Saúde

São Paulo libera parcialmente consumo de ostras e mexilhões no estado

Após analisar os resultados de materiais coletados nos últimos dias 13 e 14 de agosto, a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, através da sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), reverteu a suspensão de consumo e comércio de moluscos bivalves (mariscos, ostras e mexilhões) provenientes de fazendas marinhas das áreas monitoradas em São Sebastião, Ilhabela e Cananéia.

Ainda segue suspensa a retirada dos moluscos nas seguintes regiões: Toque Toque, em São Sebastião; nas áreas de Ubatuba; Cocanha, em Caraguatatuba; e em Mandira, em Cananéia. Nessas áreas não foram coletados materiais para análise.

A suspensão do consumo e venda desses moluscos em São Paulo ocorreu após relatórios de ensaio de amostras de água coletadas pela Companhia Ambiental do Estado De São Paulo (Cetesb) e pela CDA, no período de 28 de julho a 5 de agosto, detectarem a presença de biotoxinas produzidas por microalgas marinhas acima do valor máximo permitido.

Em 2021 o governo estadual implementou um Plano de Contingência para Gestão Integrada de Riscos Associados a Florações de Microalgas Tóxicas em Águas do Litoral Paulista, que foi acionado e proibiu o comércio, por meio da interdição cautelar, dos estoques de moluscos bivalves como o marisco e ostras nos estabelecimentos comerciais no estado de São Paulo. A proibição aconteceu depois da descoberta de microalgas tóxicas.

“Pedimos a colaboração dos produtores para podermos manter a rotina de análises e garantir que apenas mariscos e ostras não contaminados cheguem ao consumidor”, disse a médica-veterinária e gerente do Plano Estadual de Monitoramento dos Moluscos Bivalves (PEMMOBI), Ieda Blanco.

As coletas continuarão a ser feitas para o monitoramento de todas as áreas de cultivo do litoral paulista. A coleta não foi feita em todas as áreas monitoradas devido às condições climáticas e dificuldade de acesso.

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Secretaria de Saúde amplia ações para incentivar o aleitamento materno

Por conta do da campanha do Agosto Dourado, a Secretaria de Saúde de Campinas ampliou a agenda de atividades dos centros de saúde para incentivar o aleitamento materno. O objetivo é realizar até o fim deste mês uma série de iniciativas que tratem da importância da “hora de ouro” para reforçar vínculos entre mãe e bebê, e gerar mais benefícios à saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a cor dourada como referência ao considerar que o leite materno é um “alimento de ouro”, sendo que o termo “hora de ouro” refere-se à primeira hora da mãe com o recém-nascido, imediatamente após o parto.

A campanha do Agosto Dourado no Brasil foi instituída por uma lei federal de 2017.

Programação
CS Santa Rosa
22/8, às 10h30 – Palestra com a equipe do CS e ministrada por residentes
24/8, das 8h às 11h – Encontro de gestantes e puérperas, café e música ao vivo
24/8, às 14h – Encerramento com roda de gestantes/puérperas, café e música ao vivo
CS São Quirino
22/8, às 10h – Shantala e manejo não medicamentoso de cólicas
29/8, às 10h – Odontologia e amamentação
CS Pedro Aquino
23 e 30/8, às 10h – Roda de conversa sobre aleitamento materno
CS Taquaral
26/8, das 10h às 11h30 – Roda de conversa, café e brindes
CS Sirius/Cosmos
27/8, às 13h30 – Música ao vivo
27/8, às 14h – Palestras sobre aleitamento materno e direitos da mulher que amamenta
Durante o evento há ainda oficina de make, pintura da barriga das gestantes e fotos
CS San Martin
29/8, às 8h – Apoio ao aleitamento, atividade corporal, sorteio de brindes e lanche
A programação ocorre no prédio da Associação de Moradores, ao lado da unidade básica.
CS Barão Geraldo
21/8, às 9h – Encontro sobre “uso de bicos artificiais e saúde bucal”.
28/8, às 9h – Abordagem sobre “a mulher trabalhadora que amamenta”.
CS Ipaussurama
24/8, às 9h – Bate-papo sobre gravidez e puerpério
As vagas são limitadas e é preciso demonstrar interesse na secretaria da unidade básica. As atividades são desenvolvidas por estudantes da PUC-Campinas.
CS Lisa
30/8, às 15h – Roda de conversa sobre aleitamento materno
CS Florence
27/8, às 8h30 – Escalda pés e palestra sobre benefícios da amamentação
27/8, às 10h – Café
27/8, às 10h30 – Bingo da amamentação
27/8, às 14h  – Escalda pés, palestra sobre benefícios da amamentação e bingo
27/8, às 16h – Café
CS Bassoli
23/8, às 7h30 – Inauguração da sala de amamentação, palestra para incentivo da amamentação, café da manhã e brindes. 
CS Satélite Íris I
27/8, às 14h30 – Abordagem sobre o tema “quero amamentar meu filho, mas não sei por onde começar”.
CS Parque Valença
26 a 30/8, das 14h30 às 17h30, e 31/8, das 8h30 às 11h30 – Abordagem sobre cuidados com o coto umbilical, manobras de desengasgo (primeiros-socorros), orientações sobre amamentação, como evitar mastite, além de mitos e verdades sobre amamentação.

Serviço
Mais informações e orientações sobre aleitamento materno podem ser obtidas pela população nos centros de saúde de referência. Os endereços e horários de funcionamento de cada unidade estão disponíveis na página: https://www.campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude.

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UPA São José suspende exames de raio-x para troca de equipamentos

A Unidade de Pronto Atendimento do São José suspenderá os exames de raio-x entre domingo (18) e quarta-feira (21), para a troca do equipamento. Com isso, a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar conclui a instalação de novos equipamentos nas quatro unidades de pronto atendimento.

Nesse período, segundo a Secretaria de Saúde, a população deve buscar atendimento preferencialmente em outras unidades. O Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi orientado a encaminhar para outras unidades pacientes atendidos pelo serviço e que possam necessitar do exame. Aqueles que estiveram na UPA, em observação, e precisarem do exame também serão transportados pelo Samu para outra unidade.


Além da troca do equipamento, está sendo instalado um sistema de processamento de imagens (Sistema PACS), que viabiliza a comunicação e o arquivamento de imagens de forma segura e permite que os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde e as UPAs acessem raio-x que tenha sido realizado em qualquer unidade da Rede Mário Gatti.

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Saúde negocia compra de 25 mil doses de vacina contra mpox

A aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a mpox está sendo negociada pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O anúncio foi feito pela pasta, nesta quinta-feira (15). A doença foi declarada emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Brasília (DF), 10/04/2023 - Fachada do ministério da Saúde.

Durante a primeira emergência global por mpox, em 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da vacina Jynneos para combater a doença, já que o insumo não era licenciado no Brasil. A autorização foi renovada em fevereiro deste ano, mas venceria novamente este mês. O ministério já fez um novo pedido de renovação.

Segundo a Anvisa, o imunizante é destinado a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e tem prazo de até 60 meses de validade, quando conservado entre -60 graus Celsius (°C) e -40°C. A prorrogação da dispensa temporária e excepcional é válida por seis meses e se aplica somente ao ministério.

Público-alvo

Desde 2023, mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil. O público-alvo definido à época da primeira emergência incluiu pessoas vivendo com HIV/aids de 18 a 49 anos, independentemente do status imunológico identificado pela contagem de linfócitos TCD4; e profissionais de laboratórios do tipo NB-2 com idade entre 18 e 49 anos e que trabalham com o Orthopoxvirus.

Quem teve contato direto com fluidos e secreções corporais de pacientes com suspeita de infecção por mpox também integrou o público-alvo definido pelo ministério para ser imunizado contra a doença, mas mediante avaliação da vigilância local.

Vigilância

“Estamos numa fase em que o que é importante é a vigilância e o monitoramento”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade. “Muitas vezes, as pessoas ficam ansiosas. A vacina sempre gera uma grande expectativa. Mas é importante reiterar que, nos casos em que se recomenda a vacinação, ela é muito seletiva, focada em públicos-alvo muito específicos até este momento”, explicou a ministra.

Brasília (DF), 16/07/2024 - A ministra da Saúde, Nísia Trindade durante entrevista coletiva onde fala sobre o Programa SUS Digital. Foto: José Cruz/Agência Brasil

“A vacina Jynneos é de um produtor nórdico e tem uma produção pequena. Há insuficiência no mercado internacional”, ressaltou a secretária de Vigilância em Saúde do ministério, Ethel Maciel. “Neste momento, estamos negociando com a Opas um processo de compra. Para que, além daquelas pessoas que já vacinamos, ter uma reserva no Brasil”, completou.

Segundo Ethel, dentro das configurações da nova emergência global instalada pela OMS, o Brasil está no nível 1, o menos alarmante, com cenário de normalidade para a doença e sem casos da nova variante identificada na República Democrática do Congo, na África. O último óbito pela doença em solo brasileiro foi registrado em abril de 2023.

De acordo com o ministério, o nível 2 refletiria um cenário de mobilização, com detecção de casos importados no Brasil; o nível 3, cenário de alerta, com detecção de casos autóctones esporádicos; o nível 4, situação de emergência, com transmissão sustentada em território nacional; e o nível 5, situação de crise, com uma epidemia de mpox instalada no país. (Agência Brasil)

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Instituição Os Seareiros oferece curso para formação de cuidadores de idosos

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com aproximadamente 18 milhões de idosos (cerca de 10% da população nacional), e a projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que, no ano de 2025, o País terá mais de 32 milhões de idosos. Com base nesses índices, a instituição espírita de Campinas (SP) Os Seareiros, em parceria com a Universidade Paulista (Unip), realizam, entre 5 de setembro e 21 de novembro, um curso gratuito para formação de cuidadores de idosos.

“O curso visa o desenvolvimento do cuidador de forma global, assistindo tanto os pacientes idosos em domicílios quanto seus familiares, capacitando o aluno para a realização de avaliação, planejamento e desenvolvimento de ações do cuidar”, diz Suly Coimbra, voluntária de Os Seareiros e coordenadora da área de Saúde de uma das unidades da instituição, o Núcleo Mãe Maria.

O público-alvo são maiores de 18 anos que tenham o ensino fundamental completo e que desejam adquirir conhecimentos relacionados aos cuidados de pessoas idosas. As inscrições para as 15 vagas do curso, que soma 50 horas, já estão abertas e podem ser feitas no Núcleo Mãe Maria, localizado à Rua Francisco Mesquita, 335, na Vila Brandina, em Campinas, das 8 às 14 horas, junto à assistente social. Basta levar um documento de identidade.

As aulas teóricas serão realizadas na sala 21 do Núcleo Mãe Maria e as práticas no laboratório de Enfermagem da Unip Campinas e em uma instituição de longa permanência do município a ser definida, sempre às quintas-feiras, das 8 às 11 horas. “Nas aulas teóricas, por exemplo, abordaremos os cuidados no domicílio para idosos acamados ou com limitações físicas, enquanto nas aulas práticas serão ensinados desde cuidados com a medicação até a forma correta de dar banho no idoso”, explica Suly.

Conforme a coordenadora de Saúde do Núcleo Mãe Maria, a instituição espírita já havia realizado outros seis cursos de formação de cuidadores de idosos antes da pandemia e agora a meta é realizar um a cada semestre, sempre em parceria com a Unip Campinas. “As aulas têm como instrutores as alunas do 7º e 8º semestre do curso de graduação de Enfermagem da Unip Campinas, sob supervisão de professoras”, ressalta.

Serviço
Curso informal de cuidados do idoso em domicílio
Período: entre 05/09/2024 e 21/11/2024
Carga horária: 30 horas teóricas e 20 horas práticas
Horário das aulas teóricas e práticas: às quintas-feiras, das 8 às 11 horas
Locais das aulas: Núcleo Mãe Maria (Rua Francisco Mesquita, 335, Vila Brandina, Campinas), laboratório de enfermagem da Unip (Avenida Comendador Enzo Ferrari, 280, Swift, Campinas) e Instituição de Longa Permanência para Idosos (a definir)
Público-alvo: maiores de 18 anos com ensino fundamental completo
Número de vagas: 15
Instrutores: alunas do 7º e 8º semestre do curso de graduação de Enfermagem da Unip Campinas
Inscrições: no Núcleo Mãe Maria, das 8 às 14 horas, levando um documento de identidade
Informações adicionais pelos telefones do Núcleo Mãe Maria: (19) 3254-1481 ou 3253-2646, com a assistente social Rosely Muller.

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Saúde orienta farmácias sobre testes para HIV, sífilis e hepatites

O Ministério da Saúde publicou nota técnica orientando farmácias autorizadas sobre a realização de testes rápidos para diagnóstico de HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

De acordo com a pasta, o documento tem como base recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê a inclusão de farmácias no grupo que oferta esse tipo de testagem.

“Somente as farmácias habilitadas poderão realizar os testes. Diferentemente dos estabelecimentos comuns, tais farmácias devem estar integradas à rede de diagnóstico, assistência à saúde e vigilância”.

Ainda segundo a nota, o profissional responsável pela testagem na farmácia deve orientar o usuário sobre possíveis resultados e o que eles representam. “As dúvidas das pessoas devem ser acolhidas e respondidas”, destacou o ministério.

Crianças e adolescentes

De acordo com a normativa da Anvisa, em crianças de até 11 anos, a testagem e a entrega dos resultados dos exames devem ser realizadas com a presença dos pais ou responsáveis.

Já para adolescentes de 12 a 18 anos, após uma avaliação das condições de discernimento, o teste será realizado segundo a vontade do usuário, assim como a entrega do resultado a outras pessoas.

“Se desejar, e se for constatado que está em condições físicas, psíquicas e emocionais de receber o resultado da triagem, a testagem poderá ser realizada mesmo sem a presença dos responsáveis”, destacou o ministério.

“Realizada anteriormente somente em laboratórios, a ampliação da testagem em farmácias também vai ao encontro dos esforços para a eliminação de infecções e doenças determinadas socialmente como problemas de saúde pública até 2030”, concluiu a pasta. (Agência Brasil)

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Amamentar mais de um ano reduz risco de câncer de mama

Estudo publicado na Revista Cancer Medicine indicou que cada 12 meses de aleitamento materno pode reduzir em 4,3% a possibilidade de desenvolver câncer de mama. “E isso é cumulativo: a cada nascimento, esse risco reduz 7%”, disse a coordenadora de Assistência do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), Maíra Domingues.

Segundo a pesquisa, isso acontece em mulheres de diferentes países, rendas, idades, entrada na menopausa, grupos étnicos e idade do primeiro parto em todo o mundo. “O que a gente tem são diversas evidências robustas que revelam esse dado de redução do câncer de mama”, explicou Maíra.

Ela informou que o Banco de Leite Humano sempre recomenda o aleitamento materno, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), durante seis meses, de forma exclusiva e, após seis meses, até dois anos ou mais, de forma continuada.

“São justamente [com] esses dois anos ou mais [que se] ganha a proteção para o câncer de mama. Muitas famílias perguntam por que é preciso amamentar por dois anos ou mais se o bebê está fazendo alimentação em casa. Porque amamentar vai muito além de alimentar a criança. Amamentar é proteção não só para a criança, mas também para a mulher. Esses benefícios se estendem para ela”.

A coordenadora sustentou que a recomendação do IFF/Fiocruz é esta: que a criança pode ser amamentada por dois anos ou mais também para proteger contra o câncer de mama.

Ela reforçou que amamentar traz outros benefícios a curto, médio e longo prazos para mãe e a criança. Além do laço afetivo com o filho, a mulher se beneficia pela redução do risco de câncer de ovário, de ter diabetes e algumas doenças cardiovasculares.

Para as crianças, ela destacou a proteção contra doenças diarreicas e infecções respiratórias, como pneumonia; melhor formação e desenvolvimento da região orofacial; desenvolvimento da linguagem; redução do risco de má oclusão dentária; redução de doenças mais à frente, como obesidade e diabetes, entre outras.

Há, ainda, estudos que mostram que o leite humano tem células-tronco que trazem outra dimensão, inclusive, terapêutica. “O fato de o leite humano ter células-tronco mostra o quanto esse alimento tem um potencial enorme, que vai muito além da alimentação da criança”.

Risco relativo

Além de contribuir para o desenvolvimento do vínculo afetivo entre mãe e filho, amamentar gera diversos benefícios para a saúde infantil e materna, entre os quais está a diminuição do risco de ter câncer de mama.

O mastologista do Hospital do Coração, Afonso Nazário, esclareceu, entretanto, que esse não é um risco absoluto e individual, mas relativo para uma população. “Suponha que o risco de certa população, para ter câncer de mama, é de 100 casos para cada 100 mil mulheres. Quando o risco relativo diminui 4%, essa redução é sobre a população geral. Se o risco relativo de câncer de mama aumenta 20%, não é que ela, a pessoa, vai ter 20% mais de risco. É em relação à população geral. Se determinada população tem 100 casos de câncer para 100 mil mulheres, quando o risco aumenta 20%, vai ter 120 mulheres – 20 a mais – para cada 100 mil”, explicou.

Nazário esclareceu que mulheres que amamentam pelo menos um ano têm 4% menos risco em relação à população em geral. Se agregar um novo parto, essa dimensão aumenta mais 7%. Isso resultaria em 11%, mas não é um risco absoluto daquela mulher, mas em relação à população geral. O mastologista destacou que esse efeito protetor é quando a mulher está em idade jovem, abaixo de 35 anos e, principalmente, abaixo de 25 anos, porque o epitélio mamário é mais suscetível ao câncer nessa fase da vida. O especialista frisou que “tudo que aumenta o risco, quanto mais jovem a mulher, maior o impacto”, afirmou. Acima de 35 anos, o efeito protetor da amamentação deixa de existir.

Ao se tornar mãe antes dos 25 anos, o risco relativo de câncer de mama na pós-menopausa reduz em 35% em comparação com as mulheres que nunca tiveram filhos. Depois disso, as chances de desenvolver a doença passam a aumentar.

Afonso afirmou, contudo, que o efeito protetor da amamentação durante mais de um ano ocorre, inclusive, em formas agressivas de câncer de mama (caso de tumores triplo-negativos, quando detectados precocemente). O risco pode diminuir em cerca de 20%.

Nas mulheres com câncer de mama que apresentam mutações hereditárias, chamadas mutações BRCA1, a amamentação também reduz a manifestação da doença em cerca de 22% a 50%. “Mesmo nascendo com uma mutação agressiva, tem como diminuir esse risco”, disse. Amamentação e estilo de vida são fatores que contribuem para isso.

O médico do Hcor citou estudo feito pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Amazonas (Ufam), no ano passado, com populações ribeirinhas e de Manaus. A pesquisa revelou que não existe taxa de mortalidade de câncer de mama nas populações indígenas.

Foram analisados vários dados, incluindo idade, gestação, parto e amamentação. “A única coisa que a gente achou como efeito protetor foi a amamentação”,  afirmou.

Os dados das mulheres indígenas foram comparados aos das mulheres de Manaus e o único fato diferente é que as indígenas amamentam durante cinco ou seis anos, em média. “Isso é muito maior do que a população não indígena. É um efeito protetor absurdo”, opinou. Mulheres da capital amazonense também amamentam os filhos, mas não chegam a esse número. Mesmo as indígenas que vão morar em Manaus mantêm a cultura de amamentar os filhos muito tempo e não têm câncer de mama.

Teorias

Membro da Comissão de Mastologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o médico Guilherme Novita disse que as mulheres que amamentam têm menos câncer de mama do que as que não amamentam. Acredita-se que isso acontece por duas coisas. “Durante o período da amamentação, o ovário da mulher fica em uma fase de dormência em que não produz os hormônios do ciclo menstrual. Normalmente, quando a mulher está amamentando, não tem menstruação. A gente sabe que os hormônios do ciclo menstrual causam alterações nas células mamárias, do tipo proliferação de células e posterior descamação. E isso favorece que surja um câncer ali no meio”, opinou.

Outra teoria diz que, quando a mulher amamenta, em especial em uma fase mais jovem, ocorrem algumas modificações no nível das células mamárias que tornariam essa célula mais estável e menos suscetível a agentes ambientais oncológicos. Essa teoria é menos aceita, segundo Novita.

Banco de Leite Materno do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Fotos: Vinicius de Melo/Agência Brasília

A grande questão, segundo o médico, é que não se estudou mulheres que tiveram gravidez a termo e amamentaram. “Geralmente, eles separam o muito do muito pouco. Comparam mulheres que tenham tido vários filhos, acima de três, principalmente de comunidades rurais onde o acesso à prevenção de gravidez é mais difícil, que têm idade do primeiro parto mais cedo, com mulheres de cidades grandes, que têm mais acesso a métodos anticoncepcionais que, geralmente, não têm filhos em idade muito jovem e têm número menor de filhos ou que nunca tiveram filhos. Quando se faz essa comparação, você vê que as mulheres que tiveram mais filhos têm menos câncer de mama. A gravidez previne câncer de mama e a amamentação também previne. Quanto, a gente não sabe”, acentuou.

Benefícios

O médico estimou que estudos sobre benefícios da amamentação das mulheres têm que ser vistos com cuidado porque, muitas vezes, estão comparando mães de populações rurais, com hábitos e expectativas de vida diferentes, com populações urbanas.

“Se pegar um país em desenvolvimento, encontrará predomínio maior de uma população rural, gestações mais precoces, mais gestações, mais amamentação. E as pessoas não têm expectativa de vida longa por questões de falta de cuidados básicos, como saneamento, e acabam tendo menos câncer de mama”, frisou.

Na avaliação de Novita, ninguém defende que a mulher amamente exclusivamente para se prevenir de câncer de mama. “Não amamentar também não é um risco tão alto. O fato de não terem filhos ou não terem amamentado não muda tanto, principalmente se os filhos [vieram] após os 35 anos de idade. O maior benefício da amamentação é, realmente, a nutrição da criança, ainda mais em um país como o Brasil em que, em alguns lugares, há dificuldade de alimentar. É fundamental para o desenvolvimento e diminuição da mortalidade infantil”, acentuou.

Um benefício adicional da amamentação acaba sendo a redução do câncer de mama. Destacou, entretanto, que “é um benefício não tão fundamental assim. Não precisa você indicar amamentação para prevenção de câncer”. O especialista concordou, entretanto, que amamentar reduz o risco de câncer de mama, “mas transformar isso em números é muito difícil de ser feito. A gente sempre recomenda a amamentação”, finalizou. (Agência Brasil)

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Quase 37 mil pacientes utilizaram o sistema do telesaúde em Campinas

Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, o programa da telessaúde está ajudando a otimizar a assistência no SUS Municipal. Dados mostram que mais de  6 mil horas de atendimentos foram efetivados aos pacientes entre março de 2023, quando o recurso foi implementado, até junho deste ano. O total equivale a 255 dias de trabalho ininterruptos.

Neste período foram 36,7 mil teleatendimentos, incluindo retornos de usuários. O número se divide entre 23,6 mil teleconsultas e 13 mil teleinterconsultas. Veja abaixo como funciona a telessaúde e as diferenças entre os dois formatos aplicados pela rede municipal.

“Cada vez mais a telessaúde se consolida como uma modalidade extremamente importante para oferecer novas ferramentas de assistência no SUS Municipal. Quem aceita esta forma de atendimento pode, por exemplo, realizar uma teleconsulta para o monitoramento do tratamento iniciado. Ao mesmo tempo, conseguimos otimizar a oferta na assistência presencial nos centros de saúde e prontos-socorros dos hospitais para quem realmente precisa se deslocar até uma unidade”, explicou a médica Thaís Leitão, coordenadora da Saúde Digital.

Do total de pacientes atendidos, 891 precisaram ser encaminhados até um pronto-socorro para a assistência presencial. O número representa 3,76% dos casos. A Saúde recebeu neste período 5,9 mil avaliações de satisfação sobre a Saúde Digital e a nota média ficou em 8,8 para escala de zero a dez, o que foi celebrado por Thaís.

“A assistência presencial permanece e não é substituída, a telessaúde é uma modalidade para fortalecer o SUS Municipal, ampliando o acesso e a qualificação assistencial. Os indicadores devem melhorar cada vez mais com a popularização dos serviços”, destacou.

Números da Saúde Digital (março de 2023 – junho 2024)

  • 720 teleatendimentos: 23.678 teleconsultas e 13.042 teleinterconsultas
  • 141 horas de atendimento – 255 dias ininterruptos de trabalho
  • 891 pacientes encaminhados aos prontos-socorros, o que corresponde a 3,76%

Saúde Digital em Campinas

A telessaúde é sempre indicada após o usuário do SUS Municipal receber uma avaliação prévia feita por um profissional de saúde na unidade básica de referência ou diante da possibilidade de oferta para usuários aguardando atendimento com especialista. Caso ele aceite, há duas formas de acesso aos serviços:

1) Modalidade de teleconsulta: o paciente pode receber um atendimento diretamente com o médico por meio da videochamada, utilizando o computador ou celular próprio, ou infraestrutura de uma unidade de saúde. Neste momento ela pode ser realizada com médicos clínicos gerais ou de especialidades credenciados ou de outras unidades que são especialistas em dermatologia, reumatologia, gastroenterologia, proctologia e neurologia.

2) Modalidade de teleinterconsulta: quando o médico da unidade de saúde percebe a necessidade do apoio, suporte e avaliação conjunta com um outro profissional especialista, ele pode, através do uso da plataforma de telessaúde, fazer uma solicitação na especialidade. Profissionais das Policlínicas e outros parceiros do Município otimizam esta assistência quando atendem aos chamados para fazer orientações, indicações de exames e outras condutas para o médico da família do paciente. Esta oferta já está disponível para as áreas de cardiologia, cardiopediatria, endocrinologia, endocrinopediatria, gastroenterologia, proctologia, urologia e hematologia. Com isso, o paciente recebe dois atendimentos em única consulta. Há ainda teleinterconsultas multiprofissionais para suporte às equipes, como no caso do Centro de Referência ao Idoso.

Na prática, o usuário da rede pública, ao buscar por um centro de saúde, pode receber a oferta de uma assistência mais ampla e ágil, o que também beneficia quem realmente precisa dar continuidade no atendimento presencial.

Como funciona?

Quem aceita a telessaúde recebe uma mensagem da assistente virtual Ana pelo número (19) 9-9604-3012. A Pasta destaca que ele não aceita ligações e a identificação aparece como Acesso Fácil Saúde Campinas, incluindo logotipo.

O paciente que aceita recebe um comprovante com o horário do atendimento on-line por WhatsApp ou SMS pelo número da Saúde Digital, o (19) 9-9962-0245. Um pouco antes do horário, um link será enviado para o celular do paciente para ele clicar e entrar na sala virtual do médico.

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Campinas começa a vacinar pessoas de até 45 anos contra HPV

A Secretaria de Saúde de Campinas iniciou hoje (18), a aplicação de vacina contra HPV para pessoas de até 45 anos que fazem profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. A dose está disponível nos 68 centros de saúde (CSs) e a medida deve contemplar 2 mil pessoas atendidas pelo Centro de Referência em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais.

A Pasta segue as diretrizes do Ministério da Saúde definidas em nota técnica. Ela estipula dose única às pessoas de 15 a 45 anos que estão realizando o procedimento no momento.

A coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli, explicou que a PrEP no Brasil está indicada para pessoas a partir de 15 anos, com peso corporal igual ou superior a 35 kg, sexualmente ativas e que apresentam contextos de risco aumentado para infecção pelo HIV.

“Oportunizar o acesso à vacina pode ser considerada uma ação com impacto na prevenção das neoplasias relacionadas ao HPV, principalmente o câncer anal”, afirmou. A infecção por HPV eleva o risco de transmissão do HIV.

Desde abril deste ano há indicação de dose única para todas as pessoas de até 19 anos. A vacinação em adolescentes é indicada por ao menos 100 países e vários deles já possuem estudos de impacto desta estratégia com resultados positivos sobre prevenção e redução das doenças ocasionadas pelo vírus (câncer do colo do útero, vulva, vagina, região anal, pênis e orofaringe e verrugas genitais). É importante receber a vacina na faixa etária recomendada, uma vez que a produção de anticorpos é maior nestas idades.

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Brasil deixa lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

O ano de 2023 marcou um avanço do Brasil na imunização infantil e fez o país deixar o ranking das 20 nações com mais crianças não vacinadas. A constatação faz parte de um estudo global divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa revela que o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 caiu de 710 mil em 2021 para 103 mil em 2023. Em relação à DTP3, a queda entre os mesmos anos foi de 846 mil para 257 mil. A DTP é conhecida como a vacina pentavalente, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche.

Com a redução na quantidade de crianças não vacinadas, o Brasil, que em 2021 era o sétimo no grupo dos países com mais crianças não imunizadas, deixou a lista negativa. O Brasil apresentou avanços constantes em 14 dos 16 imunizantes pesquisados.

A chefe de Saúde do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, destacou que o comportamento da imunização infantil no país é uma retomada após anos de queda na cobertura de vacinação. Ela ressalta a importância de o país seguir em busca de avanços, inclusive levando a vacinação para fora de unidades de saúde, exclusivamente.

“É fundamental continuar avançando ainda mais rápido para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias – muitas em situação de vulnerabilidade – estão, incluindo escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social] e outros espaços e equipamentos públicos”, assinala.

No mundo

O resultado de avanço do Brasil está na contramão do cenário global, no qual houve aumento no número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, passando de 13,9 milhões em 2022 para 14,5 milhões em 2023.

O número de crianças que receberam três doses da DTP em 2023 estagnou em 84% (108 milhões). A DTP é considerada um indicador chave para a cobertura de imunização global.

Em 2023 havia no mundo 2,7 milhões de crianças não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019.

Ao todo, o levantamento do Unicef e da OMS traz dados de 185 países.

Efeito da não vacinação

Uma forma prática de entender a importância da vacinação é por meio da observação de certas doenças, como o sarampo, que apresentou surtos nos últimos cinco anos.

A cobertura vacinal contra o sarampo estagnou, deixando cerca de 35 milhões de crianças sem proteção ou com proteção parcial. Em 2023, apenas 83% das crianças em todo o mundo receberam a primeira dose do imunizante. Esse patamar fica abaixo da cobertura de 95% necessária para prevenir surtos, mortes desnecessárias e alcançar as metas de eliminação do sarampo.

Nos últimos cinco anos, surtos de sarampo atingiram 103 países – onde vivem aproximadamente três quartos dos bebês do mundo. A baixa cobertura vacinal nessas regiões (80% ou menos) foi um fator importante. Por outro lado, 91 países com forte cobertura vacinal não experimentaram surtos.

HPV em meninas

Um dado positivo, porém, insuficiente no levantamento, é a vacinação de meninas contra o papilomavírus humano (HPV), causador do câncer do colo do útero. A proporção de adolescentes imunizados saltou de 20% em 2022 para 27% em 2023.

No entanto, esse nível de cobertura está bem abaixo da meta de 90% para eliminar esse tipo de câncer como um problema de saúde pública. Em países de alta renda, o nível é de 56%, e nos de baixa e média, 23%.

vacina contra o HPV é disponibilizada no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (Agência Brasil)

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