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Pesquisas de cientistas brasileiros avançam no diagnóstico do Alzheimer

Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Brasília (DF), 16/10/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira/Divulgação

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador. (Agência Brasil)

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Mais Médicos promoveu melhoria da saúde da população, afirma secretário

Após ter o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em razão de sua ligação com o Mais Médicos, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, defendeu nesta quinta-feira (14) o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros. Lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas e quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart.

No post, o secretário citou ainda uma aprovação, logo no início do programa, de 87%, segundo dados do Datafolha divulgados em 2013. “Inúmeras publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população”, escreveu.

“Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS [Sistema Único de Saúde], o maior sistema público de saúde do mundo – universal, integral e gratuito”, concluiu Mozart.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou nessa quarta-feira (13) a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Opas e de seus familiares.

A justificativa do governo de Donald Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos de Mozart e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para COP30, Alberto Kleiman.

Após a sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais. (Agência Brasil)

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Secretaria de Saúde quer melhorar o atendimento do SUS Campinas

Com o objetivo de melhorar a recepção no atendimento do SUS Campinas, a Secretaria de Saúde concluiu ontem (10) a última etapa da implantação do novo serviço.

“As atividades realizadas na recepção são muito importantes para o funcionamento de um centro de saúde e para nós trouxe inúmeros benefícios. O atendimento ocorre de forma mais rápida e qualificada”, avaliou o coordenador do CS Aurélia, Fábio Rodrigues Bueno, ao mencionar que o objetivo é também melhorar o esclarecimento de dúvidas e orientações para acesso aos serviços disponíveis em Campinas e sobre realização de procedimentos.

A paciente Sueli de Fátima Brito elogiou a nova recepção da unidade. “A primeira impressão que tive foi a melhor que podia ter. Há pessoas novas, o atendimento é ótimo”, falou.

Os recepcionistas são da empresa RM Consultoria e Administração de Mão de Obra Ltda, contratada via licitação. O contrato tem 30 meses de duração, mas pode ser prorrogado. O custeio conta com emendas impositivas municipais direcionadas à Saúde pelos vereadores Débora Palermo (R$ 280 mil), Eduardo Magoga (R$ 384 mil), Higor Diego (R$ 150 mil), Permínio Monteiro (R$ 100 mil) e Rubens Gás (R$ 580 mil).

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Saúde recomenda cálcio para todas as gestantes para prevenir eclâmpsia

O Ministério da Saúde recomenda que todas as gestantes do país façam suplementação de cálcio para prevenir a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, problemas causados pela hipertensão que são a maior causa de nascimentos prematuros e de morte materna e fetal. A nova estratégia será adotada no pré-natal do Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo protocolo busca reduzir a morbimortalidade materna e infantil, especialmente entre a população negra e indígena. Em 2023, quase 70% das mortes causadas por hipertensão foram entre mulheres pretas e pardas. O cálcio ajuda a regular o metabolismo, mantendo a pressão arterial em níveis normais.

As gestantes devem tomar dois comprimidos de carbonato de cálcio 1.250 mg por dia a partir da 12ª semana de gestação até o parto. Essa dose garante a ingestão de 1.000 mg de cálcio elementar por dia, o que é a quantidade mínima necessária para reduzir o risco de complicações.

Gestantes

O medicamento já faz parte da farmácia básica do Sistema Único de Saúde (SUS) e é oferecido pelas unidades de saúde, mas caberá aos municípios, ao Distrito Federal e aos estados adquirir os comprimidos na quantidade necessária para atender a todas as gestantes.

Desde 2011, a Organização Mundial da Saúde recomenda a suplementação de cálcio para gestantes com baixo consumo do micronutriente e mulheres com alto risco para pré-eclâmpsia. A orientação já era seguida pelo Ministério da Saúde, mas a prescrição era feita apenas para gestantes com risco detectado.

De acordo com a nota técnica do ministério, a mudança para a prescrição universal se baseia em pesquisas oficiais que mostram que tanto as adolescentes quanto as mulheres adultas no Brasil consomem menos da metade da quantidade recomendada de cálcio por dia.

As gestantes também devem manter a suplementação de ácido fólico e ferro, que é prescrita de forma universal desde 2005. Por isso, precisam ficar atentas aos horários de ingestão, já que o cálcio e o ferro devem ser tomados em ocasiões diferentes, para não prejudicar sua absorção.

Lexa

As complicações causadas pela hipertensão na gravidez ganharam notoriedade recentemente após o episódio o com a cantora Lexa. Sua filha recém-nascida, Sofia, morreu três dias após o parto prematuro, causado por pré-eclâmpsia com síndrome de Hellp.

Algumas situações aumentam o risco de desenvolver a condição: primeira gestação; gravidez antes dos 18 e depois dos 40 anos; pressão alta crônica; diabetes; lúpus; obesidade; gestação de gêmeos e histórico familiar.

Nesses casos – ou quando a alteração na pressão é detectada no início da gestação -, a gestante precisa de acompanhamento especial e pode receber a prescrição para tomar o medicamento AAS [ácido acetilsalicílico] em conjunto com o cálcio. (Texto e fotos Agência Brasil)

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SUS oferece nova vacina a gestantes contra vírus respiratório

O Sistema Único de Saúde vai oferecer para as gestantes uma nova vacina capaz de proteger os bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A inclusão do imunizante Abrysvo foi aprovada nesta quinta-feira (13) pela Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS – Conitec.

Cabe ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, planejar a forma e o calendário de vacinação.

O vírus sincicial respiratório é o maior causador da bronquiolite, inflamação dos bronquíolos, que são finas ramificações que levam o oxigênio até os alvéolos dos pulmões. A doença se manifesta de forma grave principalmente em crianças de até dois anos, e também em idosos, causando dificuldade respiratória e podendo levar à morte.

De acordo com dados do último boletim Infogripe, da Fiocruz, neste ano foram registrados 370 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave e oito mortes. A transmissão do vírus é maior no inverno, quando há grande aumento de casos e óbitos, a maioria em bebês.

Os testes feitos pela fabricante Pfizer com cerca de 7 mil gestantes demonstraram 82,4% de eficácia da vacina na prevenção de casos graves em bebês de até três meses, e de 70% até os seis meses de idade. A vacinação durante a gestação faz com que a mãe produza anticorpos que são transmitidos ao feto, propiciando que ele já nasça com a proteção.

A Abrysvo foi aprovada para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no ano passado, e já está sendo oferecida pela rede particular de saúde. A indicação da Pfizer é de uma dose por gestação, administrada entre as 24 e as 36 semanas de gravidez. A vacina também pode ser tomada por idosos, mas este público não foi contemplado na decisão da comissão.

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, acredita que a nova vacina trará muitos impactos positivos à saúde infantil.

“Vai diminuir a necessidade de consultas em emergência, de internação, de UTI, de intubação e também o número de mortes. Há também o impacto de longo prazo. Após a primeira infecção pelo VSR, a criança pode ter chiados por algum tempo na sua vida, desencadeado por diversos fatores, principalmente infecção viral. Algumas crianças se tornam asmáticas e outras têm vários episódios de bronquioespasmo, desencadeados pelas alterações que o VSR causa na árvore brônquica.”

A Conitec também aprovou a incorporação de outra tecnologia, voltada para os bebês prematuros, o anticorpo monoclonal nirsevimabe. Diferente das vacinas, o medicamento não estimula a produção natural de anticorpos, mas se constituí em defensor já pronto para evitar a disseminação de um agente infeccioso específico. Por isso, é aplicados apenas em pessoas com sistema imunológico vulnerável, como os bebês prematuros. (Texto e fotos Agência Brasil)

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Hospital da PUC Campinas ganha UTI Pediátrica Cardiológica

Na última sexta-feira (6) o Hospital da PUC inaugurou a UTI Pediátrica Cardiológica. O hospital que está comemorando 45 anos de atividades, a partir de agora contará com 10 leitos de terapia intensiva, exclusivos para as crianças que realizam cirurgias cardíacas. A iniciativa é pioneira na região e atenderá pacientes até três anos de idade. Quatro leitos serão para pacientes do SUS – Sistema Único de Saúde e seis para convênios privados e atendimento particular. Além do prefeito Dário Saadi, o arcebispo João Inácio Muller, grão-chanceler da PUC-Campinas abençoou a nova estrutura.

“A unidade é fundamental para ampliar o número de cirurgias cardíacas. É impossível fazer uma cirurgia pediátrica, mesmo com toda a estrutura do centro cirúrgico, se não tiver UTI para o pós-operatório”, afirmou Dário Saadi. O prefeito também ressaltou o compromisso do Hospital PUC-Campinas com a cidade e citou os problemas recentes no atendimento materno-infantil, com a crise da Maternidade de Campinas.

O superintendente e diretor técnico do hospital, Aguinaldo Pereira Catanoce, informou que a unidade tem como objetivo garantir a recuperação e o bem-estar das crianças em estado crítico, em um ambiente acolhedor e preparado para oferecer o melhor cuidado possível, o que aumenta as chances de recuperação dos pequenos.

UTI

Com a nova unidade, o hospital da PUC-Campinas passou a contar com duas áreas de terapia intensiva pediátrica que somam 20 leitos, sendo 10 deles para as internações gerais e 10 exclusivos para o pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica.

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Centro Infantil Boldrini e Veiling Holambra se unem em campanha solidária

O Veiling Holambra e o Centro Infantil Boldrini se uniram em uma ação solidária para o Natal. No projeto, intitulado “Presente que faz o Futuro”, parte da verba arrecadada com a venda de plantas que possuem o selo da campanha será destinada ao hospital.

Os produtores cooperados do Veiling Holambra, mais completo centro comercial e logístico de flores e plantas do Brasil, uniram esforços e separaram parte da produção para a ação solidária em apoio ao Boldrini, referência mundial no tratamento de câncer e doenças do sangue infantojuvenil.

A comercialização do Veiling Holambra é feita somente em atacado para empresas do segmento, mas os consumidores encontrarão os produtos do projeto nas principais redes de supermercados de todo o Brasil até o dia 20 de dezembro.

“A flor é um ótimo presente de Natal, traz esperança. Estamos no tempo de renovar nossos propósitos e, com a força do cooperativismo, vamos contribuir para assegurar o futuro das crianças e jovens do Boldrini e fortalecer a esperança no coração de cada um”, afirma a gerente de marketing do Veiling, Thamara Helena D’Angieri.

O Boldrini, localizado em Campinas, atua há 46 anos no tratamento de câncer pediátrico e doenças do sangue. Atualmente, trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de outros países, e, a cada ano, acolhe cerca de 500 novos casos. A maioria, cerca de 80%, é atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com índice de cura para o câncer pediátrico ao redor de 80% e mais de 7 mil vidas salvas, é um dos centros mais avançados do país e referência na América Latina. Reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento especializado, comparáveis ao primeiro mundo. Sem filas de espera, tem disponibilidade de leitos e atendimento multiprofissional às crianças e adolescentes. O complexo abrange ainda o Centro de Pesquisa Boldrini, que se destaca na pesquisa em oncologia e hematologia pediátrica.

Atualmente, 55% de toda a receita financeira do Centro Infantil são provenientes de doações da sociedade, o que garante a manutenção do hospital e das pesquisas para inovação no tratamento com o foco em alcançar 100% de cura do câncer pediátrico.

“O Centro Infantil Boldrini é um hospital totalmente vinculado a problemas de câncer e doenças sanguíneas de crianças e adolescentes. Aqui nós fazemos o tratamento com a melhor qualidade técnica. Todos os medicamentos necessários são fornecidos gratuitamente. Para isso, precisamos da doação da sociedade, que muito tem ajudado o hospital na sua autogestão e no seu financiamento. A flor transforma o ambiente e as pessoas, gera emoção e traz alegria. Flor é vida. E nós, do Boldrini, lutamos todos os dias, incansavelmente, em defesa da vida. Essa ação nos deixa muito felizes, pois conseguimos unir propósitos que beneficiam o próximo”, afirma a médica Silvia Brandalise, uma das fundadoras do Centro Infantil. Boldrini e Veiling estudam novas ações para manter a parceria.

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Cerca de 77 mil mulheres aguardam mamografia pelo SUS

Em junho deste ano, 77.243 brasileiras aguardavam por uma mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). Santa Catarina é o estado com mais mulheres na fila de espera, cerca de 17 mil.  Em seguida, aparecem São Paulo (15 mil) e Rio de Janeiro (12,5 mil). Juntos, os três estados somam 56% do total de pacientes à espera do principal exame para detecção do câncer de mama. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

Segundo a entidade, em alguns locais do país, o tempo de espera por uma mamografia na rede pública pode chegar a 80 dias. O exame, quando realizado em tempo hábil, permite a detecção precoce de alterações mamárias, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido e reduzindo a necessidade de intervenções invasivas e onerosas. “Os números revelam parte da sobrecarga no SUS e devem ser levados em conta, especialmente pelos recém-eleitos nas eleições municipais, na formulação e manutenção de políticas de saúde pública”, avaliou o CBR.

Subnotificação

Em nota, a entidade alerta que a fila de espera por mamografias no SUS pode ser ainda mais longa do que o indicado oficialmente. “Isso porque o SISREG [Sistema de Regulação] do Ministério da Saúde, plataforma que deveria registrar em uma fila única as demandas por cirurgias eletivas no país, depende de dados fornecidos voluntariamente pelas secretarias de saúde estaduais e municipais.”

“Um exemplo dessa discrepância pode ser observado no Distrito Federal, onde o sistema nacional informa uma fila de espera de 306 pacientes aguardando pelo exame. No entanto, dados divulgados pela imprensa local, baseados no Mapa Social do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPTDF), apontam que o número real de mulheres à espera de uma mamografia é dez vezes maior, alcançando 3,6 mil”.

Brasília (DF), 30/10/2024 – Tabela mostra espera por mamografia nos estados do Brasil. Foto: SISREG/Ministério da Saúde
Para o CBR, a disparidade entre regiões e o tempo médio de espera também figuram como preocupações no contexto da realização de mamografias no Brasil. A entidade aponta “necessidade urgente de intervenções eficazes e de políticas públicas capazes de reduzir as filas e garantir acesso equitativo ao diagnóstico”.

Relatório recente publicado pelo Instituo Nacional de Câncer (INCA) sobre o controle do câncer de mama no Brasil aponta que longos períodos entre a solicitação do médico e a emissão do laudo podem dificultar a adesão da população ao rastreamento da doença. Em 2023, 48,8% das mamografias de rastreamento tiveram laudos liberados em até 30 dias após a solicitação do exame. Cerca de 36% dos laudos, entretanto, foram liberados com mais de 60 dias.

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Brasil tem mais de 30 internações ao dia por tentativa de suicídio

O SUS – Sistema Único de Saúde registrou, ao longo de 2023, 11.502 internações relacionadas a lesões em que houve intenção deliberada de infligir dano a si mesmo, o que dá uma média diária de 31 casos. O total representa um aumento de mais de 25% em relação aos 9.173 casos registrados quase dez anos antes, em 2014. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Abramede – Associação Brasileira de Medicina de Emergência.

Em nota, a entidade lembrou que, nesse tipo de circunstância, médicos de emergência são, geralmente, os primeiros a prestar atendimento ao paciente. Para a associação, o aumento de internações por tentativas de suicídio e autolesões reforça a importância de capacitar esses profissionais para atender aos casos com rapidez e eficiência, além de promover acolhimento adequado em situações de grande fragilidade emocional.

Segundo a Abramed, os números, já altos, podem ser ainda maiores, em função de possíveis subnotificações, registros inconsistentes e limitações no acesso ao atendimento em algumas regiões do país. Os dados mostram que, em 2016, houve uma oscilação nas notificações de internação por tentativas de suicídio, com leve queda em relação aos dois anos anteriores. O índice voltou a subir em 2018, com um total de 9.438 casos, e alcançou o pico em 2023.

Perfil

De acordo com a associação, o perfil de pacientes internados por lesões autoprovocadas revela uma diferença significativa entre os sexos. Entre 2014 e 2023, o número de internações de mulheres aumentou de 3.390 para 5.854. Já entre os homens, o total de internações caiu, ao passar de 5.783 em 2014 para 5.648 em 2023.

Em relação à faixa etária, o grupo de 20 a 29 anos foi o mais afetado em 2023, com 2.954 internações, seguido pelo grupo de 15 a 19 anos, que registrou 1.310 casos. “Os números ressaltam a vulnerabilidade dos jovens adultos e adolescentes, que, juntos, representam uma parcela significativa das tentativas de suicídio”, avaliou a entidade.

Já as internações por lesões autoprovocadas entre pessoas com 60 anos ou mais somaram 963 casos em 2023. Outro dado relevante é o aumento das internações entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos – em 2023, foram 601 registros, quase o dobro do observado em 2011 (315 internações).

Para a Abramede, embora o atendimento inicial desses casos necessite de “foco técnico”, é importante que a abordagem inclua também a identificação de sinais de vulnerabilidade emocional, com o objetivo de oferecer suporte integrado. A entidade avalia que uma resposta rápida e humanizada pode fazer a diferença no prognóstico desses pacientes, além de ajudar na prevenção de novos episódios.

Setembro Amarelo

No Brasil, uma das principais campanhas de combate ao estigma na temática da saúde mental é o Setembro Amarelo que, este ano, tem como lema Se Precisar, Peça Ajuda. Definido por diversas autoridades sanitárias como um problema de saúde pública, o suicídio, no país, responde por cerca de 14 mil registros todos os anos. Isso significa que, a cada dia, em média, 38 pessoas tiram a própria vida.

Na avaliação do psicólogo e especialista em trauma e urgências subjetivas Héder Bello, transtornos mentais representam fatores de vulnerabilidade em meio à temática do suicídio – mas não são os únicos. Ele cita ainda ser uma pessoa LGBT, estar em situação de precariedade financeira ou social, ser refugiado político ou enfrentar ameaças, abuso ou violência. “Esses e outros fatores contribuem para processos de ideação ou até de tentativa de suicídio”. (Agência Brasil)

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Saúde faz mutirão em 1ª Marcha Trans para atualizar cadastros de pacientes

A Secretaria de Saúde realiza um mutirão neste sábado, 29 de junho, para atualizar cadastros de pacientes no SUS Municipal durante a 1ª Marcha Trans de Campinas. O trabalho ocorre na concentração do evento no Largo do Pará, Centro, das 12h às 15h, com objetivo de preencher prontuários com nome social, orientação sexual e identidade de gênero.

A ação especial terá ainda orientações para inclusão do nome social na Receita Federal e Cartão SUS e  explicações sobre o funcionamento do Ambulatório Transcender, centro de referência para assistência integral à saúde da população transexual em Campinas.

A mobilização inclui também a distribuição de materiais informativos sobre os cadastros, além de 4,3 mil preservativos externos, 4 mil sachês de lubrificantes e camisetas alusivas à testagem para HIV e sífilis que foram fornecidos pelo Centro de Referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais de Campinas.

“A inclusão de dados como identidade de gênero e orientação sexual são muito importantes para o atendimento em saúde. A última versão do prontuário eletrônico ampliou a utilização desses campos, sendo obrigatório o preenchimento do campo ‘deseja informar’, o que antes não era necessário”, explicou Mariana Rossi Avelar, coordenadora da área técnica da Saúde Mental em Campinas.

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