigorosa e o cumprimento das regras de segurança.

Regulamentação

Embora não haja uma regulamentação federal específica para a inspeção de veículos escolares, alguns estados adotaram normas próprias para reforçar a segurança. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Detran/MS exige inspeção semestral detalhada e fiscalização rigorosa dos veículos.

Em Santa Catarina, apenas entidades certificadas na norma ABNT NBR ISO 17020 podem realizar inspeções, garantindo um alto padrão de avaliação. Em Minas Gerais, o Detran/MG estabelece critérios específicos para autorização e fiscalização de veículos escolares, apesar dos grandes desafios para garantir implantação das regras no Estado. Estados como o Espírito Santo, São Paulo e o Paraná seguem regulamentações estaduais e municipais rigorosas, com inspeções semestrais obrigatórias, cursos especializados para condutores e a exigência de identificação adequada dos veículos escolares.

Desafios 

O diretor executivo da Fenive, Daniel Bassoli, reforça que os pais devem exigir comprovação da regularidade do transporte escolar, evitando serviços clandestinos. Prefeituras também têm papel fundamental ao contratar frotas regulamentadas e realizar fiscalizações rigorosas. “Nos casos de acidentes, a responsabilidade sobre qualquer irregularidade pode recair sobre os gestores municipais. Fiscalizar a frota e impedir serviços clandestinos é essencial”, alerta.

Bassoli também destaca que os serviços clandestinos são um dos principais responsáveis por acidentes envolvendo estudantes no Brasil. “Muitos desses sinistros acabam registrados como acidentes comuns de trânsito, sem uma estatística confiável sobre o impacto real do transporte irregular”, acrescenta.

Segurança 

A Fenive recomenda que os pais observem os seguintes pontos ao contratar um serviço de transporte escolar:

  • Verifique os dados do motorista: O condutor deve ter mais de 21 anos, CNH na categoria D e curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar, além de estar regularizado no Detran.
  • Exija a autorização do Detran: Veículos devem ter permissão oficial e essa documentação deve estar afixada em local visível no interior do carro.
  • Certifique-se de que o veículo passou por inspeção: A regularização estadual e municipal deve estar em dia, de acordo com as normas ABNT NBR 14040 e NBR 17075.
  • Acompanhe o serviço diariamente: Esteja atento ao comportamento da criança, faça perguntas e fique de olho em sinais de negligência ou problemas mecânicos.

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Motociclistas e pedestres são mais de 80% das vitimas fatais no trânsito

Os usuários de motocicletas, tanto para o trabalho como no lazer, e os pedestres continuam sendo as principais vitimas dos acidentes em Campinas. Das 49 vidas perdidas em vias urbanas entre janeiro e agosto de 2024, 41 eram de motociclistas, garupas ou pedestres. Juntos, eles respondem por 84% dos óbitos. Os dados compõem o Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Emdec –  Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas.

Apesar do alerta, há motivo para comemorar quando olhamos para os pedestres. Quatro vidas foram poupadas no período. Os dados preliminares apontam 15 óbitos por atropelamento até agosto deste ano (31% do total) e 19 no mesmo período de 2023, o que representa uma queda de 21%.

Com 26 vidas perdidas até agosto deste ano, os motociclistas ou garupas representaram 53% dos óbitos no trânsito. O número indica uma alta de 30% nas mortes em relação às 20 mortes computadas no mesmo período de 2023. No mês de agosto, foram três mortes – queda de 57% em relação ao mês de julho, quando sete motociclistas morreram.

É nos usuários mais vulneráveis que os esforços da Emdec se concentram para alcançar a redução desses números. Durante a Semob – Semana da Mobilidade Urbana, as ações voltadas para esses públicos se intensificam. Três avenidas receberam blitze educativas e impactaram cerca de 1,4 mil motociclistas; e esquetes teatrais irão conscientizar condutores sobre o respeito às travessias e a necessidade de priorizar a circulação dos pedestres, em terminais e estações dos Corredores BRT.

Em outra frente, a avenida Ruy Rodriguez recebeu novas travessias para ampliar a segurança na circulação de pedestres: na altura da rua Pedro Galhardi, próximo à Havan; e do Terminal BRT Santa Lúcia, próximo ao atacadista Assaí. As medidas coíbem travessias irregulares por dentro do terminal e nas proximidades.

Número de mortes

As 49 vidas perdidas na malha urbana, entre janeiro e agosto, representaram uma queda de 2% nas mortes em relação ao mesmo período de 2023, quando 50 pessoas morreram. Ocupantes de demais veículos representaram 12% das mortes – foram seis vidas perdidas e uma queda de 14% em relação ao mesmo período do ano passado (sete óbitos). O número de ciclistas mortos se manteve estável – foram duas vidas perdidas até agosto deste ano e quatro em 2023 (queda de 50%).

Quando somados os registros em vias urbanas e rodovias, a tendência é de alta nas mortes, nos dados computados até agosto. Foram 113 vidas perdidas, sendo 58 em rodovias e seis em locais ainda não identificados. O número é 6% maior do que o computado no mesmo período de 2023 (107 vidas perdidas).

 

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Alta velocidade é a causa de 34% dos acidentes fatais em Campinas

O excesso de velocidade esteve presente como fator de risco em 34% dos acidentes registrados em 2023. O índice aparece no Boletim de Vítimas Fatais no Trânsito, divulgado pela Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas  durante a abertura do Movimento Maio Amarelo 2024.

No ano passado, 159 pessoas perderam a vida em 149 sinistros (acidentes) fatais em Campinas, sendo 79 (49,7%) em vias urbanas e 80 (50,3%) em rodovias no perímetro urbano. Juntos, os fatores de risco excesso de velocidade e consumo de álcool estiveram presentes em 25 ocorrências fatais analisadas – 13 em vias urbanas e 12 em rodovias.

Principal causa de óbitos no trânsito no município em 2023, o excesso de velocidade esteve presente em pelo menos 51 (34%) casos entre os 149 sinistros fatais registrados – foram 52 mortes. Foram 29 casos identificados com este fator de risco no eixo urbano e 22 em rodovias.

Crédito: Divulgação/Emdec

As 51 ocorrências registradas envolveram 43 homens e oito mulheres. A maioria das vítimas (34) era motociclista ou garupa. Na sequência, aparecem nove ocorrências envolvendo condutores ou passageiros de demais veículos; e oito envolvendo pedestres. A maioria das ocorrências envolveu jovens de 18 a 29 anos, foram 21 casos.

O excesso de velocidade representou quase 68% das infrações de trânsito contabilizadas em Campinas em 2023. Foram expedidas 784.339 penalidades, sendo 661.991 (84,4%) oriundas da fiscalização eletrônica (radares) e 122.348 (15,6%) aplicadas pelos agentes da mobilidade urbana. Do total computado, 533.160 penalidades envolveram excesso de velocidade.


Crédito: Divulgação/Emdec

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que a velocidade praticada pelos veículos impacta, diretamente, na gravidade dos acidentes registrados. De acordo com os estudos, ao trafegar a 60 km/h ou mais, o motorista não freia a tempo e o pedestre é atropelado com alto risco de morte. Um atropelamento causado por veículo a 50 km/h geralmente resulta em ferimentos na vítima, que pode sobreviver. Já a 40 km/h, o atropelamento é evitado.

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Operação conjunta recolhe animais na avenida John Boyd Dunlop

Com o objetivo de prevenir acidentes envolvendo animais soltos nas vias, a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, a Guarda Municipal e o DPBEA – Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal de Campinas realizaram mais uma operação de resgate na região da avenida John Boyd Dunlop. A ação preventiva foi realizada ontem (22), com monitoramento ao longo de todo o dia.

Dois cavalos foram recolhidos na operação. No DPBEA, os animais passam por atendimento médico-veterinário e recebem alimentação. Eles serão identificados com microchips e cadastrados no banco de dados do município.

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Emdec dá treinamento com simulador a entregadores por aplicativo

A Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas iniciou um treinamento especial com 62 entregadores por aplicativo. O curso de dois dias é uma parceria entre a Emdec e o IFood.

O evento começou ontem (22), no Centro Educativo da Emdec. Os participantes simulam por cerca de 10 minutos em situações reais do trânsito; passam por um circuito, com a orientação de instrutores e recebem informações sobre temas como postura, ponto cego, frenagem e velocidade.

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Seguro obrigatório voltará a ser pago em 2025

O pagamento de indenização por invalidez ou morte a pedestres e motoristas voltará a ser feito no país com a criação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). A taxa que viabilizará o serviço começará a ser cobrada em 2025 dos proprietários de veículos automotores.

Diferente do antigo Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT), extinto em 2020, a nova versão do seguro obrigatório traz entre as novidades o pagamento das despesas médicas às vítimas de acidentes em vias públicas. Serão garantidos os custos de atendimentos médicos, fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, que não sejam disponibilizados pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS).

Assim como no antigo serviço, haverá indenização em caso de morte ou invalidez e também serão cobertas as despesas dos serviços funerários, ou de reabilitação em caso de invalidez parcial. Companheiros e herdeiros das vítimas receberão os valores em acidentes com vítimas fatais.

As indenizações serão pagas pela Caixa Econômica Federal em um prazo de até 30 dias após o acidente, conforme tabela estabelecida pelo Conselho Nacional de Seguros Privados. O banco público também será responsável pela gestão do fundo em que serão depositados os valores das taxas pagas por proprietários de veículos automotores.

As regras foram estabelecidas pela Lei Complementar 207/2024 publicada nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial da União após a sanção parcial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foram vetados dois artigos aprovados pelo Congresso Nacional que tratavam da aplicação de multa por atraso no pagamento da taxa. Na justificativa do veto, o ônus foi considerado excessivo para um serviço considerado de caráter social. (Agência Brasil)

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Campinas teve uma redução nos acidentes fatais em 2023

A cidade de Campinas encerrou 2023 com uma redução de 6% nos óbitos provocados em acidentes no trânsito. Os dados são do último levantamento feito pelo setor de Gestão da Base de Dados da Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas.

No acumulado de janeiro a novembro, 65 pessoas perderam a vida nas ruas de Campinas. No ano passado, no mesmo período, o número de óbitos tinha sido de 69.

Já nas rodovias que cortam a cidade, essa estatística seguiu o caminho inverso. Enquanto em 2023, de janeiro a novembro, foram 70 óbitos. Se comparado com 2022, houve um acréscimo de cinco mortes.

Um crescimento de mais de 7% da letalidade nos sinistros de trânsito das rodovias, neste ano. Por isso, houve um aumento de 2% no acumulado.

Em 2022 foram, no acumulado de janeiro a novembro, 134 óbitos e até 30 de novembro deste ano, já tivemos 137 mortes.

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Cai em 19% o total de vítimas fatais no 1º semestre em Campinas

Hoje é o Dia do Pedestre e um dado positivo foi registrado pela Emdec –  Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas: houve uma queda de 19% no número de mortes de pedestres na cidade, segundo dados preliminares de janeiro a junho de 2023, em relação ao mesmo período de 2022.

A queda notada neste primeiro semestre ocorre após diagnóstico de cenário de alerta em 2022, ano em que um pedestre perdeu a vida a cada sete dias em Campinas, de acordo com o “Boletim de Vítimas Fatais no Trânsito 2022”, publicado pela Emdec em maio de 2023.

“Fizemos um alerta à população a respeito dos dados de 2022, e vemos este resultado do primeiro semestre como positivo. Mas o nosso objetivo é zerar o número de vidas perdidas, e seguiremos com ações educativas voltadas aos condutores, para o respeito ao pedestre; e aos pedestres, com o objetivo de reforçar cuidados nas travessias”, avalia a gerente da Divisão de Educação para Mobilidade Urbana (PRE), Roberta Mantovani.

O constante trabalho de conscientização, citado pela gerente, se mostra fundamental diante de um fato ocorrido no último final de semana. Dois idosos morreram devido a atropelamento no sábado, 5 de agosto, no cruzamento das avenidas Washington Luiz e Brunoro de Gasperi.

Iniciativas

Entre os públicos das iniciativas de educação para mobilidade realizadas pela Emdec está a comunidade escolar, que já teve 5 mil pessoas alcançadas neste ano. Nas atividades realizadas nas escolas, são abordados conceitos sobre a proteção ao pedestre.

No primeiro semestre, também foram realizadas 39 ações nas ruas, onde, além dos pedestres, foram abordados motoristas e motociclistas. As abordagens visam disseminar informações sobre os fatores de risco presentes em sinistros e reforçar o respeito às sinalizações.

Ambos os fatores, se considerados por todos os atores no trânsito, podem gerar mais proteção ao pedestre. Cerca de 3 mil pessoas já foram sensibilizadas nas atividades.

A empresa ainda realiza a oficina “Idosos em Movimento”, que aborda, entre outros temas, atitudes seguras e a importância do respeito ao pedestre.

Em 2023, já foram realizadas duas oficinas, que orientaram cerca de 50 idosos. A iniciativa será realizada novamente em setembro, dentro do programa UniversIDADE, da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas.

E a linguagem das redes sociais também é usada como ferramenta para falar com a população sobre o assunto. Em abril, por exemplo, os perfis da Emdec contaram com a colaboração da influenciadora digital campineira Brenna Bianca, que ficou famosa ao andar dançando pelas calçadas de Barão Geraldo.

Na ocasião, Brenna deu recado educativo aos seguidores pedestres, sobre a necessidade de retirar os fones de ouvido para ter atenção às travessias. O conteúdo foi o de maior alcance até o momento, em 2023, no Instagram da Emdec (@emdecoficial), difundindo a orientação a mais de 27 mil pessoas.

Intervenções

Para proteger o pedestre, intervenções de segurança viária também integram os esforços da Emdec. Com o apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), a empresa realizou estudos e diagnósticos que resultaram na implantação, em 2022, de faixas de pedestres com semáforos em locais de interesse, como em dois pontos da avenida John Boyd Dunlop: próximo à rua Major Adolpho Rossin e da av. Ibirapuera.

Outra iniciativa, o programa “Revivacidade – Delphino Cintra” conquistou, em junho, o primeiro lugar do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, na categoria “Iniciativa em favor da mobilidade ativa”. Implantado no segundo semestre de 2022, o programa realizou intervenções de urbanismo tático no entorno da via, no bairro Botafogo.

Entre elas, estão a criação de mais espaço para o pedestre, a implantação de novas faixas e a redução da travessia. Esta última se justifica pois, de acordo com o World Resources Institute (WRI), cada metro encurtado na travessia diminui o risco de atropelamento em 6%. Atualmente, o local passa pela implantação da segunda fase do programa.

No Parque Industrial, o entorno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Vicente Ráo também passa por intervenções. Uma nova etapa do programa Revivacidade, implantado no local em 2019, vem requalificando as medidas de urbanismo tático que estimulam a mobilidade ativa, com deslocamentos a pé ou de bicicleta.

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