Sistema Único de Saúde

Hospital da PUC Campinas ganha UTI Pediátrica Cardiológica

Na última sexta-feira (6) o Hospital da PUC inaugurou a UTI Pediátrica Cardiológica. O hospital que está comemorando 45 anos de atividades, a partir de agora contará com 10 leitos de terapia intensiva, exclusivos para as crianças que realizam cirurgias cardíacas. A iniciativa é pioneira na região e atenderá pacientes até três anos de idade. Quatro leitos serão para pacientes do SUS – Sistema Único de Saúde e seis para convênios privados e atendimento particular. Além do prefeito Dário Saadi, o arcebispo João Inácio Muller, grão-chanceler da PUC-Campinas abençoou a nova estrutura.

“A unidade é fundamental para ampliar o número de cirurgias cardíacas. É impossível fazer uma cirurgia pediátrica, mesmo com toda a estrutura do centro cirúrgico, se não tiver UTI para o pós-operatório”, afirmou Dário Saadi. O prefeito também ressaltou o compromisso do Hospital PUC-Campinas com a cidade e citou os problemas recentes no atendimento materno-infantil, com a crise da Maternidade de Campinas.

O superintendente e diretor técnico do hospital, Aguinaldo Pereira Catanoce, informou que a unidade tem como objetivo garantir a recuperação e o bem-estar das crianças em estado crítico, em um ambiente acolhedor e preparado para oferecer o melhor cuidado possível, o que aumenta as chances de recuperação dos pequenos.

UTI

Com a nova unidade, o hospital da PUC-Campinas passou a contar com duas áreas de terapia intensiva pediátrica que somam 20 leitos, sendo 10 deles para as internações gerais e 10 exclusivos para o pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica.

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Centro Infantil Boldrini e Veiling Holambra se unem em campanha solidária

O Veiling Holambra e o Centro Infantil Boldrini se uniram em uma ação solidária para o Natal. No projeto, intitulado “Presente que faz o Futuro”, parte da verba arrecadada com a venda de plantas que possuem o selo da campanha será destinada ao hospital.

Os produtores cooperados do Veiling Holambra, mais completo centro comercial e logístico de flores e plantas do Brasil, uniram esforços e separaram parte da produção para a ação solidária em apoio ao Boldrini, referência mundial no tratamento de câncer e doenças do sangue infantojuvenil.

A comercialização do Veiling Holambra é feita somente em atacado para empresas do segmento, mas os consumidores encontrarão os produtos do projeto nas principais redes de supermercados de todo o Brasil até o dia 20 de dezembro.

“A flor é um ótimo presente de Natal, traz esperança. Estamos no tempo de renovar nossos propósitos e, com a força do cooperativismo, vamos contribuir para assegurar o futuro das crianças e jovens do Boldrini e fortalecer a esperança no coração de cada um”, afirma a gerente de marketing do Veiling, Thamara Helena D’Angieri.

O Boldrini, localizado em Campinas, atua há 46 anos no tratamento de câncer pediátrico e doenças do sangue. Atualmente, trata cerca de 10 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de outros países, e, a cada ano, acolhe cerca de 500 novos casos. A maioria, cerca de 80%, é atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com índice de cura para o câncer pediátrico ao redor de 80% e mais de 7 mil vidas salvas, é um dos centros mais avançados do país e referência na América Latina. Reúne alta tecnologia em diagnóstico e tratamento especializado, comparáveis ao primeiro mundo. Sem filas de espera, tem disponibilidade de leitos e atendimento multiprofissional às crianças e adolescentes. O complexo abrange ainda o Centro de Pesquisa Boldrini, que se destaca na pesquisa em oncologia e hematologia pediátrica.

Atualmente, 55% de toda a receita financeira do Centro Infantil são provenientes de doações da sociedade, o que garante a manutenção do hospital e das pesquisas para inovação no tratamento com o foco em alcançar 100% de cura do câncer pediátrico.

“O Centro Infantil Boldrini é um hospital totalmente vinculado a problemas de câncer e doenças sanguíneas de crianças e adolescentes. Aqui nós fazemos o tratamento com a melhor qualidade técnica. Todos os medicamentos necessários são fornecidos gratuitamente. Para isso, precisamos da doação da sociedade, que muito tem ajudado o hospital na sua autogestão e no seu financiamento. A flor transforma o ambiente e as pessoas, gera emoção e traz alegria. Flor é vida. E nós, do Boldrini, lutamos todos os dias, incansavelmente, em defesa da vida. Essa ação nos deixa muito felizes, pois conseguimos unir propósitos que beneficiam o próximo”, afirma a médica Silvia Brandalise, uma das fundadoras do Centro Infantil. Boldrini e Veiling estudam novas ações para manter a parceria.

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Mário Gatti chama voluntários para realizarem a doação de sangue

A Rede Mário Gatti abriu chamamento para voluntários que possam atuar na captação ativa de doadores por meio de contato com a família de pacientes que receberam sangue. A ação é parte do projeto Seu Amor Preenchendo Vidas, lançado no final de 2023 e que já orientou cerca de 1,8 mil pessoas sobre a importância da doação de sangue.

“O projeto, desenvolvido pela Rede e pelo Hemocentro da Unicamp, visa ampliar e incentivar as doações, facilitar a conscientização e criar uma cultura de doação de sangue”, informa a coordenadora da área de Humanização da Rede, Lucimeire Martini.

Nessa sexta-feira, 14 de junho, quando se celebra o Dia Mundial de Doação de Sangue, as pessoas que forem doar nos bancos de sangue do Hemocentro, na Unicamp e no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, serão recebidas com um café da manhã.

Os estoques do Hemocentro, responsável pelo abastecimento de sangue nas unidades do Sistema Único de Saúde da região de Campinas, estão 20% abaixo do ideal. Os tipos sanguíneos O positivo e AB negativo estão em níveis críticos, com disponibilidade abaixo de dois dias. Os tipos A positivo, B positivo, O negativo e B negativo estão em alerta, com estoque para dois a três dias, enquanto AB positivo e A negativo estão estáveis, suficiente para mais de quatro dias.

Inscrições para participar como voluntário dessas ações podem ser feitas até dia 17 de julho de no endereço https://forms.gle/xtnUtQG16BHn4qb66.

 

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Hospital Ouro Verde vai aumentar os leitos pediátricos

A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar ampliará em 50% o número de leitos pediátricos de terapia intensiva (UTI) no Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Ouro Verde) na segunda-feira, 25 de março. O hospital passará dos atuais 10 para 15 leitos. A medida visa preparar a unidade para possível aumento de doenças respiratórias que ocorre no período de sazonalidade dessas doenças, com a chegada do outono.

“O contato próximo e frequente entre as crianças com o retorno às aulas e também a mudança no clima podem favorecer a transmissão de doenças respiratórias e queremos estar preparados para garantir a assistência”, disse o presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni.

Com a ampliação, o Sistema Único de Saúde (SUS) municipal passará dos atuais 29 para 34 leitos de UTI. Na área pediátrica, o SUS municipal disponibiliza atualmente 29 leitos de UTI, sendo 10 leitos no Hospital Ouro Verde, 14 na Unidade Pediátrica Mário Gattinho e cinco no Hospital PUC-Campinas.

Para internação em enfermaria, são 65 leitos, sendo 11 no Hospital Ouro Verde, 31 na Unidade Pediátrica Mário Gattinho e 23 no Hospital PUC-Campinas. No momento, a ocupação dos leitos varia entre 90% e 100%.

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SUS incorpora teste para detecção de HPV em mulheres

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União

Em nota, o ministério informou, em Brasília, ter investido R$ 18 milhões em um projeto piloto que utilizou o teste ao longo de 2023 em Pernambuco.

“A decisão de incorporar a estratégia para uso em todo o território nacional é um ganho para as mulheres, já que, além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame”, explica a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto a forma atual de rastreio do HPV, por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem proposta pela tecnologia incorporada é recomendada para ser feita a cada cinco anos. “Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame”.

Infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

“Embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra o HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce – a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil. Na região Norte do país, por exemplo, essa é a principal causa de óbito entre as mulheres”, destaca a pasta.

Testagem

Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero e integra as estratégias propostas pela entidade para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.

A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS. (Agência Brasil)

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Momento histórico, diz ministra sobre início da vacinação de crianças

Ao comentar o início da vacinação contra a dengue em crianças de 10 e 11 anos no Distrito Federal, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, avaliou o momento como histórico. “Há 40 anos, se espera uma vacina para a dengue. Tentamos trabalhar, já havia vacina desenvolvida, mas não tão bem sucedida. Agora, temos uma vacina incorporada ao SUS – Sistema Único de Saúde”.

“Mesmo sem epidemia, nós começaríamos essa vacinação porque a dengue é um problema de saúde pública há muito tempo. Neste momento, é muito importante falar dessa conquista que é termos uma vacina”, reforçou Nísia.

Segundo a ministra, a pasta trabalha em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros laboratórios nacionais para ampliar a produção da vacina, atualmente fabricada pelo laboratório japonês Takeda. “Vamos apoiar também a vacina do Instituto Butantan, que ainda não foi submetida à Anvisa –  Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.

“Falei, inclusive, para todas as crianças: ‘vocês, nas escolas, nos ajudem na campanha de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti . Também vamos estar atentos aos sinais da doença, para não nos automedicarmos, cuidarmos da hidratação. Estas são as mensagens mais importantes neste momento”, afirmou Nísia.

“Como eu disse, a gente começaria a vacinação mesmo sem surto epidêmico porque finalmente temos uma vacina vista como eficaz, segura. A gente está contribuindo também, no Brasil, com estudos que estão sendo feitos para avaliar a dose para outras faixas etárias. É um trabalho que envolve muitas frentes”, completou. (Agência Brasil)

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OMS alerta para aumento de casos de sarampo e reforça vacinação

A OMS – Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento de casos de sarampo no mundo e reforçou a importância da vacinação para prevenir a disseminação da doença.

“Os casos de sarampo estão aumentando. É uma das doenças mais transmissíveis. Se uma pessoa se contamina, quase todos ao seu redor vão pegar o vírus, se não estiverem vacinados. Para proteger sua criança, garanta que as vacinas estejam em dia.”

Nas últimas semanas, países como México, Estados Unidos, Reino Unido e Portugal emitiram alertas após a confirmação de casos, com o óbito de uma criança de 19 meses na província de Salta, na Argentina.

No Brasil, o Centro de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul emitiu um alerta após confirmar um caso importado de sarampo no estado. O paciente é um menino de 3 anos que chegou ao município de Rio Grande no dia 27 de dezembro, procedente do Paquistão, país com circulação endêmica da doença.

Diante da confirmação, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul reforçou, em nota, a recomendação de aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de 1 ano e até os 59 anos, conforme calendário nacional de vacinação.

“Com a suspeita, foi realizado bloqueio vacinal seletivo nos familiares, vizinhos e profissionais da saúde. A criança está bem e seus familiares não apresentaram sintomas. O município segue monitorando atendimentos por febre, exantema e tosse ou coriza ou conjuntivite, sem nenhuma identificação de caso suspeito.”

O esquema vacinal completo do sarampo consiste em duas doses até os 29 anos, ou uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Em crianças, a vacinação deve ocorrer aos 12 e aos 15 meses. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade. Em situações de bloqueio vacinal, a imunização seletiva é recomendada para todos com idade acima de 6 meses.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, especialmente grave em menores de 5 anos, imunodeprimidos e desnutridos e extremamente contagiosa, que infecta nove a cada 10 pessoas suscetíveis após exposição ao vírus.

A doença é transmitida de forma direta, por meio de secreções, ao tossir, espirrar ou falar. Casos suspeitos devem ficar em isolamento respiratório e fazer uso de máscara cirúrgica desde o momento da triagem nos serviços de saúde.

Eliminação

À Agência Brasil, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembrou que o sarampo era uma doença controlada no Brasil até 2016, quando o país recebeu a certificação de eliminação do vírus em território nacional. Após um grande surto da doença em 2017 e em 2018, com mais de 40 mil casos registrados, o Brasil perdeu a certificação e voltou a ser um país endêmico, onde o sarampo circula livremente.

“Estamos sem registro de casos desde junho de 2022, em busca da recertificação dessa eliminação. Ainda falta melhorar nossas coberturas vacinais, alguns indicadores de vigilância. Já recebemos um status não de país endêmico, mas de país com pendência de recertifcação pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em novembro de 2023.”

Segundo Kfouri, o que causa preocupação é o aumento recente no número de casos da doença em diversos países. Ao comentar o caso da criança proveniente do Paquistão, o especialista avaliou que o alerta do governo gaúcho é válido.

“É um caso importado, obviamente, não adquirido aqui no nosso território, mas que nos traz esse alerta. Primeiro, da importância da vigilância, de estarmos atentos a qualquer caso suspeito, importado, para que a entrada de um caso aqui não se multiplique e não se torne outros casos secundários, uma cadeia de transmissão e um novo surto.”

Kfouri destacou que são importantes a vigilância de casos suspeitos e a investigação oportuna. “E, claro, vacinação dos contactantes desses indivíduos suspeitos e nossas coberturas vacinais elevadas para que, mesmo com essa frequente e possível entrada de pessoas com sarampo no país, isso não se traduza em novos surtos aqui entre nós”. (Agência Brasil)

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DF pedirá apoio do Exército para combater a dengue

A Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal vai pedir ao Ministério da Defesa apoio do Exército para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Em nota, ela informou que o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros já auxiliam na fiscalização do descarte irregular de resíduos visando eliminar criadouros.

“A vacina vem nos dar um alento. Mas temos de fazer nosso dever de casa, nossa parte. Vamos conversar com o Ministério da Defesa e pedir apoio também ao Exército para ampliar a nossa frente de combate ao mosquito”, declarou ontem (25) a secretária de Saúde do DF, Luciene Florêncio.

O governo do Distrito Federal (DF) declarou situação de emergência no âmbito da saúde pública em meio a uma explosão de casos de dengue. O decreto foi publicado nessa quinta-feira (25) em edição extra do Diário Oficial do DF.

Números

Os casos de dengue no DF – registrados nas três primeiras semanas de 2024 – aumentaram 646% em relação ao mesmo período do ano passado. Neste período, houve 17.150 ocorrências suspeitas da doença, das quais 16.628 são classificados como casos prováveis pela Secretaria de Saúde. Em 2023, foram 2.154 casos prováveis da doença.

Dados do boletim epidemiológico mostram que a região administrativa da Ceilândia aparece com maior incidência de dengue (3.963 casos), seguida por Sol Nascente/Pôr do Sol (1.110), Brazlândia (1.045) e Samambaia (997). Há ainda três óbitos provocados pela doença já confirmados em 2024.

Vacina

O Ministério da Saúde informou, em Brasília, que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. As cidades compõem 37 regiões de saúde que são consideradas endêmicas para a doença.

As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.

O Ministério da Saúde confirmou ainda que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, uma das faixas etárias que concentram maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que – de janeiro de 2019 a novembro de 2023 – o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada. (Agência Brasil)

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Mário Gatti aumenta o atendimento da radioterapia oncológica

A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar contratou dois serviços de radioterapia para ampliar a oferta de tratamento aos pacientes da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). O contrato, de R$ 769,9 mil por seis meses, atenderá 170 pacientes, e poderá ser prorrogado. Os pacientes iniciarão o tratamento nos próximos dias.

Instalada junto ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, a Unacon é referência para radioterapia a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de Campinas, a unidade atende também pacientes de 42 municípios da área da Divisão Regional de Saúde (DRS-7).

A radioterapia estava suspensa na Unacon desde 2018, quando teve início a reforma e ampliação do prédio, e foi retomada em setembro de 2023. Nesse período, os pacientes não ficaram desassistidos, porque passaram a ser atendidos em serviços contratados pela Rede – esses contratos venceram no final do ano.

Para voltar a operar, o acelerador linear, que emite radiação utilizada para combater ou diminuir o desenvolvimento de câncer, passou por atualização, com a instalação de novos componentes e programas computadorizados, controle de qualidade, manutenção preventiva e corretiva e melhorias tecnológicas.

“Retomamos os tratamentos na Unacon em setembro, e antes, em agosto, publicamos chamamento de serviços para poder ampliar a oferta de tratamento, porque a demanda é crescente”, disse o diretor técnico do Hospital Mário Gatti, Carlos Arca.

Atualmente há 85 pacientes em tratamento e 140 em quimioterapia na unidade. Não há espera para o tratamento quimioterápico. Em radioterapia, 42 pacientes estão em fase de planejamento do procedimento e 140 passaram por consulta com o radioterapeuta e aguardam o planejamento.

Esse planejamento é realizado por meio de uma tomografia feita na mesma posição em que o paciente fará o tratamento. Com ela são realizados os cálculos de distribuição de dose para que a radiação fique na área a ser tratada.

 

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Governo anuncia 1.719 municípios aptos a receber 95 cursos de medicina

O governo federal autorizou a abertura de até 95 novos cursos de medicina, com 5,7 mil vagas, em 1.719 municípios do país. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançaram o edital para a obtenção de autorização de funcionamento de cursos de medicina.

A medida ocorre no âmbito da retomada do programa Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.

“O objetivo desse trabalho é retomar todo um processo da lei do Mais Médicos de 2013 que visava atender um desafio histórico, que eu remontaria ao século 19 no Brasil, o fato de a maioria da população brasileira não ter acesso ao profissional médico. Essa realidade vem mudando”, disse a ministra Nísia Trindade, destacando que, desde 2016, houve um período de retrocesso nas políticas de formação médica voltadas à necessidade social.

Ela reafirmou que a interiorização de cursos com residência médica é elemento central do Mais Médicos, aspecto fundamental para fixação de profissionais em áreas de vazios assistenciais.

O edital lançado hoje traz os critérios para que mantenedoras de instituições educacionais privadas apresentem projetos para a instalação de novos cursos em municípios pré-selecionados. O documento deve ser publicado ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial da União.

A meta é atingir, em dez anos, o indicador de 3,3 médicos por mil habitantes, média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Hoje, o Brasil possui 2,54 médicos por mil habitantes, dados de 2022.

Em 2013, quando o Mais Médicos foi lançado, o indicador era de 1,8 médicos por mil habitantes. De acordo com o governo, apesar do aumento do número desses profissionais nos últimos dez anos, ainda persiste o problema da má distribuição das vagas.

“Há desigualdades e números muito desiguais referentes a percentual de médicos por mil habitantes. Se for pegar a Região Norte é menos de 2, se pegar outras regiões é acima de três. Então, a ideia e o objetivo é ter um edital com muita clareza, com muita transparência, com critérios preestabelecidos”, afirmou o ministro Camilo Santana.

Critérios

Para alcançar a meta da OCDE, é necessária a abertura de 10 mil novas vagas em cursos de medicina. Então, além das 5,7 mil do presente edital, o governo planeja ofertar cerca de 2 mil vagas para expansão dos cursos de medicina privados já existentes e mais 2 mil para as iniciativas de expansão das universidades federais, tanto em cursos já existentes, como em novos.

De acordo com Santana, os novos cursos em instituições públicas também devem seguir os critérios para levar à desconcentração da oferta, para escolha das regiões de expansão. O plano está sendo fechado com as universidades e deve ser apresentado ainda este ano.

No caso do edital lançado hoje, foram selecionadas 116 regiões de saúde (entre as 450 existentes) onde estão inseridos os 1.719 municípios. O documento prevê, no máximo, 95 novos cursos, que poderão ser instalados no conjunto desses municípios pré-selecionados, com a condição de haver apenas um curso por região de saúde.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a seleção visa a uma primeira medida de desconcentração de oferta de cursos e também considera o impacto da abertura do curso na infraestrutura de saúde preexistente.

Foram pré-selecionados os municípios em regiões de saúde com média inferior a 2,5 médicos por mil habitantes; que possuem hospital com pelo menos 80 leitos; que demonstram capacidade para abrigar curso de medicina com pelo menos 60 vagas, em termos de disponibilidade de leitos; e que não estão na área de abrangência do plano de expansão de cursos de medicina nas  nas universidades federais.(Agência Brasil)

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