Saúde e Bem-Estar

RS, RJ e MG são os estados como maior percentual de população idosa

O Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados do país com o maior percentual de população idosa. É o que apontam os números do Censo 2022. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados sobre faixa etária. Eles revelam um envelhecimento da população: o total de idosos com 65 anos ou mais saltou de 14.081.477 em 2010 para 22.169.101 em 2022. O aumento é de 57,4%.

O IBGE vem divulgando os dados apurados no Censo 2022 de forma progressiva. Conforme as primeiras informações, apresentadas em junho, a população brasileira teve um salto de 12,3 milhões nos últimos 12 anos, alcançando um total de 203 milhões. Também já foram apresentados anteriormente recortes sobre indígenas e quilombolas.

Os novos dados mostram que as regiões do país com a maior proporção de idosos com 65 anos ou mais são o Sudeste (12,2%) e o Sul (12,1%). De outro lado, a população mais jovem, envolvendo crianças com até 14 anos, é mais expressiva no Norte (25,2% do total de moradores) e no Nordeste (25,2% do total de moradores).

No Rio Grande do Sul, 14,1% dos moradores têm 65 anos ou mais. É o estado com a maior proporção de população idosa. Também registra o menor percentual de crianças. A faixa etária até 14 anos representa 17,5% da população gaúcha. A idade mediana no estado é 38 anos, três a mais do que a idade mediana nacional.

Números próximos são registrados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Os idosos representam 13,1% da população fluminense, enquanto as crianças são 17,8%. Entre os mineiros, 12,4% têm 65 anos ou mais, enquanto a fatia da faixa etária até 14 anos é de 18,1%.

Por outro lado, os três estados com a maior proporção de crianças são todos da Região Norte: Roraima (29,2%), Amazonas (27,3%) e Amapá (27%). Em todos esses estados, o percentual de idosos com 65 anos ou mais não chega a 6%. O Norte do país registra idade mediana de 29 anos. Em Roraima, chega a ser 26 anos, bem inferior aos 35 anos da mediana nacional.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Izabel Guimarães, os estados da Região Norte iniciaram mais tardiamente o processo de redução da fecundidade que se observa no país. “Roraima particularmente tem na sua composição uma população indígena numerosa. As populações indígenas, principalmente aquelas que residem em terras indígenas, têm fecundidade maior. Além disso, há uma migração, principalmente da Venezuela, que tem efeito no número de nascimentos no estado”, explica.

Segundo Izabel, são principalmente os jovens que vêm ao país em busca de trabalho, incluindo mulheres em idade reprodutiva. Ela destaca que os dados específicos de migração e fecundidade do Censo 2022 serão divulgados em 2024.

Municípios

Os dados apresentados pelo IBGE também oferecem recorte por municípios. Observa-se que o envelhecimento populacional ocorre de forma mais intensa nas menores e nas maiores cidades. Esse fenômeno pode ser avaliado por meio do índice de envelhecimento. Ele indica quantas pessoas com 65 anos ou mais existem na comparação com cada grupo de 100 crianças até 14 anos.

O índice de envelhecimento é de 76,2 nas cidades com até 5 mil habitantes e de 63,9 naquelas com mais de 500 mil habitantes. “O que acontece nos municípios muito pequenos é a saída da população economicamente ativa, em idade reprodutiva. As pessoas se mudam para locais onde há maiores chances de empregos e melhores ofertas de serviço. Por sua vez, as cidades maiores são justamente aquelas em que a fecundidade tende a ser mais baixa”, observa Izabel Guimarães.

Nos municípios com volumes populacionais intermediários, o índice de envelhecimento é mais baixo. O menor patamar, 48,9, é observado nas cidades que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes.

Entre os dez municípios com o maior índice de envelhecimento, nove são do Rio Grande do Sul e um de São Paulo. Os três que ocupam o topo dessa lista são todos gaúchos e têm menos de 5 mil habitantes: Coqueiro Baixo (277,14), Santa Tereza (264,05) e Três Arroios (245,98).

ranking dos menores índices de envelhecimento é liderado por nove municípios da Região Norte, sendo três de Roraima, dois do Acre, dois do Amazonas e dois do Pará. A liderança é de Umiratã (RR), com 5,40. A cidade, que tem grande número de habitantes indígenas, registra idade mediana de 15 anos. Ou seja, metade da população tem até 15 anos.

(Agência Brasil)

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Hospital São Luiz Campinas realiza primeira cirurgia robótica oncológica do aparelho digestivo

Fábio Thuler, especialista em cirurgias digestivas robóticas, será o médico responsável pelo procedimento em um caso de câncer no intestino, o mais frequente do aparelho digestivo e que tem aumentado entre os brasileiros

Crédito da foto: Divulgação

Foi-se o tempo em que eram necessárias grandes incisões cirúrgicas para se fazer cirurgias complexas. Com a chegada da robótica, a medicina deu início a uma fase de grandes transformações. Diante desse cenário, nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, o Hospital e Maternidade São Luiz Campinas, recém-inaugurado na cidade, fará sua primeira cirurgia robótica do aparelho digestivo, sob o comando de Fábio Thuler, especialista em cirurgias digestivas robóticas desde 2012 e referência mundial no assunto.

O caso será uma cirurgia de câncer no intestino. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 44 mil novos casos da doença por ano, entre 2023 e 2025.

Mas, como funciona de fato uma cirurgia robótica? Com tecnologia de ponta, os robôs oferecem um mecanismo que permite uma cirurgia minimamente invasiva e com muitos benefícios e principalmente uma menor trauma cirúrgico. Durante o procedimento, o robô é controlado pelo cirurgião através de um console que executa os movimentos com exatidão por meio dos quatro braços do robô – e conta ainda com um dispositivo capaz de filtrar eventuais tremores das mãos do médico. A alta precisão também é garantida pelas imagens em alta definição (Full HD) e 3D, ampliadas em até 15 vezes. “O fato de ser menos invasivo e muito mais preciso, aumenta a segurança e conforto para o paciente durante e após a cirurgia, pois geralmente possibilitam cortes muito pequenos, menor tempo de internação, e recuperação mais rápida, sem grandes cicatrizes, com retorno às atividades físicas precoce e menor sangramento; além disso, é muito benéfica para os profissionais, pois o cirurgião tem movimentos mais controlados e precisos e uma visão melhor da região a ser operada”, explica Dr. Fábio.

Quando comparada às cirurgias tradicionais, as “abertas”, como são chamadas, não possuem tecnologia envolvida e a laparoscopia, embora tenha tecnologia, ainda possui algumas limitações, como o fato de não impedir totalmente um possível tremor das mãos e uma mobilidade reduzida dos instrumentos. “Os avanços são enormes, principalmente em cirurgias mais complexas, como cirurgias oncológicas, reoperações, obesidades extremas e cirurgias longas; quanto mais delicado o procedimento for, melhor para o robô; ele atende perfeitamente essa necessidade”, explica Fábio Thuler.

E, se na medicina é preciso se atualizar constantemente, quando falamos em tecnologia robótica, essa regra é ainda mais importante! Para aplicá-la à gastroenterologia é necessário, além da formação cirúrgica tradicional, um treinamento específico, certificado pela empresa Intuitive, que é responsável pelos robôs. Outras instituições, como o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), também oferecem cursos para certificações dos profissionais em cirurgia robótica.

Embora ainda não sejam a maioria das cirurgias digestivas realizadas, a aposta é que nos próximos anos seja notado um aumento significativo do número de cirurgias robóticas e uma evolução ainda maior nos softwares de interface entre o robô e o cirurgião. “A expectativa é que a tecnologia esteja cada vez mais presente nesse processo, e isso vai permitir que o cirurgião tenha informações em tempo real para tomar as decisões com ainda mais segurança durante a cirurgia; o que garante facilidade principalmente no processo de recuperação do paciente”, completa.

Inaugurado no mês de maio, o São Luiz Campinas, da Rede D’Or, é o maior hospital privado do interior paulista e conta com o Robô Da Vinci X, que realiza cirurgias robóticas de diferentes complexidades, também nas especialidades de Urologia, Cirurgia Geral, Ginecologia, Cardiologia, Cabeça e Pescoço, Cirurgia Torácica e Geral.
O equipamento está instalado em uma sala inteligente de 63 m², no centro-cirúrgico da unidade, totalmente adaptada com a infraestrutura necessária para robótica.

Fábio Thuler é Mestre e Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP. Com títulos de especialista em cirurgia geral e digestiva, é reconhecido na área pelo uso da tecnologia robótica em cirurgias do aparelho digestivo de alta precisão e minimamente invasivas. Seu foco de atuação é voltado às cirurgias do tipo oncológica e bariátrica. Foi coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital São Luiz Morumbi, rede D’or por 5 anos e, atualmente, é preceptor de cirurgia robótica e cirurgião oncológico contratado pelo Hospital São Luiz Campinas para o avanço da cirurgia robótica do hospital.

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Crianças e adolescentes poderão ser vacinados nos terminais de ônibus

Começou nesta segunda-feira, 16 de outubro, a vacinação em cinco terminais de ônibus de Campinas. Estão disponíveis as vacinas da Campanha Nacional de Multivacinação, voltada para crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, e também as do calendário vacinal de adultos.

Até a próxima sexta-feira, 20 de outubro, os imunizantes estarão disponíveis das 6h às 9h e das 16h às 19h nos terminais Barão Geraldo, Padre Anchieta e Campo Grande. Nas estações Ouro Verde e Central, as doses estão sendo aplicadas das 16h às 19h.

“A vacinação nos terminais faz parte do esforço de Campinas para atingir as metas das vacinas, que é fundamental para garantir a qualidade de saúde da nossa população”, afirmou o prefeito Dário Saadi, que esteve no Terminal Barão Geraldo na manhã desta segunda.

Para ser vacinado é preciso apresentar documento com foto e caderneta de vacinação (se tiver). Apesar da ação nos terminais, todas as vacinas estão disponíveis nos 67 centros de saúde da cidade.

Dados da campanha

De 30 de setembro até hoje, 13.081 crianças e adolescentes de 0 a 14 anos procuraram as unidades. Deste total, 8.127 tinham pelo menos uma dose atrasada.

A quantidade de crianças recebidas pelas unidades de saúde foi maior do que o número de vacinas contabilizadas porque nem todas elas precisavam atualizar as cadernetas.

A campanha está prevista para terminar em 31 de outubro.

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Mortes causadas pelo câncer de mama aumentam em Campinas

A mortalidade por câncer de mama em Campinas aumentou entre 2010 e 2021, apesar de uma série de melhorias na assistência de saúde à população.

O novo boletim elaborado pela Secretaria de Saúde e Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) mostra crescimento do coeficiente de óbitos no triênio 2019-2021, em relação ao período anterior. Veja abaixo a evolução nas últimas duas décadas.

O levantamento indica coeficiente de 17,8 óbitos para cada 100 mil mulheres de 2019 a 2021. No triênio anterior, ele era de 16,3, e entre 2010 e 2012 estava na faixa de 15,8.

Por outro lado, o número permanece inferior aos coeficientes registrados de 2001 a 2009, que variaram de 19,1 a 22,8 no intervalo.

Coeficiente de mortalidade por câncer de mama  

2001-2003 – 19,1 óbitos por 100 mil habitantes
2004-2006 – 19,7
2007-2009 – 22,8
2010-2012 – 15,8
2013-2015 – 15,9
2016-2018 – 16,3
2019-2021 – 17,8

Por que aumentou no triênio 2019-2021?

A coordenadora da área da saúde da mulher do Departamento de Saúde, Miriam Nobre, destacou que a pandemia da covid-19 refletiu nos resultados mais recentes.

“A pandemia teve impacto na realização do exame de rastreamento, tivemos interrupção da oferta quando tudo parou e depois teve demora no retorno das mulheres para fazerem o rastreamento. Com tudo isso, tivemos casos que chegaram com diagnóstico mais tardio e houve aumento da morbimortalidade”, avaliou.

Ela ressaltou que a assistência às pacientes em Campinas é qualificada e explicou que as moradoras devem procurar a equipe da unidade de saúde mais próxima da residência para receber apoio, esclarecer dúvidas, buscar mais informações e solicitar exames preventivos.

“Temos uma linha de cuidado bem estabelecida. Quando a mamografia está alterada, que necessite de exames complementares ou biópsia, o serviço que fez o exame já convoca a usuária, diminui o tempo para o diagnóstico, e com isto melhora na morbimortalidade”, frisou Miriam, ao destacar que nos últimos anos ocorreram melhorias para fluxo de exames das pacientes, o que reduziu tempo de diagnóstico, e que a Campinas detém serviço próprio de mastologia com equipe especializada.

Tendência?

Para Juliana Natívio, coordenadora do RCBP de Campinas (Registro de Câncer de Base Populacional) , a crise sanitária deve inclusive repercutir em resultados do triênio 2022-2024. “No período da pandemia houve suspensão de cirurgias eletivas e impactos no acesso a diagnósticos e tratamento”, ponderou.

Câncer de mama é o mais incidente

O Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) de Campinas indica que, de 2013 a 2022, o câncer de mama representou a maior proporção de óbitos por neoplasias em mulheres. Nos últimos anos, diz o boletim, a doença tem provocado quase 125 mortes por ano na cidade.

“No período de 2010 a 2018, em torno de 550 novos casos de câncer de mama invasivo foram diagnosticados por ano. O cálculo da taxa de incidência pela população feminina nos mostra que 72,3 mulheres em cada 100 mil habitantes (taxa ajustada pela população brasileira 2010) ao ano tiveram diagnóstico desta neoplasia”, diz o texto do boletim.

A idade é um dos fatores que mais atribui risco para o câncer de mama, portanto, há aumento de incidência nas faixas etárias mais avançadas.

No período de 2010 a 2018, a média de idade nos casos diagnosticados foi de 58 anos. O intervalo de diagnóstico em Campinas foi dos 21 aos 103 anos, segundo o levantamento.

Depois do câncer de mama, os mais incidentes foram de cólon/reto, e de tireóide/pulmões.

Proporção de óbitos por neoplasias em Campinas – 2013-2022

 

Mama – 16%
Colorretal – 12%
Brônquios e pulmões – 11%
Pâncreas – 7%
Estômago – 5%
Ovário – 4%
Corpo do útero – 4%
Fígado – 3%
Encéfalo – 3%
Demais neoplasias – 35%

Distribuição proporcional de lesões na mama segundo extensão – 2010 a 2018

In situ (“no local”) – 11%
Localizado – 29%
Metástase – 31%
Sem informação – 29%

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Secretaria de Saúde prorroga agendamentos para exames de mamografia

Os exames de mamografia no Hospital de Amor durante a campanha do Outubro Rosa, em Campinas, foram estendidos até 30 de novembro. Com a mudança, serão disponibilizadas diariamente 50 vagas para atendimento em carreta e 35 na unidade fixa. A campanha ocorre em dias úteis e o agendamento é exclusivamente pelo 160.

A Secretaria de Saúde prorrogou os agendamentos após se esgotarem as vagas para avaliações nos dois shoppings da cidade e na carreta da instituição.

De acordo com a coordenadora da área de saúde da mulher do Departamento de Saúde, Miriam Nobrega, a campanha do Outubro Rosa em Campinas ainda está nos primeiros dias e, por isso, não houve um levantamento sobre a quantidade de atendimentos e exames para diagnósticos do câncer de mama e de colo de útero neste mês. Isso ainda será feito.

Campinas disponibiliza, em média, 2,5 mil vagas para mamografia por mês. Miriam ressaltou que a capacidade de realização de exames na cidade tem sido superior à demanda porque há, por exemplo, perda de agendamentos pelas pacientes.

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Hérnia de disco: uma abordagem diferente para resolver o problema

Poucas pessoas realmente sabem o que é a hérnia de disco, a grande maioria só ouviu falar

Crédito: Freepik

Nos últimos tempos, muitas pessoas têm falado sobre a hérnia de disco com mais frequência que no passado. Algumas estratégias de tratamento desse problema vão desde massagens, eletroestimulação, acupuntura, até cirurgias. Todas elas têm por fundamento resistir à compressão e aliviar os sintomas.

Essa patologia, que antes era considerada algo relacionado a idosos, hoje acomete todas as idades. “Do ponto de vista físico, hoje nossa juventude tem características dos velhos da antiguidade. Isso se dá pelo fato de que, no passado, os trabalhos eram essencialmente braçais. Além do trabalho, o modo de vida daquela época também tinha uma maior demanda física, pois não existiam carros, trens, aviões, navios, elevadores, televisão, videogame, celulares, ou seja, até se você não tivesse um trabalho, você seria muito mais ativo do que pessoas altamente ocupadas hoje em dia”, afirma o personal trainer Samorai, especialista em movimentos e treinamento 3Dimensional.

O movimento tem sido considerado um grande aliado desse tratamento, já que se torna um ótimo meio para reabilitação ou prevenção dessa lesão. “Ao contrário das abordagens tradicionais, no treinamento 3Dimensional não olhamos o sintoma, mas sim as causas. Toda e qualquer lesão, seja ela hérnia, tendinite ou qualquer outra, não são causas em si, mas resultado da quebra da harmonia do nosso corpo. Esse é um princípio fundamental do pensamento 3D, em condições normais de funcionamento, ninguém deveria ter hérnia”, explica Samorai.

É importante descobrir a causa dessa hérnia. Isso pode ocorrer de duas formas: um acidente ou o resultado de pequenas disfunções que são desenvolvidas ao longo do tempo e que geram compensações no movimento. Por exemplo, uma pessoa que bate o carro. Nessa batida, uma energia muito grande chega ao disco que não é capaz de suportar e se danifica gerando a lesão. Outro exemplo diferente é uma pessoa que nunca sentiu nada, está fazendo o que sempre fez e trava, não conseguindo se mexer com uma dor insuportável e sem nenhuma posição que alivie.

“Para entender essa dor temos que entender para que serve o disco. Em uma explicação mais acessível, o disco seria como um amortecedor. Por ser uma região muito enervada, vital e sensível do corpo, ele tem inúmeras estratégias para dispersar cargas que poderiam chegar nesta região, comprimindo raízes nervosas ou mesmo gerando inflamações. Essas estratégias vão desde o controle dos movimentos até a força muscular. Se a carga passar por todas essas barreiras, ainda tem o disco para terminar de absorver esse pouco de carga que restar”, diz Samorai.

Devido ao modelo sedentário de vida que grande parte da população tem hoje, o tempo todo os discos estão absorvendo cargas que antes seriam absorvidas pelos músculos, pela cadeia de reação, pelas amplitudes articulares, por um movimento controlado e preciso. Como a função do disco não é suportar tanta carga e com tanta frequência, ele vai se deformando até que algum dia encontre uma raiz nervosa e a dor aparece.

Samorai explica que no caso de atletas ou pessoas ativas, por mais treinados que sejam, muitas vezes os padrões de movimento não são perfeitos. Uma pisada como os pés rodados para fora, por exemplo, pode, e muito provavelmente será, uma causa de hérnia de disco. Um peitoral encurtado também ou até mesmo uma timidez. Nesse caso, a cadeia de reação é a pessoa ser tímida e, por isso, ela se fecha projetando os ombros para frente. Essa posição aumenta significativamente a sobrecarga na base da coluna e isso por si só já seria potencialmente uma causa de uma hérnia.

O personal ainda afirma que de nada adianta pendurar a pessoa de ponta-cabeça ou aplicar choquinhos para aliviar a dor, se não for corrigido o problema da pisada dela que é uma das causas da lesão. Em conjunto com a analgesia, uma abordagem na causa, já que sem ela, uma cirurgia ou uma prótese não impedirá que o estresse continue chegando à região, visto que nada mudou em relação à causa.

“Resumindo, atividade física é um elemento fundamental para prevenção, mas essa atividade tem que ser 3Dimensional, com movimentos analisados sob essa ótica para que disfunções sejam corrigidas e esse movimento seja realizado com controle, precisão, amplitude, força e harmonia”, conclui o especialista.

Sobre Samorai

Criador do Método de Treinamento 3Dimensional, Samorai é Bacharel em Esporte pela USP, Movement Specialist pelo Gray Institute dos USA e International Educator do Gray Institute, além de ser uma das cinco pessoas que podem ministrar cursos desse instituto em qualquer lugar do mundo. Atleta do ano de 2019 pelo Alliance Jiu Jitsu, equipe recordista em títulos mundiais (13 conquistas nos últimos 15 anos), ele é campeão sul-americano, bicampeão brasileiro, do Internacional Master e BJJ Pro e Campeão Europeu de Jiu Jitsu, além de ficar em 3º lugar no campeonato mundial de Jiu Jitsu.

Tem formação em Kettlebell Training pelo RKC, também dos USA, em Krav Maga e defesa pessoal pelo IKM de Israel, além de formação em Ciências Políticas e Filosofia com Clóvis de Barros Filho, na USP. Trabalhou nos USA, Alemanha e Irlanda, país onde também morou. Samorai é palestrante internacional, estuda áreas como Antroposofia e Pedagogia Waldorf, massoterapia e quiropraxia. Atleta de handebol por 20 anos, tem participações em torneios nacionais e internacionais e esteve na Olimpíada do RJ com a equipe da Polônia de handebol. De 2013 a 2015 foi professor no reality show Além do Peso (TV Record) em todas as temporadas, em 2021 e 2022 foi colunista no site da revista Boa Forma e já participou de diversos trabalhos em grandes emissoras e nos veículos de comunicação mais consagrados do Brasil.

 

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Governo anuncia 1.719 municípios aptos a receber 95 cursos de medicina

O governo federal autorizou a abertura de até 95 novos cursos de medicina, com 5,7 mil vagas, em 1.719 municípios do país. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançaram o edital para a obtenção de autorização de funcionamento de cursos de medicina.

A medida ocorre no âmbito da retomada do programa Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.

“O objetivo desse trabalho é retomar todo um processo da lei do Mais Médicos de 2013 que visava atender um desafio histórico, que eu remontaria ao século 19 no Brasil, o fato de a maioria da população brasileira não ter acesso ao profissional médico. Essa realidade vem mudando”, disse a ministra Nísia Trindade, destacando que, desde 2016, houve um período de retrocesso nas políticas de formação médica voltadas à necessidade social.

Ela reafirmou que a interiorização de cursos com residência médica é elemento central do Mais Médicos, aspecto fundamental para fixação de profissionais em áreas de vazios assistenciais.

O edital lançado hoje traz os critérios para que mantenedoras de instituições educacionais privadas apresentem projetos para a instalação de novos cursos em municípios pré-selecionados. O documento deve ser publicado ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União.

A meta é atingir, em dez anos, o indicador de 3,3 médicos por mil habitantes, média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Hoje, o Brasil possui 2,54 médicos por mil habitantes, dados de 2022.

Em 2013, quando o Mais Médicos foi lançado, o indicador era de 1,8 médicos por mil habitantes. De acordo com o governo, apesar do aumento do número desses profissionais nos últimos dez anos, ainda persiste o problema da má distribuição das vagas.

“Há desigualdades e números muito desiguais referentes a percentual de médicos por mil habitantes. Se for pegar a Região Norte é menos de 2, se pegar outras regiões é acima de três. Então, a ideia e o objetivo é ter um edital com muita clareza, com muita transparência, com critérios preestabelecidos”, afirmou o ministro Camilo Santana.

Critérios

Para alcançar a meta da OCDE, é necessária a abertura de 10 mil novas vagas em cursos de medicina. Então, além das 5,7 mil do presente edital, o governo planeja ofertar cerca de 2 mil vagas para expansão dos cursos de medicina privados já existentes e mais 2 mil para as iniciativas de expansão das universidades federais, tanto em cursos já existentes, como em novos.

De acordo com Santana, os novos cursos em instituições públicas também devem seguir os critérios para levar à desconcentração da oferta, para escolha das regiões de expansão. O plano está sendo fechado com as universidades e deve ser apresentado ainda este ano.

No caso do edital lançado hoje, foram selecionadas 116 regiões de saúde (entre as 450 existentes) onde estão inseridos os 1.719 municípios. O documento prevê, no máximo, 95 novos cursos, que poderão ser instalados no conjunto desses municípios pré-selecionados, com a condição de haver apenas um curso por região de saúde.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a seleção visa a uma primeira medida de desconcentração de oferta de cursos e também considera o impacto da abertura do curso na infraestrutura de saúde preexistente.

Foram pré-selecionados os municípios em regiões de saúde com média inferior a 2,5 médicos por mil habitantes; que possuem hospital com pelo menos 80 leitos; que demonstram capacidade para abrigar curso de medicina com pelo menos 60 vagas, em termos de disponibilidade de leitos; e que não estão na área de abrangência do plano de expansão de cursos de medicina nas  nas universidades federais.(Agência Brasil)

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Seminário destaca a importância das políticas públicas para a longevidade

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, destacou a importância da ampliação de políticas públicas direcionadas para a população idosa durante o 10º Seminário sobre Longevidade e Qualidade de Vida da Unicamp, realizado na manhã de hoje (4).

O evento faz parte do Programa UniversIDADE, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp, e reuniu cerca de 300 espectadores no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). O tema desta edição foi “abandono afetivo e qualidade de vida”.

Dário participou da mesa de abertura com o reitor da universidade, Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé. O seminário teve ainda apresentações culturais e palestras.

“Esse seminário é uma oportunidade única de discutir políticas públicas para a longevidade, antigamente chamada de terceira idade. A população brasileira, a campineira em especial, está vivendo mais e o poder público tem que ter políticas que atendam essa população”, ressaltou o prefeito.

Ao avaliar a importância da apresentação na Unicamp, Dário alertou que situações de abandono também demandam ações da Prefeitura, comentou sobre a preocupação do poder público com financiamento de novas medidas e lembrou que todas as secretarias de Campinas têm iniciativas direcionadas para moradores com 60 anos ou mais.

O prefeito destacou, por exemplo, o objetivo de replicar para mais pontos da cidade projetos como o Centro Dia da Pessoa Idosa Maria Gonzales Alvarez, inaugurado em 5 de setembro no Jardim do Lago II, região Sul, que atende idosos em situação de violação de direitos ou em risco. A obra ocorreu por meio de parceria entre Administração Municipal e Conselho Municipal do Idoso, que direcionou R$ 2 milhões, e pode atender 30 pessoas diariamente.

O reitor da Unicamp também valorizou a importância do seminário. “Para a gente é um orgulho este programa, já com um bom tempo, dez anos, e que mostra essa vitalidade da nossa universidade com relação ao mundo externo. Estreitar essas relações e prestar um serviço que é muito bonito para a sociedade, para que as pessoas mantenham saúde, ajudem a organizar sua vida, tenham atividade esportiva, tenham atividade cultural, é a universidade prestando serviço à sociedade”, avaliou o reitor.

O Programa UniversIDADE foi implementado em 2015, quando o atual secretário de Educação de Campinas, José Tadeu Jorge, foi reitor da Unicamp pela segunda vez. Ele é voltado para pessoas a partir dos 50 anos e reúne atividades gratuitas para capacitação do desenvolvimento físico e emocional nos eixos de arte e cultura, esporte e lazer, saúde física e mental, sociocultural e empreendedorismo.

 

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Banco de Leite Humano de instituto da Fiocruz completa 80 anos

O Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz) comemora nesta terça-feira (3) 80 anos de fundação e dedicação à saúde materno-infantil. Até a década de 1980, a instituição deu origem a apenas cinco bancos de leite humano.

Daí em diante, a rede se expandiu e, atualmente, conta com 229 bancos de leite e 234 postos de coleta, informou à Agência Brasil Danielle Aparecida da Silva, coordenadora do BLH do IFF/Fiocruz.

O estado de São Paulo detém o maior número de bancos, 58, e tem 50 postos de coleta. O Distrito Federal (DF) é a única unidade federativa que alcançou autossuficiência em leite humano. Em todas as unidades hospitalares do DF não se utilizam mais fórmulas, pois o volume de leite humano doado é suficiente para dispensar o uso delas na alimentação de recém-nascidos prematuros, destacou Danielle.

No ano passado, os BLHs de Brasília coletaram 15.171 litros de leite humano, que alimentaram 14.577 recém-nascidos prematuros internados nas unidades neonatais de terapia intensiva. Esse leite foi doado por 5.578 mães. Brasília tem 14 bancos de leite e sete postos de coleta.

Em todo o Brasil, foram coletados no ano passado 234 mil litros de leite, doados por 196.757 mulheres e direcionados para 222.750 crianças. Na série de 2000 a 2022, foram doados 3.432.709 litros de leite humano, que beneficiaram 3.504.381 prematuros. No total, foram 3.031.637 doadoras que atenderam 37.717.921 mulheres assistidas. A proporção é de uma mulher doadora para 12 assistidas pelos bancos de leite.

Importância da doação

A enfermeira do IFF Maíra Domingos foi doadora de leite durante o primeiro ano da filha, Laura, que hoje está com 2 anos de idade. E voltou a doar leite agora, com o segundo filho, Lucas, que domingo (1º) completou um mês.

Doar leite é “doar cuidado, esperança, em cada gota de leite, para todos aqueles bebês que estão na UTI neonatal e suas famílias, que estão vivendo momentos difíceis. E esse leite materno, que pode salvar a vida deles, é também um cuidado meu de alguma forma com essas famílias. Eu me sinto privilegiada por poder ajudar essas famílias, especialmente os bebês”, diz a enfermeira.

Ela sempre incentiva outras mulheres que estão amamentando a doar leite. “Sempre que posso, converso com outras mães, amigas e familiares, e [aconselho] quem está amamentando a doar, nem que sejam poucas gotinhas. Porque essas poucas gotinhas, segundo o Banco de Leite Humano, são uma preciosidade para eles. Esse pouco representa muito para os bebês”.

Protagonismo

As comemorações pelos 80 anos do Banco de Leite Humano terão início às 11h45, no Salão Nobre do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  no Flamengo, zona sul do Rio. Na programação, será apresentado o que a instituição planeja para os próximos anos.

“Primeiro, é revisitar o nosso passado, para fazer o planejamento para o futuro; ver como a gente evoluiu, avaliar os nossos ganhos.” Será um encontro de gerações entre quem já trabalhou no banco de leite e quem está trabalhando hoje.

À tarde, haverá sessão sobre o aleitamento materno na rede de bancos de leite humano e sobre o protagonismo da mulher nessa ação. “Porque esse é o grande diferencial do nosso modelo.”

Danielle ressaltou que os bancos de leite estrangeiros dão prioridade à parte da pasteurização, do controle de qualidade e da doação ao bebê. “O modelo brasileiro trouxe para o centro da cena a mulher, a importância do apoio ao aleitamento materno, da proteção e promoção do aleitamento materno. Então, é justo ter uma sessão dedicada ao aleitamento materno, tendo como ponto focal uma conversa sobre a mulher como protagonista dessa ação”.

Tecnologia

Na quarta-feira (4), será discutida a tecnologia que vem sendo aplicada nos bancos de leite humanos. Na ocasião, será firmada  uma proposta de convênio com o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), de Minas Gerais.

“Além do termo de cooperação com o ILCT, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), será lançado um curso de especialização em aleitamento materno para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a Rede de Bancos de Leite Humano da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (rBLH – CPLP)”, informou Danielle.

Será apresentado também o Observatório da Rede BLH, que vem sendo construído. A ferramenta vai avaliar o crescimento da rede em tempo real. O IFF/Fiocruz lançará também edital para escolha da logomarca alusiva aos 80 anos do BLH. “Vamos abrir para toda a sociedade um edital para escolha de uma marca para usar no período em que estamos entrando”.

Amanhã o edital será publicado na página da rBLH na internet, onde os interessados poderão acessar o regulamento para criação da logomarca e onde poderão inscrever seus trabalhos.

Danielle Silva adiantou que serão lançados dois projetos da rBLH, um dos quais referente ao aleitamento materno inclusivo na rede. “[Isto] pensando em ir além do que a gente já faz na nossa rotina diária, pensando nas famílias de pessoas com deficiência, na mulher PcD [pessoa com deficiência] que amamenta, que tem um bebê PcD, e em como a gente pode ampliar o apoio a essa população”.

O segundo projeto virá junto com o curso de aleitamento materno do ILCT, visando incluir posto de coleta de leite humano dentro da atenção básica à saúde.

Também estão previstas celebrações regionais pelos 80 anos da rBLH até 2024, sendo a última atividade festiva realizada em maio, coincidindo com o Dia Mundial de Doação de Leite Humano e com o centenário do IFF, que sempre abrigou o BLH. A logomarca ganhadora será usada até este momento.

As festividades incluem o 7º Congresso Brasileiro de Bancos de Leite Humano e o 4º Fórum de Cooperação Técnica Internacional em Banco de Leite Humano, previstos para 2024 e terão como tema central Quatro décadas de inovação, solidariedade e da construção da excelência em Bancos de Leite Humano. (Agência Brasil)

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Unicamp organiza caminhada para marcar o início do mês do idoso

Uma caminhada neste domingo, dia 1º de outubro, às 8h, na Praça da Paz na Unicamp vai marcar o início do mês do idoso em Campinas. O ato, organizado pelo Programa UniversIDADE da Unicamp, marca também o dia nacional e internacional da pessoa idosa.

O mês do idoso conta com o apoio e participação da Prefeitura de Campinas e do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMI), que celebra, em 16 de outubro, 31 anos de atividade. Um hotsite foi criado especialmente sobre o tema https://portal.campinas.sp.gov.br/sites/outubrovalorizacaopessoaidosa/programacao.

“A Prefeitura de Campinas mantém um compromisso contínuo com a valorização, o respeito e a dignidade das pessoas idosas”, afirmou Vandecleya Moro, secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos.

Segundo os dados do censo de 2010, 12,3% da população de Campinas tinha 60 anos ou mais, o que representava 133.861 pessoas. O Censo de 2022 ainda não disponibilizou dados sobre faixas etárias.

 

 

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