Unicamp

Campinas terá distrito para pesquisa e inovação tecnológica

A cidade de Campinas, no interior paulista, a cerca de 110 quilômetros da capital São Paulo, ganhará uma nova região dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Será o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (Hids), uma área de 11,3 milhões de metros quadrados, onde as pessoas poderão residir e trabalhar em grandes empresas, startups, laboratórios e instituições de ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antonio José de Almeida Meirelles, o Hids será “um distrito de inovação, que tenha um conjunto de laboratórios e que possa criar, em escala razoável, experimentos associados à transição ecológica e à transição energética”, além de centro de pesquisa para produção agrícola, insumos da saúde e computação quântica.

“A ideia é criar um distrito de inovação que não seja apartado da vida cotidiana das pessoas, que as pessoas se organizem no local e tenham acesso a todas as facilidades da vida moderna, mas que esse local gire em torno da criação de conhecimento e da geração de inovação. Por trás disso, teremos diferentes estruturas universitárias, centros de pesquisa, empresas e o poder público também envolvido”, acrescenta Meirelles, que na semana participou da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), ocorrida em Brasília.

O distrito tecnológico abrangerá a Fazenda Argentina, de propriedade da Unicamp, e integrará áreas já em funcionamento como o Campus Zeferino Vaz da universidade, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) – onde está o acelerador de partícula Sirius, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), o Instituto de Pesquisas Eldorado, o centro de inovação da Cargill Agrícola S.A., e condomínio Global Tech – onde estão instaladas empresas como a HP, Venturus, Hitts, Confidence e Braskem.

Excelência de Campinas

A disponibilidade de mão de obra de alta qualificação, a concentração de empresas e de instituições de pesquisa e geração de tecnologia em Campinas são condições “que existem em poucas regiões na América Latina com um tamanho envergadura”, destaca Eduardo Gurgel do Amaral, presidente da Fundação Fórum Campinas e membro da coordenadoria de implantação do Hids, ligada ao gabinete do reitor da Unicamp.

“O importante é entender que esse é um projeto que não é de Campinas, ele é um projeto de interesse nacional, que reposiciona o país na geração de conhecimento e aumenta nossas possibilidades de competição. Eu enxergo o Hids como um embrião, um processo catalisador de uma verdadeira revolução”, defende.

O Hids ainda não tem data para inauguração e para a construção de novas estruturas. A implementação depende de aprovação de legislação municipal – o que deverá acontecer depois das eleições de outubro ou mesmo no próximo ano, após a renovação da Câmara de Vereadores. O futuro distrito também ainda não tem cronograma de obras nem um orçamento final. Apenas a estrutura viária (grandes avenidas) tem o custo estimado em torno de R$ 200 milhões. A criação do distrito exigirá recursos públicos e privados.

A criação do Hids será baseada em planejamento elaborado pelo Korean Research Institute for Human Settlement (KRIHS), custeado a fundo perdido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que apoia o projeto.

O reitor da Unicamp promete que o distrito será exemplo de sustentabilidade ambiental. “A primeira iniciativa que a Unicamp tomou foi recuperar os corredores ecológicos da região. Nós temos [na área da antiga Fazenda Argentina] ainda fauna, onça-parda, lobo-guará e uma flora bastante rica. Vamos compatibilizar a preservação do ambiente com o desenvolvimento de inovação com ciência e tecnologia”.(Agência Brasil)

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Gestão de Pessoas apoia ações de incentivo ao aleitamento prolongado

Começou hoje (02) a programação do Agosto Dourado, com uma palestra  ministrada pelo pediatra, neonatologista e professor da Unicamp, José Martins Filho. No dia 5, no Paço Municipal, começará a mostra “Diversas Formas de Amamentar”, que poderá ser visitada até o dia 9.

A exposição de fotos é promovida pela Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e é realizada pela Rede Amamenta  e da Feac, e tem como objetivo promover e incentivar a amamentação prolongada.

Os momentos de 16 mães, que amamentam seus filhos em ambientes públicos, direito garantido por lei, foram registrados por quatro fotógrafas: Bia Lima, Cacá Dominiquini, Michele Pampanin e Juliana Lima.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade. Mesmo após a introdução alimentar, o ideal é manter a amamentação até os 2 anos.

Serviço
Agosto Dourado
Abertura: palestra do pediatra, professor da Unicamp e neonatologista José Martins Filho sobre “Aleitamento Prolongado e Desenvolvimento Psicossocial da Criança”
Quando: 2/8, às 9h, no  Centro de Eventos da Secretaria de Educação
Exposição – Diversas formas de amamentar
Quando: de 5 a 9 de agosto, no Paço Municipal

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Barão Geraldo vai ter avenida interditada no próximo domingo

A avenida Albino José Barbosa de Oliveira, na Cidade Universitária, em Barão Geraldo, será interditada no próximo domingo (04) para uma obra da Sanasa.

A Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas vai fechar um trecho da avenida, entre 8h30 e 14h. O desvio também será cumprido pelas linhas de ônibus.

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Linha do Corujão na Cidade Universitária muda a partir da próxima segunda

A linha Corujão, que oferece transporte público durante a madrugada, vai ter mudanças na próxima segunda-feira (29). O trajeto da linha 339, na região da Cidade Universitária, em Barão Geraldo vai ter novo trajeto. A linha atenderá a região até a altura da Praça Henfil (Balão Atílio Martini), próximo ao Ciclo Básico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ela passa a circular e atender pontos de parada em novos trechos das vias Roxo Moreira e Professor Atílio Martini. E volta a circular em trecho das avenidas Dr. Romeu Tórtima e Albino José Barbosa de Oliveira. Deixa, portanto, de circular e de atender a pontos de parada localizados na Estrada da Rhodia e Dr. Luís de Tella.

A medida ocorre após monitoramento da operação, que apontou baixa demanda no trajeto a ser desatendido. E busca ajustar a programação horária prevista ao desempenho atual da linha. Não haverá mudanças em horários e intervalos. O ônibus da linha Corujão liga a região da Cidade Universitária ao Centro, passando pelo Dom Pedro Shopping, Unicamp e Terminal Mercado I.

Em dias úteis, tem partidas do bairro às 0h, 1h30, 3h e 4h20. Do Terminal Mercado, as partidas ocorrem: 0h50, 2h20, 3h40 e 5h.

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Câmara Federal faz homenagem á cidade de Campinas

A poucos dias de comemorar 250 anos, a cidade de Campinas foi ontem (03) homenageada pela Câmara de Deputados. A sessão solene foi proposta pelo deputado federal e ex-prefeito da cidade, Jonas Donizette, que também é autor da lei que torna Campinas a ‘Capital Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação’. Além do prefeito Dário Saadi e do vice, Wanderley de Almeida, vereadores, autoridades e representantes de diversos setores da cidade participaram da cerimônia, em Brasília.

“A emoção é muito forte por representar Campinas nesta sessão solene. Nossa cidade nasceu da necessidade, da fé e da paixão que todos tiveram e que têm por ela”, disse o prefeito Dário Saadi.

O prefeito também parabenizou o deputado pela iniciativa da lei, aprovada recentemente na Câmara Federal, que torna Campinas a capital nacional da inovação. “Isso, sem dúvidas, reconhece o nosso ecossitema de inovação e tecnologia e faz justiça à nossa cidade”, completou.

O vice-prefeito, Wanderley de Almeida, também se emocionou ao falar durante a cerimônia. “Essa é uma das cerimônias mais marcantes da programação do aniversário da cidade. Campinas é uma das melhores cidades deste país e é uma honra estar aqui, no centro da democracia, em um momento como este”, disse.

Jonas Donizette, que adotou Campinas há mais de 50 anos, comparou cidades com pessoas, no que diz respeito à vocação. “Eu comparo muito cidades com pessoas, porque cidades são como pessoas, cada uma com sua vocação. Tem uma que tem uma indústria do calçado, a outra tem uma cadeia produtiva em outra área e Campinas tem a vocação da ciência, da tecnologia e da inovação, por isso a denominamos assim”, disse o deputado federal.

Ainda segundo ele, muitas pessoas vêm para Campinas para estudar e decidem viver aqui. “Campinas merecia uma tese sobre a formação da sua população levando em conta as universidades. Nós agregamos pessoas que, com o tempo, vão amando Campinas e ficam na cidade”, completou o parlamentar.

Os reitores da Unicamp e da PUC-Campinas, Antonio José de Almeida Meirelles e Germano Gigacci Jr, respectivamente, também ressaltaram as vocações de Campinas. “A inovação hoje em dia é a rota para desenvolvermos a nossa sociedade com grande rapidez e intensidade”, disse o reitor da Unicamp. “Campinas é oficialmente a capital nacional da ciência, tecnologia e inovação. Não é apenas um nome descolado de uma realidade, mas um nome que está muito vinculado à história de Campinas”, falou Gigacci.

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Mário Gatti chama voluntários para realizarem a doação de sangue

A Rede Mário Gatti abriu chamamento para voluntários que possam atuar na captação ativa de doadores por meio de contato com a família de pacientes que receberam sangue. A ação é parte do projeto Seu Amor Preenchendo Vidas, lançado no final de 2023 e que já orientou cerca de 1,8 mil pessoas sobre a importância da doação de sangue.

“O projeto, desenvolvido pela Rede e pelo Hemocentro da Unicamp, visa ampliar e incentivar as doações, facilitar a conscientização e criar uma cultura de doação de sangue”, informa a coordenadora da área de Humanização da Rede, Lucimeire Martini.

Nessa sexta-feira, 14 de junho, quando se celebra o Dia Mundial de Doação de Sangue, as pessoas que forem doar nos bancos de sangue do Hemocentro, na Unicamp e no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, serão recebidas com um café da manhã.

Os estoques do Hemocentro, responsável pelo abastecimento de sangue nas unidades do Sistema Único de Saúde da região de Campinas, estão 20% abaixo do ideal. Os tipos sanguíneos O positivo e AB negativo estão em níveis críticos, com disponibilidade abaixo de dois dias. Os tipos A positivo, B positivo, O negativo e B negativo estão em alerta, com estoque para dois a três dias, enquanto AB positivo e A negativo estão estáveis, suficiente para mais de quatro dias.

Inscrições para participar como voluntário dessas ações podem ser feitas até dia 17 de julho de no endereço https://forms.gle/xtnUtQG16BHn4qb66.

 

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Unicamp cria Centro para desenvolver baterias automotivas

Com a fundação do Centro de Manufatura de Baterias, na Unicamp, o Brasil ganha um centro de excelência em desenvolvimento de baterias para veículos elétricos ou híbridos. Para o inicio o Centro recebeu uma ajuda de R$9 milhões do programa Rota 2030, lançado em 2018 pelo governo federal com o objetivo de estabelecer uma política industrial para o setor automotivo, administrada pela Fndep – Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais.

A ideia é aprender a fazer, obter o know-how para a produção de células individuais de baterias de lítio e sódio”, afirma o físico Hudson Zanin, docente na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e coordenador geral do projeto, realizado no âmbito do Cepetro – Centro de Estudos de Energia e Petróleo.

Atualmente o país não produz comercialmente as células individuais, que são as menores unidades de armazenamento de energia de uma bateria. Um carro elétrico, por exemplo, pode ter mais de mil células individuais, cada uma de 3-4 volts, dispostas em série e em paralelo.

O pesquisador ressalta que o Centro deverá aprimorar o ecossistema para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no país, ampliando tecnologias, treinando recursos humanos especializados e favorecendo a criação de startups. Voltado à pesquisa e ao desenvolvimento na área de ciência de materiais, terá como foco o aperfeiçoamento de processos para manufatura de eletrodos e eletrólitos e a engenharia de células confiáveis e de altas capacidades.

O Centro atuará como um centro multiusuário, com parcerias de empresas e outros institutos de pesquisa, e, uma vez consolidado, funcionará também como um local para manufatura e testes de validação e certificação da segurança das baterias – para uso tanto em veículos elétricos, como em computadores ou celulares. “Queremos ajudar as empresas que tenham interesse em fazer um investimento nessa área. Porque, além de ser muito caro para montar uma fábrica, o empreendedor vai concorrer em um mercado extremamente agressivo, dominado pelos chineses”, diz Zanin.

“A nossa expectativa é de que em dezembro de 2024 o centro esteja operacional”, afirmou o físico. Nos primeiros anos de atuação, a equipe centrará seus esforços para fazer uma prova de conceito dos serviços oferecidos, com análise da viabilidade técnica e econômica.

Participam também do Centro, desde a sua etapa inicial, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Entre as possíveis empresas parceiras, que já manifestaram interesse pelo projeto estão a Bosch, Toyota, Volkswagen, Raízen e Merck.

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Campinas recebe amanhã debate sobre como melhorar a vida nas cidades

Na maioria das cidades mundo afora, as infraestruturas que as fazem funcionar convergem para o centro. Em contraste à vitalidade gerada por tais concentrações, territórios periféricos são formados cada vez mais distantes das regiões centrais, tendo como traços marcantes a vulnerabilidade social e a falta de acesso aos serviços urbanos.

Diante desse cenário, ganha força a ideia de “novas centralidades”, motores de desenvolvimento tecnológico, social, ambiental e econômico capazes de dar corpo a um tecido urbano mais equilibrado, dinâmico e inclusivo. Quais os mecanismos, sistemas, formas e atores que tornarão essas novas centralidades uma realidade? Essa é uma questão, dentro de uma constelação de outras indagações, que precisaremos discutir publicamente para construirmos o futuro de nossas cidades.

Para discutir esse tema incontornável da atualidade, o Arq.Futuro, com patrocínio da Iguatemi S.A., promoverá nesta terça-feira, dia 9 de abril, em Campinas, o evento “Novas Centralidades Urbanas”, com foco nas tendências do urbanismo e nas tecnologias que vêm sendo empregadas na contramão do desenho excludente que predomina no planejamento das cidades contemporâneas.

A programação acontecerá no Teatro Oficina do Estudante Iguatemi e contará com a participação de especialistas – do meio acadêmico, dos setores público e privado e também do terceiro setor – em palestras e debates abertos e gratuitos e em um workshop privado. 

Casos e palestrantes

“As experiências com novas centralidades evidenciam como o uso misto (residencial e não residencial), a mobilidade bem planejada, a eficiente gestão da água e dos resíduos e a criação de espaços públicos de qualidade têm o potencial de viabilizar a integração exitosa entre morar, trabalhar e se divertir em um único bairro. A prática demonstra que a “inclusão social” deve ser a premissa básica de todo planejamento que vise, de fato, a melhoria da vida do cidadão”, explica Tomas Alvim, cofundador do Arq. Futuro e um dos organizadores do seminário.

No evento no Teatro Oficina do Estudante, serão apresentados três casos que ilustram o acerto desse tipo de visão urbanística, um internacional e dois nacionais: London King’s Cross (Inglaterra), Pedra Branca (Santa Catarina) e Casa Figueira (Campinas).

Carlos Jereissati

O seminário acontecerá das 10h às 17h20, tendo como palestrantes Joshua Prince-Ramus, diretor fundador do REX, premiado escritório de arquitetura baseado em Nova York, Estados Unidos, Alejandro Echeverri, um dos arquitetos de peso do Urbanismo Social de Medellín, na Colômbia, Nadia Somekh, professora emérita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, conselheira do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ex-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo Brasil, Marcelo Gomes, CEO da Pedra Branca Empreendimentos S.A, de Palhoça, Santa Catarina, e Carlos Jereissati, conselheiro da Iguatemi S.A (programação detalhada abaixo).

Alejandro Echeverri

A agenda terá ainda a participação do prefeito de Campinas, Dário Saadi, e terá como mediadores Maria Rita Silveira de Paula Amoroso, da Unicamp, Felipe Cavalcante, do Somos Cidade, Vera Santana Luz, da FAU PUC Campinas, e Robinson Borges, do jornal Valor Econômico.

As inscrições já foram encerradas devido ao término das vagas disponíveis, mas os interessados em participar ainda podem enviar os dados para entrar na fila de espera, pelo e-mail arq.futuro@nineoclock.com.br. Caso haja possibilidade de participação, a organização do evento entrará em contato com os interessados para que compareçam amanhã.

Programação
Manhã

9h – 10h – Credenciamento
10h – 10h30 – Abertura: Dário Saadi, prefeito de Campinas; Tomas Alvim, cofundador do Arq. Futuro; Carlos Jereissati, conselheiro da Iguatemi S.A
10h30 –11h15 – Palestra principal 1: Joshua Prince Ramus (REX)
11h15 – 12h – Conversa com Joshua Prince Ramus (REX), Maria Rita Silveira de Paula Amoroso (Unicamp) e Felipe Cavalcante (Somos Cidade)
12h – 13h20 – Pausa para o almoço
Tarde
13h30 – 14h15 – Palestra principal 2: Alejandro Echeverri
14h15 – 15h – Conversa com Alejandro Echeverri, Vera Santana Luz (FAU/ PUC Campinas) e Tomas Alvim (cofundador do Arq. Futuro).
15h – 16h10 – Novas centralidades:  Estudos de caso com Nadia Somekh ( London King’s Cross, Londres); Marcelo Gomes ( Pedra Branca, Palhoça, SC); Carlos Jereissati (Casa Figueira, Campinas, SP)
16h10 – 17h10 – Conversa com Nadia Somekh, Marcelo Gomes e Carlos Jereissati.  Mediação de Robinson Borges e Tomas Alvim.
17h10 – 17h20 – Fechamento: Tomas Alvim (cofundador do Arq. Futuro)

Serviço
Seminário “Novas Centralidades Urbanas”
Quando: dia 9 de abril, terça-feira, das 9h às 17h20
Onde: Teatro Oficina do Estudante, localizado no terceiro piso do Shopping Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas, SP).  Acesso pelo P5 do Deck Parking
Inscrições: já encerradas; os interessados em participar ainda podem enviar os dados para entrar na fila de espera do evento, por meio do e-mail arq.futuro@nineoclock.com.br. Caso haja possibilidade de participação, a organização entrará em contato com os interessados para que compareçam amanhã.

Arq. Futuro

Criado em 2011, o Arq. Futuro é uma plataforma brasileira para discutir o futuro das cidades. Ao longo dos últimos anos, foram convidados pensadores proeminentes nos campos de Design, Arquitetura, Urbanismo, Economia, Saúde pública, entre outros setores, para trocar ideias sobre os caminhos coletivos em direção a espaços urbanos mais equitativos, inclusivos, ecológicos, inovadores e belos. Entre os convidados, estiveram nomes como Zaha Hadid, Herzog & DeMeuron, Shigero Ban, Edward Glaeser, Alejandro Aravena, Paul Goldberger e outros 60 pensadores ilustres.

Uma parceria firmada em 2019 com o Insper resultou no Laboratório Arq. Futuro de Cidades. Estruturado em núcleos temáticos, o Laboratório tem na interdisciplinaridade e na inovação a orientação para o ensino e a pesquisa sobre os desafios do desenvolvimento urbano, com a missão de contribuir para o impacto real na vida de sua população.

Atualmente, cerca de 85% dos habitantes do Brasil moram em cidades – e quase um quarto deles em situação de pobreza. É preciso não apenas “enxergar” esse grupo quase sempre invisibilizado; é fundamental “ouvi-lo” também. Só o esforço conjunto entre poder público e privado, academia, terceiro setor e lideranças comunitárias será capaz de tornar as cidades brasileiras desenvolvidas, justas, inclusivas e sustentáveis.

 

 

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Campinas Decor 2024 revitaliza o antigo Prédio do Relógio

Tendo como cenário a histórica Oficina de Locomotiva da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro (Prédio do Relógio), a Campinas Decor 2024 abre as portas ao público de 29 de março a 26 de maio unindo passado, presente e futuro em mais uma edição memorável da principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista.

A mostra tem parceria da Prefeitura de Campinas, que investiu R$ 7,74 milhões, por meio de EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), para a revitalização da Oficina de Locomotiva da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro (Prédio do Relógio). Desse total, R$ 7,5 milhões foram utilizados para a reforma do telhado, parte elétrica e hidráulica. Outros R$ 240 mil foram utilizados para o pagamento da taxa de AVCB ao Corpo de Bombeiros para o prédio.

Após se transformar em vitrine do trabalho de um time formado por 64 renomados profissionais do setor atuantes em Campinas e outros municípios paulistas, que deram vida a 44 ambientes internos e externos, essa joia arquitetônica localizada no coração do pátio ferroviário da cidade será devolvida à sociedade totalmente revitalizada, cumprindo a vocação da Campinas Decor em recuperar imóveis pertencentes ao patrimônio público.

A expectativa da organização é de que 35 mil pessoas visitem a 26ª edição da mostra, cuja preparação envolveu cerca de R$ 25 milhões em investimentos – além de outros R$ 10 milhões aplicados somente na recuperação do imóvel -, cotizados entre a organização, expositores, patrocinadores e fornecedores.

Emoldurados pela arquitetura original e pelo amplo pé direito do prédio, que traz como destaque a presença de vidro nas laterais e em sua cobertura, propiciando muita luz natural, o amplo galpão de 130 metros de comprimento e mais de 6 mil metros quadrados de área abriga ambientes espaçosos, erguidos do zero, nos quais o público poderá conferir o que há de mais moderno em artigos para decoração, revestimentos, mobiliário, luminotécnica, automação residencial e tudo o que envolve esse universo.

As tendências se mesclam a elementos originais e à história do complexo ferroviário que funcionava no local e que foi fonte de inspiração para os arquitetos, designers de interiores, paisagistas e engenheiros soltarem a criatividade e brindarem quem passar por lá com ambientes contemporâneos de beleza ímpar.

São livings, estúdios, ateliês, suítes, banheiros, home theater, cozinha, escritórios e estação gourmet, entre outros, além de ambientes funcionais, como restaurante, loja  e cafeteria. Além de 42 espaços assinados pelos expositores, o evento terá ainda dois espaços comerciais: uma brinquedoteca, onde os pais poderão deixar os filhos enquanto visitam a mostra, e um estande de vendas da construtora Patriani.

Entre as tendências e soluções apresentadas, destaque para o uso de mobiliário e peças de decoração assinados por designers brasileiros, a conscientização cada vez maior com a sustentabilidade, muita arte e a aposta na arquitetura biofílica, buscando a integração cada vez maior entre o homem e a natureza e procurando, além da estética, proporcionar tranquilidade e bem-estar.

“A realização da mostra no Pátio Ferroviário é um dos maiores desafios da trajetória da Campinas Decor e estamos muito felizes em ver esse sonho realizado. Estamos confiantes de que esta edição irá encantar os visitantes com uma fusão de talento, criatividade e inovação, tudo isso em um cenário repleto de história e que ao mesmo tempo está relacionado ao futuro da nossa cidade, pois deixaremos um importante legado ao recuperar o Prédio do Relógio para que ele possa abrigar eventos”, afirma Fernando Penteado Filho, diretor da Campinas Decor.

Outras realizações

A Sanasa também colocou caixas d’água, sistema de bombas e fornecerá a água pluvial durante a 26ª edição da mostra de arquitetura, decoração e paisagismo. A Emdec, por sua vez, fez a remoção dos carros que estavam no local e está preparando todo o estacionamento – que será utilizado pelo público em vários eventos futuros.

A Secretaria de Serviços Públicos fez a limpeza, remoção de entulhos e jardinagem no entorno do prédio. A CPFL Energia emprestou o transformador de energia elétrica.

Desafio e recuperação

Muito aguardada, a 26ª Campinas Decor torna-se realidade após dois anos consecutivos sem edições da mostra. Em 2022 e 2023, o evento não foi realizado devido à complexidade da recuperação do edifício. “Cada etapa dessa revitalização exigiu cuidado extremo para preservar a história do local”, explica o diretor Arthur Penteado.

“Além da troca de todos os vidros e de partes do madeiramento do telhado que estavam comprometidas, o processo de revitalização, que envolveu o trabalho de mais de 400 pessoas, direta ou indiretamente, incluiu refazer as estruturas elétrica e hidráulica, restaurar todo o sistema de águas pluviais e lixar e repintar todas as estruturas metálicas, respeitando os cuidados inerentes a um prédio tombado pelo patrimônio histórico”, relembra.

A realização da mostra no Pátio Ferroviário, que faz parte de uma área cedida pela União à Prefeitura de Campinas, tornou-se possível graças a um convênio de permissão de uso firmado entre a organização do evento e a administração municipal.

Após o término do evento, segundo a prefeitura, o prédio deve ser usado para ações culturais e de lazer da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e também para feiras e eventos corporativos. A região do entorno também deverá ser revitalizada e os demais prédios próximos poderão ser recuperados para abrigar um polo de tecnologia, com instalação de startups e empresas do setor de inovação e um possível espaço de gastronomia.

Futuramente, toda essa área que envolve o projeto de revitalização, no qual a Oficina de Locomotiva da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro (Prédio do Relógio) está  incluída, também deve ter interligação com a Estação Cultura, outro prédio recuperado pela Campinas Decor, e que, pela previsão inicial, será utilizada no projeto do Trem Intercidades, que ligará Campinas a São Paulo.

Compromisso 

Além de sua missão de destacar o talento dos profissionais e as novidades do mercado, de arquitetura e decoração, a Campinas Decor tem um compromisso com a comunidade, buscando revitalizar espaços significativos da cidade, como acontecerá desta vez no Prédio do Relógio, que será o 10º imóvel do patrimônio público a ser recuperado pela mostra.

Desde 2003, a organização do evento tem renovado prédios públicos como o Lago do Café, a Estação Guanabara, as edificações do Instituto Agronômico de Campinas, a Estação Cultura, a Fazenda Argentina, o casarão do antigo Colégio Ateneu e o prédio do Cotuca (Colégio Técnico da Unicamp). O processo de revitalização também foi realizado em imóveis de propriedade privada de valor representativo na cidade, como a Fazenda Santa Margarida, agora um importante local de eventos.
Fotos: Nathan Caramaschi

Serviço
Campinas Decor 2024
Onde: Oficina de Locomotiva da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro (Prédio do Relógio)
Endereço: Rua Dr. Sales de Oliveira, 1380, Vila Industrial, Campinas – SP
Data: de 29 de março a 26 de maio de 2024
Horários de visitação: de terça a sexta-feira, das 14h às 22h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 22h; a bilheteria fecha sempre às 20h30
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia), R$ 100,00 (passaporte Campinas Decor com visitas ilimitadas, exceto para eventos fechados); crianças até 12 anos não pagam
Serviço: estacionamento com manobrista, brinquedoteca com recreadores, restaurante e cafeteria.
Telefone para informações: (19) 99378-7008
Site: www.campinasdecor.com.br
Instagram: @campinasdecor

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Convênio pode estimular e agilizar doação de órgãos no país

O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, anunciou um convênio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com os cartórios extrajudiciais para facilitar os documentos que regulam a doação de órgãos quando ocorre uma morte. Um aplicativo no telefone celular vai permitir a certificação da documentação. Segundo o magistrado, mais do que desburocratizar, a ação representa um ato de cidadania ao estimular a doação de órgãos.

O Brasil é o quarto país em número absoluto de transplantes, ficando dos Estados Unidos, China e Índia. No ano passado, de cada mil pessoas que morreram no país, 14,5% poderiam ser doadoras em morte encefálica, mas somente 2,6% tornaram-se doadoras.

Recusa familiar

A taxa de doadores é maior no Sudeste e no Sul. A principal barreira existente no Brasil para a doação é a recusa familiar. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação do órgão de um ente falecido.

Cerca de 60 mil pessoas aguardam por algum órgão no Brasil. A maioria espera por um novo rim (32.862 pessoas), vindo, a seguir, fígado (1.391), coração (359), pulmão (158), e pâncreas (11).

No ano passado, a lista de espera por um novo órgão recebeu 42 mil pessoas e em torno de três mil pessoas morreram sem receber a doação. Atualmente, 1.381 crianças esperam por um novo órgão. A maioria aguarda por um novo rim (335), seguido por fígado (63), coração (49) e pulmão (6).

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