Secretaria da Saúde

Doenças respiratórias graves aumentam a necessidade da vacinação

A cidade de Campinas está registrando um aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave por gripe (vírus Influenza) e a Secretaria da Saúde alerta para a importância da vacinação como medida preventiva, principalmente para os grupos considerados prioritários. A dose é segura, neste ano protege contra o Influenza A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria, e continua disponível nos 68 centros de saúde (CSs) da cidade.

O grupo prioritário é formado por crianças, idosos, gestantes e puérperas. No entanto, desde 2 de maio todas as pessoas a partir de 6 meses podem tomar a dose contra gripe.

A campanha de imunização em Campinas ocorreu por aproximadamente quatro meses, conforme diretrizes do Estado de SP e do Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde também realizou ações externas, incluindo shopping, para facilitar o acesso às doses.

A maioria dos óbitos foi de pessoas com comorbidades, portanto, que tinham uma ou mais doenças preexistentes e estavam mais suscetíveis para complicações em caso de infecção pelo vírus, e/ou que não receberam a vacina contra gripe.

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Saúde promove gratuitamente exames de mamografia em Campinas

As mulheres que desejarem fazer o exame de mamografia gratuitamente podem fazer inscrição nos centros de saúde ou no Disque Saúde – 160. Segundo a Secretaria de Saúde a capacidade é de até 50 avaliações por dia e serão efetuados na carreta intenerate do Hospital de Amor. A ação ocorre de 1º de agosto a 3 de outubro na Praça da Juventude, no distrito do Ouro Verde.

O público-alvo são mulheres com idade entre 40 e 49 anos que fizeram o exame há mais de um ano, e mulheres de 50 a 69 que realizaram há pelo menos dois anos.


A ação ocorre por meio de um convênio entre a Secretaria e o hospital. A coordenadora da Saúde da Mulher em Campinas, Miriam Nóbrega, ressaltou a importância das pessoas comparecerem aos agendamentos. “Esta é uma excelente oportunidade para realizar o exame de mamografia, mas infelizmente há dias em que menos da metade de mulheres inscritas vai ao local de avaliação. Por isso, fazemos um apelo para que as pessoas se programem e não desperdicem a oportunidade”, explicou.

Campinas registrou 550 novos casos de câncer de mama entre 2010 e 2018 e, com isso, a incidência corresponde a 72,3 a cada 100 mil mulheres. A cura depende do momento do diagnóstico e da agressividade, mas pode chegar a 95% quando há detecção precoce.

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Campinas registrou hoje a primeira morte por dengue do ano

A primeira morte por dengue em 2024 foi confirmada hoje (27) pela Secretaria da Saúde. Trata-se de uma senhora de 94 anos, moradora do Jardim Eulina e que foi atendida na rede privada de saúde. Ela apresentou sintomas em 30 de janeiro e o óbito foi em 12 de fevereiro. Ela teve infecção pelo sorotipo 1.

O Jardim Eulina é a região com maior incidência de casos de dengue e foi a área que mais recebeu ações neste ano para orientação de moradores e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

Estatísticas

De 1º de janeiro até terça-feira, 27 de fevereiro, Campinas teve 8.543 casos confirmados de dengue. Além disso, foi registrado um caso importado de chikungunya.

O Aedes aegypti é vetor das duas doenças e, por isso, a melhor forma de prevenção é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados os vasos sanitários inutilizados.

Preocupação

Na primeira semana de fevereiro, a Saúde recebeu a confirmação dos primeiros casos de dengue na cidade causados pelos sorotipos 2 e 3 do vírus, que não circulavam desde 2021 e 2009, respectivamente. As amostras de sangue dos pacientes foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e antes disso a metrópole só havia registrado sorotipo 1

A circulação simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue ocorre pela primeira vez em Campinas. Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.

Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.

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Professores cobram medidas de combate à dengue nas escolas

Nesta quinta-feira (15), começa o ano letivo para 3 milhões de alunos da rede estadual de ensino em São Paulo, em mais de 5 mil escolas. No entanto, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), mesmo com o aumento do número de casos de dengue, os professores não receberam orientação específica sobre a doença.

Questionado sobre ações de prevenção à dengue o governo do estado não informou medidas a serem implementadas nas unidades na volta às aulas.

A segunda presidenta da entidade Maria Izabel Azevedo Noronha diz que o sindicato vai cobrar medidas do governo.

“Vou fazer um requerimento para o governador, a Secretaria da Saúde, para que lance essa campanha educativa e também a devida fiscalização nas escolas, porque as escolas não têm condições, tem muita água parada. Fora a questão de saúde pública, também tem o abandono das escolas, que deixa muito mato, muito buraco”.

Além de levantar os casos de dengue na categoria, ela afirma que o sindicato vai atuar para que a escola seja um polo de combate à dengue. “O professor pode trabalhar com a [orientação da] população, nós somos agentes multiplicadores”, acrescentou.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC
Mortes

O governo do estado confirmou a morte de 11 pessoas pela doença apenas neste ano e outras 16 estão em investigação.

Os casos prováveis de dengue em São Paulo, desde o início de 2024, mais que triplicaram, de acordo com painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde. Neste ano, o estado já registra 85.661 casos prováveis da doença, enquanto, no mesmo período do ano passado, eram 27.689. Os casos prováveis são aqueles notificados, excluindo os casos descartados.

Aumento nas internações

Pesquisa divulgada na sexta-feira (9) pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) mostrou que 80% dos hospitais privados do estado de São Paulo registraram aumento nas internações por dengue.

A pesquisa ouviu 91 hospitais privados paulistas entre os dias 29 de janeiro e 7 de fevereiro e constatou ainda que a maior parte dos pacientes internados com dengue está na faixa etária entre 30 e 50 anos. (Agência Brasil)

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